Still Into You

7 7. Primeira Sessão de Terapia


Notas iniciais
Antes que eu esqueça de novo de agradecer, muito obrigada Ella Lourenço e DebbyChan pelas recomendações, não sabem o quanto fiquei feliz com elas ♥ Capítulo dedicado à Lua Scarlet pelas ceninhas CaLu, não é muita coisa, mas espero que goste ♥

– Ok, vocês devem estar me achando meio maluca, né? – Cana disse rindo.

Havíamos entrado na sala de aula e dito a Mira que Cana queria conversar conosco.

– Maluca você é mesmo. – Lucy afirmou.

– Não fique me difamando. – Ela fez um biquinho, mas depois riu. – Enfim, desculpem se estou sendo um tanto intrometida, mas como devem saber eu comecei a fazer terapia, e minha psicóloga recomendou que eu conversasse com outras pessoas da minha idade, como uma terapia em grupo, entendem? E acabei descobrindo o que aconteceu com vocês, sobre Mira e a mãe dela, e então gostaria de chamar vocês pra participarem. A intenção é chamar cada vez mais gente que esteja precisando de ajuda...

– Por que você acha que eu estou precisando de ajuda? – Mirajane perguntou, um tanto arrogante. – E como descobriu essas coisas sobre mim? Isso não diz respeito a mais ninguém!

– Calma... – Cana rapidamente tentou contornar a situação, Mirajane estava meio exaltada. – Sem querer eu ouvi uma conversa do Elfman com a Evergreen, me desculpe... Eu vou entender se não quiser participar.

– Aquele filho da puta! – Ela levou as mãos à cabeça. – Eu vou matá-lo.

– Calma Mira... – Tentei acalmá-la. – Elfman não faria isso por mal, ele ficou muito arrasado com o que aconteceu com você e talvez sentiu necessidade de contar a Ever.

Cana franzia os lábios talvez arrependida de ter começado aquilo, mas ainda tentava ajeitar as coisas.

– Olha. – Disse ela. – Você passou por coisas muito difíceis, seria muito legal ter você conosco... E nós jamais contaremos algo que você disser pra alguém, será tudo super sigiloso, até porque eu também tenho coisas a contar que não gostaria que fossem espalhadas, entende?

– Mira, eu acho que seria uma experiência interessante. – Disse a ela.

– Você participaria Erza? – Cana perguntou.

– Claro...

– Você não vai participar disso sem mim! – Mira pronunciou e logo bufou como se tivesse perdido a causa. – Como é que funciona o negócio? São quantas pessoas?

– Bem... – Cana sorriu animada. — Por enquanto somos apenas três, com vocês duas, seriamos cinco. Inicialmente estou pretendendo fazer uma reunião por semana com duração de uma hora, pra não ficar muito pesado, e podemos remanejar caso for preciso e vocês podem dar sugestões também, e ah... Por favor, digam que vão participar, eu estou tão feliz por ter encontrado outras garotas como eu e Lucy na escola.

Tocando nesse assunto, Lucy que estava ali o tempo todo sem dizer nada pareceu desconfortável.

– Espera... Você está me dizendo que as duas também são... – Abaixou o tom de voz. – Lésbicas? Por que não disse isso antes? Eu ia adorar conversar com outras pessoas que também são. – Mirajane disse já mais animada.

– Bem, eu achei que isso fosse meio óbvio. – Soltou um risinho. – Mas sim, nós somos.

– Ok, acho que posso participar dessas reuniões, então. – Sorriu ela.

– Ah, que bom! – Cana sorriu imensamente. – Sábado às 14h está bom? Se não, podemos mudar...

– Por mim tudo bem. – Mira respondeu e olhou pra mim.

– Por mim também. – Respondi.

Como o intervalo estava prestes a terminar, as duas já iam para a sala delas, despedindo-se de nós. Porém a atitude de Lucy me intrigava, ela ia mesmo não falar nada? Fingir que nada aconteceu?

