Storybrooke
230 Capítulo 230
Notas iniciais
Emma caminhou até o bebedor mais próximo. Deixou seu chapéu pendurado no gancho ao lado, abriu a torneira e viu a água caindo por alguns segundos, então mergulhou suas mãos na gélida água Nesse momento era o que precisava! Aquilo trouxe uma pequena satisfação. Esfregou suas mãos debaixo da água, então se abaixou levemente, encheu suas mãos de água e jogou contra o rosto. Aquele calor iria acabar com todos ainda, era um dia bem quente Só nesses momentos que gostaria de trabalhar debaixo do ar condicionado! Sem pressa lavou seu rosto por algumas vezes, apreciando a baixa temperatura contrastando contra sua pele quente. Ainda sem pressa passou as mãos molhadas no pescoço e antebraços, já que o restante estava coberto pela manga dobrada da camisa. Soltou uma longa respiração e tomou alguns goles de água e jogou uma última vez mais um pouco de água no rosto. Respirou profundamente fechando a torneira, passou a mão úmida pelos cabelos, pegou seu chapéu e foi para o celeiro onde são guardadas rações e provisões para os animais. Pegou uns cinco tipos de ração, mais algumas cenouras e umas maçãs cortadas e se encaminhou para o cercado que ela usava para “dançar” com os cavalos. Ela podia dizer que um dos seus sonhos de criança se realizou, se tornou uma domadora, além de poder trabalhar com cavalos. Na realidade muitos sonhos de criança foram realizados, ela teve pais adotivos maravilhosos, agora tem uma família enorme e fantástica que aumentou com a nascimento de sua mais recente neta. Claro que não foi fácil chegar até aquele momento, passou por muita coisa, mas ela pode se considerar uma mulher realizada e muito feliz Realmente não posso reclamar de nada! O corpo cansado dos últimos acontecimentos não afugentou seus pensamentos, então ela decidiu por “dançar”, pois isso acalmava seus pensamentos e limpava sua mente. Que era o que precisava naquele momento Esvaziar a mente!
Quando chegou ao cercado, avistou o cavalo separado e extremamente inquieto. Nesses últimos tempos havia tido a ideia de abrir espaço para adestrar e domar cavalos para outras pessoas. Sorriu abertamente e viu um cavalo todo malhado Lindo! Era um Appaloosa. A loira estranhou, pois geralmente aquela raça nativo-americana era dócil, porém sempre existia a exceção a regra. Enquanto deixava sua camisa xadrez em cima da cerca de madeira, observava atentamente o cavalo, era macho Hen com certeza iria amar esse cavalo! adentrou no cercado com sua corda em mãos, e parou no centro. Apenas deu um aceno de cabeça e um dos funcionários abriu a porteira, deixando aquela linda criatura sair do pequeno espaço de confinamento. Imediatamente o cavalo saiu em disparada pelo cercado, correndo, galopando e dando alguns pinotes. Emma ali no centro apenas observando todo o comportamento do animal Isso aí, gaste um pouco de energia para podermos começar daqui a instantes!
- Vamos dançar criança... – disse e o deixou dar algumas voltas reconhecendo o lugar. Sem fazer movimentos bruscos, a loira soltou seu cabelo e colocou o chapéu, ainda observando o comportamento do cavalo que ora trotava rapidamente, ora andava, fazia alguns pinotes e alguns chutes para trás. Quando ela percebeu que o cavalo diminuiu o ritmo decidiu que era hora de começar a agir – Vejo que você está tenso... – falou com o cavalo – Não se preocupe, aqui não vamos machucá-lo, eu prometo. – fez uma pausa – Vem... – chamou dando alguns passos na direção do cavalo, preparando seu laço. – Vamos... Sei que você não vai aceitar ser laçado sem uma briga inicial... – dizia com uma mão ainda estendida na direção do cavalo, e a outra segurando seu laço – Vamos... – sussurrou e vagamente começou a girar seu laço. Imediatamente o cavalo acelerou sua passada, continuando sua volta na arena., porém ela não parou de girar seu laço Boa, brigão, gosto assim!
Alheia a sua volta, a loira não havia percebido que no momento em que entrou no cercado, algumas pessoas se aproximaram para vê-la interagir com o cavalo. Não demorou, Ruby chegou acompanhada de sua avó, que havia melhorado do resfriado, apesar de não estar ainda completamente boa. A veterinária havia discutido com a avó sobre sair naquele sol quente, a senhora não queria ficar sentada na varanda quando escutou que ia a sua menina Emma iria dançar e queria vê-la. Ruby derrotada concordou, porém não abriu mão de levar uma cadeira para sua avó se sentar a sombra e observar a dança.
- Hey! – chamou Kathryn ao parar na porta do escritório, vendo Regina concentrada nos papéis a sua frente. Ela estava com trabalho atrasado da fazenda, e tentava colocar em ordem os mais urgentes.
A morena levantou rapidamente seus olhos do papel ao qual estava lendo – Hey Katy. – disse e voltou a sua atenção as letras escritas no papel branco – Ajudo em algo? – questionou dessa vez sem tirar os olhos do documento Lembre para tentar não ficar tanto tempo longe dessa documentação!
- Ah pelo visto não escutou as notícias. – a loira riu. Aquilo fez Regina levantar seus olhos do documento e voltar sua atenção para sua amiga.
- Quais notícias? – perguntou se esquecendo completamente do documento em suas mãos Espero que notícias boas!
Um sorriso travesso surgiu nos lábios da advogada loira – As notícias é que tem uma certa loira exuberante que dançará com um lindo exemplar macho. – brincou.
- Emma dançará? – questionou surpresa – Achei que não tínhamos cavalos ariscos que veio nessa última remessa.
- Sim, ela dançará. – confirmou Kathryn – O dono é de fora da cidade. Vamos apreciar essa dança?
Regina olhou para o papel e começou a batalha interna entre largar tudo e ir ver sua esposa dançando ou colocar aquela documentação em ordem. Porém essa batalha não durou nem dez segundos Quer saber? – Já estão atrasados mesmo, mais algumas horas não fará diferença. – falou para si mesma, fechou a pasta com a documentação, deixando sobre a mesa e se levantou – Só se for agora. – sorriu pegando seu chapéu do gancho perto da porta, encostou a porta e as duas mulheres seguiram na direção do cercado que Emma sempre usava para fazer suas danças.
Emma continuou tentou uma aproximação com o cavalo assim que o viu diminuir sua velocidade, e aproveitou para lançar seu laço, mas ele fora mais rápido e acelerou novamente. Emma sorriu e puxou seu laço e o segurou pronto para uma próxima – Eu também não desisto tão fácil assim. – brincou e continuou acompanhando o cavalo com o olhar. Ela tentou mais umas três vezes o laço sem sucesso. Certo momento a loira sentou-se na terra, apoiada nos braços para trás e as pernas dobradas a frente na altura do peito, e ficou ali olhando para o cavalo que intrigado se aproximou lentamente esticando seu pescoço para cheirar a loira que ficou imóvel vendo o cavalo se aproximar. Assim que ele a cheirou logo se afastou e ela lentamente se levantou e voltou sua tática de aproximação, já que o cavalo naquele momento havia dado abertura para tal Esse será uma boa briga! Aos poucos ela foi se aproximando mais e mais dele, quando finalmente achou o momento certo conseguiu acertar o laço – Eu te disse. – foi se aproximando em definitivo do mesmo, e no momento seguinte subiu em seu lombo sem cela. O animal imediatamente se eriçou e começou os pinotes com as patas traseira e Emma não demorou muito e foi parar no chão de costa.
- Ah essa foi dura. – resmungou respirando fundo – Mas eu sou mais. – se levantou e pegou a corda que estava no chão do laço que estava no pescoço do cavalo – Eu disse que não desisto fácil também. – foi diminuindo a quantidade de corda até se aproximar novamente.
As duas advogadas haviam acabado de chegar exatamente no momento que a loira havia caído no chão – Ui. Essa doeu. – falou Kathryn fazendo uma careta de dor.
- Pode ter certeza que ela irá reclamar a noite. – resmungou Regina levemente preocupada, mas se desfez assim que viu sua esposa se levantando e continuando sua dança Quanto tempo que não vejo minha loira dançar!
Kathryn sorriu de lado – E tenho certeza de que você não negará uma massagem. – brincou dando uma leve cotovelada no braço da amiga. Aquilo fez Regina rir apenas – Ali Ruby e Bah. – apontou a loira.
- Vamos nos juntar a elas. – falou Regina enquanto caminhavam na direção das duas – Está melhor Bah? – perguntou a morena ao se aproximar Bom vê-la fora da cama!
- Melhorando minha menina. – a senhora sorriu para a advogada – E sei que vão falar que não deveria estar aqui, mas eu queria ver a menina Emma. – virou seu rosto para o centro do cercado.
- Nem abrimos a boca. – falou a advogada loira.
- Mas sei que iam comentar algo. – brincou a senhora – Mas agora vamos ver a mágica da menina Emma, porque esse cavalo parece duro na queda. Sem trocadilhos. – brincou.
- Concordo com Eugenia. – disse Cora ao se juntar a elas – Vamos apreciar a mágica da minha nora preferida.
- Não tinha como não ser diferente, já que sou filha única. – brincou Regina rindo, mas sabendo que sua mãe considerava Kathryn como sua filha também.
A morena apenas sorriu – Poderia ser diferente. – brincou.
- Com todo aquele charme? Acho difícil, seria apenas questão de tempo para ela me encantar como encanta os cavalos. – completou e assim tirou risadas das quatro mulheres e imediatamente o silêncio pairou enquanto viam Emma fazendo sua mágica. Imediatamente fizeram careta ao verem Emma ir ao chão mais uma vez.
