Storybrooke
234 Capítulo 234
Notas iniciais
- Todos prontos? – perguntou Regina pegando sua bolsa e olhando que faltavam os futuros formandos O tempo passou muito rápido!
- Acho que não mamãe. – disse Lana rindo passando por sua mãe morena e indo em direção da porta da sala.
Regina soltou um suspiro Vou passar o bastão! – Você resolve? – quis saber olhando para sua esposa também indo para a direção da porta da sala acompanhada de Jennifer.
- Sim, pode indo para a pick-up. – respondeu e parou no início da escada Será bem ou por mal! – Vamos monstrinhos! Se não vocês se atrasarão para a própria formatura. – Emma gritou da porta da sala, com o restante do pessoal já dentro dos veículos, esperando apenas os gêmeos saírem Oh fase difícil essa da “engomação”! Pelo visto será por mal!
- Já estamos indo mãe. – falou George terminando de arrumar seu cabelo com o gel.
- Que pressa. – falou Benjamin terminando de tentar dar o nós em sua gravata, mas falhando.
O outro rapaz riu – Deixa quieto, depois umas das mães arruma para você. – disse terminando seu cabelo – Vamos antes que dona Emma venha nos buscar pela orelha. – falou então escutaram.
- Se vocês demorarem mais um pouco vou busca-los pela orelha e arrastá-los até a pick-up.
Os dois riram e no segundo seguinte estavam descendo as escadas – Estamos prontos.
-SQ-
- Samuel Lucas-Midas, se não descer nesse instante, eu vou te arrastar até o veículo pelo pé. – ameaçou Kathryn já a porta da casa, esperando apenas pelo filho, pois o restante já estavam na pick-up esperando por eles.
- Já vai mãe, eu não consigo deixar esse cabelo na posição que eu quero. – veio a voz do rapaz do banheiro.
- Não tem problema, assim que chegarmos lá, arrumo para você. – respondeu – Apenas vamos logo.
- Mas mãe...
- Apenas vem. – pediu a advogada, então ouviu o pesado som das pegadas do filho no assoalho de madeira. Sorriram e os dois foram para o veículo.
-SQ-
- Até que enfim, quero ver quando forem casar, capaz de chegarem depois do atraso da noiva. – brincou e fechou a porta atrás de si quando eles passaram. Riram e no minuto seguinte saíram na direção da escola, mas não sem antes cruzarem com o carro de Ruby indo para a mesma direção que elas.
- Acho que Sam também atrasou. – brincou Emma rindo.
- Os trigêmeos, claro que eles tinham que se atrasarem. – Regina riu e o silêncio pairou dentro do veículo que ia na direção escola para a formatura de mais dois membros da família Swan-Mills.
Os dois veículos acabaram estacionando um ao lado do outro – Detesto essa correria. – falou Emma descendo – Vem aqui Ben. – chamou vendo um dos filhos descendo – Vamos arrumar essa gravata. – o rapaz obedeceu, e no segundo seguinte a loira estava arrumando o nó da gravata Ele está praticamente do meu tamanho! Quando que o tempo passou tão rápido assim que nem percebei eles crescendo?
— Georgie, vamos terminar de arrumar esse cabelo. – disse Regina tirando um pente de dentro da sua bolsa – Vamos ver se conseguimos dar um jeito nesse ninho de pombo. – brincou e já arrumando o loiro cabelo do filho Tão parecido com a minha loira, e está mais alto que eu! Os filhos deveriam crescer mais devagar!
No veículo ao lado enquanto uma das mães arrumava o cabelo a outra ia arrumando gravata do filho – Vou pensar que agora só tenho mais dois para formar no colegial. – brincou Ruby.
- Prontos para finalmente formarem. – falou Regina sorrindo para os três rapazes Mesmo crescendo rápido estou muito orgulhosa dos três!
- Alguém sabe da Lucy? – questionou Benjamin olhando para a vasta multidão.
- Nenhuma notícia dela. – respondeu Emma vendo seu celular Será que conseguiu vir?
- Hey vocês três, já colocarem a beca e depois vão para o campo. – falou um dos organizadores da formatura.
- Vão e depois nos vemos. – disse Emma indicando que iriam para o campo. Imediatamente os três saíram correndo na direção do prédio da escola.
- Vamos arrumar um lugar para sentar. – sugeriu Ruby e conversando tranquilamente foram andando na direção do campo.
- Olha como estamos! – Samuel junto com Benjamin e George vinham na direção de suas famílias, finalmente usando a beca com as cores da escola e o capelo na cabeça.
- Elegantes como nunca foram vistos. – brincou Anastasia.
- Não implique com seu irmão. – pediu Kathryn sorrindo para os meninos dentro de suas becas.
- Mas ela tem razão. – brincou Ruby levando um leve tapa no ombro de sua esposa, e também um sorriso.
- Alguém sabe da Lucy? – agora foi a vez de George perguntar – Ela não atende o celular, não respondeu as mensagens já tem alguns dias. – guardou o celular no bolso da calça.
- Quem está perguntando por mim? – Lucy finalmente surgiu atrás de seus irmãos.
- Lucy! – exclamou os dois rapazes surpresos e no segundo seguinte esmagaram sua irmã em seu abraço.
- Acharam mesmo que eu perderia esse momento importante na vida dos meus irmãos monstrinhos?? – deu um beijo em cada bochecha dos rapazes e em seguida foi abraçar suas mães e por fim suas irmãs mais novas e o restante da família.
- Porque você não respondeu nossas mensagens ou atendeu nossas ligações? – George quis sabe fingindo estar irritado, mas tinha um imenso sorriso no rosto.
- Correria do trabalho, voo. Desculpe. – respondeu ao seu irmão.
- Sabe, acho que isso é muita desvantagem. – veio a voz de Júlia ao fundo – Eu sei que não moro tão longe quanto a Lu, mas parece que só ela tem as atenções dessa família. – brincou e claro não demorou para ser envolvida por sua família em um abraço.
- Assim eu fico com ciúmes. – brincou Tom que também foi envolvido em abraços.
- Amanda, que bom vê-la. – falou Regina notando, quem sabe a futura nora, e a envolveu em um abraço carinhoso Posso falar que a família toda está presente!
- Quando Tom me convidou não poderia negar. – disse sorrindo abertamente – Confesso que me sinto em algum filme da sessão da tarde, formatura em cidades pequenas são bem nostálgicas. E me lembra um pouco da minha, numa cidadezinha perdida no meio do nada em algum estado qualquer.
- Sim, formaturas assim nos deixam um ar leve. – concordou a advogada, recordando alguns momentos da sua própria, naquela escola.
- Sarah! – exclamou Samuel feliz em ver sua irmã, e a envolveu em um abraço bem apertado.
- Poxa eu atravesso o país e ela que ganha abraço? – brincou Jared ao lado da irmã. Que não demorou e foi envolvido em um abraço.
- Eu venho do alto mar, meu caro irmão. Atravessar o país não é nada. – brincou enquanto abraçava os familiares.
Emma parou ao lado de sua amiga de longa vida – Família toda. – afirmou – Gosto assim.
- Sim. – respondeu Ruby e olhou para sua amiga – E você também.
- Só falta o Henry chegar e teremos a família toda... – mal terminou de falar e viu seu filho com a família caminhando na direção deles – Agora assim, família toda.
Cora já havia chegado um pouco mais cedo junto com John, Glinda e Péppe para acharem um lugar a sombra e assim poderem acompanhar a formatura dos netos.
- Desculpem a demora, mas essa aqui resolveu que a natureza vinha primeiro e precisamos dar banho e trocá-la novamente. – ergueu o bebe conforto e mostrando sua filha mais nova.
Regina sorriu Como a Sophie cresceu desde a última vez que a vi! – Não se preocupe que ainda não começou, mas entendemos esses imprevistos. – informou e uma rápida lembrança de cada filho quando estavam prontas para sair e tiveram que voltar porque o chamado da natureza se fez presente.
Não demorou muito e todos já estavam acomodados nas arquibancadas, enquanto os formandos estavam sentados nas cadeiras no centro do campo, enquanto um palco ocupava o canto direito do campo.
Depois de discurso do diretor e o orador da turma, começou a entrega dos certificados de conclusão do ensino médio. A cada aluno chamado havia comemoração e salva de palmas. Óbvio que quando chegou a vez de Samuel, George e Benjamin a festa foi maior justamente porque as duas famílias juntas davam quase um terço do pessoal ali presente.
O diretor pediu para falar as últimas palavras – Confesso que sentirei falta quando o último membro da família Swan-Mills e Lucas-Midas se formar, pois não teremos tanta gente nos eventos seguintes. – brincou e fez muitos ali rirem – Brincadeiras a parte... Formandos por favor, peço que se levantem... – fez uma pausa apenas para esperar os formandos se levantarem – Fico muito feliz em anunciar que a turma do ensino médio da escola Storybrooke está oficialmente formados. Sorte em suas novas jornadas. – o diretor mal terminou de falar e choveu capelo pelo campo na tradicional comemoração.
Aos poucos os familiares foram caminhando na direção do estacionamento enquanto os, agora, formados, iam tirar a beca e então voltarem para suas respectivas famílias.
- Então o que faremos? – George quis saber quando se juntou a sua família e recebeu mais abraços novamente.
