Stand up, be strong

16 Capítulo 16 – A porta para a alma (parte final).


Notas iniciais
E aiii, gentee? Tudo bom com meus leitores maravilindos? Voltei do intercâmbio e aqui está o capítulo novo. Peço desculpa pela demora, pois meu itouch pifou e o capítulo estava lá, tive que reescrever. Estou de luto :(
Enfim, espero que gostem, não esqueçam de me dizer tudo o que pensarem a respeito. Opiniões e críticas são sempre bem-vindas. Não esqueçam dos reviews e das indicações, viu? Façam meu coração pular de felicidade!
Capítulo dedicado à: Doce Amarga, Fe Neac, LaurachanS2, rukiableach, Carol lins, J_s2_Ulquiorra, marifanfiction, Miko.
Boa leitura.

Assim que entramos na sala de aula vimos Amber e Yuki paradas no fundo da classe. Após cochicharem algo e nos lançarem um olhar de deboche, elas saíram do recinto. Não me importei, afinal isso fazia parte da minha rotina e havia coisas mais urgentes para me preocupar. Ichigo pegou o celular dele enquanto eu procurava o numero nas chamadas recentes. Decidimos que era melhor ligar do numero dele para que a pessoa não reconhecesse. Após alguns segundos, ouvimos uma música abafada. Procurei o local de origem do som sem esconder minha ansiedade, e Ichigo fez o mesmo. Por fim descobrimos de qual mochila o som era produzido, fazendo-me parar, receosa. “Não é possível. Por favor, alguém apareça e me diga que é tudo um engano. Que discamos algo errado. Tudo menos isso!”. Abri o zíper lentamente, temendo encontrar o objeto que Ichigo descrevera como “um celular rosa e com brilho exagerado”. Por mais que eu não quisesse, era verdade. Ele estava lá. Virei-me e gritei desesperadamente para ichigo:

- Confira se você errou na hora de escrever!!! – praticamente joguei o meu celular em suas mãos após dizer isso. Enquanto ele observava as duas telas, eu olhava-o apreensiva. Após alguns segundos que pareceram anos, ele me olhou de maneira desapontada, meneando negativamente a cabeça.

- Não pode ser verdade, né?!?!

- Rukia, eu não sei... Não vi em momento algum o rosto de quem me raptou, apenas tenho uma leve noção da silhueta... – ele murmurou. Mal prestei atenção em suas palavras. Senti-me tonta e apoiei-me na cadeira em minha frente enquanto lágrimas aflitas escorriam de meu rosto. Ouvi risadas se aproximando e reconheci uma delas. A dona da mochila que eu abrira passou pela porta acompanhada de Ishida, Renji e Sado. Ichigo colocou uma de suas mãos em meu ombro, mas repeli-o bruscamente. Renji foi o primeiro a notar-me e correu até mim, perguntando o que Ichigo havia feito comigo. Isso chamou a atenção dos outros três, que vieram em minha direção.

- Ruki, o que aconteceu? Por que está chorando? – Inoue perguntou sem esconder sua preocupação.

- Você ainda tem a coragem de me perguntar o que aconteceu? Por que você foi tão falsa comigo? Por que você fez isso? Não consegue suportar o fato de que eu estava feliz? Você quer ser a única a ter um namorado? Você devia estar feliz por mim! – gritei entre soluços.

Inoue arregalou os olhos enquanto respondia com um tom confuso:

- D-Do que você está falando? Eu não estou entendendo! O que eu fiz?

- Pare de fingir!!! Eu não aguento mais tanta falsidade a minha volta! Por que todos que eu amo estão me traindo? – fechei meus olhos e sussurrei. — Eu não sei mais em quem posso confiar. – deixei meu corpo cair, sendo amparada por Renji assim que meus joelhos tocaram o chão.

- Eu nunca te traí! – Inoue gritou.

- Então me responda o que é isso! – apontei para o celular em cima de sua carteira. – E me explique o motivo de ele estar dentro de sua mochila!

- Eu nunca vi isso antes. Mas qual a importância de um mero aparelho eletrônico? Por que você está gritando comigo? – seus olhos marejaram-se.

