Stand up, be strong

14 Capitulo 14 - Blast!


Notas iniciais
Coisas importantes:
- Por esse capítulo ser um pouco mais "caliente" que os outros, mudei a classificação da história para 18 anos. Mas não pretendo fazer uma cena de sexo em nenhuma parte da história. Pode ser que eu mude de ideia mais tarde, mas por enquanto os planos são esses.
- Foi muito difícil arranjar tempo para escrever esse capítulo durante essa semana, mas como eu amo vocês e sei que estavam aflitos com a situação do casal, postei mais um pouco. Por favor, retribuam meu carinho por vocês e deixem milhões de reviews e (se acharem que eu mereço), onegai recomendem minha fic. Recomendações fazem meu coração dar cambalhotas, hihi. Sem falar que eu faço aquela dedicatória especial como fiz para a Fe-chan.
- Meu intercâmbio começa amanhã, ficarei 45 dias lá e mais uns 20 dias recuperando as provas e matérias que perdi. Por favor, entendam.
Capítulo dedicado a:
Fe Neac, AndreaChan, Pedro12345, Doce Amarga, rukiableach, Miko, BleachFanMax, Reira, Carol lins.
Leitores fantasmas, deixem review!
Chega de blá blá blá, né? Boa leitura!

Acordei com um péssimo mau humor e me vesti sem nem me preocupar com a maquiagem e outros detalhes banais. Devo ter dormido cerca de 2 horas apenas, estava chateada demais e não conseguia tirar aquelas palavras cruéis de minha mente. Eu havia sido apenas uma diversão... Ele tinha usado meu coração como brinquedo e quando cansou apenas jogou fora, sequer se importando em recolher os pedaços. Mas eu iria superar. Eu não olharia para ele com nada além de frieza no olhar. Por mais que eu estivesse magoada, não o deixaria ter o prazer de me ver sofrendo. Quando cheguei ao colégio imediatamente Inoue percebeu que eu não estava bem.

Bom dia, Rukia... ela falou com receio e preocupação.

Bom dia. minha voz saiu cansada.

Que olheiras são essas? Algum problema?

Apenas confirmei com a cabeça. Inoue se virou, direcionando-se ao Ishida.

Eu vou conversar com ela e volto logo, ok?

Claro, Hime. Sem problemas. ele sorriu e deu-lhe um beijo.

Andamos até uma parte um pouco mais isolada do corredor. Contei tudo o que havia acontecido. Ela fez uma careta e então respondeu:

Como assim? Não parecia que ele tinha essas intenções com você... Ele podia ser frio e grosso, mas nunca mostrou ser canalha! Tem certeza de que era ele e de que foi isso que ele quis dizer?

Era a voz dele, eu tenho certeza. Apesar de ele não ter ligado do celular dele. E ele falou do jeito mais direto possível, não teria como eu ter entendido errado.

Mas isso tá muito estranho... Ele fez uma noite tão perfeita, planejou tudo, disse coisas lindas... E agora estraga tudo? Se ele quisesse te usar, não acha que esperaria um pouco mais e tentaria conseguir fazer aquilo com você?

Não importa o que eu acho sobre isso, importa que ele fez. Mesmo que esteja estranho, ele falou exatamente as palavras Você foi um bom passatempo.. Não existe outra interpretação para essa frase.

Que cachorro! Eu... eu vou matar ele. Vou pedir pro Renji dar uma boa lição nele e... interrompi ela.

Inoue, pare. Eu quero apenas ignorá-lo. Vocês não podem deixar o Ichigo saber que estou me importando com isso. Não vou deixar meu orgulho ser ferido mais ainda. Ontem no celular já perdi o controle, foi humilhação suficiente.

Mas... Ele não pode fazer isso com a minha melhor amiga e sair impune!

Por favor, apenas seja fria com ele. E não conte nada para o Ren...

Não contar nada para mim? O que aconteceu? Renji falou atrás de mim, quase me matando de susto.

Nada.

Aconteceu sim! O Kurosaki foi um canalha com ela!

Ah, pode deixar que vou adorar dar uma lição nele. E Rukia, desculpa por dizer isso, mas... Eu te avisei sobre se envolver com ele...

Você não vai dar lição nenhuma. Parem de querer interferir! eu gritei. Já disse que quero que vocês o ignorem!!!

Ok, senhorita estressadinha, não farei nada se ele não der motivo.

