Still Into You

9 9. Primeiro Aniversário Especial


Notas iniciais
Olá pessoal, Fiquei bastante animada pra escrever esse capítulo, ele acabou ficando enorme, mas eu acredito que irão gostar Tem duas músicas e os links estão no meio de texto. Enfim, espero que todos gostem do capítulo porque ele, modéstia a parte, tá bem

Havia chegado sexta-feira e naquele dia fatidicamente eu ficava um ano mais velha. Eu sinceramente gostaria que as pessoas me tratassem de maneira normal, era somente mais um dia depois de outros 364 em que a Terra completou uma volta em torno de si mesma, apenas na mesma data que eu nasci há 17 anos, eu não via motivo pra tanto alvoroço.

Aparentemente ninguém saberia se não fosse Mirajane soltar a língua pra todo mundo, e no intervalo de aulas daquele dia, eu já estava cansada de ouvir desejos de felicidades que muitas vezes nem eram sinceros, e de muitas vezes não saber reagir direito a eles. Mas pelo menos eu senti que não causava mais certo tipo de repulsa às pessoas como antes.

— E aí, Erzão! – Uma voz masculina irritantemente familiar chamou-me pelas costas, enquanto estava no pátio do colégio.

— Quer morrer, desgraçado? – Me virei já agarrando a camisa do garoto de cabelos rosados que instantaneamente encolheu-se assustado.

— C-calma, eu só ia te dar parabéns... – Respondeu.

— Perdeu a aposta, chapa! Eu disse que ela ia ficar puta! – Comentou Gray aparecendo ao seu lado.

De onde aquelas duas pestes haviam saído? Todo mundo que havia ficado meses, ou até mesmo anos, sem falar comigo, do nada, resolveram reatar as relações? Primeiro Lucy e agora aqueles dois... Apesar de que o caso com Natsu e Gray fora, em minha concepção, menos grave. Como eram praticamente meus vizinhos, eu cresci brincado e brigando com eles como qualquer criança normal faria, apanhavam um pouco de mim, mas isso era normal. Nós simplesmente nos afastamos quando minha vida social começou a desabar por culpa de Mirajane, na verdade, fui praticamente eu que me afaste deles.

— Eu achei que por você ter voltado a interagir com as pessoas, tinha se tornado menos hostil, mas me enganei. – Comentou Natsu.

Suspirei tentado me acalmar.

— Qual foi a de me chamar desse jeito? Só...

— A Mirajane te chama assim, nós sabemos. – Completou Gray.

— Como...? – Tentava formular perguntas, confusa.

— Ela conversou com a gente outro dia, mas fica fria, não contamos sobre vocês pra ninguém. – Gray respondeu, mais uma vez. – Nossa Erza, quem diria hem? Meus parabéns! – Disse colocando a mão no meu ombro.

— Parabéns pelo quê? – Perguntei sabendo que não estava se referindo ao meu aniversário.

— Pela Mirajane, mó gostosa, qual foi seu segredo? – Descaradamente comentou. Eu cerrei os dentes me esforçando para não matá-lo, e inconscientemente, apertava ainda mais a camisa de Natsu que ainda estava em minhas mãos.

— Mais respeito, ô stripper! – Exclamei, sentindo a raiva percorrer pelos meus vasos sanguíneos. – Não ouse chamá-la desse jeito novamente! E além de tudo, eu sei que você tem a Juvia!

— Será que dá pra me largar? – Choramingou Natsu e só assim percebi que ainda segurava sua camisa com força, lembrei-me da sensação de quando Laxus fez aquilo, de maneira muito pior, comigo e imediatamente o soltei.

— Eu tenho a Juvia? – Gray perguntou aparentemente não fazendo ideia do que eu estava falando, consequentemente franzi minhas sobrancelhas em dúvida.

— Nem adianta entrar nesse assunto que o tico e o teco na cabeça dele entram em curto. – Afirmou Natsu.

