Storybrooke
229 Capítulo 229
Notas iniciais
— Vocês vão ficar bem? – quis saber Regina assim que deu um último abraço em seus dois filhos.
— Sim mamãe, vamos. – Júlia abriu um sorriso de alívio.
Tom sorria abertamente – Pode ter certeza disso. – disse dando um abraço em sua mãe loira.
— Já sabem que qualquer coisa, nos liguem, e depois procurem a Jane, caso aquele imbecil resolva desafiar a lei.
A médica cardíaca abriu outro sorriso – Pode deixar que sabemos seguir a cartilha dona Emma. – brincou dando um abraço em sua mãe loira – Mesmo que por outro motivo, adorei ter vocês aqui.
— Também gostamos de ter passado esse tempo com vocês. – falou Regina olhando para seus dois filhos Mesmo que devido a outras circunstâncias! — Mas não se preocupe que logo voltaremos, pois temos uma promessa para cumprir com as gêmeas.
— Por meus pacientes, as pestinhas aqui em Boston? Acho que acabei de lembrar que no dia que elas vierem tenho uma viagem imprevista marcada já. – brincou Júlia.
— Sabe o que acabei de lembrar, nesse final de semana que elas vierem também estarei fora da cidade em uma série de jogos lá em Los Angeles. – brincou Tom.
— Engraçado que de acordo com a tabela de jogos, os Sox não jogarão contra nenhum time de Los Angeles na temporada regular... – Emma comentou – E os play-offs ainda estão longe de começarem. – continuou antes que Tom pudesse responder.
— Como vocês são malvados. – falou Regina levemente dando uma fingida bronca Que saudades dessas brincadeiras com todos lá na fazenda!
— Ah mamãe, é brincadeira, pior seria se fosse os monstrinhos que viessem. – Júlia sorriu de lado.
Regina apenas olhou para a filha e por fim abriu um sorriso – Você não tem jeito, igual a sua mãe loira.
— Hey! Qual a minha culpa? – Emma se defendeu, mas sorrindo.
— E preciso dizer? – perguntou Regina já caminhando na direção da porta do passageiro da pick-up – Vamos que temos uma longa viagem de volta.
— Mas eles estão certos, se os monstrinhos viessem seria bem pior. – Emma riu e foi para o lado do motorista – Mandamos mensagem assim que chegarmos. – entrou no veículo. Deram um último tchau e saíram.
— Ainda bem eu tudo isso acabou. – Júlia soltou aliviada, e olhou para seu relógio no punho – Preciso ir, tenho plantão daqui a pouco. – abraçou o irmão – Se cuida e qualquer coisa já sabe...
— Sim, ligo para você, para as mamães e para a tia Jane, não se preocupe. – respondeu Tom retribuindo o abraço – Se cuida também Jú. Vamos combinar de jantarmos semana que vem.
— Pode deixar Tomzinho. Vamos sim. – sorriu carinhosamente para o irmão, que acabou ficando um pouco mais alto que ela, se inclinou e deu um beijo na sua bochecha – Vamos nos falando. – saiu na direção do seu fusca amarelo.
—SQ-
Não faltava mais que meia hora de viagem para elas chegarem quando o celular de Emma tocou – Você atende morena, por favor. – indicou o aparelho no painel perto do câmbio Quem será?
— Alô?
— Até que enfim sua loira destrambelhada...— veio a voz do outro lado da linha, Regina reconheceu e colocou no viva-voz — Cadê vocês?
— Oi para você também Zelena. – brincou Regina. A loira sorriu Tinha que ser a ruiva aguada!
— Estamos quase chegando em Storybrooke, sua ruiva água de salsicha... – Emma respondeu olhando para o trânsito na estrada – Onde é o incêndio? – brincou Espero que não seja na fazenda!
— O incêndio é que Henry tentou ligar várias vezes para vocês.— respondeu a ruiva, e imediatamente a advogada procurou por seu celular dentro da bolsa e viu várias ligações de seu filho.
— Na estrada o sinal de celular não é constante. – comentou Regina Droga!
— Bom é o seguinte, acelera a pick-up que a nossa segunda neta está nascendo.— disse Zelena – Estamos todos aqui no hospital.
Aquilo fez os dois pares de olhos arregalarem – Já estamos a caminho. – disse Emma Pé na tábua! — Até daqui a pouco.
Regina não precisou de um segundo aviso e encerrou a chamada – Emma...
— Já estou acelerando, morena. – foi tudo que a loira precisou para correr e chegar a tempo no hospital.
Um restante de viagem que seria feito em meia hora terminou em dez minutos – Cadê meu filho e netas? – Regina perguntou para a atendente do hospital assim que entraram apressadas.
— Nossa segunda neta está nascendo. – acrescentou Emma parando ao lado da esposa Só indica a direção!
A atendente não teve a oportunidade de responder, pois assim que abriu a boca Zelena apareceu na recepção – Ah vocês finamente chegaram, estamos aqui. – indicou a porta entreaberta que ela estava segurando.
— Obrigada. – Regina agradeceu a atendente e seguiu com sua esposa, a ruiva que as levou para o restante do grupo.
