Storm

15 running away from the nightmare


Notas iniciais
Oi, NÃO ME ABANDONEM! desculpa pela demora '-'
falta de tempo até pra mim mesma. mas agora eu vou tentar postar com mais frequência.
Algumas coisas sobre o passado do Frank. é isso. espero que gostem.

~POV FRANK

Acordei com a voz do Billie Joe vindo do meu celular. Levantei cambaleando e sai catando tudo quanto era coisa pela sala, que ainda estava escura, até achar meu celular que já havia parado de tocar. Eu queria voltar a dormir, mas algo me dizia para ver quem era.

Olhei no visor. 04:30 da manhã e 20 ligações perdidas. Sono pesado, sim ou claro?

Era minha mãe.

— Droga! – xinguei baixinho enquanto discava seu número. – Mãe? Mãe aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado assim que ela atendeu.

- Frank! Frank filho, me desculpa, mas a gente tem que ir. Se ajeite e saia que eu já tô chegando. – falou com pressa e desligou.

Não precisava de mais nada para eu entender o que estava acontecendo. Olhei para Andy que dormia tranquilamente no sofá. Eu teria que deixa-lo de novo, pelo mesmo motivo. Já devia ter me acostumado, já que era bem a 20ª vez que isso acontecia. Estava tudo bem e do nada eu precisava deixar todos e começar uma nova vida em outro lugar, sempre foi assim. Só que dessa vez não seria tão doloroso como na ultima. Peguei um bloco de anotações e uma caneta e comecei a escrever um bilhete.

“Andy, você já deve imaginar o que aconteceu. Minha mãe me ligou e, eu sinto muito, mas vou precisar ir embora de novo. Da outra vez não pude avisar nada, mas dessa vez lhe deixo esse bilhete. Assim que chegar a algum lugar eu te ligo. Não sei pra onde vou dessa vez, nem sei se volto... Cuide bem da Val e do Zacky e... cuide-se.

Já sinto a sua falta,

Frank.”

Deixei o bilhete em baixo de uma porta retrato e observei a foto. Eu e Andy, no nosso aniversário de um ano. Sorri ao ver que ele ainda a tinha, enquanto eu perdi a minha em uma das mudanças.

Peguei meu celular, o casaco e minha mochila, depositei um beijo no Andy e sai.

Minha mãe já me esperava e assim que entrei no carro ela acelerou. Quando saímos da cidade me senti mais tranquilo, mas minha mãe ainda estava nervosa e dava pra ver algumas lágrimas que escorriam pelos cantos de seus olhos.

— Me desculpa, filho. – ela disse. – Eu sei o quanto você estava feliz aqui...

— Tudo bem, mãe. A culpa não é sua. – falei, mas de vez em quando ela olhava pra mim e pedia desculpas novamente.

Coloquei meus fones e observei o nascer do sol.

Quando passamos em uma rua antes da saida da cidade, vi umas crianças brincando e uma mulher chamando para ir embora.

Aquilo me trazia uma recordação da minha infancia, a primeira vez que precisamos nos mudar, sempre acontecia isso, eu via algo e vinha algumas lembranças do passado, que até então eu nunca havia lembrado...

Estava no carro com minha mãe, tinha 4 anos e ela dirigia muito rápido pelas ruas de Detroit, Michigan.

~Flashback on:

— Mãe... Pra onde estamos indo? – perguntei confuso.

— Pra outra cidade, meu amor...

— Por quê? – perguntei com inocência.

— Porque sim, Frank.

— Mas mãe... E os meus amiguinhos? – choraminguei.

— Você fará outros amiguinhos na nova cidade, filho.

— Mas mãe... Quem era aquele homem que foi nos visitar?

— Ninguém, Frank! Chega de perguntas! – gritou e eu me calei.

~ fim do Flashback.

