Still Into You

12 12. Primeira Ressaca


Notas iniciais
Eu sei que eu demorei, eu sei que o título do capítulo é péssimo, eu sei que parece que eu ferrei a história toda com o capítulo anterior, mas me perdoem, sim? Dou apenas um motivo: Erza e Mira se pegando! Eeeee o/ É um motivo muito bom! Bem, boa leitura ;)

Naquele momento eu desejei que Mirajane tivesse permanecido por mais tempo no banheiro. Eu não tive tempo pra raciocinar ou me recuperar do choque, ela já estava ali.

– V-você se importaria se fossemos embora? — Perguntei ignorando que ela tinha me perguntado o que havia ocorrido.

– Mas, e a Cana e a Lucy? — Perguntou. — Erza, o que aconteceu? – Insistiu.

Ela estava desconfiada, e não era por menos, mas eu não queria responder aquilo ali por medo da reação dela, mas sabia que eu teria que dizer.

– Eu prefiro falar isso em casa, por favor... – Pedi.

– Então realmente aconteceu alguma coisa... – Comentou pesadamente. – Caramba, não devia ter te deixado sozinha. Mas também acho melhor irmos, não estou muito bem do estômago.

Fomos andando em silêncio, Mira até me perguntou novamente, mas eu realmente só queria responder aquilo quando chegasse em casa, precisava de um tempo pra elaborar a maneira menos pior de lhe dizer.

– Bem, vou ao menos mandar uma mensagem pra Lucy avisando que estamos indo. — Disse ela. — Viemos pelo pedido dela e vamos embora assim...

– Eu tenho certeza que nossa presença não ajudaria muito depois que ela encontrou a Cana, e... – Cortei a fala antes que soltasse algo inoportuno naquele momento.

– Se você diz... — Respondeu, dando de ombros e digitando a mensagem no celular.

Fomos para a casa dela, chegamos em pouco tempo pois não era tão longe do local da festa.

– E agora pode falar o que aconteceu? — Aparentava estar um pouco irritada. — E por que diabos está com essa garrafa? — Pareceu perceber naquele momento, e eu mesma me dei conta apenas naquele instante que a havia trazido.

– E-eu tomei ela da Cana e... — Ela me interrompeu.

– Só um momento... — Com a palma da mão aberta, fez um sinal de pare. — ... Eu preciso ir ao banheiro. — E saiu correndo até o cômodo.

Assustei-me inicialmente, mas depois fui atrás dela chegando no momento em que ela fechou a porta.

– Mira? Tá tudo bem? — Perguntei preocupada.

Ela não respondeu, tentei abrir a porta, mas ela a tinha trancado.

– Mira! — Bati na porta.

– Eu to bem, só estou enjoada, me dê alguns minutos, por favor... – Pediu aumentando o tom de voz para que eu escutasse.

O banheiro da casa dela abafava bem o som então não dava pra saber bem o que estava acontecendo, o que era uma vantagem em outras ocasiões. Sabia que não adiantaria insistir, ela não abriria a porta pra mim, mas fiquei preocupada, se ela estava realmente mal, contando o que aconteceu na festa talvez ela pudesse piorar, entretanto eu não aguentava esconder. Em conflito entre contar de uma vez ou em outra oportunidade, eu olhei para a garrafa de vodka.

A ideia anormal se formou em minha mente: Ficar bêbada, assim a verdade provavelmente sairia com facilidade. Eu não tinha experiência com bebidas, mas era o que diziam. E se a Cana conseguia virar aquilo, por que eu não conseguiria? Abri a garrafa e levei até os lábios, o odor extremamente forte de álcool irritando minhas narinas.

As pessoas tomam decisões burras às vezes. Por um momento, entendi a Cana, e a entendi tanto que virei a garrafa de vodka. Burra! Senti o líquido descer queimando pela minha garganta, parecia queimar os órgãos que passava, mas não parei, mesmo com meus olhos levemente lacrimejando, até realmente não aguentar mais, já estava sentindo os sintomas da embriaguês na minha cabeça. Tirando o bico da garrafa da boca, expressei uma careta, afinal o gosto era horrível, tentei focalizar a minha visão, mas tudo girava, levei a mão a cabeça e finalmente consegui ver que havia tomado metade do que havia na garrafa, ou seja, um quarto do conteúdo total.

Logo em seguida, ou ao menos foi que pareceu já que até minha noção de tempo parecia alterada, Mira abriu a porta do banheiro.