A atendente depois de alguns segundos passados se recompôs e riu – Olha, faz muitos anos que trabalho aqui... – começou para a outra atendente que havia acabado de ser contratada – E posso garantis que quando a família Swan-Mills aparece muitas histórias ficam para serem contadas para as outras gerações. – recebeu um olhar confuso – Esqueci que você é novinha também, e os “causos” envolvendo essas pessoas já aquietaram, mas acho que posso contar algumas coisas, porque menina, era um bafo atrás de outro... – sorriu.
— Sério? – perguntou a outra atendente já ansiosa.
— Sim... Deixe-me pensar em algo emocionante... – disse – Ah lembrei... Lembro quando os gêmeos iam nascer... Aquela noite foi uma loucura, porque não muito tempo depois chegou a amiga de Emma também pronta para o filho dela nascer.
— Menina... – a outra disse colocando a mão na frente da boca incrédula, e ia ouvindo o que a atendente mais velha contava.
— Mães que bom que chegaram. – disse Henry do lado de fora da sala.
— Henry, meu filho. – falou Regina dando um abraço em seu filho – Desculpa pelas chamadas não atendias, sinal inconstante na estrada. Agora estamos aqui.
Emma envolveu seu filho e esposa em um abraço Estamos assim!— E o que você está fazendo aqui fora? – quis saber a loira assim que se soltaram do abraço.
Henry ficou vermelho de vergonha – Fui expulso do quarto por Violet. – resmungou a resposta.
— O que você aprontou? – a loira questionou mais uma vez, olhando para seu filho Aposto que fez uma piada idiota na hora errada!
O rapaz abaixou a cabeça – Eu fiz uma piada idiota para tentar deixar o clima mais leve e Violet levou para o lado pessoal e me expulsou. – respondeu e sua mãe loira continuou o olhando – Eu disse que pelo tamanho da barriga, ela havia comido uma melancia e que por isso seria mais fácil sair do que uma criança.
A loira sorriu, porém, recebeu um olhar de reprovação de sua esposa – Tudo bem, você tem meu senso ruim de humor para os momentos errados.
— Tentei me desculpar, mas quando percebi já estava do lado de fora do quarto. – soltou um suspiro.
Emma colocou a mão sobre o ombro do filho Hora do encorajamento!— Então erga a cabeça, e vá se desculpar certo e fique ao lado de sua esposa, que está precisando de você nesse momento. – disse a Henry, que assentiu com a cabeça e foi na direção do quarto, que sumiu assim que fechou a porta.
— E agora? – a loira soltou uma respiração e viu mais da metade da família ali na sala de espera.
— Primeiro vamos nos organizar e ficar somente quem precisa ficar aqui. Apesar de estarmos feliz de ver quase todo mundo aqui. – falou Regina abrindo um sorriso – E esperar.
— Concordo com você. – falou Cora ao se levantar – As gêmeas venham comigo, vamos voltar para a fazenda e quando a criança nascer suas mães nos avisam e voltaremos no momento que podermos fazer uma visita.
As gêmeas iam protestar – Sua avó tem razão, vão que quando tivermos notícias avisaremos. – concordou a advogada Nesse momento quanto menos gente aqui, melhor!
— E quanto ao processo? – Jennifer quis saber quando se aproximou de sua mãe morena.
Regina abriu um sorriso – Eles perderam até o rumo. – piscou para a filha – Quando formos para casa eu conto tudo para vocês.
A versão adolescente de Emma deu um pequeno salto e bateu palmas feliz – Quero saber tudo depois. – se despediram e ali ficou somente os dois casais Elsa e Zelena, Emma e Regina.
— Posso deduzir que vocês ganharam o processo? – Elsa iniciou uma conversa sabendo que ficariam ali por algumas horas.
Mais uma vez Regina abriu um sorriso – Sim, e ganhamos com propriedade.
— Eles desejaram nunca terem entrado com processo. – completou Emma sorrindo feliz.
Zelena abriu um sorriso – Então nos conte tudo. – pediu.
—SQ-
— O que você quer? – Violet rosnou assim que viu quem era que estava entrando.
Henry respirou fundo e tomado de coragem deu um passo a frente para fechar a porta atrás de si – Quero pedir desculpa.
— Já disse que não quero saber de desculpa e de você aqui. – disse a mulher morena quando uma contração percorreu seu abdômen.
— Eu sei, mesmo assim estou aqui para me desculpar... – respirou fundo mais uma vez e se aproximou da cama – Eu fui muito infeliz na brincadeira, achei que iria descontrair, mas causou o efeito contrario e por isso peço mais uma vez desculpa... – olhou para sua esposa – E você pode não me perdoar nesse momento, mas eu não sairei do seu lado nesse momento importante para nós dois. – se abaixou – Segure a minha mão e estou aqui para seu apoio.
O semblante de Violet se suavizou por alguns segundos, e imediatamente agarrou a mão do marido quando sentiu que mais uma contração viria – E-eu... Quero vo-você... Aqui... – soltou um resmungo de dor, então seu semblante suavizou novamente – Depois dessa criança, eu não quero mais engravidar... Essa será a última. – falou com convicção.
— Tudo o que você decidir, Vi. – Henry se debruçou e deu um beijo na teta suada de sua esposa, voltando a ficar na beirada da cama, e muito bem disfarçava a dor do aperto de sua esposa em sua mão.
— Como a mamãe está? – perguntou a enfermeira ao entrar – E a menina? – quis saber ao se aproximar da cama para conferir os sinais vitais – As contrações?
