Strange Love
5 Capítulo Cinco – Hammerazed
Notas iniciais
Nada mais a declarar.
Boa leitura ^^
Capítulo Cinco – Hammerazed
Localização: Stonehouse Dr, Fairfield, St Albans, Vermont.
Stella Acordou em um quarto pequeno. Minúsculo. Cabia apenas a cama em que estava e um espaço para porta. Nada mais.
A última coisa da qual lembrava, era o Hammertrone invadindo o laboratório da S.H.I.E.L.D. Seu pescoço ainda doía do dardo, se sentindo por um momento, um animal abatido. Ela olhou para as paredes extremamente brancas, nenhuma janela, nem mesmo na porta. Apenas uma pequena abertura para, o que ela depois deduziu, servir para passar comida. Claro que no chão. A porta parecia ser de aço maciço, e a cama extra de extremo desconforto. Passou a mão por seu pescoço, procurando seu colar, notando que já não estava mais lá. Deduziu que deve tê-lo perdido no caminho, soltando um suspiro, olhando para as paredes no escuro. A sala não tinha nenhum tipo de entrada de luz. Continuou deitada, encolhida na cama, abraçando suas pernas ao fechar os olhos. Assustada.
Stella tentou pensar em um plano. Ali, claramente esquecida por Justin Hammer, ela vasculhou em sua mente o que ela poderia fazer. Ele iria pedir a tecnologia usada no Homem de Ferro, certeza. Iria ameaçar ela e dizer que acabaria com sua família. Ela passou o que lhe pareceu horas, traçando cada detalhe minucioso de seu plano, respirando fundo quando decidiu o que iria fazer. Parecendo adivinhar seus pensamentos, a porta do quarto se abriu, mostrando uma figura mais ou menos alta, magra, de oculos e um terno cinza. Justin Hammer já teve sua época, mas agora, ele era nada mais do que uma imagem desbotada de si mesmo.
– Como vai senhorita Stark? Ou deveria chama – la de Stella.? — Perguntou Justin, não dispensando dois guarda costas enormes de ficarem na porta com ele. Ela deu o melhor sorriso que conseguiu, tentando parecer o mais verdadeiro possível.
– Pensei que tinha se esquecido de mim, Justin. Por que demorou tanto? — Justin ficou surpreso com a forma que ela agiu com ele, sorrindo também, um pouco nervoso. Ele esperava que ela começasse a ameaça – lo, e talvez ate chorasse um pouco. E não que ficasse “feliz” com sua presença.
– Estava cuidado de algumas coisas. Você está bem? Com fome? — Perguntou tentando ser o mais agradável possível. Ela sorriu ainda mais.
– Muita. Faminta para ser mais exata. Teria alguma coisa pra comer? — Perguntou ficando em pé em frente a ele, olhando envolta do quarto. – É assim que você trata seus... — Olhou para ele incerta. – Do que você me chamaria? Prisioneira? — Perguntou esperando de forma divertida a resposta de Justin, que veio meio gaguejada.
– Talvez. Pelas circunstancias em que eu te trouxe, quer dizer, que te trouxeram, eu chamaria de “sequestrada”.-
– Por que não “convidada”? Soa bem melhor, não? - Sorriu beijando o rosto dele, se segurando para não fazer cara de nojo. – Eu já estava prevendo que você talvez me sequestrasse.-
– É mesmo? E por que Stella? — Ela sorriu ainda mais.
– Estava na cara. Pedir para que o ridículo do meu pai fosse até Coney Island com os outros. Foi muito boa a sua distração, por sinal. - Elogiou se encostando na cama, olhando para ele. – E então? Para que me trouxe? — Perguntou sem mais rodeios, cruzando os braços, tentando parecer interessada, e não prestes a matar ele.
– Bom, Tony nunca cooperaria comigo. Já eu e você, por outro lado, não temos uma história como eu e seu pai. Eu confesso que iria te ameaçar, talvez até te torturar para conseguir a sua ajuda, mas... — Ele olhou para ela de cima a baixo como se analisasse um pedaço de carne.– … Não acho que vou precisar. — Stella sorriu ainda mais, percebendo que Justin estava começando a lhe dar confiança. - Muito bem, seja minha convidada no café da manhã Vamos? — Sorriu para ela, abrindo caminho para ela passar pela porta junto com os seguranças. Talvez não fosse tão difícil enganar Justin Hammer no final das contas.
