Stand up, be strong

20 Capítulo 20 - Tormenta


Notas iniciais
Olá, leitores! Me desculpem pela demora! Eu agora tenho duas fanfics para escrever, demorarei um pouco mais para postar os capítulos. Se estiverem ansiosos por mais, leiam a minha segunda fanfic para passar o tempo :) http://fanfiction.com.br/historia/288370/Aisuru
Pooor favor, deixem reviews e recomendações!
Enfim, boa leitura!

– Rukia, eu preciso falar com você. – ele falou hesitante.

– Ok.

Ele levou-me até um lugar mais calmo. Pude perceber que ele evitava o meu olhar, como se estivesse com medo.

– Eu... Eu vou embora de Londres. Vocês não me verão mais, então queria me despedir, afinal você é uma das minhas amigas mais importantes.

– Quê? Por quê?

– Motivos pessoais. Então é isso. Adeus.

– Para onde você vai? Por que está indo tão de repente? Responda-me!!!

– Não te interessa. – ele sibilou e virou as costas.

– Como você ousa me chamar pra dizer que vai sumir e não dar explicação nenhuma? – eu gritei enquanto segurava seu braço.

– Você não pode simplesmente se despedir e aceitar? – ele berrou.

– Não! Eu nunca vou aceitar algo assim!

– Pois é melhor que você não saiba o motivo. Para o bem de todos nós. – ele falou a ultima frase em um tom quase inaudível e virou o rosto, evitando olhar para mim.

– Eu não te deixarei sair daqui antes de saber o que está acontecendo! – falei firme e autoritária.

Ele suspirou pesadamente e virou-se de frente para mim.

– Eu já havia imaginado que você reagiria dessa forma. – ele deu uma leve e fraca risada, como se estivesse cansado demais – Te conheço muito bem, né, Ruki? Infelizmente... – seus olhos mostraram uma tristeza imensa que logo desapareceu.

– Pare de dizer coisas sem sentido! Explique logo tudo isso. – eu estava impaciente com tantas frases sem conexão alguma.

– Ok. Por favor, não me odeie. – ele encarou-me de maneira profunda e prosseguiu – Eu conheci uma garota. Ela está morando na minha casa e percebi que podemos manter uma relação. Mesmo que não nos amemos, ainda podemos fazer companhia um para o outro. Tentar completar o vazio que temos no peito. E... Ela precisa sair do país. Como sou emancipado, pretendo acompanhá-la. Os seus pais já foram para o Japão e logo ela irá também.

– Renji, você não pode sumir com uma menina que você mal conhece sem sequer sentir algo por ela! – bronqueei.

– Também não posso ficar com a garota que eu amo, então qual é a diferença? – ele deu um casto sorriso, porém sua tristeza era perceptível.

– Mas quem é essa mulher?

– Rukia, pare de fazer tantas perguntas. Já te expliquei tudo o que era necessário. Se você souber de mais algum detalhe temo não poder vê-la nunca mais.

– Ren, você está me assustando. Tem certeza de que está tudo bem?

– Sim. Eu parto hoje à noite. Adeus. – ele deu-me as costas e foi embora.

Senti-me angustiada e perdida. Corri em busca do único lugar em que eu sabia que iria me sentir mais segura e calma: Entre os meus amigos. Eles estavam recostados em nossa árvore, conversando.

– Vocês não vão acreditar no que eu acabei de saber! – falei quase desabando em choro.

– O que foi, Ruki? – Inoue perguntou preocupada.

– Rukia, meu amor, aconteceu algo? – Ichigo me abraçou, tentando me tranquilizar.

– Sim! Aconteceu o pior! Renji acabou de dizer-me que vai embora! Sem mais nem menos decidiu ir para o Japão com a garota que ele conheceu faz alguns dias. – deixei as lágrimas escaparem – Conheço-o desde pequena e ele sempre foi impulsivo, mas ele não escondia nada de mim! Agora me deu uma explicação supérflua do que está acontecendo e se recusa a dizer mais. Ele afirma que é para nosso próprio bem! Nós não podemos permitir que isso se concrete! O que vamos fazer para impedir?

– Apesar de muito repentino e estranho, não podemos impedir ele de ir, Rukia... – Ishida disse, arrumando os óculos.

– Mas podemos convencê-lo! – Inoue bradou.