A loira havia conseguido subir novamente e não durou oito segundos e estava no chão novamente – Essa com certeza vai doer a noite. – se levantou, pegou seu chapéu que estava longe, bateu para tirar a terra e voltou a sua atenção ao cavalo – Você gosta disso né? – riu – Eu também. Estou pronta para outro round. – brincou e pegou a corda do laço que ainda estava no pescoço do animal, e apenas agitou e soltou. Aquilo foi o suficiente para o cavalo acelerar e ficar rodando perto da cerca por algumas voltas.
Emma ficou ali apenas acompanhando o cavalo em sua correria em círculos até ele finamente começar a mostrar sinais de cansaço e ir diminuindo sua velocidade até finalmente parar, porém longe da loira – Muito bem, vamos mudar a tática. – pegou uns pedaços de maçãs e cenoura, foi lentamente com a mão estendida para o cavalo, como uma oferta de paz. O cavalo a olhou cheio de suspeita, demonstrando isso dando pequenos passos para trás, assim que ela tentava se aproximar, ele se afastava – Hey! É comida, e sei que você gosta. – balançou vagarosamente a mão a sua frente – Vem! Acho que está com fome. – parou no lugar – Vou ficar aqui. – manteve sua mão estendida na direção do cavalo. O animal olhou fundo naquele par de olhos verdes, lentamente se aproximou e cheirou a mão estendida com a comida – Pode comer. – o cavalo pegou o pedaço de cenoura e saiu de perto – Muito bom, criança. – sorriu ao ver o cavalo começar a dar voltas novamente, mas numa velocidade lenta – Gostou da cenoura, não? Quer mais? – ofereceu mais estendendo sua mão. O cavalo demorou um pouco, mas logo se aproximou e pegou a metade da maçã – Muito bom.
Assim que se viu livre dos pedaços de cenoura e maçã, a loira foi em busca da corda que estava no pescoço do animal ainda. Assim que segurou, manteve firme o agarre quando o cavalo tentou se soltar, porém andando em círculos menores agora. O cavalo voltou a se afastar e começou a caminhar em círculos enquanto a loira segurava a corda, e ia girando em seus calcanhares conforme o animal ia andando – Será que podemos tentar novamente? – questionou, enquanto foi diminuindo o comprimento da corda. Aproximou-se mais uma vez e tentou subir no cavalo, jogando todo seu corpo para cima do animal que por incrível que pareça dessa vez deixou, quando Emma finalmente se endireitou, o cavalo deu um pinote com as patas dianteiras, mas a loira já prevendo que ele faria isso, segurou na corda no pescoço do animal, assim a impedindo de cair. Porém o pinote com as patas traseiras que veio logo em seguida a derrubou – Ah qual é? – murmurou descontente – Mas como disse, não desisto facilmente. – pegou a corda e deixou o cavalo andando em círculos e aos pouco foi encurtando a corda novamente, mas não tentou subir, parou juntamente ao seu lado – Agora vamos caminhar um pouco. – disse caminhando ao lado do cavalo enquanto davam voltas pelo cercado. Depois de algumas voltas a loira percebeu que o animal já não estava mais tão desconfiado – Vamos tentar novamente. – comentou e subiu novamente. O animal ficou inquieto com ela em seu lombo, começou a dar uns pequenos pinotes, deu alguns passos para trás, em uma última tentativa de tirá-la de cima de si – Hey! Calma... – ela disse tentando acalmar o animal, enquanto puxava levemente a corda do cabresto. Ele não iria ceder tão facilmente, e Emma também não, o animal dava pequenos pinotes tanto para frente quanto para trás. A loira se segurou fortemente e deixou o animal liberar toda braveza, até que ele ao longo dos segundos foi se cansando e começou a diminuir o ritmo até que finalmente parou – Agora sim. — Emma sorriu, pois agora conseguiria um maior controle sobre o animal – Vamos andar. – deu comando para andarem, a loira deu algumas voltas pelo cercado – Muito bom. – murmurou passando a mão pelo pescoço do mesmo – Acho que vamos fazer uma bela amizade com o tempo. – disse com eles ainda dando voltas pelo cercado. Assim que achou que haviam andado o suficiente, ela conduziu até o centro do cercado e então desceu, mas continuou segurando a corda.
Ela passou a mão pela extensão do nariz – Você é um lindo cavalo. – disse encostando sua testa no nariz do animal e ficaram assim por alguns segundos, então andou para o lado do cavalo e o montou novamente. – Muito bem garoto! – segurou a corda, deu um comando para direita e sem machucar o animal, puxou para o lado direito, ele meio relutou no início, mas acabou cedendo e deram alguns passos a frente, então ela puxou a corda para a esquerda e o cavalo obedeceu já sem relutância, dando alguns passos a frente. A loira colocou a mão no bolso e logo em seguida estendeu a mão com um pouco de ração para o animal que comeu feliz alguns grãos. Foi assim até ele entender os comandos por cima – Você aprende rápido. – desceu e caminhou puxando o cavalo pela corda até seu pequeno saco com ração e pegou mais um punhado.
Sem movimentos bruscos, fez um pequeno laço e passou pelo nariz do cavalo – Vamos criança. Ajoelhe-se a frente. – ela disse puxando a corda para baixo, e o cavalo acabou obedecendo – Muito bem! – deu mais ração para o animal – Agora um pinote. – puxou a corda para cima e o cavalo obedeceu – Excelente. – deu mais um pouco de ração para o animal. Parou ao lado do animal e foi o empurrando para o lado dando passos laterais, e depois voltou do mesmo jeito para o outro lado, deu mais ração para o cavalo. Soltou a corda, tirando o laço do focinho, assim como do pescoço do cavalo e o deixou livre para fazer o que quisesse dentro do cercado – Você foi muito bem hoje. Por isso merece um descanso, e por hoje encerramos. – ao se ver livre das amarras, o cavalo, feliz, saiu dando pinotes com as patas dianteiras, e depois com as traseiras, até parar completamente quando percebeu que a loira não dava atenção a ele. Emma se virou de costas para o animal, e deu sinal para os funcionários ficarem de olho enquanto ela caminhou na direção do dono do cavalo.
- Senhor... – estendeu a mão para o homem.
- Alford. Gerald Alford. – se apresentou e apertou a mão estendida. Era um senhor de meia idade já, de aparência bem cuidada.
- Emma Swan-Mills. – se apresentou.
- Imaginei que fosse. – sorriu educadamente – Confesso que o que dizem sobre suas habilidades em domar cavalos não condiz com o que eu vi aqui. Vê-la pessoalmente eu não tenho palavras para descrever o que acabei de ver de tão fantástico. Muito obrigado por essa demonstração de beleza.
A loira sorriu um pouco sem graça, pois não estava acostumada a elogios quanto a suas habilidades – Fico feliz que tenha gostado do que viu, senhor Alford.
- Bom, o que pode me dizer do meu cavalo? – quis saber o vendo trotando feliz pelo cercado.
Antes que a loira pudesse responder escutou seu nome – Emma? – olhou e viu sua esposa vindo em sua direção, abriu um sorriso imenso.
Gerald sorriu – Conheço esse tipo de sorriso apaixonado. – brincou.
Emma olhou para o homem – E você tem toda razão, senhor Alford, apresento minha esposa Regina. – apresentou assim que a morena se aproximou – A dona desse sorriso apaixonado.
- Gerald Alford. – estendeu a mão para a advogada que aceitou o aperto.
- Você tem um belíssimo cavalo, senhor Alford. – comentou Regina, e recebeu apenas um sorriso de satisfação – Você está bem? – olhou para sua esposa Porque foram alguns tombos doloridos!
- Sim. – respondeu a loira Não está tão ruim no momento, quero só ver a noite! – Regina, você acompanha o senhor Alford até o escritório, por favor? – pediu e olhou para o homem – O que acha de conversarmos debaixo do ar condicionado? Aqui fora esta muito quente e responderei a todas as suas perguntas e dúvidas.
- Só se tiver uma dose de uísque. – brincou, mas tinha um fundo de verdade.
- Pode apostar que tem, acompanhe minha esposa, enquanto vou me limpar e já encontro vocês. – pediu Emma andando até o bebedor que havia usado, assim que recebeu um aceno das outras duas pessoas. Falou para o funcionário levar o cavalo para dentro do estábulo e tratar dele.
- Por aqui, senhor Alford. – disse Regina indicando o caminho de volta para o escritório. O homem assentiu e os dois conversando amenidades caminharam até o escritório.
- Cheguei. – anunciou Emma ao entrar no escritório e fechar a porta atrás de si – Aqui está maravilhoso. – disse ao sentir o clima agradável dentro da sala, e foi se servir com um pouco de água gelada – Está bom o uísque? – perguntou, assim que se sentou na cadeira ao lado do homem, enquanto Regina estava em seu lugar atrás da mesa Só nesses dias de muito calor tenho inveja do ar condicionado da minha morena!
- Maravilhoso, muito obrigado. – agradeceu e tomou um gole generoso – Então, o que acha do Poseidon? – queria saber.
A loira sorriu depois de tomar mais um gole de sua água gelada – Gostei do nome, realmente uma força da natureza. – soltou um suspiro Combina bem! – É um cavalo bem esperto, aprende rápido, mas muito arisco.
- Mas você conseguiu montá-lo. – retrucou.
- Minhas costas que o digam o quanto ele é arisco. – comentou Emma rindo – Mas creio que não depende de mim e sim de você. O que você realmente quer com seu cavalo?
