Strange Love
4 Capítulo quatro – Fantasmas do passado e robôs do
Notas iniciais
Boa leitura.
Capítulo quatro – Fantasmas do passado e robôs do presente.
Já fazia quase três dias que eles estavam reunidos na S.H.I.E.L.D para achar Justin Hammer, mas parecia quase impossível achar ele no país. Fury começou a se sentir impaciente e desesperado, pedindo sempre mais de Bruce, Tony e sua própria equipe. Stella aproveitava seus momentos de folga para treinar com Natasha, ficando cada vez melhor em seus chutes de direita. Conseguindo acorda derrubar ela em dois segundos. Steve parecia um pouco distante, mal aparecendo, no que Stella deduziu que ele devia estar passando bastante tempo em seu quarto. Na sexta a noite, Natasha, Bruce, Pepper e Tony estavam reunidos na cozinha, tomando uma garrafa de whiskey, liderado por Tony ( sem que Fury soubesse ), no que Stella roubou uma garrafa de vinho branco sem que percebessem, indo atrás de Steve. Ela não queria embebedar ninguém. Só pensou que nada melhor do que beber em uma sexta-feira.
Depois de rodar muito nos corredores, ela achou o quarto dele, suspirando longamente ao sentir uma sensação diferente ao ver Steve sem camisa, parecendo muito concentrado no laptop que estava na mesinha ao lado de sua cama. Pode ver vários papeis amassados e um caderno cheio de coisas escritas ao lado do laptop. Deduziu que ele continuava sua pesquisa sobre seu passado. Bateu duas vezes na porta. Steve viu ela pela janela ao lado da porta, colocando rapidamente uma camisa surrada, branca de algodão. Abriu a porta surpreso com sua visita, olhando da garrafa de vinho para as duas taças nas mãos dela.
– Atrapalho? — Perguntou agitando um pouco as coisas em suas mãos para enfatizar o motivo pelo qual ela estava ali. — Pensei que você pudesse querer uma companhia e uma bebida. — Steve riu, franzindo a testa.
– Qual seria a ocasião? - Perguntou sem entender o por que de ela estar tão agitada.
– É sexta-feira, Rogers. Posso? - Perguntou, no que ele deu espaço para ela entrar, fechando a porta em seguida. – Ainda apanha muito do computador? - Perguntou puxando uma cadeira para se sentar, colocando as taças e a garrafa na mesa.
– Um pouco. Bruce e Fury me deu boas dicas. Estou pegando o jeito. — Stella abriu a garrafa, colocando um pouco em cada taça, entregando uma a ele.
– Eu sei que seu metabolismo é acelerado. Mas isso não te impede de tomar um pouco de vinho. Não faz mal pra ninguém. — Ele sorriu em resposta, brindando antes de tomar um gole. – Não quero ser enxerida, mas já sendo, o que você tanto faz no computador? Não vi você o dia todo e... - Olhou envolta do quarto – Não me parece que você saiu daqui o dia todo. — Ele deixou a taça de lado, virando o laptop para ela.
– Estou aprendendo como utilizar, fora que estou procurando algumas pessoas. Vendo se consigo alguma informação dos últimos setenta anos. - Falou mostrando uma lista simples que ele fez no bloco de notas, no que Stella sorriu. Ele era realmente muito burro em relação a computadores, no que ela admirou nele. Era uma das poucas, que sabe raras pessoas que não sabem lidar com a tecnologia de hoje. Ela leu rapidamente a lista, tentando não ser muito intrometida, tomando um gole do vinho.
– Já descobriu coisas para se divertir? Ver filmes, ouvir musicas? - Pergunto abrindo um navegador do sistema, digitando o endereço do youtube.
– Mais ou menos. Ainda me confundo um pouco com algumas coisas. - Falou olhando interessado para a pagina que ela abria.
– Me diz uma musica que você gosta. Da sua época mesmo. - Steve parou para pensar um momento, sorrindo ao lembrar de uma música que ouvia muito no rádio, um pouco antes de entrar para o exército.
– String of Pearls, de Glenn Miller. - Stella procurou a musica, abrindo um dos vídeos, aumentando um pouco o som do laptop em seguida.