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Na base flutuante da S.H.I.E.L.D, já haviam limpado o laboratório, no que Tony e Bruce já trabalhavam para concertar tudo e começar as buscas por Stella o mais rápido possível. Pepper finalmente conseguiu se acalmar, depois de algumas horas e acabou dormindo, depois que Tony lhe deu um calmante em um pouco de água com açúcar. O dia já estava claro e ele não havia dormido. Nem ele, Bruce e Fury pararam durante toda a noite. Já eram seis da manhã quando Tony conseguiu re – estabelecer o contato entre a base e o laboratório.
– Sistema operando em 100%. Ótimo. — Tony conferiu, com os olhos fundos de cansaço, se mantendo em pé no computador, enquanto Bruce terminava de limpar os restos de fio e vidro que tinha na sala. Tony utilizou a armadura para concertar a janela, faltando apenas os vidros. Bruce fechou a janela com placas de aço que havia em um tipo de porão lá, assim não sofrendo com vento ou barulho das turbinas. Tony terminou de tomar mais uma lata de energético, respirando fundo ao digitar alguns códigos para ter acesso ao banco de dados.
– Tony... Tony você não quer... Dar uma parada? Descansar? — Bruce perguntou tentando ser delicado naquela situação.
– Não Bruce. Eu só vou dormir quando eu tiver notícias da minha filha. - Falou sem tirar os olhos da tela do computador, re – estabelecendo a conexão com o banco de dados.
– Tony você está muito abalado. Eu to vendo o momento em que você vai...-
– Já disse. Eu só vou dormir quando achar ela. — Falou não bravo, mas extremamente arrasado. – Eu estou me sentindo um idiota, um... inconsequente, um moleque. Eu coloquei todos em risco. — Falou levantando e andando pelo laboratório. Bruce sabia como ele se sentia, mas preferiu ficar quieto. A dor que Tony estava sentindo devia ser bem pior. – Minha filha está nas mãos de um canalha que pode fazer coisas terríveis com ela. Devia ter pensado. Estava muito óbvio que ele me queria longe daqui, justamente para atacar. Eu devia ter desconfiado quando cheguei la e nem sobra do desgraçado. — Bruce segurou seus ombros, parando ele no meio da sala, em sinal de solidariedade.
– Tony todos nós erramos. Deixamos ela sozinha e aqui no laboratório. Ela estava vulnerável demais aqui. Foi um erro coletivo – Tentou argumentar Bruce. Tony concordou com a cabeça. Respirando fundo. – Tony vai descansar. Podemos fazer turnos. Eu fico aqui agora, meio dia eu te chamo, tá bem? — Ele acabou cedendo, mal se aguentando em pé, dando um abraço rápido em Bruce.
– Obrigado, Bruce. - Ele sorriu em resposta ao amigo.
– A Stella é a filha que eu não tenho. Também estou preocupado com ela. Fique tranquilo que se eu achar algo, eu te aviso. — Ele assentiu, saindo do laboratório, indo para seu quarto.
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Steve brigava com seu laptop no quarto, tentando encontrar algo para conseguir rastrear Stella, mas ele ainda não era tão bom quanto ela ou seu pai no computador. Ficou tão irritado que largou o computador na cama e saiu para dar uma volta. Não conseguiu dormir mas também não achou uma boa ficar perto de Tony. Eles já não se davam bem com nada acontecendo, e não quis piorar a situação. Ele deu duas, três, cinco voltas no convés, e quando não se deu por satisfeito, ficou boa parte da noite treinando socos em sacos de areia. Ele não conseguia desligar sua mente de Stella, e de se sentir inútil por não ter ficado para defender ela. Ela socava com cada vez mais raiva o saco de areia quando pensava no assunto, desistindo também de ficar ali depois do segundo saco de cinco que ele estourou. Quando estava a caminho de seu quarto, viu Bruce sozinho no laboratório, parando para conversar um pouco.
