Stand up, be strong

12 Capítulo 12 - O encontro.


Notas iniciais
Capítulo BIG MEGA GIGANTESCO para vocês! Fiquem felizes e tentem não vomitar muitos arco-íris enquanto estiverem lendo, pra não estragar o pc u.u Mas já vou avisando que está meloso e MUITO Ichiruki.
Capítulo dedicado à: Pedro12345, Reira, Fe Neac, Kuchiki Keithy, Andrea Chan, liruichi, BleachFanMax, rukiableach, Doce Amarga.
AVISO IMPORTANTE: Eu entrarei em semana de provas e logo depois farei um intercâmbio de 40 dias. Por esses motivos, pode ser que eu demore muuuito para postar o próximo capítulo. Peço que entendam e não me abandonem D:
Boa leitura.

~POV: Ichigo~

Finalmente chegou sábado! Devo admitir que eu estava muito nervoso e planejando cada detalhe para que ela tenha o melhor dia da vida dela e nunca se arrependa por ter aceitado. Foi muito difícil segurar minha vontade de beijá-la nesses dias que se passaram, mas achei que seria mais adequado esperar que tivéssemos algo sério oficializado com um pedido. Assim que acordei, saí para procurar uma floricultura. Demorei cerca de 1 hora para encontrar um buquê que estivesse no nível que minha morena merecia. No caminho de volta parei em um restaurante para almoçar. Quando cheguei coloquei as flores em um vaso com água para não murcharem e em seguida procurei na internet dicas de que roupa usar em um encontro, mas não foi de grande ajuda. Preferi confiar no meu instinto. Após o banho, coloquei uma calça skinny preta, uma camiseta com gola em “V” branca e um sapatênis branco. Baguncei meu cabelo molhado para que ele secasse arrepiado como normalmente faço e fui escolher um perfume. Optei pelo “212 men” devido sua boa reputação. Olhei-me no espelho e percebi que algo faltava. Vesti minha jaqueta de couro e olhei-me novamente. Estava bom o suficiente para o restaurante com musica ao vivo em que escolhi leva-la, mas sem perder o conforto que seria necessário no local em que eu levaria ela depois. Eu sabia que ela adoraria a surpresa. O motorista chegou no horário exato em que combinamos e eu sentei no banco de passageiros com as flores nas mão. Falei o endereço da casa de Rukia e após isso repassei mentalmente mais uma vez tudo o que pretendia dizer a ela hoje.

~fim do POV~


Eu estava muito nervosa, pois era o meu primeiro encontro. Na sexta-feira Inoue veio para casa comigo ajudar-me a decidir a roupa e maquiagem, mas ainda estava preocupada. Passei o dia imaginando onde seria o encontro, se minha roupa estaria adequada e como eu deveria agir. Após um longuíssimo banho, resolvi me arrumar. Tínhamos separado a roupa ontem: Um vestido azul com um cinto vermelho na cintura, um par de saltos vermelhos e uma bolsa da mesma cor. A bolsa era enfeitada com um laço. (clique para ver a roupa de Rukia) Após vestir-me, olhei minha imagem no espelho e fiquei satisfeita. Fui até minha gaveta e peguei as maquiagens.. Passei um gloss avermelhado na boca, chamando a atenção para ela, e nos olhos passei apenas rímel preto e lápis azul, para realçar a cor deles. Deixei meu cabelo solto. Em relação ao perfume, escolhi meu favorito que uso apenas para ocasiões especiais: “Nina by Nina Ricci”. Olhei para o relógio e já eram 18h40min. Coloquei na bolsa meu celular, a maquiagem (caso eu precisasse retoca-la), uma escovinha de cabelo pequena que sempre levo comigo e minha carteira. Decidi deixar o casaco em casa, pois não estava com frio. Desci para conversar com minha mãe. Eu tinha mencionado com ela que sairia hoje, porém não dei detalhes antes. Achei que era uma boa ideia explicar o que aconteceria para ela não ficar preocupada.

– Mãe, estou pronta.

– Filha, como você está linda! Com quem você vai sair? Uma de suas amigas?

– Er... – senti meu rosto ficar vermelho. – Com o Ichigo. Ele... me convidou na quinta-feira, mas não quis dizer-me onde iremos. Não sei que horas volto, mas estou com o celular, ok?

Minha mãe sorriu e seus olhos estavam brilhando.