– Essa? - Steve sorriu maravilhado, olhando para o vídeo que mostrava cenas de filmes antigos, na maioria de pessoas dançando.
– Essa mesma. Como você achou tão rápido? — Ela deu de ombros, sorrindo pela simplicidade da pergunta.
– Já sabe o que é um site, não? — Ele confirmou com a cabeça. – Esse é justamente de busca de vídeos. Nem sempre tem mas, sempre dá pra achar algumas músicas antigas. — Ele se encostou melhor na cama, olhando pra taça de vinho novamente em suas mãos.
– Me sinto quase em casa. Essa música me trás boas lembranças. - Ela sorriu se balançando de leve, levemente embriagada, seguindo o ritmo da música.
– Quanto anos você tinha em... - Olhou para o vídeo e checou a informação de data da musica. – Em 1942? — Steve olhou para o video no laptop, suspirando longamente em um ar de nostalgia.
– Vinte e cinco anos. Tentando me alistar feito um louco no exército. - Ele riu baixinho com a lembrança, tomando um gole de vinho. – Sabia que eu mostrei vários documentos falsos para ser aceito? - Ela olhou para ele sem entender. – Vou te mostrar o por que. - Dele deixou a taça na mesa, se levantando, enquanto ela mexia no laptop novamente, assim que a música acabou.
– Me fale outra música. - Ele parou de mexer em uma mochila surrada, pensando por um momento.
– American Patrol. Também do Glenn Miller.- Rapidamente Stella colocou para tocar, vendo ele se sentar de frente para ela na cama com um arquivo em mãos. O papel era muito antigo. Amarelado e um pouco rasgado em pequenos pontos nas extremidades. Ele tirou uma foto de dentro dela e entregou a ela. – Reconhece? - Stella quase cuspiu vinho nele, sem acreditar na foto. Era muito antiga, mas era ele, claramente, magricela, em uma camisa branca e correntes com identificação do exército.
– Puta que... Nossa. Parece um irmão mais novo e desnutrido.- Falou rindo, olhando a foto mais de perto, virando a foto para ver a data.– 1943. Caramba Rogers. — Falou devolvendo a foto. – Tem mais? — Perguntou brincando, enquanto ele lhe entregava a pasta rindo.
– Não. Ainda bem. Mas essa é minha antiga ficha no exército. Fury conseguiu resgatar ela para mim. - Ela escutava e lia com atenção o que ele falava, ficando fascinada com aquilo.
– Isso deve ser tão louco pra você. Essa pasta é de mais de sessenta anos atrás, e você continua igual a aquele tempo. Não te deu um nó na cabeça? — Ela deixou a pasta na mesa, tomando o ultimo gole de vinho em sua taça. – Mais? - Ofereceu quando colocou um pouco mais para si. Ele aceitou entregando sua taça para ela, tomando um gole logo em seguida.
– Eu quase bati em Fury quando eu acordei e me vi em uma sala falsa. Ele construiu uma sala no estilo das de enfermaria dos anos quarenta, mas eu descobri por que o jogo que tocava na rádio...- Ele riu contra a taça, enquanto tomava mais um gole.– … Eu estava no jogo. Então como poderia acontecer de novo? — Ela riu também, mexendo no laptop novamente.
– Vamos ver se você conhece essa. Era a preferida do meu avô. - Falou colocando a música para tocar. Ele olhou para o chão sorrindo, tomando o resto do vinho na taça.
– Manhattan Serenade? - Ela confirmou, ficando em pé, pegando a taça da mão dele, colocando junto com a dela na mesa.
– Dança comigo? - Pediu pegando em sua mão. Ele reprimiu uma lembrança forte de surgir e tomar conta dele. Concordando com a cabeça, ficando em pé.
– Eu não sei dançar... - Ela deu de ombros, passando as mãos pelo pescoço dele, rindo baixinho.
– Quer saber? Eu também não. — Confessou rindo ainda mais. Ele apoiou hesitante as mãos em sua cintura, deixando um certo espaço entre seus corpos, um pouco envergonhado pela situação.
Stella se movimentou de acordo com a música, pisando na ponta do pé dele rindo, encostando sua cabeça quase no ombro dele, deixando suas mãos em seus braços.