— Argh, saiam da minha frente que eu não estou com paciência pra vocês! – Acho que nunca havia me controlado tanto pra não descer a porrada em alguém, principalmente naqueles dois.

— Eu disse pra você que ela provavelmente continuava a mesma Erza... – Comentou Gray.

— VÃO! – Não aguentando, gritei, fazendo os dois saírem praticamente correndo, como duas bichinhas.

— Nossa, amorzinho, por que está tão irritada? – Mirajane, surgindo atrás de mim e colocando a mão em meu ombro, perguntou.

— Nem vem com essa de “amorzinho”, a culpa disso é toda sua. – Respondi tentando não ser tão rude.

Na verdade eu já estava um pouquinho irritada devido a ela ter ido conversar algo em particular com a Cana. Pois é, até eu sofrendo com essa coisa idiota de ciúmes.

— Eles são seus amigos e aparentemente sentem sua falta, foram eles que vieram me perguntar sobre você, não tinha como esconder, tecnicamente eles já sabiam! Não fica brava comigo! – Ela fez um biquinho. – Você sabe que está cada vem mais difícil de esconder, se dependesse de mim, eu nem tentaria mais...

— Você sabe que eu não tenho problemas com isso, mas depois do que o Laxus fez, bem... – Abaixei um pouco a cabeça.

— Hey, vamos esquecer isso, pelo menos hoje... – Segurou uma de minhas mãos e a apertou firmemente, me passando confiança, não tive como não sorrir de volta.

Um tempo depois, terminado o intervalo, voltamos para as aulas e quando acabaram, ela veio novamente até mim.

— Você vai ficar muito brava se eu não puder vir te assistir no seu treino de handball? – Perguntou um tanto insegura.

— Claro que não, eu sei que pra você é meio chato... – Respondi.

— Não é por isso, é que vou precisar resolver algumas coisas agora à tarde.

— Tudo bem, Mira...

— Mas depois do treino, você vai sua casa, toma seu banhinho e vai direto pra minha, ok? E pode levar coisas pra dormir lá, o Elfman não vai estar.

— Ahn... ok! – Concordei não entendendo muito. – Isso tem algo a ver com o meu aniversário?

— Sim. – Respondeu depois de hesitar um pouco. – Mas é segredo! – Sussurrou fazendo um “X” com os dedos sobre a boca logo em seguida. – Então, até mais tarde! – Saiu correndo da sala.

E assim como ela havia dito, eu fiz. Cheguei em casa do treino e tomei rapidamente um banho. Como estava uma noite quente, vesti um short jeans e uma regata preta e fui pra casa dela. A curiosidade estava me consumindo.

— Hm... Minha convidada especial chegou. – Comentou ela quando abriu a porta pra mim. Estava linda como sempre, vestindo um curto vestido preto com uma fina meia-calça preta por baixo. Segurou minha mão e puxou-me até colar meu corpo no dela e assim seus braços envolverem minha cintura. Inspirou próximo ao meu pescoço e ao mesmo tempo senti-me arrepiar e corar. – Bem cheirosinha...

— M-mira... – Tentei dizer, mas ela encostou os lábios no meu pescoço fazendo-me perder o fôlego. Logo senti sua língua, fazer um pequeno movimento em minha pele.

— E gostosa como sempre!

Era incrível, mesmo depois de já estarmos bem mais íntimas, ela ainda sabia me deixar sem reação, e aquela sensação de borboletas que eu achava que havia me deixado em paz, voltava. Tirou os lábios do meu pescoço e me encarou dando seu sorrisinho safado.

— Vem, que tenho alguns presentinhos a lhe dar... – Disse puxando-me pelo braço e fechando a porta. Levou-me até uma cadeira que estava um pouco afastada da mesa, na sala de jantar, e me fez sentar nela. – Sabia que eu sei tocar violão? – Perguntou indo pegar o instrumento em seu suporte que até então não havia percebido ali.

— S-sim. – Respondi. – Já te vi em algum show de talentos da escola, mas há muito tempo.

