Stand up, be strong
10 Capítulo 10 - Come to lend a Hand.
Notas iniciais
Esse capítulo ficou gigante pois é totalmente Ichiruki e porque tive apoio dos meus leitores maravilindos que comentaram no ultimo capítulo ♥
Capítulo dedicado ao Danilo Paiva, Fe Neac, Carol lins, Pedro12345, Elijica pretty, BleachFanMax, Reira.
Espero que vocês gostem, boa leitura.
Acordei com muita dor de cabeça, por isso, antes de tomar um banho e me arrumar para o colégio, fui até a minha mãe pedir um remédio.
- Bom dia, mãe. Tem algo pra dor de cabeça?
- Tenho, mas deixa eu medir sua temperatura primeiro.
- Não precisa, estou me sentindo bem!
- Filha... – ela me olhou preocupada. – Tem certeza?
- Claro!
- Ah, eu prefiro conferir. – ela mexeu em uma gaveta e então me entregou o termômetro. – Coloque debaixo do braço e não fique se movendo.
- Tá bom. – falei contrariada.
Depois de cerca de dois minutos o aparelho apitou e entreguei-o a ela.
- Filha, você está com 39 ºC! Nada de ir para o colégio hoje. Vá já para a cama, coloque uma roupa quente, levarei algo para você comer.
- Ah, que droga! Ok, estou esperando.
Odeio ficar doente, nunca tenho o que fazer em casa. Após 10 minutos deitada na cama, alguém bateu na porta.
- Entre.
- Bom dia. A mãe disse que você está doente.
- Ah, nem é tão sério assim, Byakuya.
- Não pense que você é de ferro, Rukia. Sua saúde é importante e você não seria capaz de prestar atenção nas aulas nesse estado. Não fale besteiras. – ele me repreendeu.
- O-Ok.
- Melhoras, estou indo. Se cuide.
- Obrigada, até mais tarde.
Ele saiu e o tédio retornou. Dessa vez, acompanhado de uma fome gigantesca. Esperei mais 10 minutos, e minha mãe chegou com meu café da manhã. Parecia delicioso: Uma xícara de chocolate quente e torradas com mel.
- Filha, fiz esse chocolate quente para aquecê-la e ajuda-la a melhorar rápido. O mel também ajuda, então passei nas torradas. Espero que amanhã você já esteja curada! Quando terminar de comer, coloque a bandeja no chão e durma. Eu volto logo para buscar ela. – após dizer isso, ela me deu um beijo na bochecha e saiu, fechando a porta.
A comida estava uma delícia. Como costume, deixei a bebida para o final, o que me deixou com uma sensação ótima de conforto e calor. Resolvi dormir, afinal não tinha algo melhor para fazer. Dormi até às 11h e quando acordei não estava mais com sono, afinal acordo às 6h normalmente. A aula acaba às 13:15, então não era uma boa hora para mandar mensagem para meus amigos. Resolvi assistir “Os Simpsons”, na televisão. Após 5 minutos assistindo, ouvi meu celular apitando. Levantei-me para pega-lo, porém uma tontura indescritível tomou minhas forças e caí no chão. Esperei um pouco e tentei me levantar, mas não consegui. Eu devia estar fraca demais. “Por favor, que eu não fique assim por mais um dia, se não terei que ir ao médico.” Me arrastei até o celular e então até a minha cama, usando-a de apoio para me levantar e voltei para minhas cobertas quentinhas. Chequei as mensagens: 3 mensagens do Renji e 2 da Inoue. Respondi para os dois que estava doente e por esse motivo havia faltado no colégio. Após isso, me senti decepcionada ao ver que Ichigo não me mandou nenhuma mensagem. Suspirei e voltei a assistir. Após algum tempo, decidi ler um livro, mas minha cabeça doeu mais, me fazendo desistir. Usar o computador também não foi uma das minhas melhores ideias, pois após 30 minutos de uso meus olhos começaram a doer.
“Ah, tive uma idéia! Pintarei as unhas de azul, vai ajudar a passar o tempo.” Como eu estava fraca e tremendo um pouco, demorou o dobro do tempo que preciso normalmente. Decidi que queria um desenho nos dedos anelares. Procurei nos meus adesivos de unha, e achei uma flor semelhante à flor de cerejeira. Optei por ela, e a combinação do rosa claro das pétalas com o azul bebê que passei nas unhas ficou esplêndida! Era hora do almoço, minha mãe entrou no meu quarto.
- Rukia, quer uma sopa? Miojo? Escolha algo.
