Storybrooke
231 Capítulo 231
Notas iniciais
A sous chef caminhava na direção do hotel em que havia acabado de se hospedar, tirou o celular do bolso e digitou um número que sabia de cabeça, soltou um suspiro contente – Como é bom estar de volta. E perto o possível da minha família. – comentou para si, com um pequeno sorriso no rosto, colocou o celular perto da orelha, a espera não demorou.
- Lucy? Tudo bem? – veio a voz de Emma.
A morena abriu um sorriso enorme – Quanto tempo você e a mamãe chegam hoje aqui em Nova Iorque? – perguntou travessamente.
-SQ-
- Então meninos, o que temos? – perguntou Regina assim que se sentou com seus gêmeos e sua esposa a mesa da cozinha Será que teremos surpresas? Aquele era um raro dia em que eles não tinham atividades extraclasse.
- Quais as opções? – a loira quis saber sentada ao lado de Regina, olhando para seus filhos O que será que eles vão aprontar?
- Vocês ainda estão ao nosso lado independentemente do que escolhermos? – perguntou George apreensivo.
Uma sobrancelha castanha ergueu diante daquela pergunta – Sim, sempre estaremos aqui para vocês, porém...
- Vocês sempre dizem que estão ao nosso lado. – George reafirmou.
Regina estava pronta para argumentar, mas imediatamente Emma colocou a mão sobre a mão de sua esposa Sabia que iriam aprontar algo! – Sim, você tem razão, sempre estaremos aqui para vocês... – a loira confirmou, então soltou um suspiro – Vamos fazer o seguinte, nos mostrem as opções e o que querem... E então poderemos dar uma opinião. Sim, sempre estaremos ao lado de vocês. – completou novamente Sim, eles vão aprontar algo!
- Tudo bem... – concordou Benjamin – Aqui. – ele entregou alguns panfletos de universidades com o curso que ele queria.
- Alguma chance de vocês conseguirem alguma bolsa esportiva? – a loira quis saber, pois sabiam que eles faziam parte do time de futebol americano e basquete.
- Mãe, jogamos bem, mas não ao ponto de ofertarem uma bolsa para nós. – respondeu George vendo seu irmão entregando os panfletos.
- Uma pena. – comentou Regina olhando atentamente os panfletos com os programas Seria legal ter mais um atleta na família!
- E também não queremos seguir carreira no esporte, gostamos de jogar, mas queremos fazer outra coisa. – falou Benjamin – Deixa o Tom ser o único atleta da família. – sorriu.
- Bom, então o que temos aqui? – perguntou Regina olhando Olha que interessante! – Ben, você está na dúvida arquitetura ou engenharia civil, é isso?
O rapaz olhou para sua mãe morena – Sim, eu andei passando um tempo com a vovó conversando com ela sobre a profissão dela, a vendo trabalhar junto com o vô John. – respondeu – E isso foi me fascinando, mas surgiu a dúvida entre essas duas profissões. E outra, não querendo me gabar, eu mando muito bem nessa área. – abriu um sorriso.
A advogada sorriu Danadinho! – Dona Cora contando histórias e enfeitiçando alguns. – fez uma pausa – E quais são as universidades em vista, Ben?
Benjamin soltou uma respiração – Tenho muitas opções como podem ver... Cornell onde a vovó se formou, na Califórnia onde o vovô John cursou e as mais disputadas, posso assim dizer Yale, Mississippi State, Boston...
- Vejo que muitas universidades que você apresentou tem programas de bolsas esportivas, principalmente no futebol americano Missi State mesmo, Note Drame, Flórida, North Carolina, Buffalo e Ohio State... – comentou Emma Sei que falaram que não querem jogar, mas não custa tentar novamente!
- Mãe, realmente não tenho aspiração a ser atleta ou ter bolsa esportiva... Temos condições de pagar a mensalidade, então não acho justo tirar a oportunidade de quem quer fazer uma universidade, mas não tem como pagar e a única opção seja uma bolsa de estudos. – explicou Benjamin – E outra os olheiros das universidades já vieram e garanto que eu e o Georgie nem chamamos a atenção deles. – sorriu travesso.
- Como dissemos, vamos deixar Tom ser o único atleta da família, já está muito bom. – concordou o outro rapaz.
As duas mulheres olharam para seu filho – Você tem razão e acho muito nobre da sua parte pensar no próximo também. – disse a advogada Sensato e justo!
- E quanto a dúvida, comece a fazer um dos cursos e se você ver que não é aquilo que quer, você pode pedir transferência para o outro curso. – acrescentou Emma Vamos achar soluções! – E quais universidades te interessa?
- São várias. As duas da vovó e vovô, mas também me interessei pelo programa de Yale, Boston, Notre Dame e Ohio.
Emma digitou no celular Várias opções! – Bom, tempo de viagem a mais perto óbvio é Boston, depois Yale, e por incrível que pareça Ohio e depois Notre Dame.
- Faça as inscrições e as provas dessas que você quer e veremos qual te aceitará. – comentou Regina olhando para os panfletos, assim como o quanto iria gastar pela formação de um dos gêmeos A cada ano está ficando mais caro! Ainda bem que depois deles, temos somente as gêmeas e encerramos!
Benjamin sorriu – Já fiz, inclusive as provas. E estou no aguardo das respostas.
- Bom. – respondeu Regina deixando de lado os panfletos entregues por Benjamin Até agora dentro da normalidade, acho que agora vem a surpresa! – Então Georgie, sua vez. Quais os programas do seu interesse.
- Lembrem que vocês estão aqui para escutar. – falou George entregando um único panfleto para suas mães.
Emma pegou o panfleto e o ergueu. Uma sobrancelha castanha arqueou – Tudo bem! O que pode nos dizer sobre isso? – apontou o panfleto com o símbolo do FBI Aqui a surpresa!
- Eu quero ser agente do FBI, assim como a minha dinda Rose. – sorriu.
Aquilo pegou as duas mulheres de surpresa Opa! – Confesso que não esperava por isso.
Uma mão passou pelo cabelo castanho Por meus saltos! – Não sei o que dizer, apenas que é perigoso.
- A dinda Rose é agente. – argumentou o rapaz.
- Mas antes disso ela cursou uma universidade, ela é formada em direito, aliás, da mesma turma que eu e Katy. – contra argumentou Regina Calma Regina, você está surtando por pouco? Pouco? Mente, meu filho quer ser agente do FBI! E qual o problema? É perigoso! Como tudo na vida é!
- Por que fazer uma universidade é tão importante? – perguntou George – O certo não é fazer o que gostaria? O Tom mesmo saiu direto do ensino médio para um importante time de baseball. Nem cogitou a possibilidade de fazer uma universidade e vocês aceitaram.
- Não sem uma boa briga antes. – disse Emma olhando para seu filho Ele não deixa de ter verdade! – Olhe Georgie, eu mais que ninguém sei o que é não fazer uma universidade, e isso de certo modo te limita muito no campo de trabalho.
- Mas se eu for um agente do FBI, eu posso fazer carreira ali. – disse tentando convencer suas mães – A tia Jane mesmo, também não fez universidade e olha onde ela está. É sargento da Homicídios em Boston. Também enfrenta o perigo, tio Frankie, detetive da Homicídios também. Porque eu não posso me alistar para a escola dos agentes do FBI? A dinda Rose mesmo, subiu na carreira que agora é a segunda no comando da divisão dela.
Emma soltou um suspiro Ele tem um argumento muito válido! – Morena... – olhou para sua esposa Agora convencer a Dona Onça será mais duro! – Ele tem um ponto muito importante.
- Mas é tão perigoso. – resmungou a advogada Oh meu bebê quer ser agente de FBI!
- Tão perigoso quanto arrumar uma ex que atira em você com um rifle. – Emma disse lembrando desse episódio Isso é mais perigoso que ser um agente da polícia!
- Não Emma! Não! Isso é muito diferente! – exclamou não gostando da comparação Ela também tem um ponto importante! Shiu mente!
- Morena, todo dia enfrentamos perigos. Também não gosto dele ir para a formação de agentes, mas é o que ele quer...