O pessoal não teve tempo de responder quando um pequeno grupo se aproximou – Vamos Ben, George e Sam... Vai ter festa de despedida na casa da Mia. Os pais dela cederam a casa, mas estarão por lá. – um dos rapazes chamou.
Benjamin ia negar o convite, mas sentiu a mão de Lucy em seu braço – Vai monstrinho, é a última festa de vocês aqui, aproveitem.
- Mas...
- É o ensino médio cara, aproveitem. – disse Lucy sorrindo – Amanhã podemos fazer algo só a família.
- Mães? – George questionou.
- Só não engravidem nenhuma menina. – brincou Emma, mas eles sabiam que era sério De surpresa já basta Henry na universidade! – Aproveitem e nos vemos amanhã.
- Vocês vêm? – o rapaz perguntou novamente.
- O mesmo conselho serve para você, Sam. Sou muito nova para ser avó. – brincou a veterinária – Boa festa! – desejou Ruby para os três rapazes.
Sem falar nada, os três rapazes saíram correndo na direção do pequeno grupo e animadamente foram se afastando animados para a festa que ia rolar.
- E nós? – Jared quis saber, sorrindo e tendo lembranças de quando se formou e a alegria que foi também.
- Eu estou com fome. – falou Ruby com uma mão sobre seu estômago.
Sarah riu – Três... dois... um... – contou, então vários pares de olhos caíram sobre si.
- Concordo com Rubs, estou om fome. – falou Emma rindo Entendi porque contou regressivamente! Gosto quando algumas brincadeiras não morrem mesmo depois de tanto tempo!
- Juro que sinto muita falta dessa interação em alto mar, mas também me sinto em casa lá. – falou Sarah rindo.
- Pizzaria? – sugeriu Henry rindo com a prima.
- Liga para a pizzaria e já reserva metade das mesas, pois é o que vamos ocupar. – falou Ruby já subindo na pick-up.
- Eu ligo. – falou Kathryn já tirando seu celular da bolsa e entrando no veículo – Nos vemos lá.
As duas famílias acomodadas nos veículos e no segundo seguinte estavam todos dirigindo na direção da pizzaria da cidade para aproveitarem esse raro momento que estavam todos juntos e assim terem um jantar cheio de conversas e risadas.
-SQ-
Um dia já havia se passado desde que os gêmeos haviam se formados, e estavam todos sentados a mesa para o jantar, apenas Lucy ainda estava na fazenda já que Júlia e Tom voltaram naquela manhã para Boston.
- O que? – os monstrinhos e as pestinhas disseram em uníssono, e se bobear a família de Ruby deve ter ouvido.
- Faz um pequeno tempo que estou morando em Nova Iorque. – Lucy repetiu tomando um gole de seu suco.
Benjamin olhou para suas mães – Porque não nos disseram quando a Lu veio embora de Paris? – aquilo realmente o deixou chateado.
- Porque eu pedi. – Lucy respondeu olhando para seu irmão – Eu precisava de tempo para poder me acomodar e então poder receber vocês.
- Sem falar que vocês estavam em período de provas e não poderia ter tanta distração assim. – respondeu Regina Porque com certeza não dariam um minuto de sossego para mim, sua mãe ou Lucy! – Vocês precisavam fechar as notas finais.
- E se vocês soubessem naquele momento, com certeza iriam atormentar as mamães para irem me visitar e atrapalhar as notas. – completou Lucy conhecendo seus irmãos.
- Nem adianta argumentar contra porque vocês sabem que iriam sim nos atormentar. – Emma disse assim que percebeu que os gêmeos iriam abrir a boca para negar Como é engraçado conhecer alguém ao ponto de saber como vão reagir!
- Humf... – resmungou George tomando um gole de suco, chateado também.
- Não vou negar. – murmurou Benjamin olhando para sua comida.
As duas mulheres mais velhas e a filha mais velha ali se entreolharam e sorriram – Mas eu acho que sei algo que pode fazer vocês ficarem felizes. – falou Lucy olhando para seus irmãos.
- Acho difícil. – George disse e colocou uma garfada de comida na boca.
Travessamente Lucy sorriu – O que vocês acham de irem comigo amanhã para Nova Iorque e passarem uma semana comigo? Só nós três, o que acham?
- Mães? – reclamou Lana indignada – Porque só eles?
A chef sorriu – Porque eles vão embora no final do verão, cada um para começar uma nova fase e vocês ainda estarão aqui. – explicou – E quando eles voltarem vocês podem ir, e assim todos ficam satisfeitos. O que acha?
- Tudo bem, acho justo. – concordou Lana satisfeita – Mas ai seria apenas nós três também? – olhou para suas mães.
- Conversaremos com Lucy e depois confirmamos ou não. – respondeu Regina tomando um gole de seu suco Veremos!
- Mas porque os monstrinhos vão sozinhos? – quis saber Jennifer.
- Porque bem ou mal, depois que terminar o verão eles vão morar sozinhos, então já vão acostumando. – disse a loira e depois colocou uma garfada de comida em sua boca.
- E nós vamos amanhã? – Benjamin estava feliz quando finalmente deixaram ele falar.
- Sim. – confirmou Lucy – Eu disse que tinha algo para deixarem vocês felizes. – piscou para os irmãos, que sorriram.
- Quando terminarem de jantar, arrumem uma mala com o que precisarão para passar a semana com a Lucy. – informou Regina, que sorria vendo a felicidade nos rostos de seus filho, continuaram conversando enquanto jantavam.
- Mães, podemos chamar o Sam também? – pediu George depois de tomar um gole de seu suco.
- Não é a nós que precisar perguntar, e sim a Lu. Afinal a casa é dela. – respondeu Emma sorrindo.
Os rapazes imediatamente olharam para a irmã – Podemos?
Lucy sorriu – Claro, onde cabem três, cabem quatro. – respondeu a chef – Só quero ver vocês dobrarem a tia Katy para deixa-lo ir.
- Nós falaremos com elas, não se preocupem. – interveio Regina sorrindo para a felicidade dos filhos Eles nem foram ainda e já estou começando a ficar com saudades deles!
-SQ-
Emma e Regina estavam sentadas na varanda, juntamente com todos os cachorros, aproveitando a brisa fresca que soprava, dando indícios que o verão estava batendo a porta, uma vez que dentro de dois dias se iniciará a estação mais quente do ano. Haviam conversado com Ruby e Kathryn e estava tudo certo para Samuel ir junto com os três para Nova Iorque passarem uma semana por lá.
- Mães, vim dar boa noite, pois já vou me recolher. – avisou Lucy assim que apareceu na varanda.
- Lucy, senta um pouquinho aqui. – pediu Regina Vamos te pedir um favor!
- É rapidinho, prometemos. – Emma sorriu para sua filha que assentiu e sentou na cadeira que meio que ficava de frente para a cadeira de balanço que suas mães estavam sentadas Juro que não te daremos uma bronca!
- Eu juro que não fiz nada. – brincou Lucy sorrindo para suas mães, lembrando de quando era criança e aprontava juntos aos “trigêmeos”.
- Sabemos... – disse Regina rindo também Mas farão! – Mas é o que vocês três farão.
- Prometo que não seremos presos. – abriu um sorriso brincalhão.
Os olhos de Emma se arregalaram, fingindo surpresa – Assim espero. Sua mãe não é advogada de porta de cadeia. – brincou, depois não aguentou e caiu na gargalhada E se fosse também não teria problema!
- Lu, nós sabemos que você é responsável e não temos dúvida que cuidará muito bem de seus irmãos e primo lá em Nova Iorque. – começou Regina Eles cresceram muito rápido! – E por conhecermos muito bem os gêmeos, é que confiamos em você para isso.
- Nossa, agora fiquei com medo. – disse Lucy um pouco apreensiva.
Emma sorriu Você entenderá! – Calma, não é nada grave. – fez uma pausa – Tempos atrás nós levamos as pestinhas em um Sex Shop...
- Sério? – Lucy questionou surpresa, interrompendo sua mãe loira – Porque que eu não fui em um quando ainda morava com vocês? – questionou fingindo indignação.
Emma apenas olhou surpresa para sua filha, e uma sobrancelha castanha arqueou – Talvez tenha faltado oportunidade. – veio a resposta da advogada – Mas a situação é que desde então eles vêm pedindo para os levarmos, porém nunca deu certo...
- E por conhecermos eles, sabemos que eles irão pedir a você para levá-los em um lá. Como se fosse uma coisa escondida, secreta, sabe? – completou a loira – Como uma de suas travessuras.
- Eu passarei longe de um. – a chef imediatamente respondeu.
- Muito pelo contrário, confiamos em você para leva-los em uma loja lá, caso eles peçam. – comentou Emma olhando para sua filha – Pois é o que vai acontecer.
- Vocês têm certeza disso? – Lucy tinha os olhos arregalados.
- Não vemos nada demais nisso, já tivemos várias conversas sobre isso. – falou a advogada também olhando para sua filha – Você sabe muito bem disso. Prefiro você leva-los uma primeira vez a um sex shop do que ele irem por conta própria. Depois se eles foram outras vezes não será aquele constrangimento.
Lucy fechou os olhos e franziu a testa – Como sei. – murmurou – Sei que é parte do papel de vocês como mães explicar essa parte da vida, mas mesmo assim não deixa de ser um pouco traumática. – brincou e voltando a olhar para suas mães.
