Storybrooke

232 Capítulo 232


Notas iniciais
Voltei crianças lindas do meu coração peludo e gelado de aquariana! Sei que levei tempo, mas voltei! Obrigada a todos que continuam aqui comigo mesmo depois de todo esse tempo. Obrigada mesmo!! Ah preparem os lenços que lágrimas podem escorrer por suas bochechas!! Boa leitura!

- Então Lu, aqui temos os prós e contra do terceiro e do quinto imóvel que vimos. – falou Regina estendendo uma folha para sua filha, e logo em seguida pegou sua xícara de chá e tomou um gole. Era quase final do dia, e não demoraria para Lucy ir trabalhar Que correria esses dias, mas está sendo muito bom passar esse tempo com a Lu!

- Hum... Muito bom mamãe, obrigada. – a chef se sentou assim que havia depositado as xícaras sobre a mesa – Isso ajudará e muito na decisão. – começou a olhar com muita atenção ficando em silêncio, enquanto sua mãe apenas saboreava seu chá esperando sua filha se pronunciar.

- Então? – questionou ao ver sua filha deixar a folha sobre a mesa e tomar um gole de seu café Que faça a melhor escolha para você!

Lucy soltou um suspiro – Eles praticamente se equiparam... Então o que vai decidir é qual eu gostei mais. – respondeu para logo em seguida olhar seu relógio – Mamãe, se não for agora trabalhar, chegarei atrasada... – se levantou e deixou sua xícara dentro da pia – Vou aproveitar para ir pensando enquanto trabalho. E caso, você esteja acordada quando chegar podemos conversar, ou se não, fica para amanhã. – piscou travessamente.

- Por mim tudo bem, pense bem. – concordou Regina abrindo um sorriso – Acho que a conversa ficará para amanhã. – brincou, mas com um fundo de verdade Porque hoje estou moída! – Bom trabalho. – recebeu um beijo no rosto de sua filha.

A chef riu – Tudo bem dona Regina, entendi. – brincou – Bom, você sabe que tem alguns telefones de comida na gaveta da cozinha. – disse a mulher mais nova – Caso não queira pedir nada da cozinha do hotel. – já a porta – Obrigada e até amanhã.

A advogada fez um aceno com a mão antes de sua filha fechar a porta por completo, então voltou seus olhos para a folha a sua frente. Pegou-a e repassou cada item sem pressa, comparando-os – Realmente, estão bem equiparados, o que vai decidir é qual ela gostou mais. – deixou a folha sobre a mesa – Vou tomar um banho que mereço. – se levantou e foi para o banheiro – Depois verei o que comerei e então ligarei para casa e saber como estão as coisas.

-SQ-

- Hey de casa? – Henry anunciou da entrada da sala.

- Vó! Vovó! – chamou Amy logo em seguida, já entrando e passando por seu pai.

- Aqui na cozinha. – veio a resposta de Emma. Amy sorriu abertamente e saiu correndo na direção do cômodo.

Henry riu – Sem correr para não se machucar. – mas claro que não fora ouvido. Trocou o bebê conforto de mão e seguiu no rastro de sua filha.

- Vó! – falou a menina assim que apareceu na cozinha. Emma estava terminando de arrumar a pia, então se virou para receber sua neta.

- Oi minha lindeza. – a pegou no colo e a encheu de beijo, como fazia com seus filhos quando pequenos Saudades deles quando pequenos, porque agora não posso enchê-los de beijos assim!

A menina riu e segurou o rosto de sua avó – Chega vó, já deu muito beijo. – brincou, mas ria recebendo mais beijos.

Emma soltou uma risada – Só vou parar porque você pediu. – deu um último beijo e a colocou no chão – Oi Hen. – falou assim que viu seu filho entrando na cozinha e abriu um sorriso imenso o envolvendo em um abraço e um beijo no rosto – Como estão as coisas? – quis saber. Então o sorriso que já era grande, ficou maior ainda quando viu Sophie – Oi minha pequena lindeza. – brincou com a neta, quando o rapaz colocou o bebê conforto sobre a mesa. A bebê abriu um sorriso reconhecendo sua avó Que pena que Regina não está aqui, mas com certeza ela vai reclamar uma eternidade por isso!

- As coisas estão bem. – falou Henry sorrindo para a interação de sua mãe e filhas – Mamãe?

- Foi para Nova Iorque ontem. – respondeu Emma e indicou se poderia pegar a neta no colo, e assim o fez quando Henry acenou positivamente – Ah minha pequenina, você deu uma crescidinha. – sorriu feliz com a neta no colo – Violet não veio junto?

Henry a olhou confuso – Nova Iorque? Porque? – quis saber – Ela tem uma aula particular hoje a noite.

- Resolver alguns contratos da fazenda. – respondeu a loira ainda com sua atenção na neta Coisa linda da vovó! – Ai, por meu chapéu. Já jantamos, mas se você quiser posso preparar algo para vocês? – disse a loira entrando em um leve desespero.

- Mãe, não precisa. – comentou Henry ao se sentar na cadeira – Nós já jantamos.

- Tem sorvete na geladeira. – disse Aposto que sobremesa vão querer!

Não deu tempo de mais ninguém soltar uma palavra – Eu quero papai. Posso tomar sorvete?

- Claro, minha pequena gafanhoto. – brincou o rapaz – Pode deixar que eu pegou mãe. – disse ao ver que sua mãe ia se movimentar – E você sente, vamos conversar um pouco. Faz tempo que não venho aqui. – pediu indo na direção da geladeira enquanto Emma se sentava a mesa, ao lado de sua neta, mas não antes de colocar a outra neta de volta no bebê conforto – Aqui. – entregou uma pequena taça para sua filha e uma para si – As coisas estão bem, em casa com essa pequena trocando o dia pela noite algumas vezes na semana, mas no geral estamos bem. Vocês? – quis saber assim que colocou uma colher com sorvete na boca.

- Na correria, mas todos bem. As gêmeas estão aprendendo a dirigir no Tenório. – riu da cara de espanto de seu filho mais velho Para que nem é tão surpresa assim!

- Tão ruim assim? – questionou espantado.

Emma riu novamente Não sabe o quanto! – Estou feliz que as únicas coisas que elas atropelaram até o momento foram arbustos e lixeiras.

- É ruim assim. – comentou Henry rindo e tomou mais uma colherada de seu sorvete.

- Os treinos? – quis saber. Por mais que esteja em todas as reuniões e sempre recebendo notificações e atualizações tanto de David quanto de Mary Margareth, com as coisas da fazenda acabou se distanciando um pouco da equipe.

- Essas semanas me deram folga por causa dessa pequena aqui. – brincou passando os dedos sobre a barriga da filha mais nova, que riu – Mas mês que volto a treinar forte e estou pré-selecionado para uma vaga na equipe americana para competir no campeonato mundial na Alemanha daqui a quatro meses.

- Que coisa boa, Hen. – comentou Emma sorrindo abertamente Finalmente reconheceram que ele merece competir pelo seu país! – Tomara que você consiga essa vaga.

- Também... – falou com um leve melancolismo terminando seu sorvete.

A loira percebeu Precinto algo! – O que houve?