- Lucy não foi para o outro lado do oceano atrás de um sonho? Vocês deram todo apoio para ela, para Tom e Júlia correrem atrás dos sonhos deles... Agora para Ben, porque não podem me darem apoio para uma coisa que quero fazer? – perguntou levemente chateado.
- Morena, ele está certo...
- Emma!
- Não gosto da ideia do mesmo jeito que você, porém é o que ele quer, e sempre prometemos apoiar nossos filhos. – disse a loira Mesmo que isso me deixe preocupada como todos os outros!
- Sou voto vencido, não? – murmurou a advogada Isso Regina, fique ao lado dele também!
- Qual o acordo que o Tom tem com vocês? – perguntou George.
A loira soltou um suspiro – O acordo era que ele ia para o Red Sox, porém se não desse certo, ele voltaria para trabalhar aqui na fazenda pelo resto da vida, já que não queria fazer uma universidade.
- Podemos fazer um acordo, também? – pediu o rapaz.
Emma e Regina se olharam Vamos ver até onde isso dará! – Tudo bem, vamos fazer um acordo.
- Se nada der certo, volto para trabalhar na fazenda também. – disse George.
Regina negou com a cabeça Vamos mudar um pouquinho! – O seu acordo será esse, você fará a escola para agentes e ver se é isso mesmo que você quer. Caso depois da formatura você decidir que quer ficar tudo bem, porém se ver que não é o que quer, você se inscreverá em alguma universidade, de acordo?
- Sim! – abriu um sorriso – Obrigada mães.
- Não nos agradeça ainda. – Emma sorriu Tudo dará! – Quando você precisa fazer a inscrição?
- Só depois que me formar. – respondeu George sorrindo feliz.
Emma olhou mais atentamente ao panfleto Será difícil entrar? – Tem alguma prova ou selecionamento antes das inscrições?
- Não! É como entrar pela polícia, você faz a inscrição, faz o curso e se aprovado ao final já engrena no serviço ali mesmo. – respondeu.
- E onde é esse curso? – questionou Regina, em um misto de felicidade e tristeza, olhando seu filho feliz Olha como ele está feliz! Quieta mente! Apenas olhe! Estou olhando e fique quieta!
- Bom, depois de fazer a inscrição, tem que fazer um teste psicológico, que se passar depois o de aptidão física. – explicou – Então depois de passar, vamos para Quântico.
- Washington? – Regina perguntou surpresa Porque tão longe?
- Sim. Ali vamos ter o curso mesmo. – completou George – Se quiserem mais informações, podem perguntar para a dinda Rose.
- Esses testes iniciais onde são feitos? – perguntou a loira se levantando e indo pegar um copo de água para si.
- O mais perto é Boston. – disse se levantando – Se quiserem podemos ir todos juntos.
- Claro que vamos. – a loira sorriu Bom, até certo ponto poderemos participar! – Fique atento as datas e quando chegar perto nos avise, sim? – pediu e tomou meio copo – Quando as respostas chegarem, nos avise. E também fiquem de olho nas datas.
- Sim, senhora! – Benjamin se levantou, abraçou as duas mães e saiu da cozinha – Vou terminar de estudar que depois de amanhã temos prova.
George abraçou sua mãe loira, dando um beijo em sua bochecha, e depois sua mãe morena, também dando um beijo em sua bochecha – Obrigado mães. – saiu indo atrás de seu irmão – Amo vocês.
- Será que foi uma boa ideia? – quis saber quando se viram sozinhas Ainda estou incerta quanto a isso!
Emma voltou ao seu lugar – Também não gosto tanto quanto você, morena... Mas como disse, enfrentamos perigos todos os dias. – fez uma pausa, instintivamente passou a mão onde havia levado o tiro tantos anos atrás Enfrentamos perigos todos os dias! – E claro, vamos pedir para Rose ficar de olho nele por nós.
- Eu sei que enfrentamos perigos todos os dias, mas ainda acho muito perigoso. – comentou a advogada Mas ainda tenho muito receio quanto a isso! Então o silêncio pairou por alguns segundos até a porta do fundo da cozinha abrir abruptamente e Ruby e Kathryn entrarem.
O súbito barulho fez Rapaz acordar e rosnar. Ele estava ficando velho e rabugento. Depois de alguns segundos, voltou a dormir Meu velho rabugento, fique calmo, volte a dormir!
- Eu não acredito que você está do lado do Sam! – exclamou Kathryn um pouco brava.
- O que posso fazer? É o que ele quer ser, não podemos mudar ou impedir. – disse Ruby ao se sentar de frente para suas amigas.
- Mas aceitar sem argumentar antes? – Kathryn se sentou ao seu lado.
- Ah fiquem a vontade. – brincou Emma sorrindo Apesar de estar divertido!
Imediatamente os olhos de Kathryn se arregalaram – Ai desculpem nossa explosão, é que acabamos de conversar com Samuel sobre ir para a universidade. – explicou.
Regina olhou para sua amiga de infância Entendo! – Nós também acabamos de conversar com os gêmeos.
- Qual curso Sam escolheu? – Emma quis saber.
- Aí é que está, ele não escolheu nenhum. – respondeu a advogada – Ele não quer fazer nenhuma universidade, ele quer ser mecânico e ter uma oficina, ou trabalhar aqui para consertar o maquinário. – fez uma pausa – E a pessoa aqui... – apontou para sua esposa – Apenas disse “Está bom”.
- O que você queria que eu fizesse? Brigasse? Ou falasse “Não! Você fará uma universidade?” Ah meu amor, ele quer ser mecânico, qual o problema nisso? – perguntou Ruby olhando para sua esposa – Tudo bem, também gostaria que ele fizesse uma universidade, mas ele não quer.
- Pelo menos não concordasse logo de cara. – Kathryn estava frustrada.
- Sei que não devo opinar, mas se serve de algum consolo... – começou Emma Não deveria, mas vou! – Sam leva muito jeito para ser mecânico. Eu o observo junto ao pessoal, ele é centrado e ajuda em tudo, e quer aprender tudo que pode.
- Foi o que te falei. – comentou Ruby apontando para sua amiga de infância.
- Tudo bem, me dá um tempo para poder aceitar isso. – soltou um suspiro – Desculpem novamente... – olhou para suas amigas – E vocês, o que os gêmeos querem fazer?
- Bom, Ben quer fazer ou arquitetura ou engenharia civil... – respondeu Regina – Mas acho que ele vai pender para a arquitetura, afinal ele tem fortes influências. – brincou.
Kathryn riu – Imagino quais sejam essas fortes influências.
- E o George? – Ruby quis saber.
Regina sorriu – Vocês estão reclamando do Sam querer ser mecânico, Georgie quer ser agente do FBI.
- Acho que já aceitei ele ser mecânico. – brincou Kathryn – E vocês aceitaram numa boa?
- Ainda estou digerindo isso. – comentou a advogada E como estou digerindo! – Emma já foi mais rápida.
- Muito pelo contrário, ainda estou digerindo isso também. – se defendeu Só tenho alguns pontos de visão diferente! – É o que Ruby disse, é o que eles querem, e não o que nós queremos, só podemos apoiá-los nas decisões. – respirou – Mesmo que umas sejam mais perigosas que outras.
- Mudando de assunto, e as gêmeas como vão com as aulas de direção? – Kathryn quis saber.
Emma sorriu de nervoso – Acho que vou coloca-las para dirigir trator, porque carro está difícil. – brincou.
- Tão ruim assim? – perguntou Ruby segurando o riso.
- Melhor pagar aulas a parte. – comentou Regina rindo Se bem que dirigir trator não é má ideia!
Kathryn se levantou, juntamente com sua esposa – Desculpem pelo desabafo mais uma vez, mas preciso ir que tenho um cliente daqui a meia hora. – se despediu e saiu.
- Te encontro daqui a pouco no estábulo dois, Loirão. – disse Ruby na porta da cozinha antes de sair por completo, depois de um aceno afirmativo da loira.
- Esses trigêmeos são de morte. – falou Regina se levantando para pegar um copo de água Não nos levando para morte está ótimo!
- Como são. – concordou a loira então seu celular começou a tocar. Tirou do bolso e viu quem estava ligando – É a Lucy. – disse e olhou para o relógio na parede, não era feitio dela ligar naquele horário do dia – Lucy? Tudo bem? – perguntou preocupada Espero que esteja tudo bem!