E lembrei-me da ultima, antes dessa, a primeira vez que eu deixei o Andy... 26 de dezembro, seu aniversário, estávamos em sua casa comemorando e finalmente havia chegado a hora de meu segundo presente. Havia decidido que teria minha primeira vez com ele. E tive... Foi a primeira vez de ambos. E foi incrível e especial...

~Flashback on:

Olhei para o lado, e lá estava ele, me olhando. Ambos estávamos suados e ofegantes. Abraçou-me e sussurrou em meu ouvido um “te amo” que me parecia o mais sincero que ouvi em minha vida. Beije-o e me acomodei mais em seus braços, e dormimos assim abraçados. Mas estava tudo perfeito demais... E acordei com meu celular tocando.

— Alô? – atendi sem ver quem era.

— Frank, vamos embora! Saia ai que eu já tô te esperando aqui fora. – falou minha mãe do outro lado.

— Mãe, o que aconteceu? Ele voltou? – perguntei desesperado.

— Sim. – ela sussurrou e desligou.

Catei minhas roupas e vesti o mais rápido possível, peguei minhas coisas, mas não pude deixar de olha-lo mais uma vez antes de ir. E vê-lo deitado naquela cama, onde estávamos juntos alguns minutos atrás e saber que eu estava abandonando-o depois de uma noite tão especial quanto a que tivemos me quebrava o coração, mas o que eu podia fazer? Meu peito começou a apertar e as lagrimas desceram por meu rosto, ardendo, queimando, me destruindo. Onde que eu estava com a cabeça em pensar que poderia me relacionar com alguém sem coloca-lo em perigo ou magoa-lo? Porque era isso, ou eu ficava com ele e o colocava em perigo ou deixava-o e magoava-o. E eu preferi a segunda opção.

~ fim do Flashback

Senti minha mãe me cutucar, e percebi que havia dormido.

— Ahm? Oi? – falei atordoado.

— Vai querer algo pra comer? – perguntou apontando para uma lojinha que havia em um posto onde havíamos parado.

— Não...

— Tá, fica ai que eu já volto. – falou e eu automaticamente segurei seu braço olhando-a assustado. – Fran, tudo bem... Eu não demoro. – tentou me tranquilizar, só tentou.

Enquanto ela foi, eu fiquei no carro olhando pra qualquer movimento que me parecesse suspeito. Olhei no relógio e já eram 07:00. Passei a mão no rosto em um gesto que fazia sempre que estava nervoso e percebi que ele estava um pouco molhado. Eu chorei?! Encostei a cabeça no encosto do banco e fechei os olhos tentando esquecer por alguns minutos essa desgraça que eu chamo de vida. Me assustei ao ver a porta do carro abrir, mas era só minha mãe com algumas compras... E logo partimos.

— Para onde vamos dessa vez? – perguntei triste.

— Ainda não sei... Por enquanto vamos ficar em um hotel que tem aqui perto...

— Como soube que ele havia voltado? – perguntei.

— O vi no supermercado.

— Tem certeza que era ele?

— Tenho. Mas ele não me viu... – afirmou. – Vamos nos afastar por um tempo, deixei um amigo encarregado de ver se ele vai ficar muito tempo na cidade, se ele for embora, talvez possamos voltar... Mas não se anime, não é de certeza, okay?

— Tá. – murmurei... Ela havia dito a mesma coisa da ultima vez... “talvez possamos voltar”, mas nunca voltamos.

Então, lembrei-me de Gerard.

Nós não voltaríamos mais, o que significa que eu não poderia vê-lo. Não poderia ver seus olhos abertos, ouvi-lo falar algo, vê-lo vivo, conhece-lo melhor. E eu que pensei que dessa vez seria menos doloroso, mas então porque essa dor só faz aumentar em meu peito?

Dessa vez, eu não só deixei o Andy, como também deixei o Mikey, o Ray e o Gerard. E agora, só tenho a minha mãe, mais uma vez. E sei que sempre poderei contar com ela, estamos nessa juntos, e eu só tenho a agradecer, pois se não fosse ela, hoje eu não estaria aqui.

