Storm

16 vampires will never hurt you


Notas iniciais
Oi!
mais uma vez: desculpa a demora, eu disse que ia tentar postar mais rápido, só que... não tive tempo, mesmo estando de ferias já. Mas eu prometo não atrasar muito da próxima vez.
E vamos a fic... Esse cap é importante, muito importante na verdade, e ficou bem grande, e eu acho que "um pouco" pesado. Fala muito sobre o passado do Fran então é bom prestar atenção. Então é isso... E ah,
A_Revolution gostei das suas ideias... de quem será que o Frank e a mãe dele fogem?
Boa leitura. ^_^

Paralisei. De novo não. Eu não aguentaria.

- NÃO! NÃÃO! POR FAVOR, NÃO! – gritei.

Levantei-me tremendo. Olhei em volta, e percebi que estava no quarto do hotel, e minha mãe dormia ao meu lado. Ainda bem que não a acordei. Só um pesadelo, foi só um pesadelo. Só um pesadelo Frank, acalme-se. Estava suado e ainda tremia, me forcei a levantar e fui ao banheiro. Tomei um banho rápido e voltei a me deitar. Fechei os olhos e tentei me imaginar feliz, com meus amigos em Jersey assim como tinha dito o meu psicólogo, pense em coisas boas... Tentei imaginar como seria o sorriso de Gerard... É, esse lance de pensar em coisa boas nunca funcionou. Lembrar que nem cheguei a falar com ele, com “meu protegido” como diria o Andy... Às vezes me pergunto: Porque acontecer isso comigo?

~Flashback

31 de outubro. Meu aniversário de 9 anos. Halloween.

Minha mãe saiu para comprar uns doces, e eu fiquei só. Não gostava disso, sempre tive medo de ficar só, sabia que corria perigo, mas minha mãe tentava me dar uma vida normal. Ouvi a campainha tocar e fui ver quem era, morrendo de medo.

— Quem é? – perguntei.

— Serj, lá do final da rua. – respondeu.

— Não conheço nenhum Serj!

— Vamos lá Frank, eu só quero alguns doces. – Sabe meu nome. Ah, vou abrir, ele só quer alguns doces mesmo. Mas algo me lembrou do perigo, e que não deveria abrir a porta para ninguém.

Abri a porta e vi um cara fantasiado, não dava pra ver seu rosto.

— Doces ou travessuras, Frank? – perguntou.

— Foi mal Serj, mas não tenho doces.

— Tudo bem Frank, você que escolhe. – Falou e me empurrou para dentro, me fazendo cair. Entrou e trancou a porta.

— O que pensa que esta fazendo? –levantei-me.

— A travessura. – respondeu.

Corri para o andar de cima, mas ele me puxou na metade da escada, me fazendo cair, e sair rolando. Me pegou pela camisa e me jogou no canto da sala. Bati minha cabeça na estante, e senti um liquido quente escorrer pela minha testa.

— Você esta bem? – perguntou, enquanto ajoelhava-se ao meu lado.

— Porque esta fazendo isso comigo? – perguntei e uma lagrima escapou dos meus olhos.

Por um minuto ele parou e ficou apenas me olhando.

— Vem Frank, vamos brincar! – sorriu.

Pegou-me nos braços e subiu as escadas em direção ao quarto. Realmente achei que fossemos brincar, mas ele me jogou na cama e saiu do quarto. Me assustei, estava com medo do que poderia acontecer algo me dizia para sair daqui e essa era minha chance, tenho que sair daqui agora! Mas quando eu estava perto da porta do quarto ele voltou e me jogou no chão. Escorreguei pelo chão até bater na parede. Senti minhas costas doerem como nunca e me sentia fraco, talvez devido ao sangue que perdi. Cadê a minha mãe? Porque ela não chega logo? Me puxou pela camisa e me imprensou contra a parede.

— Opa, vamos com calma... Sua mãe ainda vai demorar a chegar, temos bastante tempo para brincar, okay?

— Minha mãe... Cadê ela? – perguntei confuso.

— Bem longe Frank, bem longe...

Me jogou na cama novamente amarrou-me na cama e logo em seguida tirou um pano do bolso amarrando-o em meus olhos. Me desesperei com o que estava prestes a fazer. E comecei a me debater.

