Stand up, be strong
18 Capítulo 18 - Doce Mudança
Notas iniciais
Depois de taaanto tempo sem postar, tenho milhões de novidades para vocês.
1 - Achei uma foto que ilustra como seria a bankai da Rukia, e achei perfeita! Olhem aqui: http://mar418.deviantart.com/art/Rukia-Bankai-Taiyo-no-tenshi-188032646 Linda, não? Na descrição tem até o nome e outras informações.
2 - Pintei meu cabelo de roxo *-* Mas não inteiro. Olhem aqui a foto: http://uunsaidthings.tumblr.com/post/33249537818/new-hair
3 - Fiz um desenho Ichiruki versão Chibi :) Olha aí: http://uunsaidthings.tumblr.com/post/33250083620/ichiruki-chibi
Agradecimentos para: kakasplatt, Fe Neac, Reira, LauchanS2, Kuchiki Keithy, marifanfiction, leticiaplus.
Estou sentindo falta de alguns leitores :( Cadê vocês?
Um pequeno aviso: Esse cap está um pouco mais picante, mas é leve.
Enfim, boa leitura.
"Let me apologize to begin with
Let me apologize for what I'm about to say
But trying to regain your trust
Was harder than it seemed
And somehow I got caught up in between
Between my pride and my promise
Between my lies and how the truth gets in the way
The things I want to say to you
Get lost before they come
The only thing that's worse than one is none
The only thing that's worse than one is none
And I cannot explain to you
In anything I say or do or plan
Fear is not afraid of you
But guilt's a language you can understand
I cannot explain to you in anything I say or do
I hope the actions speak the words they can"
In Between - Linkin Park
Rukia foi embora após o café da manhã. Sentei-me em uma cadeira e olhei para a paisagem na janela, perdendo-me em pensamentos que envolviam certa morena dos olhos azuis. Urahara aproximou-se sem que eu percebesse e sentou-se ao meu lado.
- Então, Ichigo... Como foi a noite? – ele indagou com um sorriso malicioso.
- Pare com esses pensamentos pervertidos!
- Estou apenas perguntando. Ela é realmente muito bonita e adorável. Desde quando se conhecem? Pareciam estar se divertido muito ontem.
- A conheci quando me mudei para cá. E respondendo sua pergunta anterior, nada aconteceu.
- Não sei se consigo acreditar nisso. Você não tem cara de ser um menino devagar, né, Ichigo? – o deboche estava explícito em sua voz.
- Não é como você pensa! Estamos namorando. – respondi em um misto de vergonha e irritação.
- Ah, então está mais sério do que eu imaginava. Por que não a apresentou antes?
- É que quando começamos o namoro ocorreram alguns problemas e terminamos. Reatamos ontem, pois conseguimos esclarecer tudo. – em seguida fiquei sério e continuei hesitante – E preciso falar com você sobre isso.
- Sim? – ele parecia confuso.
- A culpada de termos brigado foi uma colega de sala. A Yuki Hana. E... – contei toda a história e enfim disse-lhe que eu queria acusa-la pelo que ela fez. Ele fitou-me pensativo e após alguns minutos, respondeu:
- Eu não acho uma boa ideia, a família dela também tem grande influência mundialmente. Mesmo que tenhamos mais, não é sensato.
- Mas eu preciso fazer isso! Não posso aceitar que ela cometa tais absurdos e não seja punida. Eu tenho as provas necessárias.
Ele suspirou e assentiu.
- Deixemos isso para fazer na segunda-feira. Quero ter um fim de semana tranquilo.
~POV: Rukia~
Assim que eu saí da casa do Urahara fui visitar Orihime. Eu precisava desculpar-me por tê-la acusado. Durante o percurso pensei no que dizer, mas a verdade é que eu não podia falar nada. Eu havia sido uma má amiga. Não tinha justificativa e meu único direito era implorar para que ela me desculpasse. Assim que eu toquei a campainha a porta se abriu. Seus olhos castanhos de início eram alegres e calorosos, fazendo-me compará-los com chocolate derretido. Mas em frações de segundos seus orbes tornaram-se frios e seus lábios curvaram-se em desgosto.
- O que faz aqui?
