Stand up, be strong
19 Capítulo 19 - Normalidade
Notas iniciais
Por favor, leiam as notas finais, tem um aviso importante.
Esse capítulo não terá musica, não me inspirei em nenhuma.
Me desculpem caso tenha algum erro.
Boa Leitura.
Terça-feira
Acordei alegre, algo que se tornou raro durante minhas brigas com Ichigo e Inoue. Lavei o rosto e após vestir o uniforme escolhi vários acessórios. Depois de comer e escovar os dentes peguei minha mochila e saí de casa. Cantarolei durante todo o caminho, envolta pelo aroma agradável do perfume que eu passara. Assim que passei pela porta da sala de aula avistei Inoue.
– Bom dia, Ino!
– Como vai, Rukia? Está um belo dia, não?
– Sim, esse sol está maravilhoso. Quem quer ter aula em um dia desses?
– Que tal aproveitarmos para nadar? Vamos até uma piscina após as aulas?
– Ótima ideia! – avistei Sado próximo de nós. – Quer ir conosco, Sado?
– Pode ser.
– Estou certa de que Ishida, Renji e Ichigo concordarão em ir conosco! – Inoue deu um largo sorriso.
Fui até o meu lugar e deixei minhas coisas sobre a carteira. Percebi que Yuki não estava lá e sua amiga Amber encontrava-se perdida. Senti pena, afinal ela era apenas uma marionete, porém achei melhor não aproximar-me. Já havia passado por muitas dificuldades nessa ultima semana e não me sentia disposta a correr mais riscos. Enquanto eu estava absorta em meus pensamentos senti braços fortes enlaçarem minha cintura e alguém apoiar a cabeça em meu ombro direito.
– Bom dia, meu amor. – Ichigo sussurrou perto de minha orelha, causando-me arrepios. Virei-me para poder encara-lo. Ele abraçou-me assim que fiquei de frente para ele e então me deu um rápido beijo.
– Bom dia, querido. – dei-lhe mais um beijo e sentei em meu lugar, pois o professor havia chego
.
~POV: Ichigo~
“Ela está tão linda. Sentia falta de vê-la sorrindo daquela maneira. Espero que todos os dias sejam assim de agora em diante. Rukia é o único motivo de eu gostar de vir para a escola. Ela me torna melhor, porque quero ser melhor por ela. E ela está tão cheirosa. Minha vontade é ignorar todos à nossa volta e agarrá-la, dar um abraço muito apertado e ver seus olhos violetas lindos me encarando. Mas que droga, por que o professor tinha que chegar agora?”. Esperei ansiosamente, sem o mínimo de paciência, que a aula acabasse. Fomos com os amigos até a nossa árvore. “Há quanto tempo não fazíamos isso?” Todos conversavam tranquilamente, inclusive Renji, que agia normalmente desde aquela nossa conversa. Apesar de estar desconfiado de suas atitudes e palavras, eu preferia daquela maneira. Durante a conversa combinamos de encontrar-nos na casa de Orihime para nadar em sua piscina. Fiquei alegre, afinal seria maravilhoso passar mais tempo com Rukia. “Apesar de todo dia eu me martirizar por saber que ela merece alguém melhor do que eu, não consigo deixa-la ir. Pode ser totalmente egoísta da minha parte, mas não tenho a pretensão de perder a única coisa que me faz feliz. Um dia serei bom o suficiente e, nesse dia, a pedirei em casamento.”
Após o colégio fui para a casa do meu tio e almocei. Ele estava lá e conversamos um pouco. Não havia novidades sobre Yuki. Eu estava estranhando vê-lo em casa com tanta frequência, mas nada perguntei. Fui até o meu quarto e joguei rapidamente dentro de uma mochila tudo o que seria necessário. Apressei-me para pegar o próximo ônibus e chegar à casa de Inoue. Quando cheguei todos já estavam prontos e devidamente vestidos. Rukia estava maravilhosa com um biquíni azul claro com detalhes em um rosa suave. Fiquei tão deslumbrado contemplando seu corpo delicado e perfeito que, por um momento, esqueci-me de onde estava. Fui despertado ao sentir a mão da morena em meu rosto.
– Mas que droga foi essa? – indaguei irritado enquanto esfregava o local que ardia.
– Pare de me encarar desse jeito! Sinto-me desconfortável. – ela respondeu e virou o rosto, claramente brava. Dei risada e a abracei.
– Você realmente é uma baixinha difícil de lidar, viu? Que culpa tenho eu se você é linda?
– P-Pare de falar besteiras. – ela exigiu, enquanto corava.
