Still Into You

5 5. Primeira Vez No Paraíso


Notas iniciais
Me perdoem pela imensa demora, eu finalmente consegui voltar! Queria ter postado no dia dos namorados, mas não rolou :( Eu não sei como nesse estado de oscilações de humor que estou consegui escrever esse capítulo e estou sem capacidade mental para julgá-lo. Antes de tudo preciso dizer: Eu ODEIO escrever primeiras vezes, é muita frescurada, mas como essa fanfic no momento se trata de primeiras experiências, fiz isso por vocês! Então... Enjoy!

Eu não achava que uma pessoa poderia ser de alguém, a possessividade nunca me agradou. Até eu me envolver com Mirajane. Então eu percebi que eu era um tanto possessiva em relação a ela. Não considerava isso uma coisa ruim, eu só queria tê-la o tempo todo ao meu lado para que eu a pudesse fazer feliz e isso, por consequência, levaria a minha própria felicidade.

Com tamanho medo de perdê-la eu faria qualquer coisa que levaria à sua felicidade, qualquer coisa que me pedisse, mesmo que isso me custasse. Eu não poderia negar o seu pedido, eu não poderia decepcioná-la. E eu queria tê-la. Ela toda nua só pra mim. Era um sonho, era quase utópico, talvez por isso eu fiquei tão nervosa.

Parecia difícil engolir a minha própria saliva. Parecia difícil levar ar até os meus pulmões. Parecia impossível meu estômago me deixa em paz, malditas borboletas!

– M-mira... – Engoli em seco. – O que está me pedindo é...

– Erza, eu quero fazer amor com você. – Ela se remexeu em meus braços, soltei-a um pouco e ela se virou de frente para mim. – Eu sei que nunca fez isso, eu também não. Eu sei que estamos juntas há pouco tempo, mas você sabe o quanto eu te amo, e eu sei que você me ama também. Seu amor é única coisa que pode me dar forças agora... Eu estou com medo de viver, eu nunca senti isso, e não quero me sentir assim. Eu preciso de você, Erza, preciso da sua força. – Algumas lágrimas escorreram de seus olhos e fizeram meu peito apertar.

– Querida, por favor, não chore... – Lhe dei um selinho. – Eu farei qualquer coisa, qualquer coisa pra que não se sinta assim, ok?

Há um minuto ela me desafiava a batê-la e agora implorava pelo meu amor, sentia que aquele seu lado mais pervertido, em parte, era uma máscara para sua dor. Eu selei seus lábios levando a um beijo calmo, acariciava seu rosto com uma das mãos enquanto a outra segurava em sua cintura.

– E-eu preciso que me ajude. – Sussurrei. Levei uma de suas mãos ao final da minha camiseta dando a entender que queria que ela tirasse. Eu estava de quatro em cima dela e usando aquela camiseta que era um pouco larga, não me sentia nenhum pouco feminina, bem “Erza machona”. Não que pra mim isso fosse algo negativo, no fundo eu até gostava, gostava mais do que do meu lado feminino que, no momento, eu teria que mostrar. Só de imaginar que Mirajane me viria nua, eu gelei. Em contraste a minha personalidade, o meu corpo era bem feminino e eu tinha vergonha disso.

Ela foi lentamente subindo a minha camiseta e ergui os braços para tirá-la por completo, logo os levando em frente aos meus seios para não evidenciá-los tanto.

– É muita maldade você não me deixar ter essa bela visão. – Ela disse tirando meus braços do local. – Se não é pra eu ver, porque usa sutiãs tão sexys?

Eu gostava de roupas íntimas escuras, de preferência pretas, então aquela também era dessa cor, com detalhes em vermelho, a cor que deveriam estar minhas bochechas naquele momento.

– Não deixe as coisas mais constrangedoras pra mim. – Respondi.

– Porque constrangedoras? Você é linda, Erza! E eu não quero que tenha vergonha de mim. Venha, vamos nos livrar disso também. – Disse levando as mãos ao fecho do meu short. Eu hesitei. Se ficar sem blusa já era difícil, imagine ficar sem o short, também. – O que foi? – Perguntou soltando um risinho. – Eu tenho certeza que não vai querer continuar usando-o.

Deixei que ela desabotoasse e começasse a abaixá-lo, mas precisei ajudá-la a terminar de tirar, e nisso percebi que eu estava tremendo.