— Sim, fazia muito tempo que não tocava, ele estava tão desafinado, coitadinho. – Comentou meio triste. – Mas desde que fui me recuperando do choque que foi o acidente da Lisanna eu estava querendo voltar, e essa me pareceu a melhor oportunidade.

Eu estava um pouco nervosa. Estávamos apenas nós duas, e aparentemente Mira iria tocar pra mim. Exclusivamente pra mim! Engoli em seco. Ela também parecia um pouco nervosa, sentou em cima da mesa com o violão e me encarou por um tempo.

— B-bem, acho que a música fala por si mesma. Ela tem muito a ver comigo. – Deu uma risadinha nervosa corando. Ah, como eu adorava quando Mira corava!

Então mesmo nervosa, ela começou a dedilhar sobre as cordas e eu percebendo qual música era, já senti meu emocional abalado.

“Quando eu era mais jovem eu vi

Meu pai chorar e xingar ao vento

Ele quebrou seu próprio coração e eu assisti

Enquanto ele tentava remontá-lo

E minha mãe jurou que

Jamais se deixaria esquecer

E aquele foi o dia em que prometi que

Nunca iria cantar nada sobre amor se ele não existisse

Mas, querida, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção”

Aquela voz angelical e melodiosa, um pouco trêmula no início pelo nervosismo, conseguira fazer com que lágrimas se formassem em meus olhos. Porque eu sabia que com certeza ela já havia sofrido muito pelos problemas dos pais dela, e talvez até desacreditado no amor, e agora sabia que eu havia sido a pessoa que mudou isso nela. Ela olhou pra mim e sorriu antes de continuar.

“Talvez eu saiba em algum lugar

No fundo da minha alma que o amor nunca dura

E temos que encontrar outros meios

De fazermos sozinhos ou manter a cara séria

E sempre vivi assim

Mantendo uma distância confortável

E até agora tinha jurado para mim mesma que estou feliz com a solidão

Porque nada disso nunca valeu o risco

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção”

Quando eu menos percebi, tanto em meu rosto, quanto do dela escorriam algumas lágrimas.

— A-acho que está bom. – Deu um risinho envergonhado em meio às lágrimas.

Levantei da cadeira, caminhei até ela e segurei suas mãos. Encarando seus olhos, tomei coragem e cantei.

“E estou quase acreditando”

Ela riu, o rostinho corado e molhado a deixava tão linda.

“Oh, e estou quase acreditando.”

Cantou a última frase e inclinou-se para alcançar os meus lábios, os quais levemente beijou.

— Ainda estou meio enferrujada e errando umas notinhas, mas o que vale é a intenção, né?

— Claro, pra mim foi incrível, Mira! – Elogiei.

Ela tirou o violão do colo e colocou do seu lado na mesa.

— Bem, outra coisa é que, já estamos juntas há algum tempo, e... é até meio bobo fazer esse pedido agora, mas eu só queria referir-me a você oficialmente... – Ela começou a remexer em um pequeno bolso que ficava próximo ao busto, do lado direito do vestido.

— Hã? – Perguntei não entendendo.

— Como minha namorada. – Completou retirando duas alianças do bolso. – Eu nunca te chamei assim, porque não sabia se podia, já que nenhuma de nós havia feito o pedido. – Ela riu.

— Realmente, eu também não sei como referir-me a você, sem ser como minha... mulher. E sempre fiquei sem graça de perguntar se estávamos ou não namorando. – Ambas rimos.

— Então Erza, você aceita namorar comigo? – Perguntou.

— Claro, sua boba! – Respondi rindo e ela sorriu abertamente.

— Eu sei que a aliança pode não significar nada, mas, eu acho bonito, você aceita usar? – Perguntou.

— Claro que sim. – Respondi.

Ela então pegou uma das alianças prateadas e colocou no meu anelar da mão direita, entregou-me a outra e eu fiz o mesmo com ela.