Vamos voltar para a sala? falei quase implorando. Estamos chamando muita atenção. nesse momento Amber passou por mim com um sorriso irônico, mas Yuki não estava com ela. Apenas ignorei, pois estava acostumada com isso.

As aulas começaram e reparei, mesmo contra a minha vontade, que Ichigo não estava lá. Ótimo, ele faltou, vai facilitar tudo pra mim... Mas que droga, porque estou pensando nele? Acho que eu deveria ir atrás daqueles que realmente querem o meu bem... Quem sabe a convivência não me faça gostar dele, né? O Renji sempre foi gentil e fez de tudo para me ver sorrindo... Queria tanto poder retribuí-lo, eu devia pelo menos tentar. Mas... Não é justo com ele, não consigo correspondê-lo, se eu der esperanças para ele estarei fazendo o mesmo que o Ichigo fez comigo... E não quero iludir ninguém apenas por um capricho meu. Mas eu poderia aprender a amá-lo... Não poderia? Estou tão confusa... O que eu faço agora?" Suspirei e tentei em vão me concentrar na aula.

~POV: Ichigo~

Abri meus olhos e percebi que tudo aquilo não tinha sido um pesadelo. Eu ainda estava no mesmo quarto em que fui preso, com as mesmas roupas. Alguém havia deixado uma bandeja com meu café da manhã ao lado da cama. Comi as torradas, que já estavam frias, mesmo estando sem fome. Eu sabia que não podia correr o risco de desmaiar por desnutrição ou algo assim. Como eu não tinha o que fazer e já estava quase enlouquecendo com essa situação, resolvi fazer umas flexões e abdominais. Consegui passar parte do tempo distraído, porque isso trazia um pouco de familiaridade, mas logo o tédio voltou. Sentei na cama e fiquei olhando para a porta. Deixei meus pensamentos fluírem livremente e me lembrei da voz magoada que eu ouvira no celular no dia anterior. Será que algum dia ela me perdoará? Eu vou contar tudo para ela, mas e se ela não acreditar? O que eu faço? Eu não aguento mais perder as pessoas que são importantes para mim. Por que a vida tem que ser tão injusta?

A porta se abriu e os mesmos seguranças entraram, porém havia alguém junto com eles. A pessoa era mais baixa e magra e estava com o corpo todo coberto, apenas os olhos eram visíveis. O volume por baixo da camiseta denunciava que era uma mulher.

Quem é você? perguntei, mas quem respondeu foi um dos armários:

Ela é a responsável por tudo o que aconteceu. os dois soltaram uma risada cruel.

Eu vou te matar, vadia filha da puta! cerrei os pulsos ao falar.

Ela cochichou no ouvido de um deles.

Se você fizer isso se arrependerá profundamente. o mais alto disse.

Foda-se. E qual o problema com a sua voz? Precisa que alguém responda por você? por que ela não havia dito nada? Estava com medo de que eu reconhecesse a voz?

Ela apenas ficou parada me encarando com um olhar debochado. Não consegui mais me controlar e pulei da cama, correndo em direção a ela. Os dois se colocaram no caminho e me seguraram.

Me soltem! Eu vou ver quem é essa puta. Vou arrancar esse pano do rosto dela! Covarde de merda!

Eles apenas continuaram a me segurar e ela saiu do quarto. Quando eu desisti eles me jogaram para longe e saíram. Antes do ultimo fechar a porta, ele falou:

Se você se comportar estará livre ainda hoje, tente não ser tão idiota da próxima vez que aparecermos.

O resto do dia passou lentamente enquanto em me amaldiçoava por ter dito aquilo para Rukia. Eu tentava imaginar uma maneira de provar o que havia acontecido, mas não encontrava um jeito. Após um tempo tão longo que pareceu anos, os dois armários voltaram. Um deles colocou algemas em minhas mãos enquanto o outro me vendou. Ótimo, estarei livre!. Eles me guiaram para algum lugar e me sentaram em uma cadeira. Repentinamente uma voz feminina sussurrou em meu ouvido.

Ichigo, queridinho. Falta tão pouco para você ser solto... ela deu uma risadinha. Tenho apenas mais uma condição.

E o que seria? perguntei ansioso.

Quero que você me beije. Nesse momento, serei sua, faça o que quiser. ela falou com uma voz rouca. Não consegui reconhecer, apesar de ser familiar. Ela estava se esforçando para falar de maneira irreconhecível.

Eu não consegui acreditar no que acabara de ouvir e mal pude esconder minha repulsa.