– Espera. – Disse quando as duas já estavam de costas prestes a sair. – Eu não vou conseguir deixar isso passar... Você vai continuar fingindo que nada aconteceu, Lucy? – Perguntei. Ela apenas virou pra trás com a expressão assustada.

– O que aconteceu? – Perguntou Cana sem entender.

– Eu estou muito ocupada tentando não desabar em lágrimas. – A loira respondeu. – Não tenho coragem de lhe pedir perdão, não sou digna dele.

– Que história é essa? – Cana perguntou. – O que você fez, Lucy?

Ela não respondeu, sua expressão era de alguém que estava prestes a chorar.

– Lucy era minha amiga, mas Mirajane disse a ela que eu era sapatão e ela simplesmente parou de falar comigo. E agora descubro que ela não é muito diferente de mim, existe alguma explicação, ou você é só hipócrita mesmo?

– Existe uma explicação. – Disse ela e algumas lágrimas brotaram em seus olhos. – Eu sabia que era só um boato, e por esse motivo, pra você não ter mais problemas, foi que eu parei de andar com você. Porque eu já sabia que não gostava de homens e eu achei que você gostasse, continuar andando comigo só te traria mais problemas, foi por isso que eu resolvi me afastar.

Impossível! Que tipo de pessoa faz uma coisa dessas? Só podia ser uma loira! Sem preconceito, mas essa não foi lá uma atitude muito inteligente.

– Essa foi a coisa mais... burra que já vi alguém fazendo!

– Eu fiz isso pelo seu bem, você já sofria de mais...

– E sofri mais ainda sem você! – Afirmei inconformada. – Não importa se você gostasse ou não de homem, não importaria nada do que as pessoas falassem a respeito de mim por andar com você, acha que eu te culparia por alguma coisa? Você me deixou sozinha quando eu mais precisava de uma amiga, isso foi muito pior!

– Você não sabe o quanto eu queria voltar atrás. – Disse chorando. – Mas eu jamais tive coragem de olhar na sua cara depois do que eu fiz.

– Lucy sua boba, não acredito que você fez isso! – Cana comentou.

– Não precisa me perdoar, como eu disse, eu não mereço seu perdão...

– Merece sim. – Mirajane pronunciou-se. – A culpa de tudo isso é minha, fui eu que estraguei a amizade de vocês, sou eu quem merece ser odiada. – O semblante triste havia voltado a seu rosto.

Lucy nada mais disse, talvez no fundo ela concordasse com aquilo e, de fato, eu também, mas isso só era mais uma das coisas que Mirajane me fez, e eu já a havia perdoado. Entretanto, Lucy também tinha culpa por ter agido daquela maneira, por ter me deixado quando na verdade eu precisava dela. Mas mais do que ódio, eu sentia falta da minha amiga. Eu sentia falta de qualquer amizade, na verdade. Eu estava cansada se ser sozinha.

– Sua idiota! Eu senti sua falta! – A puxei para os meus braços, abraçando-a com força e ouvi um resmungo de quem perde o ar dos pulmões. – Eu ainda estou com raiva por ter me abandonado por um motivo tão idiota, mas eu não quero mais ficar longe de você, entendeu? – Ela molhava minha camisa com suas lágrimas e eu estava me segurando pra não começar a chorar também. – Me prometa que nunca mais fará uma coisa dessas! E me dê um daqueles doces de morango que você sabia fazer, isso catalisa o processo de perdão.

Tê-la de volta e possivelmente ter Cana como amiga também, aquecia meu peito. Eu apenas me preocupava com Mirajane, eu realmente estava contando que as sessões de terapia e a conversa com outras garotas melhorasse um pouco o quadro em que ela se encontrava, era culpa de mais pra uma pessoa só.

– Ok, muito linda a reconciliação de vocês, mas será que dá pra soltar agora? – Cana perguntou. – Estou ficando com ciúmes, essa aí já tem dona!