- Que ele fique mais dócil, óbvio e que obedeça aos comandos e seja montável. – respondeu Gerald terminando seu uísque – Gostaria de montá-lo em passeios por minha fazenda.
Emma deu mais um gole em sua água Coisas bem simples! – Isso eu posso fazer, porém vai levar um pouco de tempo, e tem que ser do meu jeito...
- Como assim? – interrompeu surpreso – O que você quer dizer do seu jeito?
- Calma, não vou machucá-lo eu lhe asseguro. Aqui tratamos os cavalos com o que temos de melhor. – acalmou o homem – Quando digo do meu jeito é que preciso que ele fique aqui na fazenda nesse tempo para que eu possa trabalhar melhor com ele, do que ficar agendando dias e horários com você. Evitar todo o traslado e assim deixa-lo mais irritado ou estressado para as sessões. – fez uma pausa, se levantou e pegou mais água e ofereceu mais uma dose de uísque que foi aceita – E posso te garantir que aqui ele será muito bem tratado que é capaz dele não querer mais ir embora. – brincou entregando o copo com a bebida para Gerald Afinal damos o que temos de melhor para nossos cavalos!
- Obrigado. – agradeceu pegando o copo e já tomando um gole – Isso tudo sairá muito caro?
- O preço justo. Nem um centavo a mais ou a menos. Mas valerá cada centavo. – falou Emma indo até um dos armários e pegou uma planilha pré-montada – Aqui tem um pré-valor por um mês. Isso inclui estadia, alimentação, supervisão e atendimento médico, caso precise. E já adianto, caso aceite esse orçamento, faremos uma avaliação médica... Eu sei que ele está sadio... – se adiantou vendo que Gerald iria protestar falando que o cavalo não estava doente – É apenas protocolo, eu preciso saber o quão sadio ele está. E ao final você terá um cavalo dócil e montável como quer.
- Tudo bem. – disse por fim entendendo o porquê da avaliação.
- Além de tudo que está nessa planilha, ainda manterei contato frequentemente com relatórios sobre a evolução de Poseidon, além é claro, você tem passe livre para vir quando quiser e ver seu cavalo. – completou Emma Porque não temos nada a esconder ou proibir!
Gerald olhou novamente a planilha com os preços enquanto tomava mais um gole de seu uísque – É, vocês não brincam em serviço.
Regina abriu um sorriso – Por isso somos o melhor serviço desse tipo no país. – se juntou a conversa pela primeira vez – E você quer o melhor para seu cavalo, senão, não estaria aqui nesse momento.
- Fora que esse não é o nosso negócio principal, então não oferecemos muitas vagas. Pois tenho toda uma fazenda para cuidar. – comentou a loira Ainda bem que pensei sobre esse tipo de serviço, afinal ultimamente não tenho comprado cavalos ariscos! – Quer uns dias para pensar melhor? Não tenho problema com isso.
Antes que Gerald pudesse responder algo, o telefone do escritório tocou – Regina? – a advogada respondeu – Só um segundo. – passou o telefone para Emma – David. – respondeu passando o telefone para sua esposa Pela voz é problema!
- Só um segundo, senhor Alford. – pegou o telefone – Fala David. – respondeu atendendo – Agora? – olhou para o relógio na parede – Entendi... Não! Me dá mais uns minutos que daqui a pouco estou subindo aí para resolver essa situação. – colocou o fone de volta no lugar, então se virou para o homem Problemas! – Senhor Alford, infelizmente preciso resolver um problema que acabou de surgir, mas fique a vontade se quiser alguns dias para pensar...
- Não preciso. – disse interrompendo a loira – Eu aceito suas condições e seu valor.
Emma sorriu e estendeu a mão para o homem, que imediatamente aceitou Gosto assim! Decidido! – Negócio fechado?
- Negócio fechado. – confirmou Gerald selando o acordo.
- Garanto que você não se arrependerá de deixar seu cavalo conosco. – sorriu educadamente – Bom, então nesse momento deixo você com Regina, que é a responsável pelo contrato, e ela te explicará todas as suas dúvidas. – se levantou – Satisfação em fazer negócio com você, mas realmente eu preciso ir. – olhou para sua esposa – Estou no telefone da equipe ou no celular. – Regina assentiu enquanto Emma saiu – Ah, já vou pedir para alguém acomodar Poseidon em uma baia e começaremos todo o tratamento. – saiu fechando a porta atrás de si.
- Vocês realmente não brincam em serviço. – disse Gerald por fim satisfeito em conseguir contratar a melhor domadora.
A advogada sorriu Não brincamos mesmo! – Vou redigir um contrato e anexar a planilha, o senhor lê e vê se está tudo certo, tiro qualquer dúvida que tiver. – falou Regina procurando no computador a sua frente pelo documento em específico – E se estiver tudo de acordo, é só assinar.
- Tudo bem. – concordou Gerald – Posso me servir de mais uma dose? – questionou mostrando seu copo vazio. Regina sorriu e indicou que ele se servisse.
-SQ-
Lucy estava caminhando tranquilamente pela rua, o sol estava ameno naquele meio de manhã, uma vez que no dia anterior havia chovido considerável, tanto que ainda havia alguns pontos bem molhados na rua. Estava a dois quarteirões de distância do restaurante em que trabalhava quando escutou seu celular tocar. Fazia dois dias que havia voltado para o velho continente e ainda faltava um dia para o prazo dado pelo restaurante terminar e ela já não tinha tanta confiança de que seria chamada para trabalhar lá.
- Alô? – atendeu não identificando o número.
- Falo com a senhorita Lucy Swan-Mills? – veio a voz.
Lucy parou na esquina – É ela. Quem fala? – quis saber.
- Senhorita Swan-Mills, aqui é o Gilbert Ray... – aquilo fez Lucy paralisar no lugar – Você se inscreveu para a nossa vaga aqui no restaurante, lembra?
- Sim, claro que lembro. – respondeu e procurou por um lugar mais calmo para poder conversar sem muito problema.
- Te atrapalho? – quis saber.
- Não, é que estou na rua indo para o trabalho. – respondeu e ao fundo veio uma buzinada.
- Então não vou tomar muito seu tempo, estou ligando para dizer que você foi selecionada para a vaga de sous chef e gostaria de saber se você ainda tem interesse na vaga? – perguntou.
- Sim, claro que tenho interesse na vaga. – Lucy respondeu rapidamente.
Um pequeno silêncio – Bom, sei que você mora em Paris... – Gilbert continuou – Senhorita Swan-Mills, quanto tempo acha que consegue começar a trabalhar conosco?
- Uma semana. – respondeu fazendo por cima uma conta mentalmente em sua cabeça, e rezando para que esse tempo fosse aceito pelo proprietário do restaurante.
- Então nos vemos em uma semana, senhorita Swan-Mills. – disse e podia ser percebido um tom feliz em sua voz – Fico feliz em tê-la trabalhando conosco.
- Eu agradeço imensamente pela oportunidade e nos vemos em uma semana sem falta, senhor Ray. – se despediram, e assim que a ligação encerrou a mulher começou a pular feliz por ter conseguido a vaga de emprego. Imediatamente procurou pelo nome de suas mães e segundos antes de ligar viu o horário e sabia que ainda era madrugada na fazenda, então arregalou os olhos ao perceber que o próprio dono do restaurante havia ligado para ela, e durante a madrugada. Resolveu continuar seu caminho até o restaurante, e assim que eles fechassem depois do almoço iria ligar para suas mães e contar a novidade.
- Bom, vou precisar falar com meu chefe e dizer que hoje é o último dia que trabalho para ele. – pegou o celular novamente e procurou pelo contato do dono do apartamento em que morava, e escreveu uma mensagem que voltaria para casa de suas mães, e entregaria o apartamento em no máximo três dias – Ai estou tão feliz em poder voltar para perto de casa. – seu sorriso era imenso – Quero só ver a cara dos gêmeos quando souberem que estarei mais perto deles novamente. Mas vou deixar para fazer surpresa para todos. – ia caminhando e falando sozinha e já fazendo uma lista do que precisaria fazer para poder ir embora da cidade Luz. Por mais que amasse Paris, a cada ano longe de sua família só aumentava a saudade que estava sentindo deles – Como será bom voltar para casa.
-SQ-
A pick-up vermelha estacionou na vaga dentro do estacionamento do shopping. A loira desligou o veículo e foi a última a descer. Já que Regina, Lana e Jennifer mal esperaram o veículo parar para descerem. Sem opções, desceu e respirou fundo.
- Estamos aqui de volta. – comentou Emma olhando para a grande estrutura a sua frente Por meu chapéu, voltei aqui!
Regina abriu um sorriso envolvendo o braço de sua esposa com os seus Se você ser uma boa menina, prometo te compensar! – Ah minha loira, será divertido.
Os olhos verdes olharam para os castanhos – Acho que nesse momento nossos conceitos de diversão são muito diferentes. – enquanto caminhavam logo atrás das gêmeas Mas só de ver a alegria das gêmeas, encaro essa tortura!
- Vamos logo mamães. – falou Jennifer empolgada tanto quanto sua irmã.
- Não acredito que vamos fazer compras. – Lana estava animadíssima.
Emma soltou mais uma longa respiração – Nem eu acredito também. – murmurou Mas o dia será longo!
- Ah Emma para de ser mau-humorenta. – brincou sua esposa – Olha a alegria das gêmeas.
A loira abriu um sorriso É por isso que estou indo nesse rolê como as gêmeas disseram! – Tudo bem. Faço isso pela felicidade das pestinhas. Mas os monstrinhos tinham que estar aqui também. Não é justo eles terem ido com o Tom para o treino.