– Deveríamos tentar fazer algo... – Ichigo completou enquanto secava minhas lágrimas.

– Por favor! A amizade dele é muito importante para mim. – eu implorei.

– Para mim também – afirmou a ruiva. – Iremos desvendar esse mistério de qualquer maneira! – ela gritou determinada, levantando uma mão.


~POV: Ichigo~

Fiz o meu máximo para disfarçar o ciúme que senti ao ver Rukia tão preocupada com o ruivo que tentou roubá-la de mim tantas vezes. Eu precisava aceitar que a amizade deles era forte.

Decidi conversar com ele, então assim que fomos para a sala de aula chamei-o e pretendia fazer um interrogatório, porém o professor chegou. Quando as aulas acabaram fui atrás dele novamente, que estava perto das quadras de esporte.

– Renji, preciso falar com você!

– Eu não estou interessado em coisas que venham de você.

– Se você não me der ouvidos por vontade própria irei te obrigar! – exaltei-me.

– Ok, eu ouvirei o que você tem a me dizer. Mas não agora.

– Então apareça no shopping às 17h!

– Sem problemas. – ele disse em um tom sarcástico e me deu as costas.

Respirei fundo para acalmar-me e fui em direção ao ponto de ônibus. Chegando em casa demorei-me à mesa, pensando no que eu diria ao ruivo. Pouco tempo após as 16h recebi uma mensagem de texto. “Estou indo para o Shopping. Sente-se em frente ao Burguer King para que eu possa encontra-lo”.

Sai apressadamente de casa e pedi para que o motorista me levasse, pois o ônibus demoraria mais e eu queria resolver tudo o mais rápido que fosse possível. Sentei-me no lugar que foi indicado por Renji e aguardei cerca de 20 minutos procurando ansiosamente por madeixas vermelhas. Repentinamente senti duas mãos delicadas sobre os meus ombros e em seguida alguém aproximou a boca de meu ouvido.

– Senti sua falta, moranguinho. – a mulher sussurrou, causando-me arrepios.

~Fim do POV~


~POV: Rukia~

Eu estava em minha casa ouvindo musica e conversando com a Inoue sobre o que fazer em relação ao Renji. Ela estava igualmente preocupada, pois crescemos os três juntos e ele dizia que nunca nos abandonaria. Por que mudou de ideia tão de repente?

A campainha tocou. Olhei pela janela e vi uma moto conhecida. Fui apressada em direção da porta e escancarei-a, encontrando um Renji de olhos sombrios parado à minha frente.

– Ruki? Posso entrar?

– R-Renji? Mas o que aconteceu? Claro que pode.

– Eu quero conversar com alguém, apenas. – ele disse enquanto sentava-se no sofá. Eu sentei ao lado.

– Decidiu me explicar o que está realmente acontecendo?

– É, pode-se dizer que sim.

Então ele olhou-me profundamente nos olhos e, após alguns segundos de silêncio, ele apanhou meu pulso, puxando-o para si e chegando mais próximo de mim. Virei o rosto, mas isso não fez com que ele desistisse.

– Rukia, hoje eu percebi uma coisa muito importante.

– O que? – perguntei com receio.

– Que eu não devo desistir daquilo que eu quero. E sabe o que eu quero? Eu quero você, Ruki. – ele aproximou seu rosto do meu – E eu sei que você me corresponde. Hoje na escola você já provou isso. Seu choro desesperado porque iria me perder foi mais do que suficiente para me convencer a vir até aqui. Vou te mostrar como podemos ser felizes juntos.

Tentei me desvencilhar de seu aperto, porém ele passou seu braço em volta da minha cintura e trouxe-me para perto de si. Eu podia sentir seu hálito fresco batendo em meu rosto e seus músculos tensos me rodeando.

– Renji, pare já com isso! O que você está pensando? Que vai convencer-me se me forçar a fazer algo que eu não quero? – eu gritei, expressando toda a minha raiva.

– Não minta para mim! Você quer. – sua voz estava rouca e ele começou a depositar vários beijos em meu pescoço enquanto falava – Sabe de uma coisa? Eu adoro a sua pele macia e alva, seus olhos de uma mistura de azul com roxo tão única... Amo seus cabelos sedosos e cheirosos, sua voz doce, porém autoritária quando está irritada – ele deixou um leve riso de admiração escapar — e principalmente seu cheiro inebriante. A sua delicadeza me alucina, Rukia! Você não percebe que fomos feitos um para o outro?