— Estamos bem. – respondeu – Mais frequentes, porém o intervalo ainda um pouco grande. – respondeu Violet mais uma vez.
A enfermeira assentiu com um acesso – Muito bem, continuem acompanhando... – observou mais algumas coisas – Aumentou a dilatação, mas não o suficiente para o nascimento. – anotou algumas coisas no prontuário de Violet – A doutora fará a próxima visita, se algo inesperado acontecer nos chamem. – recebeu dois acenos de cabeça e saiu do quarto deixando o casal sozinho mais uma vez.
— Suas mães chegaram? – Violet iniciou novamente a conversa.
— Quem você acha que me fez entrar novamente aqui no quarto? – sorriu ao ver que sua esposa estava um pouco mais serena, já que a medicação que a enfermeira ministrou no soro estava começando a fazer um pouco de efeito.
— Bem a cara da tia Emma. – disse sorrindo, que no segundo seguinte sua expressão facial mudou completamente para uma de dor, e apertou mais forte a mão do marido – É fato! Não quero mais engravidar. – rosnou quando a onda de dor passou.
— A decisão é sua e somente sua. – concordou Henry.
—SQ-
— Estamos de volta. – anunciou Jennifer assim que entrou na casa.
— Aqui na cozinha. – veio a voz de Lucy da cozinha – Achei que vocês só voltariam depois que o bebê nascesse. – completou ao ver sua família se juntar ao que já estavam na cozinha.
— Zelena conseguiu entrar em contato com Emma e não demorou muito para elas chegarem no hospital. – disse Cora ao se servir de um copo de água gelada.
— Provavelmente as teremos para o jantar. – comentou abrindo um sorriso.
Cora assentiu com um aceno de cabeça – E mamãe prometeu nos contar tudo sobre o processo, que sim, a mamãe pulverizou aqueles dois boçais. – completou Jennifer sorrindo feliz.
— Isso eu não quero perder por nada. – falou Lucy colocando a carne que estava na forma no forno, então foi se sentar a mesa.
— E por falar em contar, você pode contar tudo também. – pediu Lana depois de pegar um copo de suco de maçã para si.
Lucy soltou um suspiro – Não tenho muito para contar, eu acho que fui bem nas provas e creio ter causado uma boa impressão também. – comentou.
— Realmente é o restaurante daquele chef famoso que tem alguns programas naquele canal de comida? – quis saber Ben. Ele e o irmão não saíram do lado de Lucy desde que ela chegou de manhã, e foram pacientes esperando para a irmã mais velha contar tudo sobre Nova Iorque.
— Sim, e foi ele quem conduziu os testes. – respondeu a chef.
— Você acha que tem chance? – George quis saber.
— Eu estou esperançosa, apesar de saber que os outros dois chefs também são bons e creio que foram bem também. – respondeu Lucy.
Cora apenas observava seus netos interagindo, com um sorriso nos lábios e na expectativa de sua segunda bisneta nascer.
— E você dona Cora, o que tanto pensa aí quietinha? – Lucy voltou seu olhar para sua avó.
A arquiteta sorriu para sua neta – Pensando no seguinte... – fez uma pausa – Você disse que se candidatou para essa vaga sem pretensão nenhum, certo? – Lucy concordou com um aceno de cabeça – Você se perguntou que caso consiga a vaga, você quer voltar para os Estados Unidos? Você não está em um bom emprego, e não gosta de Paris? – fez outra pausa – Por favor, não me entenda mal, eu amarei te ter mais perto novamente, mas surgiu essa dúvida.
Lucy não esperava aquele tipo de pergunta, mas em se tratando de sua avó, não era surpresa aquele tipo de pergunta, que muito provavelmente suas mães também fariam – Eu amo Paris. Sim, tem um bom emprego... – soltou um suspiro – Mas acho que já que fiquei longe demais da minha família, talvez seja por isso que me candidatei a essa vaga... – soltou mais um suspiro escolhendo suas palavras – De certo modo quero voltar, mas quero fazer isso do meu jeito. Sei que se eu pedisse, a vó Angie com certeza me daria uma vaga no seu restaurante sem pensar. Estaria mais perto ainda em Boston, mas preciso caminhar com as minhas pernas e fazer o meu caminho.
— Muito sábio isso de você, além de muito louvável. – comentou Cora – Claro que estamos todos torcendo para você voltar a ficar mais perto de nós. – piscou amorosamente para sua neta.
— Acho bom mesmo você conseguir essa vaga e voltar para ficar mais perto de nós. – disse Benjamin sorrindo feliz para sua irmã.
Repentinamente a porta de trás da cozinha abriu e Ruby acompanhada de Kathryn entraram – Vocês têm alguma notícia? – a veterinária quis saber.
Cora conferiu seu celular – Infelizmente ainda não. Mas sentem-se um pouco para conversamos. – ofereceu.
— Bom, se vocês estão aqui de volta, posso afirmar que Emma e Regina estão lá no hospital. – concluiu Kathryn.
Cora assentiu com a cabeça – Sim. – confirmou verbalmente – Estamos aqui na espera. E Eugenia melhorou do resfriado?
— Sim, melhorou bastante, mas ainda requer cuidado para não ter recaída. – comentou Ruby, receosa que o dia que um dia sua avó a deixará está cada vez mais perto. Balançou a cabeça para tirar esses pensamentos de sua mente – E você Lucy, veio apenas fazer uma visita rápida?