– Cadê o Stark? — Perguntou, no que Bruce terminava de virar uma lata de energético garganta a baixo.
– Foi dormir. — Ele amassou a lata, jogando ela na lata de lixo em seguida, olhando para Steve. – Convenci ele a ir dormir. Ele não se aguentava mais em pé. — Deu uma risada sem muita vontade, voltando a olhar para o computador que marcava “Pesquisando dados: 32%”. Steve sentou no banco do outro computador, respirando fundo, deixando transparecer a preocupação. – Impressão minha, ou você também ficou acordado a noite inteira, Steve? - Perguntou, analisando o estado em que Steve estava. Estava com uma calça de moletom, tênis e camisa de manga curta. Uma roupa perfeita para quem pensava em dormir, mas não conseguia. Ele não conseguiu disfarçar, e confirmou com a cabeça, olhando para o computador.
– Não dá para disfarçar não é? — Falou dando uma risada fraca, suspirando longamente.
– Posso te fazer uma pergunta? — Bruce limpava seus óculos em um pedaço de sua camisa, olhando de relance para Steve.
– Pode. —
– Por acaso você está interessado na Stella?– Ele perguntou, olhando nos olhos de Steve, esperando uma resposta sincera. Steve pensou por um momento antes de responder, só realmente respondendo quando Bruce levantou uma sobrancelha para ele.
– Estou. – Bruce sorriu, coçando a cabeça por um momento.
– Tony vai ficar uma fera. – Ele comentou rindo, deixando seu óculos ao lado do teclado do computador. — E o que você pretende fazer? – Perguntou um pouco mais sério. Steve olhou para ele sério, ficando um pouco mais reto em sua cadeira.
– O que quer dizer com isso, Banner?– Perguntou não entendendo. — Por acaso você está interessado nela? – Perguntou ficando irritado com a pergunta, não entendendo por que se incomodou tanto. Bruce riu com vontade, passando as mãos pelo rosto de forma cansada.
– Steve eu tenho uma namorada. Fora que eu tenho a idade para ser pai dela, que é exatamente a forma como eu a trato. Uma filha. Estou apenas perguntando, não precisa ficar com cíumes. – Steve ficou menos irritado, começando a se sentir idiota por ter falado daquela forma com Bruce.
– Desculpe. Estou irritado com a situação em que nos metemos. Primeiro um ataque e depois um sequestro. Estou de prontidão para caso pensem em estourar esse lugar de uma vez. — Falou passando uma mão pelo rosto, passando pelo cabelo até a nuca de forma exasperada. Bruce olhou para o computador com um suspiro, enquanto marcava “Pesquisando dados: 35%”. Estava indo lento demais.
– Eu sei mas, você tem que manter a calma. — Falou se levantando, pegando outro energético gelado de um frigobar no canto da sala. Ofereceu uma mas Steve negou com a cabeça. – O jeito é esperar. Só que... Se você não quer que Tony saiba, você vai ter que se controlar perto dele. - Falou tomando um grande gole de energético.
– Eu sei. E é ridículo eu ficar assim. Não aconteceu nada. - Bruce franziu a testa, não entendendo.
– Como assim “não aconteceu nada”?-
– Nada. Apenas conversamos e...- Olhou para ele sem saber se deveria continuar.
– E...? - Ele pediu para que ele continuasse, com um sinal de mão.
– … Quase nos beijamos. Mas nada aconteceu. Não sei por que estou assim. - Confessou deixando seu olhar fixar na foto de Stella no computador. Bruce sorriu de forma divertida, tomando outro gole de energético.
– Você se apaixonou pela filha do cara que você menos gosta. — Constatou Bruce, fazendo Steve fechar os olhos rindo.
– Não estou apaixonado. — Rebateu, fazendo Bruce voltar a sentar ao lado dele, no que ele desviou seu olhar novamente para a foto de Stella.