That night in Manhattan was the start of it
We lived it and we loved every part of it
The glow of moonlight in the park
The lights that spell your name
The autumn breeze that fanned the spark
That set our hearts aflame
Steve lembrou de Peggy, e a promessa da dança que nunca aconteceu, sentindo um certo desconforto no peito, respirando fundo para afugentar as lembranças. Sem querer, seu rosto estava no cabelo dela, e o cheiro suave de flores do campo lhe acertou em cheio. Ele respirou novamente aquele cheiro, sendo levado a uma calmaria, abraçando-a mais forte, acabando com o espaço entre eles.
Our kiss was a sky-ride to the highest star
We made it without touching a handlebar
And I gave you my love
To the melody of the music, the madness
That made our Manhattan serenade
Ela sorriu com o gesto, se soltando dele, segurando sua mão enquanto girava, rindo baixinho. Ele sorriu em resposta, voltando a puxar ela para perto, dançando um pouco mais confiante e animado. Ele a girou mais uma ou duas vezes, fazendo com que ela risse divertida, provocando sorrisos nele também. A memória de “outra vida” quase totalmente esquecida no momento.
Quando a música chegou perto do fim, ele jogou lentamente o corpo dela em direção ao chão, segurando firme ao mesmo tempo para que não caísse. A pose era clássica de cinema, e eles ficaram se olhando naquela posição, mesmo a música tendo acabado.
Ele a levantou lentamente, sem perceber que puxava seu corpo colado no dele, deixando seus rostos aproximados. Tão perto que ela sentia o hálito cítrico pelo vinho vindo de seus lábios, assim como ele também sentia o dela. Stella ficou sem graça, rindo nervosa da situação, olhando para o relógio do laptop.
– Meu deus, duas e meia da manhã. Preciso ir dormir.- Falou arranjando uma desculpa para sair correndo dali, colocando um pouco de vinho em sua taça, tomando ele em um gole só.
– É já... Já está meio tarde... - ele respondeu sem graça, vendo ela olhar pra ele sorrindo de forma nervosa, indo para a porta.
– Boa noite, Rogers. — Falou parada a porta, enquanto ele segurava a maçaneta para ela.
– Boa noite, Stark. — Respondeu da mesma forma, voltando a olhar em seus olhos. Ela quebrou o contato visual, saindo rapidamente para o corredor, quase correndo enquanto abafava uma risada nervosa com a mão. Ele fechou a porta do quarto e olhou para as taças junto da garrafa de vinho, soltando uma risada baixa junto de um suspiro.
– Mas o que foi que aconteceu agora, Steve? - Perguntou para si mesmo, rindo também nervoso.
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Na manhã seguinte, Stella sorria ainda sozinha com o que tinha acontecido na noite passada. Steve Rogers era lindo, tinha presença e principalmente: Um corpo divino. Mas nunca pensou que poderia ficar com ele como na noite passada. Seu coração acelerou com a lembrança, enquanto ela fechava os olhos lembrando da sensação que suas mãos e olhar haviam lhe provocado. Suas mãos eram firmes e carinhosas, segurando seu corpo de forma delicada. Quando a memória de seu sorriso passou por sua mente, ela suspirou, se sentindo uma adolescente boba, mordendo seu lábio enquanto ria.
– Pára de ser imatura, Stella. Pára de sonhar acordada...- Suspirou longamente, sorrindo ainda mais ao lembrar do cheiro cheiro de sua pele. Máscula combinada com sabonete e roupa de cama. Ela sorriu cada vez mais, se sentindo idiota. – Cheeeeega! Vamos trabalhar. — Falou para si mesma, se obrigando a levantar da cama.
Stella preferiu não dar de cara com Steve tão cedo. Tinha medo do que poderia acontecer se olhasse para dele depois da noite passada. Ela ficou boas duas horas chutando e socando sacos e areia e o ar, treinando com Natasha. A ruiva até perguntou o por que de tanta energia, no que Stella riu nervosa.
– São os hormônios, Nat. Os malditos hormônios! - Falou acertando a mão de Natasha em cheio no protetor que ela usava, justamente para aquilo.