– Desculpe, Erza, achei que fosse vomitar, eu não devia ter tomado tanto sorvete e depois bebido, ai... – Reclamou levando a mão ao abdômen.

Eu queria demonstrar que me preocupava com ela e que queria que ficasse bem, mas eu não estava bem, minha visão estava turva, meu equilíbrio alterado, e por causa disso não consegui dizer ou fazer nada por um período de tempo que fez com que ela percebesse que eu não estava normal.

– Erza? Você não parece... – Foi então que sua visão se deteve à garrafa que eu segurava. – bem. – Completou enquanto fixou o olhar na garrafa por alguns segundos. – Erza, diz pra mim que não tinha mais do que isso de pinga nessa garrafa...

– Vodka. – Corrigi, minha voz saiu arrastada e imediatamente me arrependi de ter falado.

– Erza! – Ela segurou em meus ombros fitando meus olhos. – Você é maluca? Por que você fez isso?

Queria muito conseguir desviar a visão, mas aquelas íris azuis me prendiam, demorei segundos até conseguir.

– Conte agora o que aconteceu naquela maldita festa!

– Me desculpa! – Disse e comecei a chorar, estranhamente, pois eu não chorava com tanta facilidade, maldito álcool!

– Desculpa pelo quê? Erza, você está me deixando maluca... – Disse ela. – Larga isso. – Pegou a garrafa da minha mão e colocou em cima da sua cômoda. – Vem cá.

Me puxou pelo braço levando-me até a sua cama, foi difícil caminhar tão desequilibrada.

– Está tudo bem, meu amor, pode me falar qualquer coisa. – Disse segurando meu rosto entre suas mãos, inevitavelmente cerrei os olhos e mais lágrimas caíram. – Não chora, Erza! Te ver chorando é a pior coisa.

Então ela me abraçou, e em minha mente apenas veio que ela estava enganada, pois ainda não tinha ouvido o que eu tinha a dizer, e aquilo sim poderia ser uma coisa muito pior, mas eu precisava me livrar daquele peso.

– A-a Cana... – Disse com a voz embargada e ela soltou-me do abraço.

– O que tem a Cana? – Perguntou docemente.

– A Cana me beijou.

Eu senti que ela havia ficado desnorteada, não se mexeu por longos segundos. Levou uma das mãos a cabeça um tanto desesperada.

– F-foi só um selinho. – Completei o quanto antes para talvez melhorar a situação. – E-eu juro que eu só queria pegar a garrafa dela e...

– Shhh – Ela tapou a minha boca com a mão e respirou fundo. – Só um selinho, ok, você quase me matou agora. – Tirou a mão da minha boca e deu um soco com força no colchão. – Mas mesmo assim, que desgraçada! Quem essa imbecil pensa que é pra ousar encostar a boca em você? Eu sabia que ela não era confiável...

– M-mira... – Tentei falar, mas ela segurou os meus ombros e logo em seguida tomou meus lábios, beijou-me longamente envolvendo sua língua na minha apressadamente e depois encheu-me de curtos beijos.

– Tá tudo bem. – Deu-me um selinho. – Tudo bem. Você é minha, né? – Deu-me outro selinho.

– Mira... – Afastei um pouco o rosto dela.

O álcool estava começando a agredir meu estômago, me deixando enjoada, e na minha mente estava tudo tão confuso, estava difícil de enxergar. Oh, droga, por que diabos eu fui pensar que era tão resistente quanto a Cana? Ao menos havia parado de chorar.

– Me desculpe. – Passou a mão nos meus cabelos. – Você bebeu porque estava com medo de me contar?

– S-sim... – Respondi.

– Ah, sua bobinha. – Envolveu seus braços em mim e me abraçou com força. — Eu confio em você, mesmo que tivesse sido mais que só um selinho, saberia que essa não teria sido sua intenção, estou certa?

– S-sim, m-mas pode me soltar, por favor...

– Oh, claro... – Respondeu, e assim que o fez eu deixei meu tronco cair na cama. – Você tá bem?

– Não... – Resmunguei fechando os olhos e levando as mãos a minha cabeça. – Tá tudo girando, e meu estômago...

– Oh, coitadinha... – Me deu um beijo na testa. – Quer vomitar? – Balancei cabeça negativamente. – E tomar um banho? – Balancei novamente. Suspirou.

– Acho que seria bom... – Disse puxando meus braços.

– Não... – Resmunguei.

– Vem, Erza, um banho gelado vai ajudar.

