Strada Per L'inferno

27 Por que você tinha que falar dela?


Notas iniciais
Que rufem os tambores porque eu voltei, crianças! hahahaha. Ah, doce ego o meu! Estou bem animada e vocês, caso não estejam, se animem porque cá está mais um capítulo da fic! Demorei um bocadinho porque estava em semana de provas, estou novamente agora, e tinha um trilhão de coisas para fazer também. Tipo terminar uma série de livros e se frustrar por seus olhos secos não derramarem uma misera lágrima, embora seu coração se aperte tanto que chega a doer. hahahah. Dramática? Imagina! Eu também demorei de birra com vocês. Justo no capítulo em que eu revê-lo o que tanto queriam saber, ao menos uma parte, vocês somem? Não comentam nem mandam sinal de fogo... Poxa, eu estou na TPM e minha carência está a gritar. hahahaha. Sim, eu sou do tipo que fica chata, melosa, mais irritada do que o normal, que muda de humor pior do que muda de roupa e que chora do nada pensando em coisas nada a ver. Trágico e horrível, eu sei. Esse capítulo está ESPELNDIDO, em minha humilde opinião. Editei-o durante todo o dia e saí atrás de uma música que combinasse com ele perfeitamente, embora ruminasse algum tempo uma música em minha cabeça. Enfim, escolhi a minha segunda opção que ficou tão fofa quanto a primeira: "Kiss Me", Ed Sheeran. Em tempos sombrios onde todos amam o Ed por "X" e "Sing", eu volto um pouco no tempo e lhes ofereço essa baladinha calma e fofa do "+" que caiu como uma luva no capítulo. Só peço que esperem até verem um trecho da história, começo de parágrafo, grifado em negrito para colocarem a música para tocar, certo? E o link, para os preguiçosos, está no fim das notas iniciais. Godere P.S. Eu quero, claro, dedicar esse capítulo para três pessoinhas lindas que recomendaram a fic no último mês que ausentei-me: Princess The Dark, Júlia Roque e Sunny. Eu geralmente costumo fazer recomendações solos, uma por capítulo, mas as recomendações de vocês foram tão fofas e este capítulo, para mim ao menos, está tão especial que não pude escolher só uma. Então eu espero que vocês gostem, garotas. Obrigada de verdade. pelas palavras que me fizeram sorrir em meio a TPM. hahahaha. Ed Sheeran - Kiss Me https://www.youtube.com/watch?v=kFfKb_WEkCE

Ouvi o barulho da porta batendo com força e fechei o livro. Pela delicadeza, sabia que se tratava de Aaron chegando em casa. Olhei no relógio da biblioteca e eram oito e meia da noite. Cedo para os padrões dele. Pousei o livro na mesa e levantei-me da poltrona. O abajur continuou inundando fracamente um círculo de luz amarelada no cômodo enquanto eu o deixava. Os passos de Aaron soaram pesados na escada e logo sua figurava se materializava ao fim do corredor. Ele andava de cabeça baixa assobiando, num humor consideravelmente bom. Ele só notou-me quando fechei a porta atrás de mim. Sua cabeça ergueu-se e um sorriso perverso e divertido ganhou seus lábios enquanto seus pés paravam a alguns passos de distancia de mim.

– Achei que boas garotas dormissem cedo – Ele comentou sarcástico. Em seus dedos, a chave do carro girava.

– Eu estava lendo – Encolhi os ombros, apoiando as costas à porta de carvalho pintada de branco.

Ele levantou as sobrancelhas, indiferente. Observei-o cuidadosamente, lembrando-me de tudo que Caitlin dissera-me sete tardes atrás:

"Eles eram apaixonados, você via pelo olhar...".

"... Mas pelo pouco que me arrisquei perguntar, ela morreu na frente de Aaron por alguma coisa relacionada ao trabalho dele.”

Aaron estava debochado, seu sorriso de lado estampado no rosto. Sua postura corporal indicava que ele estava relaxado. Mas seus olhos... Eu sempre tentei enxerga-lo através daqueles olhos grandes e escuros, mas sempre houve um véu negro que me impedia de olhar além. E agora, entendendo-o um pouco melhor, esse véu começava a cair. Dor, ressentimento e um ódio desproporcional estavam ocultos. A dor, principalmente, chamava-me minha atenção. Ele era alguém marcado por um passado doloroso demais a qualquer um. Carregava um fardo pesado demais para alguém suportar.

