Notas iniciais
Ah, sem recomendações hoje? ~le eu chorando~
É, tenho motivos pra chorar mesmo! Chegamos aos 104 leitores ( AEEW ), mas recebo em médio 5 comentários por capítulo ( AAAH :( ).
Bem, eu deveria castigar essas ingratas por não comentarem, mas não vou deixar de postar. Afinal, tem as minhas pimpolhas que eu amo de paixão, e elas sempre comentam.
Boa leitura ♥

— POV SARAH —

Abri meus olhos lentamente, sendo incomodada com a claridade do local. Minha cabeça latejava incessantemente. Isso tecnicamente significava que eu não estava morta. Certo?

— Mas vejam só! E não é que a Bela Adormecida enfim acordou? — viro minha cabeça em direção à suave voz de sinos quase infantil, e me deparo com Beth. — Por que você fugiu Sarah? — pergunta-me com a expressão dura, sentando-se ao meu lado na cama.

— Eu não fugi — dei de ombros — Apenas saí para me divertir, o que é bem diferente — encarei-a com a minha melhor cara lavada.

— Antigamente, os adolescentes se divertiam saindo pra dançar, indo ao cinema, ao parque... Não capotando o carro várias vezes em meio ao apocalipse zumbi! — ela me olha cética, atirando as mãos ao alto, teatralmente.

— Tudo bem... Eu prometo que tentarei não fazer mais coisas estúpidas — digo rendendo-me. — Só não me olha com essa cara, por favor! — peço a ela, fazendo biquinho.

— Por que eu não consigo ficar brava com você, heim?! — sua expressão suaviza-se e ela abre um largo sorriso. — Mas é sério, eu fiquei muito preocupada com você. Por que fez isso? — uma pequena linha se forma em sua testa.

— Eu... só queria me sentir viva de novo Beth! Sentir qualquer coisa, mesmo que fosse apenas medo. Desde aquele dia eu não sinto mais nada! Absolutamente nada! — confesso angustiada.

— Bem, acho que teremos que discutir sobre isso depois. Tem alguém querendo falar com você — ela encara a porta por alguns momentos. Deveria haver alguém ali, mas da forma como eu estava, não conseguia enxergar. — Volto logo. Seja boazinha — comenta enquanto despede-se com um beijo em minha bochecha.

— Beth espera... — chamei-a, contudo, ela já havia saído.

Dei graças por estar deitada, porque se estivesse de pé, eu tinha certeza que desmaiaria com tamanha audácia da parte de Daryl.

— Oi — cumprimenta-me com cara de pau do universo, sentando-se ao meu lado.

Encolho-me um pouco, na tentativa de afastar-me e deixar bem claro que não o queria ali.

— Pensei que você não pudesse entrar aqui — comento friamente, encarando os padrões do teto como se realmente chamassem minha atenção.

— Ontem à noite, quando eu derrubei aquela porta trazendo você nos braços ninguém me impediu — sua voz soava tranquila, mas não quis virar-me para checar sua expressão.

Então... Ele havia me salvado de novo?

Engulo em seco, sentido uma forte pontada em meu peito. Estava se tornando difícil respirar, todavia, não deixo que ele perceba.

— Ainda não cansou de brincar de super-herói? — tento soar o mais indiferente possível.

— Esperava ao menos um “obrigada” — rebate irônico.

— Obrigada por quê? E se eu quisesse morrer, o que você tinha a ver com isso? — sem intensão, acabo aumentando meu tom. — Se eu quisesse ser salva eu não fugiria! Eu deixaria um bilhete avisando que estava saindo sozinha, mandaria um sinal de fumaça, sei lá! Eu não precisava ser salva. Estava completamente no controle da situação — falo, cruzando os braços. — Devia ficar pelo acampamento, quem sabe Andrea precisasse ser salva.

— Eu não podia — responde, suspirando pesadamente.

— E por que não? — questiono, observando-o de soslaio.

— Por que a promessa que fiz foi para você.

Passei alguns segundos tentando lembrar-me de como se fazia para respirar normalmente. O silêncio estava tornando-se esmagador. Eu tinha tanta coisa para dizer... Não podia deixar-me convencer tão facilmente!