— Não, me candidatei a uma vaga em um restaurante em Nova Iorque e vim fazer os testes. – respondeu a chef – Mas pego um voo de volta para Paris amanhã a tarde. E estou na espera do nascimento da minha segunda sobrinha. – abriu um imenso sorriso.
— E por falar nisso, vocês têm alguma notícia? – Kathryn respirando fundo – Confesso que estou ansiosa com esse nascimento.
Cora olhou para seu celular que havia apitado – Nada ainda... Nem ligação e nenhuma mensagem. – conferiu o aparelho e viu que era apenas propaganda – E também não estou me aguentando em saber alguma notícia.
— Em vez de ficarmos assim, porque não mandamos uma mensagem para saber? – comentou Lucy já pegando seu celular e mandando uma mensagem para suas mães – Pronto, agora é esperar que elas responderem... – mal terminou de falar e seu celular apitou – Essa foi rápida. – sorriu, mas logo se desfez – Elas não sabem nada ainda, apenas que a Violet está em trabalho de parto ainda. – soltou um suspiro – Vou fazer um café para nós. – se levantou e foi para o fogão.
— Não me oponho a isso. – comentou Ruby sorrindo e então engataram em uma conversa leve e animada.
—SQ-
Emma estava sentada de qualquer jeito na cadeira, sua cabeça apoiada na parede, enquanto olhava para o teto e imaginando desenho aleatórios. Regina sentada ao seu lado e a usando como encosto. Zelena na frente folheava uma revista, apenas para se ocupar, já que se pegasse seu celular o tacaria na parede devido a ansiedade. E Elsa caminhava de um lado a outro quase abrindo um buraco no chão.
Aquele barulho característico de hospital foi quebrado com o som do celular de Emma apitando – Não vai ver quem é? – perguntou Regina sem se mexer Aposto que é o pessoal da fazenda querendo saber notícias!
Emma soltou um longo suspiro pescando seu celular do bolso da calça – Oh é da Lucy... – abriu um sorriso e respondeu rapidamente a mensagem.
— Queria saber se temos alguma notícia? – falou Regina se aconchegando melhor em sua esposa.
— Sim. – falou Emma guardando seu celular no bolso novamente – Ela disse que só vai embora amanhã a tarde.
— Ótimo, assim podemos conversar bastante com ela. – a advogada sorriu contente Queria que ela ficasse mais tempo conosco! — Estou torcendo para ela conseguir aquela vaga, assim ela ficará mais próxima de nós novamente.
— Também estou, antes em Nova Iorque do que em Paris. – brincou Emma e então viram movimentação na direção do quarto em que Violet estava Será? — Acho que logo nossa neta estará conosco. – sorriu.
— Espero que o mais breve possível. – Zelena deixou a revista de lado e se juntou a sua esposa no corredor, e quatro pares de olhos fixos na porta do quarto.
—SQ-
— Voltei! – disse Emilie entrando no quarto – Como estão as contrações? – perguntou ao se posicionar entre as pernas de Violet para conferir o quanto já estava dilatada, depois de olhar o prontuário.
— Intervalos de pouco mais de cinco minutos. – respondeu Henry ao lado de sua esposa, que passava uma toalha úmida na testa de Violet.
— Muito bem. – respondeu a médica se endireitando – Vamos mudar de quarto, e começar os preparativos para trazer essa menina ao mundo e ao seio dessa única. – sorriu, indicou para chamar duas enfermeiras – Violet está quase na dilatação perfeita, e não irá demorar muito para esse tempo entre as contrações diminuir. – comentou indicando para as duas enfermeiras ajudarem a empurrar a cama para o quarto ao lado que era o próprio para o parto – Obrigada meninas. – agradeceu assim que as enfermeiras caminharam na direção da porta – Daqui a pouco chamo vocês de volta. – elas apenas assentiram com um aceno de cabeça e saíram do quarto – E as dores? – quis saber assim que olhou para Violet.
— Ah doutora, só não lembre, fiz uma brincadeira e fui expulso, então ficarei quieto. – falou Henry massageando levemente sua mão esquerda – Mas eu passaria por tudo isso de novo se fosse preciso sem pedir duas vezes. – sorriu amorosamente para sua esposa que estava prestes a proferir um xingamento quando uma forte contração surgiu e um grito de dor ecoou no quarto – Menos de cinco minutos. – comunicou o rapaz indo para o lado de sua esposa – Calma meu amor. – disse pegando a mão de sua esposa – Calma que logo isso acaba e ficaremos apenas nas nossas duas meninas.
Emilie foi correndo para a porta chamando de volta as duas enfermeiras – Arrumem tudo que na próxima contração traremos a bebê ao mundo. – disse colocando a roupa própria para o parto. As enfermeiras também se vestiram adequadamente, enquanto uma preparava Violet, a outra entregou um pacote para Henry indicando que colocasse também.
— Argh! – gritou Violet quando foi acometida por outra contração – Essa é a última criança que coloco no mundo. – cuspiu ferozmente para seu marido.