– Por que está me olhando assim?

Despertei, piscando várias vezes e vendo-o me observar com os braços cruzados e a cara séria em busca de uma resposta minha.

– Ah, nada. Eu estava pensando só – Sorri suave, porém forçado, agarrando a maçaneta atrás de mim.

– Pensando enquanto me olhava? –Suas sobrancelhas ergueram-se duvidosas.

Nessas horas em que o ego enorme dele deveria predominar e sua resposta ser algo como "Hm, eu geralmente provoco essas reações nas pessoas por conta da minha beleza". Nessas horas, no entanto, isso não acontece: seu ego não entra em cena, mas sim sua desconfiança.

– Eu não estava te olhando diretamente. Eu estava olhando por cima de seu ombro, na verdade – Arranhei a maçaneta com as unhas enquanto inventava uma desculpa sem muita convicção na voz.

–Lane, você é tão boa mentirosa como eu sou tão bom sendo piedoso.

Comprimi meus lábios sem saber o que responder. Eu realmente não fora convincente o bastante.

– Eu vou repetir de novo – Ele aproximou-se calmamente, dando um passo d cada vez como um predador prestes a dar o bote. – Por que você estava olhando-me daquela maneira vaga e piedosa?

– Eu estava pensando, já disse – Agarrei com mais força a maçaneta atrás de mim, colocando uma dose de irritação em minha voz.

– Pensando no que, Lane?

Seu hálito batia em meu rosto e me embriagava com o cheiro de menta refrescante típica de balas para hálito misturado a álcool.

– Por que você se interessa tanto, Aaron? Em todos esses meses em que fomos casados, você nunca quis saber muito sobre mim – Levantei o queixo, tentando passar a pose de durona enquanto o enfrentava para despista-lo. – Duvido que ao menos você saiba do que eu gosto.

Ele sorriu presunçoso de lado. Seus pés deram um infeliz passo a frente e seu corpo ficou a separado do meu por míseros centímetros. Suas mãos apoiaram-se na porta atrás de mim e seus olhos negros abaixaram-se para mim.

– Você gosta de música. Sabe tocar piano e por mais que ame partituras e peças de piano clássicas, não é muito chegada em Bethowen. Odeia grande parte dos filmes americanos modernos, mas se derrete por filmes melosos dos anos 50 e 60. Não é muito ligada em política, mas sabe alguma coisa. Gostaria de ser humanitária, mas sabe que tendo quem tem como pai e marido, isso nunca vai acontecer. Gosta de flores e tinha um jardim até que legalzinho só para você na casa de seus pais. Ah, a única coisa que você fez questão de escolher em nosso casamento foram as flores. Gosta de ler como qualquer boa garota educada em casa. Romance água com açúcar enjoativo são seus preferidos. Aliás, você estava lendo um até agora, não?

Engoli em seco olhando-o nos olhos. Estava boquiaberta com a quantidade de coisas que ele sabia, considerando que ele nunca me perguntara ou insinuara saber alguma delas. Seu sorriso se ampliou com a ciência de que me surpreendera com êxito. Limpei a garganta, comprimindo o lábio inferior.

– Engraçado como você sabe tantas coisas sobre mim e eu não sei nem metade sobre você – Comentei em voz baixa.

– Você nunca perguntou nada, amore mio – Ele continuou de deboche.

– Você nunca me dá a oportunidade.

Seu rosto projetou-se a frente, diminuindo alguns centímetros a mais de nossa distancia. Ele molhou os lábios, soltando seu hálito refrescante sobre os meus. Sua expressão era desafiadora e provocante ao mesmo tempo.

– Estou dando agora – Ele sussurrou. Engoli em seco. Esta era minha chance de perguntar o que queria, mas será que seria sábio fazê-lo?

– Quem é Sienna?