Não quero nada que venha de você. disse com os dentes cerrados.

Quer sim, meu querido. Eu sei que quer. Vou te mostrar que você esta apenas tentando se enganar. E é bom você mudar de ideia, pois só sairá daqui quando eu me sentir satisfeita. após dizer isso, ela beijou meus lábios. Sentou-se em meu colo enquanto tentava aprofundar o beijo. Recusei no início, mas lembrei a mim mesmo que queria sair de lá, portanto cedi. Tentei não pensar que era a pessoa que eu queria espancar quem estava ali, afinal ela já tinha dito que tudo dependia de mim. Minhas mãos continuavam presas, porém as dela corriam livremente pelo meu corpo. Após percorrer meus braços, ela colocou uma mão por baixo de minha camiseta enquanto repousava a outra em minha nuca. Depois de alguns segundos alisando meu tórax e abdômen, ela interrompeu e murmurou:

Umm, tão delicioso quanto eu imaginava.

Dito isso ela mordeu levemente meus lábios e voltou a beijá-los. A mão que se encontrava na minha barriga escorregou em direção a minha calça. Ela afastou seu rosto de mim e dessa vez sua voz não parecia tão satisfeita.

Assim não tem graça, né, Ichigozinho? Você tem que participar também. ela saiu de cima de mim e pegou algo. Um de vocês dois venha até aqui imediatamente com a chave.

Após algum tempo, ouvi o barulho da porta abrindo e novamente a voz dela.

Solte uma das mãos e prenda a outra naquela cama.

Ele veio até mim e fez o que ela mandou. Ouvi ele saindo e a porta sendo fechada e trancada.

Olha lindinho, para sua felicidade, uma de suas mãos foi solta, assim poderá aproveitar também. ela deu uma risada maliciosa. Mas seus olhos continuarão vendados. Se você tentar algo violento nunca mais sairá daqui, a porta está trancada e não há outra maneira de sair. E duvido que você conseguiria arromba-la mesmo com todos esses músculos. ela riu novamente e então me empurrou na cama, fazendo-me deitar. Sentou no meu colo mais uma vez e voltou a me beijar, colando seu corpo no meu. Mantive minha mão parada ao meu lado, diferentemente dela. Ela levantou um pouco minha camisa e me arranhou levemente. Como continuei parado, apenas retribuindo o beijo, ela pegou minha mão e colocou em seus seios, fazendo-me apertá-los.

Não seja tímido, hoje você é totalmente meu. Como será que a sua namoradinha se sentirá em saber que cheguei primeiro, em? Ah, desculpa, quis dizer exnamoradinha. ela riu maldosamente e voltou a me beijar. Eu sabia que ela estava tentando me provocar, portanto continuei imóvel e controlei minha raiva. Se eu desse qualquer motivo, ela me prenderia lá por mais um dia. Ela começou a mexer os quadris em cima de mim enquanto me beijava e decidiu guiar minha mão. Quando ela a aproximou de sua calça, eu tirei minha mão bruscamente, arrancando um riso da puta.

Vamos, eu sei que você quer. Ninguém, vai ficar sabendo, pode fazer tudo o que tiver vontade.

Eu só quero ir embora, por que temos que fazer isso? eu perguntei.

Tudo bem então, eu deixo você ir com uma condição...

Qual?

Nós iremos nos beijar mais uma vez, só que os dois apenas de roupas íntimas. Se você mesmo assim não quiser continuar, eu paro e você vai embora. Mas, se você quiser mais, podemos tirar o que sobrou das roupas. ela aproximou-se e sussurrou em meu ouvido. Prometo fazer essa noite ser inesquecível e você irá embora quando quiser depois de terminarmos.

O-Ok.

Ela se levantou, tirou sua roupa e depois a minha. Sentou novamente em mim e voltou a me beijar e a balançar os quadris. Eu continuei com o braço parado, apesar de por apenas um segundo ter ficado curioso em sentir sua pele quente. Após alguns minutos ela se afastou e disse:

Quer continuar? Eu conheço várias maneiras de enlouquecer um homem, aprendi com 3 caras mais velhos que fui pra cama uma vez. Aiai, confesso que 3 de uma vez é difícil de dar conta, mas foi uma experiência inesquecível.

Não, eu só quero ir para casa. eu disse cansado. Ela era vulgar demais, algo que nunca me atraiu. Não há mistério em pessoas assim, muito menos a graça de ir descobrindo as coisas aos poucos. Queria uma garota que fosse unicamente minha. Uma que usasse sua personalidade para conquistar um homem, e não seu corpo.

