Stand up, be strong
9 Capítulo 9 - Disastrous Scene.
Notas iniciais
Eu preciso dar um aviso: Minhas aulas recomeçaram, e sei que acostumei vocês mal postando 8 capítulos em apenas uma semana, porém acho que será impossível postar mais do que 1 por semana agora. Prometo postar sempre que possível! Espero que entendam.
Por último mas não menos importante, dedico esse capítulo aos leitores: Pedro 12345, Elijica pretty, Fe Neac, Kuchiki Keithy, Danilo Paiva, BleachFanMax, Carol lins.
Obrigada por acompanhar minha história e boa leitura! (Me desculpem pelo capítulo sem graça, prometo compensá-los)
Era o dia do seminário, eu estava preocupada, apesar de já estar acostumada com essas coisas. Cheguei no colégio 7 minutos mais cedo do que o normal, então aproveitei para repassar mentalmente só mais uma vez minha parte da apresentação. Nenhum de meus amigos tinha chego. Fui beber água e aproveitei para passar no banheiro e checar minha aparência. Sempre fui perfeccionista, então conferia frequentemente se estava tudo como deixei de manhã. Voltei para a sala de aula e Inoue estava deixando sua mochila sobre a mesa.
– Bom dia, Ino! Tudo bem? Sabe o que eu estava pensando? Você nem me contou como foi conhecer o pai de Ishida.
– Ah, eu estava muito nervosa, mas ele foi muito educado. Não é a pessoa mais calorosa que já vi, mas ele em nenhum momento me tratou mal. Foi agradável, apesar de certos assuntos serem um pouco mais sérios do que estou acostumada.
– Ah, que perfeito! Você achou alguém que te ama de verdade e que até te apresentou para a família. – suspirei de modo sonhador. – Eu adoraria um dia encontrar alguém assim.
– Você anda bem romântica esses dias, em? – ela riu.
– Claro que não, qualquer um quer isso, é normal! – eu corei.
– Eu sei, eu sei.
– Bom dia, meu amor. – Ishida a abraçou de surpresa enquanto dizia isso e então olhou para mim. – Bom dia, Rukia.
– Bom dia, Ishida! Estávamos falando sobre como a Ino é sortuda de ter um namorado como você. – Inoue corou após eu dizer isso.
– Ah, é mesmo? Que bom que vocês pensam assim.
Não tivemos tempo de falar mais nada, pois um grito fino interrompeu:
– ICHIGOOOO! Eu tentei te ligar ontem, por que não atendeu? – era Yuki.
– Eu estava ocupado.
– Fazendo o que? – ela colocou a mão na cintura, parecendo nervosa. O modo como ela falou me incomodou. Ela falava como se fosse dona dele.
– Algo muito melhor do que conversar com você.
– Duvido. De qualquer maneira, queria apenas conversar, nada muito importante.
– Tá, tchau. – ele deu as costas para ela e andou até mim.
– Bom dia, coelhinha. – ele deu um sorriso que me deixou sem ar enquanto falava isso. – Bom dia, Inoue. Bom dia, Ishida.
– Bom dia, Ichigo! – nós três respondemos. Eu fiquei sem graça por ele ter me chamado daquele jeito.
– Coelhinha, é? Combina com a Ruki. – Inoue riu.
– Concordo! – Ishida comentou.
– Não o incentivem a me chamar desse jeito! – eu disse autoritária e todos riram de mim.
– Desiste, agora não tem mais volta. É minha coelhinha e ponto final! – ele falou com teimosia na voz, deixando-me sem reação. O fato dele ter dito “minha coelhinha” fez meu coração dar cambalhotas.
– Ichi, querido, por que você dá atenção para eles e não para mim? – Yuki decidiu atrapalhar, como sempre. Mas ela veio em boa hora, afinal não sabia o que responder.
– Porque eu gosto deles e de você não. – ele falou de maneira rude.
– Mas eu percebi que você é uma pessoa maravilhosa, Ichigo. Gosto tanto de você... Não devia dizer essas coisas, entristece-me. – ela murmurou com os olhos cheios de lágrimas e saiu correndo. Amber foi atrás para consola-la.
– Ela está chorando? Não é possível! Yuki tem sentimentos? Isso é novidade para mim. – Inoue comentou chocada.
– Eu não me importo. – Ichigo respondeu.
– Olha, Ichigo, se eu não odiasse ela, iria ficar brava com você por ter sido mal educado. Mas não é o caso. – eu comentei.