Milésimos de segundos foram precisos para sua expressão transformar-se totalmente. Algo tão arrogantemente sarcástico virou algo tão terrivelmente perigoso. Seus olhos enegreceram-se mais e seu maxilar travou-se tanto que jurava que seus dentes iriam quebrar. Num piscar de olhos, eu estava jogada no chão com meu corpo dolorido pela força e surpresa do impacto. Olhei-o assustada e ele aproximou-se com um olhar de raiva descontrolada. Fui recuando o máximo que pude até bater as costas na porta de meu quarto. Por sorte, a mesma estava entreaberta e abriu-se totalmente com meu peso impresso nela. Mas a fúria descomunal de Aaron parecia só aumentar a precisão e rapidez de seus movimentos. Ele estava tão perto que não me dei ao luxo de levantar-me do chão; continuei arrastando-me desnorteada pelo quarto até minhas costas bateram em algo sólido, a cama, marcando o fim da linha para mim. Levantei os olhos em pânico encontrando-o se abaixando em minha frente.

– Quem te contou sobre ela? –Ele silabou com cólera. Chegava a ser tão amedrontador quanto gritar.

Não o respondi. Meu único gesto foi virar o rosto comprimindo fortemente meus lábios. Ele irritou-se e passou suas mãos a meus braços, agarrando-os e apertando-os com extrema força até eu gemer de dor.

– ME RESPONDE CARALHO! – Ele gritou irado, me fazendo fechar os olhos.

– Para com isso, Aaron... – Pedi suplicando. Minha voz saia num sussurro baixo, passando pelo choro preso em minha garganta. Aaron estava fora de si e eu estava com mais medo do que estivesse anteriormente.

– Foi a Caitlin, não foi? – Ele perguntou e eu não o respondi. Sequer abri meus olhos. Ele aumentou o tom em resposta, voltando a gritar. – Foi aquela vadia, não foi?

– Você acha que eu sou boba, Aaron? – Abri os olhos, reunindo resquícios de força e coragem para enfrenta-lo. Caso contrário, sabia que não seria a única prejudicada nessa história: Caitlin também seria. E eu não queria perder minha única amiga por covardia minha. – Ela não me falou nada. Eu deduzi sozinha quando alguém deixou escapar o nome. Eu liguei os pontos, Aaron. Foi isso que eu fiz.

– Você está mentindo – Ele trincou o maxilar, falando entre dentes.

– Estou Aaron? – Levantei uma sobrancelha. Não podia fraquejar; tinha de continuar a fazê-lo achar que realmente existia bravura em mim para peita-lo. – Eu estou te perguntando quem ela foi especificamente porque eu quero saber. Se eu já soubesse, você não acha que seria burrice demais arriscar-me a perguntar? Eu não sei nada dela a não ser o que deduzi: que ela foi alguém muito importante de seu passado. Provavelmente um amor para você estar assim agora.

Ele encarou-me mais um pouco, cerrando olhos. Achei que ele iria soltar-me e iriamos conversar civilizadamente. Ele, contudo, apertou mais meus braços e aproximou mais sua face endurecida, deixando o ar bater em meu rosto enquanto ele silabava impetuosamente:

– Eu não acredito em você.

Gemi de dor e ele soltou-me, jogando-me de lado. Bati a cabeça no piso e fechei os olhos com força. Surrei meus lábios, contraindo-os para não soltar os gemidos de dor que o deleitariam. Levei a mão à cabeça e um grande galo estava a se formar ali. Vagarosamente, levantei as pálpebras para encontrar Aaron andando de um lado ao outro do quarto em frenesi. Ele estava transtornado, passando as mãos pelos cabelos e murmurando a si. Juntei forças e arrastei-me ao pé da cama, esforçando-me para apoiar as costas contra ela novamente.

– Você tinha que tocar no nome dela – Ele murmurava para si mesmo. Seu tom era baixo e tinha ira e lamento misturados. – Você tinha que se meter aonde não é chamada.

–Aaron – Chamei-o baixo, sem ao menos saber o porquê de estar fazendo aquilo. Minha cabeça latejava crescentemente e meu corpo tinha espasmos de dor.

Ele se virou para mim e encontrou-me na posição anterior. Mecanicamente abaixou-se em minha frente e agarrou-me sem força pelos ombros. Seus olhos levemente arregalados eram vãos ocos.

