Stand up, be strong

15 Capítulo 15 - A Porta para a Alma (parte 1).


Notas iniciais
Oi, tudo bem? Então, você realmente não está pirando. Pois é, eu estou postando um capítulo no meio do meu intercambio. E quer saber mais? Eu escrevi esse capítulo INTEIRO no itouch. Sim, imagine como foi difícil. Pois é, mas eu estava com muita vontade de escrever e com muita vergonha de pedir o pc da família pra isso, então... Sem falar que o teclado na alemanha não tem quase nenhum acento. Enfim, espero que vocês percebam como mereço os reviews e recomendaçoes de vocês :)E não se acostumem com essa mordomia, eu apenas tinha um pouco de tempo e muuuuuiiiitaaaa disposição pra ficar escrevendo nessa telinha minuscula por dois dias. Eu entrei no pc apenas agora porque tenho que arrumar o itálico e coisas assim.
Como escrever um capítulo no ipod touch é muito demorado, dividirei em várias partes, ainda não sei quantas. Vocês se importam se minha história ficar com tipo 30 ou 40 capitulos até o final? Será que eu deveria dividir em temporadas? Porque eu tenho taaaantas ideias ainda, vai ficar bem grande, rs. Respondam nos comentários, por favor.
Capítulo dedicado a: marifanfiction, Danilo Paiva, AndreaChan, Pedro12345, Reira, Fe Neac, Carol lins, Ruki-chan, rukiableach, liruichi, DaaniC.
SUPER NOVIDADE: A fanfic ganhou mais duas recomendaçoes! marifanfiction e Reira, muuuuuuuuuuuiiitooo obrigada pelos elogios! Meus olhinhos brilharam como os da Rukia brilham quando veem o moranguinho hahaha.
Boa leitura.

"O que aquele idiota estava pensando quando decidiu vir até a minha casa me pedir para ouvir o que ele tem pra dizer? Como se já não tivesse sido audacioso o suficiente quando terminou comigo POR CELULAR! Eu não vou dar chance de ele me iludir novamente. Aquele canalha!". Eu estava perdida em meus devaneios, fitando a paisagem na janela, quando percebo que minha mãe está balançando as mãos freneticamente em frente ao meu rosto. Foco meu olhar nela, que para e suspira.

– Estava pensando em que, minha filha? Parecia estar em outro mundo, te chamei incontáveis vezes e você nem piscou! Termina logo esse café da manhã, querida. Você vai se atrasar! — Dei um meio sorriso ao pensar sobre a agradável possibilidade. "Eu adoraria me atrasar e não ver o Kurosaki hoje, mas a vida continua, não posso deixar ele me afetar dessa maneira." — Está com aquele ruivo na mente?

– De forma alguma! — Respondi imediatamente e de forma enérgica demais. — Eu não quero mais saber dele. Até parece que eu perderia tempo pensando em alguém tão...- Fiquei em silêncio enquanto procurava algum adjetivo que combinasse com ele. — Insuportável.

– Filha, não minta para mim... Você se importa com o que aconteceu, e não é pouco. Por que não quis ouvir o que ele tinha para falar? Ele parecia desesperado para conseguir sua atenção.

– Porque ele não merece nem dois segundos do meu tempo!

– Filha, eu entendo que você esteja brava, mas... Eu vi arrependimento nos olhos daquele rapaz. E muita dor. Ele chorou quando você deu as costas para ele, sabia? Foi apenas uma lagrima, mas o seu olhar era triste como o de alguém que tem oceanos para chorar. Eu não quero que magoem minha filha, claro, mas você não acha que devia dar a chance de ele explicar o que aconteceu?

– Não, não acho. Era ele no celular, tenho certeza. E eu ouvi cada palavra perfeitamente bem. Ninguém que diz tais coisas merece segunda chance.

– Rukia, querida, ele estava falando por celular! Quem garante que não foi forçado? Que não tinha uma arma apontada pra cabeça dele? Que era realmente ele e não uma gravação ou alguém com a voz parecida? Filha, foi errado o que ele fez, se fez, mas quem nunca errou? Ele fez uma coisa terrível com você, mas e as outras várias coisas maravilhosas? Não contam nada? Se você não confia mais nele, não namore, mas você deveria dar a ele o direito de explicar pessoalmente. Você vai poder perceber se o que ele diz é verdade pelos olhos dele. Os olhos são a porta da alma. — Ela esticou os braços por cima da mesa, pegou uma de minhas mãos e segurou entre as dela. — Vamos, admita: Você não está ansiosa para saber a explicação disso tudo também?

