Stand up, be strong
20 Capítulo 20 - Tormenta
Notas iniciais
Pooor favor, deixem reviews e recomendações!
Enfim, boa leitura!
– Rukia, eu preciso falar com você. – ele falou hesitante.
– Ok.
Ele levou-me até um lugar mais calmo. Pude perceber que ele evitava o meu olhar, como se estivesse com medo.
– Eu... Eu vou embora de Londres. Vocês não me verão mais, então queria me despedir, afinal você é uma das minhas amigas mais importantes.
– Quê? Por quê?
– Motivos pessoais. Então é isso. Adeus.
– Para onde você vai? Por que está indo tão de repente? Responda-me!!!
– Não te interessa. – ele sibilou e virou as costas.
– Como você ousa me chamar pra dizer que vai sumir e não dar explicação nenhuma? – eu gritei enquanto segurava seu braço.
– Você não pode simplesmente se despedir e aceitar? – ele berrou.
– Não! Eu nunca vou aceitar algo assim!
– Pois é melhor que você não saiba o motivo. Para o bem de todos nós. – ele falou a ultima frase em um tom quase inaudível e virou o rosto, evitando olhar para mim.
– Eu não te deixarei sair daqui antes de saber o que está acontecendo! – falei firme e autoritária.
Ele suspirou pesadamente e virou-se de frente para mim.
– Eu já havia imaginado que você reagiria dessa forma. – ele deu uma leve e fraca risada, como se estivesse cansado demais – Te conheço muito bem, né, Ruki? Infelizmente... – seus olhos mostraram uma tristeza imensa que logo desapareceu.
– Pare de dizer coisas sem sentido! Explique logo tudo isso. – eu estava impaciente com tantas frases sem conexão alguma.
– Ok. Por favor, não me odeie. – ele encarou-me de maneira profunda e prosseguiu – Eu conheci uma garota. Ela está morando na minha casa e percebi que podemos manter uma relação. Mesmo que não nos amemos, ainda podemos fazer companhia um para o outro. Tentar completar o vazio que temos no peito. E... Ela precisa sair do país. Como sou emancipado, pretendo acompanhá-la. Os seus pais já foram para o Japão e logo ela irá também.
– Renji, você não pode sumir com uma menina que você mal conhece sem sequer sentir algo por ela! – bronqueei.
– Também não posso ficar com a garota que eu amo, então qual é a diferença? – ele deu um casto sorriso, porém sua tristeza era perceptível.
– Mas quem é essa mulher?
– Rukia, pare de fazer tantas perguntas. Já te expliquei tudo o que era necessário. Se você souber de mais algum detalhe temo não poder vê-la nunca mais.
– Ren, você está me assustando. Tem certeza de que está tudo bem?
– Sim. Eu parto hoje à noite. Adeus. – ele deu-me as costas e foi embora.
Senti-me angustiada e perdida. Corri em busca do único lugar em que eu sabia que iria me sentir mais segura e calma: Entre os meus amigos. Eles estavam recostados em nossa árvore, conversando.
– Vocês não vão acreditar no que eu acabei de saber! – falei quase desabando em choro.
– O que foi, Ruki? – Inoue perguntou preocupada.
– Rukia, meu amor, aconteceu algo? – Ichigo me abraçou, tentando me tranquilizar.
– Sim! Aconteceu o pior! Renji acabou de dizer-me que vai embora! Sem mais nem menos decidiu ir para o Japão com a garota que ele conheceu faz alguns dias. – deixei as lágrimas escaparem – Conheço-o desde pequena e ele sempre foi impulsivo, mas ele não escondia nada de mim! Agora me deu uma explicação supérflua do que está acontecendo e se recusa a dizer mais. Ele afirma que é para nosso próprio bem! Nós não podemos permitir que isso se concrete! O que vamos fazer para impedir?
– Apesar de muito repentino e estranho, não podemos impedir ele de ir, Rukia... – Ishida disse, arrumando os óculos.
– Mas podemos convencê-lo! – Inoue bradou.
– Deveríamos tentar fazer algo... – Ichigo completou enquanto secava minhas lágrimas.
– Por favor! A amizade dele é muito importante para mim. – eu implorei.
