Notas iniciais
Hey girls! Eu não postaria hoje, mas ganhei uma recomendação tão foda, linda, tocante e perfeita da lindona da Andressa que não pude deixar de postar!
Esse capítulo com certeza é dedicado à ela *--* ♥

— POV DARYL —

Estava voltando da floresta. Como de costume eu havia saído para caçar. Não que aquilo fosse de fato necessário, contudo, era a única coisa que eu tinha para fazer desde que Sarah havia saído de minha vida.

Quando cheguei ao acampamento, percebi que um tumulto havia se formado, provavelmente em função de alguma discussão. Aproximei-me para ver melhor, e notei que no centro dele estavam Beth, Hershel, Rick e Shane.

— Como vocês não perceberam que um carro sumiu? — inquiriu Hershel, acusadoramente.

— Como você não percebeu que ela passou o dia todo fora? — rebateu Shane.

— Beth, você sabe de alguma coisa? — questionou Rick, um pouco mais controlado, tentando apaziguar as coisas.

— Eu não sei de nada! — defendeu-se. — Você acha que se eu soubesse que ela pretendia fugir, ou sei lá o que, eu teria permitido? — comentou desesperada. — Eu não disse nada antes porque pensei que ela houvesse ido treinar como faz todas as manhãs e depois tivesse ido à aula de tiro. Não sabia que vocês não praticariam hoje. Quando vi que o grupo de vocês estava todo aqui e Sarah não havia voltado, eu resolvi vir perguntar se vocês não sabiam de nada.

Sarah? Instantaneamente meus pés se moveram, levando-me para mais perto do falatório.

— Fiquem todos calmos. Bem, a única coisa que sabemos é que ela levou um carro. Não ajuda muito, mas considerando os fatos, ela deve ter ido à cidade... — não esperei para escutar o que Rick iria falar. Simplesmente parti em direção à caminhonete, dando a partida com a chave que já estava na ignição.

Eu sabia que se me oferecesse para procura-la não iriam deixar. Provavelmente o babaca do Shane e Rick procurariam por ela apenas amanhã de manhã, pois já estava anoitecendo e eles achavam arriscado demais sair a noite para procurar qualquer um.

Foda-se. Eu não me importava se era noite, dia, madrugada ou eclipse solar! Precisava encontra-la. Parti sem olhar pra trás, e não deixaria ninguém me impedir.

— Só não morra garota! — falei para mim mesmo, suspirando pesadamente.

Acredito que agora ela já não seja tão indefesa assim. Ela treinava tiro todos os dias, e pelo que vi naquela manhã, ela lutava muito bem com facas. Espero que isso tudo a ajude.

Mas o que será que aquela maluca pretendia fazer na cidade sozinha? E ainda por cima o dia inteiro, pelos comentários que ouvi.

Eu sabia que ela estava agindo de forma estranha, diferente. Não era mais como a Sarah que conheci, entretanto, não sabia que insanidade tinha entrado para a nova personalidade dela.

Dirijo o mais rápido que aquela lata velha aguenta, ou seja, malditos sessenta quilômetros por hora!

Desse jeito eu demoraria muito para chegar até a cidade. Quando estou chegando a uma curva muito fechada, vejo uma cena que me faz grudar o pé no freio. Havia um carro capotado, escorado em um barranco, e o pior: era um dos nossos. Pior ainda: aquele era o carro que havia sumido.

Deixo o carro ainda ligado, com os faróis acessos iluminando o local do acidente. Corro pra lá rezando para que o pior não tenha acontecido.

Assim que chego ao local, vejo Sarah desacordada. Meu coração acelera. Por um milagre ela estava de cinto, caso contrário poderia ser muito pior. Havia muito sangue no carro, e eu estava começando a ficar nervoso. Receoso, levo a mão a seu pescoço e verifico que ainda há pulso. Abro a porta e tomo todo cuidado para retira-la dali sem feri-la ainda mais.

Sinto-me um pouco aliviado ao ter seu corpo quente próximo ao meu. Da forma como ela estava, podia sentir seu fraco coração continuar batendo.

Quantas vezes mais eu teria que suportar vê-la nesse estado?

Eu não aguentava mais ficar longe dela, eu sabia que algo ruim aconteceria se eu não a protegesse. Por mais independente que Sarah queria que todos acreditassem que era, apenas eu sabia o quão frágil ela poderia ser.