– Eu sabia que aconteceria cedo ou tarde. Vocês andavam se vendo frequentemente. Estou feliz que seja ele, porque pude ver que ele é uma boa pessoa apesar de tantas histórias ruins ao seu respeito. Todos merecem uma chance sem serem julgados pelo seu passado, não? Se divirta, filha, mas qualquer coisa nos ligue.

– Obrigada, mãe.

– Ai que orgulho, minha filhinha está crescendo. – ela me abraçou emocionada. Achei graça e retribuí o abraço. Ouvi um carro se aproximando e a campainha tocou. Dei um beijo na bochecha de minha mãe e fui até a porta. Assim que a abri achei que iria desmaiar. Não percebi que estava com a boca aberta, pois estava tendo dificuldade de me concentrar em qualquer coisa que não fosse ele. Ele estava tão lindo! E estava sorrindo, encarando-me, também sem dizer nada.


~POV: Ichigo~

Quando aquela porta se abriu esqueci totalmente tudo o que tinha ensaiado antes. Esqueci também que eu tinha um buquê para entregar, que eu tinha que respirar e até que eu tinha um nome! Foi como uma hipnose, tudo o que eu conseguia olhar era ela. Fiquei admirando-a e sorrindo como um bobo, impressionado com tamanha perfeição. Senti-me o garoto mais sortudo do mundo por poder leva-la para jantar. Ela realmente parecia um anjo. O meu anjo.

Só após ela dizer algo consegui lembrar-me de que eu estava acordado e parecia um idiota.

~fim do POV~


– O-Oi, Ichi...

Ele pareceu despertar de seus devaneios e entregou-me um buquê de flores lindo!

– Boa noite, meu anjo... São para você. — Mal consegui acreditar no que estava acontecendo.

– Obrigada, Ichigo! – não consegui esconder minha felicidade ao agradecer. – Espere só um minuto para eu coloca-las em um vaso. Pode entrar se quiser.

Ele me acompanhou até a sala, onde minha mãe se encontrava.

– Boa noite, senhora Kuchiki.

– Boa noite, Ichigo. Que flores lindas!

– Não, é? Mas preciso de um vaso para coloca-las. – me intrometi na conversa. – Você tem algum?

– Sim, está ao lado da porta.

– Obrigada.

Enquanto eu colocava o buquê na água pude ouvi-los conversando.

– Onde vocês vão? – minha mãe estava quase tão curiosa quanto eu.

– É uma surpresa, não posso contar, ela vai ouvir. Mas prometo trazê-la sã e salva, mesmo que demore um pouco.

– Ok, não passe da 1h. E não se acostumem com essa liberdade com o horário, é só porque é o primeiro encontro dela, viu?

– Calma mãe. – dei risada e então a abracei para me despedir. – Vamos antes que eu estrague a surpresa por demorar tanto.

– Até logo, senhora Kuchiki.

– Se cuidem e juízo, viu?

– Pode deixar, mãe! – disse enquanto arrastava-o pelo braço para apressar as coisas. Eu estava morrendo de curiosidade e não aguentava mais esperar.

Quando reparei no carro que estava parado na minha porta, fiquei impressionada. Era lindo!

– Você tem um... motorista? – eu falei surpresa.

– Não, eu meio que “aluguei” o serviço por uma noite com a mesada generosa que meu pai me dá.

Não pude deixar de me sentir especial por saber que ele contratou-o por minha causa. Ele abriu a porta do carro para mim e eu entrei. Ele sentou-se ao meu lado e passou alguns segundos me observando. Então olhou intensamente em meus olhos e disse com uma voz rouca:

– Rukia, você está maravilhosa... Linda como uma princesa. – sua voz e os elogios causaram-me leves arrepios.

– O-Obrigada, Ichi. Eu posso dizer o mesmo sobre você. Está muito bonito.

– Ainda bem que gostou, a sua opinião é a única que importa. — Mesmo eu pensando que era impossível essa frase fez-me corar mais ainda.

Eu ainda imaginava em que lugar ele me levaria, mas sabia que estaria feliz desde que tivesse comida, pois estava com fome. O carro andou por cerca de 20 minutos até chegar ao centro. Teria sido bem mais rápido se não fosse o trânsito. Paramos em frente a um restaurante magnífico. Ele saiu primeiro e me ofereceu a mão para ajudar-me sair do carro. Peguei-a e assim que me levantei arregalei os olhos e comentei admirada:

– Que lugar perfeito!