– Para mim também – afirmou a ruiva. – Iremos desvendar esse mistério de qualquer maneira! – ela gritou determinada, levantando uma mão.
~POV: Ichigo~
Fiz o meu máximo para disfarçar o ciúme que senti ao ver Rukia tão preocupada com o ruivo que tentou roubá-la de mim tantas vezes. Eu precisava aceitar que a amizade deles era forte.
Decidi conversar com ele, então assim que fomos para a sala de aula chamei-o e pretendia fazer um interrogatório, porém o professor chegou. Quando as aulas acabaram fui atrás dele novamente, que estava perto das quadras de esporte.
– Renji, preciso falar com você!
– Eu não estou interessado em coisas que venham de você.
– Se você não me der ouvidos por vontade própria irei te obrigar! – exaltei-me.
– Ok, eu ouvirei o que você tem a me dizer. Mas não agora.
– Então apareça no shopping às 17h!
– Sem problemas. – ele disse em um tom sarcástico e me deu as costas.
Respirei fundo para acalmar-me e fui em direção ao ponto de ônibus. Chegando em casa demorei-me à mesa, pensando no que eu diria ao ruivo. Pouco tempo após as 16h recebi uma mensagem de texto. “Estou indo para o Shopping. Sente-se em frente ao Burguer King para que eu possa encontra-lo”.
Sai apressadamente de casa e pedi para que o motorista me levasse, pois o ônibus demoraria mais e eu queria resolver tudo o mais rápido que fosse possível. Sentei-me no lugar que foi indicado por Renji e aguardei cerca de 20 minutos procurando ansiosamente por madeixas vermelhas. Repentinamente senti duas mãos delicadas sobre os meus ombros e em seguida alguém aproximou a boca de meu ouvido.
– Senti sua falta, moranguinho. – a mulher sussurrou, causando-me arrepios.
~Fim do POV~
~POV: Rukia~
Eu estava em minha casa ouvindo musica e conversando com a Inoue sobre o que fazer em relação ao Renji. Ela estava igualmente preocupada, pois crescemos os três juntos e ele dizia que nunca nos abandonaria. Por que mudou de ideia tão de repente?
A campainha tocou. Olhei pela janela e vi uma moto conhecida. Fui apressada em direção da porta e escancarei-a, encontrando um Renji de olhos sombrios parado à minha frente.
– Ruki? Posso entrar?
– R-Renji? Mas o que aconteceu? Claro que pode.
– Eu quero conversar com alguém, apenas. – ele disse enquanto sentava-se no sofá. Eu sentei ao lado.
– Decidiu me explicar o que está realmente acontecendo?
– É, pode-se dizer que sim.
Então ele olhou-me profundamente nos olhos e, após alguns segundos de silêncio, ele apanhou meu pulso, puxando-o para si e chegando mais próximo de mim. Virei o rosto, mas isso não fez com que ele desistisse.
– Rukia, hoje eu percebi uma coisa muito importante.
– O que? – perguntei com receio.
– Que eu não devo desistir daquilo que eu quero. E sabe o que eu quero? Eu quero você, Ruki. – ele aproximou seu rosto do meu – E eu sei que você me corresponde. Hoje na escola você já provou isso. Seu choro desesperado porque iria me perder foi mais do que suficiente para me convencer a vir até aqui. Vou te mostrar como podemos ser felizes juntos.
Tentei me desvencilhar de seu aperto, porém ele passou seu braço em volta da minha cintura e trouxe-me para perto de si. Eu podia sentir seu hálito fresco batendo em meu rosto e seus músculos tensos me rodeando.
– Renji, pare já com isso! O que você está pensando? Que vai convencer-me se me forçar a fazer algo que eu não quero? – eu gritei, expressando toda a minha raiva.
– Não minta para mim! Você quer. – sua voz estava rouca e ele começou a depositar vários beijos em meu pescoço enquanto falava – Sabe de uma coisa? Eu adoro a sua pele macia e alva, seus olhos de uma mistura de azul com roxo tão única... Amo seus cabelos sedosos e cheirosos, sua voz doce, porém autoritária quando está irritada – ele deixou um leve riso de admiração escapar — e principalmente seu cheiro inebriante. A sua delicadeza me alucina, Rukia! Você não percebe que fomos feitos um para o outro?