Eu não estava em condições de controlar o meu corpo, ela me puxou e colocou um braço atrás do seu pescoço pra que me apoiasse nela pra andar.

– Eu consigo andar sozinha... – Falei, tirando meu braço do pescoço dela, mas na tentativa do primeiro passo, eu perdi o equilíbrio e ela me segurou por trás.

– Sim, consegue muito... – Riu. – Venha, não seja teimosa Erzão, me deixe te ajudar.

Então ela passou o braço novamente por trás do seu pescoço e segurou minha cintura e assim caminhamos até o banheiro, me levando até debaixo do chuveiro.

– Vou tirar suas roupas, ok? – Disse começando a tirar minha camiseta e eu ri.

– Desde quando você pede pra isso? – Ri ainda mais.

– Senhor... Tente não falar, Erza.

Eu fechei a boca, mas não conseguia evitar não rir, a risada saía sozinha. Ela foi tirando minhas peças de roupa, uma a uma.

– Você vai arrancar toda minha roupa assim e não vai fazer nenhum carinho? – Perguntei enquanto ela tirava minha calcinha, não aguentando permanecer calada.

Ela levou a mão a própria testa.

– Não, não vou, pra você aprender a não encher a cara.

– Que malvada. – Novamente ri.

– Sim, eu sou.

Então, ela tirou a própria blusa e estava tirando a calça.

– O que você está fazendo? Eu sabia que ia tirar proveito... – Falei.

– Tirar proveito? É só pra eu não molhá-las... – Disse terminando de tirar a calça e se aproximando. – Acho que vai tirar esse sorriso do rosto logo.

Então ela ligou o chuveiro e o jato de água gelada caiu instantaneamente sobre mim.

– Aaaaai, tá gelada. – Resmunguei.

– Essa é a intenção. – Ela respondeu.

Coloquei os braços envolta do meu corpo me encolhendo, mas perdi o equilíbrio. Mira tentou me segurar, mas acabei caindo de bunda no chão.

– Aaaai, minha bunda. – Choraminguei. Mirajane começou a rir. – Agora você acha graça, tá doendo. – Fiz um biquinho.

– Ahh, coitadinha. – Ela falou. – Acho que é melhor você ficar sentada mesmo.

– Mira, tá muito gelada, eu vou morrer. – Ela riu ainda mais.

– Você não vai morrer, agora fica quieta.

Abracei as minhas pernas e fiquei apenas sentindo a água absurdamente gelada caindo em cima de mim, enquanto Mirajane apenas me observava.

– Eu sou muito idiota. – Soltei depois de um tempo.

– Não é... – Ela disse.

– Sou sim, deixar a Cana fazer aquilo e depois ficar nesse estado, que idiota...

– Erza, não foi culpa sua a questão da Cana e não foi certo beber, mas você não sabia que ficaria tão ruim, está tudo bem...

– Mira... – Chamei, erguendo a cabeça e percebi que o banho realmente estava ajudando, já estava tendo uma visão melhor do que estava a minha frente, que era a Mirajane de lingerie, uma bela visão.

– O que foi? – Perguntou docemente.

– Eu te amo.

– Oh, Erza, também te amo. – Respondeu se aproximando e passando a mão na minha cabeça.

Ela não devia ter feito isso, pois comecei sentir a minha libido crescente, na minha mente Mirajane estava maravilhosamente sexy daquela maneira. Não que ela não fosse, mas o álcool fez com que eu facilmente me excitasse. Num movimento rápido abracei as suas pernas a trazendo pra perto de mim.

– Erza! – Ela gritou, pois com isso eu tinha trazido ela pra baixo do chuveiro gelado. – Não era pra eu me molhar assim... e puta que pariu, isso realmente tá muito gelado. Tá, agora me solta. – Pediu.

– Não. – Respondi e dei um beijo na sua coxa.

– Erza, por favor, não. – Protestou.

– Sim. – Respondi e fui subindo minha boca por sua coxa, enchendo de beijos.

– E-erza, meu irmão pode chegar a qualquer momento.

– Foda-se. – Respondi e então beijei sua virilha por cima da calcinha.

– Puta merda... depois sou eu que ia tirar proveito.

Não liguei pra o que ela estava falando, abaixei sua calcinha e posteriormente beijei o local desnudo, ela não protestou, então desci os meus lábios para onde me interessava e comecei a chupá-la e fazer movimentos com a língua.