Henry deixou de lado sua taça já vazia – Ah mãe, a idade está chegando e creio que está na hora de aposentar. – falou – Venho pensando muito sobre, principalmente no momento que a Violet disse que estava grávida da Sophie. – fez uma pausa e Emma deixou seu filho continuar sem interromper – Não dá mais para ficar viajando como antes, tenho minhas obrigações aqui com a minha família, por mais que a Violet diga o contrário, sei que com duas o trabalho será no mínimo o dobro. – soltou um suspiro – E não posso mais deixa-la sozinha cuidando das meninas.

- Entendi... Bem sensato da sua parte. – comentou a loira Orgulho de você, meu filho!

- Conseguindo ou não, esse será o meu fim da linha. – comentou – Vou me aposentar do hipismo.

Emma o olhou – Alguma chance de você ajudar na equipe?

Um sorriso de lado surgiu no rosto de Henry – Não mãe. Mesmo que fizesse parte da equipe na parte técnica, eu também teria que viajar e me ausentar do mesmo jeito. – respondeu – Indo ou não para o torneio, será realmente a última coisa.

- Entendi... – comentou a loira Provavelmente você tem um plano para quando parar! – E depois? O que você fará além de cuidar da sua família?

Henry sorriu feliz – Acho que vou virar escritor. – comentou. A loira o olhou curiosa – Lembra do livro que fiz para a Amy quando não tinha um ano ainda?

- Sim.

- Uma amiga da Violet adorou e ela conhece uma editora que mostrou esse meu livro para ela. – começou meio envergonhado – Chloe agora que marcou um horário para semana que vem para conversarmos e ver meus outros trabalhos e quem sabe fechar um contrato para publicação.

- Henry que notícia maravilhosa, porque não soube antes? – quis saber.

- É que quando a amiga de Violet disse que havia conversado com a Chloe tem mais de um mês isso. – começou – E nunca entraram em contato comigo até semana passada, então achei que não tivessem interesse no meu trabalho e deixei isso para lá, até que no começo dessa semana a editora me ligou e marcamos um horário. – sorriu feliz.

- Que coisa boa, Hen. – falou Emma realmente feliz por seu filho – Tomara que essa nova etapa em sua vida seja bem produtiva como o hipismo foi.

- Tomara mãe, tomara. Porque com esse novo ciclo, poderei ficar mais em casa e ajudar a Violet e essas duas pequenas. – o rapaz sorriu para suas filhas – E a mamãe, volta quando?

Emma fez umas contas mentais Queria que ela tivesse voltado hoje! – Talvez amanhã ou depois. – respondeu – Ela ficou de ligar para confirmar quando volta.

- E os monstrinhos? Época de escolher quais cursos vão fazer não? – Henry mudou de assunto completamente.

Uma longa respiração saiu dos lábios de Emma Espero que com as pestinhas não seja tão complicado assim! – Quase saiu guerra aqui. – brincou – Ben quer seguir os passos de sua avó Cora, e ser arquiteto ou engenheiro civil.

Henry riu – Então dona Cora finalmente conseguiu doutrinar alguém para seguir a profissão dela? – brincou.

- Sim, e muito provavelmente com a ajuda de seu avô John. – riu – E Georgie quer ser agente do FBI igual a Rose.

- Wow! Dona Regina aceitou numa boa? – questionou curioso.

A loira riu Quase pulou no pescoço dele! – Está em um longo processo para tal ato. – brincou também, e os dois caíram na risada.

Então o semblante de Henry ficou sério – Mãe... – começou – Tia Ruby me ligou hoje. – imediatamente o rosto de Emma ficou sério também Imagino o motivo! – Os motivos da minha visita, além de ver vocês, foi para trazer a Sophie para a Bah conhecer.

- Fez bem, meu filho. – concordou Emma – E pelo hora, melhor ir logo, qualquer coisa na volta passe aqui para falar tchau.

- Tão ruim assim? – questionou ele todo sentido, ao se levantar.

- Não é nada grave, mas está bem debilitada, e devido a idade avançada tudo fica a um passo de ficar grave. – comentou Emma soltou um suspiro triste Um dia tudo acaba! – Vá Hen, leve Sophie para Bah conhecer.

- Estou indo. – pegou o bebê conforto – Vamos Amy, vamos ver a vó Gênia. – falou igual sua filha chamava a senhora – Depois passamos aqui antes de ir embora.

- Estaremos aqui, Hen. – sorriu, mas tinha uma pequena tristeza nele. Henry acompanhado de suas filhas saíram pela porta dos fundos da cozinha e marcharam na direção da casa ao fundo onde Ruby e a família moravam a tantos anos agora.

-SQ-

- Estava precisando desse banho. – Regina enxugava os cabelos com uma toalha, enquanto estava usando um roupão felpudo – Vou ligar para minha loira, e depois decido o que vou comer. – pegou o celular e discou o número conhecido e deixou no viva-voz enquanto terminava de seca seu cabelo.

- Oi morena. – veio a voz de Emma – Como está?

- Oi minha loira. – Regina respondeu abrindo um sorriso – Nossa, quanta saudade de vocês e da fazenda.

- Nós também estamos com muitas saudades de vocês. – falou a loira – Adivinha quem acabou de sair daqui?

A morena pegou o celular e foi se deitar na cama e o tirou do viva-voz – Não faço ideia.

- Hen, Amy e a pequena Sophie. – respondeu.

Imediatamente a morena se sentou na cama indignada – Não acredito! Mas que audácia desse rapaz que carreguei por nove meses aparecer assim especialmente quando não estou em casa.

- Ah morena, ele não sabia que não estava.

- Você falou porque estou em Nova Iorque?

Emma sorriu – Contei tudo...

- Está bom Dona Emma, me engana que eu gosto.

- Claro que não, apenas disse que por causa de contratos. – disse a loira fazendo carinho na cabeça de Rapaz.

- As crianças?

- Quase dormindo já. Lucy está trabalhando? – perguntou – Acharam algum apartamento?

Regina soltou um suspiro voltando a se deitar – Sim, ela está trabalhando. Vimos cinco imóveis, e ela ficou na dúvida entre dois. Fiz uma lista de prós e contras e ela ficou de pensar em qual gostou mais.

- Então amanhã você acha que já consegue pegar estrada de volta? – perguntou esperançosa Sei que foi para ajudar a Lucy, mas estou com muitas saudades!

Regina ficou pensativa – Acho que amanhã fecharemos o contrato, então creio que só no dia seguinte.

- Tudo bem, fique o tempo que precisar para resolver e ajudar em tudo que ela precisar. – falou a loira, então soltou um suspiro.

- Minha loira, vou deixar você dormir, que eu ainda preciso ver o que vou jantar. – falou a advogada.

Emma ficou triste – Ah morena, realmente gostaria de conversar mais, mas o dia hoje foi puxado. O Poseidon está me dando um trabalhão. – brincou – Mas não tanto quanto uma certa morena.

Uma sonora gargalhada saiu dos lábios de Regina – Ah minha loira abusada, você não tem jeito. – conservaram por mais um minutos, se despediram e encerraram a ligação.