A advogada deu uma risada Como é traumática para os dois lados! – Sintam-se sortudos que fomos nós que conversamos com vocês, e não a minha mãe. – riu novamente – Isso sim, seria um trauma para o resto da vida. – brincou.
- Sério que a vó Cora é tão traumatizante assim? – entrou no clima da brincadeira.
Um longo suspiro saiu dos lábios da morena mais velha – Não sabe o quanto. – disse, fez uma pausa – Mas voltando ao ponto, realmente não os levamos ainda é porque não apareceu a oportunidade, senão já teríamos levados.
- E teríamos os monstrinhos balbuciando tudo o que viram em uma loja aos quatro ventos. – brincou Emma já imaginando seus filhos naquela bagunça Imagina a guerra entre eles e as pestinhas contando o que viram? Por meu chapéu!
- Ah com certeza seria assim mesmo. – concordou Lucy rindo imaginando as cenas que sabia com muita certeza que seus irmãos fariam.
Regina fez uma pausa antes de continuar – Podemos contar com você para essa super missão? – brincou Acho que não tem uma pessoa melhor para essa tarefa!
- Tudo bem, já que vocês falaram, e por conta é risco de vocês. – brincou a chef, apontando o indicador para suas mães, mas sabia que tinha a confiança das mesmas para aquela missão – Algo a mais? – quis saber.
- Não Lu. Claro, tudo aquilo que sempre falamos para vocês, se aplica a todos lá em Nova Iorque. – disse Regina sorrindo feliz Eles cresceram mesmo!
- Ah sim, não precisam nem falar.
- Obrigada. – agradeceu a advogada.
- Não agradeçam agora, vamos esperar depois que eles saírem da loja. – brincou e se levantou – Bom, então agora eu vou me retirar, boa noite mães.
- Boa noite minha filha. – desejou Regina e se aconchegou melhor contra Emma.
- Boa noite Lu. – respondeu de volta Emma acolhendo sua esposa em seu abraço Que maravilhosa ideia que acabei de ter! – E Lu? – chamou. A chef apenas olhou para sua mãe antes de cruzar a porta – Quero vídeos deles na loja, por favor. – pediu e Lucy sorriu travessamente, apenas assentindo com um último aceno de cabeça, antes de mandar beijos e sumir depois da porta. As duas ficaram aproveitando a companhia uma da outra na silenciosa noite.
-SQ-
- Tudo pronto? – questionou Ruby assim que viu seu filho afivelar o cinto de segurança na parte de trás da pick-up.
- Sim, mãe. – respondeu Samuel sorrindo feliz porque iria junto para Nova Iorque com os primos.
- Mande mensagem antes de entrar no avião e assim que pousarem, por favor. – pediu Kathryn olhando para o filho, mas sorria vendo a felicidade do mesmo.
Lucy sorriu – Pode deixar tias, manterei contato constante. – acalmou as duas mulheres enquanto caminhava na direção do lado do passageiro.
- Todo mundo pronto para a viagem? – perguntou Emma sorrindo e vendo a felicidade estampada na cara dos três rapazes.
- Sim! – veio a resposta animada de dentro da pick-up vermelha.
- Então vamos que a viagem é longa. – disse a loira e se sentou atrás do volante – Mando mensagem. – disse e ligou o veículo.
- Assim espero. – falou Regina – Boa viagem a todos e divirtam-se lá em Nova Iorque. – se despediram e no segundo seguinte a pick-up entrou em movimento para segundos depois sumir depois do portão na estrada.
-SQ-
- Bem-vindos a Nova Iorque. – Lucy falou para os rapazes assim que desembarcaram no saguão do aeroporto.
- Essa semana será tão divertida. – falou Samuel empolgado pegando sua mala na esteira rolante.
- Será a nossa melhor semana. – afirmou Benjamin pegando sua mala.
- Faremos dessa semana a nossa semana para ser lembrada por anos. – George pegou sua mala.
Lucy apenas sorria vendo a felicidade dos rapazes enquanto esperava sua mala aparecer – Tudo bem, eu concordo que será uma semana e tanto para vocês, mas não preciso lembrá-los que estão sob minha supervisão. – começou – Então peço a colaboração de vocês. Porque na primeira pisada de bola mando vocês de volta nesse mesmo avião, entendido? – pegou sua mala.
- Sim senhora. – os rapazes bateram continência para a mulher mais velha.
- Tudo bem, entendo a brincadeira, mas estou falando sério. – continuou enquanto caminhavam para fora do prédio.
- Sabemos disso Lu. – falou Samuel – Apenas estamos felizes por estarmos aqui e vamos obedecê-la, prometemos.
A chef olhou para os três rapazes – Por conhecê-los muito bem, darei esse voto de confiança. – fez uma pausa – Vamos pegar um táxi e irmos para casa.
Enquanto faziam o caminho para o apartamento, Lucy e os rapazes mandaram mensagens para suas mães, as tranquilizando sobre a viagem – Bom, espero que vocês estejam bem acomodados, apesar de estarem dormindo aqui no chão da sala. – Lucy disse e entortou a boca – Desculpem por não ter, pelo menos, um quarto a mais.
George sorriu – Vem cá Lu, senta aqui com a gente. – pediu e bateu no lugar vago ao seu lado. A mulher se sentou e olhou para o três – Está ótimo aqui, e não queríamos se fosse diferente. Como dissemos será uma semana maravilhosa.
- E isso... – Benjamin abriu os braços – E só parte da diversão, pois com certeza será a última vez que faremos isso antes das nossas vidas mudarem.
- E elas vão mudar. – afirmou Lucy sorrindo – Só lembrando que algumas noites eu estarei trabalhando e espero que vocês não aprontem.
- Droga, cancela a festa que iríamos dar. – brincou Samuel, e recebeu uma travesseirada no rosto – Hey! Sabe o que isso significa? – sorriu travessamente e segurando firme as duas pontas do seu travesseiro.
- Guerra! – os quatros gritaram e imediatamente começaram a guerra.
- Parou! – falou Lucy caindo sentada no chão e totalmente esbaforida, descabelada e com um imenso sorriso no rosto.
- Isso foi demais. – falou Samuel deitando para respirar melhor.
Benjamin e George se sentaram também, assim como sua irmã, esbaforidos e descabelados – Melhor guerra de travesseiro da minha vida. – brincou um dos rapazes.
- Bom, acho que não está faltando nada para vocês dormirem hoje. Certeza de que ficarão bem aqui? – quis saber arrumando seu cabelo.
- Sim Lu, ficaremos bem aqui. – George sorriu para sua irmã.
A chef abriu um sorriso – Bom, então acho que estamos todos cansados da viagem, acho melhor irmos dormir. – fez uma pausa – Amanhã podemos dar uma volta de dia e conhecer o Central Park, o que acham?
- Para começo acho que está bom. – concordaram.
Um travesso sorriso surgiu nos lábios de Lucy – E então podemos passar no Yankee Stadium...
- Não! – Samuel e Ben negaram veementemente.
- Nem sonhando que iremos visitar aquele estádio fedido. – falou George – Aqui é Red Sox para sempre.
Lucy sorriu – Tudo bem, passaremos bem longe de lá. – brincou – Bom, meninos, hora de dormir e vamos combinando o que vamos fazendo durante a semana, tudo bem?
- Combinado. – falaram juntos e se despediram.
Os três rapazes estavam deitados, mas a excitação do momento ainda percorria seus corpos – Alguém sem sono ainda? – perguntou Samuel.
- Eu! – respondeu George.
- Eu também! – completou Benjamin.
Samuel soltou uma longa respiração – Sabe, eu realmente estou feliz em estar aqui com vocês... Sei que assim que acabar o verão, cada um irá para um lugar e eu ficarei na fazenda, com muita certeza sentirei falta de vocês por lá.
- Também iremos sentir falta de nós três juntos. – concordou George soltando um suspiro.
- Mas Sam, você pode ir nos visitar quando quiser, e nas férias estaremos de volta na fazenda. – sorriu Ben – Sempre seremos os “trigêmeos”.
Continuaram conversando até finalmente a animação ir baixando e a canseira da viagem foi sobrepondo e não perceberam quando acabaram dormindo.
-SQ-
- Aqui estamos. – falou Lucy assim que chegaram ao Central Park – O que vão querer fazer? Tem áreas verdes com lagos, jardins. Tem monumentos históricos, assim como um zoológico e claro comida. – sorriu.
- Ah vamos andando e conhecer um pouco de cada, e qualquer coisa podemos ir ao zoológico e encerrar com comida. O que acham? – sugeriu Ben.
- Para mim está ótimo. – concordou Samuel.
- Pode ser. – George também concordou.
- Então vamos começar nossa caminhada para conhecer o local, que é bem grande. – disse a chef e então entraram por uma das muitas entradas do parque.
Depois de algumas horas, estavam exaustos, porém felizes, pois haviam conhecido um dos parques mais famosos do mundo, além de ter ido ao zoológico, conhecer alguns monumentos e estátuas, e naquele exato momento estavam saboreando o típico cachorro quente nova-iorquino. E para serem sinceros, cada um havia comido três e estavam no quarto lanche.
- Hora de irmos embora. – comentou Lucy olhando as horas no relógio de pulso – Hoje a noite eu trabalho.
- Vamos. – se levantaram e começaram a caminhar para a estação de metrô mais próxima do parque.