- Eu... Eu preciso falar com você.
- Seja breve, estou de saída.
- Posso entrar?
- Creio que não seja uma boa ideia. Pode ser mais direta? Estou com pressa.
- E-eu vim me desculpar por ter agido de maneira tão injusta com você. Aconteceram coisas ontem. Eu descobri quem é a culpada.
- Oh, e não sou eu? Por que será que ninguém te falou antes, né? – suas palavras sarcásticas tinham o mesmo efeito de lâminas afiadas.
- Ino... Eu realmente estou arrependida. Sinto-me a pior pessoa do mundo. Eu sei que errei em não confiar em você, mas eu estava tão confusa... Aconteceram tantas coisas em tão pouco tempo... – olhei para os meus pés, segurando uma lágrima que ameaçava escapar.
- Chega dessa desculpa, Rukia Kuchiki! Pare de agir como uma criança! Bastou apenas um motivo bobo como um celular na minha mochila para que você duvidasse da minha lealdade. Então me diga: Todos esses anos de amizade foram em vão?
- Não! Melhor amiga não há. – levantei minha cabeça e fitei-a diretamente nos olhos. – Me perdoe... – sussurrei.
Ela manteve-se em silêncio por alguns segundos, fazendo com que o meu desespero crescesse. Então, repentinamente, suas expressões suavizaram e ela me abraçou com um sorriso.
- Ah, Ruki... Claro que eu te perdoo. Eu senti sua falta. Conte-me o que descobriu ontem.
- Bem... Eu estava voltando para casa e Ichigo me seguia falando algumas baboseiras sobre assegurar-se de que eu chegasse bem. Um homem apareceu e entregou-nos um pendrive. Seu nome era Zaraki Kenpachi. Ele disse que a sequestradora chamava-se Yuki Hana! Dá para acreditar?!?! Ela chegou ao ponto de abusar de Ichigo! – corei ao lembra-me da minha reação na tarde anterior. – Não chegaram a fazer sexo, mas ela se insinuou para ele.
- Nossa!!! Nunca imaginei que ela chegaria a esse nível. E o que vocês farão?
- O Zaraki quer que Ichigo a denuncie e use o conteúdo do pendrive como prova. Tem até um vídeo onde podemos ouvir suas falas e vemos que ele está vendado. É possível ouvir ele pedindo para que ela deixasse ele ir.
- Hm, ela bem que merece uma punição, mas acho que isso é um pouco exagerado. Ela pode ser presa!
- Não temos outra escolha, foram exigências do Kenpachi.
- Entendi. Mas conte-me... Vocês dois enfim fizeram as pazes?
- Sim... – eu enrubesci ao proferir as próximas palavras. – Dormi na casa dele.
- Oh, meu Deus! Vocês fizeram AQUILO? – seus olhos arregalados deram-me vontade de rir.
- Não! Dormimos em quartos separados. Assistimos filmes e eu conheci o tio dele. Ele lançava-me olhares estranhos frequentemente, o que me deixou nervosa. Acho que ele pensou o mesmo que você. – dei uma risada fraca. Era bom poder conversar com ela novamente,
- Ah, que bom que você teve o juízo de não ceder facilmente. Eu e o Ishida namoramos há algumas semanas a mais que vocês e nunca pensamos nisso.
- Ah, sim... Eu acho que devemos ter certeza de que é o que queremos antes de fazermos algo tão intimo.
As conversas continuaram e eu fiquei na casa dela até às 19h. Minha mãe buscou-me e eu fui para casa. No domingo Ichigo ligou-me dizendo que no dia seguinte iríamos para algum lugar denunciar a Yuki. Eu seria testemunha. Ele conversou com nossos amigos e todos concordaram que passássemos seus nomes como testemunhas também. Todos menos Renji, que estava irritado por termos reatado o namoro. Segundo Ichigo, a conversa entre eles foi assim:
- Olá, Renji! Segunda-feira eu e Rukia faltaremos na escola para denunciar a Yuki, e queremos ter uma lista de testemunhas prontas. Além de meu tio, a mãe de Rukia e a própria Rukia, todos os nossos amigos aceitaram ser indicados como testemunha. Posso dar seu nome também?