- Quanto tempo você e a mamãe chegam hoje aqui em Nova Iorque? – veio a pergunta.
- Nova Iorque? Como assim? – perguntou não entendendo nada, e viu sua esposa a olhando interrogativa – Vou colocar no viva-voz. – apertou o botão e deixou o celular sobre a mesa Que história é essa?
- Oi Lucy. – disse Regina sorrindo.
- Oi mamãe. – Lucy disse feliz – Bom, vou repetir a pergunta... Quanto tempo você e a mamãe chegam hoje aqui em Nova Iorque?
- Tudo bem, quer explicar melhor? – pediu a advogada Porque estou confusa!
- Lembram da vaga de emprego que estava fazendo um teste? Aqui em Nova Iorque? – perguntou.
- Sim.
- Então, eu sou a nova sous chef do restaurante. – respondeu feliz – E eu estou começando hoje no serviço.
- Que maravilha Lucy. Parabéns! – disse Regina feliz pela filha.
- Parabéns Lu! Fico feliz que conseguiu a vaga. – comentou Emma sorrindo pela felicidade que escutou na voz da filha – Mas calma aí, se você começa hoje, quer dizer que...
- Sim, estou em Nova Iorque, cheguei ontem a noite. – respondeu – Então, quando vocês podem vir para cá me ajudar a achar um lugar para morar.
- E está morando onde agora? – Regina perguntou preocupada.
- Aluguei um quarto num hotel perto do restaurante.
- Porque não nos avisou que estava voltando? – Emma quis saber – Se tivesse avisado, já poderíamos ter adiantado essa parte.
- Dona Emma... Quis fazer uma surpresa. – veio a resposta – Então, vocês podem me ajudar?
Emma ficou pensativa Agenda cheia! – Eu estou atolada de serviço essa semana, e não posso delegar para Ruby dessa vez... – olhou para Regina.
Regina sorriu Tenho alguns contratos para revisar, mas acho que posso atrasar uns dias! – Estarei ai amanhã cedo para resolvermos isso.
- Tudo bem, ficarei esperando por você, depois passo o endereço do hotel que estou hospedada. – falou Lucy, mesmo feliz, mas visivelmente cansada.
- Tudo bem, fico no aguardo do endereço. – comentou Regina Quantas coisas acontecendo no momento! Ben, Georgie e agora Lu! – E você, aproveita para dormir um pouco antes de ir trabalhar.
- Ah mães, não contem para os monstrinhos, pois quero fazer uma surpresa para eles também. – pediu a chef – E sim, vou descansar um pouco mesmo, estou precisando.
- Tudo bem. – as duas mulheres concordaram e se despediram – Olha essa Lucy, cheia de surpresa. – falou a loira desligando a ligação Mais uma surpresa!
- Que bom que ela conseguiu o emprego e está mais perto de nós. – falou Regina sorrindo feliz Fico um pouco menos preocupada, apesar dela não estar mais Paris!
- Eu falei para você desviar da lata de lixo. – falou Jennifer entrando pela porta do fundo da cozinha.
- Mas eu desviei, você que atropelou o arbusto. – se defendeu Lana entrando logo em seguida.
- Oi mães. – falaram ao mesmo tempo e continuaram seguindo o caminho para a escada. “Eu não atropelei o arbusto, ele que estava no lugar errado.” “A lata de lixo se materializou ali no exato momento que fui passar.” Foi a pequena conversa que escutaram antes de ouvirem os passos correndo escada acima e o silêncio pairar dentro da cozinha.
- Tão ruim assim? – perguntou Regina olhando para sua esposa.
Emma comprimiu os lábios tentando segurar a resposta, mas depois falou miseravelmente – Ruim do jeito que você ouviu. – riu e se levantou.
- Vamos cogitar aulas extras para elas. – falou a advogada Ou o trator!
- Tenho uns tratores velhos para elas treinarem. – Emma brincou e pegou seu chapéu do gancho Acho mais vantajoso! – Agora preciso ir encontrar a Rubs. – colocou e abriu a porta – Nos vemos na hora do jantar.
Regina não demorou e estava ao lado da loira – Preciso terminar um contrato e ver o que dá para adiantar ou atrasar, já que amanhã irei para Nova Iorque cedo. – piscou e as duas tomaram o caminho até a metade e depois foram em caminhos diferentes.
-SQ-
O céu ainda estava escuro quando Emma colocou a última mala de três no banco de trás da pick-up azul, fechando a porta É estranho quando não são as minhas! – Bom, malas prontas. – disse assim que se virou para sua esposa – Por favor, tome cuidado na rodovia, afinal tem muitos motoristas barbeiros. – recomendou – E assim que chegar, por favor me mande mensagem avisando.
- Sim, pode deixar que tomarei cuidado e claro que mandarei mensagem assim que chegar. – abraçou sua esposa pelos ombros, enquanto sentiu os braços de Emma envolverem sua cintura Geralmente é o contrário! – Vou sentir saudades.
- Eu também, mas infelizmente dessa vez não consigo ir junto, tenho muita coisa para resolver e fazer aqui na fazenda. – disse encostando sua testa com a de sua esposa Vou sentir saudade! – Mas diga para Lu, que estou muito feliz por ela. E quando ela estiver já estabelecida no novo lar, iremos todos fazer uma visita. – completou Não vejo a hora de vê-la!
- Com certeza vamos. – deu um leve beijos nos lábios de Emma Melhor ir logo! – Agora preciso ir, pois quanto antes sair, mais cedo chego lá.
- Tudo bem. – concordou Emma selando seus lábios com os de sua esposa, em um beijo mais demorado – Faça boa viagem. – se separou.
- Farei. – disse entrando no veículo – Mando mensagem! – disse assim que havia ligado e estava pronta para sair – Te amo.
- Eu também te amo. – falou a loira e viu sua esposa fazer a curva para direita e seguir na direção do portão da fazenda – Esses dias serão longos, porém as noites mais ainda. – subiu as escadas da varanda – Bom, já que estou acordada, vou preparar o café da manhã. Vem Rapaz, temos comida para preparar. – chamou o cachorro que estava deitado perto da porta, na varanda.
Duas horas depois a casa começou a mostrar que estava começando a ganhar vida com o barulho de portas abrindo e fechando, resmungos e a festa dos cachorros quando começaram a encontrar os outros moradores da casa – Bom dia! – disseram os gêmeos assim que entraram na cozinha.
- O cheiro está bom. – disse George pegando a jarra de suco dentro da geladeira – O que temos hoje no cardápio? – brincou ao se sentar a mesa, no seu lugar de sempre.
- Torradas, omelete, bacon e panquecas. – respondeu a loira terminando de coar o café Acho que dá para o gasto! – Podem ir se sentando e se servindo.
- Oi mãe e mamãe. – falou Jennifer entrando e dando um beijo na sua mãe loira – Cadê a mamãe? – perguntou vendo que estava faltando a sua mãe morena.
- Ela foi para Nova Iorque hoje de madrugada. – respondeu Emma colocando café em sua xícara e indo se sentar a mesa.
- Por que? – perguntou a loira mais nova, ao se sentar não sem antes de pegar geleia na geladeira, pois ela gostava de comer panqueca com geleia.
Emma a olhou – Ela avisou ontem a noite na hora o jantar que hoje iria para resolver uns contratos da fazenda. – respondeu e se serviu de omelete, bacon e torrada Segue a história!
- Oh é verdade. Desculpe, ainda estou acordando. – disse Jennifer colocando geleia sobre as três panquecas que pegou da travessa no centro da mesa.
- O que é verdade? – perguntou Lana ao entrar na cozinha e pegando um copo de água.
- Mamãe foi para Nova Iorque agora de madrugada. – respondeu Benjamin com a boca cheia.
Emma olhou para seu filho – Modos a mesa, rapaz. – pediu Não é porque sua mãe não está aqui que pode faltar com educação! – Não fale de boca cheia.
Benjamin engoliu sua comida – Desculpe. – pediu, então tomou um gole de suco, e pegou mais umas três fatias de bacon.
Lana se sentou em seu lugar de costume – E quando ela volta? – quis saber pegando três panquecas para sim e um pouco de omelete.