– Eu vim aqui apenas uma vez na minha vida, mas nunca esqueci. Tem a melhor comida de Londres e shows ao vivo. Eu imaginei que seria um lugar bom o suficiente para você.

– Ichigo, não me elogie tanto se não ficarei convencida e exibida, viu? – dei risada. Ele pegou minha mão e respondeu:

– Eu não me importo, continuarei elogiando. Vamos?

O local de recepção era mais bonito ainda. Caminhamos até um balcão e uma mulher nos atendeu. Reparei que ela olhou demoradamente para Ichigo antes de dizer algo e “arrumar” seu decote.

– Boa noite e bem-vindos. Como posso ajuda-lo, senhor? – ela falou de maneira convidativa. Olhei feio para ela, mas ela fingiu não perceber.

– Eu tenho uma reserva. Meu nome é Kurosaki.

– Perdão senhor, não encontrei. Diga-me seu primeiro nome, por favor.

– Que estranho, não me lembro de ter dito meu primeiro nome quando reservei o lugar. De qualquer forma, meu nome é I... – o interrompi:

– Tenho certeza que está reservado com o sobrenome dele, poderia checar mais uma vez, por favor? – falei de maneira educada, mas autoritária, exatamente como aprendi com meu irmão. Não soube explicar porque, mas não quis que ela conseguisse mais nenhuma informação além do sobrenome dele. Ela fez uma careta e olhou novamente na lista.

– Ah, sim, está aqui, sinto muito pela confusão. Acho que não tem nenhum atendente para leva-los até a mesa. Tudo bem, eu os guiarei. – no exato momento em que ela disse isso, um homem de terno parou ao lado do balcão. Estava com o crachá do restaurante.

– Não será necessário que atrapalhemos seus afazeres, não se preocupe. Ele parece estar disponível para indicar-nos nosso lugar, não é? Afinal, você deve ter muita coisa para fazer como atendente, não? Muito obrigada. – tentei dar o sorriso mais inocente possível, apesar de eu ter certeza que ela percebeu que eu estava evitando-a.

– Ah, claro. Você não se importa de mostrar para eles a mesa reservada, né, Erick? – ela disse com uma voz “azeda”, direcionando-se ao homem de terno.

– Será um prazer. – ele sorriu. – Sigam-me.

Nossa mesa ficava num local mais calmo onde se ouvia bem a música ao vivo e não havia muito barulho de outras mesas. Era um lugar bom pra quando se quer conversar. O garçom entregou-nos o cardápio e se afastou para servir outra mesa. Assim que escolhemos nossa comida e bebida, ele retornou, as anotou e se afastou. Ichigo olhou para mim com um sorriso lindo que seria capaz de matar qualquer mulher.

– Então, coelhinha, o que achou do lugar?

– Lindo!

– Que bom que gostou. Meu tio conhece o dono, então ele já deve ter comentado que seu sobrinho está em sua casa. Só um minuto, irei falar com proprietário, prometo ser rápido. – ele pegou minha mão, beijou-a e saiu, direcionando-se à um garçom. Após Ichigo dizer algo, o garçom apontou para um local. Ichigo foi nessa direção e começou a conversar com um homem elegante. Fiquei observando. Reparei que Ichigo parecia estar pedindo algo enquanto apontava para nossa mesa e o homem confirmou com a cabeça. Em seguida eles se despediram e Ichigo retornou para seu lugar.

– Pronto. Meu tio havia mesmo comentado com ele sobre mim. – ele ficou em silêncio por um segundo e então deu um sorriso zombeteiro e alegre ao mesmo tempo. – Meu anjo, é verdade o que sua mãe disse? – seus olhos brilhavam. – esse é seu primeiro encontro?

– S-Sim. – olhei para baixo ao responder, tentando esconder minha vergonha.

– Isso me deixa muito feliz, não devia estar encabulada! – olhei para seu rosto e lá estava aquele sorriso enorme e maravilhoso que eu tanto gosto. – Mas por quê? Há tantos garotos interessados em você... Já ouvi muitos falando sobre minha Rukia.

– Não encontrei ninguém que me chamasse atenção. – respondi de maneira casual.

– Hm, bom saber que consegui o impossível. – ele deu uma risadinha.