Meia hora depois estavam no apartamento de Lucy – Vou tomar um banho e depois descansar um pouco antes de ir trabalhar, fiquem a vontade. Se quiserem já irem pensando no que podermos fazer amanhã, já vai adiantando nosso programa para amanhã. – falou e saiu da sala.
- Hey, e se a gente pedir para a Lu? – perguntou Ben olhando para seu irmão.
Samuel olhou para os primos – Pedir o que? – perguntou curioso.
- Será que ela nos levaria? – questionou George em dúvida.
Samuel frustrado por ter tido uma resposta – Nos levaria onde?
Os dois olharam para o terceiro rapaz – Onde mais ela nos levaria?
Imediatamente os olhos de Samuel se arregalaram – Ah tá! – quando entendeu – Não custa perguntar. Como dizem, “o não já temos”. – riu.
- E “vamos atrás da humilhação”. – George riu, e os três caíram na gargalhada.
No segundo seguinte os olhos de Samuel brilharam com a ideia que ele teve – Eu tenho um plano para a Lu não negar nossa ida ao sex shop.
- Então fala aí gênio. – brincou Benjamin.
- Podemos pedir para irmos a Times Square e dali a gente procura uma loja e vamos empurrando-a para dentro e pronto, não tem como negar uma vez estando lá dentro. – explicou.
George ficou alguns segundos – Olha que não é tão ruim assim a sua ideia.
- Bora colocar em prática. – concordou Benjamin.
- Então estamos todos de acordo? – perguntou Samuel.
- Sim. – os dois loiros disseram ao mesmo tempo.
Lucy apareceu na sala, com uma toalha e enxugando seus cabelos – O que vocês estão de acordo? – quis saber.
- Nosso próximo lugar para visitarmos. – respondeu George rapidamente, muito rapidamente. Aquilo só fez Lucy olhar suspeitosamente.
- Tudo bem, e para onde vamos? – quis saber olhando para seus irmãos e primos.
- Times Square. – responderam os três ao mesmo tempo.
Lucy apenas olhou novamente os três rapazes – Tudo bem, então amanhã vamos para a Times Square. – disse fingindo que não estava suspeitando de nada – Agora vou descansar um pouco. – e foi para seu quarto – Banheiro liberado. – veio a voz do quarto – E isso não é um convite. – completou.
- Bom, então eu vou primeiro. – falou George já se levantando e pegando as coisas que precisava em sua mala.
Quase duas horas depois – Meninos... – chamou assim que apareceu na sala – Estou indo trabalhar. Tem vários números de restaurantes na cozinha, ou se forem se arriscar a cozinhar algo, por favor, não coloquem fogo no apartamento. – brincou – E mais um por favor, se resolverem dar uma volta a noite tome cuidado. – mostrou onde tinha uma cópia da chave – Chego por volta da meia noite. – informou – Até mais tarde.
- Bom trabalho Lu. – disseram ao mesmo tempo – E pode deixar que vamos nos comportar. – completou George.
A chef assentiu com um aceno de cabeça e saiu para o trabalho – O que vamos fazer? – quis saber Benjamin.
- Olha, posso até parecer um chatão, mas não quero aprontar nada, talvez uma volta no quarteirão para ver o movimento e ficar por aqui mesmo. – disse Samuel fuçando algo em seu celular.
- Acho que uma volta no quarteirão para ver a vizinhança a noite eu topo, e nada além disso. – concordou Benjamin.
George assentiu com um aceno de cabeça – Por mim tudo bem também. Podemos dar essa volta depois que comermos algo. – se levantou e foi até a cozinha trazendo os panfletos de restaurantes – E eu não vou cozinhar. – colocou sobre o colchão do Benjamin que era o que estava no meio.
Depois de comerem o que haviam pedido, realmente os três apenas deram uma volta pelo quarteirão, e descobriram que tinha uma sorveteria e aproveitaram para tomar um sorvete e conversar um pouco antes de voltarem para o apartamento.
Como o informado, era poucos minutos passados da meia noite quando Lucy abriu a porta e viu seus irmão e primo deitados. George e Samuel dormiam, enquanto Benjamin mexia no celular.
- Hey! – ela disse quando o irmão acordado a olhou. Ele apenas abriu um sorriso – Foi tudo bem enquanto estava trabalhando? – perguntou baixo quando parou perto do colchão dele.
- Sim, pedimos comida e depois fomos dar uma volta no quarteirão, descobrimos uma sorveteria e aproveitamos para tomarmos um sorvete e voltamos. – respondeu desligando seu celular – Como foi o trabalho?
Ela ficou o olhando e percebeu sinceridade em suas palavras – Corrido, mas em paz dentro do possível. – riu – Bom, vamos descansar que amanhã vamos visitar Times Square e aquilo é grande. – brincou – durma bem e até amanhã.
- Até. – ele disse já se aconchegando melhor em sua cama. Lucy sorriu e foi para seu quarto e seu merecido descanso.
-SQ-
- Estamos aqui para a grande final do mundial de hipismo, na modalidade salto. – disse o narrador todo animado – Direto da Alemanha, mais em específico da cidade de Munique, que está sediando todas as competições do mundial de hipismo esse ano. Bom dia para todos os nossos telespectadores e fãs do esporte e seja bem-vinda Kim Brown.
- Bom dia a todos, e vamos para nosso último dia desta maravilhosa competição, onde os favoritos “refugaram” enquanto os novatos mostraram a que vieram. – começou a comentarista – Mas temos só uma pergunta AJ Trent, porque a equipe norte americana convocou apenas agora o cavaleiro Henry Swan-Mills? – fez uma pausa – Eu acompanho a carreira dele desde que começou quando criança e te digo, era para ele fazer parte da equipe desde muitos anos atrás. E por ser um dos novatos com relação aos nomes de peso e conhecidos, ele simplesmente destruiu em todas as etapas.
- Olha Kim, isso realmente é uma incógnita. – concordou o AJ – Talvez a safra de cavaleiros foi muito boa durante esses anos e apenas fizeram escolhas. – tentou achar um resposta plausível.
- AJ, sinceramente, ainda eu teria convocado ele entre algumas escolhas durante esses anos que eu acho que ficaram bem abaixo dele. – disse Kim – Mas deixamos isso de lado e vamos focar no dia de hoje que a disputa será bem acirrada se levarmos em consideração as semifinais.
- Isso você está certa Kim, e só pediu um espetáculo. – narrou AJ.
- Emma? – questionou Regina assim que entrou na sala e porque escutou a tv ligava naquela hora da madrugada, o que não era comum Sei que ela madruga algumas vezes, mas hoje? Não lembro dela ter dito algo!
A loira olhou por cima do sofá para a porta da sala – Ah morena. – sorriu abertamente.
- Porque está de pé mais cedo do que de costume? – questionou ainda tentando raciocinar.
- Hoje é a final do Henry. – respondeu e voltou seu olhar para a tv – Vem assistir também.
Imediatamente os olhos de Regina se alargaram – Me esqueci completamente. – murmurou e rapidamente foi se sentar ao lado de sua esposa – Com a questão dos gêmeos não estarem aqui, eu meio que me perdi na rotina.
A loira sorriu e as duas mulheres apenas ficaram em silêncio vendo a tv e esperando a competição começar.
- Então é isso Kim, os quinze melhores conjuntos de cavaleiro e cavalo classificados para essa final masculina, lembrando que o vencedor tem que fazer em menor tempo e menor falto/erro possível os dez obstáculos. Caso haja empate na primeira posição, mais uma volta para decidir o campeão.
- Isso mesmo AJ, e o primeiro conjunto já está aposto para iniciar o percurso, é representante do Canadá.
- Autorizado e iniciado a final. – falou AJ empolgado.
- Lembrando que a ordem da competição é de acordo com a classificação da fase anterior. – comentou Kim – Os maiores tempos para os menores.
- Sim, e vai o cavaleiro do Canadá quase terminando o seu percurso. Ele está indo bem, apesar das três faltas cometidas, mas muito provavelmente ele estará fora da briga pelo pódio.
- Exatamente. – concordou a mulher – Porque a pontuação dessas faltas são bem altas, e mesmo que ele não erre mais, isso fará sua pontuação ficar bem baixa.
- E está aí, com esse tempo que acabou aumentando nessa última parcial, realmente o Canadá está fora da disputa pelo pódio.
- Depois de dez equipes fazerem seu percurso, temos a classificação até o momento, em primeiro está o Japão, depois vem Ucrânia, seguido de Holanda, no momento esse seria o pódio.
- E a seguir vem ele, Henry. – disse Kim animada – Espero que ele faça uma excelente prova.
- Logo depois dele, vem o papa título da atualidade, o italiano Paolo... Essa disputa será fabulosa. – disse AJ empolgado também – Henry representando os Estados Unidos, montado em seu cavalo Spirit, sim igual ao desenho.
- Uma curiosidade, das muitas, sobre Henry é que ele sempre amou esse desenho desde criança, e quem o incentivou a amar cavalos, foi seu falecido avô do qual ganhou o nome. – comentou Kim.
Aquilo pegou Regina de surpresa, e imediatamente seus olhos marejaram – Ah papai. – murmurou. Imediatamente sentiu o braço de sua esposa a confortando.
- Por ele ser novato nessas disputas, porém veterano no esporte, muitas curiosidades sobre ele rodeiam nossa mente... – comentou Kim – Vai lá AJ que Henry está pronto para iniciar seu percurso.