- Ainda não sei, provavelmente até o final do dia ela me diga, talvez fique por lá uns dois ou três dias. – respondeu a loira pegando bacon e duas panquecas. Continuaram conversando por mais algum tempo enquanto tomavam café – Lembrem, cada um lave seu prato. – pediu.
Os gêmeos foram os primeiros a terminarem e fizeram o que a loira havia pedido, assim como lavaram a travessa de panqueca e os copos – Bom, dona Emma... – brincou George – Tudo limpo e vamos pegar nossas coisas e vamos para a escola.
- Vocês nos dão uma carona? – pediu Lana lavando sua louça e o prato de omelete.
- Claro, não demorem. – respondeu o rapaz.
- Posso dirigir? – pediu Jennifer se levantando.
Benjamin a olhou terminando sua louça – Nem em seus sonhos. Nosso carro é velhinho, mas não precisa de novos amassados ou arranhões. – brincou, mas nem tanto – Não demorem. – saiu da cozinha.
- Oh mãe... – falou a loira – Você pode nos dar uma carona? – pediu.
Emma olhou para sua filha terminando seu café Lá vem a proposta indecente! – Não vão com os monstrinhos?
- Podemos dirigir a pick-up? – pediu Lana sorrindo abertamente.
- Não, vocês ainda estão aprendendo a dirigir. – falou a loira levando sua louça para a pia e começar a lavar.
- Mas mãe, como vamos aprender se não treinamos. – Jennifer tentou argumentar.
A loira mais velha soltou um suspiro Eu tenho uma solução! – Vamos fazer o seguinte, é carona comigo ou os monstrinhos, ou então podem pegar o ônibus para a escola. – contra argumentou terminando de lavar sua louça e o que restou.
- Credo, não precisava falar assim. – brincou Lana dando um beijo na bochecha de sua mãe – Vamos com os monstrinhos.
- Então vem que estamos indo. – escutaram George.
Jennifer também deu um beijo na bochecha de sua mãe – Até mais tarde.
- Pestinhas, quando chegarem da escola, eu ajudo a vocês a treinar na direção, tudo bem? – falou pouco antes de Jennifer sair da cozinha.
A adolescente abriu um sorriso – Tudo bem, obrigada mãe. Até mais tarde.
- Vamos Jen! – chamou Benjamin da porta da sala – Ou vamos chegar atrasados.
- Estou indo! – gritou saindo completamente da cozinha, e indo com seus irmãos, mas não sem antes de pegar suas coisas.
Emma negou com a cabeça, e um sorriso em seu rosto Opção certa! – Eles não têm jeito. – murmurou terminando de arrumar a cozinha antes de começar seus afazeres na fazenda – Hora de trabalhar.
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- Grande Maçã, cheguei! – comentou Regina sorrindo adentrando no trânsito de Nova Iorque e seguindo o GPS para o endereço que Lucy havia lhe mandando na noite anterior Até que a cidade é bonita! – Vamos ver! – aproveitou que parou no sinal vermelho e olhou para o celular – Hum, tenho ainda um bom tanto para andar. – aproveitou para ligar o rádio e se distrair naquele trânsito movimentado – Por meus saltos, esse povo é tudo doido. – resmungou para alguns barbeiros – Ai finalmente! – comemorou quando chegou ao endereço – Agora vamos achar um lugar para estacionar. – foi passando até achar uma vaga – Umm pouco longe, mas não tem problema. – desceu com sua bolsa, trancou a pick-up e acionou o alarme, então caminhou na direção do hotel em que sua filha estava hospedada.
- Boa tarde! Bem-vinda ao Paradise Hotel em que posso ajuda-la? – perguntou a recepcionista.
- Oi, estou aqui para ver a minha filha Lucy, quarto duzentos e trinta e três. – respondeu Bom hotel!
- Só um minuto. – pediu a recepcionista enquanto pegou o interfone e discou no quarto da chef – Senhorita Swan-Mills? Sua mãe está aqui no saguão... Tudo bem. – deligou – Ela pediu para subir. Segundo andar, a direita quarto duzentos e trinta e três.
- Tudo bem, obrigada. – agradeceu a morena com um sorriso educado e seguiu na direção do elevador.
Ela mal havia batido uma vez na porta quando ela foi aberta no segundo seguinte – Mããããe! – disse Lucy empolgada e envolveu sua mãe em um abraço carinho – Que bom que chegou.
- Eu disse que viria. – sorriu se soltando de sua filha Que bom vê-la!
- Vem, entre. – não esperou uma resposta de sua mãe, e a puxou para dentro do quarto – Quer beber algo? Está com fome? Claro que está com fome, posso pedir algo ou se quiser podemos sair. – foi disparando.
Regina sorriu e segurou a filha pelos ombros Lucy sendo Lucy! – Calma Lu! Parou! Respira! – pediu e imediatamente Lucy parou. – Ótimo!
- É que estou feliz que você esteja aqui. – falou Lucy sorrindo abertamente.
- Também estou feliz em estar aqui... Mas antes de qualquer coisa, eu preciso usar o banheiro. – pediu a advogada Estou muito apertada!
A chef riu – Primeira porta a esquerda. – indicou o caminho.
- Obrigada. – agradeceu e sumiu atrás da porta do banheiro – Melhor agora. – disse quando voltou – E aceito uma água.
- Saindo. – disse Lucy pegando uma garrafinha de água do frigobar.
Sem dizer uma palavra a morena, abriu a garrafinha e tomou um grande gole da água que colocou no copo – Estava precisando. – disse – Desculpe por chegar só agora, tentei vir o mais rápido possível.
- Eu sei mãe, mas você chegou e é o que interessa. O que quer fazer primeiro?
Regina sentou no sofá e tirou seu celular da bolsa Que horas são? – Preciso mandar uma mensagem para sua mãe, avisando que cheguei. – disse começando a digitar uma mensagem para Emma.
- Escreve que mandei um oi. – pediu Lucy sentando ao lado de sua mãe.
- Mando. – comentou Regina ainda olhando para o seu celular – Ela disse que gostaria de ter vindo junto, mas realmente ela está cheia de afazeres e problemas que não dá para delegar para a Ruby resolver ou tomar uma decisão. – colocou o celular sobre o braço do sofá Agora é só esperar ela responder! – Antes de qualquer coisa, que horas você trabalhar hoje?
Lucy olhou no relógio na parede – Temos ainda três horas antes eu ir para o trabalho.
- Então vamos comer algo e conversar sobre o que você tem interesse em morar, enquanto você trabalha eu vou pesquisando na internet. – sugeriu Vamos aproveitar e otimizar o tempo! – Aí amanhã cedo, começamos a procurar por algum lugar. O que acha?
- Acho fantástico. – concordou a jovem mulher – Quer pedir aqui ou sair para comer?
- Vamos sair para comer. Quando voltarmos aproveito para pegar as minhas coisas e conversar na recepção, já que terá mais uma pessoa no quarto. – respondeu Regina quando escutou seu celular apitar indicando que havia recebido mensagem Acho que é a minha loira!! – Oh, é a Emma. Mandou beijos para você. – guardou o celular na bolsa e se levantou – Vamos? Porque por mais que tenha comido na estrada e ir comendo alguns petiscos, estou com bastante fome.
- Aposto que não é do mesmo nível da mãe. – Lucy sorriu pegando sua bolsa também.
- Se fosse, meu estômago estaria roncando nesse exato momento. – brincou Regina passando seu braço no braço de sua filha e as duas mulheres caíram na gargalhada enquanto caminhavam na direção do elevador depois de saírem e fecharem o quarto – Para onde vamos? – quis saber quando saíram do hotel – A pick-up está para lá. – indicou a direção contrária.
- Não precisamos dela, vamos andando, que é aqui perto. – falou Lucy sorrindo – A não ser que você não queira andar.
- Por mim tudo bem, podemos caminhar. – concordou já andando na direção que Lucy tomou.
- Quando voltarmos, ajudo você a levar as malas... – sorriu travessamente – Que eu sei que você trouxe mais que uma e então pedimos para o chofer estacionar a pick-up na garagem.
- Pelo visto está tudo certo. – brincou Regina sorrindo feliz.
- O bistrô é no quarteirão da frente. – indicou quando fizeram a curva para esquerda.