- Miojo! – sempre adorei comer macarrão instantâneo.
- Ok, mas colocarei ovo e carne para ficar nutritivo.
- Tudo bem, fica uma delícia! – sorri após dizer isso.
- Filha, você está menos pálida. Dormir te fez bem. – após esse comentário, ela saiu do quarto.
Ela voltou com meu almoço 20 minutos depois, pois precisou preparar a carne. Eu não tinha percebido a fome que estava até começar a comer. Terminei rapidamente e olhei meu celular mais uma vez. Ainda sem novas mensagens e já era a hora de eles estarem em casa. Ouvi minha mãe falando no andar de baixo, mas não era comigo. Devia estar no telefone. Reparei no pijama que eu estava usando: ele tinha um coelho comendo uma cenoura na blusa branca e várias miniaturas dele de diversos ângulos na calça da mesma cor.
Estava entediada, então fiz um montinho com minhas cobertas e deitei de barriga nele, olhando para a janela. “Será que perdi algo importante?”. Minha mãe havia parado de falar e eu só ouvia o som de pássaros. Era um belo dia e eu estava presa no meu quarto.
- Ah, que merda! Eu preferia estar andando de patins no parque! – soltei o ar de maneira pesada devido minha indignação.
- Mas que cena linda de se ver! – a pessoa riu. – O que está fazendo deitada desse jeito? – era uma voz masculina.
Virei o rosto para olhar em direção a porta e não acreditei no que vi.
- I-Ichigo? Você quase me matou de susto! O que está fazendo aqui? – eu disse enquanto sentava, corando por ter sido pega naquela situação. Com certeza ele não deixaria as estampas do meu pijama passarem despercebidas.
- Vim te visitar. Inoue me disse que está doente e achei que falar pessoalmente seria melhor do que apenas ligar. – ele se sentou na beirada da cama. Reparei que estava com seus braços atrás das costas desde o momento em que chegou. – E eu trouxe algo para te fazer sentir melhor.
- Q-Que? Como assim? Não precisava! – eu nunca senti meu rosto enrubescer tanto em toda a minha vida.
- Não importa, eu quis comprar algo pra você, por isso demorei um pouco mais do que o esperado para chegar aqui. Acho bom não recusar. – ele disse e então me entregou uma caixinha pequena com chocolates e um leãozinho de pelúcia com carinha de pidão.
- Eu estava procurando um chocolate para te dar e vi esse leão. Assim que olhei para ele pensei em você. Ele não é fofo? E espero que você goste desse tipo de chocolate. Eu posso trocar se eu tiver escolhido errado.
- Não se preocupe. Adorei os presentes! Muito obrigada! – abracei ele. – Ah, você não devia chegar tão perto, não sei com o que eu estou. Pode ser contagiante. Desculpa, você devia ir embora para não acabar ficando doente também. – enquanto falava isso, soltei-o.
- Não me importo, sou bem resistente.
- Mas, Ichigo... – ele não me deixou terminar a frase.
- Desiste, não vou embora.
- Ok. Então me conte como foi a escola.
- Ah, não perdeu muitas coisas. Nenhum trabalho ou provas. Tem lição de matemática para amanhã, mas como você faltou não tem como fazer. Ah, as notas do seminário serão reveladas na quinta-feira, ou seja, depois de amanhã.
- Hm... Alguma novidade? A Yuki continua irritando? – eu escondi a curiosidade e preocupação que sentia em relação a ela.
- Ah, o dia foi um tédio total sem você. Conversei com seus amigos como sempre, mas eles também sentiram sua falta. Você reparou nas mensagens, né? E a Yuki continua insuportável. Parece que porque você não veio ela aproveitou para grudar mais ainda. Foi um dia bem estressante para falar a verdade. Fiz de tudo para ela ficar longe, mas não foi suficiente.
- Hm, entendi. Ela é muito possessiva e teimosa, se ela resolveu que vai ser sua amiga, não vai desistir tão fácil. Você vai ter que ser grosso muitas vezes ainda para ela cansar.
- Tudo bem, não é como se eu me esforçasse para tratar ela mal. O jeito dela agir e falar causa isso em mim.
- Não posso mentir dizendo que prefiro que tratem ela bem. Mas você quem sabe.
- Não se preocupe, só sou legal com quem sei que vale a pena. – ele sorriu, roubando todo o meu ar e me deixando sem respostas. – Ah, o que podemos fazer? Eu trouxe meu violão caso você queira que eu toque algo. Podemos assistir outro filme também. Como você tá doente, eu farei qualquer coisa que você precise. Quer algo? Água? Comida?