- É melhor parar, se não vai se machucar mais ainda. – falou e senti-o acariciar meu rosto, e foi descendo... Até tirar meus sapatos e minha calça.

— O-o q-q-eu vo-c-cê tá fa-fazendo? – gaguejei.

— Shhh, calma... É só uma brincadeira, vamos nos divertir muito Frank. – falou e logo em seguida tirou o que sobrava das minhas roupas.

— E-e-eu não quero brincar disso! – tentei falar em meio ao pânico que começava a me tomar.

— VOCÊ VAI SIM! E VAI BRINCAR DIREITINHO, DO JEITO QUE EU MANDAR! – gritou e logo em seguida senti meu rosto arder. E de novo, e de novo, até que ele cansou de me dar tapas e começou a dar socos e mais socos. – DIGA! DIGA QUE VAI FAZER O QUE EU MANDAR!

— VOU, EU VOU, MAS PARE POR FAVOR! – gritei em quanto recebia mais um soco.

E por um instante eu pensei que ele tinha parado. Mas ele só estava começando. Nunca senti tanta dor na minha vida. Senti lagrimas escorrem por meu rosto ferido e, bem esse deve ser meu fim. Mas eu me enganei se achei que acabou por ai. Fui torturado, violentado, espancado, implorei para que parasse, mas era ignorado, gritava de dor para logo em seguida receber outra surra. E quando eu achei que não podia piorar...

— Porque ainda tá vivo? Você não é NADA! Não vale nada, ninguém te ama, ninguém te quer Frank. – falou enquanto me batia mais uma vez. – FRACO! VOCÊ É UM FRACO! Não deveria ter o nome que tem! – E de repente começou a apertar minha garganta, me sufocando. – Verme! Ninguém te ama... acredite, ninguém te quer, eles só tem pena de você, o pobre coitadinho do Frank Iero! FRACO! – gritou e ouvi o som de algo quebrando e logo em seguida um terrível dor no braço direito. Então começou de novo. Me torturando psicologicamente. E assim se seguiu durante um bom tempo, até que eu apaguei.

Escutei vozes, pessoas gritando, mas não conseguia entender.

— Achei ele! – ouvi alguém gritar.

E logo todo mundo estava gritando. Senti alguém me pegar, e pude ouvir o espanto das pessoas que estavam lá, deveria estar horrível.

— Ai meu Deus! Frank! Frank meu filho, me perdoa. – era minha mãe. Ela chorava muito.

Eu tento falar alguma coisa, mas não consigo me mexer. Estou cansado dessa vida, só quero gritar até meu coração parar de bater. E foi o que eu fiz... Gritei.

— Shhh... Calma, Fran... Eu tô aqui, calma, vai ficar tudo bem... – minha mãe falou e eu me senti seguro então me deixei levar pela dor e apaguei novamente.

Fim do flashback.

Abri meus olhos, lembrar de tudo me trouxe de volta a dor que a anos eu tento suportar, mas eu não consigo mais suporta-la nem posso manda-la ir embora. Suas palavras me feriram mas do que qualquer coisa e as cicatrizes ainda estão abertas, fazendo essa dor se tornar insuportável. Não tenho mais a droga para me fazer esquecer... E mais uma vez sinto vontade de gritar até meu coração parar de bater. Levantei-me e fui até o banheiro, abri uma bolsinha que havia lá e retirei de lá outra velha companheira... A lâmina. Sentia nojo de mim mesmo e ele tinha razão eu sou um fraco, um verme. Mais lagrimas escorreram por meu rosto enquanto pressionava a lâmina em meu braço. Alguns flashes daquele dia vinham à tona em minha cabeça, me causando mais dor. Eu era só uma criança... Mais lagrimas. Me pergunto como elas ainda não se esgotaram... Gritos de desespero, dor, raiva, gritos de dor, mais gritos... Como eu queria poder apagar tudo isso da minha memoria. E se eu fosse amado? Se eu não fosse um nada? E se eu nunca tivesse aberto aquela porta? E se... Mas mesmo que eu não tivesse aberto a porta ele me acharia como fez outras vezes. É aquela não foi a ultima vez... Continuava a pressionar a lâmina em meu braço, e o sangue escorria por meu braço e pingava sujando o chão. Droga! Vou ter que limpar isso. Limpei o chão e fiz o curativo em meu braço que logo ganharia mais cinco novas cicatrizes. Eu sou tão fraco, que poderia ter acabado com isso logo, mas não tenho coragem e não poderia deixar minha mãe, não posso pensar apenas em mim. Olhei-a dormir, e mesmo enquanto dormia podia ver a preocupação em seu rosto. Minha mãe, que lutou por cada minuto de minha vida, que colocou sua vida em risco por mim, e se não fosse por mim ela hoje estaria feliz. Ele tinha razão... Porque ainda estou vivo? Mas eu tenho uma resposta: Estou vivo por ela. Ela lutou para que eu vivesse então eu vou lutar para continuar vivo, por ela. E estando com ela eu sei que os vampiros nunca irão me pegar.