Regina olhava ao redor feliz, apreciando o lugar – Realmente foi como você disse que é perto mesmo. – comentou quando chegaram Interessante! – A frente dele é bem adorável.
- Tenho certeza de que você achará adorável lá dentro também. – disse Lucy indicando uma mesa para se sentarem quando entraram – O que achou? – quis saber assim que sentaram.
- Realmente muito adorável aqui dentro também. – comentou a advogada olhando o ambiente Bem aconchegante!
- Boa tarde, aqui o cardápio, darei um tempinho para vocês escolherem e daqui a pouco volto para anotar seus pedidos. – falou a garçonete.
- Muito obrigada. – agradeceram e começaram a olhar o cardápio.
- Decidido? – perguntou Lucy fechando o cardápio. Regina assentiu com a cabeça.
- O que vão pedir? – a garçonete voltou alguns minutos depois.
- Eu vou querer um brownie com um suco de maçã. – pediu a chef entregando o cardápio.
- Já eu quero um pedaço de quiche de queijo, um pedaço de torta de maçã e um suco de maçã também. Por favor. – pediu e entregou o cardápio para a garçonete.
- Em instante eu volto com o pedido de vocês. – disse a garçonete com os cardápios em mãos e saiu até o balcão.
- Como foi seus últimos dias em Paris? – Regina quis saber enquanto esperavam por seus pedidos Vamos colocar um pouco a conversa em dia!
Lucy ficou um momento pensativa – Um misto de tristeza e felicidade. – soltou uma respiração – Triste por sair de um lugar que gosto, mas viver ali longe de todo mundo nesse momento estava ficando bem difícil a saudade de vocês... E claro, feliz por voltar a ficar mais perto de vocês, mesmo morando a pouco mais de seis horas de viagem... – riu – Melhor que um oceano entre nós.
- Exato. – concordou Regina rindo.
- Aqui o pedido de vocês. – anunciou a garçonete chegando com a comida e bebida – Se quiserem alguma coisa a mais, é só me chamarem. – se afastou.
As duas mulheres comeram enquanto iam conversando amenidades, que incluíam sobre as gêmeas tirando carta e os gêmeos escolhendo o que iriam fazer assim que acabasse o ensino médio. Lucy também ficou surpresa com a escolha de Georgie, porém teve a mesma reação da mãe loira.
- Bom, satisfeitas, vamos conversar sobre no que você pretende morar. – falou Regina esperando seu café para fechar.
Lucy ficou uns segundos pensando, também estava esperando por seu café – Acho eu algo parecido com o que tinha em Paris. Apartamento com cara de subúrbio. – riu – Algo nada tão moderno.
- Perto ou longe do local que trabalha? – quis saber quando seus cafés chegaram.
- Metade do caminho, nem tão longe ou perto... – respondeu ainda pensativa – Nada muito agitado... – Regina a olhou Um pouco contraditório! – Tudo bem, se eu quero algo não tão agitado, será longe. – soltou uma respiração e tomou um gole de seu café – Um apartamento meio loft. Não sei se fui clara.
A advogada sorriu – Eu entendi o que você quer. A noite eu irei fazer umas pesquisas e amanhã cedo já partiremos verificar o que eu encontrar. – tomou um gole de seu café – Muito bom esse café.
- Sim, por isso que venho aqui frequentemente. – Lucy sorriu terminando seu café.
- Sábia decisão. – comentou a advogada terminando seu café também – Pronta para irmos?
- Sim! – respondeu Lucy.
Regina tirou algumas notas de dinheiro da bolsa e deixou sobra a mesa – Vamos?
- Só se for agora. – disse a chef se levantando junto com sua mãe, e foram conversando, andando tranquilamente. Aproveitaram para deixar a pick-up com o chofer para ele guardar, enquanto a advogada conversava na recepção recebeu a chave do veículo e junto com Lucy as duas mulheres subiram para o quarto em que a chef estava hospedada.
- Mãe, você se importa se eu tomar um banho e descansar um pouco antes de ir trabalhar? – perguntou olhando para a morena mais velha.
- Nem um pouco. – falou Regina colocando suas malas no quarto em que ficaria – Eu vou aproveitar para ligar para sua mãe e ver como as coisas estão.
- Tudo bem, mas qualquer coisa estarei no quarto ao lado. – disse Lucy mandando um beijo para sua mãe – Manda um beijo para a mãe. – saiu e foi para o banheiro.
Regina respirou fundo e se sentou na cama depois de dar uma boa espreguiçada, se ajeitou contra a cabeceira e tirou seu celular do bolso, discando o número de sua esposa Saudades da minha loira!
-SQ-
- Aqui está uma correria hoje. – falou Emma com o celular na orelha, enquanto caminhava para o galpão onde guardava os veículos da fazenda Que saudade da minha morena! – Prometi ajudar as pestinhas a treinar a direção... Eles devem estar chegando da escola... Tudo bem, vai descansar, amanhã conversamos mais. Manda beijo para a Lucy... Te amo. – se despediram e ela desligou a chamada, guardou o celular no bolso e procurou por um veículo específico Achei!
Pegou a chave no quadro de chaves e saiu na direção de onde estava o carro que iria usar, entrou no veículo e dirigiu de volta para a entrada para esperar por suas filhas. Como se tivessem combinado, assim que parou o carro na frente da casa, no exato momento que as gêmeas saiam da casa – Oi mãe.
- Vamos pestinhas, entrem que vamos treinar. – pediu a loira Temos muita coisa para treinar!
- Mas nessa lata de sardinha? – perguntou Lana erguendo uma sobrancelha, gesto característico de sua mãe morena.
- Hey! Esse modelo e um clássico assim como o Valente que a Jú dirige até hoje. – falou a loira fingindo estar ofendida Igualzinha sua mãe morena! – E outra, pela conversa de vocês, ele que deveria estar com medo de vocês o dirigir. – bateu levemente no painel do carro – Não leve para o coração. – falou a loira sorrindo.
- Alguma chance de irmos dirigindo até onde vamos treinar? – perguntou Jennifer ao abrir a porta do passageiro.
- Nenhuma. – respondeu a loira rindo da cara brava que a filha fez Ainda que vou deixar vocês dirigirem daqui a pouco! levantou o banco e entrou na parte traseira do carro.
- Você não sabe brincar. – falou Lana entrando no carro.
- Eu sei, só tenho amor a vida até chegar lá. – riu e partiu na direção da parte aberta da fazenda que iria usar.
- Que carro é esse? – Jennifer perguntou olhando todo o interior.
- É um ford corcel l. – respondeu a loira – É um bom carro, está apenas faltando uns cuidados nele, já eu não o usamos om frequência.
Lana olhou também para o interior do mesmo, meio que gostando dele – De quem é esse carro?
- Meu, mas quase nunca usei, eu usava muito o Valente...
- Você que comprou? – perguntou a loirinha.
A loira mais velha negou com a cabeça Não gastei um centavo para adquiri-lo! – Ganhei do Killian numa aposta quando estávamos no ensino médio.
- Sério? – Lana sorriu – Nos conte.
Emma sorriu Ah aquilo foi uma loucura! – Sim... Foi uma noite de poker, já rodada final, nenhum dos dois tinha nada na mão, mas o meu nada era um pouco maior, porém o blefe estava alto...
- Eu dobro a aposta e acrescento trinta. – falou a loira jogando as fichas no centro da mesa. Era sábado a noite, e eles estavam reunidos na casa da loira.
- Eu passo. – falou Ruby deixando suas cartas no centro da mesa – Valorizo meu dinheiro. – sorriu.
- Trevor? – perguntou Killian olhando para o rapaz.
- Eu cubro a aposta e coloco trinta. – falou o rapaz colocando as fichas no centro da mesa.
- Antony? – questionou Emma.
O rapaz soltou um suspiro – Eu passo. – deixou as cartas sobre a mesa.
Emma olhou para Killian – Sua vez.
Killian observou seus oponentes, avaliou suas opções, então fez algo inesperado – Meu Príncipe. – deixou a chave do carro ao meio da mês.
- Killian! – exclamou Mary se levantando do sofá – Tem certeza disso?
- Cara, isso é exagero, não? Você ama seu carro. – falou David se juntando a Mary ao lado da mesa.