- Obrigada. – Regina agradeceu ainda sorrindo para sua esposa.
- As compras. – as gêmeas falaram ao mesmo tempo, uma olhando para a outra, as mãos erguidas e os dedos mexendo para cima e pra baixo, assim que entraram no shopping.
- Eu tenho medo disso. – comentou Emma para Regina Muito medo! – E tenho dó do meu cartão de crédito.
- Ainda bem que eu não trouxe o meu cartão. – falou a advogada, piscando para sua esposa, que a olhava surpresa Brincadeira, trouxe sim!
Um suspiro resignado saiu enquanto Emma tomava uma postura “pronta para a batalha” – Tudo bem, já que não se pode ir contra elas, junte-se a elas. – murmurou e aceitou seu destino ao ver o lugar bem cheio Só peço paciência para passar pelo dia!
- Vamos ou não? – questionou Lana vendo suas mães paradas no lugar.
- Temos que esperar a Jú e a Meggie. – respondeu Regina olhando para seu relógio – Elas já devem estar chegando.
- Desculpem o atraso. – disse Júlia acompanhada por Meggie – O trânsito do outro lado da cidade está um caos.
- Sem problema, acabamos de chegar também. – disse Regina olhando para o casal.
- Oba! Agora podemos começar? – questionou Lana afoita para começar o passeio que lhe fora prometido algumas semanas atrás.
- Vamos dona ansiedade. – Júlia riu, enlaçou um braço de uma irmã, e enlaçou um braço da outra irmã, ficando entre as duas.
- Vem mamãe. – Jennifer laçou o braço de sua mãe morena e assim as quatro começaram a caminhada.
Meghan se aproximou de Emma – Posso torcer para que elas nos tenham esquecido? – brincou.
- Vocês duas, também venham. – chamou Regina olhando para as duas mulheres Não esquecemos de vocês!
- E nossas esperanças foram despedaçadas. – falou Emma indo pegar um carrinho Melhor garantir! – Acho melhor você pegar um também, Meggie.
- É impressão minha ou estes carrinhos estão maiores? – questionou a veterinária ao pegar um carrinho.
- Pelo lado bom, não precisaremos fazer várias viagens até os veículos para descarregar...
- Mas o lado ruim é que quanto maior o carrinho, mais coisas elas vão comprar. – suspirou derrotada – Mais tempo passaremos aqui dentro.
- Exato! – concordou Emma enquanto elas se juntaram as quatro mulheres a frente Se não pode contra, junte-se a elas!
- Vamos começar nossa diversão! – Júlia disse travessamente e as quatro mulheres começaram a andar pelo corredor no piso térreo, com as outras duas e os carrinhos logo atrás. O quarteto empolgado com as compras ia caminhando sem pressa a frente, conversando e olhando as lojas até que uma em específico chamou a atenção de uma delas.
- Vamos entrar nessa! – falou Lana empolgada – Adorei as roupas da vitrine. Deve ter mais coisas legais lá dentro.
- Adorei aquele vestido. – falou Júlia empolgada.
- E aquele sapato? – comentou Regina maravilhada com os modelos Um mais bonito que outro!
- Como se Regina precisasse de mais sapatos. – murmurou a loira para a veterinária Já que na fazenda ela usa bota na maioria do tempo!
- Jú mal usa vestido. – Meghan comentou – Que os jogos comecem, e que a sorte nos sorria em algum momento. – brincou sendo a primeira a entrar na loja depois das quatro primeiras mulheres.
- Sim, porque tudo indica que hoje o dia será longo. – Emma entrou logo em seguida Vou procurar um lugar para sentar e esperar!
Nem meio minuto depois e munidas de várias peças que haviam gostado as quatro mulheres foram para o provador. Emma e Meghan se sentaram para esperar.
- Vocês precisam de ajuda? Querem ver alguma coisa? – perguntou uma atendente ao se aproximar das duas mulheres sentadas.
- Apenas estamos esperando por elas. – Emma apontou para os provadores Esse tipo de loja não faz meu estilo! Para logo em seguida tirar seu celular do bolso.
- Estou bem, obrigada. – respondeu Meghan puxando seu celular para jogar o seu joguinho enquanto espera E pelo visto também não faz o estilo de Meghan!
A atendente apenas assentiu com a cabeça – Tudo bem, mas se mudarem de ideia é só me chamar. – disse e recebeu apenas acenos de cabeça, e as atenções rapidamente voltaram para os celulares.
A espera parecia interminável ali sentadas, depois de alguma movimentação entre trocador e araras de roupas, as duas mulheres começaram a escutar – Fiquei linda nessa roupa! Você arrasou nesse vestido! É um charme esses sapatos! Quero uma blusa igual! Esse conjunto é divino! Será que tem na cor mais claro esse macacão?! – de certo modo era até divertido ver aquilo, e o celular fora esquecido por algum momento.
- Acho que elas estão se divertindo bastante. – disse Meghan rindo, escutando a conversa.
Emma sorriu – Pode ter certeza que sim... – então franziu o cenho – Essa é apenas a primeira loja do dia. – comentou e aquilo fez elas suspirarem em derrota Ah Emma, relaxe, já que não se tem remédio, remedia está e quanto mais pensar nisso, mais vai demorar para passar! Apenas aceite!
Muitos minutos depois as quatro mulheres saíram com as roupas já separadas que iriam levar e estavam esperando as atendentes pegar o que haviam pedido a mais.
Emma se levantou e se encaminhou na direção do caixa quando viu que haviam encerrado as compras ali – Aqui. – entregou o cartão de crédito para pagar tudo.
- Não mãe, a minha parte eu vou pagar. – disse Júlia ao se aproximar de sua mãe loira.
Um sorriso surgiu nos lábios da loira Quero fazer um agrado! – Não se preocupe, fica como presente essa compra. – piscou para a filha – Mas a próxima você paga.
- Obrigada mamãe. – agradeceu Júlia – Pode deixar que a próxima será por minha conta.
Quase uma hora depois finalmente elas saíram da loja. Nos carrinhos algumas muitas sacolas.
- Para onde agora? – quis saber Meghan olhando as quatro sacolas em seu carrinho.
- Vamos continuar andando até acharmos alguma loja que nos chame a atenção novamente. – respondeu Júlia e piscou sapecamente para sua esposa.
Nas três horas seguintes, foi um entra e sai de lojas, mas sempre com pelo menos uma sacola no carrinho. Emma e Meghan acabaram achando uma loja mais ao estilo delas, e entraram na festa do “prova, troca e compra”. Regina sorriu quando viu sua esposa com duas sacolas em mãos.
- Assim que eu gosto. – brincou com sua esposa – Comprando. Adoro.
- Como diz o ditado “Água mole em pedra dura...” – brincou Emma colocando suas sacolas no carrinho – Mas não se acostume, só comprei porque precisava mesmo. Diferente de vocês... – apontou para as sacolas no carrinho.
Imediatamente Regina colocou as mãos sobre seu peito e fazendo cara de horrorizada Calúnia! Difamação! – Quem disse que não precisamos de tudo isso?
Uma gargalhada saiu dos lábios de Emma – Tudo bem, vou fingir que acredito que vocês precisam de tudo isso. – deu um beijo na bochecha de sua esposa – Vamos continuar?
- Vamos continuar? Temos mais lojas para ver. – chamou Jennifer ao lado Lana, enquanto caminhavam olhando as lojas.
Acharam uma loja de todos os tipos de acessórios e ornamentos – Precisamos entrar nessa loja. – disse Lana com os olhos brilhando de emoção – Aposto que aqui podemos encontrar muitas combinações para tudo que compramos.
- Adorei a ideia. – concordou Júlia já se encaminhando para a entrada da loja.
- Podemos sentar nesse banco? – pediu Emma a sua esposa Não nos faça entrar, por favor!
Regina sorriu entendo o lado de sua esposa Vou dar uma folga, merecem! – Só não fujam. – piscou travessamente.
- Ai que ultraje. – brincou Emma já se sentando, e Meghan a acompanhou prontamente.
- Você não vem? – perguntou a cardiologista assim que parou a porta e procurou por sua esposa.
Regina que era a última, passou e levou consigo a filha – Elas vão ficar sentadinhas e comportada ali, esperando por nós. – disse quando entraram na loja por completo.
- Elas não vêm? – quis saber Lana ao parar ao lado de sua mãe, com dois cintos e uma echarpe em mãos, vendo sua outra mãe e cunhada sentadas no banco no meio do corredor.
- Estão fugindo de nós. – brincou a advogada, e acabou rindo junto com sua filha – Elas estão precisando de um descanso das compras.
- Mas mal começamos. – Jennifer apareceu com dois óculos escuros em mãos, sem perceber o tempo que já havia passado.
- Isso é para elas não estressarem antes da hora, pois essa coisa de ficar indo de loja em loja não é muito o estilo delas, mas fazem isso por nós. – Júlia explicou sorrindo e entendendo o porquê de sua mãe ter deixado sua outra mãe sentada no banco fora da loja – Vou quero ver aqueles colares maravilhosos. – piscou para sua mãe e foi na direção dos colares. Regina apenas sorriu, balançou a cabeça de um lado a outro e foi escolher alguns brincos que lhe chamaram a atenção.
- Vamos continuar? – perguntou Júlia ao se aproximar das duas mulheres sentadas, e colocando duas pequenas sacolas no carrinho com suas coisas, depois de quase uma hora ali dentro da loja.
- Para onde vamos agora? – Jennifer quis saber ainda animada em fazer mais compras, já Lana já havia comprado o que queria, agora estava mais pelo passeio até sua atenção ser chamada novamente.