— Tudo que você quiser, meu amor. – fez uma pausa – Menos de dois minutos. – disse Henry terminando de amarrar o chapéu em sua cabeça e se aproximando de sua esposa novamente. Agora ele estava vestido apropriadamente também para ficar ali na sala – Pronto! Agora estamos prontos para receber a nossa outra menina. – sorriu feliz.
— Ótimo! – a médica disse ao se posicionar entre as pernas suspensas da professora – Violet, esse não é o seu primeiro rodeio, então quando sentir a próxima contração, empurre. – ordenou, e recebeu um curto aceno de cabeça.
Como se a contração estivesse esperando o sinal ela surgiu forte como antes, e tudo que se deu depois disso foi um borrão para Henry. Ele focou em sua esposa, que gemia de dor, enquanto ao fundo, muito fraco escutava Emilie dizendo para empurrar. O cavaleiro sentia sua mão sendo esmagada por sua esposa, mas ele estava tão alheio com tudo aquilo que não sentia que o sangue de sua mão não percorria em suas veias.
— Vamos Violet, seja uma boa garota e dê mais um empurrão. – pediu Emilie.
— Argh! – gemeu fazendo força, sua respiração descompassada e pesada. Seu rosto vermelho e banhado em suor, e automaticamente fazendo força para empurrar.
— Isso! Já posso ver a cabeça da bebê. – disse a médica – Vamos, força. Empurre mais uma vez.
Aquelas palavras fizeram Henry voltar a sala – Isso meu amor, você está indo bem, vamos lá só mais um empurrão. – pediu depositando um beijo na sua testa de sua esposa. O gemido que saiu dos lábios de Violet foi arrepiante – Vamos meu amor. – murmurou contra a testa de sua esposa, seus olhos – Pode decepar a minha mão, não tem problema, vamos trazer nossa menina ao mundo.
— Vai Violet, mais um empurrão. – pediu Emilie.
— E-eu não com-consigo. – disse sem força e fôlego.
— Você consegue. – falou Henry olhando fixamente para sua esposa – Mais um. Sei que você consegue mais um empurrão.
— Eu não consi... – uma forte contração veio e com ela mais um gemido de dor. Violet sentia que seu corpo estava sendo rasgado ao meio – Arrrgghhh! Nun-ca nunca mais!
Um choro de bebê quebrou o mísero silêncio que havia se instalado depois que o gemido de dor de Violet havia esvaído no ar. Henry imediatamente levantou a cabeça para olhar sua filha – Nem se atreva a sair do meu lado. – cuspiu bravamente a professora, segurando a mão de seu marido para fazê-lo ficar no lugar.
— Mas Vi... – grunhiu Henry, e Violet apenas a fuzilou com o olhar – Tudo bem... Mas só queria dar uma olhada na nossa filha. – disse, mas esticou o pescoço para tentar ver sua filha por algum breve instante, mas um gemido de dor a fez voltar sua atenção para sua esposa.
— Muito bem, menina aparentemente saudável. – disse Emilie ao entregar a menina para a enfermeira e se posicionar novamente – Vamos terminar aqui para que você possa voltar para o quarto junto a sua família, que aposto que está ansiosa para ver a mais nova caçula.
Um imenso sorriso se abriu ao ver sua esposa com o rosto sereno, sem dor – Você fez um excelente trabalho, meu amor. – disse Henry depositando um beijo na testa de sua esposa – Eu não poderia ter feito melhor.
Violet apenas suspirou aliviada por não estar mais sentindo tanta dor. Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios ao sentir os lábios de seu marido em sua testa – Obrigada. – murmurou em satisfação. – E você tem razão, não tem com fazer um trabalho melhor que eu, uma vez que você não pode engravidar. – sorriu de lado.
Aquilo fez Henry soltar uma gargalhada – E agradeço por isso, porque mesmo se eu pudesse engravidar não faria melhor que você. – deu um beijo na bochecha suada e vermelha de sua esposa – Eu te amo.
— Eu também te amo. – soltou Violet mais aliviada ainda.
— Aqui está. – disse a enfermeira com a menina nos braços – Quem a segurará primeiro? – quis saber.
— Henry! – Violet reagiu primeiro – Ele pode segurar primeiro.
Os olhos de Henry brilharam e nem questionou, apenas abriu os braços para receber sua segunda filha – Hey! – disse para a menina, que sorriu brevemente reconhecendo a voz de seu pai – Hey garotona! Você é tão linda com sua mãe e sua irmã, aliás, linda como todas as mulheres da sua família. – sorria feito bobo, uma lágrima desceu por sua bochecha – Bem-vinda a mais louca e grande família Sophie Swan-Mills. – disse dando um beijo em sua testa – Agora você precisa conhecer sua mãe. – se aproximou da cama e com cuidado passou a filha para os braços de sua esposa.
— Oi Sophie. – Violet sorriu ao ver os pequenos olhinhos a olhar brevemente e um sorriso abrir nos pequenos lábios – Como seu pai disse, você é linda como todas as mulheres dessa família. – segurou a pequena mãozinha.
— Sinto muito interromper o momento, mas preciso levar essa princesinha para fazer mais alguns exames e a trago logo em seguida para sua primeira refeição. – pegou a menina assim que Violet a ofereceu – Prometo que não demora.