Eu soltei a loira só pra morena não achar que eu era uma ameaça. Como se eu tivesse olhos pra mais alguém além da minha branquela! E eu esperava que ela soubesse bem disso, porém seu olhar não era dos melhores ao me ver abraçando a Lucy. Como era boba! Mais essa agora, ter que lidar com o ciúme dela... De qualquer forma, ela não disse nada a respeito.

A semana passou numa velocidade razoavelmente lenta, talvez porque eu estava ansiosa para a reunião com as meninas. Infelizmente no decorrer da semana Lucy havia ficado doente, pegado uma gripe bem chata e não pode fazer o doce que havia me prometido, mas assegurou que iria à reunião mesmo que morrendo ou dopada de remédios.

As reuniões aconteceriam na casa da própria Cana, que ficava ao lado da escola, já que seu pai era o zelador. Eu passei antes na casa de Mira e fomos juntas para lá.

– Oi meninas! – Cana nos cumprimentou dando um beijo no rosto de cada uma. – Entrem e fiquem à vontade, Lucy já deve estar chegando.

– Sabe se ela melhorou? – Perguntei enquanto entrava a casa.

– Que eu saiba, não. – Respondeu. – Estou preocupada com ela, até pensei em cancelar a sessão de hoje, já que nosso outro componente também não vai poder vir, mas como é a primeira vez de vocês, ela disse que fazia questão de vir, mesmo doente.

– Falando de mim? – Disse Lucy que surgiu na entrada, Cana ainda não havia fechado a porta.

Sua voz estava rouca e mesmo fazendo calor, ela vestia um agasalho.

– Oi, meu amor. – Cana foi até ela e a abraçou. – Tá melhor? – Deu-lhe um beijo na bochecha.

– Na verdade, acho que piorei... Mas vir pra cá um pouquinho vai ser melhor do que ficar só trancafiada em casa. – Sorriu.

Todas entraram e Cana fechou a porta. Sentei em um sofá ao lado de Mirajane, Lucy e Cana sentaram em poltronas separadas. Lucy não queria ficar muito próxima devido a sua gripe.

– Bom, acho que podemos dar início, alguém quer começar? – Cana perguntou.

– Na verdade... – Eu me pronunciei depois de um pequeno silêncio. – Eu gostaria de saber como foi que perceberam que gostavam de meninas. Eu percebi isso tão recentemente e a Lucy, por exemplo, descobriu isso bem mais nova... Na verdade, acho que todas vocês, mais novas do eu.

– Bem... – Lucy disse. – Foi bem cedo porque, vejamos... o primeiro menino que eu beijei foi o Natsu, e não gostei, fiquei me perguntando se o problema era com ele ou comigo. Foi então que decidi dar uma chance ao Loke, que aparentemente era perdidamente apaixonado por mim, mas eu também não gostei. A verdade é que eu não gostava de nenhum deles, com o Natsu foi só a confusão de uma grande amizade, já o Loke...

– Era um filho da puta! – Completou Cana.

– É, bem isso... – Riu Lucy.

– Sim, eu me lembro de quando você ficou com eles e disse que na verdade, não estava a fim de nenhum. – Comentei. Ainda éramos amigas naquela época. – E que Loke ficou um tempão no seu pé...

– Não só ficou no pé dela, como tentou ficar com ela a força numa festa. – Cana disse, parecia revoltada.

– Mas aí a Cana me salvou...

– Dei uma garrafada na cabeça dele, e ameacei chamar o Laxus pra dar lhe uma surra.

– Na época ela estava... – Lucy começou.

– Dando pro Laxus loucamente, mas já estava cansada daquilo. – Completou Cana.

Era engraçado como uma completava a frase da outra e como Cana era descontraída pra falar até da vida sexual dela.

– Loke acabou fugindo, e percebi que Cana estava pra lá de bêbada, levei ela pro banheiro e ela disse “ainda bem que não tive que chamar o Laxus, não quero dar pra ele hoje” e eu fiquei um pouco assustada e soltei que achava que não gostava de homens. “Interessante...” foi o que ela soltou antes de me beijar.