— E minha mão para os meus pais, você não vai pedir? – Perguntei brincando.

— Talvez, Erzão... Quem sabe mais pra frente? – Respondeu rindo.

Desceu da mesa e me abraçou, uniu os lábios nos meus num beijo rápido que eu já queria intensificar, mas ela impediu.

— Calma, ainda não acabou. – Ela puxou-me novamente pelo braço me levando até a cozinha. Em cima da mesa havia um pequeno bolo de morango. – O que é um aniversário sem um bolo?

Sorrindo enormemente como uma criança, a abracei.

— Ah Mira, obrigada! – Beijei demoradamente sua bochecha.

— Você merece. – Ela sorriu.

Enquanto ela se serviu de no máximo duas, eu vergonhosamente perdi a conta de quantas fatias de bolo eu comi, além de estar faminta eu não podia fazer nada se o bolo de Mirajane era delicioso. Acabei até por deixá-la preocupada com que eu fosse passar mal, fiquei realmente com vergonha.

— Se diz que não vai passar mal, você pode comer o quanto quiser, Erza, não precisa ter vergonha, você não vai engordar mesmo.

— Não se preocupe, não vou comer mais, está uma delícia, mas já estou satisfeita. – Respondi acariciando meu abdômen.

Ela segurou a minha mão e sorriu. Aproximou seu corpo do meu.

— Agora eu quero te satisfazer de outra forma. – Disse próximo a minha orelha, roçou os lábios por ela e logo depois foi beijando meu pescoço, meu rosto, até chegar aos meus lábios. Ela apenas deslizou suavemente seus lábios sobre os meus, fazendo que ia me beijar, mas logo se afastou rindo. – Vem... – Sussurrou segurando em minha cintura. – Pro meu quarto.

— V-vai me satisfazer? Então vou comer você? – Perguntei tentando não parecer envergonhada. Ela me olhou um tanto surpresa, mas sorriu safadamente logo após.

— Isso nós vamos ver... – Respondeu.

Voltou a brincar com os meus lábios, fazendo-me levantar da cadeira e me levando até seu quarto, colocando a mão na minha cintura por debaixo da minha blusa. Ao entrarmos, fechou a porta e me levou até a cama, fazendo-me sentar. Finalmente me beijou com vontade, ficando em cima de mim, ajoelhando-se na cama. Ela conseguia me envolver de tal maneira que eu não me importei quando foi subindo cada vez mais a minha blusa, o toque das suas mãos em minha pele causava-me gostosos arrepios, até que ela tirou minha blusa por completo.

Ela ainda me beijava ferozmente enquanto suas mãos percorriam pelo meu corpo, até que desceu para o meu short e começou a abri-lo. Eu achei que ela estava um pouco apressada, mas não disse nada, em vez disso pensei em começar a tirar a roupa dela também. Comecei a subir minha mão por sua coxa e com isso percebi ela se apressar para tirar o meu short. Apesar de não entender muito bem porque ela queria tanto tirar a minha roupa tão rápido, deixei que ela o fizesse.

Surpreendi-me, pois assim que ela tirou meu short, parou de me beijar e até saiu da cama, indo pegar alguma coisa em cima da cômoda, que só quando voltava vi ser um lenço preto.

— Desculpe Erza. – Disse, e eu confusa como estava não tive reações quando ela juntou meus dois punhos por trás das costas e começou a amarrá-los com o lenço.

— Hey, o que está fazendo? – Perguntei, finalmente tentando me soltar, mas ela segurou meus braços com força conseguindo prendê-los. Deu um sorriso malicioso ao ver o que havia conseguindo.

— Bem, há alguns dias você disse que me queria de presente e que eu lhe surpreendesse. Está surpresa? – Perguntou com aquele ar malandro que ela sabia muito bem usar.

Mas ao contrário dela eu não estava gostando muito da brincadeira, excepcionalmente pelos meus braços estarem amarrados. Serrei os dentes quase soltando um grunhido. Porque estar amarrada era como se eu estivesse por baixo, como se ela mandasse mais, e eu detestava me sentir daquela forma.

