Stop look me
21 Capítulo 21 - Temptation
Notas iniciais
Quinn saiu suada do treino. Sue estava exigindo cada vez mais dela e ela estava adorando, ao contrário do que sabia que a treinadora planejava.
Usava um top vermelho e a saia característica quando entrou no corredor em direção ao vestiario e observou Santana sentada num banco próximo a esperando. Se aproximou mais, reparando na expressão meio boba da latina em seu abdome definido.
Q: Eu demorei muito? — já chegou perguntando. Não queria que a latina tivesse esperado por ela por muito tempo.
S: Não, sentei aqui a menos de 5 minutos. — continuou olhando fixamente para o corpo molhado de suor da loira que decidiu provocar.
Q: Você está bem, San? — passou a mão na barriga naturalmente e sorriu quando a latina suspirou instantaneamente.
S: Sim, eu to bem sim. Vamos? — perguntou ansiosa fazendo a loira sorrir.
Q: Vamos... — teve vontade de pegar na mão da latina novamente, mas se sentia tão tímida pra fazer isso... respirou fundo ao sentir a mão macia encostar na sua como um pedido para que os dedos se entrelaçarem, pedido silencioso que foi prontamente atendido pela mão alva da loira.
Caminharam em direção ao carro da loira, que mais cedo tinha sido palco do almoço que ficou o tempo todo na cabeça das duas durante a tarde.
A loira destravou o carro enquanto entrava pela porta do motorista, observando a latina fazer o mesmo na porta do lado aposto. Ligou o carro silenciosamente e logo após poucos minutos dirigindo, sentiu a mão da latina lhe fazendo carinho na coxa, perto demais do joelho, na opinião da loira.
S: Como foi o treino? — perguntou baixinho. Se sentia tímida demais, pequena demais, perto da outra.
Q: Foi bom. Sue gritou além da conta comigo hoje. — comentou como se não fosse nada e sentiu a morena apertar levemente sua coxa.
S: Por que? Aconteceu alguma coisa? -perguntou realmente interessada, tirando a mão da coxa de Quinn, mas se virando completamente para ela no banco.
Q: Aconteceu. — disse fazendo uma expressão triste, que Santana estranhou. — Aconteceu que durante o almoço, eu beijei uma garota linda, e isso não saiu da minha cabeça durante todo o treinamento. — continuou dirigindo como se não tivesse dito nada demais. Parou num sinal vermelho, e se virou para a garota de cabelos pretos, que a olhou sorrindo.
Passou a mão nos cabelos negros, e a puxou pra perto de si, mas ao contrário do que a latina achou que ela faria, ela não a beijou na boca. Beijou sua bochecha, dos dois lados e lhe deu uma mordidinha enquanto a abraçava forte. Continuaria ali naquele abraço por toda a eternidade se não tivesse um motorista bravo buzinando atrás de si.
Santana deu uma gargalhada baixa e observou a loira olhar pelo retrovisor e acelerar o carro, deixando o outro automóvel pra trás.
Q: Aconteceu uma coisa muito... interessante, hoje. — Quinn afirmou quando estacionou o carro em frente a casa da latina e se virou de frente pra ela, fazendo ela a olhar confusa.
S: Sim, nosso almoço. Foi ótimo, Quinn. — confirmou sorrindo boba enquanto a loira balançava a cabeça negativamente, a deixando ainda mais confusa.
Q: Não, depois disso ocorreu outra coisa interessante. — fez mistério , querendo ver o quanto a latina era curiosa.
S: Eu realmente não sei o que é, conta logo, Fabray. — disse começando a se irritar com a enrolação da outra.
Q: Seu melhor amigo Sam foi me apresentar as regras. — disse sorrindo sarcástica para a latina que ficou parada tentando entender. Sam? Regras? Droga, as regras!
S: Eu... Eu não sabia que ele faria isso, se eu soubesse, teria evitado, porque essas regras são só quando eu estou namorando e nós não temos nada ainda e... — a de olhos verdes a interrompeu com um selinho rápido.