A sua voz estava alterada e senti um calafrio percorrer-me a espinha. Pensava em uma maneira de livrar-me dele.

– Renji, por favor, vamos apenas conversar.

– Não, Rukia. Agora farei com que você seja apenas minha. Aquela garota que conheci nunca significou nada para mim além de uma maneira de me consolar. Eu achei que poderia te esquecer. – ele riu amargamente – Como fui ingênuo.

Ele levantou e empurrou-me contra o sofá, fazendo-me deitar, e colocou seus joelhos ao meu lado, deixando-me entre eles e ficando acima de mim. Continuou prendendo meus pulsos e agora que deitava sobre mim, eu era incapaz de me mover. Eu virava o rosto e me remexia, tentando escapar em vão.

– Quanto mais você recusa, mais tentador fica, meu amor. – após dizer isso, ele depositou um beijo em meus lábios, o qual eu não retribuí. Renji repetiu o ato algumas vezes e em seguida tentou invadir minha boca com sua língua. Diante de minha resistência à suas investidas ele ficou mais determinado em conseguir um beijo, portanto suas mãos vieram em direção ao meu rosto para segurá-lo e assim eu não poderia mais desviar. Eu sabia que era necessário que ele confiasse em mim para que eu fosse capaz de fazer algo. Respirei fundo e retribuí o beijo, surpreendendo-o.

A minha vontade era de fugir daquela sensação horrível e violenta que ele me causava, porém obriguei-me a continuar com a atuação. O seu toque não era carinhoso ou terno, pois aquilo que ele dizia sentir não era nada além de obsessão. Quando percebi que o beijo estava ficando mais urgente separei minha boca da dele.

– Rukia? – ele parecia desapontado.

– Ren... Eu quero muito ser apenas sua, mas para isso você deve ser somente meu também. – falei ofegante.

– Mas eu sou!

– Não, não é. Há uma menina que te espera voltar da escola todo dia! Tenho certeza que vocês até dormem juntos, afinal não tem ninguém para impedir, não é?

– Mas ela não é importante para mim, meu amor! Eu não quero mais ficar com ela.

– Então diga isso a ela! Diga que você pertence a mim. Só então eu aceitarei namorar com você.

– Ruki, podemos nos preocupar com isso depois? Quero aproveitar esse tempo com você. Agora que você admitiu que me ama, quero finalmente possuir aquela que desejei durante toda a minha vida.

Fiz com que lágrimas escapassem de meus olhos e respondi com voz chorosa:

– Não, Renji. Eu não quero imaginar que há outra querendo tirar-te de mim! Vá livrar-se dela imediatamente e então poderemos continuar isso na sua casa. Se você realmente me ama, faça isso por mim.

– Tudo bem, eu farei o que está me pedindo. Mas me dê um último beijo.

Balancei minha cabeça em concordância e beijei-o enquanto passava as mãos por seu rosto e cabelo.

– Ren, tenho mais duas coisas para perguntar.

– Sim?

– Você ainda irá embora?

– Não.

Senti-me um pouco aliviada, porém ainda estava assustada com o que acabara de acontecer.

– Como se chama a mulher que estava te convencendo disso?

– Minha querida, esse detalhe é melhor que eu não revele, para a nossa segurança.

– Renji, eu não vou aceitar que haja segredos entre nós! Você deve me contar tudo.

– Eu sei que você não se importa mais com Ichigo, portanto eu direi: É a Yuki Hana.

Minha vontade era soca-lo por ter pensado em ajuda-la, porém nada fiz. Apenas sorri.

– Receio que ela demorará um pouco para chegar em casa. Irei te mandar uma mensagem quando a casa estiver livre para você, ok?

– Claro. Mas por que você acha que ela irá demorar?

– Ela tem alguns planos em mente, e provavelmente está no shopping executando eles.

Imediatamente meu coração acelerou e senti um péssimo pressentimento. Esforcei-me para esconder minha aflição e levei-o até a porta, depositando mais um rápido beijo em seus lábios. Assim que Renji se foi, peguei o meu celular e disquei o numero de Ichigo. Ele não atendia, então liguei para Inoue.


Notas finais
O que acharam?