-SQ-

- Hey de casa?? Estou entrando. – falou Henry abrindo a porta da cozinha da casa de suas tias – Boa noite. Olha quem veio fazer visita? – colocou o bebê conforto a sua frente.

- Oi Hen. – falou Kathryn e Ruby abrindo um sorriso ao ver a bebê e a irmã – Boa noite! Entre. – pediu a loira – Oh por meus casos, que a Sophie está linda. – disse olhando diretamente para a bebê.

- E quem está grandona? – falou Ruby sorrindo para Amy, que a envolveu em um abraço carinhoso.

- Violet não veio? – Kathryn perguntou depois de envolver o rapaz em um abraço.

- Mamãe tem aula em casa. – respondeu a menina. Kathryn a olhou confusa.

Henry sorriu – Vi dá aulas particulares, e hoje é dia, por isso não veio. Mas ela mandou um abraço e pediu para avisar que passará amanhã a tarde para ver a Bah.

- Tudo bem, eu vou estar pela fazenda, e a Katy no escritório. – falou Ruby.

Henry soltou um suspiro – E a Bah, como ela realmente está?

Ruby se entristeceu – Nada bem, por mais que não seja grave, a debilidade e a idade avançada não são nada bons para a saúde.

- Entendi. – comentou Henry compadecido – Posso vê-la e apresentar a Sophie?

- Claro, foi para isso que te liguei. – disse Ruby limpando uma lágrima teimosa que não caiu – Vamos que ela está no quarto. – foram até o quarto que ficava no térreo, pois se Eugenia quisesse dar uma volta, não precisaria descer ou subir escadas. – Vó? – chamou bateu levemente e abriu a porta colocando a cabeça para dentro do quarto – Tenho uma visita para a senhora. – falou entrando no quarto.

- Visita? Quem será? – sua voz baixa e sem força.

- Sou eu, Amy e trouxemos a Sophie para a senhora conhecer, Bah. – falou Henry entrando sem pressa, assim como Amy. Ele havia conversando com a filha mais velha e explicado toda a situação da bisavó. Ele sabia que era bisavó dele e tataravó de suas filhas. A visão de sua bisavó na cama o pegou de jeito. Ela havia perdido peso e podia-se ver que o tempo de vida nesse momento estava finalmente mostrando. Seu coração se apertou em tristeza.

Imediatamente os olhos de Eugênia se encheram de alegria, e com a ajuda de sua neta, se acomodou melhor na cama – Hen, meu menino. Que saudade de você. Vem entre e dê um beijo e um abraço nessa velha aqui. – falou feliz e abriu brevemente os braços.

- Bah. – Henry se emocionou e deixou o bebê conforto com Ruby e envolveu a senhora em amoroso e afetuoso abraço demorado – Que saudade da senhora.

- Eu também meu menino. – disse baixo – Mas eu quero conhecer aquela pessoinha.

- Claro. – ele se levantou.

Amy se aproximou da cama – Oi vó. – a menina disse timidamente.

- Oi menina Amy, vem dar um abração na bisa. – pediu e a menina com cuidado subiu na cama e abraçou sua bisa com carinho. Imediatamente os braços cansados de Eugênia envolveram o pequeno corpo – Que saudade de você também. – murmurou.

- Pronta para conhecer a Sophie. – falou Henry com a filha mais nova no colo.

- Sempre. – falou a senhora depois que Amy havia se soltado e dado um beijo no rosto de sua bisa, e desceu da cama – Vem com a bisa. – estendeu os braços para receber a menina.

- Aqui. – disse entregando a filha para a avó – Bah, conheça Sophie, a mais nova integrante dessa imensa família. – sorriu entre a tristeza e felicidade diante da cena.

- Por meus pratos, menino Henry, parece que estou pegando você no colo novamente, só que menina. – falou a senhora emocionada – Ela é a sua cara.

- O que importa é que ela tem saúde. – brincou e os dois riram. Ruby sentou na poltrona e pegou Amy no colo, apenas olhando a cena sua frente como um filme, seus olhos marejados.

- Que tenha muita saúde. – falou olhando para a tataraneta – Que saudade de quando vocês eram pequenos. – falou emocionada novamente – Seja bem-vinda a essa família que nunca te deixará sozinha e te apoiará em tudo. Que você seja muito feliz e que realize seus sonhos, minha pequena. – sorriu – Gostaria de ter saúde o suficiente para ver você e sua irmã crescerem, assim como meus futuros tataranetos, assim como vi seus pais e avós crescerem, porém tudo tem seu fim. – soltou um suspiro – Mas fico imensamente feliz e grata em tem conhecer neste momento. – deu um beijo leve na testa da menina e entregou para o pai – Muito linda sua menina. – sorriu.

Henry a colocou de volta no bebê conforto e a deixou sobre a cadeira ao lado da cama, enquanto Henry se sentou a cama e segurou a mão de sua bisavó – Como está se sentindo? – perguntou com a garganta apertada.

- Cansada. – respondeu a senhora – Não fique assim, menino Henry... Eu já vivi muito dessa vida, e como disse, tudo tem um fim, e o meu está bem próximo. – parou de falar para respirar.

- Vamos Amy, tem suco na cozinha, vamos tomar um pouco. – falou Ruby com a menina no colo e saíram do quarto, mas não sem antes de Eugênia acenar um tchau para a tataraneta e a menina responder.

- Bah... – Henry tinha lágrimas nos olhos.

A senhora sorriu – Não fique assim, a morte faz parte da vida. Não tenho do que reclamar. Mais ganhei do que perdi nessa vida. Vivi o suficiente para ver muita coisa boa e a mais recente foi ver essa bebê que é a coisa mais linda. Agradeço por cada momento que vivi, dos mais tristes até os mais felizes. – fez uma pausa – Não tem problema ficar triste, mas não deixe essa tristeza tomar conta da sua vida por muito tempo, pois você tem uma família linda para cuidar. – abriu o braço – Vem deite um pouco aqui comigo, preciso descansar. – sem dizer uma palavra, Henry deitou e se aconchegou em sua bisavó com cuidado para não ficar em cima dela e a machucar, mas perto o suficiente para ser envolvido em um abraço – Não se preocupe, não vou morrer hoje. – brincou.

- Eu gostaria que nem nunca. – murmurou Henry se deixando envolver pela senhora e suas lembranças de criança vieram a sua mente.

-SQ-

- Bom dia Lu. – cumprimentou Regina saboreando uma xícara de café, ao ver sua filha com cara de sono entrar na pequena cozinha Essa nunca será adepta a levar cedo!

- Oi mãe... Como consegue levantar cedo assim? – falou indo para o armário e pegar uma caneca para si, colocou um pouco de café. Pegou uma tigela pequena, colocou cereal. Deixou-a sobre a mesa e foi pegar o leite na geladeira – Bom dia. – respondeu de volta quando finalmente se sentou e sem nenhuma palavra começou a tomar seu café da manhã. Regina sorriu para sua filha e continuou saboreando seu café – Conversamos sobre a decisão de qual imóvel ficarei depois do café, pode ser? – pediu.

- Claro filha, sem problema. Hábito de se viver na fazenda, com o tempo aprende a levantar cedo. – respondeu de volta e o silêncio voltou a reinar sendo quebrado apenas pelo barulho do cereal sendo mastigado.