Antes que pudessem dizer algo, um ronco alto foi ouvido – Acho que está na hora de alimentarmos o monstro que mora no buraco negro que minha esposa chama de estômago. – brincou Regina sorrindo para sua loira Aliás, está na hora de fazermos uma pausa mesmo! Também estou com fome!
- Sim, me alimentem e assim não ficarei tão mau-humorenta no restante das compras. – brincou Emma sorrindo brincalhona.
- Sim! Comida! Por favor. – falou Meghan, que por fim todas caíram na risada enquanto caminhavam na direção da praça de alimentação.
-SQ-
Depois de comerem, o grupo resolveu continuar o tour pelas lojas. Entraram e saíram de mais algumas, e claro, sempre com pelo menos uma sacola em mãos. Estavam caminhando tranquilamente pelos corredores do shopping quando Emma sorriu de lado assim que avistou uma loja familiar – Aqui morena. Vamos entrar! – disse parando na porta da loja.
- Sério, mãe? – Lana perguntou surpresa.
- Não estou acreditando que dona Emma está louca para comprar calcinhas. – brincou Jennifer rindo, mas gostando da ideia de novas calcinhas.
- Sim, estamos precisando. – falou Júlia passando por sua esposa, mas não antes de enlaçar o braço da mesma e entrando na loja sem esperar pelo restante – Vamos que quero comprar peças novas.
- Mãe? – perguntou Lana ao lado de sua mãe morena.
Emma sorriu de lado travessamente Agora vou me divertir! – Olha, ultimamente ando uma menina muito comportada, mesmo não tendo rasgado muitas peças, sempre é bom ter um pequeno estoque.
- Aahh mãe! – Lana colocou as duas mãos em seus ouvidos – Eu não preciso escutar isso.
A loira fez cara de desentendida O que eu disse? – O que tem demais em saber que usamos calcinhas? – brincou.
- Não é isso. – falou Jennifer que havia virado o rosto também não querendo saber daquele tipo de conversa – Só não precisamos saber de certas conversas íntimas.
- Mas nós precisamos. – falou Regina olhando para as filhas Não podemos ficar sem ter essas conversas! – E logo teremos mais uma conversa desse tipo.
Jennifer arrumou o cabelo loiro – Nós estamos comportadas, quem precisa escutar essa conversa são os monstrinhos, eles estão a ponto de explodir de tanta testosterona.
Emma soltou um suspiro Percebi! – E vamos conversar com eles também. Afinal, vejam Hen, mesmo com todas as conversas, ele acabou sendo pai quase no final da universidade. Não quero vocês com filhos antes dos trinta anos. – terminou séria.
- Entendido! – as duas adolescentes brincaram e bateram continência para suas mães.
- Então vamos entrar, pois estou precisando de umas calcinhas novas. – disse Jennifer sorrindo abertamente puxando sua irmã para dentro da loja também, e encerrando aquele assunto momentaneamente. Suas mães foram as últimas a entrar, e quando perceberam estavam sozinhas, pois Júlia e Meghan estavam de um lado da loja, as gêmeas do outro lado e elas foram numa direção completamente diferente também.
- Finalmente alguém resolveu cumprir a promessa. – brincou Regina soltando uma risada gostosa Fazia tempo que não me divertia assim!
Emma sorriu de lado olhando algumas peças – Ah morena, desde quando deixei de cumprir uma promessa? Como disse ando muito certinha ultimamente. – piscou para sua esposa Preciso voltar a ser travessa! – E não estou devendo tantas calcinhas assim. Já foi pior a sua “coleção”. – piscou ais uma vez, erguendo um conjunto de calcinha e sutiã que era a cara de sua esposa – Tenho a leve impressão que você irá gostar desse conjunto.
Os olhos de brilharam diante do conjunto – Que lindo! – pegou o conjunto para analisar melhor Ela continua sabendo do que gosto! – Depois de tantos anos de casadas, e você nunca me comprou uma mísera peça da marca da Victoria Secrets. Acho que essa é a única promessa que você nunca cumpriu. – brincou olhando para sua esposa fingindo tristeza.
A loira imediatamente se entristeceu – Você tem razão morena, essa eu só prometo e nunca cumpro a promessa. – soltou um suspiro Droga Emma, agora você deixou sua morena triste!
Regina se sentiu culpada pela brincadeira que fez Olha o que você fez Regina, anda logo e muda a situação, pois ela estava feliz até segundos antes! – Hey minha loira. – se aproximou e a envolveu com seus braços pela cintura Vamos arrumar a minha bagunça! – Eu estava apenas brincando. – disse olhando para os olhos verdes de sua esposa – Eu não quero nada da Victoria Secrets, sou muito feliz com as peças dessa loja, assim como da lojinha da esquina lá de Storybrooke. – completou, então abriu um sorriso – E lembro muito bem, que alguém muito especial me disse que seria um desperdício de dinheiro, uma vez que em algum momento ela seria reduzida a pequenos pedaço de pano no chão. – depositou um beijo na bochecha de sua loira Acho que consegui contornar a situação!
- Tudo bem, estou convencida momentaneamente, afinal essa pessoa sábia realmente tem um ponto muito importante a ser considerado. – sorriu abertamente – Pode escolher o que e o quanto quiser, enquanto eu escolho alguns modelos especiais. – piscou para sua esposa, que não se aguentou e deu uma risada Sim, situação contornada com sucesso!
- Não vou comentar sobre isso, pois sei que você tem bom gosto. – disse piscando travessamente para sua esposa, então começou a olhar todas as variedades de modelos e cores para começar a escolher Já que tenho permissão, não me farei de rogada! – Mas o melhor é que você que irá pagar. – piscou brincalhona para sua Emma, que apenas sorriu.
Emma sorriu arteiramente – Só não me leve a falência morena, pois tenho quatro filhos para criar ainda. – piscou e caminhou na direção de algumas peças que lhe chamou a atenção.
Um divertido sorriso surgiu nos lábios de Regina – Não me culpe depois, você deu o sinal verde. – respondeu brincalhona, então perguntou algo a uma atendente que estava próxima. A mesma apenas sorriu e encaminhou Regina para a parte da loja a qual havia solicitado.
Aquela interação entre as duas mulheres chamaram a atenção de suas filhas – Olha Jen, que lindas. – falou Lana maravilhada com suas mães.
- O amor delas é lindo. – concordou a morena até se esquecendo da peça que estava olhando.
- Será que um dia nós encontraremos um amor assim também? – questionou Jennifer sonhadora.
Lana sorriu para sua irmã, que sempre fora mais romântica que ela – Eu acho que vamos sim. Olhe ali. – apontou para a Júlia e Meghan que conversavam e riam – O amor delas também é lindo, assim como do Hen e da Violet, Tom e Amanda. Assim como das nossas tias e avós. – sorriu para sua irmã mais velha – Nossa família tem o dom de encontrar os mais lindos amores.
Jennifer sorriu abertamente – Sabe que você as vezes tem razão. – brincou.
A morena mais nova da família não levou como uma ofensa – Eu sei, as vezes os mais novos sabem alguma coisa também. – piscou brincalhona – Essa cor não combina com você. – brincou com sua irmã e voltou a olhar para a peça em suas mãos.
- O que será que dona Regina aprontou para estar se desculpando? – murmurou Júlia vendo a interação de suas duas mães.
Aquilo chamou a atenção de Meghan – O que? Tia Regina fez algo errado? Impossível isso. – brincou – É a mesma coisa que dona Júlia fazer algo errado. – continuou a brincadeira.
A cardiologista deu um leve tampa no braço de sua esposa – Ai que coisa feia falar isso da sua mega adorável esposa. – brincou – Gosto muito de ver a interação delas.
Meghan sorriu para suas tias/sogras – Sim, é bem parecida com a interação das minhas mães. E eu acho tão legal essa amizade delas. Tanto entre elas, quanto com as nossas outras tias. Sei que agora depois de muitos anos, com filhos para cuidar elas se distanciaram, mas sempre que podem estão conversando se reunindo. – fez uma pausa – Quero fazer amizades assim. Amizades para a vida.
- Nossas mães merecem, elas passaram momentos bem difíceis. Sem contar que são de uma geração que lutava pela amizade, agora parece tudo tão superficial. – comentou Júlia lembrando de alguns casos que presenciou no hospital – Mas acho que nós vamos encontrar nossas amizades para a vida. – sorriu.
- Também acho isso. – sorriu e voltaram a olhar as peças.
Emma ia andando entre as araras de peças, olhando modelo e tamanho Falida por uma peça, falida por várias! – Essas... – pegou duas peças de cores diferentes – Essa também. – pegou outro tipo de peça – Minha morena ficará linda nesse aqui. – pegou duas peças de cores diferentes, continuou andando e olhando para a variedade pegando mais algumas peças – Acho que no momento está bom.
- Vou levar essas duas... – disse Regina separando dois conjuntos de calcinha e sutiã que gostou em cores diferentes – Esses aqui também. – apontou o que queria – Essa também. – continuou olhando as opções que tinha a sua frente – Essa e essa também. – mais dois conjuntos distintos. Ergueu os olhos para procurar mais coisas quando sua atenção se prendeu nas peças de calcinha box feminina Essas não podem faltar! – Posso dar uma olhada naqueles modelos? – pediu apontando as peças que lhe chamou a atenção. A atendente assentiu com a cabeça e expôs os modelos para Regina escolher Minha loira ficará uma delícia nesses modelos! – Vou levar essas três. E mais duas dessas aqui. – escolheu três do mesmo modelo, mas de cores diferentes, e outro par de modelo levemente diferente e cores distintas.
- Já escolheu? – perguntou Emma ao parar ao seu lado, tinha muitas peças em mãos Praticamente estamos levando a loja inteira!