– Por que você tinha que falar nela? Por quê? – Ele perguntou encarando-me e chacoalhando-me.

– Aaron, para – Pedi sentindo-me tonta e dolorida.

– Você não podia ficar quieta? – Ele sussurrou, parando e olhando-me fixo.

Por mais escuro que estivesse o quarto, via seus olhos com clareza. Não eram mais vazios. Ele finalmente permitiu-os transparecer seu interior. Seu olhar era triste e assustado. Mais que isso: cheios de dor não superada. Aaron estava frágil. Talvez, Aaron fosse frágil. Assustei-me com a possibilidade, chegando a recuar mais só para descobrir que não havia aonde ir a não ser afundar minhas costas em dor contra a madeira. Aaron largou-me e voltou a andar pelo quarto mexendo inquietamente em seu cabelo. Claramente, ele precisava de ajuda. Levantei-me lentamente do chão, esforçando-me e ignorando ao máximo os protestos contra de meu corpo. Caminhei até Aaron, que parara de frente a parede para encostar sua testa contra ela assim como seus punhos fechados. Aproximei-me hesitante e temerosa, tocado brandamente em seu ombro.

– Aaron – Chamei-o com a mesma delicadeza, sem esconder meus receios também.

– Por que você tinha que falar dela? – Sua voz saiu enfraquecida e abafada.

– Eu tinha que perguntar. Mas eu não sabia que você ficaria assim. Desculpe-me.

– Desculpas não vão arrumar o erro, Lane. Desculpas não vão trazê-la de volta.

Abri a boca sem saber o que responder. Sua voz demostrava seu sofrimento. Mas ainda que eu o elemento mais fraco no momento fosse ele, a machucada era eu. Inspirei profundamente, segurando as malditas lágrimas que se formavam ao fundo de meus olhos. Encostei-me a parede e peguei no rosto de Aaron, forçando-o a olhar-me. Ele fez isso. Sua expressão era vazia assim como seu olhar.

– Eu sinto muito Aaron por você ter passado o que você passou. Eu não desejaria isso a ninguém. Mas... Mas ela se foi. Eu não posso dizer que sinto muito por ela porque não a conheci. E eu também não tenho como trazê-la de volta para amenizar sua dor. Mas eu estou aqui agora e eu sei que eu posso te ajudar. Então, por favor, me deixa te ajudar. Eu sei que eu posso tentar curar essa ferida. Eu só preciso que você me dê espaço para isso. Que você me permita fazer isso.

Aaron encarou-me vago por alguns segundos. Estava começando a achar que ele iria me esnobar e humilhar-me como anteriormente. Porém o que ele fez foi mais para surpreendente do que previsível. Ele agarrou-me pela cintura e prensou-me na parede colando seus lábios aos meus. Não tive reação além de entreabrir os lábios para dar-lhe passagem. Tirei uma de minhas mãos de seu rosto e passei por cima de seu ombro, levando meus dedos a seu cabelo macio. Ele pressionou mais meu corpo contra a parede, fazendo-me fechar com mais força os olhos na tentativa de conter uma exclamação de dor. Suas mãos afundaram-se em minha cintura, parecendo provocar-me a ousar gemer em protesto. Seu beijo era calmo e sedento.