– Você olha para ela como um fotógrafo que contempla a lua. Como... Como um pintor que paquera a pintura mais linda que já viu. - Ele bateu de leve no ombro de Steve, chamando sua atenção.– Você nunca se sentiu assim antes? — A pergunta deixou Steve confuso por um momento. Lembrou – se novamente de Peggy Carter, mas sua memória parecia ter enfraquecido em relação a ela. Lembrava um pouco de seu rosto, cabelos castanhos, uniforme impecável. Mas não conseguia se lembrar direito da voz. Agora quando sua memória flutuava para Stella, seu coração parecia aquecido. Seus olhar profundo, seu cabelo com cheiro de flores do campo. Sem perceber, ele suspirou ao lembrar de seu sorriso.– Acho que a resposta é não, acertei? - Bruce interrompeu seus pensamentos, sorrindo parecendo contente com a situação.
– Eu me “apaixonei” uma vez, há muito tempo, por uma pessoa incrível. Mas não me lembro de sentir as mesmas coisas que sinto perto da Stella. — Confessou, sentindo o peso do colar dela em seu bolso, não tendo largado dele desdo momento em que achou ele alí naquele laboratório.
– É... Tony vai ficar uma fera. - Repetiu Bruce, rindo baixinho contra a lata de energético, esvaziando ela também, jogando – a na lata de lixo. Steve sorriu consigo mesmo, olhando novamente para a foto de Stella. Prometeu a si mesmo que acharia ela, nem que isso custasse sua própria vida.
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Stella estava sentada em uma mesa de café da manhã improvisada em um grande galpão. Ali havia um pequeno avião, alguns Hammertrones e a mesa em que eles estavam. Na mesa, torradas, manteiga, geleia, leite, café, pão suco. Tudo o que se pode pensar em relação a um café da manhã, tinha ali.
– E então Stella? Vai mesmo me ajudar? - Perguntou tomando um gole de café, olhando para ela por cima dos óculos. Stella sorriu, terminando de mastigar sua torrada, conseguindo saciar sua fome.
– Claro. Não perderia a chance de me destacar longe do meu pai. - Justin pareceu gostar daquilo, se debruçando um pouco na mesa, muito interessado – Sabe Justin, eu confesso que fiquei muito feliz com esse “sequestro”. Sempre tentei pensar em uma saída para me destacar longe do meu pai, mas eu nunca conseguia. Era tudo Tony e Stella, Stella e Tony. Eu estava sempre na sombra de Tony Stark, e eu não quero mais ser lembrada por “Stella Stark, filha de Tony Stark”. Eu quero meu próprio nome, meu patrimônio, o meu lugar no sol. Entende? - Falou da forma mais convincente que conseguiu, olhando para Justin como se buscasse apoio. – E você pode me ajudar a conseguir tudo isso.-
– Entendo perfeitamente o que você quer fazer. E tenho que admitir que fico feliz de você pensar assim. — Stella sorriu ainda mais, tomando um belo gole de suco.
– O que acha de começarmos o mais rápido possível? Aliais, qual é o seu plano? Upgrade nos Hammertrones? — Perguntou realmente curiosa – Ou uma nova maquina, que pode explodir o planeta? — Justin se levantou, mostrando um projeto para ela. Stella ficou estática quando viu o que era, tentando disfarçar.
– Quero um exército de Homens de Ferro. Os Hammertrones são meros capangas robotizados que podem muito bem dar errado. Mas eu quero homens dentro dele. Provar que é possível sim ser refeito de uma forma ainda melhor. - Justin explicou mostrando o projeto para ela, lhe dando os detalhes enquanto explicava.
– Quantos você vai querer? -
– Para começar, apenas um. Depois começamos com vinte.- Stella assentiu com a cabeça.
– Posso ficar com o projeto?- Perguntou, pegando o papel.
– Claro, vai precisar dele. Tenho uma cópia no sistema de qualquer forma... — Ela sorriu para ele, enrolando o projeto, se levantando da mesa. – Aonde posso ficar, Justin? — Perguntou flertando um pouco com ele, ficando bem próxima a ele, sorrindo de forma doce. Justin não soube o que dizer por um momento, limpando a garganta em seguida.
– Pode ficar aqui no laboratório improvisado.- Falou, conduzindo ela para um lado do galpão, junto dos Hammertrones. — Vou deixar dois dos meus homens com você, caso precise de algo como comida ou bebida. Tem um banheiro logo ali se precisar, querida. — Ele pegou a mão de Stella, beijando – a demoradamente, pensando que estava conseguindo ser cavaleiro. Ela se segurou para não fazer cara de nojo e sair correndo com ele, sorrindo ainda mais, retribuindo o beijo com outro no rosto dele.