– Não fique nervosa, eu não estou te avaliando, Erza, eu já te considero perfeita. – E esse comentário só fazia minha bochecha ficar ainda mais quente pelo rubor e as sensações estranhas que começavam em meu estômago se espalhassem pelo corpo. Apenas de roupas íntimas, eu facilmente me arrepiava. – Se bem que a cada peça de roupa que tira, eu vejo que você consegue ser ainda mais perfeita do que eu considerava.

Se os comentários eram para me deixar menos nervosa, estavam tendo o efeito contrário. Vendo o quanto eu estava envergonhada, ela sorriu.

– Quer apagar a luz? – Perguntou. – Talvez fique mais a vontade.

– Não, tudo bem. – Neguei, ainda um pouco desconfortável, entretanto a vontade de vê-la claramente nua era maior do que qualquer coisa.

Ela deu mais um de seus risinhos melodiosos, puxando meu corpo para junto do seu e logo tomou meus lábios. Apenas nossas roupas íntimas impossibilitavam que nossos corpos estivessem inteiramente em contato. Eu desci meus lábios para seu pescoço sugando regiões distintas com grande intensidade e ri mentalmente ao imaginar o quanto elas estariam roxas no dia seguinte.

Minhas mãos desceram por sua cintura até seus quadris e uma delas até sua coxa a qual apertei pressionando minhas unhas em sua pele, não eram tão longas, o que não machucava tanto. Enquanto isso meus lábios desciam pelo seu peito, beijava-a entre os seios e na região deles que estava amostra, louca para tirar seu sutiã, mas ainda me controlando. A mão que não estava sua coxa, levei até um de seus seios e o apertei, sentindo o quanto era macio. Ela que parecia estar se esforçando para não soltar nenhum som, dessa vez deixou um doce gemido escapar.

– A minha mulher gosta que eu faça isso com ela? – Perguntei maliciosa. – Tudo isso?

– S-sim. – Respondeu com certa dificuldade, o que me fez ficar ainda mais louca para tê-la.

– Então acho que depois de hoje eu posso te chamar assim, o que acha? – Eu respirava próximo a seu peito, deixando que meu hálito quente tocasse sua pele que se arrepiava, movimentava minha mão por seu seio, acariciando e apertando. Arranhei um pouco sua coxa, eu queria enlouquecê-la.

– E-eu v-vou amar. – Respondeu com a voz falha.

– Minha mulher! – Prazerosamente repeti, dessa vez olhando-a nos olhos.

Levei minhas mãos ao fecho do seu sutiã e o abri. Lentamente eu fui retirando a peça de roupa que cobria uma das coisas mais belas que já havia visto. Seus seios eram redondos e grandes e inacreditavelmente a pele naquela região era ainda mais clara. Suas auréolas também eram bastante claras, distinguindo-se apenas por serem um pouco mais róseas que a pele ao redor, e seus mamilos, no momento, eriçados, eram de um tom bastante rosado, adoráveis. Meus olhos permaneceram vidrados por alguns segundos, maravilhada.

– Eles são lindos! – Elogiei. Só de observá-los eu sentia minha intimidade umedecer-se.

– São todos seus! – Ela respondeu. – Só... pegue leve, eles são bastante sensíveis.

Um sorriso de canto repleto de malícia brotou-se imediatamente em meu rosto, porém eu levei com delicadeza minhas mãos até eles, acariciando-os. Os apertei levemente sentindo o quanto eram macios, e logo pus um pouco mais de força, o que a fez gemer. Levei minha boca a um deles e suguei com força seu mamilo, e ela de imediato gemeu, deliciosamente, fazendo-me umedecer ainda mais. E cada investida que eu dava, seja circundando minha língua ao redor de seu mamilo, seja sugando, ou apertando o outro seio ainda em minha mão, podia ouvir seus gemidos tão melodiosos. Delicadamente eu mordi seu mamilo e isso a fez agarrar meu cabelo.

– Ah, Erza... – Gemeu ela. – O que eu disse sobre pegar leve?

– Não posso fazer nada se você é uma delícia, Mirajane!

Dei um beijo no local mordido e enquanto acariciava os seios com minhas mãos, beijei-a novamente nos lábios e depois de um tempo desci uma de minhas mãos pelo seu abdômen indo parar na sua intimidade ainda coberta. Com delicadeza eu a toquei e pude senti-la estremecer, estava extremamente úmida. Coloquei um pouco de pressão no meu dedo e fiz um leve movimento que a fez gemer em meus lábios. Eu estava surpresa com o quanto ela estava excitada e o quanto ela era sensível e isso me excitava, ah, e como!