- Passo! – falou Antony – É muito para mim.
- Será que é muito? – questionou abrindo um sorriso sacana – Acho que sobrou apenas nós dois, coração.
Os olhos verdes de Emma fixaram no rapaz de olhos azuis, examinando cada expressão – Valente. – colocou a chave de seu carro nas apostas.
- Emma! – Mary exclamou colocando a mão sobre a boca – Vocês estão levando muito a sério essa noite, que era apenas para ser uma noite de diversão e sair com cinquenta dólares no bolso.
Ruby arregalou os olhos – Agora a coisa ficou séria. – então abriu um sorriso – Isso! Duelem meus caros!!
- Ruby, fique quieta, se não pode ajudar, não incendeie mais. – pediu Mary achando aquilo uma loucura.
- Ah Mary, não seja prudente, poker é isso, caminhar na corda bamba. – falou Ruby sorrindo travessamente e amando aquilo.
- Sua vez, coração. – falou a loira sorrindo travessamente e usando muito deboche na palavra coração.
Killian olhou seu jogo, olhou para Emma, examinou os mínimos detalhes da expressão da loira, porém não conseguiu tirar nada além do que já havia tirado durante as rodadas – Desisto! – falou jogando suas cartas a mesa.
Emma abriu um imenso sorriso – É senhoras e senhores, eu acabei de ganhar mais um carro. – deixou suas cartas viradas para baixo e colocou as duas mãos nas apostas da mesa e começou a puxar para si.
Inesperadamente Killian pegou as cartas de Emma e virou – Ah que merda!! Não acredito!
- Hey! – exclamou Emma tirando as cartas da mão de Killian – Isso é trapaça.
- Droga! Eu tinha um par e ganharia desse seu lixo nove alto. – exclamou incrédulo.
Ainda sorrindo – Você apostou, mas não pagou para ver.
Ele se deixou encostar na cadeira e jogou a cabeça para trás – Não acredito. – resmungou, então olhou para a loira – Há alguma chance de futuramente eu conseguir de volta o meu carro??
A loira pensou por um instante – Não vejo nenhuma chance futura de acontecer. – sorriu.
- Não acredito! – falou Lana sorrindo divertida.
- E ele não tentou comprar o carro de volta? – Jennifer quis saber.
- Sim, ele tentou umas três vezes, até cair de amores por uma moto e esquecer completamente do Príncipe. – respondeu a loira parando no local – Bom, chegamos. – disse e olhou para as filhas – Aqui não tem arbusto ou latas de lixo. – brincou Só um campo aberto! – Lala, troca comigo e quero ver você dirigindo. Depois quero ver a Jen. – pediu e saiu do carro, assim como a Lana. Trocado os lugares, a loira mais velha deu todas as instruções para a filha, tudo ajeitado, a morena mais nova saiu com o carro, meio a solavanco até pegar um pouco de velocidade. Fez tudo o que sua mãe pediu que ela fizesse – Muito bem, agora pare o carro, que quero ver a Jen.
As duas garotas trocaram de lugar, Emma deu as mesas instruções para a filha ajeitar o carro, quando tudo pronto, saiu também meio a solavanco, já ela demorou um pouco mais para pegar um pouco de velocidade, e quando assim o fez, Emma foi dando as mesmas instruções que dera a outra filha. Apenas observou as duas dirigindo – Muito bem. Agora pode parar o carro. Que eu vou descer, aproveitando que estou viva. – brincou – Muito bem, a Lala vai primeiro. – instruiu novamente e se afastou, deixando as duas garota dentro do carro.
- Oi mãe. – falou os gêmeos chegando na caminhada, afinal aquele espaço não era tão longe das casas.
- Oi monstrinhos. – respondeu não tirando seus olhos das meninas Isso ainda está péssimo!
- Que isso, parece que estão dirigindo uma carroça. – comparou Benjamin com dó do carro.
- Está mais para trator. – falou George fazendo careta depois de uma freada brusca.
Imediatamente a loira teve uma ideia Claro! – Isso é genial. – comentou Situações extremas, medidas desesperadas! – Ben, faz um favor, vai lá no galpão e pega o Tenório.
- Sério mãe? – o rapaz perguntou surpreso.
- Sim, se elas conseguirem dirigir um trator, um carro será simples. – falou a loira Porque isso está muito ruim! – Pega para mim, por favor.
- A senhora que sabe. – ele sorriu e saiu em disparada na direção do galpão para pegar o Tenório.
- Mãe, não é uma medida extrema? – George perguntou.
A mulher mais velha apenas estendeu as mãos – Medidas desesperadas. – brincou – Elas precisam passar por medidas extremas, porque está feio elas dirigindo. E vocês dois também passaram por ele, não concorda comigo que ele é uma ótima solução?
- Sim, concordo que ele é uma solução efetiva. – riu – Mas elas começaram as aulas quando? – perguntou tentando se lembrar quando elas iniciarem as aulas práticas.
- Mais de um mês. – respondeu a loira então fez sinal para elas se aproximarem, e então parar o carro.
Os olhos do rapaz se arregalaram – Então realmente elas precisam de medidas desesperadas, mais do que eu e Ben precisamos.
- Então mãe?? – perguntou Jennifer quando as duas meninas se aproximaram.
Emma respirou fundo Só a verdade ajudará! – Olha, serei sincera. Está muito ruim. – fez uma pausa – Mas acho que posso ter uma solução para vocês melhorarem.
A cara das meninas era de tristeza – E qual seria essa solução?
Antes que Emma pudesse responder, escutaram o trator se aproximando – Tenório.
- Sério? – questionou Lana – Como um trator nos ajudará?
A loira sorriu Não é um trator qualquer! – Não é apenas um trator, é o Tenório. – disse – E se vocês conseguirem dirigir ele, então conseguirão dirigir qualquer carro.
- É tão difícil assim dirigir um trator? – questionou Jennifer cética.
- Vocês não conhecem o Tenório. – Emma sorriu travessamente Não sabem o quanto!
- Aqui mãe. – falou Benjamin assim que parou e desligou o trator, descendo – Pronto para a batalha. – brincou.
- Ótimo! Obrigada. – agradeceu e subiu de um lado da escada – Quem será a primeira?
- Eu vou. – se voluntariou a loira – Quero ver se é tudo isso mesmo. – subiu pelo outro lado, sentou no banco. Emma deu todas as instruções e desceu.
- Hora do show! – brincou.
Jennifer ligou o trator, teve dificuldade em engatar a marchar, e muito mais dificuldade para iniciar a movimentação. Depois de alguns instantes e dificuldades finalmente conseguiu andar com o trator, que morreu logo em seguida. Tentou mais uma vez, morreu novamente. Mais uma tentativa e conseguiu andar um pouco, para morrer mais uma vez. Outra tentativa e aos poucos foi conseguindo andar com o trator, mas visivelmente com muita dificuldade. Depois de algumas voltas, parou e desligou o trator. Desceu e foi se juntar a sua mãe.
- Por céus, estou tremendo ainda. – falou a loira – Parece que ainda estou no trator.
- O que achou de dirigir o Tenório? – Emma quis saber.
- Pelo amor, o Príncipe é fichinha perto dele. – respondeu Jennifer respirando fundo tentando ainda parar a tremedeira.
Emma sorriu – Você foi bem, no momento, foi a que menos deixou morrer na primeira vez, até o momento.
- É? – perguntou surpresa.
- Sim. – respondeu a loira mais velha.
- Quem mais dirigiu o Tenório? – quis saber.
Imediatamente os gêmeos ergueram as mãos – Nós.
- Lucy? – questionou Lana curiosa.
Emma pensou – Quase precisou.
- Tom, Hen e Jú? – perguntou novamente.
- Eles não precisaram nem passar perto do Tenório. – respondeu a loira sorrindo – Só carro foi suficiente.
Lana abriu um sorriso sapeca – Quantas vezes vocês deixaram morrer?
George pensou – Seis vezes.
- Dez vezes. – respondeu Benjamin levemente envergonhado. Imediatamente a boca das gêmeas abriram surpresas.
- Bom, chega de conversa... – Emma Vamos mudar o foco! – Agora é sua vez Lala, vamos lá! – as duas caminharam na direção do trator. Lana acomodada no banco, instruída e pronta para começar.
