Storybrooke
9 Capítulo 9
A Rainha sentou-se na cadeira de sua penteadeira, e com um sorriso enorme de felicidade estampado em seu rosto, disse:
– O que pretende fazer com as moedas agora que já se vingou do menino? — disse o seu espelho mágico.
– Eu não peguei as moedas somente para me vingar do menino. Ele só foi um teste... — disse ela.
– Você não sabia que elas funcionavam? Você mandou o garoto sem saber se as moedas realmente funcionavam? E se acontecesse algo pior?
– Eu não me importo com aquele menino. Eu só o escolhi para fazer com que Rumplestiltskin tenha mais raiva cada vez mais, e faça despertar tudo o que o filho dele e todos os outros não queriam. O mal. Ele foi só um teste. Queria ter certeza de que tudo iria dar certo.
– Tudo o que, Vossa Majestade? — disse o espelho respeitoso e curioso para saber do plano da Rainha.
– A minha vingança da Branca de Neve. Quero que saia tudo perfeito! Vou mandar todos eles para aquele mundo sem mágica! Onde eu controlarei todos. Como controlo Bae.
Ela olhou para uma caixa pequena onde guardava as moedas. E as colocou de forma que se encaixassem, no meio do salão.
Então, um grande buraco negro apareceu ali. E ela entrou.
Qualquer um que tivesse posse das moedas poderia controlar aquele mundo. Entrar e sair dele. A hora que quisesse. E como a Rainha possuia as moedas, ela controlava tudo. Inclusive Bae.
Lá, ela andou até encontrar uma prisão subterrânea, onde prendia o menino. O mundo não era tão povoado, então ninguém perceberia que ela estava lá.
– Como você está querido? — disse ela com ironia.
– Me tire daqui! — gritou Bae.
E ela balançou a cabeça negativamente.
– Só vim para ter a certeza de que você estava bem preso. — disse ela checando as grades da prisão velha e empoeirada, que só tinha uma janelinha mal modelada no teto onde passava o mínimo da luz do sol.
E ela foi embora, deixando uma maçã — não envenenada — para o menino.
A Rainha subiu e fechou o portal com rapidez. Queria manter a segurança. Voltou a se sentar na cadeira e continuou:
– Eu estou certa do irei fazer. Aquele mundo imundo e repulsivo, não poderia ser um castigo maior para aquela traidora.
– Minha Rainha, sinto lhe dizer mas... A senhora não pode mandá-los para lá. O portal só pode ser ultilizado uma vez. E você já fez isso. Mandou o menino, e agora o controla. Ninguém mais passa. Ou...
– Ou o que? — disse ela desmanchando o sorriso de felicidade e satisfação.
– Ou a magia volta.
– Como assim? Explique!
– Isso que dizer que... Este mundo pode ser destruído, se fizer isso. Inclusive você!
– Deve haver alguma maneira de mandá-los para lá!
– Não há, Vossa Majestade. A magia deste portal, pode parecer grande e majestosa, mas não tanto quando a Maldição da Memória.
– Maldição da Memória? — indagou ela.
O espelho lhe explicou tudo. Todos os requisitos, as condições, quem e onde deveria procurar as pessoas certas que sabiam sobre esta maldição.
E ela seguiu tudo, até conseguir fazer a maldição que mandou todos para Storybrooke.
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