- N-Não precisa, eu posso buscar. – me levantei, mas após dois passos não aguentei a tontura que senti e caí no chão.
- Você não parece bem, pare de fingir! Mal consegue ficar de pé! Deixa-me cuidar de você... Quero que você fique melhor. – ele disse de modo carinhoso enquanto me pegou no colo com facilidade como se faz normalmente com as noivas e me deitou na cama. – Vou buscar a água. Mas decida primeiro o que faremos. Se quiser um filme faço a pipoca, mas se quiser musica, o violão ficou na sua sala junto com a minha mochila.
- Traz o violão. Assistimos ao filme depois.
- Ok, já volto com sua água e o violão! – ele sorriu e saiu pela porta rapidamente.
Enquanto ele não voltava, tive tempo de achar graça de mim mesma mais cedo, quando estava chateada por ele não ter mandado mensagem. “Mas por que eu estava me importando tanto com ele? E por que fiquei tão feliz com a surpresa dele? Aquele sorriso... Tem um efeito tão estranho em mim. Sinto-me segura com ele. Ai, que besteira, para de pensar essas coisas sem sentido!”. Ele voltou e interrompeu meus pensamentos.
- Que musica você quer que eu toque? – ele se sentou ao meu lado.
- Safe and Sound. – quando ouvi essa musica, me apaixonei pela voz. É linda.
- Não me lembro desse nome... Canta o refrão.
- “Just close your eyes
The sun is going down
You'll be alright
No one can hurt you now
Come morning light
You and I'll be safe and sound”
- Ah, lembrei! Mas só com uma condição! Canta comigo! Sua voz é perfeita, meu anjo. – ele fez cara de pidão.
- Tenho vergonha.
- Por favor? – ele colocou a mão em meu rosto e olhou intensamente em meus olhos ao dizer isso. Quase me perdi naquele olhar profundo e misterioso.
- O-Ok.
Eu deixei a melodia tomar conta de mim ao cantar. Devo admitir que foi divertido. Ele tocou mais algumas e eu cantei as que eu conhecia. Algumas vezes apenas o observei.
- Posso te ensinar um dia. – ele deixou o violão encostado na cama e se aproximou de mim.
- Duvido que conseguirei aprender... — “porque não me concentrarei em nada além de você.”. A ultima parte pensei involuntariamente e preferi ignorar.
- Veremos. Vamos assistir a um filme? Farei a pipoca. Prometo tentar não queima-la. – o som da risada dele ao dizer isso me encantou.
- Pode ser. Mas quero rir, nada de drama. Acho que temos tempo para ver dois filmes.
- Ok, começaremos com uma comédia romântica e depois veremos um terror, pode ser, minha coelhinha? – ele olhou para meu pijama e riu. – Você ficou uma gracinha nesse pijama. Está muito fofa, dá até vontade de apertar.
- Cuidado, coelhos também mordem, viu? – tentei parecer ameaçadora.
- Ah, é? Quero ver então! – ele me abraçou e então deitou na cama me levando junto. Fez um pouco de cócegas na minha barriga, mas em certo momento seu rosto ficou próximo demais do meu. Ele não pareceu se incomodar e não se afastou, mas não continuou a me irritar, apenas disse:
- Acho que esse coelho não morde. Mas é lindo. – sorriu ao dizer isso. – Flor de cerejeira, quer manteiga na pipoca?
- Sim. – eu devia estar muito vermelha.
- Ok, volto logo. Decide o filme.
Como ele já tinha escolhido os gêneros, eu fui nessas sessões do netflix e achei filmes bem interessantes. O primeiro seria “O Diário de Bridget Jones” e o segundo seria “A mulher de preto”. Fazia 10 minutos que ele havia descido e não voltava.
- Que demora pra fazer uma pipoca, Ichi! – gritei, mas depois me arrependi, pois me senti tonta.
- Já estou subindo!
Ele entrou no quarto com uma bandeja com dois copos de suco, um saleiro e a pipoca.
- Sua mãe fez suco para nós. A pipoca está uma delícia, mas preferi deixar você salgar.
- Ah, muito obrigada. Já viu “O diário de Bridget Jones”?
- Não...
- Ok, então será esse filme. Parece divertido.