- Pare de se fingir de inocente o tempo todo! Você sabe muito bem que é o celular do qual o Ichigo me ligou no domingo! Por que você obrigou-o a dizer aquelas coisas terríveis? Eu confiava em você!!!

- Como assim? Eu não tenho nada a ver com isso! Você realmente acredita nisso? Todos esses anos de amizade e você não me conhece bem o suficiente para saber que eu seria incapaz de magoá-la? Francamente, Rukia, eu estou muito magoada por saber que você desconfia de mim. E se ele colocou o celular aí?

- Não teria como ele fazer isso estando comigo o tempo todo...

Inoue deixou que as lágrimas escorressem enquanto ajoelhava-se ao meu lado e segurava minhas mãos.

- Rukia, eu não fiz isso, acredita em mim, por favor. Eu quero a sua felicidade, apenas isso.

- Inoue... Me desculpe... Estou muito confusa, não sei mais o que pensar e no que acreditar.

- Eu pensei que fossemos amigas de verdade. Mas percebo agora que estava enganada. – Inoue murmurou entre soluços. – Adeus, Rukia. Sinto muito, mas não vale a pena lutar por alguém que desconfia de mim. Estou realmente desapontada.

Encostei minha cabeça no ombro de Renji, que ainda me segurava, e chorei como uma criança, sem me importar que os curiosos vissem-me soluçar. Ichigo aproximou-se, porém Renji interveio antes que qualquer coisa fosse dita.

- Não se aproxime mais, seu verme! Não está satisfeito com a confusão que criou? – ele falou com os dentes cerrados de ódio. – Eu vou leva-la para casa. – Após dizer isso, ele levantou-se, segurando me em seus braços, e partiu em direção ao estacionamento. Ichigo nos seguiu. Paramos em frente à uma moto.

- Você dirige uma moto? É perigoso demais! Não deixarei que ela corra esse risco! – Ichigo colocou-se a nossa frente.

- Você não vai impedir porra nenhuma! Saia do meu caminho, maldito! – Renji empurrou-o com o ombro e colocou-me no chão. Subiu na moto, colocou seu capacete e me entregou um. Eu me sentia estranha e fora de meu corpo. Apenas encarei-o com um olhar perdido e confuso. Ichigo pegou meu braço e fez com que eu virasse-me, ficando de frente para ele.

- Rukia, você quer ir?

Não respondi e sequer me mexi. Ele aproximou-se e olhou-me intensamente.

- Meu anjo, eu prometo que resolveremos isso. Farei de tudo para que o sorriso que eu tanto amo ilumine seu rosto novamente. Eu prometo, ok? – ele abraçou-me, surpreendendo-me, porém não retribuí. Sentia meu corpo pesado demais. – Tudo ficará bem. – Ichigo sussurrou em meu ouvido. – Eu juro que tudo ficará bem. – Ele beijou meu cabelo e então soltou-me. – Você precisa descansar, vá com o Renji.

- O-Obrigada... – murmurei.

Ele enfim olhou para o ruivo e implorou:

- Tome muito cuidado com ela, por favor.

Renji revirou os olhos e bufou. Colocou o capacete em minha cabeça e Ichigo ajudou-me a subir na garupa da moto. Segurei Renji com muita força enquanto o vento batia contra mim, levando um pouco da tristeza embora. Apesar de estar me fazendo bem, eu não estava agasalhada, portanto senti muito frio. Quando chegamos ao meu portão, meus dentes batendo e mãos tremendo denunciaram que eu estava congelando. Renji abraçou-me e disse:

- Não se preocupe, minha intenções com você são as melhores, estou apenas querendo passar um pouco do calor do meu corpo para o seu. Não me aproveitarei do seu momento de fraqueza. – Ele colocou um dedo em meu queixo e empurrou-o levemente para cima, fazendo-me fita-lo. – Rukia, não permita que aquele idiota te afete dessa maneira! Por favor, não aguentarei vê-la desse jeito nem mais um dia! – O volume de sua voz foi diminuindo aos poucos enquanto ele falava. – É insuportável passar um dia sequer sem a sua alegria contagiante. Por favor, por todos que se preocupam com você, fique bem! Prometa-me que você ficará bem! Vamos, diga!

