Still Into You
10 10. Primeira Vez Que... Melhor não falar!
Notas iniciais
“Deixe-me ser sua dona, pode me chamar de abelha-rainha
E, querida, eu vou mandar, eu vou mandar, eu vou mandar, eu vou mandar
Deixe-me viver essa fantasia”
(Lorde – Royals)
Fiquei por um tempo processando a cena a minha frente: Minha mulher seminua, com os olhos vendados, dizendo que eu poderia fazer o que quisesse com ela. Depois de ter me amarrado e torturado daquele jeito, se eu fosse ela não usaria a frase "pode fazer o que quiser”, mas já que usou...
– Ok Mira, apenas não vá se arrepender disso depois.
– Não vou. – Respondeu ela expressando um sorriso. Ou era muito inocente, o que duvido muito, ou muito masoquista, o que era mais provável.
– Então tá bom. – Sorri e naquele momento deixei que todos meus pudores se esvaíssem. Essa branquela ir ver onde havia se metido.
Pela cintura puxei-a pra mim, e beijei-a vorazmente, mal a deixando respirar, deslizei minhas mãos até seu bumbum, o qual apertei com vontade, em um misto de desejo e irritação. Mordi seu lábio inferior com um pouco mais de força que o normal fazendo-a soltar um leve “ai” que não distingui ser de dor ou prazer. No fundo eu não queria realmente machucá-la, mas eu não seria delicada, porque ela simplesmente não merecia, e no fundo também, sabia que ela gostava daquilo, era safada!
Eu a joguei na cama, ficando por cima, mesmo com a venda, ela tinha aquela carinha que exalava desejo, eu não resistia. Toquei seus lábios com meus dedos, depois desci os mesmos pelo seu pescoço e prosseguindo para seu tórax, vendo-a arrepiar-se por onde eu passava.
– Você é minha? – Perguntei.
– Q-quê? – Questionou confusa, a voz falhando.
Eu não respondi, fui deslizando minha mão pelo corpo dela até chegar à calcinha.
– É claro que... ah... – Praticamente gemeu quando toquei sua intimidade ainda por cima do tecido vermelho. – ... s-sou sua.
Música para os meus ouvidos. Comecei a descer sua última peça de roupa. Eu não podia negar, minha fome para devorá-la estava enorme, mas maior que isso estava minha vontade de torturá-la, então fui descendo lentamente. Ela já estava extremamente úmida, desejosa, fazendo o mesmo efeito surtir em mim, controlei-me para não cair logo de boca ali.
Levei minha mão ao local, passeando por toda sua intimidade, ela suspirava e gemia baixinho em resposta.
– Eu sinto muito, isso não vai ser rápido.
Tirei minha mão de sua intimidade e agarrei as nádegas com vontade, cravando minhas unhas, fazendo-a soltar aquele gemido indistinguível entre dor e prazer, provavelmente prazer, minhas unhas não eram grandes o suficiente pra machucar. Desci arranhando suas coxas enquanto meus lábios voltaram a devorar os seus. Seus braços envolveram minhas costas e uma de suas mãos agarrou meu cabelo.
Mordi novamente seu lábio inferior e depois seu queixo, descendo meus lábios pelo seu pescoço, suguei a região com vontade e mordia, agarrei um de seus seios, apertando-o em minha mão enquanto meus lábios caminhavam em direção ao outro que o abocanhei, suguei o seu mamilo e o mordi, enquanto beliscava o outro, seus gemidos escapados eram quase gritinhos e sentia puxões em meu cabelo. Enquanto ainda circundava minha língua em seu mamilo e sugava-o, fui passando minhas unhas por sua cintura, seu abdômen, descia para suas coxas, nádegas e voltava.
Levei minha mão a sua intimidade novamente, o local parecia ainda mais úmido, e ela gemia cada vez mais, descompassada, implorando por mim, eu apenas a acariciei de leve, massageando os grandes lábios. Minha boca eu levei até a sua, implorante, brinquei com lábios, sem realmente beijá-la, lambi-os levemente e depois os mordi e aí sim os abocanhei já bem vermelhos e inchados, ela mal conseguia corresponder. Fiquei certo tempo em um jogo de beijar, morder seus lábios, queixo, pescoço, sugar aquela região, deixando-a cada vez mais marcada, enquanto ainda acariciava sua intimidade sem por nenhum momento tocar em seu ponto mais sensível.
