Stop look me

22 Capítulo 22 - Suspicion


Notas iniciais
Oi. Eu demorei uns 15 dias, porque agarrei no segundo parágrafo e não conseguia escrever. Mas hoje, eu, ateia, durante um dos cultos evangélicos tediosos onde sou obrigada a ir, arranjei inspiração. Agradeçam ao tédio. Boa leitura!

Santana suspirava ansiosa dentro de seu carro. Estava frio, e ela estava na frente da casa de Quinn, porém ainda era cedo e ela sabia disso. Tinha ficado ansiosa desde a noite anterior e acabou saindo muito cedo de casa. Havia limpado o carro todo. Não que seu carro fosse sujo, mas... Quinn iria entrar nele dentro de alguns minutos, então teria que estar impecável.

Estava frio ali fora, ela pensou. Olhou pros lados e imaginou que algum vizinho ja teria a notado e provavelmente deveria estar muito assustado. Um carro velho, simples, num bairro extremamente luxuoso, como aquele onde Quinn morava, era um sinistro constraste. Quando tinha uma latina dentro, mais estranho ainda.

Sorriu ao ver a loira que tanto gostava abrindo a porta da frente da casa pomposa e observou que ela também sorriu ao ver seu carro. Pensou em como a loira ficava sexy com o uniforme vermelho de lider de torcida. Ela estava com a mini-saia e um casaco enorme por cima da roupa, e com certeza estava sentindo frio.

A loira trancou a porta por fora e caminhou tranquila até o carro, abrindo a porta e entrando nele como se fosse o seu próprio carro.

Olhou pra Santana e reparou em como ela estava corada, porém não entendeu o porquê.

Q: Bom dia, San! — exclamou com uma carinha de sono, porém alegre.

S: Bom dia, Quinnie. — respondeu ainda tensa. Quinn não se aproximou. E Santana não sabia se deveria fazer algo, então levou a mão até a chave na ignição e ligou o carro.

Acelerou e quando estavam saindo do bairro, sentiu Quinn colocar a mão em sua coxa e se aproximar, dando um beijinho singelo em sua bochecha e um outro mais selvagem, em seu pescoço.

Q: Alguém por lá podia ver e acabar arranjando problema pra nós duas — se explicou baixinho perto do ouvido da outra.

Santana estava se sentindo no céu. Parecia um sonho, parecia que a qualquer momento ela ia acordar e Quinn ainda seria a garota que nunca falava com ela.

Entrou no estacionamento da escola e suspirou. Não tinha vaga em lugar nenhum e ela não gostava de estacionar fora do perímetro da escola.

Q: Estaciona na minha vaga. — sussurrou novamente.

S: Eu acho melhor não, Quinn. — ponderou. Não queria jogadores de futebol e lideres de torcida comentando sobre as duas.

Q: Lopez, larga de ser teimosa e estaciona lá. — insistiu com a sobrancelha franzida.

S: Ok, ok, não precisa ficar irritada. — concordou estacionando no local que onde os jogadores tinham pichado em letras vermelhas e grandes "Quinn L. Fabray".

Assim que desligou o carro, sentiu as mãos geladas de Quinn lhe puxarem pela nuca. Os labios finos estavam cobertos por uma fina camada de batom claro, mas ainda sim Santana sabia que deveria ir com calma, pois estavam rachados. Chupou o lábio inferior da loira, sentindo o gosto sutil, porém saboroso de cereja, e sinceramente, pediu à Deus para nunca mais sair dali, daqueles braços.

Q: Vamos almoçar juntas de novo hoje. — Quinn a lembrou, a fazendo sorrir.

S: Você gosta de costelas de porco e purê? — indagou preocupada.

Q: Eu adoro as duas coisas, porquê? — indagou de volta.

S: Isso que teremos pra hoje! — contou feliz.

Q: Sério? — perguntou e observou a latina balançar a cabeça positivamente. — Meu Deus, como Mercedes pôde dizer que a comida aqui é ruim?

S: Hum... Eu não sei. A maioria dos alunos de classe média alta nunca almoçou aqui, porque já tiraram a conclusão precipitada de que a comida é ruim, mas na verdade a comida é realmente boa! O problema todo é o cardápio, que não inclui coisas sofisticadas.

Q: Não vejo a hora de provar e poder esfregar isso na cara da Mercedes! — afirmou empolgada.

Santana ia responder algo à loira, porém não foi possível. O toque de seu telefone, Otherside, do Red Hot Chili Peppers começou a tocar e ela rapidamente cancelou a chamada. Quinn leu o nome de Finn Hudson e respirou fundo.

Q: Por que ele está te ligando? — não quis parecer ciumenta nem possessiva, mas ja era a segunda vez e ela estava começando a achar estranho.

S: Ele quem? — perguntou tensa e assistiu Quinn ficar vermelha e respirar fundo de raiva.

Q: Ninguém, Santana. — sussurrou rouca abrindo a porta e saindo do carro, fazendo a latina sair quase na velocidade da luz para a alcançar.

S: Desculpa, ok? — murmurou perto da boca da loira, sem se importar com os olhares que provavelmente estavam recebendo. — Eu ainda tenho que conversar com ele e estou procastinando isso... sério, me desculpa, Quinn. — pediu com uma expressão triste.

Q: Ok, eu só... me senti um pouco desconfortável com seu ex te ligando, mas eu não posso exigir nada. Você ainda não é minha namorada, então... — respondeu sem graça. Não tinha engolido essa história sobre Finn e estava disfarçando isso o máximo que conseguia.

S: Não precisa se sentir assim. Eu só tenho olhos pra você. Eu amo você. — se declarou fazendo o estômago de Quinn se revirar. Ela não tava aguentando a pressão, ela queria sair correndo imediatamente.

Q: Obrigada, eu acho. — falou se sentindo uma idiota. Uma idiota desconfiada. Uma idiota que checaria a história. Onde já se viu, o ex ficar ligando pra sua... Não, era sua, mas dane-se. Não gostou, não ia deixar por isso mesmo.

S: Vou entrar. Te encontro no refeitório, na hora do almoço. — disse antes de dar um selinho na loira e caminhar em direção ao Colégio, com um sorriso no rosto.

Quinn escostou no carro da Latina como se fosse seu. Precisava fazer algo. Pegou o celular no bolso do enorme casaco e foi direto pra lista telefônica. Sabia que tinha o número dele, só precisava procurar. Não estava lá, na sessão de nomes com a inicial do nome dele. Onde estava? Ah sim! "B" de Boca de Truta. Ele era quem a ajudaria. Afinal, se ele queria encostar aquele troço enorme nos labios de sua melhor amiga, ele teria que colaborar. Não pensou duas vezes antes de discar o número dele.

Notas finais
Comentem. E se serve de consolo, o proximo já está quase finalizado. Sim, o culto rendeu.