Mais tarde, tentou se ocupar ao máximo no laboratório com Bruce, sorrindo e acenando para Steve que passou pelo lado de fora com Fury em um certo momento. No almoço, Stella preferiu comer no laboratório, achando que assim se veria livre, quase engasgando de susto quando Steve apareceu na porta.
– Oi. O que você tá fazendo aqui? — Perguntou, tomando um grande gole de suco de abacaxi com hortelã, quase se engasgando com o macarrão com queijo.
– Não vi você no almoço. Pensei em passar aqui para dar um oi. — Ele olhou envolta do laboratório, meio sem graça. – Eu não te vi o dia inteiro. Está tudo bem? - Ela deixou o prato em um lado da bancada que tinha na parede, tomando outro gole de suco.
– Claro, claro! Só muita pesquisa pra fazer. E você? - Ele franziu a testa, vendo que ela parecia desconfortável.
– Está tudo bem? Você parece... Estranha. — Ela engoliu seco e ficou pálida, gesticulando de forma frenética, rindo em seguida.
– Impressão sua. Tó perfeita, Rogers. — Sorriu sentindo seu coração acelerar outra vez, totalmente nervosa.
– Bem eu só vim agradecer por ontem a noite. — Ela entrou em pânico por ele tocar no assunto. – Foi muito bom conversar daquela forma. Fazia tempo que eu não me sentia tão... Em casa. - Ele falou de uma forma que parecia um desabafo sincero. Seus olhos brilhavam, fazendo ela se sentir derretida por dentro.
– Não precisa agradecer. Amigos são para essas coisas, não? — Ela sorriu se virando para o computador fazendo uma careta sem que ele visse. Odiou a ideia de serem "amigos".
– Claro... amigos. - Ele falou aquela palavra sorrindo, mas sua voz soou levemente desapontada para ela. – Enfim, eu só vim mesmo agradecer e saber se estava tudo bem. Vou deixar você trabalhar em paz. - Ele viu que ela não se virava, saindo do laboratório sem dizer mais nada.
– Burra, idiota, ridícula. Stella Stark como você pode agir dessa forma, mulher? Você é uma Stark, não deveria se sentir... — Ela se virou começando a resmungar com ela mesma, indo pegar seu prato de macarrão. Parou de falar e de se mover no instante em que seus olhos caíram em uma folha com um desenho, meio desajeitado, de uma rosa, apenas em grafite. Ela pegou o papel e leu uma pequena anotação.
“ Há anos que alguém não consegue isso. Foi uma noite muito agradável, Stella. Obrigado por me deixar tão a vontade com a sua presença inesperada.
– Steve.”
– Ai meu deus! - Exclamou alto, quase em um grito, bem no momento em que Bruce entrou e a virou para ele preocupado.
– O que aconteceu Stella? Você tá bem? - Perguntou olhando para ela dos pés a cabeça, visivelmente em busca de algum ferimento. No reflexo, ela amassou o papel sorrindo sem graça.
– Nada, eu fui meio escandalosa. Fiz um cálculo errado no papel. Nada de mais! — Falou jogando ele por reflexo no cesto de lixo. Bruce olhou para ela meio desconfiado.
– Ok... Você já terminou os seus cálculos? - Perguntou enquanto ia para o próprio computador.
– Sim, já. Nada ainda... — Falou aproveitando a distração dele, pegando o desenho do lixo. Ela abriu ele na bancada rapidamente, dobrando ele e guardando no bolso.
– Acho que não, Stella. Chame Fury, rápido. - Falou de forma urgente, no que ela correu para a central, dando de cara com Steve e seu pai junto de Fury. Meio ofegante, ela apontou para o corredor atrás dela, respirando fundo. – Bruce achou algo. - Falou correndo de volta para o laboratório.
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– No mapa, indica que ele está em Nova Iorque.- Bruce falou para Fury, enquanto Steve olhava apreensivo para o mapa, e Tony parecia analisar o mesmo.
– Isso é... Coney Island? - Tony perguntou dando zoom no mapa.
– É sim. Não é aonde tem o parque? — Uma sirene indicou um vírus no sistema, interrompendo Bruce. A tela do computador ficou tremida, e começou a soar uma voz familiar nos alto falantes, no lugar da sirene.