- Dado o sinal e Henry sai em disparada para pegar velocidade e conseguir ter altura o suficiente para pular o primeiro obstáculo.
Enquanto ia fazendo seu percurso – Olha essa técnica, olha o controle sobre o cavalo. – comentou Kim – Sério mesmo que não entendo como ele não fora convocado anos atrás.
- Faço essa mesma pergunta até hoje. – concordou Emma animada vendo a volta do filho Era para ele fazer parte dessa equipe há muitos anos atrás! – Vamos lá Hen!
- Até hoje eu acho que foi questão de politicagem e escolhas dos patrocinadores. – completou Regina com os olhos fixos na tv Só pode!
- E lá Henry chegando a metade do percurso, seu tempo está excelente... Ow que pena! – disse AJ assim que a pata do cavalo encostou na baliza, mas não a derrubou – Que pena! Ele ia fazendo um ótimo tempo.
- É só ele não deixar isso atordoar sua mente e continuar firme em seu percurso. – disse Kim visivelmente torcendo para Henry.
- Vamos lá garoto! Isso é apenas um pequeno erro, continue firme. – murmurou Emma sentada a beira do sofá Apenas se concentre no próximo obstáculo!
- Vai Hen que você consegue. – torcia Regina sentada igual a sua esposa Que saudade bateu agora de quando ele era pequeno e íamos nas competições juntos!
- Penúltimo obstáculo, Henry se prepara para saltar. – narrava AJ – Salto limpo e alto, e faz a cursa para a esquerda e finalmente o último. Henry dá o comando para seu cavalo acelerar e salto limpo também, e acelera na pequena reta e cruza a linha final. Com o tempo de um minuto e cinquenta e sete segundos, com apenas uma pequena falta.
- Veja a diferença. E com esse tempo ele é o primeiro a fazer abaixo da casa dos dois minutos, e imediatamente ocupa o primeiro lugar, deixando o japonês em segundo. – comentou Kim – Mesmo com aquela pequena falta, ele ainda tem mais pontos e menor tempo que o japonês.
- A diferença entre o segundo e o primeiro é de quase trinta segundos no percurso, muito impressionante. – disse AJ realmente impressionado – Henry veio disposto a mostrar seu valor.
Emma levantou comemorando o primeiro lugar do filho – Muito bom Hen!
- Ah meu garoto. – Regina estava orgulhosa.
- Bora para cima dele Hen e mostrar quem é o maior nesse momento. – disse Emma olhando fixamente para a tv – Vamos secar esse italiano enxerido.
- Olha ali quem já está pronto para fazer seu percurso? – falou Kim – O papa título italiano.
- Henry jogou toda a pressão para o italiano fazendo esse tempo, mesmo com a falta. – narrou AJ – Autorizado e vai o italiano atrás do título.
- Olha essas parciais, eles estão muito parelhos. – comentou Kim olhando os tempos – Se o italiano continuar assim, a diferença será aquela pequena falta de Henry... Ow!
- OW! Acho que você falou um pouco cedo Kim. – brincou AJ – Eles estão tão parelhos que a mesma falta que Henry comentou, o italiano cometeu.
- Acho que pode ser apenas um pequeno erro de cálculo do dois.
- Isso! Agora você pode fazer outra falta e estará fora da briga pelo título. – falou Emma tentando secar o italiano.
- Qual o problema de você esbarrar em mais uma baliza? – pediu Regina olhando fixamente a tv – Quem sabe fazer um tempo um pouco maior? Seria pedir demais? – sugeriu, também secando o italiano para errar.
- Ow! Veja, mesma falta, porém ele conseguiu fazer essa parcial um segundo e meio abaixo da parcial de Henry, e agora vem a parte final. – comentou Kim.
- O italiano se concentrou e foi para a última parte do circuito e agora que saltou o último obstáculo, porém desequilibrou na queda, mas acelerou, cruzando a linha de chegada com exatamente o mesmo tempo de Henry! – narrou AJ surpreso.
- Mas oh o italiano teve que suar para conseguir esse resultado. – comentou Kim analisando as duas voltas.
Alguns minutos depois – Bom, Kim chegamos ao final de todas as voltas e temos o seguinte resultado, o italiano e Henry empatados, e em terceiro e fora da disputa o alemão.
- De acordo com a regra do torneio, apenas Henry e Paolo farão mais uma volta para o desempate e ver quem fica em primeiro, e seguindo a sequência é Henry primeiro e depois Paolo.
A câmera focou em Henry que estava desmontado de seu cavalo, ele caminhou até a frente do animal, sua mão subiu até o nariz, fez um pequeno carinho, então colocou as duas mãos nas laterais da cabeça do mesmo e colocou sua testa colada com o nariz – Vamos meu amigo, vamos mostrar do que somos capazes. Nosso último rodeio, prometo. Depois só uma vida de descanso. – murmurou sorriu e fez mais um carinho e então subiu no cavalo e foram para o local que irá iniciar a volta.
- Autorizado e lá vai Henry! – começou a narrar AJ – Kim, eu não sei você, mas estou percebendo Henry bem diferente, muito mais focado que antes, e determinado a levar esse título.
- Com certeza, ele está bem mais focado que a primeira volta, e olha essa parcial, conseguiu fazer dois segundos abaixo da própria parcial. – comentou a mulher – Se continuar assim ele tem grandes chances de baixar seu tempo.
- Entrando na segunda parcial e seus saltos estão limpos e bem executados, passando bem longe das balizas. – AJ continuou narrando – Passou pela segunda parcial com um segundo abaixo do seu tempo.
- E agora vem a última parcial e o obstáculo que ele teve a falta. – comentou Kim – Mas sua técnica é impecável, e ele está fazendo uma ótima volta até aqui.
- Henry passa pelo obstáculo que ele tropeçou e continua na briga, parte final da última parcial, reta final e ele acelera, cruzando a linha de chegada. – narrou – O que é isso Kim? Além de Henry zera a prova, conseguiu diminuir em um segundo e meio seu tempo.
- Inacreditável!
- Isso! Agora quero ver aquele italiano conseguir superar tudo isso! – exclamou Emma feliz pelo resultado. Já estava de pé logo no primeiro salto Porque ele mandou muito bem!
- Maravilhoso Hen! – comemorou Regina com um pequeno salto do sofá.
- AJ que volta praticamente perfeita. – comentou Kim extasiada pelo resultado. – Com isso Henry joga toda a pressão para cima de Paolo novamente. Aí vem a pergunta. Até agora ele não havia tantos adversários a altura, agora com Henry será que ele consegue superar?
- Essa é uma boa pergunta, Kim. Paolo sempre competiu com pouca pressão, mas hoje será que ele consegue? – perguntou AJ – É o que vamos descobrir já que Paolo está posicionado e foi autorizado para iniciar sua volta. Que irá decidir o futuro da competição. – fez uma pausa – Ai vai ele, e percebo que ele está bem tenso.
- Eu também ficaria, afinal Henry mostrou um domínio muito grande com seu cavalo, uma técnica impressionante e uma frieza feito as calotas polares. – comentou Kim.
- Paolo se prepara para saltar, ow... O salto não foi alto o suficiente e ele derrubou a baliza. E assim o título vai para Henry e sua volta perfeita.
- Aliás, ele fez uma competição perfeita. – disse Kim – Só podemos torcer para Henry ser convocado mais vezes.
Minutos depois Henry estava no pódio recebendo seu troféu de campeão enquanto, então foi ao lado de seu cavalo que tinha uma coroa em torno do pescoço – Conseguimos. – falou para seu amigo – Muito obrigado. Como prometido, agora é só descanso e muito merecido para você, meu amigo.
- Estamos aqui com o campeão, que surgiu de surpresa nessa competição. – falou o repórter – Henry, primeiramente parabéns pela sua conquista, e nos fale sobre tudo isso, pois eu nem sei por onde começar a falar dessa competição.
Henry sorriu – Obrigado. Eu só tenho a agradecer por poder competir e dar tudo de mim. Agradecer pelas minhas mães que sempre me apoiaram sempre. E agradecer pela chance de convocação e mostrar tudo que eu sei.
- O que acha porque demoraram para te convocar para a seleção norte americana? – perguntou o repórter.
- Eu não sei, mas estou feliz que finalmente fui e pude provar que não fui um erro. – sorriu se lembrando de alguns jornalistas que haviam publicado a notícia que era um erro convoca-lo – E realmente estou feliz por ter conseguido.
- Quais são seus planos para frente? Continuará representando a equipe? Ou ficará apenas nos circuitos internos do país como sempre fez? – perguntou novamente.
Henry soltou uma longa respiração – Eu realmente fico feliz pela oportunidade de finalmente representar meu país em uma competição internacional, mas quero anunciar que estou me aposentando das competições como um todo. Hora de ficar com a minha família e ver minhas filhas crescerem.
Aquela notícia fez os olhos de Regina se alargarem – Como assim? – questionou surpresa, então olhou para sua esposa Aposto que você sabia disso! – Você sabia disso?
- Sabia. Ele veio falar que essa seria a última competição e que agora iria ajudar Violet a criar as meninas. – respondeu Emma e apontou a tv para continuarem escutando Como ele está dizendo para o repórter!