- Sim e você? – perguntou Regina sorrindo abertamente. Emma apenas ergueu o que tinha nas mãos fazendo os olhos da advogada se arregalarem – Espero que eu goste também. – piscou.
- Como disse, tenho certeza que tudo que escolhi você irá gostar. – piscou e depositou um beijo na bochecha morena – Mas acho que quem tem que gostar sou eu. – piscou divertida, enquanto Regina soltou uma risada feliz.
- Nisso você tem razão, pois se não gostar é só rasgar. – piscou travessamente.
- Exatamente! – Emma respondeu feliz.
- Aqui mães. – falaram as gêmeas assim que se aproximaram.
- Você paga as nossas, que eu pago as das gêmeas, pode ser? – sugeriu Regina Vamos dar uma aliviada no cartão da minha loira!
Emma negou com a cabeça – Sem problema, eu pago todas.
- Vocês também vão pagar as minhas? – brincou Júlia ao se aproximar.
A loira riu – O combinado foi só a primeira leva.
Meghan fez cara de desespero – Por meus cachorros e gatos, eu vou a falência com tanta peça intima. – brincou.
- Você vai a falência de outro modo. – brincou Júlia.
- Ah sério? Já não basta ter que escutar as mães, agora vocês? Argh! – rosnou Lana em tom de brincadeira, mas nem tanto.
- Não precisamos saber, apesar de saber que vocês são casadas e que fazem isso, mas não precisamos da confirmação, vamos deixar apenas no ar isso. – Jennifer entrou na brincadeira.
- É a mesma coisa em saber que Hen e Vi também fazem coisas. – completou Lana com o cenho franzido.
Júlia abriu um sorriso sapeca – Claro que fazem, como acha que a Amy e a Sophie nasceram? Acha que eles as acharam atrás da horta? – brincou e as duas ficaram vermelhas, enquanto Emma, Regina e a caixa não se aguentaram e caíram na gargalhada.
- Sabemos, só não precisa ficar dizendo aos quatro ventos? – Lana cruzou os braços a frente de seu corpo em tom de “revolta” – Podemos continuar na nossa santa ingenuidade de que vocês não fazem nada. – aquela resposta tirou mais gargalhadas das mulheres.
- Vocês precisam conversar mais com a tia Maura, ela tem alguns pontos de vista muito bom sobre isso. – completou Júlia sorrindo.
- Não sei se quero. – falou Lana pensativa, adorava Maura, mas não sabia se conseguiria ter esse tipo de conversa com ela.
- Não me traumatizando, acho que não tem problema. – Jennifer sorriu abertamente. Mais algumas risadas sobre o assunto.
- Encerramos aqui? – perguntou Regina olhando para todas. Acabou recebendo acenos positivos de todas, então olhou para a caixa – Hoje é só isso? – sorriu educadamente.
- Sim. – respondeu Emma pegando a carteira para tirar o cartão.
- Desculpem por ter rido... – começou a caixa.
A loira apensa sorriu educadamente Não teria ninguém que não riria dessa conversa! – Não precisa, não tinha como você também não rir. – comentou, pagaram as contas e pararam na frente da loja assim que saíram.
- Mais alguma loja que queiram ir ou vamos continuar andando pelo restante do shopping? – questionou Júlia ao lado de sua esposa, que empurrava um carrinho cheio de sacolas, assim como Emma, porém com o triplo de sacolas.
- Acho que podemos continuar andando até acharmos alguma loja que nos interessem novamente, pode ser? – sugeriu Lana já olhando ao redor as lojas ali perto mesmo.
- Não vejo nenhum problema nisso. – concordou Júlia tendo quase certeza de que não iria comprar mais nada.
- O que? Não olhem para nós. – falou Emma empurrando o carrinho Somos mera coadjuvantes aqui! – Meggie e eu não temos voz para decidir ou não, somos minoria aqui.
Regina deu uma risada Nisso tenho que concordar! – Acho que devemos dar uma pausa, o que acham? Vamos comer algo e depois continuamos. – sugeriu Vamos dar uma pausa!
- Comida, não vou negar, quero! – falou Emma sentindo um vazio no estômago Nem parece que almocei!
- Uma pausa é sempre bem-vinda, principalmente se tem comida. – concordou Meghan sorrindo também.
Lana sorriu travessamente – Podemos voltar a praça de alimentação, vi que lá tem uma loja de bolos e tortas que podemos experimentar.
- Vamos fazer o seguinte, vamos até os veículos, deixaremos as sacolas lá e nos encontraremos para comer... – sugeriu Emma vendo o carrinho cheio Preciso de um pouco de ar puro! – E depois podemos terminar nosso tour pelo shopping. O que acham?
- Concordo. – Meghan foi a primeira a falar.
A advogada sorriu – Acho uma boa, já que não falta muitas lojas para vermos. – fez uma pausa – Sem comentar... – olhou as horas em seu relógio do celular – Já estamos muito tempo aqui.
- Tudo bem, nos vemos lá na praça de alimentação. – Lana abraçou o braço de sua irmã gêmea e começaram a caminhar na direção da praça de alimentação.
- Por meu chapéu, essa mulherada não tem fim para gastar em compras. – comentou Emma enquanto já estavam no estacionamento – Ar puro finalmente.
Meghan soltou um suspiro – Gosto de fazer compras, porém com elas é suicídio. – brincou – É bom respirar o ar poluído do que o ar dentro do shopping. – riram.
- Fato. – concordou Emma sorrindo – A pick-up está desse lado. – apontou.
- O Valente está desse. – apontou a direção oposta – Nos encontramos aqui?
- Sem dúvidas, afinal não quero encarar a “morte” sozinha. – Emma brincou e no segundo seguinte as duas mulheres tomaram direções opostas.
Minutos depois estavam na porta do shopping novamente – Levamos os carrinhos ainda?
- Eu não quero carregar mais sacolas nas mãos. – brincou a loira. Caminharam na direção da praça de alimentação – Chegamos. – anunciou ao se aproximarem – Pediram para nós?
- Preferimos deixar vocês escolherem, pois tem muita variedade. – respondeu Regina dando um pequeno gole em seu café Porque sei que você irá fazer um estrago na loja!
- Sim problemas. Vamos Meggie. – pediu Emma – Nos esperem aqui.
- Não iremos a lugar nenhum sem vocês. – respondeu a advogada pegando o garfo e pegando um pedaço da sua torta de maçã.
- Estamos de volta. – disse Meghan com uma bandeja com três pratos, dois de torta salgada e um com pedaço de bolo e um copo de suco grande, se sentando ao lado de sua esposa.
- Por meus bisturis, quanta comida. – comentou Júlia dando um gole em seu suco e vendo a bandeja de sua esposa.
Meghan sorriu – Se vocês acham que eu peguei muita coisa, esperem para ver a bandeja de Emma. – tomou um gole de seu suco.
- Aqui. – falou Emma ao se sentar na cadeira vazia ao lado de Regina Não consegui ficar em apenas um pedaço!
- Mãe, para onde vai tudo isso? – Lana quis saber – E não engorda um grama. – completou ao ver que ali tinha seis pratinhos, três com tortas salgadas, dois com tortas doces e um com pedaço de bolo. Além de um copo extra grande de suco.
- Vai tudo para o meu buraco negro chamado de estômago. – respondeu Emma rindo, ofereceu sua comida, mas todas negaram com um aceno de cabeça e não demorou e começou a devorar o primeiro pedaço de torta salgada.
Depois de terminado de comerem, continuaram andando de onde haviam parado, viram mais algumas lojas, pegaram mais alguma coisa, mas as compras já estavam mais devagar.
- Sério? – foi a indagação de Jennifer assim que pararam a porta da loja, logo atrás de suas mães.
- Qual o problema? – questionou Júlia olhando para suas irmãs – É saudável e ótima para romances é o que diria a tia Maura.
- Sim, além de ser natural, faz parte do ser humano. – completou Regina sorrindo travessamente Se bem não tenho tanta certeza se é uma boa ideia! – Com certeza é o ela também diria.
- Não podemos entrar... – falou Lana muito vermelha – Somos menores de idade...
Emma soltou uma risada travessa Ah tá bom que não querem entrar! – Vocês estão acompanhadas por suas mães, não tem problema.
- É isso que vocês não entendem, não queremos ficar traumatizadas. – respondeu Jennifer com uma cara cheia de incerteza.
- Não vamos traumatiza-las. – disse Júlia passando os baços pelos ombros de cada irmã – Pensa mais como pesquisa de campo. – fez uma pausa pensando em completar – E vocês serão descoladas ao contar para suas amigas onde foram com suas mães.
Imediatamente os olhos das gêmeas se arregalaram, uma de genialidade e outra de vexame – Olha que nessa parte você tem razão, seremos mais legais. – Lana disse empolgada.
- Sim. As que foram no sex shop com as mães. – completou Jennifer debochada – Olha o mico.
- Sex shop não, loja de artigos sexuais. – Meghan entrou na brincadeira. Recebendo olhar fuzilante de Jennifer.
Júlia sorriu divertida – Ah vamos pestinhas, será divertido. – falou entrando com suas irmãs – E por momentos até esclarecedor.
- Vamos entrar e sermos felizes. – brincou Emma abrindo os braços perto da porta da loja antes de entrar.
Meghan e Regina balançaram a cabeça, mas estavam rindo e não demoraram para entrarem na loja. Viram as expressões das gêmeas – Como Jú disse, será divertido.
A loira riu – Sim, mas não vamos traumatiza-las.