Por um tempo, parei todos aqueles movimentos e a encarei, sua feição confusa, acariciei o seu rosto, o que a fez tranquilizar um pouco e logo após, a virei na cama deixando-a de costas para mim. Afastei os seus cabelos e mordi a sua nuca, fui descendo mordiscando e arranhando suas costas, até chegar em suas nádegas, as quais apertei e depois dei um tapa em uma delas o que a fez gemer mais alto, de prazer, eu podia jurar. Distribuí algumas mordidas naquela região tão... gostosa e depois bati uma segunda vez.
Subi inalando a pele suas costas até seu ouvido, mordendo a pontinha da orelha.
– Empine essa sua bundinha pra mim... – Sussurrei. – Fica de quatro.
Ela nada disse, mas eu saindo um pouco de cima, ajoelhou e se apoiou com os cotovelos. Minha boca levemente entreabriu-se e se já estava louca para foder de uma vez com ela, fiquei ainda mais. Sim, foder, sem nenhum romantismo, nunca tive uma vontade tão grande de fazer isso. Respirei fundo e tentei concentrar-me mais uma vez na ideia de torturá-la até o fim.
– E-erza, c-cadê você? – Perguntou com a voz manhosa. – Não me deixe dessa posição...
Eu esqueci que ela estava vendada e se eu não estivesse tocando nela, não saberia onde estava.
– Não se preocupe. – Abracei-a por trás. – É só que essa visão me deixou paralisada. – Sussurrei em seu ouvido e dei uma leve lambida.
Em seguida dei mais um tapa naquela bunda, como era boa de bater! Uma das minhas mãos seguiu para sua intimidade, dessa vez procurando sua cavidade, penetrei-a com um dedo, fazendo-a gemer, a região tão lubrificada que fazia meu dedo deslizar facilmente entrando e saindo, logo parti para um segundo dedo. Minha outra mão arranhava sua coxa e nádegas, intercalando com tapas naquela região. Enlouquecida de prazer, gemia com mais intensidade, enquanto eu a penetrava com vontade, os meus dedos iam fundos dela e juntos faziam movimentos circulares dentro daquela região úmida e apertada e logo comecei aumentar a velocidade das entradas e saídas.
– Será que cabe mais um dedinho aqui?
– N-não. – Respondeu imediatamente com dificuldade.
– Eu acho que sim. – Sussurrei.
Mesmo aparentemente contra sua vontade, eu forcei mais um dedo pra dentro dela, gemeu mais alto quando comecei a movimentá-los com certa dificuldade por agora estar bem apertado. Seus gemidos pareciam bem mais de dor agora, mas ainda assim parecia gostar.
– Dói? – Perguntei.
– Pra caralho! Ah, maldita! – Mal conseguia falar, se não teria sido um grito e eu, por incrível que pareça, estava me divertindo. – M-mas ainda é bom. – Completou bem mais baixo, mas ouvi e sorri.
Ainda arranhava e batia na bunda dela que quase gritava cada vez que penetrava meus dedos completamente, agarrando-se forte ao lençol. Decidi, então, não passar muito dos limites, parando um pouco de lhe bater, acariciei a nádega extremamente avermelhada, e retirei um dos dedos diminuindo a força dos movimentos, os gemidos voltaram a ficar mais melodiosos e menos gritados.
– Abra bem as pernas. – Pedi.
– O-o que vai f-fazer, Erza? – Perguntou aparentemente amedrontada.
Mal ela sabia o que estava por vir, xeque mate, já havia torturado bastante. Relutando um pouco, ela obedeceu e assim deitei-me entre as suas pernas, a visão ali de baixo era muito boa, e como era!
– Pode ficar só de joelhos agora... – Disse segurando em seu quadril.
– O-o que está f-fazen...?
– Shhhh... – Fiz pra que se calasse.