- O que? Vocês voltaram a namorar? – ele trincou os dentes. – Pois eu não concordo com isso e não acredito em você. Nunca ajudarei aquele que tenta tirar a Rukia de mim. Nós nos beijamos há alguns dias, sabia? Eu estava quase a conquistando e então você aparece e estraga tudo. Ela ainda me amará e você não tem como evitar que isso aconteça! – após gritar tais frases, deu meia-volta e foi embora.
Segunda-feira
Denunciamos a Yuki e os policiais falaram que iriam imediatamente à casa dela e fariam um interrogatório, pois as provas contra ela eram realmente fortes. Após deixarmos o estabelecimento policial, Ichigo levou-me até em casa, e durante todo o caminho eu estava alegre devido à sensação de que tudo estava enfim voltando ao normal. Ao chegarmos minha mãe convidou Ichigo e seu tio para comerem algo. Os dois aceitaram e aproveitamos para ir para a varanda do meu quarto. Finalmente podíamos apreciar a companhia um do outro. Ele deitou na rede e eu deitei-me por cima. Ichigo abraçou-me com ternura e depositou vários beijos em minha face, alternando os locais e fazendo-me rir. Quando enfim tentou dar-me um beijo na boca, desviei, fazendo-o acertar minha bochecha. Lancei um olhar travesso e deliciei-me ao ouvir sua risada e ver seus olhos determinados enquanto tentava superar o “desafio”. Após algumas tentativas de Ichigo, eu rocei meus lábios nos seus. Ele apertou mais o abraço, eliminando qualquer distância entre nós e correspondeu-me com intensidade.
- Eu senti sua falta... – Ichigo murmurou com a voz rouca entre um beijo e outro. Depois de dito isso, sua língua pediu passagem, a qual eu concedi imediatamente, e aprofundamos o beijo. Uma de suas mãos subiu até meu cabelo enquanto a outra se manteve em minhas costas. Enquanto nossas línguas dançavam em perfeita harmonia, espalmei minhas mãos em seu peitoral. Desci uma delas até seu abdômen, sentindo arrepios quando Ichigo beijou meu pescoço e então voltou a concentrar-se em meus lábios. O beijo era cada vez mais urgente, demonstrando a falta que um sentiu do outro durante essa semana de brigas. Senti sua mão descer para a minha coxa enquanto a minha passeava em seus braços definidos e voltava para o abdome, dessa vez colocando-a por baixo da camisa para sentir os músculos evidenciados e saciar minha curiosidade e desejo. Senti suas mãos apertando minhas pernas e subindo em direção ao meu short. Um gemido baixo e rouco saiu de seus lábios, trazendo-me de volta à realidade. Levantei meu tronco, sentando-me e afastando minhas mãos de seu corpo. Não pude evitar ficar corada e ele olhou-me confuso. Tentei sair da rede, mas suas mãos seguraram minha cintura e me mantiveram sentada em seu colo.
- Ichigo, solte-me, isso não está certo. – falei de modo autoritário.
- Me desculpe. Eu me exaltei. Deite aqui, não continuarei com isso.
Obedeci e continuei:
- A culpa não foi apenas sua, eu também perdi o controle. Mas eu não penso que esteja pronta para algo assim.
- Eu prometo tentar me controlar mais, porém você precisará me ajudar com isso.
- Ok! – sorri e ele deu-me um beijo na testa. Conversamos sobre assuntos sem importância até que seu celular tocou.
- Ichigo Kurosaki. Com quem falo? – após um minuto de silêncio vi seus olhos arregalarem e o espanto tomar conta dele. – C-como assim? Vocês têm certeza? Procuraram na casa certa? – sua feição manchou-se em desapontamento e sua voz pareceu cansada. – Ok, obrigado, estaremos aguardando por mais informações. Tchau.
- O que aconteceu? – perguntei aflita.
- Eles não encontraram ninguém na casa. Está completamente vazia. A porta estava aberta, portanto entraram, e não havia roupas nos armários. Parece que ela fugiu.
Meu coração pareceu parar de bater e eu fiquei sem reação.
Notas finais
O que acharam do cap? Deixem reviews *-*
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