Avalio sua situação antes de coloca-la dentro do carro, e percebo que atrás de sua coxa há uma faca cravada. Provavelmente uma que ela mesma fazia questão de carregar. Torço para que não tenha atingido uma artéria, ou não haveria nada que pudéssemos fazer.

Coloquei-a sentada no carro e passei o cinto entorno dela pra que não caísse. Não mexi na faca, sabia que se eu a retirasse da forma errada poderia causar uma hemorragia ainda maior.

Manobrei a caminhonete e dirigi em direção à fazenda.

Aquela lata velha era muito devagar! Não sabia desde quando ela estava ali perdendo sangue e nem quanto tempo ela ainda resistiria.

No momento em que chego à fazenda, reparo que todos já voltaram a seus afazeres normais. Hipócritas, provavelmente procurariam por ela apenas pela manhã, como previ. Isso se realmente procurassem.

Cheguei chutando a porta da casa de Hershel sem a menor cerimônia. Eles estavam sentados na sala e levaram um grande susto quando derrubei-a.

— Meu Deus! — gritou Beth sobressaltando-se. — Pai, faça alguma coisa! — pediu urgentemente, aproximando-se de mim.

­— Leve ela pro quarto! — ordenou Hershel apressadamente.

Subi as escadas o mais rápido que pude e larguei-a de bruços na cama enquanto Hershel aproximava-se para examiná-la.

Ele avaliou o estado dela com uma expressão muito preocupada.

— Pelo menos a faca não atingiu uma artéria — aponta, abaixando-se e analisando o local que a faca havia atingido.

— Como você sabe? — questiono, cruzando os braços de forma impaciente.

— Rapaz, se isso tivesse acontecido você acha que ela ainda estaria viva? — pergunta ele, sem desviar os olhos da faca. Essa simples hipótese fez com que meu coração falhasse uma ou duas batidas. — Eu preciso que você segure ela para que eu possa retirar a faca. Não quero que ela se mexa, do contrário, posso acabar atingindo um nervo, e isso não vai ser bom.

Sem dizer uma palavra aproximo-me e seguro a perna dela firmemente. Ele começa a retirar a faca com muito cuidado, de forma lenta. Eu já estava começando a ficar impaciente com a demora. Por fim, ele retirou-a completamente.

— Ao que parece, nada foi prejudicado. De qualquer forma, só poderei ter certeza quando ela acordar — comenta, começando a rasgar a calça dela. — Peça para Beth trazer água quente e panos limpos.

Sem questionar desci e avisei-a, subindo novamente para ficar ao lado dela.

Sem demora, Beth adentrou o quarto, trazendo consigo o que ele havia pedido.

Hershel limpou o ferimento e começou a dar pontos.

Por mais contraditório que pudesse parecer, eu realmente esperava que ela não acordasse naquele momento. Eu sentia a dor dela, por mais que a própria não pudesse sentir, enquanto inconsciente.

Ao finalizar a tarefa, ele enfaixou o ferimento logo em seguida.

— Beth querida, pode nos dar licença? — dirigiu-se a loira que continuava parada ao lado de Sarah.

— Claro papai — acatou o pedido imediatamente, retirando-se.

— Sente-se, rapaz. Temos que conversar.

Sentei-me, como havia pedido. Eu realmente não estava a fim de bater papo agora, mas sabia que esse era o único jeito de ficar ao lado dela naquele momento.

— Diga — soltei impaciente.

— Por que você fez aquilo com a menina? — indagou enquanto virava-se para limpar o suor que se acumulava na testa de Sarah.

— Eu não fiz nada! — esbravejei. Estava cansado de ter todo mundo me questionando sobre a mesma coisa.

— Todos sabem o que você fez. Eu... eu só queria entender o porquê de ter feito tudo aquilo e agora estar aqui, tão preocupado com ela — ele parecia realmente interessado. — Não faz sentido... Bem, não exijo que me preste contas de sua vida, contudo, se eu não puder entender, não poderei permitir que fique dentro de minha casa. Você sabe disso — após terminar de limpar a testa dela, ele repete o processo, continuando com os pontos.

— De que adianta explicar?! Todos acham que estou mentindo. Por que com você seria diferente? — questiono irônico.