Chegamos ao hotel duas horas depois e eu logo subi para o quarto.

Larguei minhas coisas em qualquer canto, e segui em direção ao banheiro.

— Mãe, vou tomar um banho, ok? Talvez demore um pouco... – avisei.

— Ok, enquanto isso eu organizo nossas coisas aqui.

Entrei no banheiro, coloquei a banheira pra encher e retirei o saquinho do bolso. O resto da droga que havia sobrado da sexta. Distribui algumas carreirinhas, esvaziando o saquinho. Minha cabeça estava cheia de lembranças do passado, e o motivo para eu estar ali, fugindo mais uma vez, me assombrava a cada segundo. Inalei todas rapidamente, ficando tonto, limpei qualquer vestígio da droga, retirei minhas roupas e entrei na banheira. Permaneci deitado lá, sentido a droga fazer efeito e logo senti meus olhos pesarem e apaguei ali mesmo.

Andava apressado pelas ruas desertas de Jersey, mas ainda podia sentir aquela pessoa que me seguia. Apressei o passo e quase corria.

— Não adianta correr. Não adianta fugir, nem se esconder. Eu vou encontrar você do mesmo jeito, mas se assim preferir, então iremos brincar de esconde-esconde, esta comigo. Pode começar a se esconder, pois já estou procurando. – ouvi uma voz sussurrar, e senti um arrepio de medo percorrer meu corpo.

Com medo, comecei a correr o mais rápido que podia por ruas que agora eram totalmente desconhecidas por mim. Cheguei a um beco sem saída e de longe podia ouvir assovios despreocupados.

— Frank, Frank, Frank, eu vou te achar... – cantarolou.

Abaixei-me no canto da parede, e fiquei lá no escuro, lá não poderia me ver. Fiquei quieto, mas minha respiração estava acelerada e meu coração pulsava mais rápido que nunca. Fez-se silencio e a única coisa que eu ouvia era minha respiração e o som do meu coração que parecia gritar por ajuda de dentro do meu peito. Ouvi passos se aproximando e levantei a cabeça para olhar. Vi uma sombra entrar no beco e se aproximar. Abaixei a cabeça novamente e fiz silencio, realmente me sentia uma criança brincando de esconder. Eu devia correr, devia fugir dali. Mas não conseguia me mexer e sabia que se corresse iria ser pego.

— Ai esta você! Eu num disse que iria te achar! – comemorou. E me puxou do chão me segurando pela camisa. Uma de suas mãos me segurando e outra que estava suja de sangue alisava meu rosto. – Pensei que você deixaria essa brincadeira mais interessante, mas foi muito fácil! – balançou a cabeça negativamente em forma de despontamento.

Permaneci calado, observando aquela sombra espalhar o sangue de sua mão por meu rosto.

— Não vai me perguntar de quem é esse sangue? Não tem nada, eu respondo mesmo assim! Eu andava pelas ruas de Jersey, e acabei chegando a sua casa, então resolvi fazer uma visitinha surpresa. – Falou com um sorriso um tanto psicopata no rosto.

Senti meu corpo pesar, não podia acreditar. Não, não, não. NÃO.

— NÃO! NÃO PODE SER... – Gritei.

Lagrimas pesadas escorriam pelo meu rosto. E nenhuma dor poderia ser comparada à que eu estava sentindo.

— SIM! – gritou eufórico. – Eu disse a ela que ela não poderia ir contra mim, ela escolheu. Ela decidiu o que queria, e teve que sofrer as consequências. E agora... O que farei com você? – sorriu malicioso.

Paralisei. De novo não. Eu não aguentaria.

Notas finais
NÃO QUEIRAM ME MATAR! D:
já estou sendo jurada de morte pela NoiseDangerHeart...
e beem, acho que não tenho mais nada pra falar... tô muito bem não. é isso.
beijão ;*