Stay With Me
7 Capitulo 7- O Colar dos Justos
Notas iniciais
Coulson recebe a informação de que May sairá da colmeia, e fica feliz por ele e por Melinda. Logo que chega junto aos outros, percebe May parada na porta ainda dentro da colmeia com Daisy sua frente. Em um rápido desviar de olhar Melinda percebe Coulson na porta e vai em direção a Coulson e finalmente sai da colmeia.
– Eu achei que não viria! – Diz Melinda frente a Coulson ainda com os braços cruzados.
– Eu não sou o tipo de pessoa que não gosta das coisas simples, e você com certeza não é nada de simples. – Diz Coulson encarando Melinda.
Um leve silencio paire-a pela sala, mas logo é interrompido por Simmons.
– May, uma última coisinha. Preciso retirar seu sangue apenas para verificarmos as diferenças que ocorreram com seu DNA e mais uma coisa deixe-me tirar isso, agora já não precisamos do relógio.
– Está certo! — May sai da sala e segue pelo corredor indo em direção a nova área de construção da avionica.
– Eu preciso que você Daisy, mantenha todas as informações da May seguras. Não quero que a Shield siga mandando pessoas atrás dela. Mack seria legal se acelerasse o processo de reconstrução da avionica, não sei porquê mas acho que em breve precisaremos dela.
Todos iniciam seus trabalhos, seguindo as suas posições. Coulson vai atrás de May afinal os dois tem muito que conversar. No laboratório Jemma inicia as análises no sangue da May, Fitz está empenhado em uma coisa que ninguém sabe o que é, mas para ele parece algo genial.
Coulson finalmente encontra May, ela estava sentada na parte mais alta do lugar onde tinha a visão completa do avião sendo reconstruído e modificado.
Assim que avistou a mulher se aproximou com um leve sorriso no rosto.
– Lugar estranho para se ir depois de ter ficado presa por dias em uma caixa de vidro.
– Eu não acho estranho.
Ele se posiciona ao lado dela, percebera que ela mantinha as mãos o mais firmes possíveis como se estivesse com medo do que poderia causar. Mas o próprio Coulson sabia que ela seria impossível de causar qualquer dano.
– Então porque está aqui?
Antes de responder, Melinda o olhou e redirecionou o olhar para a avionica. – Eu acho que não sei o que faço aqui, mas no fundo alguma coisa me faz sentir muita falta de quem um dia eu fui. E eu era alguém bom ali dentro, mesmo sozinha eu comandava o avião e tinha o presente de ser acompanhada por uma visão mágica, toda vez que olhava para o horizonte. Os dias ensolarados e as noites estreladas compensavam os dias de mal tempo, mas agora Phil eu só consigo ver que perante os meus olhos existe neblina e chuva.
– Melinda, você sabe que isso não é a única coisa perante os seus olhos. Eu estou aqui e de uma forma ou de outra somos sua família eu, Daisy, Fitz, Simmons, Bobbi, Mack e até o Hunter.
– Hunter da minha família, nunca achei que isso fosse possível. – Diz Melinda com um leve sorriso.
– Para você ver Mel, até nas melhores famílias existem problemas!
Após Phil brincar com isso os dois riem.
– Mel eu sei que estou em grande dívida com você, eu temi quando você precisou de mim e fui embora antes de você estar completamente boa. Mas agora eu estou aqui e quero consertar isso, custe o que custar.
– Phil eu acho que não deve se culpar a final nos dois, nos conhecemos o suficiente para sabermos que precisamos estar sozinhos para assimilar a dor e só depois encontrar conforto um no outro.
Os dois ficam frente a frente, aparentavam uma tranquilidade ao mesmo que uma felicidade única e verdadeira a qual os dois já não sentiam a muito tempo.
– May, obrigada por você ser quem é. – Diz Phil tirando o cabelo do rosto de Melinda, para que pudesse apreciá-lo.
Uns minutos depois Fitz chama a atenção dos dois com um pedido.
– May, você pode descer aqui? Tenho algo para você! – Diz o garoto ansioso.
– Para mim? – Diz May curiosa.
Ele apenas confirma com a cabeça que sim, então ela se avança na frente para descer logo, mas é interrompida por Coulson.
– Melinda, espera!
– O que?
– Antes que vá, também tenho um algo para você!