Assim como sua irmã, teve dificuldade em engatar a marcha e sair sem deixar morrer. Sua marca inicial de sair e deixar morrer foram sete vezes. Quando conseguiu pegar um pouco do jeito, andou algumas voltas e parou ao sinal de sua mãe.
- Bom, eu deixei morrer apenas setes vezes, então isso me deixa em terceiro lugar. – abriu um sorriso – Mas é um horror tentar dirigir o Tenório.
Emma riu Eu disse que o Tenório não era fácil! – Com certeza, mas quando vocês conseguirem dirigir bem o Tenório, dirigir carro vai como se fosse automático. – comentou e olhou ao redor vendo que o dia estava começando a terminar Hora de levantar acampamento! – Bom, por hoje terminamos aqui. – olhou para os gêmeos – Monstrinhos, vocês levam os veículos para o galpão, por favor? – pediu – Que vou com as pestinhas para a casa e vou começar a fazer o jantar.
- Amanhã podemos treinar novamente, nesse mesmo horário? – pediu Jennifer caminhando com sua mãe e irmã para a casa.
- Sim, amanhã treinaremos no Tenório novamente. – falou a loira e viu suas filhas murcharem – Como disse, deixa vocês conseguirem dirigir o Tenório que qualquer carro será simples. – prometeu.
- Tudo bem. – concordou Lana não muito empolgada.
- Vocês vão para o banho enquanto preparo o jantar. – pediu enquanto deixou o chapéu sobre a bancada e sem noção do que faria para o jantar Tanta coisa e eu sem ideia do que fazer!
- Boa noite! – cumprimentou Cora assim que entrou pela porta do fundo da cozinha.
- Oi Cora, boa noite. – Emma sorriu olhando para sua sogra então voltou para olhar dentro da geladeira – Como foi de viagem? – quis saber.
- Foi bem, contrato fechado e agora é só começar a trabalhar no projeto. – respondeu a mulher mais velha – Quer ajuda para fazer o jantar? – se ofereceu sorrindo, vendo sua nora atrapalhada.
- Agradeceria e muito uma ajuda. Não tenho noção do que fazer para o jantar. – respondeu ainda olhando para dentro da geladeira.
- Regina? – questionou ao parar ao lado da loira e vendo o que tinha dentro da geladeira, e já pegando algumas coisas.
- Foi para Nova Iorque. – respondeu ajudando a pegar mais algumas coisas que Cora foi lhe entregando. A arquiteta a olhou interrogativamente – Foi ajudar... – parou e olhou ao redor para ter certeza eu não havia ninguém escutando Segredo! – Lucy a achar um lugar para morar, pois ela foi contratada para a vaga no restaurante.
Imediatamente abriu um sorriso – Que maravilha! – exclamou feliz – Mas porque o segredo?
- Lu quer fazer uma surpresa para os monstrinhos. – explicou – Então para todos os efeitos, ela foi para Nova Iorque resolver uns contratos.
- Entendi. Quantos dias ela ficará por lá? – perguntou já cortando a carne que já estava pronta para repaginar e virar um refogado com legumes.
- Acho que mais uns dois dias a três dias ainda. – Emma ia lavando os legumes que Cora iria usar no refogado.
- Vó! – os gêmeos falaram felizes em ver a mulher mais velha ali.
- Oi minha dupla de meninos. – falou feliz e envolvendo os rapazes em um carinhoso abraço.
- Aproveitem para subirem que vocês são os próximos assim que as pestinhas terminarem o banho. – informou Emma.
- Sim, dona Emma. – brincou Benjamin e os meninos subiram na direção de seus quartos.
Todo mundo de banho tomado, inclusive Emma, estavam todos sentados a mesa para jantarem – Então, temos algumas opções de universidades? – questionou Cora se servindo de um pãozinho.
- Sim e não. – respondeu Emma pegando um pouco de vagem e brócolis, passou para sua filha mais nova. Cora a olhou interrogativamente – Ben quer fazer arquitetura ou engenharia civil... Nem sei quem o poderia ter inspirado. – brincou e Cora sorriu – Então tem algumas opções. – tomou um gole de suco – Agora o Georgie quer ser agente do FBI.
- Ow! – exclamou a arquiteta surpresa – Regina?
Emma sorriu Acho que ainda está tentando digerir isso! – Ela óbvio foi contra veementemente, mas depois fomos conversando e Georgie vai fazer a inscrição para o curso. Mediante a um acordo que se não for aquilo que ele pensou, se inscreverá em um curso na universidade.
Cora ficou pensativa enquanto mastigava a garfada de comida – Justo. – comentou depois de engolir a comida.
- Você não vai dizer nada sobre isso, vovó? – questionou George tomando um gole de suco, e esperando outra bronca.
A mulher mais velha olhou para seu neto – Porque eu teria voz sobre isso? Fico feliz se você estiver feliz no que escolheu. A minha época de ficar brava foi com Regina, com vocês só posso dar conselhos. – explicou – Claro, que ficarei preocupada, mas é o que você quer fazer. E se suas mães estão de acordo, eu só posso te felicitar. – sorriu, deixando seu neto feliz.
- Vó, depois você pode me ajudar a dar uma olhada nas universidades que selecionei? – pediu Benjamin pegando um pouco da carne refogada.
- Claro, depois do jantar você me mostra e conversamos sobre. – a senhora sorriu feliz em poder ajudar.
- Vó, nós tivemos que dirigir o Tenório. – falou Lana pegando mais um pãozinho.
Imediatamente os olhos de Cora se arregalaram – Tiveram que chegar a essa tática? – perguntou curiosa.
- “Eu não atropelei o arbusto, ele que estava no lugar errado.” “A lata de lixo se materializou ali no exato momento que fui passar.” Te dizem algo? – brincou a loira rindo da cara das filhas. Cora apenas sorriu travessamente.
- Mas pelo menos fomos melhores que os monstrinhos na primeira vez, bom eu fui. – falou Jeniffer sorrindo feliz.
Continuaram conversando enquanto jantavam. Cada um lavou sua louça, e os gêmeos e as gêmeas estavam em seus quartos, sobrando ali na cozinha apenas Cora e Emma, que estavam terminando o que havia sobrado da louça, e a arquiteta passava um pouco de café para conversarem.
- Aqui. – entregou uma xícara de café para Emma que havia acabado de sentar.
- Obrigada. – agradeceu e tomou um pequeno gole, e começaram a conversar amenidades, quando a porta do fundo da cozinha abriu.
- Boa noite! – falou Ruby entrando – Desculpe pelo avanço da hora.
- Que nada Rubs, ainda é cedo... – falou a loira e ofereceu café, a veterinária negou com a cabeça – Sente. Aconteceu algo na fazenda? – quis saber.
- Não... – soltou uma respiração – São os gêmeos...
- O que tem eles? – Cora quis saber.
- Caí na besteira de deixar pegarem um dos carros e nem preciso falar o resto, não? – respondeu – Vou colocar o Sam para arrumar. – disse soltando um suspiro – Assim Katy se convence da ideia. – terminou e Cora a olhou surpresa – Ah Sam quer ser mecânico e não ir para a universidade.
- Kathryn? – a arquiteta perguntou surpresa.
- Fez o maior show da Terra, mas está digerindo a ideia ainda. – falou Ruby sorrindo.
Emma sorriu e balançou a cabeça – Ôh se entendo... Sabe, com as pestinhas eu precisei usar o Tenório.
- Ow porque não pensei nisso! – Ruby bateu a mão na testa.
Emma riu – Vamos fazer assim, manda eles amanhã depois da aula lá para o campo que eu os ajudo, as pestinhas estarão lá também.
- Não vai te atrapalhar? – perguntou.
A loira sorriu – Onde treinam duas, treinam quatro... Tenório ficará feliz em ser útil. – brincou. Ficaram conversando mais um pouco até a veterinária e Cora irem embora. Não muito tempo depois, a casa estava silenciosa indicando que estavam dormindo.
-SQ-
- Mãe? – chamou Lucy na porta do quarto, vendo sua mãe deitada na cama com seu notebook no colo.
- Sim? – perguntou levantando seu olhar.