- Eu... – percebi que seu rosto aproximava-se do meu, mas não me afastei. Ainda me encontrava em estado catatônico. – Eu prome... – Seus lábios selando os meus impediram-me de terminar a frase. Não sentia nada além de melancolia. Sem borboletas no estômago e pernas bambas. Sem coração acelerado e respiração ofegante. Aos poucos, minha energia foi voltando, como se eu tivesse sido acordada de uma hipnose, e a raiva e indignação tomaram conta de mim. Empurrei-o com força, afastando-me.

- O que pensa que está fazendo?!?! – fuzilei-o com os olhos.

- M-Me desculpe! Rukia, eu... – ele me olhava confuso. – Eu não sei o que aconteceu, foi sem querer. Perdoe-me, não era minha intenção! – ele segurou meus ombros, porém afastei-me bruscamente, libertando-me de seu toque. – É muito difícil controlar meus sentimentos quando estou perto de você! Eu te amo, Rukia, você não vê? Eu faria tudo por você e você continua desperdiçando seu tempo com alguém que não vale o esforço. Isso dói, me mata por dentro! Eu faria qualquer coisa para vê-la feliz, apenas preciso de uma chance! Eu estarei sempre esperando por você, então não tem problema caso você não queira agora. Se algum dia mudar de ideia, saiba que estarei aguardando de braços abertos. – ele suspirou e olhou para baixo, diminuindo a energia com que falava. – Mas eu aceito caso você recuse... Eu fico contente em poder ser seu amigo e sempre a ajudarei quando for necessário. Isso nunca mais se repetirá sem seu consentimento, ok? Por favor, esqueça-se do que acabou de acontecer.

Suspirei cansadamente enquanto massageava minhas têmporas devido a dor de cabeça que chegava.

- Olha, Renji, tudo o que eu quero é descansar. Estou estressada demais para esse tipo de assunto agora, ok? Tchau. – não esperei que ele respondesse e abri a porta. Por sorte, não havia ninguém em casa. Fui direto para o meu quarto e deitei na cama, livrando minha mente de todos os problemas. O cansaço não demorou a dominar-me e logo eu estava dormindo.

~POV: Ichigo~

Assim que Renji se foi com Rukia, voltei para a sala de aula. A professora ficou em duvida se me mandava para a diretoria ou não, pois eu havia chego 8 minutos atrasado. Por sorte, ela apenas deu-me um sermão e eu sentei rapidamente em meu lugar. Quando a aula acabou, peguei o celular rosa que havia iniciado toda a confusão e guardei. Passei o resto do dia pensando em como solucionar o desastre em que eu me encontrava. Felizmente uma ideia tão genial quanto óbvia surgiu em minha mente. Peguei o ônibus e fui para a casa de meu tio. Chegando lá, descobri que meu tio havia contratado uma senhora para limpar a casa e fazer a comida. Comi rapidamente e em seguida fui procurar pelo nosso motorista. Ele havia sido contratado essa semana, pois meu tio temia pela minha segurança e queria que eu parasse de andar de ônibus e trem. Normalmente eu recusava a opção, mas hoje eu não podia desperdiçar tempo, portanto o motorista era a única solução. Demoramos cerca de 30 minutos para chegar ao shopping devido ao trânsito. Assim que encontrei um lugar para sentar, iniciei minha busca pela informação essencial para que eu pudesse resolver a catástrofe que acontecia. O celular estava bloqueado e eu não sabia a senha, mas estava certo de que algum botão mostraria o que eu precisava, ou que estaria escrito em alguma parte do celular. Por fim descobri onde o chip era colocado e imediatamente fui procurar pela loja da operadora. Não foi difícil encontrar e assim que entrei uma mulher jovem, provavelmente de 19 anos, andou em minha direção com um sorriso.

- Em que posso ajuda-lo, senhor?

- Eu preciso de uma informação. – tentei sorrir da forma mais simpática possível.