– Aqui também é bastante sensível? – Perguntei afastando-me apenas alguns centímetros de seus lábios.

– S-sim... – Mal conseguiu responder.

– Mas saiba que não vou pegar leve! Você conseguiu me deixar louca, espero que aguente as consequências.

Eu desci minha outra mão, prestes a tirar sua calcinha, mas ela segurou meus braços.

– Eu deixarei fazer o que quiser, da maneira que quiser, mas não tem graça se você ficar vestida. Eu quero que tire tudo, agora!

Estava muito bom pra ser verdade, e depois de ter tomado todo o controle da situação, eu não podia voltar à estaca zero. Respirei fundo. Não, eu definitivamente não deveria passar por aquela crise de vergonha e nervosismo de novo. Eu ia mostrar pra ela que, apesar de cumprir seu pedido, eu ainda estaria no comando.

– Vai me pagar por isso! – Disse abrindo o fecho do sutiã e retirando-o.

Agora vinha a parte mais difícil, respirei fundo mais uma vez antes de levar minhas mãos até minha calcinha e começar abaixá-la, eu estava tremendo de novo, que merda! Engoli em seco, saí de cima de Mirajane e, o mais rápido que consegui, livrei-me da última peça que faltava para eu ficar completamente nua. Sentindo-me extremamente exposta, eu queria esconder alguma coisa, mas era ridículo.

– Faça algum comentário e eu te mato. – Adverti quando percebi que ela iria dizer algo. – Você não tem escapatória agora.

Fiquei entre suas pernas. Sentia seus olhos percorrem meu corpo nu como se fosse me devorar e me perguntei se era daquela maneira que eu também a olhava.

– Se ficar me olhando desse jeito eu vou te vendar!

– Então vende! Impossível não admirar tudo isso, é sério, eu...

– Caralho, para! – Interrompi sua fala.

Debrucei-me por cima dela e rapidamente tomei seus lábios, beijando-a de maneira voraz. Levei a mesma mão novamente a sua intimidade e dessa vez adentrei sua calcinha procurando seu ponto mais sensível e da mesma maneira, ao tocar seu clitóris ela gemeu.

– Isso! É isso que eu quero que saia da sua boca, entendeu?

– S-sim. – Respondeu com dificuldade.

Saí um pouco de cima dela apenas para retirar sua calcinha, para assim não haver mais diferenças entre nós. Pude, então, finalmente ver sua intimidade. Ali ela também era toda rosinha e sua lubrificação natural pela grande excitação já a havia deixado muito úmida. Sensível como era, eu não duvidava que ela tivesse um orgasmo muito fácil com qualquer estimulação minha. Era por isso que em meus planos estava torturá-la ao máximo antes de fazê-la realmente gozar.

Decidi começar com a boca. Ergui um pouco seus quadris e levei meus lábios ao meio de suas pernas. Toquei seu clitóris com a língua, fazendo movimentos circulares e depois o suguei, podia ouvi-la gemer, muito. Céus, como essa mulher gemia! Era delicioso de ouvir e me excitava muito. Com a língua, então, procurei sua cavidade. Ao encontrá-la tentei adentrá-la com a língua, era bastante apertada. Intercalei entre lambidas, sucções e posteriormente voltei ao seu clitóris, o suguei e logo em seguida dei uma leve mordida, o que a fez soltar um gemido que era quase um grito, ela estava louca. Agarrava o lençol e com uma sucção mais forte, percebi que mais um pouco, provavelmente, ela gozaria. Então parei.

– Não... – Ela choramingou.

Sentei na cama e a trouxe para meu colo, fazendo suas pernas entrelaçarem minhas costas. Tendo a visão de seus seios tão próximos, novamente abocanhei um deles. Ela, então, levou suas mãos aos meus, apertando-os. Suas mãos eram delicadas e pude sentir uma onda de prazer invadir-me. Mas não a deixei fazer isso por muito tempo.

– Vamos parando... – Tirei suas mãos dos meus seios e coloquei em minha cintura. As minhas eu desci até suas nádegas. Eram tão gostosas de apertar. Enchi as minhas mãos nelas e depois as acariciei. – Talvez esteja merecendo mais uns tapinhas, o que acha?