Ela ficou, então, apenas de joelhos, desapoiando os cotovelos e tateou até encontrar minha cabeça, sentindo meus cabelos em suas mãos. Eu mordi a parte interna de sua coxa, fazendo-a gemer e depois subi lambendo até chegar próximo a sua intimidade.
– Senta, amorzinho... – Pedi sussurrando.
– O-o quê? – Perguntou ainda parecendo confusa.
– Senta, mulher! – Disse mais autoritária, puxando os quadris para baixo.
Agarrei as suas nádegas e fiz com que sua intimidade ficasse bem sobre minha boca, passei minha língua por toda ela, mordiscando seus grandes lábios e adentrei minha língua em sua cavidade. Ela estava intensamente lubrificada e eu ia sugando cada gota, fui lambendo e sugando cada canto até finalmente chegar em seu clitóris e o suguei com vontade, dando uma leve mordida após.
– Ah, puta merda, Erza! – Gemeu agarrando em meus cabelos.
Fui fazendo lentos movimentos circulares com a língua, e aos poucos aumentando a velocidade dos mesmos e intercalando com fortes chupadas. Ela remexia os quadris e gemia loucamente. Passei a arranhar suas costas, cintura, abdômen, descia por suas nádegas e coxas, tudo que eu podia alcançar. Mira soltou uma mão dos meus cabelos e se agarrou ao lençol, logo a senti estremecer e gemer alta e longamente, seu doce néctar escorrendo direto em minha boca, do qual me deliciei, sentindo seu sexo ainda latejante depois do forte orgasmo.
Ela suspirava descompassada, agora acariciando meus cabelos. Dei-lhe um último beijo em sua intimidade e saí debaixo dela. Jogou-se na cama exausta, tentando acalmar a respiração. Apenas a observei por um tempo, suas nádegas avermelhadas e outras regiões do corpo também, devido aos arranhões. Sorri, mesmo sentindo-me um pouco culpada, ao mesmo tempo gostava de ver as marcas, achava ela bonita assim, é claro que a preferia normalmente sem elas, mas pós-sexo era lindo demais.
Sentei-me ao seu lado, desamarrei a venda, e acariciei seus cabelos.
– Tá tudo bem, Mira? – Perguntei.
– Hm, tá sim. – Respondeu ainda com dificuldade.
Com certa dificuldade também, virou-se, seus lábios estavam bem inchados, tinha manchas roxas no pescoço e nos seios e estava toda cheia de marcas de arranhões na frente também. Fitei seus olhos e os vi lacrimejantes e foi aí que me senti mal.
– Me desculpa, Mira... V-você tá bem mesmo? – Perguntei.
– Por que desculpa, sua boba? Claro que to bem, só preciso me recuperar um pouco, foi meio intenso... – Soltou um risinho.
Deitei ao seu lado e a envolvi em meus braços, trazendo-a pra perto de mim. Seus olhinhos estavam cheio de lágrimas.
– Hey, por que tá assim? Eu sinto muito mesmo se peguei muito pesado...
– Não, Erza, foi muito bom, muito bom mesmo... Como eu disse, foi intenso, puta merda, eu to toda dolorida, mas eu amei isso... Eu... – Selou levemente os meus lábios. — ... te amo, Erzão. Você gostou do seu presente?
Acariciou meu rosto abrindo um sorriso e ao mesmo tempo lágrimas escorreram. Não sabia se eram de felicidade, não sabia se eram por eu ter machucado ela, mas mesmo assim estava feliz, ou estava se esforçando pra sorrir, não sabia se estava feliz por eu ter machucado ela. Eu não sabia os motivos certos, mas meu coração apertou.
– E-eu não sei descrever o quanto eu te amo, te amo mesmo branquela! Mesmo você tendo me amarrado e passado aquele gel horrível em mim, mesmo tendo me deixado com raiva e feito eu querer me vingar, e mesmo que há minutos atrás eu só estava querendo mesmo era, bem...
– Erza, tudo bem, acha que eu duvido do seu amor só porque quis fazer um sexo um pouco mais agressivo? Eu te conheço algum tempo pra saber que ia gostar de fazer isso, e você deve me conhecer também para saber que no fundo eu ia gostar, e gostei, muito! Está assim por que estou chorando? Só estou emocionada, relaxa! – Deu um risinho. — E então, gostou do presente? – Insistiu.