– Ainda bem, não quero deixar a baixinha brava, né? – ele deu uma risadinha, claramente tentando me provocar. Revirei os olhos e falei:
– Vou até o banheiro ver o que está acontecendo.
Quando cheguei no banheiro, ouvi as duas conversando. Elas estavam dentro de um box, então não me viram chegando. Fiquei em silêncio, pois queria saber qual era o assunto, mesmo sabendo que é errado espionar.
–... Ela vai se arrepender. Eu vou tirar ele dela custe o que custar. Ela se arrependerá do que fez comigo e o Mike! Vou tirar o ruivo dela, assim ela vai saber como dói perder quem você ama. E vou fazer isso antes mesmo dessa retardada perceber que o ama!
– Isso, amiga, faça isso mesmo! Ela merece. E sua atuação na sala foi tão boa que até eu acreditei. Eles caíram que nem idiotas. – elas começaram a rir.
Saí rapidamente do banheiro, pois já tinha ouvido o bastante. A professora chegou junto comigo e estava estressada por estar atrasada. Sentamos todos rapidamente nos nossos lugares. Eu estava brava com o que acabara de ouvir. Mandei uma sms para a Inoue:
“Preciso flar cm vc.
Ouvi mtas coisas reveladoras no banheiro.
Mas o Ichi ñ pod sabr.”
Ela me respondeu um “ok, tô curiosa.”. Eu havia decidido deixar o Ichigo de fora do assunto porque iria provar para mim mesma que, mesmo sem ele saber sobre o que está realmente acontecendo, ele ainda continuaria odiando elas. As duas insuportáveis chegaram logo depois, e levaram uma bronca por estarem fora da aula. A professora deixou-as entrar na sala de aula apenas por ter chego atrasada também e por isso não achava correto expulsa-las. A primeira aula passou e então era a aula de inglês. Assim que a professora chegou na sala, ela ordenou:
– Preparem-se, começaremos as apresentações hoje e não quero atrasos. Vou sortear as duplas.
Apesar de não ter tido tempo para todos apresentarem, eu não tive a sorte de ficar para a próxima aula. Mas não me importei, pois estávamos preparados. Apresentamos perfeitamente, e a professora passaria todas as notas na próxima aula, assim que a última dupla apresentasse. O sinal para o intervalo tocou.
– Ichi, Ishida, Sado, Ren, eu vou falar com a Inoue por alguns minutos particularmente e depois encontraremos vocês lá no pátio, ok? É rapidinho.
– Ok. – a maioria respondeu, mas Ichigo não. Ele fez questão de me irritar mais um pouco:
– Não se preocupe, morena, estarei esperando.
Eu e Inoue nos afastamos. Depois de cerca de 5 minutos, eu já havia contado tudo o que eu ouvi.
– Elas são horríveis! Mas eu sabia que elas estavam fingindo quando pediram desculpa.
– Sim, eu também duvidei que elas estavam arrependidas, e estava certa. Mas elas não vão conseguir, ele as odeia.
– Também acho. E pelo jeito, ele te adora. – ela comentou com um tom de voz estranho.
– É, se você diz... – eu fiquei sem graça com o comentário. – Vamos voltar? Eles estão esperando.
– Claro! E eu estou com fome.
Quando chegamos à nossa árvore, todos estavam comendo e conversando.
– Demoraram, em? – Ishida comentou.
– Pois é, ficamos com saudade. – Renji completou.
– Calma, nem foi tanto tempo assim. – eu dei risada. Inoue sentou-se ao lado do Ishida e ele a abraçou.
– Ah, pareceu uma eternidade longe da minha flor de cerejeira! – Ichigo disse brincalhão e então puxou meu braço para que eu me sentasse logo.
– Que história é essa de “minha flor de cerejeira”? Desde quando ele te chama assim, Rukia? E que eu saiba, você não é coisa nenhuma dele.
– Ai, Ren, relaxa. Não está vendo que ele só está tentando me irritar como sempre?
Renji bufou e fechou a cara. Eu sabia que logo ele voltaria ao normal, então não me preocupei.
– Ichi, eu não tenho seu número de celular e da última vez precisei, me passa?
– Claro, mas só se eu puder ter o seu também.
– Tudo bem!
Nós nos adicionamos nos contatos e então continuamos conversando com nossos amigos. O dia passou normalmente e fui para casa, sem ter ideia do azar que me esperava no dia seguinte. Ou seria sorte?
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