A comida chegou e parecia (e estava) deliciosa! Enquanto comíamos, conversávamos sobre nossas preferências e opiniões. Fiquei impressionada ao descobrir quantas coisas em comum tínhamos. A companhia dele era agradável, a conversa fluía facilmente e o assunto não faltou em momento algum. Assim que terminamos de comer, reparamos que um homem havia subido no palco. Era o mesmo com quem Ichigo conversara. Ele estava convidando os clientes à participarem do karaokê. Uma mulher cantou “Wherever you will go” e logo em seguida um homem cantou “Thriller”. Eu ri bastante quando ele tentou dançar como o Michael Jackson. Quando ele acabou de cantar, o dono pegou o microfone novamente.

– Mais alguém gostaria de cantar? Não tenham vergonha, é divertido!

– Eu quero!

– Ichigo, você vai cantar? – não pude acreditar no que estava ouvindo.

– Tá duvidando da minha habilidade, é?

– Não, só não imaginei que você gostava de karaokê. Vou adorar ver isso. – eu dei risada ao falar.

– Eu tenho certeza que vai. – ele falou de maneira misteriosa e foi em direção ao palco. Assim que ele chegou lá, trocou uma rápida palavra com o dono e pegou o microfone.


~POV: Ichigo~

– Quando eu disser a palavra “garota” direciona uma das luzes para onde combinamos, ok?

– Claro, sem problemas. Os responsáveis pela parte técnica já estão cientes.

– Ótimo. – me virei e peguei o microfone. Ao olhar para nossa mesa, pude perceber a cara de curiosidade de Rukia, o que me divertiu muito e me fez sorrir involuntariamente. – Boa noite para todos! Eu sei que vocês esperam que eu cante, mas...

~Fim do POV~


– Boa noite para todos! Eu sei que vocês esperam que eu cante, mas eu não peguei o microfone com essa intenção. – “Que? Como assim? O que ele está fazendo?” – Eu estou aqui, na frente de todos vocês, por um motivo muito mais importante. – ele deu uma pequena pausa, respirou fundo e então continuou. – Eu costumava ser uma pessoa bastante rude e insensível, sequer me importava de ser mal educado. E eu nunca havia encontrado uma razão para mudar. Mas, quando eu menos esperava, uma garota diferente de todas as outras apareceu em minha vida. – nesse momento um dos holofotes foi direcionado a mim. – E ela se mostrou doce, gentil e alegre mesmo quando eu a tratava mal. Era estranho, porque eu tentava repeli-la, mas meu coração a queria próxima. A cada segundo que eu passava perto dela, essa vontade de tê-la ao meu lado aumentava. Confesso que fiquei muito confuso. – ele deu uma leve risada. – Mas sua felicidade foi me contagiando até chegar ao ponto em que eu precisava estar perto dela a todo instante para me sentir bem. Eu estava e estou viciado na presença dessa baixinha. Ela me encanta, pois é a menina mais linda do mundo. Ela é o anjo que apareceu para me fazer sentir-me vivo de novo e meu maior medo é perdê-la. Quero poder cuidar dela para sempre e quem sabe um dia ser capaz de recompensá-la pelo que ela fez por mim. Então... – nesse momento ele desceu do palco carregando o microfone e andou até mim. Ajoelhou-se na minha frente e pegou minha mão. Ele olhou nos meus olhos da maneira mais profunda que eu já vi e perguntou:

– Rukia Kuchiki, você quer namorar comigo?

Não consegui conter minhas lágrimas. Dei um sorriso, respirei fundo e respondi:

– Claro que sim! – após dizer isso não consegui evitar rir da minha voz chorosa.

Todos do restaurante começaram a aplaudir. Ele deu mais um de seus sorrisos assassinos, deixou o microfone na mesa e puxou-me, levantando-me da cadeira e encostando seus lábios nos meus uma vez. Na segunda vez, pediu passagem com a língua e eu permiti. No momento em que nos beijamos, os aplausos ficaram mais altos e algumas pessoas até gritavam. Mas eu não os ouvia. Eu sequer lembrava onde estava. A única coisa em minha mente era a sensação que eu sentia ao beijá-lo. Foi algo inexplicável. Nunca me senti tão feliz e nervosa ao mesmo tempo. Mas ele conseguiu me fazer esquecer o nervoso também. Somente quando eu fiquei sem ar interrompi o beijo, mas continuei abraçando-o. Ele sussurrou um “Obrigado” enquanto secava minhas lágrimas com os dedos de uma mão e me segurava pela cintura com a outra.