- Ah engraçado que quando me trouxeram aqui na primeira vez ninguém pensou que eu poderia ser traumatizada, ne? – brincou Meghan ainda acompanhando as mais velhas.
- Querida Meggie, a sua situação aqui era outra bem diferente. – respondeu Emma sorrindo travessamente – Você e Jú já estavam namorando. Elas ainda não. Entende?
- Confesso que mesmo cheia de medo, aquele dia foi divertido. Mas trouxe um pequeno trauma porque acabei descobrindo coisas sobre as minhas mães que não queria e nem precisava saber. – brincou Meghan e as três mulheres caíram na risada – Bom, vou lá com as três, e vocês não traumatizem tanto as gêmeas. – piscou divertida.
– Então morena, o que estamos procurando? – perguntou assim que se viram sozinhas Vamos aproveitar o momento!
- Precisamos renovar algumas coisas. – soltou a resposta – E também podemos dar uma olhada, ver algo diferente. – sugeriu Regina dando uma piscada travessa Coisas diferentes são divertidas! – Apenas para manter a chama acesa.
Uma risada desgarrou dos lábios de Emma – Morena, manter a chama acesa? Por favor... – brincou – Não temos chama, temos labareda, um incêndio de grandes proporções. – aquilo fez Regina gargalhar.
- Ah minha loira e seu senso de humor que mesmo durante todos esses anos não mudou nem um pouco, e é uma das muitas coisas que amo em você. – depositou um beijo na bochecha de Emma. Continuaram olhando os produtos.
- Eu não acredito que as minhas próprias mães me trouxeram para uma loja de artigos sexuais. – comentou Jennifer olhando tudo com muita curiosidade, mas ainda surpresa – Se bem que eu não achava que tinha tanta coisa assim. – brincou rindo, por fim se soltando aos poucos.
- Na realidade não foram elas, fomos nós. – disse Júlia vendo algumas coisas também.
- Jen, acho que deve existir muito mais coisas além dessas. – Lana falou com um sorriso travesso nos lábios – Eu não acho ruim de ter vindo com elas. – deu de ombros sorrindo – Estou até achando divertido.
- Oi? Posso ajudá-las? – perguntou a atendente assim que Emma e Regina estavam olhando algumas coisas.
- Estamos apenas dando uma olhada. – respondeu Regina olhando para a moça.
- Fiquem a vontade e se tiverem qualquer dúvida é só me chamar. – informou a atendente que recebeu acenos de cabeça das quatro mulheres. A mulher sorriu e voltou para seu lugar atrás do balcão, apenas observando caso elas a chamassem para algo.
- Por onde começamos? – questionou Júlia empolgada olhando tudo, suas mãos batendo leve palmas a frente de seu peito. Ao mesmo tempo em que Regina e Emma se juntaram a elas.
- Vamos começar por ali. – apontou Emma para uma área que mostrava modelos variados de lingeries Ali será divertido!
Lana e Jennifer olharam incrédulas para sua mãe loira – Mas não acabamos de comprar um monte delas? – questionou a versão adolescente de Emma não vendo muito sentindo naquilo.
Emma riu – Jen, é apenas uma olhada. Isso não quer dizer que iremos comprar algo... Mas também se algo interessante aparecer, porque não comprar? – explicou piscando para sua filha.
Imediatamente colocou as mãos nos ouvidos – Não quero saber essa parte. – disse – Mas se for apenas para olhar, não me oponho. Afinal como você mesma fala “Se não pode contra, junte-se a elas.”
Emma abriu um sorriso Minha filha! – Isso, isso mesmo. Mas relaxa, vocês estão aqui para se divertirem. – fez uma pausa – Vamos explorar a loja toda, mesmo que isso inclua olhar calcinhas novamente. – soltou uma risada ao ver Jennifer suspirar, ainda não vendo sentindo em olhar peças íntimas outra vez, mas dessa vez em loja de artigos sexuais.
Os olhos castanhos atentos a tudo – Sério que tem gente que usa esses modelos? – perguntou Jennifer incrédula vendo umas peças extremamente bizarras.
- Provavelmente. – murmurou Lana tirando uma peça que eram três fios de renda a frente e um fio de corrente atrás – Mas acho que a pergunta é: Como se usa isso? Corrigindo para que se usa isso? – virou a peça de cabeça para baixo – Ou não se usa? – arriscou – Já sei é para brincar de estilingue. – esticou a peça com os dedos indicadores e mirando em sua irmã.
- Pare Lala. – Jennifer riu da brincadeira, mas então pendeu a cabeça para a direita tentando imaginar como se usava aquilo também – Mas eu não faço a mínima ideia de como se usa isso. Deveria vir com manual de instruções de como se usa. – riu junto com sua irmã.
- Um manual seria legal. Deixa para lá. – Lana riu colocou a peça de volta no lugar. Continuaram olhando as lingeries com um comentário ali e lá.
- Que bom que elas estão se divertindo. – comentou Emma para sua esposa O trauma não será tanto!
A advogada olhou para sua esposa Mas tenho um pouco de preocupação! – Será que foi uma boa ideia trazer as gêmeas para essa loja?
Emma olhou para suas três, praticamente quatro filhas se divertindo olhando as peças de lingerie Uma hora elas precisam saber! – Elas estão crescendo morena, precisam saber que esse tipo de coisa existe, mas nós estamos aqui para orientá-las, porque uma hora não conseguiremos mais “segurá-las”, e é bom elas saberem tudo que precisam. – respondeu olhando para suas filhas.
Regina manteve o olhar em sua esposa por alguns instantes, até finalmente olhar para suas filhas se divertindo, uma vez que Júlia e Meghan estavam ajudando a manter o clima descontraído – Você tem razão, o que podemos fazer de melhor é orientá-las da melhor forma possível, mesmo que inclua visitas a lojas de artigos sexuais. – terminou e imediatamente o silêncio caiu sobre as duas enquanto viam as quatro mulheres se divertindo com as peças bizarras Talvez tenha sido uma boa ideia no fim!
- Vamos continuar? – falou Júlia se divertindo com tudo aquilo. Recebeu acenos de cabeça em concordância, saíram andando pela loja, continuando olhando os produtos. Entre brincadeiras e algumas explicações tanto de Júlia e Meghan quanto de Emma e Regina, o que deixou as gêmeas incrédulas em como aquelas quatro mulheres sabiam tanto sobre aquilo.
- Eles pensam em tudo, praticamente uma indústria de prazer completa. – exclamou Lana não sabendo nem por onde começar a olhar – Estimulante energético... – leu o rótulo do produto em sua mão – Apenas duas gotas e você terá uma noite intensa de prazer. – olhou para sua irmã mais velha – Já usaram isso? – quis saber.
Júlia apenas ergueu a sua sobrancelha esquerda, em seu jeito característico herdado de sua mãe morena – Esse não, mas aquele outro ali já. – brincou.
- Droga, porque fui perguntar? – resmungou olhando o outro produto que sua irmã mais velha apontou.
Meghan soltou uma gargalhada – Não somos tão velhas assim para precisar disso. Mas suas mães... – piscou travessamente. Júlia soltou uma risada.
- Ow parou aí. – falou Jennifer erguendo a mão – Não precisamos saber.
- Hey! – Emma fingiu estar brava Não somos tão velhas assim! – Só para saber, ainda não estamos precisando desses tipos de produtos. Já as suas mães talvez precisem, acho que você deveria dar de presente a elas.
- Não queremos saber. Já basta saber da vida de vocês, do Hen, agora das tia Ruby e Katy? – exclamou Lana colocando as mãos sobre os ouvidos. Enquanto as quatro mulheres mais velhas apenas riam.
- Eu nem vou perguntar sobre aquela seção. – falou Jennifer, apontando para os produtos corporais como óleos e loções.
- Ah não ser que esteja preparada para ouvir as respostas, melhor não perguntar mesmo. – brincou Regina Porque podem não gostar das respostas!
- Não estamos preparadas, mas a curiosidade é maior. – então olhou um óleo corporal – Isso funciona? – perguntou Lana olhando para Júlia.
- É ótimo para fazer massagem, como uma espécie de aquecimento para o desenrolar dos atos. – explicou Júlia com um sorriso sincero. Aquilo fez as expressões de suas irmãs se suavizarem, entendendo que a questão do ato não se aplica somente ao ato em sim, mas que tem muito mais coisas envolvidas, mas principalmente porque ela explicou sem dar indícios de sua vida amorosa.
Continuaram olhando enquanto perguntas eram feitas, e respostas sinceras e explicativas eram dadas, sem ser traumatizante, e que no final foi uma experiência bem positiva para as gêmeas.
- Finalmente vamos embora. – comentou Meghan feliz, empurrando o carrinho. Mesmo que no começo houve uma certa relutância por parte das gêmeas, elas reconheceram que foi divertido e bem instrutivo a ida a loja de artigos sexuais. E por mais que elas não quisessem saber e ver, viram suas mães e irmã levarem produtos da loja.
- Entendo o sentimento. – falou Emma sorrindo feliz que finalmente aquela tortura de compras havia acabado Mas confesso que acima de tudo foi bem divertido!
Antes de se separarem no estacionamento, combinaram de se encontrarem no apartamento para irem jantar todos juntos, uma vez que amanhã cedo elas iriam voltar para a fazenda.
-SQ-
- Chegamos! – anunciou Regina entrando primeiramente no apartamento, e vendo seus três filhos sentados no sofá tomando um copo de suco, enquanto a tv estava ligada, mas ninguém estava prestando atenção.
- Cadê as sacolas? – questionou Tom vendo as mãos vazias das quatro mulheres quando entraram.