...

17:00 da tarde. Estou com fome, com tedio, e preciso sair desse quarto. Levantei, peguei minha carteira, meu casaco e escrevi um bilhete pra minha mãe avisando que ia comprar algo pra comer.

— Oi? É... O senhor poderia me informar onde posso encontrar alguma lanchonete aqui perto? – perguntei ao recepcionista do hotel.

— A mais próxima fica a quatro quarteirões daqui. É só seguir direto e vira na quinta rua a esquerda. – Respondeu votando a concentrar-se em seu jornal.

— Obrigado. – agradeci e sai.

Esta um final de tarde frio nessa cidadezinha desconhecida, e as ruas desertas. Lembrei-me que ainda estava com o casaco na mão.

— Melhor pôr o casaco né idiota! – murmurei baixinho pra mim mesmo.

Vesti o casaco e coloquei o capuz. Continuei caminhando seguindo as instruções do porteiro antipático e logo cheguei a tal lanchonete. Comprei algumas besteiras, comi e estava pensando em voltar direto para o hotel, mas queria dar uma caminhada então fui andando pelas ruas.

Caminhava com a cabeça baixa chutando algumas pedrinhas no caminho até que esbarrei com alguém.

— Ei! Olha por onde anda pirralho. – gritou um homem um pouco mais alto que eu.

— Ei, não reclama, você deveria olhar por onde anda também! – falei, mas permaneci com a cabeça baixa.

— Sai da minha frente que eu estou com pressa. – falou. Algo no jeito dele falar me era familiar, o conhecia de algum canto. Olhei para ele pela minha visão periférica ainda sem mostrar meu rosto e...

— Cla- claro. – gaguejei e sai de seu caminho. Eu não acredito. Meu coração batia forte, e eu me tremia muito.

Ele continuou andando, e eu fiquei lá paralisado observando-o ir embora. Até para respirar estava difícil, parecia que tinha algo apertando minha garganta e apertando... Era ele, eu tinha certeza. Meu coração falhou cinco batidas quando o vi parar, e em seguida bateu como se fosse a ultima vez que estava fazendo isso. E talvez seja. Fiz um esforço para conseguir me mover, e fingi que também estava indo embora, olhei por cima do ombro e pude ver que ele me observava, continuei andando, mas podia sentir seus olhos sobre mim. Droga, será que ele viu que era eu? Começava a entrar em pânico, continuei andando mais rápido e olhei parar trás mais uma vez e percebi que ele começava andar na minha direção. Pronto, f-o-d-e-u. O pânico começava a me dominar, e eu mal conseguia respirar, e parecia que havia algo prendendo meus pés ao chão, me impedindo de andar. Melhor correr? Mas e se ele correr atrás? Seria eu mais rápido que ele?

— Ei! Você! – chamou.

Meu coração parou. Eu parei. Porque eu parei? Eu devia correr!

— Espera! Poderia me dar uma informação? – pediu já mais próximo de mim.

Não respondi. Não me movia um centímetro. Vamos lá Frank, aja naturalmente, não dê bandeira. Talvez ele nem tenha percebido. A quem eu tô tentando enganar meu Deus? Ele percebeu, eu sei! Puxei o capuz de maneira que cobrisse boa parte de meu rosto e virei-me.

— Claro. – respondi tentando segurar todo o ódio que eu sentia daquele monstro a minha frente.