– Oh meu Deus... – Gemeu. – Ah... Erza, eu vou cair...

Sem falar nada ou tirar minha boca do lugar a encostei na parede, tirando-a debaixo da água gelada. Ergui uma de suas coxas e passei por cima do meu ombro. Continuei a estimulá-la e ela começou a gemer cada vez mais alto, até que agarrou no meu cabelo. Ela gritava coisas e se contorcia, enquanto eu me deliciava ao vê-la naquele estado e assim a estimulava com mais vontade, até que ela soltou um grito mais alto, puxando mais forte o meu cabelo e depois relaxou. Soltei-a e então ela deslizou parede abaixo até sentar-se no chão, ofegante.

– Acho que você devia ficar bêbada mais vezes... Senhor... – Comentou enquanto tentava normalizar sua respiração, eu não puder conter uma risada.

Um tempo depois ela levantou e desligou o chuveiro.

– Vem, mocinha, acho que já está melhor. – Me estendeu o braço e me ajudou a levantar.

Retirou o sutiã molhado e se secou.

– Droga, peguei só uma toalha, me espera aí... – Enrolou a toalha no corpo e saiu correndo pra buscar outra, voltando rapidamente. – Aqui, só pra não sair molhando a casa. – Me ofereceu a toalha e comecei a secar meu corpo. – Porque agora eu vou dar um jeito em você na minha cama.

Ela mesma enrolou a toalha no meu corpo e me puxou pelo braço até o quarto, chegando lá ela me jogou em sua cama e ficou por cima, abrindo a minha toalha. Acariciou levemente os meus seios e foi dando beijos pelo meu abdômen até chegar à virilha. Ergueu os meus quadris e começou a passar a língua pela minha intimidade, posteriormente detendo sua atenção ao clitóris. Minha mente ainda estava uma bagunça, os estímulos de Mirajane às vezes parecia me trazer mais pra realidade, em outras parecia me afundar ainda mais na embriaguês, mas eu comecei a sentir as correntes de prazer, elas vinham fortes e faziam gemidos escaparem de mim, agarrei uma das mãos no cabelo dela e outra no lençol, sentindo os estímulos de Mirajane serem cada vez mais fortes até que atingi o orgasmo gemendo ainda mais alto e posteriormente deixando meu corpo cair cansado na cama.

Estava com os olhos fechados, mas senti Mira deixando o meio das minhas pernas e vindo se deitar ao meu lado.

– Não que eu realmente apoie, mas ficar bêbada acho que te faz bem, é difícil você gemer tão gostoso assim. – Soltou um risinho. – Tava bom?

Fiquei levemente envergonhada, pois pra mim não havia nada de diferente em meus gemidos, talvez eles saíram com mais facilidade pelo estado alcoólico, pois eu geralmente me controlo por não gostar deles. Mas não posso negar também que realmente havia sido muito bom.

– Muito. – Respondi com a voz fraca a abracei.

– Quer dormir? – Perguntou.

– Uhum...

– Ok. – Ela respondeu. – Vou ficar aqui.

Algum tempo depois, que não soube distinguir quanto, adormeci. Eu sei que tive sonhos estranhos envolvendo o garoto loiro e um acidente de trânsito, mas eles foram muito menos nítidos das visões que já havia tido. Acordei apenas no começo da noite, com uma nada agradável dor de cabeça, perguntando-me que diabos seria aquilo, mas mais uma vez resolvi deixar pra lá. Mira não estava ao meu lado, mas pelos barulhos ela estava na cozinha. Enrolei-me na toalha de banho mesmo, que estava ao meu lado e fui até lá.

– Ei, acordou? – Ela perguntou retoricamente. – Tá melhor?

– Sim, só minha cabeça que dói. – Reclamei levando a mão a testa.

– Ah, é meio normal da ressaca... Tem remédio naquele armário ali. – Apontou. – Estou fazendo o jantar, está com fome?

– Sim. – Respondi enquanto ia até o armário. – Ah, aquele seu enjoo, você melhorou? – Perguntei.

– Você se lembra? – Sorriu. – Melhorei sim. Bem, se quiser pode pegar uma roupa minha emprestada lá no quarto, sinta-se a vontade, vou terminar de cozinhar aqui, ok?

– Ok. – Respondi.

Tomei o remédio, peguei uma roupa da Mira emprestada e depois jantamos juntas. Comigo ela estava como sempre foi, na verdade ela estava um amor, e pra ser sincera eu achei que ela ficaria estranha, mas eu apostava que quando ela visse a Cana a coisa não seria agradável.