– V-você pode me bater se quiser, eu não me importo se for você, eu até gosto. – Respondeu próximo aos meus lábios.

– Não vou bater, mas... – Mordi seu lábio inferior ao mesmo tempo em que agarrava com força suas nádegas. – Você sabe, eu não sou muito delicada.

Uma mão eu permaneci a apertar seu bumbum enquanto a outra eu levei ao seu clitóris voltando a estimulá-lo.

– Ah Erza, por favor, não pare quando eu estiver quase lá de novo...

– Só se você gemer bem gostoso no meu ouvido. – Provoquei, mas ela levou a sério, envolveu-me pela cintura, se abraçando a mim, ficando com os lábios bem próximos a um de meus ouvidos.

Pressionei, então, seu clitóris fazendo leves movimentos, o que a fazia se agarrar em mim.

– Ah, Erza... – Puta merda! Eu poderia ter um orgasmo só de ouvi-la gemer meu nome dessa forma, se tivesse um limiar um pouco menor.

Levei meu dedo até sua cavidade e sentindo que estava bastante lubrificada forcei a entrada, fiz apenas alguns movimentos de entrada e saída, mas como ela era bastante apertada e eu não queria causar dor, voltei a estimular seu clitóris, pois a fazia gemer muito mais, consequência de ser mais prazeroso.

– Ah Erza... por favor... ah... não pare... – Tentou dizer entre seus gemidos desconexos.

– Shhh... não vou parar. – Assegurei.

Então movimentei o meu dedo intercalando entre investidas com mais pressão e mais suaves, seus mamilos eriçados tocavam em meios seios, ela suava e gemia cada vez mais. Quando percebi que estava prestes a atingir o orgasmo pressionei ainda mais o meu dedo e a pude sentir estremecer no meu colo soltando um último e mais alto gemido. Logo em seguida repousou cansada em meus braços e deixei que ficasse ali até sua respiração se normalizar, acariciando seus cabelos.

Quando se sentiu mais estabilizada, olhou em meus olhos e selou de leve meus lábios.

– Obrigada. – Agradeceu. – Foi maravilhoso!

– Eu não quero que me agradeça. – Sorri acariciando seu rosto.

De repente sua expressão tão plena mudou-se, como se tivesse se esquecido de algo importante.

– Oh... quanto egoísmo o meu. – Disse saindo do meu colo.

– O que quer dizer com... — Antes que eu terminasse de dizer, ela forçou-me a deitar a na cama, empurrando meu tronco. – O que está fazendo? – Perguntei.

– É extremamente injusto e egoísta apenas eu ter um orgasmo. Você também merece um, ainda mais depois desse maravilhoso que você me deu.

– Não se preocupe Mira, eu não...

– Não me diga que não quer, porque eu sei que é mentira.

Ela abriu as minhas pernas e tocou meu clitóris com o dedo começando a movimentá-lo. Tudo aconteceu tão rápido que eu mal tive tempo de raciocinar se realmente queria aquilo ou não. Mas aos poucos fui sentindo uma sensação boa me dominar, como uma corrente elétrica que passava por todas as minhas células enquanto Mirajane me estimulava. Eu sinceramente nunca tinha me imaginado numa posição mais passiva, não era ruim, mas eu gostava mais de dominar.

Ela levou a boca a um dos meus seios, sugando meu mamilo. Ao mesmo tempo em que queria manda-la parar, a sensação que aquilo somado aos estímulos na minha intimidade me proporcionava era estranhamente boa, que estava quase me fazendo gemer. As borboletas invadiam meu estômago sem pudor.

Ela fez um caminho de beijos pelo meu abdômen e chegou com a boca à minha intimidade na qual seu dedo foi trocado por sua língua e seus lábios, que passaram a circundar e sugar meu clitóris. Eu não queria gemer porque, ao contrário dos de Mirajane, eu achava que um gemido meu seria um som horrível, mas eu não consegui me conter por muito tempo. Não era melodioso como os de Mirajane, era um tanto rouco.

As correntes elétricas me percorriam me fazendo perder qualquer sanidade que me restava e passei a gemer conforme aquela língua quente e deliciosa agia. Então me sentindo diferente como numa montanha russa das correntes elétricas, eu agarrei-me ao lençol e todo meu corpo estremeceu, e foi então que eu soube o que era ter um orgasmo e como aquilo era a melhor coisa do universo.