Q: Ele me disse isso também. E eu expliquei pra ele que nós não namoramos. — contou séria, observando a latina murchar, mas não dando muita importância.
S: Ah... ok então. Espero que ele tenha te deixado em paz depois. — comentou planejando mentalmente matar aquele bocudo que atendia pelo nome de Sam Evans.
Q: Foi aí que a brincadeira começou, meu bem. — fez uma cara de convencida e continuou — Você sabe que a Mercedes tem uma queda por ele, né? — viu a latina acenar positivamente com a cabeça. — Eu expliquei as minhas regras pra ele também. Afinal, Mercedes é pra mim, a mesma coisa que você é pra ele, uma irmã. E eles estão bem mais devagar que nós. — sorriu ainda mais convencida, observando a latina digerir as informações.
S: Vocês brigaram? — indagou com o semblante preocupado.
Q: Não, porque? — indagou de volta.
S: Porque seria uma merda, duas das pessoas mais importantes pra mim, brigarem por motivos tão idiotas. — disse olhando nos olhos da outra, que se aproximou sorrindo.
Quinn queria se bater por dentro. Essa vontade louca de beijar e sorrir o tempo todo para Santana estava a deixando sem nenhuma moral. Era só a latina abrir a boca que ela ja achava tudo lindo. Isso era estar apaixonada? Porque se sim, isso significava que ela estava totalmente caída pela morena.
Suspirou, jogou os pensamentos pra bem longe e beijou a morena a sua frente, que a olhava com um olhar encantado.
Quinn sabia que estava apaixonada pela latina. Era difícil admitir que depois de todos esses anos sem nem sentir uma paixonite de criança por ninguém, tivesse ali dentro de seu carro, de frente pra uma garota linda que com um sorriso conseguiria convencê-la de qualquer coisa. Claro que Santana não sabia disso e ela pretendia continuar assim, mas ela sabia. Quinn sabia. E isso já era louco o suficiente pra ela.
S: Sabe, eu preciso entrar. Daqui a pouco meu pai chega do trabalho e ele definitivamente não pode me ver aqui. -afirmou meio apressada olhando no relógio em seu pulso esquerdo.
Q: Por que? — Santana não queria contar, mas precisava. A loira precisava saber onde estava se metendo.
S: Ele nunca aceitaria uma filha lésbica. E ele ja descobriu sobre um... relacionamento meu. E ficou furioso. — respondeu sem graça.
Q: Estamos na mesma então. — respondeu como se fosse algo que ja tivesse se acostumado. — Amanhã eu posso passar pra te buscar? — indagou e quis se bater por dentro. Aquela vontade de ficar o tempo todo perto da latina estava a deixando louca e a fazendo agir como uma criança carente.
S: Eu acho melhor eu te buscar. — se ofereceu — Meu carro é mais simples que o teu, e eu vou entender se não quiser, mas pra mim é menos perigoso se eu for. — explicou olhando para a de olhos verdes. — Se não quiser, tudo bem. — repetiu. Não queria pressionar a loira.
Quinn precisava fazer Santana entender que ela não era nada preconceituosa com coisas simples.
Q: Nosso dia amanhã será: você me buscará na minha casa com seu carro e vai me dar um dos teus tickets de alimentação da escola, pra eu almoçar junto contigo no refeitório. Depois você vai me esperar e você vai me deixar em casa com o teu carro. Ok? — explicou.
S: Ok. — concordou positivamente com a cabeça, ainda se sentindo insegura por dentro, mas sorrindo com o fato da loira fazer planos com ela. Puxou timidamente a loira pra um beijo na boca. Ainda sentia vergonha de fazer isso, mas estava se acostumando com essa liberdade.
S: Preciso ir. — suspirou — Dirija com cuidado, eu amo você! — e saltou pra fora do carro, deixando uma Quinn soreidente, Vermelha e confusa dentro do carro.
Ela queria responder. Queria tanto responder. Queria dizer que tambem amava a latina, mas não podia. Mas anotou mentalmente uma aposta com si mesma. Ainda iria responder. E seria em grande estilo.
Fale com o autor