– Espero que sejam lágrimas de felicidade. – ele me beijou rapidamente e então pegou o microfone. Antes que ele se virasse para ir ao palco perguntei:

– Ainda tem dúvidas?

Ele apenas sorriu e foi entregar o microfone ao dono do restaurante.


~POV: Ichigo~

– Muito obrigada, senhor Evans.

– Não foi nada, senhor Kurosaki. Ajudar um cliente é sempre um prazer.

– O senhor poderia pedir para alguém nos trazer a conta, por favor? Já são 21h00min e ainda quero fazer mais uma surpresa.

– Sem problemas.

Voltei para a mesa e sentei no meu lugar em frente à Rukia, sem conseguir tirar os olhos dela por um instante sequer. Ela estava tão linda com aquele sorriso. Nunca havia visto minha morena tão feliz. Era bom saber que eu era o motivo de um sorriso tão belo.

– Eles logo trarão a conta e partiremos

Ela pareceu triste ao ouvir isso.

– Já vamos?

– Sim, baixinha. Ainda tenho mais uma surpresa. Talvez seu salto atrapalhe um pouco, mas podemos parar numa loja e comprar uma sandália. Temos bastante tempo ainda.

– Ok! – seu rosto se iluminou e o sorriso reapareceu.

~Fim do POV~


Eu reparei em Ichigo mais uma vez. Ele estava tão... lindo. Era uma roupa elegante e com muito charme. Às vezes eu conseguia sentir seu perfume de onde eu estava sentada, o que apenas melhorava tudo. Eu realmente adorei o cheiro.

– Rukia, seu perfume é uma delícia, me dá vontade de agarrá-la apenas para mim e nunca mais soltar.

“Que isso, ele lê mentes agora?”

– Engraçado, estava pensando sobre seu perfume também. Eu gostei muito dele. O que eu passei hoje eu costumo usar apenas em ocasiões especiais.

– Vou considerar isso um elogio.

– A conta, senhor. – um garçom interrompeu.

– Muito obrigado.

Ele não permitiu que eu visse o preço disso tudo por mais que eu tenha pedido. Enquanto saíamos, aquela atendente do início novamente veio falar conosco.

– Já vai, senhor? Por favor, se algo não lhe agradou ou satisfez deixe-me saber e farei algo para compensá-lo. Nosso objetivo é sempre satisfazer o cliente. – ela falou de maneira provocante, claramente oferecendo-se.

– Com licença... – olhei seu crachá procurando seu nome. – Samantha, mas se algo não o satisfez aqui quem tem que resolver é o dono, e não você, né, querida? Que eu saiba você não manda em nada aqui, portanto não poderá ajudar. Obrigada pela preocupação de qualquer forma. – sorri polidamente.

– Perdão, mas me importo com o bem-estar dos clientes. O senhor tem algum pedido? Quer que eu faça algo pra você? – ela claramente ignorou o fato de eu ter percebido que ela estava se oferecendo.

– Se você realmente se importasse com o bem-estar dos clientes você estaria perguntando isso para nós dois, e não apenas para mim. Com licença que tenho coisa melhor para fazer. – Ichigo respondeu secamente e me deu o braço. Entrelacei o meu com o dele e saímos. O motorista estava nos esperando. Durante todo o caminho ficamos nos fitando em silêncio, apreciando os sentimentos que se instalaram em nossos corações. Eu me perdi em seu olhar profundo e parecia que nunca mais conseguiria voltar. Não sei quanto tempo se passou e sequer percebi quando o carro parou. Ainda estávamos imóveis quando uma voz nos interrompeu.

– Senhor Kurosaki...? Chegamos.

Nós dois parecíamos ter despertado de um sono profundo.

– Ah... Obrigada... – Ichigo respondeu com uma voz confusa e saiu.

– Não esqueça suas sandálias, minha flor de cerejeira. – ele disse quando eu já estava praticamente fora do carro.

– Verdade... Tinha até esquecido que paramos para compra-las. — As peguei e calcei. Combinavam com minha roupa e eram confortáveis. Deixei meu salto no carro e olhei em volta. – Estamos... Na praia?

– Sim! – ele deu um sorriso radiante.

– Fica ainda mais bela durante a noite... – eu inspirei profundamente, fechando os olhos por um segundo e ouvindo apenas o som relaxante das ondas quebrando. – Ainda bem que é uma noite quente.