- Ligou para a mãe ontem? – perguntou Lucy começando a acordar em definitivo.

- Sim, liguei. – respondeu Regina terminando seu café E estou brava com o Henry, apesar de entender o motivo! – Lá continua tudo na mesma, correria e as gêmeas aprendendo a dirigir no Tenório.

- Nem me fale, foi por pouco que eu precisei de aulas no Tenório. – falou Lucy tomando um gole de seu café.

- Henry apareceu ontem a noite com as meninas dele. – continuou a advogada fingindo indignação – Olha que audácia. – acabou rindo.

- Ahhh a Sophie foi lá?? – perguntou Lucy se derretendo – Tem mais fotos dela??

- Tenho, vou buscar meu celular. – se levantou deixou a xícara na pia para lavar depois e foi para o quarto – Aqui. – disse quando voltou e entregou o celular para sua filha e foi lavar a louça do café da manhã, incluindo o que Lucy sujou.

- Ai mãe, ela está cada vez mais linda e grande. – Lucy se derreteu mais ainda – Ainda bem que estou mais perto, quando a saudade ficar mais forte, uma viagem resolve. – entregou o celular.

- Acho que foi tudo no momento certo de você voltar para mais certo, pois Bah não anda bem de saúde também. – comentou Regina levemente triste.

- Sério? – questionou Lucy e a advogada apenas assentiu com um aceno – Ainda bem que estou mais perto agora. – fez uma pausa – Bom, vamos ao que interessa. Assim consigo te liberar mais rápido para uma certa loira que deve estar azeda de saudade suas.

- Sim. – disse a advogada se sentando novamente – Isso você pode ter certeza. E o que decidiu?

Lucy soltou um suspiro – Depois de muito pensar, eu decidi ficar com o quinto apartamento.

- Está decidido então. Vou ligar agora para o corretor. – falou Regina já pegando seu celular e procurando o contato – Alô? Senhor Donavan? Regina Swan-Mills, ontem vimos um apartamento no endereço... – começou a conversar com o corretor – Tudo bem, te encontramos daqui a pouco na corretora de imóveis. Muito obrigada. – desligou e sorriu para sua filha O principal está resolvido! – Vamos nos arrumar.

- Imediatamente. – Lucy concordou imediatamente e indo se arrumar, e o mesmo fez Regina.

Pouco mais de meia hora estavam na corretora de imóveis – Bom dia, tenho um horário marcado com o senhor Donavan. – disse a recepcionista.

- Senhora Swan-Mills? – um senhor apareceu antes que a recepcionista pudesse responder – Donavan. Queira me acompanhar, por favor. – indicou o caminho. Regina sorriu em agradecimento a recepcionista e acompanhou o corretor juntamente com sua filha – Por favor, sentem-se. – indicou as cadeiras, enquanto se sentava do outro lado de sua mesa – Então gostaram do apartamento na... – procurou pelo papel com o endereço.

- Avenida George Town com a rua trinta e sete, no Brooklyn. – informou a advogada Vamos agilizando!

- Isso! – confirmou Donavan achando o papel – Vamos fazer o contrato de aluguel?

- Podemos negociar valores e chegarmos a um acordo? – Regina ligou o modo advogada em negociação O truque é sempre negociar!

- Claro, o que tem em mente? – perguntou o corretor.

Regina respirou fundo Então vamos! – Vinte porcento a menos em cada mês no primeiro ano com relação ao valor que me passou, dez porcento em cada mês no segundo ano e então o valor integral por mês no terceiro ano. Renovação a partir do quarto ano, mas com negociação antes. – expôs sua proposta Minhas cartas, agora as suas!

O corretor ficou pensativo – Tudo isso, porém com um ano de pagamento adiantado?

- Seis meses. – contra argumentou a advogada Vamos ousar!

Donavan respirou fundo – Você joga duro. – comentou e Regina sorriu.

- Nem comecei ainda. – disse Você não sabe como posso jogar duro, meus fornecedores aceitam na primeira, pois sabe que eu não desisto fácil!

- Tudo bem, seis meses, porém pagamento em dinheiro. – jogou sua cartada final.

- Mãe, por favor. Só um minuto senhor Donavan. – falou Lucy e fez um sinal para sua mãe a acompanha-la quando se levantou – Eu não tenho esse dinheiro para pagar adiantado. – murmurou.

Regina a olhou Mas sou eu que darei o dinheiro! – Estou aqui para te ajudar, minha filha.

- Sim, eu sei, mas eu não tenho essa grana. – choramingou.

A advogada a olhou confusa Porque está falando isso? – Mas quem irá pagar sou eu. – anunciou e continuou antes que sua filha protestasse – Olha Lucy, vamos fazer um acordo... – fez uma pausa – Eu pago esses seis meses adiantado, e com o dinheiro que você pagaria o aluguel, você compra sua mobília, então depois dos seis meses, você fica responsável pelo pagamento do aluguel. – propôs – O que acha?

A chef ficou pensando por alguns segundos – Tudo bem, mas acharei um jeito de pagar esse valor do aluguel de volta.

- Não precisa minha filha, Tom mora até hoje de graça no meu apartamento em Boston. – riu Apesar dele estar cogitando comprar sua própria casa. – Se eu não tivesse condições aceitaria o dinheiro de volta. Pegue esse dinheiro e invista em coisas para você. Temos um acordo?

- Tudo bem, temos. – concordou a mulher mais nova e voltaram para suas cadeiras.

- Temos um acordo, senhor Donavan. – disse ao se sentar e estender sua mão para o corretor, que aceitou, selando o acordo – Vamos a papelada?

- Vou começar imediatamente. – se virou para o computador ao seu lado.

Regina sorriu – Aproveitarei para ir ao banco e retirar a quantia, você Lucy, fique aqui que eu não demoro. Ah senhor Donavan, toda papelada feita no nome da minha filha, já que será ela quem morará no apartamento. Uma hora depois Regina estava de volta – O contrato está pronto? – se sentou a sua cadeira vaga Acho que foi tempo suficiente para fazer o contrato!

- Aqui senhora Swan-Mills. – entregou algumas folhas grampeadas.

Imediatamente a advogada começou a ler e ver que tudo que haviam acordado estava ali escrito – Muito bom, tudo certo. – entregou para a filha ler – Depois de ler Lucy, assine. – pediu – Aqui senhor Donavan, a quantia exata pelos seis meses de aluguel adiantados, com os vinte porcento de desconto em cada mês. Pode conferir. – entregou um considerável bolo de dinheiro – Assim que terminar de contar e ver que está certo, gostaria de um comprovante de pagamento. – pediu Nada esquecido!

- Claro. – concordou Donavan começando a conferir o dinheiro – Tudo certo senhora Swan-Mills, farei seu comprovante.

- Aqui seu contrato assinado, gostaria de duas cópias, por favor. – pediu novamente. O corretor assinou e tirou duas cópias, as entregando para Regina.

Uma cópia a advogada guardou em sua bolsa, e a outra entregou para Lucy – Guarde esse contrato.

- Aqui o comprovante. – entregou uma cópia com assinatura para Regina.

Imediatamente entregou para sua filha – Guarde junto com o contrato também.

