Stay With Me
8 Capitulo 8- As memorias, E a Asgardiana
Notas iniciais
Ao cair da noite...
Phil leva Melinda até a porta de seu quarto.
– Phil, isso me lembra dos tempos de academia. Você me levava até meu quarto todos os dias!
– Não era uma vida fácil, eu levava você e depois tinha que ir para o meu quarto fugido da Senhora Pond, ela queria me matar toda vez que me encontrava na porta de seu quarto. Não acredito que naquela época ela jurava que a gente tinha alguma coisa. Mal sabia ela que eu não tinha nem chance.
Os dois riram, afinal relembrar os velhos tempos era engraçadinho.
– Como assim não tinha chance? Ahh e eu não tinha culpa, você me levava porque queria eu nunca pedi.
– Eu digo que nossa amizade era tanta que, você sabe, nem entendíamos direito. E eu te levava porque as aulas terminavam tarde e era perigoso uma garota ficar andando por aí sozinha e confesso que sempre fui um cavalheiro.
– Era bem perigoso uma garota treinada em artes marciais desde os 8 anos de idade, andar sozinha em um campus guardado por mais seguranças, que o palácio de Buckingham. Phil você sempre foi um cavalheiro, um pouco convencido, mas legal. – Diz ela, arqueando uma das sobrancelhas ao mesmo tempo em que sorria.
– A parte difícil foi quando você se tornou excelente, a estrela da academia e começou a ser treinada em vários setores, ora estava na inteligência como Fitz e Simmons ora estava no combate como eu e assim por diante. Eu quase não via você, e de repente acabou ganhando diversos olhares e alguns até desnecessários.
– Pois é, foi aí que percebi que minha vida começaria a ser simplesmente a SHIELD...
– E então você casou com o Andrew!
– É eu casei com ele sim, uma paixão inesperada, novos sentimentos, essas coisas... Mas e você nunca se casou, porque?
– Um dia você se foi embora e eu resolvi que a SHIELD seria a minha vida, e também quem eu queria, eu não podia ter. Mas fiquei feliz que algum tempo depois voltamos a trabalhar juntos e aí nos separamos e depois voltamos de novo. É interessante pensar dessa forma!
– Pois é Phil, nossas vidas não deram certo em alguns momentos, mas o interessante é que depois das tempestades acabamos juntos novamente.
– Mas eu gosto disso, só espero que chegue a hora em que separações não serão mais necessárias para nos unir.
– Eu também espero! – Diz Melinda abrindo a porta do quarto.
– Antes de te deixar, quero saber como está se sentindo?
– Me sinto estranha, confesso que estou assimilando as coisas com dificuldade. Mas eu não espero que as coisas sejam fáceis, espero que sejam justas e eu consiga manter o controle.
– Eu sei que você vai lidar da melhor forma que pode com essa “turbulência” que está vivendo, por mais que você se negue a ver, você não está sozinha, então quando quiser falar sobre isso fale comigo ou com alguém que você julgue justo a te ouvir. Vai se sentir bem melhor depois disso, e digo isso por experiência própria. Uma vez uma amiga, de lindos olhos castanhos, baixinha, asiática, que costumava levar o sorriso mais encantador já visto, me disse “Você se sente diferente, porque está diferente! ” E isso passou a fazer sentido para mim logo que aceitei minha condição e parei de me negar sobre aquilo que era novo.
– Obrigada, de novo. E Phil essa sua amiga, eu conheço ela e tenho certeza que ela já está melhor com a quantidade de elogios que você fez.
– Boa Noite, Agente Melinda May!
– Boa Noite, Diretor Philip Couslon!
Phil se afastando quarto da morena e sai contente pela conversa que teve, aparentemente as coisas podiam finalmente se encaixar.
May já descalça e de pijamas, como calças e uma blusa preta, com o cabelo preso, ouve batidas estranhas na sua porta o que a surpreende a final já era tarde da noite. Quando abre a porta se depara com Jemma.
– May eu posso entrar? – Antes que termine de perguntar a garota estava dentro do quarto de May.
Ela fecha a porta e não entende. – Simmons o que você tem?
– May, primeiro fica calma. Porque eu estou nervosa! Eu estive guardando isso comigo o dia inteiro, esperando um momento para falar com você.
– Jemma, primeiro mandar alguém ficar calmo, quando você mesma está nervosa não faz muito sentido. E segundo por isso que estava estranha hoje mais cedo, quando nos encontrou.
– Bem, o seu sangue... Você sabe que estávamos testando toda hora, mas certos exames não estavam no padrão até agora. Eu fiz várias vezes as mesmas pesquisas e os mesmos testes e sempre o mesmo resultado. Olha! – Jemma entrega a May um papel com os resultados do exame...
May vê os resultados. – Simmons você não vai falar nada sobre isso, com ninguém. Você me entendeu?
– Mas May, pode ser perigoso.
– Não tem nada disso.... Prometa?
– Ok, Agente May. Mas que fique claro que não concordo com isso! – Diz Simmons que logo se levanta brava e sai do quarto.
Sem que Melinda percebesse o papel em suas mãos se consome em chamas se transformando e cinzas.