“Não levante a cabeça por nada nesse mundo Frank!” — Pensei.

— Poderia me informar onde fica essa rua? – perguntou me entregando um papel. – É que eu estava viajando, mas preciso descansar, então me recomendaram esse hotel.

Peguei o papel, e acidentalmente minha mão tocou a sua me dando um leve “choque”.

— Belas tatuagens. – comentou enquanto observava minhas mãos. Péssima hora em que decidi sair de casa sem luvas.

— Obrigado. – Agradeci. Sorte a minha que ele nem sonhava que eu usava tatuagens.

Olhei o endereço em minhas mãos, era da rua que ficava o hotel em que estávamos, sabia, pois havia visto na placa da rua. Tremia visivelmente, fazendo o papel em minhas mãos balançar.

— Esta muito frio, não? – perguntou pegando em minhas mãos, fazendo-as parar de tremer.

Reprimi o impulso de sair de perto dele e a vontade de vomitar. Sim eu sentia nojo, muito nojo até de sua voz que chagava aos meus ouvidos.

— Sim, muito.

— Halloween? – perguntou lendo a palavra tatuada em meus dedos. Lindo! Agora ele vai saber que sou eu.

— É.

— Gosta do Halloween? – perguntou, e pelo seu tom de voz parecia desconfiado de algo ou prestes a descobrir.

— Não. Imagina. – respondi e ele riu. Droga, droga, droga!

— Por quê?

— Apenas é meu feriado favorito.

— Ah sim... Eu conheço um rapaz que faz aniversário no dia do Halloween, é um excelente rapaz.

— Ah, que sorte a dele. Bem, pra chegar nessa rua, você precisa apenas ir direto na direção que você ia, você vai passar por dois semáforos mais lá na frente, depois do segundo você vira à direita e pode ir em frente que vai achar o hotel. – falei entregando-lhe o papel.

— Obrigado.

— Por nada...

É claro que eu havia dado o caminho errado. Não sabia nem se existia esses semáforos. Espero que não e que ele ficou procurando até não aguentar mais. Vi ele ir pela direção que indiquei e olhou pra trás duas vezes. E quando ele já estava um pouco longe, virei-me e comecei a seguir rápido para o hotel, precisamos sair daqui já. Acho que consegui disfarçar bem. E agora, meu coração batia rápido e forte parecia que ia explodir e eu me tremia muito, fazia seis anos que não nos encontrávamos cara a cara. Eu andava rápido por ruas desconhecidas, quase corria em direção ao hotel, mas tinha a leve impressão de que estava sendo seguido, deve ser só coisa da minha cabeça perturbada, eu vi que ele foi embora, não vi? É, eu vi... Ou não. Droga! Segui mais rápido e agora já estava correndo.

— Mãe! MÃE! LEVANTA DAI, DROGA! – cheguei gritando no quarto e jogando as coisas todas dentro das malas.

— Frank? O que foi? – ela acordou atordoada.

— Sem tempo pra conversas mãe, levanta logo! Me ajuda aqui? – pedi.

— Não vai me explicar o que tá acontecendo? – ela perguntou enquanto me ajudava a arrumar as malas.

Parei de frente a ela, serio, e senti a primeira lagrima descer seguida de outras, cai no chão sem mais forças para permanecer em pé.

— Frank, filho... Precisa me contar o que aconteceu... – ela falou enquanto me puxava para seus braços, ainda sentados no chão.

— Me ajuda a levantar mãe, precisamos sair daqui o mais rápido possível. Eu... Eu... Ele tá aqui mãe! – falei desesperado.

Ela me ajudou a levantar, sentei-me na cama, enquanto ela terminava de arrumar algumas coisas.

— Aonde você o viu?

— À algumas quadras daqui, ele me perguntou onde ficava esse hotel, ele sabe onde estamos, mas eu indiquei um caminho oposto. – falei, mas ela parou de prestar atenção no momento em que eu disse que ele tinha me perguntado.

— ELE FALOU COM VOCÊ? – ela gritou desesperada. – POR DEUS FRANK, ELE PODIA TER FEITO ALGO COM VOCÊ!

— Calma mãe, ele não viu que era eu. Acho. Pelo menos parece não ter percebido nada...