- Aqui as chaves do apartamento e boa mudança. – entregou um chaveiro com as chaves.

- Obrigada senhor Donavan. – estendeu sua mão e houve um aperto terminando as negociações.

Saíram e o sol brilhava na cidade – Temos algumas horas antes de ir trabalhar, o que faremos agora? – Lucy quis saber.

- Vamos atrás de uma empresa de limpeza para dar uma limpada no apartamento, um chaveiro para trocar os miolos das fechaduras e colocar mais algumas trancas nas portas e janelas, então vamos para as compras e ver o que você precisa de imediato. – disse a advogada colocando seus óculos escuros enquanto caminhavam na direção da pick-up Vou deixar praticamente tudo encaminhado para Lucy antes de pegar estrada de volta para a fazenda!

Três horas depois o apartamento estava limpo, com trancas e miolos de fechaduras novos e pronto para receber a mudança de Lucy – Olha, sei que precisamos comprar algumas coisas, que tal comprar nosso almoço primeiro? – brincou a chef.

- Concordo com você. Vamos procurar um restaurante para almoçarmos e já vamos conversando sobre o que você precisa comprar de imediato. – concordou a advogada já do lado de fora, enquanto Lucy trancava seu apartamento O mais importante já foi!

- Mãe, e se você ficasse mais um dia aqui comigo para me ajudar a comprar alguns móveis para o apartamento e prometo que depois disso eu libero você para voltar para a dona Emma. – abriu um sorriso quando subiu na pick-up e afivelava o cinto de segurança.

A advogada soltou uma risada – Acho que consigo enrolar mais um dia a minha loira. – brincou Depois posso compensá-la muito bem!

- Perfeito! Eu vou te levar em alguns mercados de pulga aqui de Nova Iorque que são maravilhosos. – Lucy estava animada enquanto sua mãe ia dirigindo pelas ruas movimentadas.

-SQ-

- Vó, trouxe seu almoço. – falou Ruby entrando no quarto com uma bandeja em mãos – Como a senhora está se sentindo? – quis saber ao vê-la sentada em uma cadeira a beira da janela olhando a paisagem.

A senhora sorriu – Apenas cansada, minha criança. – respondeu a olhando, com um pequeno e cansado sorriso no rosto.

- Vai querer comer aí, ou quer ajuda para ir para a cama? – questionou pronta para arrumar o que precisaria para sua avó almoçar.

Eugênia soltou um suspiro – Hoje vou almoçar aqui, olhando para a paisagem que está tão bonita hoje. – respondeu voltando a olhar para fora da janela e vendo, vez e outra, algum movimento lá fora.

- Cadê o Péppe? – perguntou ao perceber que sua avó estava sozinha, a veterinária aproximou uma pequena mesa da cadeira e foi buscar a bandeja com a comida – Aqui, vó. – disse ajeitando melhor a pequena mesa – Hoje temos creme de legumes e carne de panela. – falou colocando um guardanapo sobre o colo de sua avó – Vai querer suco junto ou depois?

- Ele precisou ir na cidade resolver algumas pendências, falou que volta mais tarde. Suco depois. – respondeu pegando os talheres e provou o creme – Muito gostoso.

- Que bom que gostou, hoje estava com vontade de cozinhar e preparei seu almoço. – sorriu, mas seus olhos continham um pouco de tristeza.

- Estava com saudade da sua comida. – falou a senhora comendo sem pressa – Ruby, isso me deu uma ideia. – falou entre uma garfada de carne e creme de legumes.

- Que ideia vó? – limpou um pouquinho de creme que havia sujado sua bochecha.

- Vamos fazer um grande almoço? – pediu – E quando falo grande, é grande mesmo, tente chamar o mais gente possível. A família toda.

Ruby ficou uns segundos pensativa – Olha que é uma ótima ideia. – entendo o motivo por trás daquele pedido.

Aquilo fez os olhos da senhora brilharem em felicidade – E você pode fazer a comida? – pediu mais uma vez.

Um sorriso surgiu nos lábios da veterinária – Claro vó, faço sim. É só pedir o cardápio que quer no almoço.

Eugenia ficou em silêncio enquanto comia algumas garfadas de sua comida – Tudo bem... Vou pensar com calma e depois te falo, tudo bem? – pediu. A veterinária apenas assentiu com um aceno de cabeça – Estou satisfeita. – deixou os talheres sobre a mesa – Pode trazer meu suco, por favor?

Ruby se levantou e juntou a louça, e percebeu que a senhora não comeu muito – Eu já volto. Quer sobremesa? – a senhora negou com a cabeça e ela saiu, não demorou um minuto estava de volta com um copo de suco – Aqui, toma tudo. – pediu entregando o copo para as mãos já sem o vigor de antes. A observava tomando em pequenos goles enquanto colocava a mesa de volta ao lugar e arrumava as cobertas da cama para sua avó deitar um pouco – Quer descansar na cama, vó? – questionou ao ver a senhora deixar o copo com metade do suco ali.

- Sim, por favor. – pediu e sua neta a ajudou a deitar inclinada na cama – Me dê o controle da tv, por favor.

- Aqui. – entregou e logo a tv começou a fazer barulho quando a senhora colocou em um canal de notícias – Bom vó, preciso voltar ao trabalho, mas no meio da tarde volto para te dar um pedaço de bolo e copo de leite. – se abaixou e deu um beijo nos cabelos brancos de sua avó – Fique bem.

- Tenho uma boa tarde de trabalho, minha criança. – falou sorrindo para a neta e então voltou sua atenção para a tv.

Sem dizer mais nenhuma palavra a veterinária caminhou até a porta, e com metade do corpo já para fora do quarto, observou atentamente sua avó antes de encostar a porta.

-SQ-

Primeiro lugar que passaram depois que terminaram de almoçar foi nas lojas de eletrodomésticos para Lucy escolher uma geladeira, um cooktop e forno elétrico. Assim como uma lavadora de louça, roupa e aspirador de pó.

- Não vai querer uma tv? – perguntou Regina enquanto ainda andavam pela loja.

- Não mãe, não ligo para tv. Eu até tinha uma em Paris, mas mal ligava. – respondeu a cozinheira olhando ao redor e vendo se precisava de mais algum eletrodoméstico – Ai uma cafeteira, não posso ficar sem.

- Ferro de passar? – questionou vendo alguns pequenos aparelhos.

- Não, isso eu aboli da minha vida.

- Mas e sua roupa de trabalho, como faz para passar? – perguntou curiosa enquanto viu Lucy colocar um liquidificador/processador no carrinho Esse truque eu quero saber!

A morena mais nova abriu um sorriso – Eu tenho uma técnica na hora de estender a roupa no varal, e depois quando guardar. Estico bem, depois dobro e passo a mão para esticar mais ainda.

O passeio pela loja demorou mais um pouco e quando munida de tudo que precisava foram embora, mas não sem antes de combinarem a data e horário para a entrega dos eletrodomésticos maiores.

- Acho que por hoje acabou, não? – questionou Regina tomando o caminho do hotel que ainda estavam hospedadas, depois de deixarem os aparelhos dentro do apartamento Adoro fazer compras, mas acho que estou ficando velha para isso e começando a entender a minha loira quanto a isso!

