Storybrooke
8 Capítulo 8
A Rainha fez questão de levá-lo devolta para sua casa.
Eles estavam em sua carruagem. Bae sem dar nenhuma palavra olhava pela janelinha destraído.
- Chegamos, Vossa Majestade. — disse o homem que conduzia o primeiro cavalo da tropa.
Bae desceu, e a Rainha fez o mesmo em seguida. Rumplestiltskin estava do lado de fora da casa sentado e levando lentamente algumas madeiras para dentro de casa.
- Papai! — gritou Bae.
- Baelfire!
A Rainha calada e séria disse:
- Lembre-se do que eu lhe falei, Bae.
E foi embora.
No caminho de volta, a Rainha passa por um local diferente. Um lugar lindo, com neblinas brancas, luzes brilhosas e coloridas. Mas para ela, uma mulher amarga e má, não lhe dava nenhuma satisfação. Então mandou pararem a carruagem e desceu.
No instante que a Rainha desceu a neblina foi sumindo e as luzes perderam seu brilho.
Eram as fadas. Todo ano elas desciam das nuvens onde viviam para pegar o "poder" da natureza, que as faziam mais fortes. Mas com toda a agonia e maldade que aquela mulher de preto passava, fazia com que todas elas enfraquecessem.
- Fadas. — disse ela com amargura. — Então vocês desceram para atrapalhar o caminho? — falou pra si mesma.
- Não. Nós precisamos da natureza. É a fonte de vida de todos, inclusive de nós, fadas. — disse a fada azul. Ela parecia estar desfalecendo no meio naquela grama que refletia o seu verde vivo à luz do sol.
- Saiam da fr... — ela parou e pensou. Se ela abrisse o portal podia muito bem se vingar de Bae, como "prometera", mas não teria mais nenhuma forma de ela conseguir pegá-lo ou convencê-lo a voltar. Então, foi até a sua carruagem e pegou um pote de vidro. E aí, pegou a fada azul.
A fada azul era como a "Rainha" das fadas. Ela ensinava às fadas aprendizes, cuidava do pó mágico, e organizava a ida à terra.
A Rainha a levou até a sua carruagem e fez apenas um sinal para os guardas continuarem o percurso. Os cavalos negros pisavam na relva tão verde quanto as árvore que cobriam parte do sol, esmagando-a.
- Bom saber que eu lhe "enfraqueço". Você será muito útil nas minhas... Vinganças. — disse a Rainha para a fada que estava presa no vidro.
Ela a colocou em cima de sua mesa e andou ao redor dela.
- Eu não farei nada pra você! Você é má, perversa. O bem é o melhor caminho. Eu não irei machucar ninguém! Porque o bem sempre ganha! — disse a fada um pouco tonta.
- Você não precisará machucar ninguém... Fadinha. — disse ela. — você irá apenas mandar um recado para um garotinho.
Regina explicou o plano dela a fada. Mandou ela transformar aquelas moedas em feijões mágicos, e que fosse até Bae, e o fizesse plantar os feijões e então passar pelo portal. Pois todos confiariam numa fada.
E assim fez. A fada transformou as moedas, e foi até Bae. Disse a ele que teria a solução para o problema de seu pai. E então deu os feijões.
Ao voltar, a Rainha logo perguntou o que aconteceu.
- Deu tudo certo. Ele entrou. Mas como você sabia que o pai dele não iria? — perguntou a fada.
- Porque ele é um covarde. Não faria nada sem confiar no que está fazendo, nem pelo seu filho.
- Por favor, deixe-me ir.
- Vá. Mais garanta, que nada atrapalhe no portal. Suas contas comigo não acabaram.
E a deixou ir. A fada devolveu as moedas que ficaram no chão quando Bae passou e foi embora.
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