— MESMO ASSIM FRANK! PRA ONDE VOCÊ FOI? VOCÊ SABE QUE NÃO PODE FICAR ANDANDO POR AI, ELE PODIA TER TE RECONHECIDO, JÁ IMAGINOU O QUE ELE PODIA TER FEITO? MEU DEUS...

— Sim, eu sei o que ele podia ter feito por isso que eu quero sumir logo daqui! Ele sabe onde estamos e não demora muito até ele encontrar o caminho certo do hotel, então da pra ir agora ou vai esperar que ele chegue?

— Tá, vamos. – ela falou fechando as malas.

Saímos de lá o mais rápido possível, e quando estávamos umas duas quadras depois vimos ele virando a esquina.

— Tem certeza que ele não lhe reconheceu? – perguntou.

— Absoluta... Sabe o que ele disse?

— O que?

— Ele percebeu a minha tatuagem. – falei mostrando meus dedos. – Ai ele perguntou se eu gostava do Halloween, e disse que conhecia um rapaz que fazia aniversário no dia do Halloween, e que é um excelente rapaz.

— Cínico. E você, disse o que?

— Ah, que sorte a dele. – repeti.

— Me conte, vocês conversaram muito? – perguntou curiosa.

Contei tudo o que havia acontecido a ela, com detalhes, porque eu tenho uma mãe muito curiosa. Ela só faltou surtar à medida que eu falava o quão próximo estive dele...

— PORRA! – gritei.

— O que foi menino? – minha mãe me olhou assustada.

— Olha a hora, já é 20:00 e eu ainda não liguei pro Mikey!

— O que vai dizer a ele?

— Não se preocupe, eu não vou contar...

— Fran, você sabe que se quiser contar não tem problema, é bom você desabafar sobre isso com alguém, já que se recusa de ir ao psicólogo.

— Seguinte mãe, ninguém precisa saber disso, e o psicólogo não ajuda em nada, okay? Não precisam que meus amigos tenham peninha de mim... – falei irritado.

— Desculpa Fran...

— Não é culpa sua mãe... Tá tudo bem okay? Eu tô bem, tenho você, não preciso desabafar com ninguém. – falei e recebi um sorriso fraco em troca.

Sabia o quanto ela sofria com isso... Todos nós sofremos, digo todos nós: eu e ela. Porque somos só nós dois contra o mundo, como ela me dizia quando era pequeno. Se é que um dia eu cresci, mas são só detalhes...

Hora de ligar pro Mikey... Hora de mentir, eu detesto isso, mas é necessário. E eu já tô meio... Acostumado.

- Oi Mikey, sou eu Frank. Ei cara me desculpa, mas eu nem vou poder ir. – falei assim que ele atendeu.

Silêncio.

— Mikey? – perguntei.

Silêncio.

— Mikey? – perguntei de novo.

— Ah... É... Oi! – respondeu.

— Tá tudo bem? – perguntei preocupado.

— É... Tá, tá sim. Mas... Porque você não vai poder vim?

— Ah... É uma longa história... Mas resumindo, minha mãe foi transferida no emprego dela, e a gente precisou se mudar.

Mentira.

— Mudar? Mudar pra onde?

— É... Eu ainda não sei, ela disse que é uma ótima cidade e quer fazer surpresa.

Mentira.

— Ah... Mas você tinha acabado de se mudar pra cá...

Mentira.

— É... Pois é, é que eu vivo me mudando, um saco isso. – fingi irritação.

— Então, não vamos nos conhecer? – perguntou, um tanto tímido demais.

— Mas Mikey... Nós já nos conhecemos... – estranhei.

— É... Acontece que... Não é o Mikey que tá falando Frankie.

Frankie? Ninguém nunca me chamou de Frankie. Gelei, meu coração acelerou e de repente eu me vi nervoso.

— Não? – perguntei.

— Não, é o Gerard. – falou.

Silêncio.

— Frankie? Posso te chamar assim né?

Silêncio.

— Frank? Tá ai? – perguntou preocupado.

Notas finais
Reviews? Vamos me digam o que acharam, quero ver a opinião de vocês, okay? E por favor não me matem! D:
Vejo vocês depois. ;*