- Eu já havia decidido que essa seria a minha última competição para a minha carreira, independente do resultado, eu já deixei minha esposa cuidar demais das nossas filhas, sozinha, agora eu preciso arcar com as minhas responsabilidades nessa criação e ser um pai mais presente, e um marido mais presente e disponível. Tenho que agradecê-la também por entender isso, e nunca me cobrar nada nesses anos todos, e agora é hora de assumir as minhas responsabilidades.
- Então não haverá nenhuma chance de voltar de voltar a competir seja como atleta ou parte da comissão técnica?
- Nenhuma. – Henry respondeu veementemente, mas estava sorrindo feliz – Agora quero a calmaria de ser um marido do lar. – brincou.
O repórter riu – Fora ser um marido do lar, tem algum plano a parte disso?
- Eu tenho um livro de história infantil para ser publicado assim que eu voltar e é nisso que vou empenhar agora, além da minha família. – agradeceu e saiu com seu cavalo indo na direção da sua equipe e ali comemoraram mais.
- Então você sabia? – questionou Regina desligando a tv Explicações agora! – Quer explicar?
Emma sorriu para sua esposa Vou dormir com os cachorros essa noite! – Olha, nem é tão grande coisa assim, uma tarde, logo depois que Henry foi convocado, conversamos e ele já havia decidido sobre se aposentar do hipismo por todos os motivos que ele pautou na entrevista.
- Sobre o livro é verdade também?
- Sim. – confirmou Emma – Ele comentou nessa mesma conversa.
- Porque eu não fiquei sabendo disso?
A loira puxou na memória – Posso estar errada, mas foi quando você estava em Nova Iorque com a Lu, depois as coisas ficaram corridas e acabei não lembrando de conversar com você, me desculpe. – fez uma cara de coitadinha Cara de cachorro sem dono entrando em ação!
A advogada sorriu Não adianta, pode passar quantos anos forem, eu não resisto a essa cara de cachorrinha sem dono dela! – Não tem problema, estou feliz que Henry finalmente vai ficar mais tempo aqui na cidade.
- Nisso eu concordo com você. – concordou Emma, então olhou para a hora no relógio na parede – Bom, hora de tomar café e começar o dia. – Regina apenas assentiu com um aceno e as duas foram para a cozinha.
-SQ-
- Todos prontos? – perguntou Lucy assim que viu seus irmãos e primo.
- Mais que prontos! – respondeu Benjamin empolgado e olhando para seus “cúmplices”.
- Então vamos. – falou a chef indo para a direção da porta, e ela olhou os três saindo e percebeu uma atitude muito suspeita – Vocês vão aprontar alguma coisa, não? – murmurou fechando a porta atrás de si.
- Disse algo? – Samuel perguntou, pois era o último dos três a sair e escutou um murmúrio.
- Que não podemos perder nenhum minuto do nosso passeio na Times Square. – abriu um sorriso.
- Nisso eu concordo. – falou George sorrindo feliz pelo passeio. Começaram a caminha na direção da estação de metrô mais perto.
Os olhos dos três rapazes se arregalaram diante de tanta informação visual assim que surgiram na tão famosa avenida de Nova Iorque.
- Wow! – foi o que George conseguiu dizer.
- Sim! Wow! – seu irmão imitou sua expressão.
- Nossa! – Samuel foi um pouco diferente, mas estava admirado assim como seus primos.
Lucy apenas sorriu – Sabia que vocês ficariam assim. – brincou e passou o braço direto pelo esquerdo de Benjamin, e o esquerdo pelo direito de George – Vamos nos divertir. – começou a puxar os rapazes para começarem a caminhar.
- Estou logo atrás. – brincou Samuel e passou o braço direito pelo esquerdo de George e assim iniciaram seu passeio pela grande e famosa avenida. Muitas fotos foram tiradas, entravam e saiam de lojas que lhe chamavam a atenção.
- Olhem, a famosa escadaria vermelha, vamos nos sentar ali? – pediu Samuel já indo na direção da mesma.
- Sério Sam? – George estava cético.
- Monstrinhos esse ponto é lendário, temos que sentar, ver as pessoas passando freneticamente e tirarmos fotos. – falou Lucy rindo e se juntando com seu primo – Vem?
Os gêmeos se olharam e por fim foram se sentar junto aos dois – Mas não vamos ficar aqui o dia inteiro, né? – Benjamin se sentou ao lado de Sam.
- Relaxa, vamos aproveitar alguns minutos apenas. – Lucy olhou por cima de seu ombro para seu irmão – E não fiquem reclamando tanto. – brincou e ali conversaram enquanto viam as pessoas passando, riram com piadas entre eles, tiraram fotos – Vamos continuar? – depois de uma meia hora ali sentados. Antes que pudessem responder escutaram os estômagos dos gêmeos reclamarem de estarem vazios – Pelos céus, fazia tanto tempo que não escutava isso. – a chef riu.
- Não podemos negar que somos filhos da dona Emma. – brincou George se levantando.
- Bora comer, porque daqui a pouca será o meu que roncará, provando que sou filho da dona Ruby. – brincou Samuel rindo também, mas com fome.
- O que estão afim de comer? – Lucy quis saber olhando ao redor – Temos várias opções.
- Vamos naquela lanchonete, pois deve ter uma variedade de comida e cada um poderá comer o que estiver com vontade. – sugeriu Benjamin avistando uma lanchonete bem estilo de Nova Iorque. Os outros ter assentiram e caminharam na direção do local. Depois de satisfeitos, continuaram seu passeio pela avenida, passaram pela loja temática de M&M’s World, pela Disney Store e também pela Midtown Comics. Nem precisa falar que dessas lojas saíram com várias coisas, e foi quando finalmente chegaram na rua que queriam e acenaram discretamente para colocarem seu plano em prática.
- Olha que loja é aquela? – Samuel apontou numa direção aleatória na rua.
- Qual loja? – Lucy tentou olhar na direção apontada, mas não conseguiu definir a loja em questão.
- Vamos lá ver. – disse Benjamin já empurrando a sua irmã pelos ombros, estando atrás da mesma.
- É! Vamos! – concordou George já puxando a sua irmã pela mão também.
Samuel riu – Aquela ali. – apontou aleatória novamente enquanto caminhavam para fora da avenida.
- Mas estamos saindo da Times Square. – disse Lucy olhando para seu primo e irmão.
- Não se preocupe, daqui a pouco a gente volta para ela, prometemos. – falou Ben quase em frente da loja que queriam.
George riu – Ela não vai sair do lugar. – piscou travessamente – Essa loja? – questionou quando pararam na frente da loja que queriam.
- Essa mesma! – respondeu Samuel. Era agora ou nunca.
Lucy apenas olhou a fachada da loja – Maçã Quente... – leu calmamente – Produtos sexuais... – respirou e olhou para seus irmãos. Havia decidido entrar no plano deles, quando entendeu o que eles estavam planejado – Vocês perderam o juízo? – questionou – Nem sonhando que vamos entrar nessa loja. Eu não quero morrer. – brincou – Imagina se dona Emma, dona Regina, dona Kathryn e dona Ruby descobrem, serei uma pessoa morta e a polícia nunca achará meu corpo morto.
- Ah Lu, também nem é para tanto. – falou George na esperança de tentar mudar a opinião de sua irmã.
- Sim, e além disso, as nossas mães falaram que nos levaria em uma. – argumentou Benjamin olhando para sua irmã.
Lucy olhou para os três rapazes – Então vamos deixar elas levarem vocês.
- Mas Lu, por favor... – suplicou George vendo que o não já tinham e iriam atrás da humilhação – Pensa que pode ser a nossa última aventura dos trigêmeos juntos antes de entrarem na vida adulta, e será uma história para contarmos em jantares futuros de família. – apelou.
- Isso seria demais. – Samuel entrou na apelação – Quem nunca fez uma travessura assim?
Lucy estava fazendo uma força para segurar a risada, mas ela se manteve firme no seu personagem – Sim, fazemos algumas travessuras, mas não como uma dessas.
- Ah Lu. Por favor. – pediu Sam.
- Só dessa vez! – acrescentou Benjamin.
- Vamos fazer nosso passeio ser memorável. – George tentou a cartada final.
A chef soltou uma respiração – Se um dia nossas mães descobrirem, saiba que estou fazendo isso porque amo vocês três. – finalmente cedeu – Mas a culpa será de vocês.
- Isso! – os três comemoraram e abraçaram a mulher mais velha.
- Obrigada Lu. – e recebeu três beijos nas bochechas.
- Só não me façam arrepender disso, por favor. – pediu vendo os três rapazes sorrindo felizes.
- Prometemos! – Samuel disse animado – Vamos?
- Estamos logo atrás. – respondeu Benjamin.
Uma das vendedoras olhou para a porta assim que escutou a mesma sendo aberta – Bem-vindos a Maçã Quente, posso ajuda-los? – olhou para Lucy, indagando com sua expressão a idade de todos.
- Oh, não se preocupe, eles são meus irmãos mais novos, serei a responsável por eles. – respondeu, e a atendente apenas assentiu com um gesto de cabeça – Estamos apenas olhando.
- Tudo bem, fiquem a vontade e qualquer coisa podem me chamar. Eu sou a Stacy. – ofereceu e se posicionou onde poderiam vê-la, mas atrapalharia eles.
- Obrigada. – agradeceu a chef então virou para os rapazes – Bom, estamos aqui, não aprontem muito. – pediu.
- Pode deixar. – Benjamin sorria abertamente – Por onde vamos começar? Já que tem tanta coisa nessa loja.