— Ah, essa visão... – Disse ela deleitando-se. – Já está até me deixando molhada!

Passou um dedo pelo seu sexo, por cima do vestido mesmo, fechando os olhos. “Vagabunda!” Sim, eu a xinguei mentalmente. Ela era minha namorada e naquele momento eu podia!

— Não fique tão nervosinha, eu sei que vai gostar! – Comentou.

Foi novamente até a cômoda, dessa vez pegando seu celular e dando play em uma música.

Oooh la la ah, seja doce como açúcar, ah

Oooh la la ah, me agrade pra sempre, ah

Assim que começou a tocar, Mira que estava de costas para mim, começou a rebolar, de um jeito sexy que eu tinha certeza que só ela poderia fazer.

Deixe-me derreter seu coração sólido

Eu vou deixar você pular, muito bom,

Direto pra melhor parte

Fluindo livre, ooh, paixão, ah

Rapidamente ficou em pé em cima da cama, e delicadamente empurrou meu tronco com seu pé para que eu deitasse, e assim ficou com um pé de cada lado do meu corpo. Começou a subir seu vestido, puder ver que suas meias eram 7/8, mas quando chegava próximo à calcinha, ela abaixava o vestido novamente e não parava um segundo de rebolar. Respirei fundo, ela já estava começando a me enlouquecer, e tudo que eu podia fazer era vê-la brincar comigo daquela forma. Ela iria me pagar!

Baby, eu estou com uma paixonite tão grande

Despeje outra dose de doce

Eu só quero sentir a adrenalina

Fluindo livre, paixão, ah

Então ela começou a levantar mais o vestido, decidindo tirá-lo de vez. Por baixo ela estava com uma lingerie preta rendada, era linda, mas talvez, eu a preferisse sem ela. Mira era incrivelmente gostosa, e sabia disso, pela maneira que rebolava, era inegável. Aquela bunda grande dela me deixava maluca.

Oooh la la ah, seja doce como açúcar, ah

Oooh la la ah, me agrade pra sempre, ah

Oooh la la ah, seja doce como açúcar, ah

Oooh la la ah, la ah ah

— Dá uma ajudinha aqui com a sua boquinha? – Perguntou ela mostrando-me a coxa e se aproximando de mim.

Levei os dentes ao início da meia e comecei a abaixá-la até o joelho, depois ela mesma puxou o restante da meia pela ponta e jogou-a no chão. Ofereceu-me a outra coxa a qual repeti o movimento e ela também.

Faça isso mexer dentro de mim

Consolando-me com cada toque

Eu acho que vou ter uma OD (overdose)

Fluindo livre, paixão, ah

Ela, então, apenas de lingerie dançou mais um pouco sobre mim, fazendo questão de executar tantos movimentos sexys com os quadris, no ritmo daquela música. Levou as mãos aos seus seios fartos ainda cobertos pelo sutiã, acariciando-os. Afastava um pouco o tecido e voltava, ainda rebolando.

Alimente-me com uma colher de prata

Dá pra fazer ficar agradável agora?

Triplo x, eu e você

Fluindo livre, paixão, ah

— E agora, quer me ver sem isso também? – Perguntou.

— S-sim. – Mal consegui responder.

Eu estava suando, minha intimidade ficando molhada e meu estômago cheio de borboletas. Ela abaixou-se de costas para mim, afastando seus cabelos.

— E-eu não vou conseguir abrir com a boca. – Disse. Mexi os punhos tentando me soltar, mas sem sucesso. Meus braços estavam começando a doer. – Me solta...

— Não, nada disso! – Exclamou. – Vou te dar uma ajudinha, mas só dessa vez. – Abriu o fecho do sutiã e virou-se de frente para mim. – Agora tire o resto.