Lucy olhou as horas em seu celular – Sim, pois preciso de um banho e descansar um pouco antes de ir trabalhar. – soltou suspiro – Obrigada por toda ajuda, mãe. – sorriu.

- Estamos aqui por você e seus irmãos, Lucy. Tudo que pudermos ajudar pode contar comigo e com sua outra mãe. – falou a advogada já quase chegando ao hotel.

- Eu sei mãe e sou muito grata por isso. – sorriu amavelmente para a morena mais velha – Bom, chegamos e merecemos um descanso. – piscou quando saiu da pick-up e acompanhou sua mãe – Vou tomar um banho e deitar um pouco.

- Vá. – falou a advogada sentada no sofá, tirando seus saltos e massageando seus pés Já fui melhor nisso! – Como descostumei a usá-los... Acho que mereço uma taça de vinho também. – murmurou depois de alguns minutos, se levantou quando seus pés estavam menos doloridos para caminhar. Serviu-se uma taça, voltou para o sofá com a taça e a garrafa. Assim que se sentou pescou seu celular da bolsa e viu algumas mensagens e então ligou para sua esposa. Conversaram por um tempo e depois desligaram, Emma ranhetou um pouco por sua esposa não voltar no tempo combinado, mas entendeu.

- Mãe, estou indo. – falou Lucy passando na sala e vendo sua mãe do jeito que havia chegado, a única diferente era a meia garrafa de vinho restante sobre a mesa de centro – E pelo visto, quando voltar já estará dormindo.

- Já é tarde assim? – questionou a advogada perdida nas horas.

Lucy deu uma risada – Sim, e pelo visto o vinho está ótimo. – brincou.

- Maravilhoso. – Regina brincou de volta Tão bom que relaxei demais, mas estava precisando! – Bom trabalho e nos vemos amanhã, porque com certeza eu dormirei antes de você chegar.

- Só espero não te encontrar dormindo no sofá. – brincou de volta já na porta.

- Isso não. Porque estou indo agora tomar o meu merecido banho. – se levantou e Lucy riu fechando a porta atrás de si.

No dia seguinte, logo cedo já estavam de pé e prontas para percorrerem os mercados de pulga que haviam em Nova Iorque.

- Aqui... – colocou o endereço do primeiro mercado a ser visitado no GPS.

- Então vamos bater pernas. – falou Regina dirigindo de acordo com o GPS Vejo alguns programas sobre esses mercados, confesso que estou curiosa sobre eles!

Naquela manhã visitaram dois pequenos mercados de pulgas, e ali encontraram alguns pequenos móveis que Lucy se interessou e estavam num preço bom. Depois do almoço percorreram mais três mercados de pulgas e além de Lucy, Regina também acabou achando algumas coisas que se interessou. No final do dia, o resultado era Lucy tinha cama, guarda-roupa, mesa, cadeiras, sofá e esses tipos de coisas já combinadas para serem entregues junto com os eletrodomésticos. E a pick-up tinha alguns pequenos móveis prontos para serem levados para a fazenda Emma dará risada da minha cara quando chegar com esses pequenos móveis!

Aquela noite era a primeira folga de Lucy e resolveram saírem para aproveitar a noite agradável de Nova Iorque. Foram a um restaurante, depois um bar para tomar uma bebida, e claro sempre conversando sobre todos os assuntos possíveis.

- Mãe, agradeço demais a sua ajuda com tudo. – falou Lucy enquanto estavam na pick-up voltando para o hotel – E eu adorei esses dias que passamos juntas.

- Já disse que não precisa agradecer, faço de coração. – sorriu E sempre farei! – Eu também gostei desse tempo que passamos juntas. Confesso que estava com saudades.

- Eu também estava com saudades. E por isso tentei esse emprego, e felizmente eu consegui a vaga e assim estou um pouco mais perto de vocês.

A advogada a olhou rapidamente Tenho que perguntar! – Mas poderia ter tentado um em Boston, não? – chegaram no hotel.

Lucy riu – Eu sei que a vó Angie nem pensaria em me dar um emprego no restaurante dela, mas queria começar a minha vida profissional aqui por mim mesma. Não estou menosprezando que a vó Angie me ajudaria sem pensar, mas quero caminhar por minhas próprias pernas. Com meus erros e acertos.

- Eu te entendo. – comentou a advogada depois de um breve silêncio Acho que a maioria faz isso! – Mas espero que com o tempo você consiga um emprego em Boston ou mesmo abrir seu restaurante lá, para ficar mais perto de nós.

- Quem sabe num futuro não muito distante. – concordou Lucy sorrindo, iam conversando enquanto subiam para o quarto em que estavam hospedadas.

- Torço muito para isso. Bom, vamos dormir que estou exausta da andança e amanhã temos que estar prontas, você para mudar em definitivo para sua casa nova e eu para pegar estrada, pois se eu resolver ficar aqui mais um dia, tem uma loira impaciente na fazenda que é bem capaz de vir andando me buscar. – brincou quando entraram no quarto O que não seria uma má ideia ela vir me buscar!

- Ou a cavalo. – brincou – É bem capaz da dona Emma vir busca-la mesmo. – concordou Lucy – Gostaria de mais uns dias com você, mãe. Mas entendo que agora precisamos voltar a normalidade. – piscou.

- Até amanhã cedo. – se despediram e cada uma foi para seu quarto.

No dia seguinte, com as malas dentro da pick-up e a conta do hotel paga, as duas mulheres iam se movimentando pelas ruas de Nova Iorque na direção da nova casa de Lucy. Não estavam conversando tanto, apenas deixavam a baixa música tocando no veículo.

- Entregue. – disse quando estavam dentro do apartamento – Você consegue dar conta agora? – questionou – Porque se precisar eu fico mais algumas horas.

- Mãe! Por mais tentadora que seja essa proposta, agora eu dou conta sozinha. – piscou – Sem comentar que você fez muito além do que precisava. Obrigada. – agradeceu dando um abraço apertado em sua mãe – Mas tem uma loira te esperando ansiosamente numa fazenda. – sorriu – E quanto mais você demorar aqui, mais tarde pegará estrada e consequentemente chegará mais tarde na fazenda.

- Sim, tem uma loira e a viagem é longa. – disse quando se soltaram do abraço. A advogada pescou seu celular, abriu o aplicativo de seu banco e transferiu uma quantia para sua filha – Sei que você não precisa, fica para uma emergência. Assim como fizemos em Paris. – piscou e guardou seu celular dentro da bolsa.

- Não vou reclamar, pois essa reserva me ajudou. Obrigada. – a abraçou novamente.

Então escutaram o interfone – Bom, minha deixa. – falou a advogada, e as duas desceram. Conversaram com os entregadores – Lu, depois você manda mensagem para seu tio Frank Reagan. – falou na frente dos entregadores Sempre bom prevenir! Ele não era tio, porém era muito amigo de Jane e sabia que, mesmo os entregadores não aparentassem serem perigosos, ter cautela é sempre bom.

- Pode deixar que mando mensagem para ele. – sorriu – Boa viagem mãe, e me manda mensagem assim que chegar.