O ar começou a faltar em meus pulmões e nos apartamos no momento em que meu corpo começou a desesperar-se a procura de oxigênio. Encostei a cabeça na parede, ofegante, enquanto sentia-o ofegar sobre meu pescoço. Mantinha os olhos fechados. Senti-o encostar os lábios em meu pescoço e começar a dar-me vários beijos e chupões. Permiti-o, soltando longos suspiros. Ele foi descendo e indo em direção a minha clavícula, subindo para meu ombro e voltando a descer em direção a meu busto. Mordi o lábio inferior e abri os olhos quando ele parou. Antes que pudesse encontrar seus olhos, ele impulsionou-me para cima pela cintura. Minhas costas deslizaram pela parede e envolvei-o pela cintura com minhas pernas. Ele desencostou-me da superfície lisa e levou-me à cama mantendo contato visual. Não saberia descrever seus olhos. Ele deitou-me gentilmente no colchão e subiu em cima da cama, ficando com os joelhos e as mãos ao meu redor. Ficamos nos encarando algum tempo até que eu tomei coragem para erguer meu rosto em sua direção e fechar os olhos. Meus lábios roçaram os seus e ele aprofundou o beijo. Seu gosto era bom, fazendo jus a seu hálito: menta de balas e um fundo quase imperceptível de álcool. Senti-o desapoiar as mãos do colchão e seu corpo separar-se do meu. Abri os olhos surpresa e deparei-me com a visão dele tirando a camiseta, justificando seu afastamento. Seus lábios desceram repentinamente a meu pescoço e uma de minhas mãos deslizou sobre seu abdômen, arranhando-o enquanto puxava seus cabelos toda vez que arfava com seus carinhos. Seus beijos chegaram a meu busto de novo e dessa vez uma de suas mãos foi à barra de minha camisola. Ela foi erguida lentamente, o tecido de seda roçando minha pele antes de dar lugar à pele dele contra a minha. Arqueei minhas costas ligeiramente e abri os olhos quando a peça chegou ao meu busto. Levantei as mãos olhando-o passa-la por cima de minha cabeça e joga-la ao chão. Seus olhos desceram a meus seios e corei ao escuro.

Sua boca atacou-os. Sua boca molhada enrijecia-os e arrepiava-me por inteira. Sua mão massageava o seio livre ao mesmo tempo em que sua língua trabalhava no outro. Suspiros transformavam-se em gemidos prazerosos. Minhas unhas eram impiedosas ao marca-lo nas costas e abdômen, assim como sua boca marcava-me me vermelho.

Cansado daquela região, ele começou a descer os lábios por minha barriga, chegando à barra de minha calcinha. Seus olhos subiram e encontraram os meus ansiosos e nervosos. Numa ação rápida, ele levantou-se e tirou a calça, deixando-o no chão e voltando de quatro em cima de mim. Ele beijou-me calmamente enquanto seus dedos brincarem na barra de minha calcinha. Ele empurrou-a para o lado e passou seu polegar pela minha intimidade. Assustei-me e apartei o beijo. Aaron sorriu e deu-me um selinho. Seus movimentos voltaram e calafrios com o choque de seus dedos frios e ásperos contra minha intimidade quente e úmida. Ele fazia movimentos lentos que me levavam aos poucos a uma sensação levemente conhecida. Minha mente foi levada de volta a minha noite de núpcias. Desta vez, entretanto, a sensação parecia vir com mais intensidade. Meus lábios entreabriram-se subitamente, escancarando gemidos baixos à medida que minha cabeça tombava para trás até encontrar a travesseira. Aaron aumentou a velocidade e o volume aumentou. A sensação que conhecera brevemente antes veio e desta vez ela não parou. Tive meu primeiro orgasmo nos dedos de Aaron.

Ele retirou-os e beijou minha boca. Seu corpo pressionava-se sobre o meu fazendo-me sentir o volume que se formava por debaixo de sua roupa intima. Levantei as sobrancelhas. Ele levou suas mãos a minha calcinha, uma de cada lado, e fez com elas o que fez com minha camisola anteriormente: as transformou em pedaços inúteis de pano. Estava nua, enfim. Aaron apartou o beijo e afastou-se para tirar a cueca. Uma vez livre dela, senti sua ereção em minha coxa. Abri a boca e arregalei os olhos, fazendo-o sorrir.

– Isso dói um pouco, tudo bem? – Ele perguntou baixo, olhando-me atento. Assenti com a cabeça, ainda que nervosa.

Ele beijou minha clavícula. Suas mãos afundaram-se em minhas coxas, e ainda que fosse um aperto voluptuoso, a força aplicada para afastar minhas pernas foi gentil. Ele posicionou-se entre elas e encaixou seu membro em minha entrada. Respirei fundo, fechando os olhos e tentando relaxar. Aaron beijou meu pescoço antes de entrar mais em mim com cuidado. Mordi meu lábio inferior à medida que ele fazia isso. A dor era suportável, mas não deixava de ser incomoda. Levei minhas mãos a seus braços, apertando seus músculos tensionados com força, chegando a enterrar minhas unhas na carne. Quando ele parou, respirei profundamente agradecida. Ele deu-me algum tempo para acostumar-me antes de pedir minha permissão para prosseguir. Assim que acenei positivamente com a cabeça, os movimentos voltaram a rasgar-me por dentro. Agarrei seus ombros, escolhendo ali para cravar novamente minhas garras nele. Seus movimentos eram calmos e pacientes e ele ainda beijava meus ombros, clavícula e pescoço; gestos que me mostravam o quão cuidadoso ele estava sendo comigo. O ritmo foi aumentando aos poucos naturalmente. Sua respiração batia em meu rosto, de forma que notei quando começou a pesar junto com a minha.