- É tanta coisa. – comentou George maravilhado.
- Vamos começar por ali. – apontou Lucy para uma área que mostrava modelos variados de lingeries. que ficava de um lado da loja – E vamos por fileiras depois até vermos a loja toda. – foi prática.
- Sim! – exclamou os rapazes juntos.
Os olhos castanhos atentos a tudo – Sério que tem gente que usa esses modelos? – perguntou Samuel incrédulo, vendo tantas variedades.
- Olha essas que são apenas um fio. – apontou Benjamin – Será que juntar algumas dá para fazer uma normal? – brincou.
- Sei que se alguém tiver uma agulha de crochê pode fazer uma bela peça. – Lucy entrou na brincadeira, e discretamente tirou seu celular da bolsa e começou a filmar seus irmãos e primo fazendo algumas brincadeiras com duas peças.
- O que está fazendo Lu? – George perguntou vendo sua irmã com o celular em mãos.
- Filmando, isso é óbvio. – brincou – Preciso filmar vocês nessa loja. – disse por fim.
- Olha isso aqui. – Samuel pegou uma peça que tinha uma abertura bem na região da genitália, então a colocou em sua cabeça pelo lado contrário e fez com que seu nariz saísse pela abertura.
Imediatamente Lucy gravou o primo naquela brincadeira, enquanto riam.
George olhou uma peça curiosamente – O que foi? – Lucy perguntou.
O rapaz tirou uma peça que eram dois fios a frente e um fio atrás – Mas acho que a pergunta é: Como se usa isso? – virou a peça de cabeça para baixo.
Lucy pendeu a cabeça para a direita tentando imaginar como se usa também – Não faço a mínima ideia de como se usa isso. Não vem com manual de instruções de como se usa? – perguntou brincalhona.
O loiro revirou a peça novamente – Acho que não... Deixa para lá. – colocou a peça de volta a arara. Continuaram olhando as lingeries com um comentário ali e lá – Olha esse tem zíper a frente.
- Ele serve para morder o bilau na hora boa. – brincou Samuel, mas os três rapazes fizeram uma cara de dor imaginando a possível ação.
- Melhor deixar quieto isso também. – comentou colocando a peça de volta no lugar.
- Olhem aqui. – Benjamin tinha uma cheia de franjinha a frente de seu quadril enquanto tentava sem sucesso dançando a dança do ventre – Sou uma odalisca da luxúria. – brincou enquanto mexia seus quadris pavorosamente.
- Pelos céus! Ainda bem que você não vai viver disso. Porque você não tem remelexo nenhum. – falou Lucy rindo e não parava de filmar. Pegaram uma de correntinha prateada e imediatamente George fingia que estava espancando Benjamin com a mesma.
- Essa é para achar no escuro. – falou Samuel assim que achou uma que acendia uma pequena luz bem sobre o púbis. E Lucy apenas continuava gravando.
- Essa aqui. – pegou os três fios, dois a frente e outro atrás
- Olhe essas. – chamou Benjamin – Vejam esses escritos “Sua vadia” “Tô na seca” “Puta de corno” “Você chegou ao seu destino” “Cardápio de hoje”... – ia falando enquanto viam as lingeries.
- Criatividade tem muita. – falou Lucy rindo e gravando tudo. Continuaram ali mais alguns minutos então resolveram continuar o passeio. Passaram pela ala de sapatos, que não poderia deixar de ter comentários e brincadeiras, e continuaram. Passaram pela parte de sadomasoquismo que também não pouparam brincadeiras e comentários com os apetrechos. Tanto que Samuel havia pegou um chicote enquanto Benjamin fazia pose para ser chicoteado, eles davam risada enquanto Lucy não perdia um minuto gravando das palhaçadas dos rapazes.
- Ow tive uma ideia, que tal irmos para os acessórios? – perguntou Samuel – Porque essa parte está mais para ala de fantasias de carnaval de Nova Orleans do que qualquer outra coisa. – estavam passando pela fileira de roupas e fantasias sexuais.
- Acho justo. – concordou Samuel.
Chegaram a parte de acessórios em geral, desde dildos até cremes e pomadas. Os três rapazes estavam abismados diante de tanta coisa ali exposta.
- Rapaz! – exclamou Benjamin não sabendo por onde começar a olhar – Estimulante energético... – leu o rótulo do produto em sua mão – Apenas duas gotas e você terá uma noite intensa de prazer. – olhou para os dois rapazes, então imensos sorrisos se abriram em seus rostos – Irado!
Olharam as variedades de gel, óleos, cremes, algemas, plugs de todos os tipos, formatos e tamanhos. Imediatamente George pegou e colocou sobre sua cabeça, acima das orelhas, imitando antenas de alienígenas.
- Olha o pirocóptero. – anunciou Benjamin com um dildo colado na testa enquanto gira sua cabeça fazendo a peça girar junto.
- Venha meu filho, venha para o lado negro da força. – Samuel tentou imitar Darth Vader enquanto segurando um dildo duplo comprido vermelho. George segurou outro azul.
- Nunca! Você pode ser meu pai, mas nunca passarei para seu lado. – falou enquanto eles duelavam com os dildos como se fosse sabres de luz.
- Socorro isso aqui tem vida própria e quer me matar. – anunciou com um dildo vibrante enquanto ele fingia que o objeto queria mata-lo e aos poucos ia abaixando.
Lucy só dava risada enquanto ia gravando as doideiras dos rapazes.
- Aqui podemos ver os vários tipos e texturas dos dildos... – Samuel pegou um frasco de gel e fez imitação de microfone – Esse tem spikes que te ajudam na massagem nas costas, você pode apenas bater com ele terá acupuntura também, é o famoso dois em um. – então pegou uma porção de línguas – Mas se você gosta de levar linguadas, temos vários tipos, tamanhos e texturas, aqui com certeza você achará uma a seu gosto. – continuou olhando – E não, aqui não é lugar para você trazer a sua criança que apesar de ter vários tipos de brinquedos e bexigas... – pegou um pacote de camisinha e o levantou como se tivesse apontando para a câmera de reportagem – Eles não são para crianças pequenas, apenas para as crianças grandes. – sorriu.
Lucy soltou uma gargalhada diante das palhaçadas e pensou que se eles tivessem ido com suas mães com certeza não teria metade dessas brincadeiras, porque com certeza eles ficariam tímidos – Com certeza hoje será memorável.
- Veja esses vibradores... – Samuel continuou – Esse é para você esconder a sua cobra na caverna. – levantou um vibrador em formado de vagina, enquanto agitava de uma lado a outro o objeto em sua mão e suas sobrancelhas subiam e desciam alternadamente.
- Por meus pratos, menino chega. – pediu Lucy encerrando as filmagens – Toda loja está olhando para nós. Vamos terminar e ir embora que também já está ficando tarde para terminarmos nosso pela Times Square.
- Lu, depois disso aqui... – falou Benjamin erguendo um objeto em forma de vagina – Nem queremos mais terminar nosso passeio pela Times. – brincou.
- Então comer algo e vamos para casa? – perguntou a chef com dor nas bochechas de tanto que riu ali.
- Sim. – confirmaram os rapazes.
- Tudo bem. – Lucy concordou, porém pegou três caixas de três unidades de camisinhas – Lembranças desse momento para vocês, meu presente. – pagou pelas camisinhas e então foram embora – Uma para cada um, como uma lembrança desse momento. – entregou uma caixa para cada rapaz já do lado de fora da loja.
- Obrigado. – agradeceram em deram um abraço coletivo. Caminharam até a lanchonete que comeram mais cedo para poderem jantar e então se dirigirem para a casa da chef.
Já noite a dentro, os rapazes estavam cada um em seu lugar de dormir, quando Lucy, em seu pijama apareceu na sala sorrindo para a cara de satisfação dos rapazes – Felizes? – perguntou ao se sentar ao lado de Samuel.
- Sim Lu, muito obrigado. – agradeceu novamente George sorrindo feliz para sua irmã.
Um travesso sorriso surgiu nos lábios de Lucy no exato momento que ela ergueu seu celular e terminou de enviar alguma coisa – Pronto.
- Pronto o que? – Samuel quis saber e olhou para o aparelho.
Imediatamente o sorriso travesso se tornou diabólico – Acabei de mandar os vídeos para nossas mães. – respondeu.
— Mas Lu? Está ficando louca? – questionou Benjamin desesperado por sua irmã.
Então Lucy sorriso divertidamente – As mães falaram que eu poderia leva-los no sex shop caso vocês pedissem. – informou.
- E nos fez passar por tudo aquilo? – questionou Samuel incrédulo.
- Passaram porque quiseram, poderiam ter me pedido muito antes e não teria problema. – respondeu se esquivando miseravelmente dos pequenos tapas do rapaz – Mas vocês arquitetaram um plano infalível e queria ver até onde ia essa travessura. – brincou – Ah qual é? Vocês podem fazer planinhos e eu não posso revidar?
- Tudo bem. – concordou George por fim – Mesmo assim obrigado, acho que se tivéssemos ido com nossas mães não seria tão divertido como foi hoje.
- Sim, concordo com o Georgie. Obrigado Lu. – agradeceu Benjamin. Samuel apenas assentiu com um aceno de cabeça.
Lucy se levantou – Bom, hora de dormir, amanhã enquanto tomamos café veremos o que vamos fazer. – caminhou na direção do quarto – Até amanhã.