– Ai, mãe... — Falei de maneira triste, parecendo a beira de desabar em choro. — Por que ele disse aquelas coisas terríveis para mim? Por que ele me fez gostar tanto dele pra depois me ferir? Eu me sentia segura com ele...

Escondi meu rosto com as mãos e murmurei:

– Pensei que ele me protegeria de tudo... Nunca iria imaginar que seria ele quem me machucaria. Ele parecia tão sincero! As pessoas no restaurante devem ter pensado que era um pedido de casamento. — Dei uma risada fraca e irônica. — Então por quê? Mãe, eu não quero mais sentir essa dor no peito. — Tirei as mãos do rosto e deixei que ela visse meus olhos marejados. — Por mais que eu tente me livrar dela encobrindo-a com frieza, durante a noite ela volta e atormenta meu sono. — As lágrimas começaram a escorrer. Minha mãe veio até mim e abraçou-me.

– Chore, querida, chore. Minha pequena não precisa ser forte o tempo todo. Mas é bom se livrar de toda essa mágoa antes de ouvir o que o Kurosaki tem para dizer... Vai te ajudar a pensar com clareza. Não se preocupe com a escola, você pode ir na segunda aula, eu escrevo uma justificativa na sua agenda escolar dizendo que foi por motivos pessoais.

Abracei minha mãe com força e deitei minha cabeça em seu ombro, deixando que toda aquela confusão escorresse junto com as lágrimas.


~POV: Ichigo~

Eu estava sentado no meu lugar esperando que a Rukia chegasse para tentar conversar com ela novamente. Não desviava meus olhos da porta da sala, ignorando o fato de todos os seus amigos estarem me olhando de maneira acusadora. "Eu já esperava por isso. Afinal, por que ela não contaria pra eles que seu príncipe encantado é na verdade um sapo?"

Mas o tempo foi passando e nada da pequena dos olhos violetas chegar. Quando eu já não aguentava mais a angustia e procurava por meu celular na mochila, a professora chegou. A aula passou lentamente, mas ao final dela minha espera terminou. A morena entrou como se nada tivesse acontecido, e nossos olhares se cruzaram. Ela, como sempre, estava impecavelmente bela. Mas havia algo diferente. O seus olhos, antes de um azul arroxeado caloroso, estavam inexpressivos. Sem o brilho que costumavam ter, a cor deles tendia para uma mistura de azul e cinza. Ela manteve sua feição rígida e após alguns segundos desviou o olhar para dizer um rápido "bom dia" para alguns colegas e sentar-se. Pegou seu material, colocou-o na mesa e virou-se para cochichar com Inoue, provavelmente explicando porque se atrasara.

Apenas mais uma aula e enfim eu faria com que ela me ouvisse. Eu não daria escolha pra ela.

Fiquei pensando em tudo que iria falar até ouvir o sinal tocar.


~POV: Rukia~

E lá estava ele no lugar de sempre , me encarando. Mas havia algo errado: Ele estava inquieto. Sustentei seu olhar por um curto período de tempo e então me centrei em meus amigos que me olhavam com alívio e duvida.

– Bom dia, Ino.

– Bom dia, Ruki! Por que chegou tão tarde?

– Estava conversando com a minha mãe. — Diminuí o tom de voz para impedir que curiosos ouvissem. — O Kurosaki apareceu lá em casa ontem às 19h dizendo que precisava falar comigo! O expulsei de casa sem ouvir o que ele tinha pra dizer sobre a ligação, e minha mãe acha que eu devia dar a ele a chance de se explicar. Ela disse que viu uma lágrima escorrer dos olhos dele quando eu me tranquei em meu quarto.

– Ai, depois me diz qual é a história que ele vai contar, viu? Sua mãe está certa, as vezes foi um desafio muito idiota de um dos amigos dele... Você sabe como garotos são infantis na maior parte do tempo.

– Se for esse o caso não o perdoarei por fazer uma brincadeira tão estúpida e ter me magoado apenas por um jogo sem sentido de verdade ou desafio. — A professora chegou e paramos de conversar.

Quando o sinal para o intervalo tocou respirei fundo e me preparei para o que eu imaginava que estava prestes a acontecer. E não estava errada. Ouvi uma voz grossa e rouca, que eu conhecia muito bem:

– Rukia, eu posso falar com você?