– Tem razão, eu não gostaria se você ficasse doente. Vamos? – ele me estendeu uma das mãos que eu peguei ansiosamente, adorando o calor das mesmas. Caminhamos pela praia calmamente e conversamos bastante. De repente ele parou.

– Chegamos.

– Onde? – olhei em volta sem entender o que ele quis dizer.

– Sua segunda surpresa! – ele puxou minha mão até a beira do mar, onde se encontrava uma... Canoa.

– Não me diga que vamos entrar aí! Tenho medo de que ela vire e eu caia. – eu disse, parecendo uma criança. Ele riu um pouco.

– Não se preocupe, medrosa, não ficaremos muito tempo aí dentro. É só até chegarmos no barco.

– Hã? Que barco? – observei o mar e graças ao céu estrelado e à grande lua que iluminavam a noite, encontrei um barco mais no fundo. Ichigo encostou um de seus braços em minhas costas e o outro ele passou por baixo de meus joelhos, me levantando do chão e arrancando-me um grito fino e assustado devido à surpresa. Após isso, me colocou dentro da canoa, enquanto ria da minha reação, e empurrou-a para que desprendesse da areia. Ele teve que molhar um pouco a perna, e consequentemente a calça, quando entrou no mar para subir na canoa, mas felizmente ele havia trocado seu sapatênis por um chinelo antes. A canoa tinha um motor pequeno, porém eficiente, fazendo-nos alcançar o barco rapidamente.

– Ruki, irei parar ao lado do barco onde tem uma escadinha. É só subir por ela.

– Ok...

O barco não era muito exagerado. Eu subi e reparei que era muito bonito e aconchegante. Havia colchonetes empilhados em um canto com vários itens de mergulho ao lado. Havia uma parte da embarcação fechada, como uma cabine, que mais tarde descobri ser um quarto pequeno. No chão se encontrava uma porta fechada que dava em uma escada.

– Ichi... O que tem lá em baixo?

– Uma cozinha pequena, mais um quarto e um banheiro.

– Que barco legal! É seu?

– Do meu tio, mas ele não usa e deixou-me ficar com ele. Às vezes venho aqui para me acalmar, é relaxante. – ele chegou perto de mim enquanto eu estava de costas e me abraçou, dando um beijo em minha bochecha e depois sussurrando:

– Está uma bela noite, não? Que sorte a minha, tudo saiu como planejado. – eu me arrepiei por não estar acostumada com um garoto tão próximo de mim, mas gostei disso. Percebi como adorava ser abraçada por ele, queria ficar ali para sempre. Para a minha infelicidade ele me soltou e foi até a pilha de colchonetes. Trouxe quatro e colocou dois lado a lado no chão, empilhando os outros em cima. Pegou dois travesseiros e trouxe junto.

– Vamos deitar, meu anjo. A noite está muito bonita, deveríamos aproveitar.

– Claro! Eu adoro olhar para as estrelas, são tão lindas e brilhantes!

– Eu também gosto... – ele corou.

– O que foi? – perguntei cheia de curiosidade.

– É que... Eu gosto porque elas me lembram de você.

Fiquei feliz, mas muito envergonhada.

– D-De... Mim?

– Sim, você tem a beleza de todas as estrelas reunidas e... – ele fez uma pausa como se pensando no que dizer. – Sua alegria me lembra do brilho delas... – ele colocou uma de suas mãos em meu rosto, tocando-o levemente. – Sua felicidade é cativante, agradável e me faz querer chegar mais perto até poder guardá-la apenas para mim, assim como o brilho de uma estrela.

Eu não sabia o que dizer, então sorri. Em seguida o abracei e escondi meu rosto em seu peito.

– Obrigada... – consegui dizer após me recuperar, ainda com a face escondida nele. Eu estava sentindo seu perfume, o que me ajudou a acalmar.

– Não foi nada, minha linda... Vamos deitar?

– P-Pode ser!

Ele deitou primeiro e eu deitei em seu ombro. Ele me abraçou e ficamos olhando para o céu em silêncio por alguns minutos.

– É tão... gigante e bonito. – comentei maravilhada.

– Rukia...

– Sim?

– Muito obrigado.

– Por que está agradecendo?

– Porque eu ainda não consigo acreditar que estou namorando com você... É tão bom pensar nisso.