- Resolvemos deixar na pick-up, já que vamos embora amanhã cedo, assim não precisamos subir e depois descer. – explicou Regina indo para a cozinha pegar um copo de água Realmente não havia a necessidade de subir com tantas sacolas!
Jennifer e Lana trocaram um olhar travesso – Hey monstrinhos... – sorrisos imensos surgiram nos lábios das duas, enquanto Emma encostada no balcão da cozinha apenas observava a cena, e um meio sorriso surgiu em seus lábios Elas vão aprontar!
- Morena... – sussurrou para sua esposa enquanto a mesma lhe entregava um copo de água que havia pedido também – Só observa. – então as duas mulheres apenas observavam a interação entre seus filhos mais novos.
- O que foi pestinhas? – Benjamin respondeu olhando para suas irmãs mais novas.
- Vocês sabem onde as mães nos levaram hoje? – questionou Lana com um sorriso sapeca.
George a olhou confuso – Não foi para o shopping? – respondeu como se fosse óbvia a resposta.
- Ah sim, isso no geral, mas elas nos levaram em uma loja em específico. – Jennifer começou – E aposto que vocês nem suspeitam qual seja essa loja.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Tom abriu um sorriso e olhou para suas mães que apenas assentiu – Sério?? – soltou incrédulo, recebeu um aceno de cabeça positivo e então caiu na risada.
- O que? – Benjamin olhou para seu irmão que estava rindo – Mães? – questionou e as duas apenas negaram com a cabeça – Onde foi que vocês as levaram?
- Então? – Lana quis saber.
- Não sabemos. Falem logo. – disse George ansioso.
- Nós fomos na loja de artigos sexuais. – falaram juntas.
- O que? – os gêmeos disseram ao mesmo tempo – Mães? – Benjamin choramingou.
- Não é justo. – George choramingo também. Imediatamente os dois olharam para suas mães – Nós também queremos ir.
Emma sorriu mais uma vez Vamos tortura-los um pouquinho! – Isso que dá não quererem ir conosco as compras, perderam a oportunidade.
- Mas não é justo, elas são mais novas que nós. – tentou argumentar Benjamin.
Regina riu – Mas elas foram fazer compras conosco e vocês não. – contra argumentou.
- Se soubéssemos que vocês iam no sex shop...
- Loja de artigos sexuais. – Lana e Jennifer corrigiram.
George bufou – Que seja, se soubéssemos que vocês iriam nessa loja, também iríamos junto e aguentaria a tortura.
- Não sabíamos que iríamos nessa loja, apenas aconteceu. – explicou Emma terminando seu copo com água.
- Nós também queremos ir nessa loja. – pediu Benjamin – Se elas foram, nós também temos que ir.
- Vamos amanhã? – pediu George olhando intensamente para suas mães.
Regina respirou fundo Vai começar os pedidos! – Não, amanhã nós vamos embora, foi o combinado.
- Mas nós também queremos ir nessa loja. – resmungou George – Elas foram e nós não?
- Exato! – falou Lana rindo – E vocês não tem noção do que existe nessa loja... Tem tanta coisa que vocês nem sabem que existe.
- Mamãe! – exclamou George – Nos leva nessa loja amanhã! – pediu.
- Vai nos leva. Mãe? – pediu Benjamin apelando para sua mãe loira.
Emma olhou para os dois Vamos terminar logo com isso! – Vocês foram convidados a irem conosco hoje, mas não quiseram, e o combinado foi de irmos embora amanhã.
- Mas nós queremos ir nessa loja também. – fez uma cara de coitado para suas mães.
Antes que Regina pudesse dizer algo, seu celular apitou indicando mensagem. Pegou e olhou – Jú teve uma emergência no hospital e não poderá vir para jantar. – disse e enquanto respondia a mensagem.
- Ainda precisamos sair? – questionou Emma visivelmente cansada Queria apenas ficar em casa!
A advogada olhou para sua família, que estavam todos visivelmente cansados – Querem sair para comer ainda? Ou preferem pedir delivery? – questionou Se bem que eu também gostaria de ficar em casa!
- Levantem a mão quem quer sair. – falou Tom e ninguém se mexeu.
- Pelo visto ficaremos em casa. – comentou Emma indo se sentar ao lado de Tom Agradeço por isso! – Vamos nos organizar para o banho depois que decidirmos o que vamos comer.
- E nós vamos na loja amanhã? – questionou George tentando convencer suas mães.
Regina soltou um suspiro Já deu esse assunto! – Foi como sua mãe disse, vocês tiveram a oportunidade de ir junto, mas não quiseram... – fez uma pausa e viu que os gêmeos iam protestar, mas continuou – O combinado foi irmos embora amanhã, e é o que vamos fazer. – olhou para os gêmeos encerrando o assunto – Mas podemos combinar em uma outra oportunidade que viermos aqui e levaremos vocês dois na loja que tanto querem. – continuou olhando os meninos – O que acham?
- Eu se fossem vocês, aceitava a proposta. – Tom murmurou enquanto segurava o cardápio de comida chinesa, que ele havia ido pegar os cardápios de vários restaurantes na gaveta quando decidiram que iriam pedir comida.
- Se não aceitarmos? – Benjamin retrucou em um murmúrio para seu irmão.
- Digam adeus a possibilidade de irem a loja antes dos trinta. – respondeu e voltou sua atenção ao que queria pedir.
Benjamin olhou para seu irmão gêmeo e silenciosamente conversaram – Vocês prometem que pelo menos não irá demorar para voltarmos?
- Dentro de um mês podemos voltar e então levaremos vocês para a loja, de acordo? – perguntou Emma com um cardápio de comida indiana. Regina havia acabado de se sentar ao lado de sua esposa.
- Tudo bem, combinado. – disseram os dois, e pegaram cada um cardápio de hamburgueria.
Regina pegou um cardápio de comida árabe Que bom! Assunto encerrado! – Combinado. Decidam o que querem comer e vamos começar a fila para o banho.
- Nós já decidimos. – falou Jennifer entregando um papel com o pedido delas com o que vão querer do restaurante japonês – Nós vamos primeiro para o banho.
- Não, vocês vão ficar enquanto Tom e as mamães tomam banho primeiro, porque vocês vão nos contar tudo que viram no sex shop. – pediu Benjamin entregando um papel com os pedidos deles também.
- Sex shop não, loja de artigos sexuais. – corrigiu Jennifer olhando para seus irmãos.
- Tá, tudo bem... Loja de artigos sexuais, sentem aqui e nos contem tudo. – pediu Benjamin. Jennifer e Lana sorriram grandemente e não perderam tempo para contar tudo que viram e conversaram sobre isso.
Tom rindo levantou – Vocês têm certeza de que é uma boa ideia eles conversarem? – questionou.
- Eles vão conversar de qualquer maneira, melhor aqui porque qualquer coisa podemos responder alguma pergunta e podemos ir mediando e aproveitando o momento para conversarmos. – falou Regina escrevendo o que iria pedir também.
- Então vou aproveitar para ser o primeiro a tomar banho, por mais que tenha tomado depois do treino. – disse Tom deixando seu pedido escrito e indo na direção do banheiro.
- Tudo bem, depois nós vamos. – disse Emma – Eu ligo para esses e você para esses. – a loira dividiu os pedidos para fazerem os pedidos em diferentes restaurantes. Regina assentiu com um aceno e olhou para seus filhos mais novos que conversavam empolgados sobre a ida a loja de artigos sexuais.
-SQ-
Num piscar de olhos Lucy estava caminhando na direção do restaurante que seria seu próximo lugar de trabalho. Um sorriso estampava seu rosto, pois conseguiu um bom emprego e o principal, estava mais próxima de sua família. A qual ela precisava ligar mais tarde e contar o que havia acontecido – Oi, bom dia. – cumprimentou assim que chegou a porta do restaurante – Sou Lucy Swan-Mills, estou aqui para começar no trabalho.
- Bom dia senhorita, o senhor Ray disse que a senhorita viria hoje, por favor, entre. – o segurança a deixou entrar – Seja bem-vinda.
- Obrigada. – agradeceu e entrou, então olhou para o segurança que indicou que fosse reto para encontrar o dono. Lucy apenas sorriu em agradecimento e seguiu o caminho – Bom dia senhor Ray.
- Oh senhorita Swan-Mills, pontual, gosto disso. – abriu um sorriso – Por favor, sente-se que vamos discutir seu contrato. – indicou a cadeira a frente de sua mesa. Depois de duas horas conversando sobre o contrato – Tudo certo?
- Sim, senhor Ray. – concordou Lucy assinando o contrato – Tudo certo. – entregou o contrato para o dono.
- Então a verei daqui a pouco para começar. – se levantou e estendeu a mão para Lucy.
A morena se levantou e aceitou o aperto de mão – Não vejo a hora, estou muito empolgada para começar, senhor Ray.
- Ótimo, então te vejo ao final da tarde. – se despediram e Lucy saiu sorrindo.
- Até mais tarde, senhor... – falou assim que saiu do restaurante parando na calçada.
- Wallace. – respondeu o segurança – Rick Wallace.
Lucy abriu um sorriso educado – Até mais tarde senhor Wallace.
- Até senhorita Swan-Mills.
A sous chef assentiu com um aceno e cabeça e começou a caminhar na direção do hotel em que havia acabado de se hospedar, tirou o celular do bolso e digitou um número que sabia de cabeça, soltou um suspiro contente – Como é bom estar de volta. – comentou para si e colocou o celular perto da orelha.
- Lucy? Tudo bem? – veio a voz de Emma.
A morena abriu um sorriso enorme – Quanto tempo você e a mamãe chegam hoje aqui em Nova Iorque? – perguntou travessamente.
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