– E aí foi tipo um momento mágico, saiu fogos de artifício. – Cana riu.

– No fundo acabamos salvando uma a outra...

– E Lucy acabou me salvando muito mais, foi ela que me incentivou um tempo depois a procurar um tratamento. No começo não dei ouvidos a ela, e fui parar no fundo do poço... Só hoje eu vejo que eu deveria tê-la ouvido desde o início. Eu devo muito a ela! – Cana falava de maneira tão apaixonada sobre Lucy, era tão bonito.

– Infelizmente eu não tive coragem de contar a você que estava gostando da Cana, e muito pouco depois Mirajane veio com toda aquela história, e bem... você já sabe. – Entristeceu-se.

– Você é tão contraditória! – Disse Mirajane pela primeira vez. – Nada do que eu disse a você justifica o que fez com a Erza, não importa o quão boa você foi pra Cana...

– Mira, por favor... – Disse a ela. Eu não queria ficar remoendo esse assunto, eu estava tentando perdoar a Lucy.

– Contraditória é você que fez de tudo pra estragar a vida de quem você supostamente gostava. – Lucy exclamou, mesmo que sua voz saía rouca ela aumentava seu tom. – Aposto que me fez afastar dela apenas porque se ela não era sua, não queria que fosse de mais ninguém, eu fui muito idiota de ter caído no seu joguinho.

– Hey, calma gente... – Cana disse. – Lucy querida, não esforce muito sua voz.

– Eu sei que eu errei e o quanto estou imensamente arrependida. – A loira continuou. – A questão é que agora você está fragilizada, mas não se tornou nenhuma santa, não vai demorar muito pra mostrar quem é de verdade de novo!

– Lucy! Pare... – Cana advertiu. Foi até ela e tocou em sua mão. – Você está ardendo...

– Eu estou bem... – Lucy teimou.

Cana colocou a mão na testa dela.

– Está nada! Você tá muito quente! Tomou algum remédio pra febre antes de vir pra cá? – Cana perguntou preocupada.

– Não...

– Droga, Lucy, você disse que estava mal, quer se matar? Fica aí que vou ver se tenho alguma coisa...

Cana foi correndo até a cozinha procurar algum remédio.

– No fundo eu sabia que não deveria participar dessas reuniões... – Mirajane levantou-se, mas eu segurei sua mão.

– Mira, se acalma... – Pedi a ela.

– Não Erza, eu sei muito bem de toda a culpa que eu tenho, não preciso que mais alguém fique jogando isso na minha cara...

– Viu o que eu disse? – Lucy mais uma vez se pronunciou. – Você quem começou me chamando de contraditória e agora fica aí de mimimi. Tentar jogar um pouco de culpa em mim não diminui a sua, deveria ficar quietinha!

– E no momento você também! Toma isso. – Cana chegou com um comprimido e um copo com água que entregou a Lucy. – Meninas desculpem... – Disse voltando-se a nós. – Eu tenho certeza que ela só disse essas coisas porque está com febre, a Lucy não é assim...

– Claro... – Mirajane respondeu irônica e eu quase dei um beliscão nela, não gostaria de admitir, mas aquela atitude dela estava me irritando.

Lucy tomou o remédio e a água e fez uma careta de descontentamento, não sei se pelo remédio, pelo o que estávamos falando, ou pelas duas coisas.

– Vem loira, melhor ir tomar um banho pra ajudar essa febre abaixar. – Disse Cana ajudando-a a se levantar.

Ela envolveu os braços no pescoço da morena e afundou o rosto no ombro dela.

– Me desculpa... – Murmurou.

– Shhh... não foi nada querida, não se preocupe. – Cana afagou os cabelos dourados. – Meninas, fiquem à vontade, se quiserem continuar aí, se quiserem ir, vocês que sabem. – Disse a nós. – Não vai dar pra continuar isso hoje, mais uma vez me desculpem, espero que depois dessa não queiram desistir.