- Mando, e você me avisa quando tudo acabar. – pediu e entrou na pick-up – E nos espere que quando menos esperar terá a família toda aqui te visitando. – piscou Fazenda Vale do Sonho, aqui vou eu!

- Ansiosa por esse dia. – brincou e acenou para sua mãe que adentrou no trânsito da cidade.

- Senhorita Swan-Mills, onde quer que coloquemos a lavadora de pratos? – perguntou enquanto carregavam em dois.

- Vamos que irei mostrar onde tudo irá. – falou sendo seguida pelos entregadores e a lavadora de pratos.

-SQ-

- Boa noite Bah! – Emma colocou a cabeça para dentro do quarto depois de bater três vezes e escutar a permissão para entrar – Viemos fazer uma visita. – sorriu assim que entrou e Regina entrou logo em seguida.

- Oi minhas meninas, entrem. – disse abrindo um sorriso e tentou se acomodar melhor na cama – Ajudem essa senhora a se sentar melhor, por favor. – pediu. Emma imediatamente ajudou Eugenia a se sentar melhor, e a senhora imediatamente deligou a tv – Que saudade de vocês. – comentou ao abrir os braços para um abraço das duas mulheres, que a abraçaram sem pensar duas vezes.

- Como você está? – perguntou Emma puxando uma cadeira para sua esposa e depois uma para si, e assim se sentarem perto da cama Ah Bah como é difícil vê-la assim!

- Cansada, minha menina... Muito cansada. – respondeu e tinha visíveis sinais de canseira – Mas estou feliz em vê-las aqui.

- Também estamos felizes em vê-la, só não viemos antes porque estava viajando esses dias e Emma soterrada no serviço. Desculpe. – explicou Regina Não lembro de vê-la tão baqueada assim na minha vida!

A senhora acenou com a mão – Não se preocupem, ainda não morri. – brincou – Eu disse ainda.

- Espero que não chegue tão cedo esse dia. – comentou Emma a olhando Porque todos que cuidaram de mim estão partindo!

Eugenia sorriu para a loira – A menina Emma... Já vivi muito, e a morte chega para todos, mais cedo ou mais tarde. – fez uma pausa – Só não sabemos quando.

- Fiquei sabendo que aquele sem vergonha do Henry trouxe aquela belezinha para você conhece-la enquanto estava fora. – fingiu que estava brava com o filho Vamos mudar o foco da conversa!

A ex-cozinheira sorriu feliz – Aquela coisinha realmente é uma belezinha. Lembra o menino Hen quando criança, mas uma versão feminina.

- Eu não disse? – Regina brincou olhando para sua esposa do tipo “Está vendo, eu tinha razão”.

- Ele segurando a Sophie me veio a mente tantas lembranças de quando ele era criança e vinha aqui com o velho Henry e tudo que aquele velho fez para o neto se apaixonar por cavalos.

Regina sorriu Objetivo alcançado! – Nossa, nem me fale, que até uma noite do pijama no estábulo os dois fizeram.

- Eu super iria curtir uma noite do pijama no estábulo quando criança. – comentou Emma sonhadoramente se tivesse feito isso quando criança Será que ainda dá tempo para isso?

Regina sorriu de lado – Pode deixar minha criança crescida, podemos planejar uma noite assim no futuro. – brincou.

- Eu vou cobrar, final não se promete coisas para as crianças. – brincou a loira rindo Será que Amy gostaria de participar?

- Por meus pratos, mesmo depois de tanto tempo e vocês continuam iguais com essas brincadeiras e provocações. – comentou sorrindo feliz.

- Nós apenas crescemos fisicamente... – falou Emma e olhou para sua esposa Ou não! – Bom, algumas nem tanto. – brincou e ganhou um tapa no braço de sua esposa.

- Como se você fosse muuuuito mais alta que eu. – esbravejou a advogada Que loira abusada! – Dois centímetros apenas.

Emma sorriu de lado – Mas são dois centímetros a mais. – riu e recebeu mais um tapa.

Aquilo fez Eugenia rir – Como senti falta dessa interação de vocês. Só não é igual quando se conheceram. Aquela interação era fantástica. – riu novamente – Fico me perguntando como o destino só deixou vocês se conhecerem quando adultas, sendo que aqui tiveram todas as oportunidades de praticamente crescerem juntas.

- Eu sou da opinião “Que tinha que ser assim”, pois se fosse de outra forma, talvez não estaríamos aqui hoje. – disse Emma sorrindo lembrando das alfinetas que dava e recebia de sua esposa Apenas tinha que ser assim!

- Nisso tenho que concordar. – comentou Eugenia sorrindo para as duas mulheres – Mesmo com nossas perdas, nossos momentos felizes foram muitos. E realmente sou muito grata por ter vivido até aqui, e ter pessoas maravilhosas como vocês em minha vida. – sorriu mais uma vez – Obrigada.

Imediatamente Emma limpou uma lágrima que teimou em escapar de seu olho Não é o momento! – Você ainda tem muitas coisas para viver, Bah.

- Deixem disso, e vocês sabem que não tenho mais muito tempo. – fez uma breve pausa – Mas vamos mudar de assunto, vem... – bateu as mãos no colchão, uma de cada lado – Deitem aqui comigo um pouco, por favor. – pediu.

Sem pestanejar as duas mulheres se levantaram, a advogada se deitou do lado direito, enquanto Emma deu a volta pela cama, e se deitou do lado esquerdo.

- Não vamos machucá-la?

- Não. Pelo contrário, me fará um bem deitar um pouco aqui com as minhas meninas e lembrar da época em que eram crianças. – comentou e fechou os olhos por um instante e as lembranças vieram aos poucos enquanto conversavam sobre as histórias do passado.

-SQ-

O dia amanheceu ensolarado, mas não muito quente e também não muito frio. O céu azul, limpo e uma leve brisa. Um típico dia de início de primavera. A neve já havia derretido, algumas flores estavam desabrochando, os pássaros voando de um lado a outro.

Entre as casas uma enorme tenda havia sido montada, com um gigante mesa com cadeiras para as duas famílias se sentarem e desfrutarem algumas horas de um delicioso almoço. Jared havia chegado junto com Julia, Meghan e Tom. Ele havia pegado um voo de Los Angeles até Boston, e depois veio de carona com a irmã e cunhada.

Sarah chegou no meio da tarde do dia anterior, como sempre estava em alto mar no meio de seus estudos, havia conseguido um voo particular de helicóptero da universidade pela qual trabalhava e havia pousado no “quintal” da fazendo para logo depois o mesmo levantar voo assim que combinaram quando voltaria para buscar a bióloga.

David e família não poderiam atender ao almoço, uma vez que viajaram para a casa de seus pais, que estavam completando mais um ano de casamento. Assim como todos os outros, Rose, Jane e família, Daniel infelizmente haviam compromissos já marcados previamente, mas prometeram visitar assim que possível.

- Péppe, o que faz sentado aqui sozinho? – Cora passou e viu o amigo sentado e olhando para o nada. Ela havia ido a casa de sua filha para se certificar o número de talhares.

O velho marceneiro saiu de seu estado de transe – Oh Cora estava apenas divagando aqui nas lembranças... – suas palavras morreram, e apenas uma lágrima desceu por sua bochecha. Cora apenas se sentou na cadeira ao seu lado e o envolveu em um abraço amoroso – Tantas lembranças...