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Pepper acordou com a cabeça pesada, olhos muito inchados e o travesseiro ainda um pouco úmido pelas lágrimas da noite anterior. Tony havia ido dormir, mas antes disso, ficou olhando para ela. Ele abraçou ela de forma delicada, não querendo acorda – la, eventualmente caindo no sono. Quando Pepper acordou, tinha seu rosto no peito de Tony, os braços dele segurando ela de forma firme, mesmo que ele estivesse dormindo profundamente.
Era nesses momentos que ela se pegava contemplando ele de forma tenra. Tony sempre fora lindo para seus olhos. Mesmo sendo da forma que ele era, irresponsável, arrogante e imaturo, ela não conseguia deixar de amar ele.
Seu rosto tranquilo quando dormia era a paz de Pepper. Ela pensou em levantar, mas preferiu se perder um pouco naquele pequeno momento, olhando para ele, lembrando de pequenas coisas de agora e de vinte anos atrás. Como o primeiro sorriso que ele deu a ela, e o último beijo dado.
Ela nunca pode reclamar de Tony como pai. Ele havia se saído mil vezes melhor que Howard, dando tudo e um pouco mais a Stella. Sempre que podia, ele estava ali com ela. Stella as vezes parecia mais apegada ao pai do que a mãe por conta disso. Pepper sabia que era uma mãe presente, mas Tony fez de tudo para se sair bem no papel de pai. Levava Stella a Coney Island para correr, comprava caixas de chicletes e pirulitos quando ela era pequena, não ficando bravo, mas muito satisfeito quando ela entrava na sala de reuniões, interrompendo apresentações chatas de Tony. Era a princesa do reino de Tony, e agora ela estava longe, provavelmente em perigo.
Pepper sentiu seus olhos arderem ao pensar em como estaria Stella naquele momento. Não aguentou por muito tempo e logo estava chorando no peito dele, acordando – o com um soluço baixo. Ele abraçou ela mais forte, puxando ela mais para perto, fazendo carinho em sua cabeça.
– Shhh.... Calma, querida... — Pediu quase em um sussurro rouco, com voz de sono. Pepper continuava a chorar em seu peito, abraçando ele forte, soluçando baixo. – Bruce está rastreando ela enquanto eu descanso. Vamos fazer turnos e logo logo vamos achar ela, eu prometo. - Ele falou enquanto levantava o rosto dela na direção dele, limpando suas lágrimas com o polegar.
– Eu... não... consigo... — Soluçou tentando parar de chorar, olhando para ele , todo o desespero voltando. Ele respirou fundo, beijando demoradamente sua testa, abraçando – a ainda mais forte.
– Consegue sim. Nós vamos conseguir, sim. — Disse prometendo para si mesmo que não ficaria em paz enquanto não achasse sua filha.
– Eu não consigo desligar minha mente. Pensar em como ela pode estar com fome, sozinha, machucada, com frio, assustada. Eu sinto meu coração esmagado dentro do meu peito... - Desabafou Pepper, respirando fundo, se levantando um pouco, olhando para ele. Tony limpou seu rosto com as mãos, assentindo em uma forma muda de dizer que sentia o mesmo. A diferença, era que Tony se fingia mais forte, mesmo que estivesse morrendo e se despedaçando por dentro.
– Lembre – se de que ela é mais esperta do que pensamos. Ela já deve ter pensado em um plano, enquanto estamos atrás dela. Não vai demorar ao vermos aquele... Cretino, todo estourado na nossa porta, sendo arrastado por ela. - Ele falou tentando animar Pepper, que sorriu por um breve momento, assentindo. Ela sabia que o que ele dizia era verdade, mas mesmo assim, ela ainda se sentia agoniada por dentro. Ele beijou os lábios e a testa dela de forma demorada, voltando a encostar seu rosto no peito, subindo e descendo uma mão por suas costas. Ela respirou fundo, um pouco aliviada pelo o que ele falava, parando de chorar em minutos, caindo no sono junto com ele em seguida.
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