Na segunda-feira, passado a ressaca alcoólica, mas talvez não a dos acontecimentos, achei estranho que nem Lucy nem Cana haviam ido para a escola. Acabei por me sentir mal por nem ter perguntado a nenhuma delas durante o fim de semana como estavam. No intervalo, após verificar mais uma vez se elas realmente não haviam aparecido, comentei com Mirajane.

– Nossa, é verdade, será que a Lucy ficou assim tão mal? Você disse que ela viu o beijo, né? – Ela perguntou. – Vou mandar mensagem pra ela.

Ela, então, mandou uma mensagem pedindo desculpas e perguntando se estava tudo bem. Surpreendentemente Lucy não demorou a responder.

“Não se preocupem, não me acordaram e também não precisam de desculpas, preciso de um tempo sozinha, não tive uma discussão muito legal com a Cana, eu até ia pra aula, mas desisti. Obrigada por se preocuparem, mas não precisa, estou bem, mesmo. Lucy.”

– Não me parece que ela está muito bem. – Mira comentou.

– Ora, mas o que podemos fazer? – Comentei. – Ligar ou ir a casa dela acho que vai ser pior, se o que ela quer é ficar sozinha... A Lucy é mais forte do que parece.

– Se você diz... Não duvido, mas sei lá, eu sinto por ela. – Comentou pesadamente.

– Deveríamos perguntar pra Cana? – Perguntei, mesmo sabendo que por Mirajane não ter sequer tocado no nome dela, a reação podia ser ruim.

– Ah, essa aí só deve estar de ressaca. – Respondeu apenas.

– Mira! – Repreendi.

– Ah, Erza, qual é? Te surpreenderia? – Perguntou.

– Não, e é por isso que eu me preocupo. – Respondi. – Eu só queria saber por que ela teve recaída. Ela estava fora de si quando me respondeu no churrasco e aposto que tem algo a ver com aquilo que Lucy falou pra gente, de estar escondendo algo e tal.

Ela suspirou.

– Se eu disser que não estou curiosa seria mentira, só acho que isso não nos diz muito respeito. Mas se quiser perguntar se ela está bem, fique a vontade.

Eu senti uma pitada de insatisfação no tom que ela usou, sabia que Mirajane não deixaria totalmente pra lá o fato da Cana ter me beijado, mas eu realmente só queria perguntar como uma amiga, então escrevi e enviei a mensagem perguntando se estava tudo bem. Até o fim da manhã ela não me respondeu o que aumentou ainda mais minha preocupação.

– Ah, Erza, ela só deve estar dormindo. – Mirajane disse quando comentei com ela na saída.

– Eu só queria bater lá na casa dela, pra garantir que ela está bem, sei lá...

– Sério? – Perguntou arqueando a sobrancelha um tanto incrédula. – Eu queria é bater na cara dela. – Murmurou baixinho, mas eu pude ouvir.

– Vocês duas! – Uma voz masculina de tremer a espinha nos chamou pelas costas, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa a Mira. Aquele tom infelizmente já me era familiar.

– O que foi, Laxus? – Perguntei virando-me, tentando não demonstrar muito ódio pela criatura.

– Calma, não precisa rosnar. – Disse tirando uma com minha cara. Um passo que ele deu pra frente, eu dei pra trás. – É sério, calma. – Falou mudando completamente o tom de voz e o semblante e, pela primeira vez eu o vi talvez como humano. – É sobre a Cana... – Ao dizer isso, deixei-o se aproximar. – Meio que ouvi o que diziam e acho que devia ir bater lá mesmo. O Gildartz está viajando e desde que eu a trouxe de volta do churrasco não tenho notícias dela, então pode ser que ela não esteja em bom estado.

– Espera aí, você está se preocupando com ela? – Perguntou Mira incrédula.

– Por que tão espantada, sapatilha? Eu não a odeio. – Dito isso, virou as costas e saiu andando.

– Ele me chamou de sapatilha? – Perguntou ainda mais incrédula pra mim. – Eu não sou sapatilha!

– É sério que de tudo que ele disse você tá se importando com isso? – Perguntei soltando um riso. – Ok, vamos na Cana, só por desencargo, até o Laxus tá preocupado...

– Tudo bem. – Respondeu se dando por vencida.

Notas finais
Se chegaram até o final não esqueçam de comentar, e espero que tenham gostado, até mais!