— Violet... – finalmente Emilie se pronunciou depois de deixar o casal aproveitar alguns minutos com a filha. A médica tinha certeza de que aqueles momentos compensava tudo: chamado no meio da madrugada, partos antecipados ou qualquer outro imprevisto que poderia acontecer, mas tudo era compensado com aquelas cenas – A menina está saudável e bem, é normal ela dormir um pouco agora, e como a enfermeira disse precisa finalizar mais alguns exames, assim que ela estiver com fome, ela a traz de volta para mamar.
— Obrigada doutora. – agradeceu Henry emocionado – Obrigado mesmo. Sei que não é a minha primeira filha, mas cada nascimento foi único.
Emilie apenas sorriu – Nisso você tem razão. Já fiz inúmeros partos e um nunca foi igual ao outro. – soltou um suspiro – Você está bem Violet? – perguntou olhando para a sua paciente – Precisa de alguma coisa?
— Eu estou bem, apenas gostaria de um banho agora, se possível claro. – respondeu a professora – Acho que irá me ajudar com o relaxamento.
— Sem problemas, vou pedir para uma enfermeira vir e te ajudar. – respondeu a médica – Mais alguma coisa? – o casal apenas negou com a cabeça – Bom, então eu vou preencher a papelada e ir para casa, qualquer coisa fora do normal o hospital me chama e estarei de volta... Mas acredito que tudo ocorra bem, e deixarei você aqui internada até amanhã, apenas por precaução, e assim que entrar em plantão novamente dou uma olhada em vocês duas novamente, e assino a alta.
— Tudo bem, doutora. – disse Henry depois de tirar a roupa que estava usando na sala de parto, a deixando dentro do lixo que havia ali no quarto e viu Violet ser levada de volta para o quarto que estava antes do parto.
— Parabéns pela menina. – parabenizou – Acho que já trouxe mais crianças da sua família ao mundo do que qualquer outra em toda a minha carreira. – brincou e todos riram, se despediu e saiu. No minuto seguinte uma enfermeira entrou anunciando que iria ajudar Violet no banho. Henry aproveitou a deixa e saiu para ir conversar com suas mães.
Henry soltou uma cansada respiração, e fechou a porta atrás de si quando saiu do quarto – Que dia! – murmurou exausto – Uma competição é menos estressante... – massageou sua dolorida mão – Mas um maravilhoso dia. – abriu um sorriso – Preciso falar com aquela mulherada que devem estar todas doidas em ansiedade. – falou sozinho – Pronto para mais uma batalha. – brincou andando na direção da sala de espera, pois sabia que as quatro viriam para cima ansiosas por novidades.
— Então? – veio a pergunta de Elsa assim que avistou Henry se aproximando.
Abriu um sorriso – Estão todas ótimas. – respondeu – Violet está tomando um banho e Sophie está fazendo exames e será levada para o berçário. – imediatamente foi envolvido por quatro pares de braços em um abraço coletivo.
— Como você está? – Emma quis saber assim que se soltaram Sabemos que as meninas estão bem, agora queremos saber se o menino está bem!
— Exausto, com a mão dolorida, mas bem e muito feliz. – sorriu abertamente – Sophie é linda. Cabelo preto como a mãe. – estava emocionado novamente.
Emma sorriu – Entendo sobre a mão dolorida. – brincou Quase perdi a mão nos nascimentos!
— Oh se entendemos. – completou Zelena sorrindo também, e as duas mulheres apenas receberam olhares fuzilantes de suas respectivas esposas.
— Vá para o quarto que Violet deve estar quase terminando o banho, ela ainda precisa de você ao lado dela. – falou Emma sorrindo orgulhosa de seu filho Quando foi que ele cresceu tanto ao ponto de se tornar pai? Ontem mesmo era uma criança correndo com Júlia e Tom pela fazenda!— Sem falar que vocês precisam descansar.
— Sim, e a Emilie nos disse sobre passar a noite aqui ainda e sair somente amanhã. – completou Regina – Então nós vamos para casa assim que vermos nossa neta no berçário e amanhã qualquer coisa vamos fazer uma breve visita. Mas avisaremos. – piscou e deu um abraço em seu filho – Qualquer coisa nos avise.
— Avise a Vi que logo faremos uma vídeo chamada para falar com ela. – disse Elsa sorrindo feliz por ser avó novamente.
— Pode deixar. – recebeu abraços das quatro mulheres e voltou para o quarto e viu que Violet já estava de volta no quarto – Melhor?
— Com certeza. – tomou um gole de sua água – Onde você estava?
— Conversando com quatro mulheres ansiosas para saber notícias de uma certa garotinha que acabou de nascer. Ah tia Elsa falou que daqui a pouco faz uma vídeo chamada para conversar com você. – respondeu e se sentou na beirada da cama – Tudo bem com você?
Violet sorriu – Sim, estou bem, mas muito cansada. – entregou o copo vazio para seu marido. Aconchegou melhor na cama e indicou o celular em sua bolsa.
Henry foi buscar o entregou para sua esposa – Precisa de algo? – Violet negou com a cabeça – Posso sentar na poltrona, acho que preciso voltar para o mundo. – brincou.
— Pode. – respondeu Violet e começou a mexer no seu celular, sorriu ao ver seu marido fechar os olhos e sabia que não demoraria muito para dormir.
—SQ-
— Vovós! – chamou uma enfermeira, e obteve a atenção das quatro mulheres – Se vocês quiserem ver sua netinha, ela já está no berçário.