– Relaxa Cana, eu continuarei vindo. – Afirmei e Mira pareceu não ter gostado muito, ambas olhamos para ela a fim de ouvir sua opinião.

– Se a Erza vai vir, eu virei com ela. – Respondeu. – A não ser que alguém esteja com febre... – Pronunciou com certo sarcasmo, mas Cana fingiu que não percebeu e sorriu.

– Que bom! Sabe, eu descobri que gostaria de fazer psicologia, mas acho que não posso ser uma psicóloga bêbada... – Riu ela. – Por isso gostaria muito que isso desse certo. Eu agradeço muito por estarem contribuindo.

Ela sorria e falava tão animada que me senti mal pela maneira que Mira estava tratando aquilo, eu também havia ficado bastante animada.

– Canaaa... – Resmungou Lucy. – Vamos logo. – Soltou o pescoço dela e segurou suas mãos.

– Estou indo. – Beijou a testa dela e as duas foram para o interior da casa.

Eu e Mirajane, então, resolvemos ir embora.

– Você tinha que ter falado aquilo? – Perguntei a ela no caminho de casa.

Eu segurava sua mão, e pela primeira vez não me sentia tão confortável naquela ação.

– Ah que ótimo, você também vai me atacar agora? – Perguntou com o mesmo tom que estava usando antes.

Minha vontade era de dizer que eu não era obrigada a concordar com tudo que ela fizesse, mas talvez ela ficasse muito brava. Eu não queria brigar com ela, de jeito nenhum, mas não podia ficar tolerando aquilo.

– Por que está agindo assim? Porque eu quero perdoar a Lucy? Por que eu quero ser amiga dela e da Cana? Está com ciúmes, por acaso? – Perguntei de uma vez já não a aguentando agir daquela forma.

– Sim, eu estou! – Afirmou. – E por causa disso acabo me afundando ainda mais na merda, a culpa é sempre toda minha! Eu sei que se eu não tivesse dito aquilo a Lucy, ela não teria falado tudo aquilo pra mim e me deixado ainda pior. Eu também gostaria de ter outras pessoas pra conversar, mas Lucy tem razão, eu não sou uma santa, eu sou egoísta, eu sou a pior pessoa do universo!

– Para Mira, não exagere... E para de ser boba, eu só tenho olhos pra você, meus sentimentos são todos pra você, minha vontade de estar com alguém é só se esse alguém for você. – Abaixei o tom de voz e fui próxima a seu ouvido. – Minha vontade de fazer amor é apenas com você. – Senti ela se arrepiar e ri, voltando a encará-la e usar meu tom de voz normal. — E, por favor, elas serão só amigas, Lucy é minha amiga de infância e Cana é tão apaixonada por ela... E ela está tão animada com esse negócio da terapia, eu torço muito pra ela realmente melhorar, por favor, dê uma chance, mas dessa vez de verdade! Eu sei que pode fazer bem pra você também!

– Eu sou uma grande idiota! – Me abraçou. – Me pedindo desse jeito, eu não posso negar nada! Eu juro que vou tentar me controlar.

Olhou para os lados e vendo que não havia ninguém, levemente me beijou.

– Vem... depois de tanta tortura psicológica da minha parte, eu preciso de você... – Dessa vez ela abaixou o tom de voz, chegando próximo ao meu ouvido. – Na minha cama!

Então, me puxando, começou a correr em direção a sua casa, sem contestar nenhum pouco, corri atrás.

"Tenho vergonha de confessar

Eu sou uma namorada ciumenta

Quero que você pertença a mim

Mas acho que chamam isso de ciúmes."

(Marina & The Diamonds — Jealousy)

Notas finais
Quem mais aí gritou com capitulo 341 do mangá? Eu surtei horrores lendo ele. CaLu is on ♥ Obrigada por me inspirar Mashima, e provar cada vez mais que eu não sou louca, que a Lucy é da Cana! HAHAHA Gostaria de informar que estou ferrada por ter pegado recuperação em estatística T.T Então talvez demore pra eu postar de novo. Não esqueçam de comentar e até mais!