Tudo bem, foi divertido de qualquer forma. Vou me vestir e mando um deles vir aqui te soltar. Qualquer coisa eu te procuro novamente para resolver minhas necessidades. No momento vou me resolver com aqueles dois grandalhões que contratei para ficar de olho em você. ela roubou mais um beijo e foi embora. Após algum tempo, um dos seguranças soltou minha mão, tirou a venda de meus olhos e sentou numa cadeira, esperando eu me vestir. Demorei alguns minutos para colocar a roupa e uma voz saiu de algum aparelho.

Estamos te esperando, grandão. Se livre logo do Ichigo e volte aqui. Está demorando demais, vamos terminar sem você. ela riu e então o silêncio voltou. Eu fui até ele e reparei que o mesmo celular rosa do dia anterior se encontrava na sua mão. Ele colocou um pano no meu olho novamente e me guiou até um carro.

Fique com isso nos olhos se não quiser morrer.

Ok, relaxa aí. eu disse irritado. Até parece que eu não sabia que ele não queria que eu visse o caminho.

Após 5 minutos dirigindo muito rápido, ele parou, abriu a porta e me jogou para fora do carro, indo embora sem dizer mais nada. Quando tirei o pano do meu rosto reparei que estava no mesmo local em que eles me sequestraram. Andei até a casa do meu tio e, por incrível que pareça, ele estava na sala sem ninguém com ele.

Onde você estava, Ichigo? Eu sei que você costuma sair, mas passou dois dias fora, estava começando a me preocupar. Você sabe que seu pai me mataria se algo acontecesse com você, sua segurança é minha responsabilidade.

Ah... Não aconteceu nada. eu não tinha a intimidade suficiente para dizer eu fui sequestrado por uma louca tarada que me fez terminar com a minha namorada que você nem conhecia e quase me estuprou..

Corri para o quarto, tomei uma ducha rápida e troquei as roupas que estavam horríveis. Liguei para a Rukia, mas ela não atendeu. Provavelmente estava me ignorando. Corri para a sala e tomei coragem para pedir ao meu tio que me levasse em um lugar. Disse que era urgente e passei o endereço da Rukia. Ele parecia meio irritado com a ideia, mas minha voz atônita o convenceu. Demoramos um pouco para chegar. Toquei a campainha nervoso e ansioso. Quando a porta abriu, vi sua mãe.

Senhor Kurosaki, o que está fazendo em minha porta às 19h de uma segunda-feira? ela não estava tão simpática como normalmente. Será que ela sabe do que eu falei para a Rukia?

Me desculpe pelo incômodo, mas preciso falar com a Rukia. É muito importante, por favor!

Ok, entre e espere na sala enquanto vou chama-la.

Ela subiu as escadas e voltou após alguns minutos, seguida pela filha que assim que me viu parou e disse da maneira mais fria possível:

O que você está fazendo aqui?

Não conseguir esconder o quanto o tom de sua voz havia me abalado. Ela era tão alegre e receptiva antes.

Eu... Eu preciso falar com você. Preciso te contar uma coisa.

Não tenho nada para conversar com você e qualquer coisa que queira me contar não me interessa. Agora vá embora, você está incomodando não apenas a mim, mas a minha família também.

M-Mas... Por favor... Só me ouça um pouco.

Eu já ouvi demais antes e me arrependi, não tenho mais tempo para besteiras como essa. Se você está arrependido deveria ter pensado nisso antes de me ligar. Bom proveito com seu novo brinquedo, tchau. ela se virou e entrou em seu quarto, trancando a porta.

Eu suspirei cansado e deixei por acidente uma lágrima escapar. Quando olhei para sua mãe ela estava me olhando de maneira mais suave do que quando abriu a porta. Pude até perceber um pouco de dó da parte dela. Dei um meio sorriso muito fraco e disse:

Me perdoe por ter vindo aqui, tchau, senhora Kuchiki.

Virei-me e fui embora carregando a frieza de Rukia comigo, que dilacerava meu coração.

Notas finais
O que acharam?
Vocês têm alguma ideia de como o Ichigo pode provar para a Rukia que ele foi sequestrado e não está mentindo?
Sabem quem é a menina que sequestrou e assediou o Ichigo-kun?
Mereço review e recomendação?
Dêem sua opinião!