Oooh la la ah, seja doce como açúcar, ah

Oooh la la ah, me agrade pra sempre, ah

Oooh la la ah, seja doce como açúcar, ah

Oooh la la ah, la ah ah

Inspirei antes de levar meus dentes até uma das alcinhas e fazê-la escorregar ombro abaixo e logo fiz o mesmo com a outra, assim seus grandes seios ficaram a mostra. Eu estava tentada a levar minha boca a eles já que não podia tocá-los, mas logo que tirou o sutiã por completo ela levantou-se novamente, me deixando com cara de boba, percebendo isso soltou um risinho.

Açúcar, como açúcar

Como açúcar, como açúcar

— Vai ter seu tempo pra brincar com eles, mas não será agora.

Soltei um grunhido, já estava começando a ficar irritada. Ela caminhou para trás de mim e agachou-se.

— Calma, minha ferinha selvagem. – Disse afastando os cabelos das minhas costas. – Confie em mim...

Cubra-me de beijos, de beijos, de beijos

Eu vou fazer o que você quiser fazer

Cubra-me de beijos, de beijos, de beijos

Eu vou fazer o que você quiser fazer

Beijou-me nas costas e foi subindo com a boca até minha nuca. Abriu o fecho do meu sutiã e agarrou um dos meus seios com a mão, ela prazerosamente o apertava, mas eu segurei um gemido que teria saído se não estivesse com o orgulho ferido por estar amarrada, era tão injusto não poder tocá-la. Ela soltou as alças do meu sutiã, coisa que, se não fosse mulher, não saberia que daria pra fazer e tirou-o por completo. Agarrou os meus dois seios com vontade, podia sentir os seus encostando-se aos meus braços cada vez mais doloridos. Eu respirava fundo para manter a calma e tentar controlar ao máximo meus gemidos.

— Que maldade... eu sei que está lutando pra não gemer! – Ela, então, apertou os meus seios, enquanto sugou meu pescoço, uma combinação tão deliciosa que tive que morder forte meu lábio inferior pra não deixar escapar nada. – Argh! – Resmungou.

Oooh la la ah, seja doce como açúcar, ah

Oooh la la ah, me agrade pra sempre, ah

Oooh la la ah, seja doce como açúcar, ah

Oooh la la ah, la ah ah

Ao mesmo tempo em que aquela música, que já estava me irritando, acabou, ela desceu da cama e foi novamente até a cômoda, voltando com um potinho com um conteúdo vermelho dentro.

— O-o que vai fazer? – Perguntei, minha voz mal saindo. Sentia meu lábio quente e dolorido, eu devia ter me machucado.

— Fique de joelhos, mocinha! – Disse autoritária. Eu mal estava conseguindo raciocinar. – Vamos, Erza! – Foi dobrando minhas pernas para que eu fosse logo, então, cedendo, fiz o que me pedia.

De joelhos na cama e vestindo apenas minha calcinha, eu olhava para ela, extremamente confusa.

— Culpe a Cana por isso. – Abriu o potinho e pude ver que a coisa vermelha dentro era um gel.

Mira enfiou o dedo no pote, lambuzando seu dedo e levou até a pele do meu abdômen, acima do meu umbigo, e escreveu um “M” com o gel. Alguns segundos depois do contato, senti a região esquentar. Oh droga! Ela continuou lambuzando os dedos e escrevendo em mim, um “I” passando por sobre meu umbigo, e um “R” abaixo dele. Aquilo esquentava cada vez mais, eu engolia em seco e tentava normalizar minha respiração sem sucesso. Em um só movimento, com as duas mãos, ela abaixou a minha calcinha e finalizou com um “A” na minha virilha. Da maneira que aquilo esquentou eu grunhi de raiva.

— Odiei essa coisa... – Reclamei.

Ela encarou-me surpresa e logo após lambuzou o dedo novamente e levou até minha intimidade.

— Que pena! – Disse com certo desdém, enquanto passava aquele gel por todo meu sexo. – Não gostou que te marquei com meu nome? Então sinta um pouquinho mais de calor...