Coulson, antes de ir dormir decide ir até uma das salas de descanso do playgroud, afinal hoje mais cedo havia esquecido suas chaves lá. E se depara com Daisy, Fitz, Mack, Hunter e Bobbi, conversando sobre May e as mudanças todas que estavam acontecendo e de uma certa maneira afetando toda equipe.
– Nossa gente estou muito preocupa com a May, tudo que ela está passando é uma barra não sei como ela pode ter tanto controle. Eu a essa altura já tinha quebrado vidros e janelas aqui dentro.
– Nos lembramos Daisy. Mas eu acho que agente May é muito forte, desde o momento que entrei na academia ela era uma lenda e isso que nem a cavalaria ela era ainda. E se tem uma pessoa que encara qualquer coisa, essa pessoa é ela. – Diz Fitz, enquanto consertava mais um de seus “anões”, que na verdade estavam mais para besouros de metal com tecnologia avançada.
– Acho que se isso acontecesse comigo, estaria perdido! – Diz Mack
– Não me diga, se eu tivesse chamas saindo pelas minhas mãos eu detonaria por ai, ira ser mais um vingador e ser o terror dos vilões.
– Nossa Hunter essa seria uma atitude bem adulta, gente eu acho que a May vai superar e nos também, no momento é questão de nós adaptarmos a conviver com extintores de incêndio ao nosso lado.
Coulson chega interrompendo a conversa. – Entendo que o mais novo assunto tido por vocês seja a May, mas se ponham no lugar dela, ela é a May, não vai demonstrar fraqueza, vai seguir sendo independente, mas vai reconhecer nossa ajuda. E acho que não seja para tanto, vivermos cercados de extintores, mas assim como fizemos com Daisy vamos fazer com Melinda.
O recado estava dado e todos estavam dispostos a fazer dessa nova experiência de convívio a melhor possível, a final aquilo estava mais para família do que para equipe... Alguns dias foram se passando, e a cada momento eram mais visíveis as mudanças que aconteceram com os membros.
Fitz e Simmons seguiam as pesquisas para conhecer mais o DNA inumano a qual tinham acesso, não de uma forma ruim, mas sim para criarem meios de auxílio para os inumanos com seus poderes, assim como fizeram montando luvas para Daisy e braceletes para May. E estavam empolgados com as novas descobertas. Daisy, não saia de perto de May a final o controle sobe os poderes era algo que se adquiria com o tempo e a pratica, o Tai Chi era uma ótima forma de trabalhar a concentração e controle e disso Melinda entendi bem. Já Mack que tinha a ajuda de Hunter e Bobbi, trabalhavam com o progresso crescente da avionica.
– Então May, por mais que você trabalhe a concentração não vejo você praticar com você sabe, o seu dom!
– Não sinto que tenha necessidade de trabalhar isso, eu nunca precisei de algo assim para me defender.
– Acho que não se trata de precisar ou não, mas de aceitação. Você pode fazer mais por nos inumanos e pelos outros.
– Daisy, dá um tempo. Eu já aceitei minha condição só acho ariscado ficar pondo fogo por ai.
– Mas May vamos lá... Só uma tentativa, por favor!
– Ok! – Diz Melinda fechando os olhos e erguendo as duas mãos, fazendo com o que parecia o Yin Yang se formasse entre suas mãos, então a morena abre os olhos e observa o que acaba de criar.
Daisy olha encantada com aquilo. – Nossa May, isso é legal ao mesmo tempo que bonito e aí consegue fazer mais?
– Nossa Daisy, você só uma tentativa!
– May só mais uma coisa para você me convencer e ai eu te deixo em paz, eu juro!
May não diz nada só olha a garota com olhar de reprovação, mas a mulher sabe que ela só quer ajudar. Então decide mostrar mais um truque a garota, pede para que a mais nova empreste o lenço que tinha sobreposto. Então o segura com uma das mãos e o consome em chamas fazendo o tecido se converter em cinzas no ar.
– May meu lenço, não precisava fazer isso...
– Espera, vou te devolver! – Melinda então mas um simples movimento com uma das mãos e o lenço da garota passa a se rematerializar em poucos segundo.
– Eu to impressionada, mas como consegue fazer isso?
– Daisy eu não sei, simplesmente eu penso e acontece... Igual a você com os tremores. A parte ruim é que ainda temos ora ou outra não poder controlar.
– Eu entendo May, eu senti o mesmo e você me abraçou sem temer o que eu era capaz!
Daisy, então relembrando a atitude de Melinda resolve repetir a dose e abraça a morena que se surpreende e paralisa com os braços para baixo, e num susto se desprende afastando-se, andando apressadamente. — May calma era só uma conversa!
– Eu sei, só não me sinto bem!
– Podem ser os poderes, ou algo assim descanse!
Coulson aparece de surpresa, geralmente ele estava ocupado durante as manhãs. Ele andava muito distante ao mesmo que próximo.
– Que bom que estão todos juntos... Tenho uma adorável surpresa.