– Não tem que me perguntar isso, é claro que eu amei, foi o melhor presente que já tive.
Envolvi sua nuca, emaranhando meus dedos em seu cabelo e beijei seus lábios calma e demoradamente.
– Quero tomar um banho, vem comigo? – Convidou depois de finalizar o beijo.
– E-eu... – Hesitei.
– É só banho mesmo, Erza. – Ela riu.
– Tudo bem. – Respondi.
Levantei-me da cama e ela, ao mover as pernas para fora fez uma careta de dor. Ergueu o rosto me encarando.
– Seria muito abuso pedir pra me levar até lá? Tudo dói... – Perguntou fazendo um biquinho triste.
– Não, é justo por eu ter te deixado nesse estado.
Passei um braço por debaixo de suas pernas e outro pelas suas costas e a levantei e, assim, caminhei com ela até o banheiro, tinha sorte de eu ter força nos braços e ela não ser lá muito pesada. Chegando embaixo do chuveiro a coloquei no chão em pé e o liguei na água morna, caindo diretamente sobre ela.
– Ah... – Suspirou prazerosamente. – Que maravilha...
Enlaçou os braços em meu pescoço e me trouxe pra bem próximo dela, beijou meus lábios, dando um passo para trás, fazendo a água cair sobre mim também.
– Mira, você disse que ia ser só um banho... – Comentei.
– Mas é, oras... – Respondeu. – Você que já tá maliciando aí, Erzão. – Mordeu o lábio inferior.
– Para! Quer me provocar, né branquela?! – A virei de costas pra mim. – Vai, deixa eu lavar seu cabelo. – Sugeri pra tentar desviar minha atenção, eu amava tomar banho com ela, mas geralmente o banho acabava em outra coisa, e dessa vez eu realmente não queria que acabasse, já tinha abusado o suficiente da coitada.
– Ok, pega o shampoo aí. – Disse ela.
Peguei o shampoo de cima do suporte e coloquei um pouco em minha mão e dei pra ela segurar o frasco, pois como tinha bastante cabelo talvez precisasse de mais. Fui massageando o couro cabeludo e estendendo pelos fios claros e macios.
– Ai! – Exclamou. – Caiu no meu olho...
Foi entregar o frasco de shampoo pra mim, mas minha mão estava ensaboada e ele escorregou e caiu no chão.
– Desculpe... – Falei.
– Não se preocupe, deixa eu só lavar meu olho que eu pego...
– Não, eu pego, relaxa... – Respondi.
Abaixei-me pra pegar o shampoo, porém havia caído um pouco no chão que o deixou escorregadio, e não deu outra, eu escorreguei, mas não caí, consegui me segurar, mas acabei batendo minha cabeça no registro do chuveiro.
– Ah, meu Deus, Erza, você tá bem? – Mira me perguntou, mas assim como da recente outra vez que tinha batido minha cabeça, minha visão escureceu.
Fechei os olhos, e mais uma vez tive uma visão estranha, mas dessa vez eu estava no banco traseiro de um carro, parecia ser mais nova, e de repente outro carro surgiu atravessando a frente, fazendo com que o carro em que eu estava colidisse com sua lateral.
– Erza? – Mirajane me chacoalhou e pude novamente sentir minha visão voltar, vendo-a extremamente assustada em minha frente.
Eu estava assustada, até minha respiração estava um tanto ofegante, era como se eu estivesse vendo partes do acidente em que meus pais biológicos morreram. Não sabia se era só paranoia, ou se realmente, de alguma forma, estava recuperando as memórias daquele dia. Apenas abracei Mirajane, eu não queria falar sobre isso com ela ainda, era estranho de mais e não queria preocupá-la.
– Eu só bati a cabeça e minha visão escureceu, mas estou bem, só com um pouco de dor... – Respondi.
Na verdade não era só um pouco, era bastante, mas eu conseguia aguentar. Mirajane beijou minha testa e acariciou minha cabeça.
– Vem cá, deixar eu te lavar... – Ela sorriu, pegou a esponja com sabonete e começou a passar em mim, ainda havia resquícios daquele gel na minha pele e foram saindo. – Vamos terminar de tomar banho e deitar, tá bom?