– Stark, mas que surpresa. Não imaginava te achar xeretando no meu terreno. — Hammer falou fazendo com que Tony ficasse cada vez mais irritado.
– Pensei que estivesse preso, ou morto, Hammer. — Ele riu nos alto falantes, o mapa na tela do computador dando zoom em Coney Island sozinho.
– E você? Continua sendo um vingador? — Perguntou desdenhoso.
– O que você quer Hammer?- Tony perguntou impaciente.
– Você conhece bem Nova Iorque, não conhece? Conhece bem Coney Island, não?- Perguntou, enquanto na tela do computador mostrava o parque cheio de crianças e pais se divertindo. Em poucos segundos, um míssil estourou perto do parque, na praia, criando pânico. – Pois bem. Lembra dos meus Hammertrones? Pois é, Vanko deixou uma porrada de projetos na minha antiga fábrica, sabia? — Fury saiu do laboratório, falando com Agente Hill. – Meus Hammertrones são tão bons quanto a sua sucata voadora agora. - Riu ainda mais.
– O que você quer Hammer? - Tony voltou a perguntar, quase gritando.
– Se você não aparecer em... Dez minutos em Coney Island, vou deixar alguns órfãs para a futura instituição de desabrigados Stark, que é a única coisa que você vai conseguir ter, Tony. Duvido que o Governo não me dê total apoio se o precioso Homem de Ferro falhar. Tchauzinho. - Ele cortou a transmissão.
–Vou por a armadura. — Fury voltou ao laboratório e segurou ele.
– É exatamente isso que ele quer, Tony. - Falou segurando o braço dele.
– Você espera que eu faça o que então?- Tony falou fora de si, quase gritando.
– Vou com você, Tony. — Bruce olhou para Fury. – Eu suporto bombas. Eu tenho como sobreviver. - Ele garantiu a Fury.
– Eu também vou. — Steve deu um passo a frente sério.
– Não. — Stella falou sem querer. Olhando para Steve. – Quer dizer, não acho que vai adiantar muito. São apenas robôs, Rogers. — Tentou se explicar. – Pai por que não chamamos o Rhodes? - Perguntou tentando desviar o assunto. Tony beijou a testa da filha.
– Você é um gênio. Vou chamar ele agora. - Falou saindo correndo da sala, junto com Fury e Bruce. Steve se virou pra ela, e viu que Stella estava tentando se segurar para não entrar em Pânico.
– Não posso ficar aqui sem fazer nada. — Steve sem pensar, abraçou ela, respirando em seu cabelo novamente. Ela retribuiu o abraço fortemente, encostando seu rosto no pescoço dele.- Cuida do meu pai, por favor. Ajuda ele. - Pediu pouco antes de se soltar dela.
– Rogers, no convés!- Fury gritou do corredor.
– Eu prometo que sim.- Falou antes de sair correndo. Stella não esperou e correu para o lado contrário, dando de cara com Fury.
– Onde está Natasha?- Fury segurou ela no lugar.
– Você fica, Stella. Precisamos manter algum aqui. — Falou sério, segurando ela no lugar.
– Aonde está Natasha? — Perguntou, ignorando ele.
– Esta com o Agente Barton. Stella você não pode ajudar. Continue rastreando Justin Hammer enquanto nos cuidamos disso. - Falou deixando ela sozinha no corredor.
– O que eu faço agora? - Perguntou para si mesma, vendo na tela do computador outro míssil atingir a praia de Coney island.
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– Rhodes? Tá na escuta? — Tony perguntou, já sobrevoando Coney Island em sua roupa de Homem de Ferro.
– Acabei de te ver. Estou sobrevoando a área norte. Aonde eles estão? — James Rhodes, Tenente e Coronel, é velho amigo de Tony, tendo tomado a segunda armadura que Tony construiu, depois de uma briga há cerca de três anos. Hoje também é conhecido por War Machine, sem o armamento Hammer, e sim Stark.