- E qual seria?

- Eu encontrei esse celular no meu local de trabalho e gostaria de saber a quem o numero pertence para poder devolvê-lo. Você tem como checar como se chama a dona?

- Perdão senhor, não tenho permissão para fornecer informações de clientes.

- Por favor, é apenas um nome. Eu acho que a dona ficará muito feliz em receber seu celular de volta.

- Sinto muito, senhor, receio que não posso ajuda-lo.

- Vamos... – olhei rapidamente para o crachá que se encontrava em sua camiseta. – Louise, o que pode acontecer de mal, caso eu saiba um nome? – falei passando confiança e incentivo.

Ela pareceu ficar em duvida por alguns segundo e então respondeu:

- Senhor, eu posso perder meu emprego caso alguém descubra isso, prefiro não arriscar.

- Ninguém saberá. – ela continuou impassível. – Já sei! Que tal fazermos uma troca?

- Uma troca? – ela parecia confusa.

- Sim! Está com fome?

- Sim, mas não entendo aonde o senhor quer chegar...

- Por favor, não me chame de senhor! Chamo-me Ichigo. – sorri e após dizer isso me aproximei um pouco, me esforçando para manter a voz a mais convidativa possível. – Então... O que você acha de irmos comer algo? Você pode escolher o lugar! E em troca você me diz o nome que preciso.

- Hm... – ela corou e fitou o chão, pensativa. – Não sei...

Repentinamente, alguém nos interrompeu.

- Com licença, posso saber do que se trata? Ela está te atendendo faz algum tempo e não parece ter ajudado. – era um homem poucos anos mais velho, cujo olhos estavam tomados por ciúmes.

- Não será necessário, ela já me ajudou. Muito obrigada. – saí da loja rapidamente, planejando retornar mais tarde. Voltei após 40 minutos, mas a mulher havia desistido da ideia. Andei em direção à praça de alimentação e sentei-me. Estava desanimado, procurando por soluções, quando ouço uma voz familiar.

- Nossa, mas que surpresa agradável encontra-lo por aqui. – Yuki sentou-se na cadeira a minha frente. – Mas que cara triste é essa, Ichi-Ichi? Vamos, eu trouxe algo para tentar te alegrar. – ela me entregou um sorvete de baunilha e sorriu docemente.

- Obrigada. Não era necessário. – “Qual é o seu problema? Espante logo ela daqui! Por que não estou sendo grosso com ela como normalmente? Será que estar tão chateado me faz baixar minha guarda?”

- Eu faço questão. Você está tão cabisbaixo! Eu não consegui ignorar. Por que está assim? É por causa daquela confusão hoje mais cedo? – ela me olhou carinhosamente e pegou uma de minhas mãos por cima da mesa. “Eu nunca a vi tão meiga... Que estranho. Será que ela só é daquele jeito no colégio? Gostei muito mais dessa versão dela.”

- Também... Me desculpe, mas prefiro não falar sobre isso...

- Claro, como você quiser. Mas devo dizer que ouvi uma parte da história. E eu acredito em você. A Kuchiki pode estar duvidando, mas eu sei que tudo o que você disse é verdade, dava para ver em seus olhos. – ela então olhou para baixo e parecia acanhada. – O que eu estou querendo dizer é... É que você pode confiar em mim, pois eu irei ajuda-lo com tudo o que você pedir.

Não consegui esconder minha confusão. Apenas concordei com a cabeça e fiquei em silêncio, evitando olhar para aqueles olhos calorosos. Após alguns minutos de desconforto, ela soltou minha mão e levantou-se.

- Te deixarei a sós com seus pensamentos. Melhoras e até amanhã, Ichi-Ichi. – ela me deu um beijo na bochecha e foi embora. Sua aparição apenas aumentou minha confusão e a dificuldade de encontrar uma solução, pois não conseguia me concentrar no que era realmente importante.

Notas finais
Não esqueçam dos reviews e das INDICAÇÕES, viu? hihi.
Como vocês acham que essa confusão se resolverá? Eu já tenho tudo planejado, mas vamos ver se alguém adivinha!:)