- Eu sei... Também tenho muitas lembranças... – murmurou.

- Chegamos! – anunciou Glinda segurando uma travessa com doce – Trouxemos a sobremesa. – completou e John logo atrás com outra travessa de doce, parando ao lado de seus amigos.

- O dia está lindo. – falou Zelena sorrindo sendo a próxima a aparecer – Ótimo para um almoço em família. – tentou ser otimista, apesar de saber o real o motivo para aquela reunião – Becky e Robie, ajudem seus avós, por favor. – pediu ao ver os quatro ali reunidos.

- E não reclamem, por favor. – pediu Elsa passando por último e vendo que as filhas iriam reclamar, mas apenas assentiram e pegaram as travessas e deixaram os quatro ali sozinhos.

Cora foi a primeira a falar – Zel tem razão, o dia está lindo. – quebrou o silêncio.

- Será uma linda lembrança. – completou Péppe se levantando – Acho que estão sentindo a nossa falta lá dentro. – os outros três apenas assentiam e conversando ameninas sobre os jogos do Red Sox e San Francisco Giants. Apesar de John torcer pelo sucesso do neto no Red Sox, seu coração não nega ser torcedor do time de São Francisco.

- Suco chegando. – falou Emma saindo da varanda de sua casa, enquanto segurava a alça de um cooler enorme, enquanto Tom segurava a outra alça. Deixaram o cooler no chão e ela foi conferir o freezer horizontal que estava os refrigerantes e bebidas alcoólicas. Conferiu um freezer, depois foi para o outro.

- Não acha um pouco de exagero, mãe? – perguntou Tom ajudando sua mãe.

A loira sorriu – Tom, você ainda não se acostumou com a nossa gigante família? – brincou Melhor sobrar do que faltar!

O rapaz deu uma risada – Muito tempo fora. – brincou de volta e escutou seu celular tocar indicando que havia recebido mensagem. Pescou seu celular do bolso e sorriu.

- Amanda? – Emma perguntou vendo a felicidade de seu filho – Por que ela não veio?

- Sim, é da Amanda... – digitou a resposta – Ela tinha trabalho para terminar e entregar na segunda, além de estudar, prova na quarta. Agora que o curso está chegando ao final, provas e trabalhos estão pipocando em todas as matérias.

- Vem Meggie e Sarah, vamos colocar os pratos. – falou Júlia saindo da casa de Ruby – Pestinhas vão pegar os talhares lá na casa das mães e vão colocando na mesa. E monstrinhos junto com Sam se encarreguem dos copos, e cuidado para caso quebrarem não se cortarem. Josh e Anastasia, guardanapos. – terminou de organizar.

- Aqui estão as mesas para as comidas. – anunciou Henry surgindo ali, segurando uma mesa – Tem mais na pick-up. – apontou seu veículo – Onde coloca? – perguntou e logo atrás vinha Violet segurando o bebê conforto em uma mão e na outra segurava a mão de Amy.

- Aqui. – indicou com o dedo – Vamos Tom, vamos pegar as outras mesas. – pediu a loira e os dois caminharam na direção do veículo preto.

- Ruby, precisa de mais alguma coisa? – perguntou Regina terminando os três tipos de saladas.

A veterinária olhou tudo e pensou – Acho que não, está tudo caminhando, só falta terminar o assado. – olhou o timer do forno, que faltava menos de dez minutos – O purê de batata está pronto, a carne com legumes está pronta. Os pãezinhos esfriando e as tortas apenas esperando para serem cortadas.

- A sobremesa chegou. – anunciou Rebecca assim que entrou pela porta dos fundos e sorriu, seguida por sua irmão mais nova.

- Não precisamos de mais nada. – a veterinária sorriu, apesar do coração apertado, assim como todos ali – Enquanto isso vou buscar a dona da festa. – brincou e foi na direção do quarto que sua avó estava – Vó, está pronta? – perguntou ao abrir a porta e ver a senhora escovando seu cabelo, porém sem sucesso em fazer um coque.

- Quase, apenas não estou conseguindo arrumar meu cabelo. – respondeu e soltou uma respiração frustrada.

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Ruby – Então deixa que eu te ajudo. – se aproximou e pegou a escova. Passou nos cabelos brancos como a neve mais algumas vezes, deixou a escova sobre a penteadeira, e em alguns movimentos enrolou o cabelo e iniciou o coque até finaliza-lo com alguns grampos – Ficou bom? – perguntou olhando para sua avó através do espelho.

- Sim, minha neta, ficou bom. – respondeu a senhora e a ficou olhando silenciosamente, e no segundo seguinte Ruby envolveu sua avó em um abraço carinhoso por trás – Te amo, Ruby.

- Também te amo, vó. – falou a veterinária – Vamos? – questionou e viu sua avó assentir, e com sua ajuda a levantou e sem pressa caminharam para fora do quarto.

Imediatamente Cora foi ajudar ao avistar as duas mulheres, e com sua ajuda e sem pressa foram caminhando para fora da casa – Onde vai sentar Eugenia?

- Quero no meio da mesa, com todos ao meu redor. Me sentir a própria matriarca dessa imensa família. – respondeu e foram caminhando para a cadeira central da mesa, que era confortável e assim a ex-cozinheira poderia ficar sentada sem problema. Enquanto caminhavam Eugenia ia vendo cada membro de sua família. No dia anterior havia ficado extremamente feliz ao ver os “sumidos” aparecerem para vê-la – Está faltando a Lucy. Ela não conseguiu vir?

- Alguém falou o meu nome? – perguntou a chef assim que surgiu ali na tenda, com um imenso sorriso.

- Ah você veio. – falou a senhora abrindo os braços para acolher a neta em um abraço carinhoso.

Sem pensar duas vezes, Lucy correu para abraçar a senhora – Achou que eu iria perder uma festança dessa? – a abraçou fortemente – Paris que se exploda nesse momento. – brincou e aquele comentário fez a senhora rir bastante – Que saudades da senhora, vó. – falou por fim e deu um beijo na bochecha da senhora.

- Saudades de você também, Lu. – deu um beijo na bochecha da mais nova – Você não ficou ofendida por eu ter pedido a Ruby para preparar a comida?

- Nem um pouco. – sorriu e então escutaram.

- Lu?? É a Lu! – a chef mal teve tempo de soltar sua avó que em seguida os monstrinhos a envolveram em um abraço saudoso.

Nem meia hora depois a mesa estava ocupada, Eugenia ao centro, Péppe ao seu lado direito e Cora ao seu lado esquerdo, e a família foi se dividindo até fecharem ao redor da mesa, com Emma e Ruby sentando de frente para a senhora.

Em meio a muita conversa e comida, muitas fotos tiradas, algumas horas se passaram até Eugenia pedir desculpas, porém gostaria de se deitar, já que estava cansada e não conseguia mais ficar sentada. Agradeceu imensamente aquela alegria que lhe foi proporcionada, e com ajuda de Emma e Regina voltou para seu quarto. A família continuou ali conversando e beliscando a comida, até começar a escurecer e o almoço começar a findar.