Me levantei e virei-me para encará-lo, e logo Renji se posicionou ao meu lado de maneira protetora, mas nada disse.

– Sim, estou ouvindo.

– Er... — Ele parecia desconfortável — A sós.

– Nada disso! Quem garante que não tentará se aproveitar dela? — Renji falou de maneira desafiadora.

– Renji, obrigada pela preocupação, mas eu acho difícil ele fazer algo no colégio. Qualquer coisa eu grito. — dei um rápido e encorajador sorriso para ele, que apenas soltou o ar de modo barulhento, virou os olhos e saiu andando. Ichigo olhou de maneira satisfeita e saiu andando. Eu o segui e paramos em um lugar perto das quadras. Ele passou a mão no cabelo algumas vezes, como sempre faz quando está sem graça, e olhou nervosamente para mim.

– Ruki, eu...

– Rukia.

– Ah... Me desculpe. — ele olhou-me como se eu tivesse enfiado uma faca em seu coração, mas não deixei isso me afetar. — E-eu... Eu sei que você deve achar que sou a pior pessoa do mundo, mas existe um motivo pra eu ter dito aquelas coisas horríveis. Por favor, acredite em mim! Eu não menti quando te pedi em namoro no sábado! Eu nunca fui tão sincero na minha vida. Eu fui obrigado a te ligar no domingo!

Ri sarcasticamente e comentei:

– Seu novo brinquedo exigiu que você estivesse solteiro? Que impressionante que você contou pra ela que estava namorando, fico lisonjeada.

– Rukia, por favor, deixe-me falar! Não existe outra! Muito menos essa história de eu ter "brinquedos"! — Ele se aproximou, fazendo-me recuar e cruzar os braços. — Eu fui sequestrado quando voltava do nosso encontro. Uma mulher mandou dois homens me prenderem num quarto em algum lugar e me obrigou a dizer aquelas coisas!

Levantei uma sobrancelha e olhei-o com descrença.

– Ichigo, quem sequestra o filho de um homem rico para atrapalhar o namoro dele? Por favor, eu esperava que você soubesse mentir melhor — falei com desdém. — Como fez antes de namorarmos.

– Eu juro que é verdade. Ela sabia nossos nomes e me disse que se eu não falasse pra você que estava com outra eles iriam te sequestrar e fariam com que eu me arrependesse! Eu fiquei com medo de que te ferissem, Rukia! — ele gritava, fazendo eu me encolher instintivamente. — Eu queria te proteger! Eu sei que te feri emocionalmente, mas fisicamente você está bem. Eu não aguentaria caso você se machucasse por minha culpa! A mulher que me sequestrou nos conhece! Apenas seus amigos, algumas pessoas da classe e sua família sabiam que estávamos juntos! Vamos, porque eu te liguei de um celular que não é o meu? Qual o sentido disso? Vamos ligar atrás do numero e descobrir quem é.

– Ichigo, eu não tenho tempo para esse tipo de besteira. Por que não desiste de mim? Já não foi suficiente me iludir uma vez?

– Eu não vou desistir da única coisa boa que existe em minha vida. Agora nem minha família tenho mais, eu não vou suportar perder mais uma pessoa importante pra mim.

Por um momento deixei minha postura defensiva de lado e deixei que essas palavras me comovessem. "E se for verdade? Por mais absurdo que pareça, e se a mulher queria a nossa infelicidade? Existem pessoas ruins a esse ponto, não? Olhe os olhos dele, Rukia, olhe os olhos dele... É, eles mostram sinceridade e arrependimento. Será que são mesmo a porta da alma? Vou deixar que ele ligue para esse número então. Todos merecem uma chance, né? Afinal, que mal uma ligação pode fazer?"

– Tudo bem, vamos para a sala agora e você pode ligar para esse número. Ele ainda está entre as minhas ultimas chamadas recebidas.

Seu rosto se iluminou um pouco e ele respondeu:

– Ok, é pra já! Obrigada, Ruki...a.

Fui em direção à classe e ele me seguiu. E durante o caminho eu torcia para que esse celular realmente estivesse lá. Por mais que eu tenha sido magoada ainda existia esperança em meu coração. Senti-me tola e pequena após essa constatação, mas logo afastei esses pensamentos e me concentrei no nosso objetivo.

Notas finais
O que achou? Nao esqueça de responder as perguntas que fiz na nota inicial do capítulo :)