— Você não se importou com isso quando estava agarrando aquela vadia.

— Sarah... — chamou-me angustiado. — Eu aguento ser acusado por quem quer que seja, e sequer me importo, mas eu não posso suportar o que você está fazendo!

— O que eu estou fazendo? — questiono sarcasticamente.

— Sim! O que você está fazendo — levanta-se da cama, caminhando até a janela. — Poderia ao menos uma vez, deixar de ser orgulhosa e ouvir o que eu tenho a dizer? — seu tom estava um pouco alterado, entretanto, sabia que ele não gritaria. Não na casa de Hershel.

— Tudo bem. Você tem 5 minutos, a partir de agora.

— Foi ela quem me beijou! — soltou rapidamente.

— Nossa! Muito original Daryl — respondo cinicamente.

— Eu estou falando a verdade, Sarah. Poderia mentir para qualquer um, mas nunca pra você — sussurrou, aproximando-se novamente.

Engoli o nó que formasse em minha garganta, prevenindo as possíveis lágrimas.

Que tipo de sádico ele era?! Por que gostava tanto de me torturar?!

Sinto que a cama balança minimamente enquanto ele volta a sentar-se ao meu lado.

— Sarah, olha pra mim — ele pede, tocando meu rosto com suas mãos ásperas. Eu queria afastar-me, mas era como se estivesse completamente rendida àquele simples toque. Queria desviar de seu olhar, mas aquela imensidão azul prendia-me, obrigando a ver muito além de sua íris. Naquele par de orbes eu podia enxergar sua alma —Você sabe melhor do que ninguém que Andrea não te suporta. Ela tem inveja de você, faria de tudo pra te magoar, não é? — balanço a cabeça com dificuldade, visto que suas mãos seguravam meu rosto com firmeza. Se colocado dessa forma, as coisas pareciam fazer sentido —Você não percebe, Sarah? Andrea viu que tudo estava bem entre nós e fez isso pra te atingir. Você não consegue entender? — fechei meus olhos com força, tentando pensar com clareza. — Olhe dentro dos meus olhos e diga... Diga que eu estou mentindo, que não acredita em mim e que quer que eu vá embora! Então eu irei.

Abri meus olhos para encará-lo novamente. Uma lágrima escapa deles sem permissão. Daryl a seca gentilmente.

— Eu... eu preciso pensar sobre isso, Daryl. São muitas informações... Muita coisa a ser considerada.

— Tudo bem. Sei que você fará a escolha certa — ele afaga minha bochecha, retirando-se em seguida.

Céus! Tudo me dizia para acreditar nele, mas... eu tinha tanto medo de me enganar novamente!

Eu sentia tanta falta de seu toque, seu abraço, seu cheiro, seu beijo, até da forma que ele dizia meu nome...

Sabia que por mais que tentasse me enganar, que fugisse e lutasse contra meus sentimentos, eu precisava dele.

— E então? — diz Beth, adentrando o quarto.

— Então... Eu escutei o que ele tinha pra me dizer — dei de ombros — Ele disse que...

— Sim. Eu sei o que ele disse — comenta revirando os olhos e sorrindo.

— Como assim você sabe? Por que não me disse nada? — exigi.

— Bem... Ele contou tudo para papai, que por sua vez, contou para mim. Fui tirar satisfações com ele — tirar satisfações? Porque eu achava isso tão... Beth?—, saber se era verdade, enfim... Pelo desespero dele, com certeza era — ela aproxima-se, colocando uma mecha rebelde de seu cabelo atrás da orelha. — Sarah, Daryl com certeza te ama, e não é pouco. Ele apenas não sabe como dizer. Com certeza, ele jamais te magoaria. Sinto-me mal por tê-lo julgado naquela noite... Costumamos acreditar em nossos olhos, mas às vezes até eles nos enganam.

— Então... Você acha que eu deveria dar uma chance a ele? — pergunto sinceramente.

— A ele não, Sarah — Beth balança a cabeça lentamente, em negativa — A vocês dois. Vai dar tudo certo agora, só... não deixe que ninguém se meta no que é de vocês, nem mesmo eu, ok?