– Ué como assim, o que um pouco de fogo e alguns dias em uma prisão de vidro podem fazer com as pessoas, estou surpresa. Mas o que é?
Coulson vai retirando do bolso uma pequena embalagem feita de tecido e logo em seguida vai a abrindo e retirando o que havia ali. Um lindo colar dourado, com um cristal. Era algo delicado e simples, não parecia ter muito valor.
– Então uma amiga me contou, que este seria um ótimo presente. A final diz a lenda Asgardiana que o cristal só revelaria sua cor real quando em contato com um verdadeiro herói.
– Phil que lindo, mas não posso aceitar!
– Pode sim, deixe me colar em você! ... — Ele logo põe o colar na morena.
– Eu sempre soube que Lady Siff sabia das coisas, então como eu estou? – Diz Melinda sorrindo
– Esta deslumbrante! – Diz ele, orgulhoso pelo sorriso que acabara de causar.
– Phil, obrigada por cuidar de mim assim... Eu sinto que estou perdida e que meu mundo está desmoronando e fico tentando enganar meu próprio eu, segurando essas coisas na parte mais obscura do meu coração. Mas há momento em que não sei controlar mas sei que com tudo, um dia isso vai passar.
– Como eu já havia dito, onde você estiver, eu estarei! – Diz Phil
Logo os dois descem, afinal há mais novidades... E Melinda estava curiosa para saber do que se tratava o chamado de Fitz.
– Nossa Agente May, ainda bem que chegou!
– Mas o que foi Fitz? – Diz Coulson
Fitz logo põem uma maleta grande sobe a mesa, e a obre. Ao abrir a maleta Fitz retira da li o que pareciam braceletes pretos.
– May, esses são braceletes cuidadosamente feitos para você, por mim. Primeiro eu fiz eles através de uma mistura de metais, não se preocupe são maleáveis e confortáveis e nada pesados e são a base de metais porque como sabemos o fogo não é amigo da maioria dos tecidos. – Fitiz Sorri .... Segundo, eu utilizei como base o protótipo das luvas que a Simmons fez para Daisy, ou seja, eles vão te ajudar a controlar seus poderes e também manter a concentração de calor nas suas mãos, pois um incidente como aquele na colmeia não seria legal. Você pode tira-los quando quiser, basta aproximá-los.
– Ual, Fitz isso foi ótimo. – Diz Coulson
May observa o entusiasmo do garoto. – Primeiro garoto, nada que está em contato com o meu corpo entra em combustão ou seja tecidos não são um problema, segundo Obrigada Fitz, isso vai ajudar a me sentir mais normal e menos monstruosa.
– May você não é um mostro, jamais repita isso. Passou a vida se ariscando pelo bem dos outros, o que você deve aceitar é que agora nós estamos cuidando de você assim como um dia cuidou de nos. Esse é apenas mais um momento de aprovação que você vai passar! – Diz Coulson
– Senhor, está com toda razão. May posso colocá-los em você?
– Claro Fitz!
Melinda puxa as mangas da camiseta e estica os braços, Fitz prendem os braceletes e ela vai em direção ao espelho. Ela olha, olha, mas não se reconhece como Melinda, seu rosto expressa preocupação, tristeza, mas dentro de si mesma ela sabia que a voz da razão ainda há estava acompanhando.
– May o que foi?
– Nada, eu apenas preciso me acostumar comigo mesma.
Logo Daisy os encontra e tem uma reação surpresa ao ver May...
– May que maneiro, eu já vi em algum lugar só não lembro onde. Fitz, ótimo trabalho.
Simmons entra na sala com uma expressão ruim no rosto, ela parece muito aflita, desinquieta e todos percebem.
– Jemma você está bem?
– Fitz, eu estou bem.
Há uma troca de olhares entre todos ali, pois não era uma reação normal da moça.
– Lembrei, já sei onde vi isso. Nos arquivos da Shield, tive um rápido contato com a lista de inumanos e lembro que mantinham o arquivo de uma heroína não identificada, ela era bem patriota pelas roupas e levava consigo uma espesse de laço magico e braceletes parecidos com estes, só que eram dourados.
– A Daisy, deixa disso! – Diz May meio envergonhada, e não levando a menina a sério.
– Eu gostei! – Diz Coulson bem empolgado.
...
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