Ele deitou ao meu lado e coloquei o filme. Tentei controlar minha vontade de me aproximar, mas não tive sucesso e encostei-me a ele. Ele passou os dois braços em volta de mim e me abraçou apertado. Aconcheguei-me mais a ele e deitei em seu ombro. Espalmei uma de minhas mãos em seu peito. Ele começou a fazer carinho na minha mão, depois cabeça, então braço... Ficou mudando o local, mas sempre fazendo suavemente. Após alguns minutos assistindo, comentei sem pensar:
- Ichi, eu adoro seu perfume.
- Obrigada, minha pequena. Como você está? Parece melhor. De qualquer maneira, você está bonita como sempre.
- Estou me sentindo bem melhor, obrigada por cuidar de mim. – ele tinha o dom de me fazer corar com esses elogios inesperados!
- Você é importante para mim, precisava te ver. Esqueceu? Você é meu anjo.
- Nunca esquecerei. – respondi sem ao menos refletir antes. Ele me fitou por um longo tempo, em silêncio. Sustentei seu olhar e percebi que havia algo diferente. Acho que estava brilhando mais. Após um tempo ele me deu um beijo na bochecha e voltou a se concentrar no filme. Meu coração estava quase saltando para fora de minha boca, estava muito acelerado. Senti uma vontade estranha de continuar abraçada com ele para sempre, então me encolhi mais perto dele, me aconchegando e sentindo seu calor.
- Minha flor de cerejeira, você está muito quente, acho que está com febre. Está se sentindo bem? – ele parecia preocupado demais.
- Sim, estou ótima! – falei alegre.
- Se quiser que eu vá para que você possa descansar, eu entendo.
- Não, fica! – fiz bico e cara de choro.
- Tá bom, tá bom, bebezão. – ele riu.
- Obrigada. – apertei-o forte contra mim após dizer isso.
O filme acabou e conseguimos dar boas risadas. Coloquei o próximo filme, apesar de eu ser medrosa e ter pesadelo sempre que vejo algo de terror.
- Na verdade esse filme é de suspense, mas ouvi dizer que dá muitos sustos. – confessei para ele. Eu não estava mentindo, porém o fator de eu ter a esperança de me assustar menos com um suspense também influenciou.
- Tudo bem, também ouvi ótimas críticas sobre esse filme. Tente não tremer de medo, viu? – ele falou de um modo debochado.
- Ei, não tenho medo de nada! – fiz cara feia pra ele, que bagunçou meu cabelo, me irritando mais ainda. Dei um tapa no braço dele que doeu mais em mim do que nele e então fiquei brava. Sentei de costas para ele, cruzei os braços e fiquei olhando para a TV. Ele sentou também.
- Meu anjo... Não fica assim, vai? – ele me abraçou pelas costas e encostou o queixo no meu ombro. Ele sussurrava tentando me acalmar, porém estava muito próximo de meu pescoço e sua respiração me causou arrepios. – Me desculpa, por favor. Eu não queria te deixar brava, eu estava apenas brincando.
- Tá bom, te desculpei, chato. – fiz bico, mas deixei ele me puxar e deitei novamente nele.
Ele deu risada e então murmurou:
- Fofa.
Ele voltou a fazer carinho na minha cabeça e assistimos em silêncio. O começo do filme era bem tranquilo, mas a partir da metade eu estava morrendo de medo. Escondi a cara nele varias vezes. Perdi a conta de quantas vezes levei um susto e o apertei mais forte. Ele sempre me segurava de um jeito protetor para me acalmar nesses momentos, o que ajudava bastante, devo admitir. Assim que o filme terminou, ele colocou uma mão no meu rosto e me fez olhar para ele. Ficou assim por cerca de 2 minutos, sem dizer nada. Eu não quis falar algo, apenas olhei nos olhos dele e esperei até ele quebrar o silêncio:
- Pronto, é o suficiente, eu acho. Eu estava memorizando cada traço seu para poder lembrar quando estiver longe de você. Espero que esteja melhor amanhã para eu não ficar com saudade na escola. É difícil me concentrar se você não sai da minha mente.
- C-Com certeza estarei melhor.
- Tenho que ir, coelhinha. Está tarde.
- Tá bom. Pelo menos seu cheiro tá no meu quarto. Assim me sinto menos sozinha.
- Tchau, Ruki. Até amanhã. – ele me deu um beijo na testa e se virou, andando em direção à porta.
- Tchau, Ichi...
Após ele ir minha mãe trouxe meu jantar. Eu estava cansada e fui dormir logo após comer para poder ir pra aula no dia seguinte com toda a disposição possível. Como eu esperava, tive pesadelos devido ao filme.
Notas finais
Deixem suas opiniões e ideias para a fanfic nos reviews, vou adorar e posso acabar usando algo na história! Beijos.
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