– Hm, claro, deve estar mesmo exausta. – Comentei e sorri.
– É uma exaustão boa. – Respondeu. Fitou-me por um tempo, sua respiração quente indo de encontro com a minha, até que seus lábios também se encontraram com os meus. Beijou-me calmamente, enquanto passava a esponja por mim, mais involuntariamente do que realmente lavando, e o beijo demorou, sendo pra mim reconfortante, até que ela finalizou com um selinho. – Ah, é tão irresistível. – Suspirou tocando levemente meus lábios com os dedos. Apenas sorri envergonhada, com a sensação de borboletas no estômago.
– Você também. – Respondi depois de um tempo. – Por isso que não dá certo tomarmos banho juntas, gastamos muita água. – Ela riu gostosamente.
E assim como ela havia proposto, terminamos de tomar banho e fomos dormir juntas. No dia seguinte acordei sem dor de cabeça, apesar das visões ficarem me atormentando e que mesmo assim tentei deixar pra lá, devia aproveitar o tempo que estava com, agora, minha namorada. Não pude passar muito do fim de semana com ela, pois tinha coisas a fazer com minha família, mas só aquele tempo que passamos juntas, fez daquele o melhor aniversário que já tive.
Na segunda-feira cheguei um pouco depois de Mirajane na escola, ela já estava na sala, sentada em sua carteira, e Cana e Lucy estavam apoiadas na carteira do lado conversando com ela. Fui até minha carteira, a frente da de Mirajane e coloquei minhas coisas.
– Bom dia, margarida. – Cana cumprimentou brincalhona. Me virei para ela. – Você gostou? – Perguntou mostrando-me o potinho com o maldito gel vermelho.
– Argh, não! – Respondi. – Você não é uma boa influência pra minha mulher. – Completei brincando também.
Cumprimentei Cana e Lucy e, após dar um beijo no rosto de Mira, sentei no colo dela.
– Bem, a Lucy gosta, não é? – Disse Cana pegando na mão da namorada, a qual as bochechas ficaram da cor do conteúdo do vidrinho.
– Cala a boca, Cana! – Respondeu dando um tapa na mão dela que riu.
– E pelo visto você descontou bem não ter gostado do gel, essas manchas roxas no pescoço da Mira não negam. – A morena continuou provocando.
Olhei para o pescoço de Mirajane, realmente ainda estava bem marcado.
– Isso porque ela não viu o resto do meu corpo. – Sussurrou em meu ouvido, tive que conter a risada.
– Cana, querida, aposto que está com inveja. – Respondi.
– Inveja do quê? – Perguntou ela. – Ai, como são bobinhas vocês. Enfim, depois da aula passem na minha casa que eu e Lucy temos nossos presentes de aniversário pra lhe dar.
– Um pouco atrasados, mas acho irá gostar. – Lucy completou.
– Tá bem, eu passo. – Respondi sorrindo e logo em seguida o sinal para a primeira aula tocou.
– Ah, sim, estava falando com a Mira, sábado vai ter uma festa muito boa de um pessoal que eu conheço e disseram pra eu levar minhas amigas, então vocês estão convidadas, ok? Vai ser à tarde, por favor, me digam que vão!
Olhei para Mira, mas sua expressão não dizia se estava a fim da festa ou não.
– Ai Cana, vou pensar nisso, me explica melhor sobre essa festa depois. – Respondi.
– Vocês duas! – Chamou Laxus da porta e eu me assustei, pois achei que estava afastado. Cana e Lucy olharam em direção, também assustadas. – Fora daí, vão pra sala de vocês!
Laxus ficou parado a porta até as duas saírem e já estarem meio distantes, seu olhar fixo nelas.
– O que esse cara tá fazendo aqui? – Perguntei.
– Parece que teve que voltar. – Mirajane respondeu e viu minha expressão de descontentamento. – Olha, ele é um desgraçado, mas tenta não pensar muito na existência dele, ok? Só te faz mal isso.
– Eu sei. – Respondi levantando-me do colo dela e indo sentar na minha cadeira. Me virei pra ela. – Juro que vou tentar.
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