"Olá a todos, fico feliz em ver los novamente. Mas me entristece dizer que minha visita não é por um motivo tão bom." – Diz Lady Siff, vestida em sua armadura estonteante exclamando se aos agentes.
– Senhor qual o problema? – Diz Mack com sua ríspida voz grossa e meio rouca.
Coulson dá sinal para que Lady Siff possa explicar mais sobre o ocorrido.
– Então, algo novo desencadeou a ira de certos demônios em Asgard e parece que a Terra é o lugar de fogo de todos esses demônios. Odin sabe que há algo muito errado, mas ainda não entende o que se passa aqui. Primeiro pensamos que fosse Thor, por viver no seu mundo, mas ontem um dos elfos de Aeltri mandou uma mensagem a Odin e parece que apesar das suspeitas alarmantes, não é a Thor que eles querem.
– Mas o que a Shield tem a ver com isso? — Diz Daisy
– Na verdade ainda não sei, Odin apenas me envio com uma ordem e devo cumpri-la.
– Qual sua ordem Lady Siff? – Pergunta Coulson intrigado com o que a mulher diz.
– Devo leva-los a Asgard.
Imediatamente todos se surpreendem, como e porque Odin enviaria Lady Siff a terá para busca-los. Que tipo de loucura poderia ser aquela, como se a vidas dos agentes da Shield já não fosse cheia de aventuras, quem dirá uma aventura em um mundo mítico.
– Isso é loucura, não acredito que possa ser verdade! – Diz May incrédula do que acabara de ouvir.
Lady Siff se aproxima da mulher. – Acha que estou mentindo?
Melinda apenas encara a mulher sem dizer uma palavra. Para Coulson aquilo parecia loucura, mas para Odin ter mandado Siff algo muito importante seria, e qual o mal que uma conversa amigável podia ter.
– Há algo diferente em você, Agente Melinda May. Quero lembrar a todos que Odin deixou seu filho guardando seu mundo e acho que um chamado dele não deveria ser negado. – Diz Siff
– A May agora põe fogo nas coisas. – Diz Fitz com seu jeito sutil e confuso, mas rapidamente é repreendido por Simmons que o empurra para o lado.
– Fogo? – Pergunta Siff
– Sim! – Diz May, se impondo com a curiosidade de Siff.
– Siff, eu entendo que possa ser importante. Mas vou conversar com os meus agentes primeiro. – Coulson se pronuncia.
Todos se juntam na sala de Coulson, para falarem sobre o assunto. Então Coulson resolve interromper o assunto sobre Siff, para contar sobre o que tem o deixado tão misterioso nos últimos tempos.
– Como todos vocês sabem, tenho andado um pouco sumido e gerando muitas dúvidas. Mas o que levo comigo é que fui chamado por Rosalind e a Shield para um conferencia de diretores e interessados que estavam em uma lista do Fury. Lá me foi entregou os arquivos sobre a base da Hydra que foi destruída e parece que a Hydra queria criar um exército de vingadores, eles tiveram acesso ao DNA de Thor, Capitão América que foram roubados no primeiro ataque da Hydra dentro da Shield e assim seguir com a falsa operação centopeia. Que na verdade queria recriar soldados do mal, iguais aos nossos heróis. Algum tempo depois Fury me contatou dizendo que essas informações seriam importantes, a Shield queria pôr em quarentenas todos os agentes que foram expostos durante a operação, mas parece que só a May desencadeou uma reação.
– Por isso queriam leva-la senhor? – Pergunta Hunter.
– Sim, o que mais me surpreende é que logo após essa catástrofe Lady Siff aparece aqui com ordem do próprio Odin. Não sei dizer, mas sinto que uma coisa tem a ver com a outra! – Diz Coulson
– Eu não sei, mas acho que não custa tentar. Vamos ver o que o bom velhinho quer e se ele for um doido a gente volta. – Diz Daisy
– Vocês podem ir, mas eu não vou. – Diz Melinda muito irritada.
– Mas porque May? – Pergunta Bobbi.
– Eu não vou, vocês podem ir. Mas eu não vou.. Acho que é insano viajarmos com uma guerreira da mitologia nórdica para um mundo desconhecido!
Ninguém entende a reação exagerada de Melinda, Lady Siff acaba interrompendo a conversa.
– Agente May, esconde algo de vocês! – Diz Siff, que tinha o dom de percepção sobe os outros.
– Siff, não se meta nas minhas coisas e não insinue o que não sabe. Primeiro porque você pode ser grande, mas não é duas e segundo preso pelo raciocínio lógico e bem-estar, da minha equipe. – As mãos da morena já flamejavam.
De repente ela começou a aparentar um pouco tonta e confusa, piscava os olhos e a visão era turva, tentou se apoiar na mesa, mas era come se tudo girasse a sua volta. Para uma mulher como Melinda, forte, aquele tipo de reação era meio improvável, mas Phil percebe o estado de Melinda, e se aproximou dela.
– May, o que você tem?
– Eu estou beeem... – Antes mesmo de terminar a frase a mulher desaba, como se um sono profundo de repente a tivesse atingido, mas Phil a segura ante que possa entrar em contato com o chão.
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