— Pode chamar Daryl pra mim? — peço timidamente. Aliás, eu mesma não sabia por que não levantava daquela cama e corria para encontrá-lo.

— Alguém disse meu nome? — questiona aparecendo no quarto.

— Essa é a minha deixa! — exclama Beth, indiscretamente, enquanto retira-se.

— Bem, eu juro que realmente queria te dar um tempo pra pensar, porém, o doutor praticamente me obrigou a subir — comenta dando de ombros enquanto senta-se na cadeira ao lado de minha cama.

— Como assim? — pergunto a ele, confusa.

— E então, Sr. Dixon, preparado para doar mais um pouco de sangue? — indaga Hershel, com uma entonação teatral.

Doar...? Sangue...? O que eu havia perdido? Desde quando Hershel era tão chegado em Daryl?

— O que está acontecendo aqui? — pergunto assim que encontro minha voz.

— Algo muito comum por sinal — Hershel responde, mexendo em sua maleta. — Você perdeu mais sangue do que seu organismo pode repor, e então tive que usar o de outra pessoa — ele especifica como se estivesse comentando a cor do céu. — Daryl ofereceu-se para doar e eu aceitei. Você precisava e eu não estava em condições de escolher — conclui, pegando algumas agulhas.

— Você fez isso por mim? — questiono encarando Daryl, sentindo minha garganta apertar-se.

— Às ordens, senhorita — responde teatralmente, batendo continência.

Deus, como eu havia sido idiota! Enquanto eu obrigava a mim mesma a odiar cada parte dele, achando que Daryl era o homem mais cafajeste do mundo, ele permaneceu ao meu lado, sempre cuidando de mim.

Se naquele momento ainda houvesse qualquer dúvida sobre seu caráter, ela acabava de ser consumida.

— Hey, não chora! — pediu, enquanto Hershel introduzia uma agulha em seu braço. Só então percebi que uma enxurrada de lágrimas apossava-se de meus olhos. — É de mim que vão tirar sangue! — comentou divertido.

Como ele podia fazer piada mesmo depois de todo mal que lhe causei? Eu me sentia a pessoa mais idiota da face da Terra por ter acreditado na armadilha de Andrea.

— Obrigada... — foi o melhor que pude dizer.

— Você sempre ao meu lado, e eu sempre te protegendo. Nós prometemos. Lembra? — diz ele segurando firmemente a minha mão.

Apenas aceno com a cabeça, deixando as lágrimas fluírem livremente. Queria lavar-me de todo o sofrimento e amargura que guardei durante tanto tempo.

A partir daquele dia, prometi a mim mesma que confiaria nele, antes de qualquer coisa. Afinal, eu era dele, e de certa forma, ele também era meu...

***

This morning I woke up with this feeling, I didn't know how to deal with

Essa manhã acordei com um sentimento, eu não sabia como lidar com ele

And so I just decided to myself I'd hide it to myself

Então eu decidi por mim mesmo que esconderia de mim

And never talk about it, and didn't I go and shout it when you walked into my room

E nunca falaria disso, e não gritei quando você entrou no meu quarto

I think I love you!”

Eu acho que te amo!”

I think I love you, so what am I so afraid of?

Eu acho que te amo, Então do que tenho medo?

I'm afraid that I'm not sure of, a love there is no cure for

Tenho medo que eu tenha certeza, para um amor não há cura

I think I love you, Isn't that what life is made of?

Eu acho que te amo, não é do que a vida é feita?

Though it worries me to say, I've never felt this way

Embora, me preocupe dizer, eu nunca me senti assim

Believe me, you really don't have to worry

Acredite em mim, você não precisa mesmo se preocupar

I only want to make you happy, and if you say: Hey, go away, I will, but I think better still I ought to stay around and love you

Eu só quero é te fazer feliz, e se você disser: Hey, vá embora, eu vou, mas eu ainda acho melhor eu ficar por perto e te amar

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Less Than Jake — I Think I Love You

Notas finais
E Então?
Vou dar uma de desesperado:
POR FAVOR, POR FAVOR, COMENTEM! u_ú