À medida que aquilo esquentava, eu queria matá-la. Antes que ela ousasse passar mais daquela coisa em mim, eu joguei o meu corpo sobre o dela, caindo por cima da mesma na cama. Mais que rápido eu levei minha boca a um de seus seios, sugando com força e mordiscando, não me importando em ser muito carinhosa. Ela facilmente gemeu, era uma putinha mesmo! Sim, putinha, eu estava com raiva!

Fui descendo rapidamente minha boca pelo seu abdômen sugando sua pele até que cheguei a sua calcinha. Seria difícil tirá-la então nem tentei, fui direto ao ponto, afastei-a com a boca, e rapidamente levei a língua a sua intimidade.

— Para, Erza! – Disse ela finalmente tendo alguma contrarreação, conseguindo sair debaixo de mim. Logo após levantou-me pelos ombros. – Ainda não.

— Me solta, Mira... Ou tira esse gel nojento de mim!

— Não. – Respondeu simplesmente.

— Miiiiira! – Praticamente rosnei o nome dela. – Solta os meus braços, você não sabe onde está se metendo!

— Calma, amor... – Ela envolveu os braços em torno de mim e afagou meus cabelos. – Calma...

— Calma? Isso tá me matando... É muito quente! – Exclamei. Normalmente eu não reclamaria tanto daquilo se realmente não estivesse me deixando maluca.

Ela deslizava as mãos pelas minhas costas e apertou meu bumbum.

— Ah minha gostosa, vai ficar tudo bem...

Ela sentou na cama, retirou por completo minha calcinha e puxou para o seu colo, eu não estava em condições de relutar. Aparou o meu corpo com um de seus braços já que eu não podia me segurar e levou a outra mão até minha intimidade, eu estremeci com um simples toque, e não consegui conter um gemido, aquele gel havia deixado a região muito sensível.

— Isso, eu quero que gema bastante pra mim. – Pressionou seu dedo em meu clitóris e gemi novamente imersa ao prazer.

Eu não gostava de ficar gemendo daquele jeito, era vergonhoso, mas não dava para controlar, cada mínimo movimento do seu dedo estava me levando à loucura! Eu queria xingá-la por ter me feito chegar a aquele ponto, eu estava quase gritando, e pra me torturar mais ainda, às vezes ela mexia o dedo beeeem devagar. Mesmo assim, na situação que eu estava, não demorou muito, um pouquinho mais de pressão e eu atingi o orgasmo, o mais forte que já havia sentido até então, soltando um gemido extremamente alto que abafei mordendo levemente seu pescoço.

Ela amparou meu corpo que caiu cansado sobre o dela, e logo depois soltou os meus braços. Eu fiquei minutos ofegando, até normalizar um pouco minha respiração.

— M-maldita! Você quer me matar? – Perguntei, ainda um pouco irritada.

— De prazer, talvez... – Comentou com seu ar malandro. – Ah, vai me dizer que no fundo não gostou? – Virei o rosto, corada.

— N-nunca mais faça isso! – Exclamei.

Ela soltou uma risadinha.

— Tudo bem... Mas não vá pensando que acabou... Agora você pode descontar, fazer o que quiser, e a propósito... – Pegou o lenço e levou até a frente dos seus olhos, amarrando-o atrás da cabeça. – Eu estarei vendada. – Minha boca levemente entreabriu-se, não podia ser verdade, ela só ia sentir tudo sem ao menos ver? Eu ia poder mesmo fazer o que eu quisesse? Mira sabia o quanto eu gostava de dominar a situação. – Esse é o seu verdadeiro presente. Feliz aniversário, Erza!

Notas finais
Sim, eu vou escrever a continuação, é só que o capítulo já estava muito grande e eu quero pensar melhor no que a Erza vai fazer com a Mirajane agora rçrçrç Enfim, digam-me o que acharam, espero que tenham gostado! Até o próximo! ;*