A sua voz estava alterada e senti um calafrio percorrer-me a espinha. Pensava em uma maneira de livrar-me dele.
– Renji, por favor, vamos apenas conversar.
– Não, Rukia. Agora farei com que você seja apenas minha. Aquela garota que conheci nunca significou nada para mim além de uma maneira de me consolar. Eu achei que poderia te esquecer. – ele riu amargamente – Como fui ingênuo.
Ele levantou e empurrou-me contra o sofá, fazendo-me deitar, e colocou seus joelhos ao meu lado, deixando-me entre eles e ficando acima de mim. Continuou prendendo meus pulsos e agora que deitava sobre mim, eu era incapaz de me mover. Eu virava o rosto e me remexia, tentando escapar em vão.
– Quanto mais você recusa, mais tentador fica, meu amor. – após dizer isso, ele depositou um beijo em meus lábios, o qual eu não retribuí. Renji repetiu o ato algumas vezes e em seguida tentou invadir minha boca com sua língua. Diante de minha resistência à suas investidas ele ficou mais determinado em conseguir um beijo, portanto suas mãos vieram em direção ao meu rosto para segurá-lo e assim eu não poderia mais desviar. Eu sabia que era necessário que ele confiasse em mim para que eu fosse capaz de fazer algo. Respirei fundo e retribuí o beijo, surpreendendo-o.
A minha vontade era de fugir daquela sensação horrível e violenta que ele me causava, porém obriguei-me a continuar com a atuação. O seu toque não era carinhoso ou terno, pois aquilo que ele dizia sentir não era nada além de obsessão. Quando percebi que o beijo estava ficando mais urgente separei minha boca da dele.
– Rukia? – ele parecia desapontado.
– Ren... Eu quero muito ser apenas sua, mas para isso você deve ser somente meu também. – falei ofegante.
– Mas eu sou!
– Não, não é. Há uma menina que te espera voltar da escola todo dia! Tenho certeza que vocês até dormem juntos, afinal não tem ninguém para impedir, não é?
– Mas ela não é importante para mim, meu amor! Eu não quero mais ficar com ela.
– Então diga isso a ela! Diga que você pertence a mim. Só então eu aceitarei namorar com você.
– Ruki, podemos nos preocupar com isso depois? Quero aproveitar esse tempo com você. Agora que você admitiu que me ama, quero finalmente possuir aquela que desejei durante toda a minha vida.
Fiz com que lágrimas escapassem de meus olhos e respondi com voz chorosa:
– Não, Renji. Eu não quero imaginar que há outra querendo tirar-te de mim! Vá livrar-se dela imediatamente e então poderemos continuar isso na sua casa. Se você realmente me ama, faça isso por mim.
– Tudo bem, eu farei o que está me pedindo. Mas me dê um último beijo.
Balancei minha cabeça em concordância e beijei-o enquanto passava as mãos por seu rosto e cabelo.
– Ren, tenho mais duas coisas para perguntar.
– Sim?
– Você ainda irá embora?
– Não.
Senti-me um pouco aliviada, porém ainda estava assustada com o que acabara de acontecer.
– Como se chama a mulher que estava te convencendo disso?
– Minha querida, esse detalhe é melhor que eu não revele, para a nossa segurança.
– Renji, eu não vou aceitar que haja segredos entre nós! Você deve me contar tudo.
– Eu sei que você não se importa mais com Ichigo, portanto eu direi: É a Yuki Hana.
Minha vontade era soca-lo por ter pensado em ajuda-la, porém nada fiz. Apenas sorri.
– Receio que ela demorará um pouco para chegar em casa. Irei te mandar uma mensagem quando a casa estiver livre para você, ok?
– Claro. Mas por que você acha que ela irá demorar?
– Ela tem alguns planos em mente, e provavelmente está no shopping executando eles.
Imediatamente meu coração acelerou e senti um péssimo pressentimento. Esforcei-me para esconder minha aflição e levei-o até a porta, depositando mais um rápido beijo em seus lábios. Assim que Renji se foi, peguei o meu celular e disquei o numero de Ichigo. Ele não atendia, então liguei para Inoue.
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