— Como ela está? – Elsa quis saber ao se aproximar da enfermeira.
— Está bem, fez todos os exames necessários, e o resultado da maioria está dentro da normalidade, e a doutora está apenas esperando sair os últimos resultados. – respondeu a enfermeira.
— E a mamãe? – Zelena quis saber.
— Ela também está bem, porém acabou de adormecer assim como o marido. – respondeu – Bom, agora eu preciso continuar minhas visitas nos quartos. – se retirou para voltar a fazer suas tarefas.
— Vamos ver nossa netinha. – falou Emma segurando a mão de sua esposa e as quatro mulheres caminharam apressadamente para o berçário Para diminuir um pouco a ansiedade em conhecer a nossa nova netinha!
— Cadê? – a ruiva perguntou procurando pelos vários bebês que estavam ali.
— Ali. – apontou Regina abrindo um sorriso imenso Nossa segunda netinha! — No berço Swan-Mills.
Um “Ah!” apaixonado saiu dos lábios das quatro mulheres ao verem a segunda neta pela primeira vez – Ela é a cara da Amy. – comentou Elsa sorrindo feito boba.
— Na realidade é a cara do Henry, a cor do cabelo é da Violet, mas os traços do rosto é tudo do Henry. – completou Regina – Ela é uma mini Henry. – completou rindo amorosamente e depois de alguns segundos analisando as outras três mulheres concordaram.
Ficaram ali babando na segunda netinha, a enfermeira pegou a menina no colo e levou para perto do vidro para as vovós a verem melhor, mais suspiros e sorrisos bobos surgiram das quatro mulheres, fotos e mais fotos foram tiradas até Emma e Regina anunciarem que iriam embora, mas não sem antes combinarem de irem visitar a nova neta quando ela saísse do hospital.
—SQ-
— Nasceu! – exclamou Cora assim que viu a mensagem que havia chegado no seu celular – A Sophie nasceu. – abriu um sorriso.
— Tem foto? – Lana quis saber sorrindo.
— Não, apenas que ela nasceu e está bem. – respondeu Cora depois de responder a mensagem – Logo Regina e Emma estarão aqui. – guardou o celular sobre a mesa – E poderá nos contar mais detalhes.
— Como não tem mais nada? – Kathryn disse levemente revoltada – Quero saber como Sophie é.
Cora riu – Infelizmente teremos que esperar ou alguém mandar uma foto ou Regina e Emma chegarem e torcer para terem tirado alguma foto da minha segunda bisneta. – continuaram conversando e na esperada das outras duas mulheres chegarem, nesse meio tempo, os gêmeos saíram, pois tinham um trabalho em grupo para terminarem.
— Chegamos! – anunciou Regina assim que entrou depois de um pouco mais de uma hora que haviam avisado que a menina havia nascido.
— Ai que saudade de vocês! – exclamou Lucy correndo na direção de suas mães. Que não perdeu tempo e abraçou as duas mulheres ao mesmo tempo, enquanto os cachorros faziam festa ao redor das três mulheres.
— Ah minha Lucy, que bom vê-la novamente. – disse Regina apertando a filha nos braços Tomara que dê certo de você voltar para esse lado do Atlântico!
— Saudades de você também Lulu. – Emma sorriu por ter a filha em seus braços novamente Que você venha logo para cá!
— Estamos aqui na cozinha esperando por novidade e claro fotos. – falou Ruby sorrindo da porta da cozinha e vendo o abraço das três mulheres.
Emma soltou-se do abraço e riu – Você só terá a mensagem que mandamos para Cora. Não verá nenhuma foto. – brincou a loira enquanto fazia carinho na cabeça de todos os cachorros. Lola estava bem velhinha, mas não abandonava toda aquela “aventura” com seus filhotes. Ortiz, Princesa, Lady, Allison e Rapaz não estavam muito diferentes, estavam velhos também, mas não tanto quanto Lola.
— Nossa, depois que ficou velha, está ranzinza. – brincou a veterinária.
— Falou a novinha. – Emma retrucou de volta a brincadeira.
Ruby abriu um sorriso – Mas não sou ranzinza. – piscou quando a loira passou, sendo a última a entrar na cozinha.
— Só diz que tem muitas fotos de Sophie para nos mostrar. – Cora sorriu ao ver sua filha entrar.
Regina se sentou ao lado dela depois de dar um abraço na mesma – E você tem dúvidas disso? – tirou o seu celular da bolsa e começou a mostrar todas as fotos tiradas. Assim como o celular de Regina, o celular de Emma também entrou na roda para mostrar as fotos que ela havia tirado de Sophie.
— Sophie é a cara do Hen, tirando apenas a cor de cabelo. – comentou Kathryn encantada pela bebê.
— Foi o que disse lá no hospital. – Regina sorriu feliz.
— Violet e Henry? – perguntou Cora depois de ver todas a fotos que as duas mulheres tinham, e apaixonada pela bisneta.
— Estão bem, se nada de imprevisto acontecer, Violet e Sophie terão alta amanhã cedo. – respondeu Regina tomando um gole de suco, que aproveitou que estavam vendo as fotos, foi pegar na geladeira Estava precisando desse suco!
— Olha, sei que está todo mundo empolgado com o nascimento da Sôssô... – falou Lana sorrindo de lado travessamente – Mas quando que vai sair a janta nessa casa? – brincou de forma dramática colocando as mãos sobre a barriga.