– Olha pra mim – Ele pediu baixo e ligeiramente ofegante.

Abri meus olhos, encontrando os dele acima de mim. Eles brilhavam com a luz prateada do luar. Abri a minha boca quando a velocidade aumentou mais ainda. Soltei um gemido, fechando meus olhos brevemente para isso. Abri-os de novo e Aaron beijava o vale entre meus seios. Continuei a gemer baixo enquanto ele passava a aumentar e aumentar o ritmo. A dor ainda era incomoda, mas existia algum tipo de prazer ao fundo. A sensação estonteante e excitante voltou aos poucos, como fogos de artifícios prestes a explodir. Aaron soltava sons brutais que se tornavam lascivos vindos de seus lábios.

– Diz meu nome – Aaron pediu totalmente ofegante, mordendo o lóbulo de minha orelha.

– A-Aaron – Suspirei com certa dificuldade, saindo tão ofegante quanto à fala dele.

Aaron deu mais três entocadas fortes e abri a boca totalmente, fechando os olhos e soltando um longo suspiro quando os fogos finalmente explodiram. Amoleci todo meu corpo, afrouxando até minhas mãos em Aaron, que continuou com seus movimentos e parou-os somente quando também atingiu o clímax. Ele saiu de mim e caiu cansado a meu lado. Abri os olhos, virando a cabeça para olha-lo. Ele gotejava suor assim como eu; seus cabelos grudavam em sua testa e nuca como os meus grudavam; em seus braços e ombros, havia vergões vermelhos e marcas aonde minhas unhas afundaram. Nossas respirações pesadas eram os únicos sons naquele quarto. Surpreendendo-me, Aaron passou seus braços por meu ombro e puxou-me para perto. Eu permiti, deitando minha cabeça em seu peito e permitindo minhas pálpebras pesarem para baixo. Conseguia ouvir os seus batimentos cardíacos acelerados. Era como um tambor ritmado e forte. Sorri minimamente. Ficamos quietos naquela posição até nossos corações e respirações voltarem a abrandarem-se.

– Sabe, você não foi mal pra uma virgem – Ele comentou quebrando o silêncio. Soltei um riso baixo, envergonhada. Ele puxou-me para mais perto. Por mais que estivesse aquecida em seus braços, tremi ligeiramente com o vento que entrou no quarto. Aquela mansão era sempre gelada.

– Você está com frio?

– Sim – Confirmei encolhendo-me para alinhar-me mais a seu corpo e calor.

Ele puxou-nos para cima e empurramos os lençóis para o lado. Entramos embaixo das cobertas e eu voltei a aproximar-me dele. Deitei minha cabeça em seu peito e fui abraçada pela cintura aprazivelmente. Nenhuma palavra a mais foi pronunciada, ao invés, deixamos o silêncio harmonizar-nos e embalar-nos em sonhos.

Notas finais
Correspondi as expectativas, fogosas? hahahaha. Deuses, há tanto se fala dessa bendita cena que eu não consegui pensar em nada melhor e mais fofo. Eu não queria que ele simplesmente a atacasse ou ela fizesse logo um strip: tinha que ser algo espontâneo e afável. Mas, caso alguém tenha achado piegas, saiba que o futuro será bem mais picante. hahahaha. Olha, eu quero MUITOS comentários nesse capítulo, porque, como disse lá em cima, estou emotiva e se vir poucos, chorarei. Ou farei birra, o que é mais provável já que meus olhos são secos. hahahaha. Ah, e por favor, mandem-me mais energias positivas para que eu terminei um capítulo que estou escrevendo e que promete ficar divino. Xoxo