Lucy sorriu – Só avisando que estou indo trabalhar, e qualquer coisa é só ligar no restaurante, deixei o número na geladeira.
- Lu, vá em paz e que você tenha uma ótima noite de trabalho. – desejou Regina sorrindo feliz para a filha, mandou um beijo.
- Não precisa ficar me esperando acordada, sei que está cansada. Beijos e fui. – falou saindo na direção da porta.
- Até. – Regina falou alto voltando sua atenção aos apartamentos. Não demorou muito, comeu algo no jantar e a canseira da viagem tomou conta, quando percebeu estava dormindo.
Lucy chegou quando o seu turno terminou, viu que o quarto estava quase todo apagado, caminhou até o quarto que sua mãe estava e que ela já dormia. Entrou e apagou a luz do abajur e foi tomar um copo de leite antes de ir também.
- Bom dia Lu. – falou Regina assim que encontrou a filha pronta para podem sair – Vamos?
- Sim. – respondeu assim que saíram do quarto – Quer tomar café antes de começarmos?
- É bom tomar uma xícara de café para acordar. – sorriu enquanto desciam para o estacionamento do prédio – Aqui tenho uma lista com seis apartamentos mais ou menos no estilo que você está procurando, em bairros a meia distância ao seu local de trabalho. – entregou uma folha para sua filha, enquanto preparou o GPS do celular para procurarem o primeiro da lista – Vamos ver o primeiro, que provavelmente deve ter alguma lanchonete perto, então tomamos um café antes de começarmos pode ser?
- Por mim, sem problema. – concordou afivelando o cinto enquanto sua mãe saia do estacionamento de acordo com o caminho que o GPS apontava Agora cedo o trânsito é até tranquilo, mais tarde vira o caos!
Quando chegaram perto do primeiro apartamento, avistaram uma lanchonete e decidiram tomar o café da manhã primeiro antes de começarem, e conversavam tranquilamente enquanto tomavam café. Lucy contava empolgada o que havia acontecido no seu turno de trabalho e o quanto estava feliz em estar mais perto da família.
Quando terminaram foram para o apartamento, que não era muito grande, isso já havia sido um fator favorável a chef, porém não eram como as fotos mostravam, pois ela queria um pouco no estilo loft, mas havia parede para todos os lados, que foram construídas posteriormente conforme os inquilinos anteriores iam pedindo. Agradeceram a corretora e que iriam dar uma olhada e qualquer coisa entravam em contato.
- Partiu para o segundo apartamento? – questionou Lucy tomando seu lugar no lado do passageiro.
- Só se for agora. – brincou Regina colocando a pick-up em movimentação Aquele era bem ruim mesmo!
- Uma pena esse apartamento de terem colocado paredes, ele parecia ser muito bonito nas fotos. – comentou a chef olhando para fora da janela, que estava fechada, já que o ar condicionado da pick-up estava ligado.
Regina sorriu – Não se desespere, nós vamos achar um apartamento. – falou a advogada virando a direita de acordo com o GPS Nem que precise voltar toda semana por seis meses!
- Eu sei, não estou preocupada... Ainda. – brincou. Continuaram conversando até chegarem no próximo apartamento da lista.
O corretor já estava a porta na espera das duas, se cumprimentaram e entraram para verem o apartamento. Pequeno, bem estilo de loft. Perguntaram mais algumas coisas. Viram a vizinhança.
- Muito obrigada, vamos pensar e qualquer coisa entramos em contato. Muito obrigada por seu tempo. – agradeceu Regina e as duas mulheres voltaram para a pick-up.
- Ele acha que somos milionárias?? – questionou Lucy não acreditando no valor do aluguel – É um pedaço do fígado.
Regina riu Está achando que somos idiotas! – Não conheço os bairros aqui, mas acho que ele está hiperestimando o valor do imóvel.
- Talvez porque não deve gostar de nós por sermos de Boston. – brincou a Lucy, mas achando muito caro o valor do aluguel. Nem em Paris era tão caro assim.
A advogada soltou uma gargalhada Imagina se o Tom estivesse junto! – Talvez ele torça para os Yankees e viu que o melhor jogador da liga é do Red Sox e da nossa família. – entrou na brincadeira – Terceiro apartamento e depois uma pausa para o almoço?
Lucy olhou para seu celular – Já essa hora? – falou surpresa – Pode ser.
Olharam mais um apartamento que foi bem aceito por Lucy, valor de aluguel razoável, vizinhança aparentemente tranquila, com alguns comércios perto. Agradeceram, porém, iam dar mais uma olhada em outras opções e qualquer coisa entrava em contato.
- Gostei bastante desse. – falou Lucy assim que fechou a porta quando entrou no veículo – Almoço?
- Antes preciso passar em algum posto para abastecer, se não ficaremos na rua sem gasolina. – brincou colocando a pick-up no trânsito de Nova Iorque – Então podemos almoçar.
Meia hora depois sentadas em um restaurante esperando seus pedidos – Lu, se você gostou do apartamento que acabamos de ver, posso ligar para a corretora e negociarmos um desconto no valor do aluguel.
- Vamos olhar os outros três, e depois vamos decidir, no momento esse terceiro está em primeiro lugar na lista. – falou Lucy sorrindo assim que seus pedidos chegaram.
Almoçaram e já foram atrás do quarto apartamento, não ficaram nem dez minutos, pois Lucy detestou logo de cara pela sujeira e falta de iluminação natural do lugar. No quinto apartamento era razoável, vizinhança bem movimentada, com comércio variado ao redor. Valor de aluguel acessível. Entrou na lista para brigar com o terceiro apartamento. E o último, era pior que o primeiro, as fotos eram enganosas, nem perderam muito tempo ali.
- Bom Lu, vimos algumas opções que achei... Você quer dar uma procurada, e amanhã vemos mais lugares? – perguntou Regina seguindo de volta para o hotel em que estavam hospedadas Estou moída!
- Não mãe, eu gostei das opções que você achou e fiquei entre o terceiro e quito apartamento, apesar do segundo ser bom também, mas ele também não tem cara de que via querer negociar para abaixar o valor do aluguel. – disse – Então fico entre o terceiro e o quinto, vou analisar melhor e você entra com a negociação, tudo bem?
- Claro, é para isso que estou aqui também. – sorriu enquanto se deslocavam dentro do trânsito de Nova Iorque Negociação de contrato é comigo mesmo!
-SQ-
- Hey Rubs, tudo bem? – perguntou Emma vendo sua amiga meio aérea hoje o dia todo O que será? A veterinária nem escutou – Rubs? – chamou novamente. Elas estavam no consultório da veterinária preenchendo alguns documentos – Ruby? – chamou pela terceira vez e colocando a mão no ombro da amiga para chamar sua atenção Deve ser muito sério!
- Oi? – perguntou a morena – Desculpa, estava distraída, você disse alguma coisa?
- É exatamente isso que quero saber, está acontecendo algo? – perguntou – Percebi você meio aérea...
A veterinária soltou uma respiração longa – É a minha vó...
- Aconteceu algo com a Bah? – perguntou Emma preocupada.
- Ela não levantou muito bem hoje, mas teimosa como é, não quis ficar na cama... – começou a responder – Na hora do almoço, achei que ela havia tido uma leve piora.
- Não é melhor chamar um médico para examiná-la? – sugeriu com muita preocupação.
- É o que vou fazer. – pegou o telefone sobre a mesa e discou o número do médico – Doutor Dotson, Ruby, neta de Eugênia, tudo bom? – disse assim que atenderam – Eu precisava que o senhor viesse aqui na fazenda novamente para examinar a minha avó, seria possível? – fez uma pausa – Tudo bem, te espero no final do dia, muito obrigada. – colocou o telefone do gancho, e imediatamente seus olhos se encheram de lágrimas.
Sem pensar duas vezes, Emma envolveu sua amiga em um abraço reconfortante, mas seus olhos também se encheram de lágrimas, pois tinha quase certeza do que Ruby estava pensando Ah Bah... – Ah loirão... – murmurou a veterinária triste – Pela primeira vez estou com muito medo de perder a minha avó... – e caiu num choro. Emma apenas a apertou mais ainda em seu abraço, mas também sentia aquele medo, pelo qual já havia passado três vezes na vida.
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