— Não custa tentar — comenta, ainda concentrado em seu trabalho.

Expliquei-lhe detalhe por detalhe do que aconteceu naquela noite. Em nenhum momento ele intrometeu-se ou acusou-me. Ele apenas me escutou atento.

Eu não gostava de ficar repetindo aquela história, sequer queria explicar-me para ninguém, todavia, se esse era o preço para ficar, o pagaria com juros.

— E então? Não vai dizer que estou mentindo? — ralhei sarcástico.

Pelo menos é o que todos diziam. Hipócritas, nem sequer me conheciam.

— Por mais estranho que tudo possa parecer, eu acredito em você rapaz. Se você realmente não a amasse, não estaria aqui agora — conclui, virando-se para me encarar pela primeira vez.

Amasse...? Amor...? Fiquei pensando naquelas palavras por longos minutos. Hershel continuou a fitar-me, talvez esperando que eu lhe desse alguma resposta.

— Temos um pequeno problema aqui... — suspira pesadamente, voltando a avaliar o estado de Sarah.

— Que problema? — pergunto angustiado.

— Ela precisa de sangue. Porém, há um pequeno empecilho: Não sabemos qual é tipo sanguíneo dela — aponta preocupado.

— A positivo — diz Beth, aparecendo na porta.

Caralho! De onde aquela garota havia saído?!

— O que? — questionamos em uníssono, enquanto virávamos para encará-la.

— A positivo — ela repete pausadamente, como se estivesse lidando com dois deficientes mentais. — Acreditem ou não, nós já conversamos sobre todos os assuntos imagináveis.

— Ok — ele concordou enquanto raciocinava por alguns segundos — Agora preciso de alguém que possa doar um pouco.

— Hey! Eu sou A positivo — respondo prontamente. Como eu havia me esquecido desse fato?

— Ótimo. Já teve hepatite? Algum tipo de infecção no sangue?

Apenas nego com a cabeça.

— Então vai servir! — exclama aliviado, encarando Beth em seguida. — Chame Patrícia pra me ajudar.

Achei que não fosse uma boa hora para dizer a ele que eu não gostava de agulhas.

Foda-se. Se fosse por Sarah, eu daria até meu coração se fosse preciso.

***

Dei tudo o que podia e até o que não podia, a ponto de não conseguir mais parar em pé.

Hershel insistiu para que eu passasse a noite ali, alegando que talvez ela precisasse de mais sangue.

Eu não recusei por dois motivos: Primeiro porque nada nem ninguém me afastaria dela naquele momento; Segundo, minhas pernas sequer aguentariam.

Deitei-me a seu lado na grande cama, e não conseguia parar de fita-la, por mais nublada que minha visão estivesse.

Era impossível estar ao seu lado e resistir. Eu precisava toca-la! Sentia tanta falta dela...

Acariciei de leve seus cabelos, seu rosto e por fim tracei o contorno de seus lábios.

Aproximei-me um pouco mais, aspirando profundamente aquele cheiro doce, só dela, gravando-o em minha mente.

Era tão bom estar ao lado dela...

Era uma pena que depois que ela acordasse tudo voltaria a ser como antes...

Dei um beijo em sua testa e adormeci ao seu lado, torcendo para que tudo ficasse bem.

***

Na manhã seguinte, ela não havia dado o menor sinal de que acordaria. Eu estava começando a me preocupar, entretanto, Hershel me tranquilizou e praticamente obrigou-me a descer para tomar café, alegando que se ela precisasse de mais sangue, eu teria que estar forte.

Não queria me separar da minha menina, mas eu precisava. Então eu saí, mas meu coração ficou ali, com ela.

***

Save me — I'm trapped in a vile world

Salve-me — Eu estou preso em um mundo vil

Save me — Where the end game's all the same as every other

Salve-me — Onde o fim do jogo é igual a qualquer outro

We're only here to die

Nós estamos aqui apenas para morrer

Save me — I'm losing my only dream

Salve-me — Eu estou perdendo meu único sonho

Save me — I can use some guiding light, some place to go

Salve-me — Eu posso usar uma luz de orientação, algum lugar para ir

If you hear me, let me know

Se você me ouvir, me deixe-me saber

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Avenged Sevenfold — Save me

Notas finais
Estão gostando das minhas musiquinhas? ♥