Sentido meu corpo leve e um pouco cansado, permaneci de olhos fechados estirada na cama, agora pouco me importando em estar totalmente nua e de pernas abertas para Mirajane.

– Você está bem? – Perguntou enquanto eu sentia minha respiração se normalizar.

– Eu estou no paraíso. – Respondi a fazendo rir.

– Fico feliz por ter me deixado fazer isso, achei que fosse brigar comigo, mas você merecia!

– Eu deixei, apenas porque é você e porque eu te amo. – Abri os olhos pra encará-la, ela estava sentada ao meu lado olhando pra mim. – Não é ruim, mas eu ainda preciso me acostumar mais com tudo isso.

– Você vai se acostumar! Enquanto isso, vou aprender umas técnicas de colar velcro pra próxima vez. – Dessa vez fui eu quem ri.

– Ótimo, aproveita e compra um Kama Sutra lésbico. – Brinquei.

– Existe? – Ela perguntou toda empolgada.

– Eu vou lá saber... Era brincadeira Mirajane!

Ela fingiu estar triste, seus olhos vagaram pelo quarto, talvez procurando algo e quando pareceu achar, levantou e foi buscar voltando com um morango em mãos.

– Lembra-se dele? – Perguntou. – Tenho uma sugestão ótima de como comê-lo. Mas metade é meu, ok?

– Hm... ok. – Assenti sem dar muita importância.

Ela separou o morango em duas metades e entregou uma a mim. Depois se voltou à minha intimidade. Eu já havia fechado as pernas, mas ela as abriu de novo. Passou um dedo pelo líquido que eu havia liberado no orgasmo e depois o passou no morango. Fiz uma careta de reprovação.

– Não me diga que vai comer isso? É nojento!

– Tem certeza que acha isso? – Perguntou. – Não quer provar do meu? – Nisso ela subiu, com uma perna de cada lado do meu corpo, até próximo ao meu rosto. – Vamos, Erzão! – Insistiu ela.

Tentando não pensar que aquilo era nojento, em sua intimidade tão próxima, fiz o mesmo que havia feito em mim, passando seu gozo pelo morango.

– E agora comemos. – Ela sorriu levando o morango à boca, e eu então fiz o mesmo.

O gosto de Mirajane apesar de bom, era sutil, assim o sabor do morango estava praticamente inalterado. Mastiguei-o e o engoli normalmente, mas Mirajane parecia estar provando de um manjar dos deuses comendo a metade dela.

– Por favor, tem gosto de morango, Mira! Só ficou mais nojento...

– Não diga isso, vou ficar ofendida. – Disse ela fazendo um biquinho, saindo de cima de mim e sentando ao meu lado.

– E o que você acha de tão diferente?

– Você é doce, Erza! Muito!

Arregalei meus olhos, aquilo era uma coisa meio bizarra de se ouvir.

– Normal, mamãe passou açúcar em mim... – Cantarolei e foi ela quem arregalou seus orbes dessa vez.

– Palhaça! – Exclamou e depois de um tempo não aguentou e riu.

– Mas que você ama... – Comentei.

– Eu amo. – Concordou e então se deitou ao meu lado.

– Ah branquela, você sabe que eu te amo e faço qualquer coisa por você, do meu jeito, mas eu faço!

– E eu amo seu jeito também! – Sorriu.

Eu beijei-a calmamente, enquanto lhe acariciava. Ela me envolveu pela cintura e eu entrelacei suas pernas nas minhas e assim ficamos, trocando carícias até adormecer.

“Porque o seu sexo me leva ao paraíso

Sim, o seu sexo me leva ao paraíso,

E isso transparece, yeah, yeah, yeah

Porque você me faz sentir como

Se eu estivesse impedido de entrar no céu

Por muito tempo, por muito tempo”

(Bruno Mars — Locked Out Of Heaven)

Notas finais
Me digam que vocês conhecem a música do "normal, mamãe passou a açúcar em mim" se não a piadinha da Erza vai ser mais sem graça do que já foi. (Pra quem não conhece: http://www.youtube.com/watch?v=9rPqOGzYoog) E em algum momento eu disse que essa fanfic seria mais leve que OTFR, agora eu já não sei mais... e nunca escrevi uma cena dessas com tantos detalhes como dessa vez, então eu espero que tenham gostado! Deixe sua opinião, please! Beijos ;*