— Por meus saltos, é todo drama herdado da sua mãe loira. – Regina sorriu Mas eu também estou com fome! — Já vamos começar a fazer o jantar.
— Que bom! – disse fingindo estar aliviada.
— Mas não tem nem vergonha nessa cara. – Emma brincou jogando um pedaço de guardanapo que tinha em mãos Não vou negar, mas estou com fome também, porém sei que meu estômago resmungão logo dará sinais de que está vazio.
Ruby se levantou juntamente com Kathryn – Agradecemos as fotos e as informações, mas agora precisamos ir que aposto que dona Eugenia deve estar em cima do telhado de tão impaciente. – brincou.
— Se precisarem de qualquer coisa nos avisem. – falou Regina indo na direção da geladeira para ver o que faria para o jantar assim que recebeu um aceno de cabeça de Kathryn pouco antes de fechar a porta do fundo da cozinha.
— O que você pensa que está fazendo? – questionou Lucy vendo sua mãe morena na geladeira.
— Fazer o jantar? – respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo Afinal temos praticamente um batalhão para alimentar!— O que mais estaria fazendo? – ergueu uma sobrancelha, seu gesto característico.
Lucy abriu um sorriso maroto de lado – Venha se sentar que eu quero saber de tudo sobre a audiência, que enquanto esperávamos por notícias, já fui adiantando muita coisa para o jantar. – indicou a salada que havia feito e que estava dentro da geladeira, o assado que já estava pronto e esperando dentro do forno – Só falta moldar os pães de milho e assá-los, que estão ali na naquela vasilha crescendo.
— Posso pelo menos terminar os pãezinhos? – pediu a advogada Não que os outros não ajudam, mas uma mãozinha de quem sabe o que está fazendo é muito bom!
— Tudo bem. – concordou Lucy – Mas enquanto isso, pode ir contando tudo.
— Tem comida suficiente para todos? – questionou dando uma olhada na vasilha em que a massa do pãozinho estava crescendo Está bonita essa massa!
Lucy sorriu vitoriosa – Dona Regina, até parece que eu não sei que aqui tem um batalhão para alimentar. – riu e fez todos a mesa rirem, assim como sua mãe morena.
— Assim espero, porque temos dois monstrinhos que tem buracos negros no lugar dos estômagos e logo estarão aqui para devorar até o reboco da parede. – brincou.
— Mas eles nem se comparam com a Lala. – Emma entrou na brincadeira.
— Mãe! – a adolescente reclamou da brincadeira de sua mãe loira.
As horas seguintes foram assim, de conversa sobre tudo e o que faltava no preparo do jantar, assim como seu consumo, as conversas não tinham fim. Foi assim até a casa finalmente ficar silenciosa.
— Lucy? – Emma chamou assim que colocou a cabeça para fora de casa, quando viu a luz da varanda acesa Que estranho! — Está tudo bem?
— Oi mãe... – disse levemente assustada – Tudo sim, apenas sem sono devido a diferença de fuso horário ainda. – já voltando a calma – E você?
— Sede! – disse levantando o copo com água Que está muito boa, a propósito!— Posso? – indicou o lugar vago ao lado de sua filha.
— Claro. – sorriu.
A loira sentou ao lado de sua filha e o silêncio pairou ali na varanda, sendo quebrado apenas pelo barulho dos insetos noturnos. Sorriram ao avistarem alguns vagalumes enquanto nenhuma palavra era pronunciada.
— A Paris noturna é linda... – finalmente Lucy quebrou o silêncio e Emma apenas deixou sua filha continuar – Eu não sei te explicar, mas essa beleza noturna da fazenda não tem igual.
— Eu sei o que você quer dizer, não sou tão viajada quanto você, mas já fui para alguns lugares lindos aqui, e a viagem de trem que fizemos pela Europa... A beleza da fazenda é tão diferente. – comentou Emma soltando um suspiro, terminando sua água Que não tem como não se apaixonar pela fazenda e sua beleza imensurável! Novamente o silêncio pairou na varanda enquanto as duas mulheres apreciavam toda a beleza noturna da fazenda.
— Então vocês duas estão aqui. – falou Regina surgindo na porta Não tinha outro lugar para elas estarem! — O que aconteceu?
— Nada morena, apenas estamos aqui aproveitando o momento. – respondeu a loira sorrindo para sua esposa E pode ter certeza de que estamos aproveitando mesmo! — Venha, nos acompanhe. – pediu e abriu espaço para sua esposa sentar entre ela e a filha – Tem um lugar aqui para você.
Regina mais que rapidamente aceitou o convite e sentou no lugar vago, porém se aconchegando contra sua esposa, e ali as três mulheres apenas aproveitavam o momento em silêncio olhando aquela paisagem mais escura com seus pontos de luz devido aos postes tanto da fazenda quanto das ruas – Estou muito feliz que esteja aqui, Lucy. – quebrou o silêncio segurando a mão de sua filha, que apenas sorriu e retribuiu o aperto em sua mão Você não sabe o quanto estou feliz de tê-la aqui hoje! Ficaram assim por mais algum tempo até finalmente o sono começar a ficar mais forte e as três mulheres entraram e seguiram para seus quartos depois de se despedirem mais uma vez.
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