– P-Para, Ichi. Não me deixe sem graça.

– Sinto muito, mas precisava dizer-te isso. Estou imaginando como será daqui pra frente. Porque eu espero que você não canse de mim, sabe? Eu ficaria muito mal caso isso acontecesse, porque eu... – ele abaixou a voz e ficou quase inaudível, tive que me esforçar para ouvir o que ele disse em seguida. – Eu te amo.

– Nunca me cansarei de você, Ichi. – Eu falei e então dei um beijo rápido. Ele me olhou sorrindo devido minha atitude. Eu o beijei novamente e ele quis aprofundar o beijo. Eu apenas o acompanhei, desejando memorizar cada sensação. Ele me deitou enquanto nos beijávamos e se apoiou em um de seus braços, mantendo seu tronco acima de mim, tomando o cuidado de não pressionar seu corpo contra o meu, e continuou o beijo carinhoso e apaixonado. Meu batimento cardíaco acelerou e eu novamente experimentei aquele furacão de sensações que se apoderou de mim no restaurante. Uma de suas mãos foi de meu rosto para meus cabelos, enquanto a outra permanecia na área das costas. Após longos minutos, encerramos o beijo. Encostei minha testa na dele e nos fitamos com sorrisos bobos nas faces.

– Ichi... Isso parece um sonho!

– Gostou do seu primeiro encontro, minha morena?

– Eu amei, não poderia ser mais perfeito.

– Ainda bem. – ele encostou seus lábios nos meus dando-me um beijo estalado. – Temos pouco tempo até dar a hora de irmos. Vamos aproveitar, ok? – ele voltou a deitar-se e puxou-me contra ele, apertando-me forte de modo protetor. Senti-me segura e aconcheguei-me em seu peito. Ele começou a acariciar levemente meu braço. Após 30 minutos de conversas e beijos, Ichigo me olhou tristemente.

– Teremos que ir agora, coelhinha. – ele levantou e me estendeu a mão.

– Ah, não, Ichi! Não quero ficar longe de você! – eu falei enquanto ele me puxava, ajudando-me a ficar de pé.

– Muito menos eu. Mas eu não quero deixar sua mãe brava e já são 23h30mins.

– Ah... – fiz bico. – Podemos nos ver amanhã então?

– Claro! Vamos à Starbucks e depois podemos ir ao cinema. Ou o contrário. – ele deu uma leve risada.

– Combinado!

– Ok, passo na sua casa às 15h.

Dei um sorriso e ele passou seus braços em volta de minha cintura, eliminando qualquer distancia entre nós e me beijando. Após isso, caminhamos de volta até onde o carro estava e o motorista levou-nos até minha casa. Assim que paramos Ichigo saiu rapidamente do carro e abriu a porta pra mim, ajudando-me a sair. Acompanhou-me até a porta de casa, mas antes que eu a abrisse, me puxou, dando-me um rápido beijo e murmurou:

– Durma bem e até amanhã, meu amor. – O apelido novo fez com que as borboletas em minha barriga agitassem-se, causando um frio na mesma.

– Boa noite, Ichi. – respondi, vendo-o se afastar e enfim, quando o carro não estava mais no meu campo de visão, me virei para abrir a porta. Minha mãe estava acordada na sala assistindo. Provavelmente a ansiedade e a curiosidade não a deixaram pegar no sono. Assim que me viu, ela me bombardeou com perguntas.


~POV: Ichigo~

Eu estava alegre e imaginando como seria o dia seguinte. Decidi que queria caminhar um pouco e pedi para o motorista me deixar no meio do caminho até a casa do meu tio. Ele se foi e eu continuei andando. Eu estava num bairro muito próximo de meu destino quando um carro preto com os vidros escuros parou ao meu lado. Dois homens de terno e óculos saíram de lá. Eram fortes e altos, parecendo armários.

– Entre no carro.

Não respondi, apenas fechei os punhos e me preparei para ataca-los.

– Eu não faria isso se fosse você. – ele me mostrou uma arma que estava escondida em seu terno. – Entre na porra do carro.

Recusei-me a obedecê-lo e corri para longe. Um deles me alcançou e bateu com algo em minha nuca, fazendo tudo ficar preto.

~fim do POV~


Notas finais
Leu a nota inicial? Não? Então leia, é importante.
O que achou do capítulo? Gostou da roupa de Rukia? Deixe um review *-*