- Até Lu. – se despediram e viu a chef entrar no quarto.
- Apesar da gracinha da Lu, foi bem divertido hoje. – comentou George sorrindo feliz e se acomodando melhor para dormir.
- Sim. Com certeza hoje ficará para as histórias de jantares no futuro. – comentou Samuel já fechando seus olhos, depois de acomodado.
- E não se esqueçam, que se realmente a Lu mandou os vídeos para nossas mais, aguentem a tiração de sarro por parte delas.
- Ow cara, agora teremos isso pela frente. – resmungou George – Mas não me importo, hoje foi muito irado.
- Ah se foi. – concordou Benjamin, e ficaram conversando mais um pouco até finalmente o sono tomar conta deles e ele finalmente sucumbirem a canseira do dia.
-SQ-
Regina seguiu o som das gargalhadas de sua esposa, até que a achou – O que tanto você está rindo? – quis saber Deve ser uma coisa muito engraçada!
- Ah morena nossos filhos e sobrinho no sex shop. – foi o que ela respondeu – Vem cá, que vou te mostrar tudo que a Lu mandou deles. – pediu para ela sentar ao seu lado enquanto voltou o primeiro vídeo para começar a passar.
Depois de muitos minutos e vários vídeos as duas mulheres estavam rindo sem parar – Por meus saltos! Que palhaçada esses meninos. – enxugou uma lágrima que se acumulou em seu olho por causa da risada Como eles foram capazes de uma proeza dessas?
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Regina respirou fundo Acertamos em pedir para a Lu esse favor! – Ainda bem que eles foram com elas, assim eles puderam ser eles mesmos.
- Nisso tenho que concordar com você. – falou Emma e mandou uma mensagem para Ruby, que obteve uma resposta quase que imediatamente Será que elas já viram? – Ah lá, Rubs e Katy também estão se matando de tanto rir com os vídeos.
- Esse quarteto não há igual. – comentou Regina se levantando Eles vão fazer muita falta aqui na fazenda! – Deixa eu ir tomar banho, e então cama.
- Tudo bem... – falou Emma deixando o seu celular de lado – Eu vou daqui a pouco. – tirou o mudo da tv enquanto via as notícias sobre esporte e via novamente o título de seu filho.
-SQ-
Emma colocou a última mala dentro da carroceria da pick-up, fechou a porta e terminou de cobrir com a lona própria do veículo – Tudo pronto aqui. – anunciou olhando para o pequeno grupo ali reunido para se despedirem de Benjamin, que finalmente iria para a universidade Ainda tenho as pestinhas para fazer isso também!
- Vou sentir sua falta. – falou Samuel dando um último abraço no primo.
- Eu também. – Benjamin retribuiu o abraço – Foi muito bom o tempo aqui, mas hora de novos ciclos.
- Certeza. Boa viagem. – sorriu feliz pelo primo.
Cora sorriu para o neto e o abraçou fortemente – Boa viagem! Boa sorte na universidade e tenho muito orgulho de você. – deu um beijo na bochecha do neto – E qualquer dúvida estou aqui para ajudá-lo, principalmente com as disciplinas.
- Obrigado vó. – agradeceu e deu um último beijo na bochecha da senhora e sorriu. Por fim abraçou todo mundo e abriu a porta da traseira do veículo. Regina se despediu também e foi para seu lugar no lugar do passageiro a frente.
- Vamos que temos uma longa viagem. – Emma disse já sentando em seu lugar atrás do volante Para onde será que levarei as pestinhas quando for a vez delas? – New Haven, Connecticut aí vamos nós. – ligou a pick-up e a colocou em movimento pegando a saída da fazenda, era uma viagem de quase oito horas. Quando elas voltassem iriam descansar um dia e meio para então irem com George para Boston e deixa-lo lá para estudar e ser agente do FBI. Aquilo era indicativo de que as férias de verão estavam acabando e seu filhos crescendo.
-SQ-
Não podia negar, o espaço físico era muito bonito e grande. Os edifícios tinham sua imponência histórica, deixando os três ocupantes da pick-up bem encantados. Assim que pararam no estacionamento, conversando sobre as coisas que estavam vendo, Ben e Emma pegaram as malas e sem pressa caminharam na direção da entrada do dormitório que ele ficaria.
No exato momento que abriram as portas, o ensurdecedor barulho da empolgação dos alunos tomou conta. Alegria dos alunos em rever os amigos depois das férias de verão. A empolgação dos novos alunos em começa a nova fase de sua vida. Benjamin entrava nessa segunda parte. Fora caminhando até finalmente chegarem ao quarto do rapaz.
- Oi? – ele bateu a porta e entrou. Imediatamente viu duas camas, então iria dividir o quarto apenas com um colega.
- Hey! – disse o rapaz vindo do banheiro – Você deve ser Benjamin. – ofereceu a mão – Eu lavei. – brincou.
- Isso mesmo. – Benjamin riu e estendeu a sua mão.
- Sou Josh Vrabel. – se apresentou – Estou no segundo ano de direito.
- Calouro de arquitetura. – disse segundo antes de soltarem as mãos – Minhas mães, Emma e Regina. – apresentou. Houve acenos de cabeça.
- Eu fico desse lado do quarto, apontou o esquerdo, e o lado direito é todo seu. – disse apontando a cama, escrivaninha, prateleiras e armário, então pegou seu celular quando apitou mensagem – Bom, me perdoem por não ser tão anfitrião assim, mas eu preciso sair, vou encontrar uns amigos. Ben... – chamou – Seja bem-vindo e até mais tarde. Se for sair, tranca a porta que tenho uma chave.
O rapaz apenas sorriu – Então? – questionou assim que deixou sua mala e mochila sobre a cama. Emma deixou a outra mala no chão perto da cama.
- Um dormitório como outro qualquer. – disse Regina sorrindo vendo a felicidade do filho O que importa é a felicidade dele! – Seu colega de quarto parece tranquilo.
- Pessoal animado. – brincou Emma – Sei que é da fase, mas só tome cuidado. Estamos a uma ligação.
Benjamin olhou para suas mães – Eu sei. Tive vários exemplos para seguir. Eu vou me comportar e me cuidarei. Pode deixar que eu ligo se precisar.
- Sabemos disso, e confiamos em você. Sabemos a criação que te demos. – falou Regina, soltou uma longa respiração Começar as despedidas! – Vamos comer algo?
- Achei que não ia perguntar. – brincou Emma rindo pra descontrair um pouco Mas entendi morena, hora de começar as despedidas!
- Eu quero um hambúrguer gigante e vocês irão pagar. – sorriu arteiramente.
Regina soltou uma gargalhada Igual a mãe loira! – Sua mãe loira que arcará com a conta. – brincou.
- Pago sem problema. Ainda bem que sou casada com uma fazendeira cheia da grana, porque eu uso o cartão dela. – entrou na brincadeira enquanto iam caminhando depois que Benjamin trancou o quarto quando saíram Eles estão crescendo!
-SQ-
A noite havia caído na fazenda, não fazia muito tempo que Regina havia mandado mensagem que haviam chegado, Benjamin instalado no dormitório. Elas estavam em um hotel, pois logo cedo pegariam estrada de volta para Storybrooke.
Cora andava pela casa com uma xícara de chá em mãos, quando viu a luz da varanda e foi para apagar quando viu a porta levemente aberta. Colocou a cabeça para fora e viu George sentado na cadeira de balanço – Hey?
- Oh vó! Que susto! – falou vendo a senhora – Achei que estava dormindo já.
- Já havia me recolhido, mas tive uma grande vontade de chá. – e mostrou a xícara – Servido?
O rapaz negou com a cabeça – Quer se juntar a mim? – ofereceu.
A senhora sorriu e se juntou ao neto e ficaram ali uns minutos apenas observando a grande escurão e escutando os insetos noturnos – Sei que vou fazer uma pergunta idiota... – brincou, mas estava séria – Como você está?
George soltou uma longa respiração – É estranho não ter o Ben aqui... Eu não sei como estou me sentindo. – fez uma pausa e a mulher mais velha apenas deixou seu neto continuar sem interromper – Claro que estou muito feliz por ele ir estudar, logo sou eu que vou embora para estudar... Até ontem passamos praticamente dezoito anos juntos. Hoje é a primeira noite da nossa nova vida que cada um seguirá seu caminho, entendo perfeitamente isso. Talvez seja um pouco de tristeza que a infância acabou e estamos voando para fora do ninho. Tão diferente de ver meus irmãos indo embora e agora sou eu que estou quase indo embora. – o silêncio pairou.
- Sábias palavras, meu neto. – Cora finalmente quebrou o silêncio depois de tomar um gole de seu chá – Entendo perfeitamente tudo que você está passando... O que posso te dizer é que viva o momento, se deixe viver essa nossa fase, aproveite. A infância sempre estará aqui... – colocou a mão sobre o coração de seu neto – E nas lembranças. – sorriu para o rapaz tão parecido com Emma – Uma coisa você pode ter certeza, a sua família sempre estará aqui para você.
- Eu sei vó, e tenho muito orgulho de vocês. – disse George sorrindo para sua avó – Vamos dormir?
Cora apenas assentiu, e os dois se levantaram, o rapaz mais alto que a avó, passou o braço sobre seus ombros enquanto eles foram para dentro da casa.
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