– Eles estão a oeste, com aquelas coisas horríveis. Pelo jeito Hammer deu um belo Upgrade em seus fantoches. — Comentou, enquanto voava para perto dos Hammertrones. Assim que chegou perto o suficiente, Tony colocou eles em mira, estourando a cabeça deles com pequenos mísseis de rastreamento. James em outra ponta, começou a atirar nos Hammetrones que começaram a atacar a praia do parque, Natasha e Clint ajudando a evacuar a área pra longe dos Hammetrones.
– Saída Norte, atenção! Saída Norte! - Natasha, Steve e Clint gritavam, dando a direção certa para as pessoas.
– Mamãe! Socorro! — Uma menininha de mais ou menos cinco anos começou a gritas e chorar por sua mãe, claramente perdida em meio a confusão. Bruce, já como Hulk, tentou ir até ela pare ajudar, mas Steve pegou ela no colo antes, tentando acalma — la, não demorando muito para que sua mãe aparecesse, agradecendo ele antes de sair correndo. Ele fez um sinal pare Hulk, indicando que estava tudo bem e ele podia continuar.
– Eles estão avançando muito rápido. O amigo do Stark não parece estar conseguindo muito. — Clint falou ao ver um dos Hammetrones estourar a roda gigante. Hulk segurou ela por um momento, logo vindo abaixo. Não demorou muito para ele voar em cima dos Hammertrones e esmagar eles em segundos. Natasha puxou Clint pelo braço ao sair correndo, em direção ao caça, sendo seguidos por Steve.
– Eu tenho um plano.- Gritou por cima do barulho.
– Tony, são muitos. Precisamos de reforços!- James falou exasperado, quase sendo acertado. Tony voava em círculos, antes de encurralar eles com tiros e mísseis.
– Agente Homanoff, Está na escuta? - Natasha ajustou o receptor em seu ouvido, enquanto alcançava voo com o caça.
– Vou metralhar eles, Stark. Fique a Sudeste. Estou a caminho. - Falou já começando a atirar em vários Hammertrones que estouravam atrações do parque por onde passavam.
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Na sala de comando da S.H.I.E.L.D, Fury e Agente Hill faziam de tudo para ajudar Tony e James, enquanto Pepper assistia a tudo aflita.
– Eles estão em estado crítico, Coronel. — Agente Hill informou a Fury, que andava impacientemente pela sala de comando, deixando Pepper ainda mais nervosa.
– Mande mais dois caças, Agente Hill. Os mais potentes que tiver.- Falou olhando para uma das telas, vendo Tony destroçar um Hammetrone em um disparo só.
– Ordem sete, dois dois , Reforços a caminho. Repito, precisamos de reforços a caminho. Ordem sete, dois dois. -
– Tony... Meu deus... - Pepper falou baixinho, quase a beira de chorar de tanta aflição. Na tela, ela viu ele arremessar um Hammertrone contra outro, estourando dois de uma vez.
– Temos cinco caças ajudando eles. Aonde eles estão? - Fury perguntou, enquanto Agente Hill rastreava eles.
– Estão sobrevoando a área. Já abateram três dos oito que estão lá. Agente Homanoff e Agente Barton estão sobrevoando a área também. Estão cobrindo o Sr Stark, senhor. - Agente Hill reportou.
– Ótimo... Agora temos que esperar... - Fury falou em um tom cansado, olhando as explosões na tela,
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Stella tentava ignorar o que aparecia em sua tela, procurando rastrear Hammer o mais rápido possível. Estava tão aflita e preocupada com o que estava acontecendo, que não escutou um barulho vir da enorme janela que dava para o nada no laboratório. O Hammertrone ficou parado diante da janela, focando em Stella.
– Fisionomia confirmada. Stella Stark na mira. – Reportou o Hammertrone. Stella se virou para a janela, não tendo tempo de gritas, antes de ser atingida por um dardo em seu pescoço. Ela desmaiou quase que instantaneamente, no que o Hammertrone estourou a janela a tiros, entrando no laboratório. Ele entrou no laboratório, pegando-a no colo, saindo pela janela. Ele a jogou no ar, acionando um dispositivo que parecia uma rede. O Hammertrone pegou ela com a rede bem a tempo, carregando ela daquela forma pelo ar.
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– Senhor Atividade anormal na área dos laboratórios. Parece que estamos sofrendo um ataque. - Agente Hill reportou, acionando a câmera do laboratório, vendo o Hammertrone pegar Stella do chão. — Senhor, estão sequestrando a Srta Stark. — Falou desesperada, enquanto Fury já saia correndo para o laboratório.