– É apenas a verdade. Uma morena muito linda, porém muito brava. – todos ao nosso redor riam da situação. Ela mostrou-me a língua e desvencilhou-se de meus braços com um olhar travesso. Afastou-se sem dizer mais nada, deixando-me confuso e curioso. Ishida estava em pé próximo à piscina e chamou-me para conversar. Falávamos sobre um filme quando Rukia correu em minha direção, empurrando-me em direção à água, porém segurei em seu pulso a tempo, trazendo-a comigo. A última coisa que ouvi antes de cair foi seu grito. Quando eu emergi ouvi risadas, mas eu estava mais centrado em Rukia, que tossia continuamente.
– Rukia, meu amor, está tudo bem?
– Eu... Sim, apenas... Engasguei. — ela falou entre as tossidas.
– Mas é uma boba mesmo! Além de me empurrar de roupa na piscina se engasga!
– Ninguém mandou me puxar!
Nesse momento todos os nossos amigos pularam na piscina, fazendo com que tudo à nossa volta ficasse molhado. Iniciamos uma guerra com água e depois brincamos de “Caldo”. Após horas de diversão, saímos da piscina e deitamos no sol para secarmos. Repentinamente ouvimos duas campainhas distintas. Eu e Rukia pegamos nosso celular e lemos as mensagens que recebemos.
– Gente... Acabaram de me mandar algo muito estranho! – Rukia falou exaltada. – Está escrito: “Não se preocupe, ele nunca se esquecerá do tempo que passamos juntos.”.
– Aquela Yuki maldita... – Ishida murmurou.
– Pode ser apenas uma brincadeira de mau gosto. – Renji comentou.
– Eu também recebi uma. – eu interrompi — “Estou com saudades, gato”.
– É melhor só ignorar, não acham? – murmurou Inoue.
– Agora que ela está sendo perseguida pela polícia não se atreverá a fazer algo. – Sado completou. – E talvez eles possam rastrear o numero.
– É, acho que vocês estão certos. Mas não posso ver o numero, ele está bloqueado. – Rukia disse aflita, claramente atormentada. Abracei-a e dei um beijo em sua testa, tentando reconforta-la. Eu nunca mais deixaria algo tirá-la de mim, portanto não havia motivos para ficarmos nervosos.
Ficamos mais um pouco na casa da Inoue e então todos foram embora. Os próximos dias correram normalmente, mas na semana seguinte...
~Fim do POV~
Segunda-feira
Já faz alguns dias que acontecem coisas estranhas comigo, e hoje não foi diferente. Quando acordei, a janela estava quebrada, pois alguém havia jogado uma pedra contra ela. Considerei que era apenas alguma criança e que tudo o que vinha acontecendo era mera coincidência. Minha mãe diz ter encontrado há alguns dias um embrulho estranho em frente à porta de casa e quando o abriu, havia um celular rosa. Ela deixou o embrulho onde o encontrou e chegou à conclusão de que deixaram cair enquanto passavam por lá. No dia seguinte alguém havia levado o celular, portanto imaginamos que minha mãe estava correta.
Olhei para os cacos de vidro espalhados pelo chão de madeira. Após gritar para que minha mãe viesse ver o estrago, me arrumei e comi algo.
Cheguei à sala de aula e cumprimentei todos como de costume. Percebi que Renji estava muito inquieto e nervoso fazia alguns dias. Ele estava cada vez mais distante de nós e era raro vê-lo sem o celular. Quando perguntávamos sobre a pessoa com quem ele ficava trocando mensagens ele respondia que era uma amiga que morava perto dele. Eu fiquei feliz por ele ter finalmente aceitado que eu estava namorando, mas eu sentia falta da presença dele conosco. Nos intervalos quase não se ouvia a voz dele. Quando o cumprimentei reparei que seu olhar estava diferente e algo me incomodou. Decidi ignorar a sensação.
Após dar um rápido beijo em Ichigo, sentei-me. O professor distribuía alguns resumos para estudarmos para as provas trimestrais que estavam por vir. Após isso, ele disse-nos que tinha uma reunião com um pai e que a aula seria liberada para estudarmos. Rapidamente nos organizamos em grupos. Alguns estudavam, outros conversavam. Eu estava lendo um resumo feito por Ishida sobre a Revolução Industrial quando Renji me chamou.
– Rukia...?
– Sim?
– É... Ah, não é nada.
Olhei confusa para ele, que desviou os olhos. Dei de ombros e continuei minha leitura. Passaram-se as duas aulas e enfim chegou o recreio. Todos andavam em direção ao pátio quando senti uma mão segurar meu braço. Deparei-me com o ruivo de cabelos espetados.
– Rukia, eu preciso falar com você. – ele falou hesitante.
Notas finais
~
Eu gostaria de convidar a todos os meus leitores a ler a minha segunda fanfic que comecei agora! Por favor, eu ficaria muito feliz.
Aí está o link: http://fanfiction.com.br/historia/288370/Aisuru/
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