– Stella!!- Pepper gritou desesperada, sendo segurada por Hill.
– Srta Potts, precisa ficar calma. — Pediu tentando segurar Pepper no lugar. Ela começou a chorar, se debatendo nos braços dela, não demorando muito a conseguir se soltar.
– É a minha filha! - Falou desesperada, correndo para o laboratório.
Fury e mais quatro Agentes chegaram a tempo de ver o Hammertrone jogar uma granada no laboratório, fugindo com Stella nos braços. Fury jogou todos para trás, segundos antes da granada estourar, destruindo a maior parte do laboratório.
– Elemento fugiu com refém. Repito, Elemento fugiu com refém. Aviões de prontidão, código cinco dois. Repito, código cinco dois. Siga o elemento que fugiu na direção norte. — Fury falou saindo do laboratório correndo com os outros agentes, em direção ao convés.
Pepper ficou ali parada, não conseguindo nem chorar mais de desespero, olhando algumas coisas como papeis com anotações de Stella, pegarem fogo, totalmente desolada.
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Após alguns minutos, Tony e James conseguiram conter os Hammertrones, vendo alguns carros do corpo de bombeiros da região chegarem para conter o fogo da explosão.
– Bom trabalho, James.- Tony falou ao sobrevoar perto do caça, olhando os bombeiros apagarem o fogo.
– Acha que esses também vão explodir? - James perguntou, no que Tony analisou eles rapidamente com Jarvis.
– Não. Hammer não sabe fazer exatamente o que Vanko fazia...-
– Stark, Barton, Rogers, Homanoff e Banner, preciso de todos agora na base, urgente. — Fury pediu por rádio.
– A caminho, Senhor - Natasha respondeu, começando a voar em direção a base.
– Você vem? — Tony perguntou a James.
– Não. Tenho uma base para comandar. Fica pra próxima, Tony. - James brincou, antes de voar em direção ao leste. Tony seguiu o caça que já estava muito a frente, não demorando a chegarem na base.
Agente Hill tentava acalmar Pepper, que chorava desesperada, perguntando por Tony. Fury falava com o caça que havia ido atrás do Hammertrone com Stella.
– Como assim perdeu de vista? — Perguntou furioso. – Como o senhor me perde um robô de dois metros de vista, Agente Harris? —
– Ele tem uma potencia de voo muito superior. Não consegui segui-lo senhor. Ele desapareceu há três quilômetros norte, em direção a Vermont. — Agente Harris reportou, no minuto em que Tony, Natasha, Clint,Bruce e Steve chegavam. Tony olhou para Fury no segundo em que viu Pepper desesperada com Agente Hill.
– Onde está Stella? — Perguntou para Fury que começou a pedir calma. Tony ignorou pegando ele pela gola da roupa, empurrando ele contra parede. – Onde ela está? - Fury respirou fundo, não se alterando.
– Um Hammertrone invadiu o laboratório e levou ela. — Tony entrou em choque, olhando novamente para Pepper, antes de correr até o laboratório.
Ao chegar lá, sendo seguido por Steve. Não segurou as lágrimas, se apoiando na bancada destruída, olhando para a enorme janela quebrada. Steve pensou em falar algo para ele, mas viu algo brilhando no chão, se abaixando para pegar. O colar de Stella, com um pingente de coração com a bandeira dos Estados Unidos devia ter estourado, e agora tinha alguns arranhões por conta da explosão. Steve engoliu a seco, sentindo seu coração doer com o peso que o colar fazia em sua mão, vendo Tony se desfazer em desespero silenciosamente.
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Notas finais
Roupa fim do capítulo > http://www.polyvore.com/stella_stark/set?id=49665360
músicas que a Stella procura no youtube>
String of Pearls - Glenn Miller > http://www.youtube.com/watch?v=sLTDo08giGk
American Patrol - Glenn Miller > http://www.youtube.com/watch?v=DK-lBi5r6Jk
Manhattan Serenade - Harry James > http://www.youtube.com/watch?v=JCg-0g4dhmk
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