Stand up, be strong

11 Capítulo 11 - Will of the Heart.


Notas iniciais
Olá, tudo bem? Gostaria de agradecer especialmente àqueles que me ajudaram a escolher a capa da fanfic. Muito obrigada!
Agora, um pequeno aviso: Graças às ideias geniais do Pedro12345 eu mudei cerca de 3 capítulos da minha história, então desculpe caso vocês estejam esperando algo nesse e não aconteça, ok? Mas garanto que será mais emocionante.
Capítulo dedicado aos leitores lindos: Danilo Paiva, Fe Neac, Reira, rukiableach e Pedro12345. Obrigada pelos reviews. ♥
Lembrem-se que a capa estará sempre sujeita a mudanças e vocês ainda podem mandar links em qualquer review.
Outro pequeno aviso: Estou pensando em escolher o melhor comentário de cada capítulo, então caprichem para ganhar a estrelinha :3 hihi.
Boa leitura!

Eu não dormi bem essa noite. Tive um pesadelo onde eu era perseguida por espíritos e, por mais que eu corresse, não encontrava nada e nem ninguém. Era apenas um caminho no meio da floresta e estava escuro. Então eu comecei a gritar por socorro... E chamava o Ichigo para me salvar. Ele apareceu repentinamente, me abraçou e então o sol nasceu. Pude ver que os “espíritos” eram várias Yukis. Mas havia algo diferente... Todas tinham um buraco negro em alguma parte do corpo... e tentavam nos separar.

Após essa cena acordei rindo da minha imaginação e assim que olhei para o lado, vi Byakuya.

- Quem é Ichigo?

- Q-Que?

- Você estava murmurando o nome dele com um sorriso no rosto um pouco antes de acordar. Quem é?

- M-Meu amigo. – não pude evitar de corar.

- Hm, tá. – ele me olhou de maneira desconfiada. – A mãe pediu pra eu ver sua temperatura.

Coloquei o termômetro e quando conferi eu estava com 36,5 ºC.

- É, você parece melhor. Sua cabeça dói? Consegue ficar de pé ou está fraca demais ainda?

- Minha cabeça está bem melhor. Acho que consigo.

Levantei-me e dei alguns passos sem dificuldade alguma.

- Poderei ir para a escola! – dei um pulo ao dizer isso, como se estivesse comemorando.

- Se você quer ir, apresse-se.

- Ok! – me arrumei o mais rápido que pude e desci para comer.

- Bom dia! – disse alegre.

- Que bom vê-la assim, filha.

Tomei o café da manhã apressadamente. Chegando à escola fui abordada por todos os meus amigos perguntando se eu estava bem e dizendo que fiz falta. Recebi abraços do Renji e da Inoue e começamos a conversar sobre coisas banais.

- Bom dia, gente. – uma pessoa falou atrás de mim e em seguida me abraçou. – Bom dia, Rukia. – e então ele me soltou.

- B-Bom dia, Ichigo. – tentei não corar, mas senti meu rosto queimando.

A professora chegou e não tivemos mais tempo para conversar. As aulas passaram mais rápido do que o normal. Os professores marcaram algumas provas mensais. Chegou o intervalo e meus amigos estavam indo para a “nossa árvore”, porém Ichigo segurou meu braço.

- Coelhinha... E-Eu queria... Falar com você por um instante. Incomoda-se de andar comigo um pouco?

- Claro que não, Ichi, vamos lá! – eu tentei parecer natural, mas sentia-me nervosa. Andamos até um local com poucas pessoas por perto e havia um banco. Sentamos nele e Ichigo pegou uma de minhas mãos, olhando fixamente em meus olhos.

- Rukia... E-Eu... Eu queria saber se... – ele parou de falar e respirou fundo. – Eu gostaria de saber se você quer sair comigo no sábado.

- N-Não acredito! – eu não consegui pensar numa resposta melhor, pois fui pega de surpresa.

- D-Desculpa... Eu sabia que não deveria me precipitar. Sinto muito, espero não ter estragado nossa amizade e... – interrompi ele.

- Fica quieto, Ichigo! – coloquei minha mão levemente em sua boca. – Claro que eu saio, vou adorar!

- Mesmo? – seus olhos brilharam e ele deu um sorriso que eu nunca havia visto até hoje. Precisei me esforçar muito para não começar a babar enquanto admirava-o e para conseguir responde-lo.

- Sim! – após dizer isso o abracei sem pensar.

- Ok! Ontem à noite eu planejei como seria. – ele corou ao perceber o que acabara de dizer. – Não te contarei, será uma surpresa. Mas passarei na sua casa às 19h, pode ser?

- Não precisa me buscar...

- Eu faço questão! E eu tenho certeza que você vai adorar o lugar onde te levarei. – ele se levantou do banco. – Vamos para o pátio ficar com o pessoal?

- Pode ser. – eu sorri. Estava realmente muito feliz.

- Obrigada por aceitar, minha baixinha. Você não sabe como me deixou feliz. – ele se aproximou, deu um beijo na minha testa e me abraçou. Depois pegou minha mão e andamos até a árvore. Eu estava um pouco nervosa com os olhares que estávamos recebendo dos curiosos e estava preocupada com a reação que Renji poderia ter. Aproximamo-nos e logo Inoue arregalou os olhos.

- Vocês estão de mãos dadas? O que aconteceu? – ela parecia quase tão feliz quanto eu.

Ichigo olhou para mim esperando que eu respondesse.

- Ele... me convidou para sair com ele no sábado. – senti minhas bochechas ardendo de vergonha.

- Que legal! Vocês formam um belo casal. – senti meu rosto pegando fogo ao ouvir essa frase. Nós não éramos exatamente um casal, afinal ele não havia me pedido em namoro. Apenas sorri como resposta. Ichigo se sentou e me puxou para perto de si, abraçando-me carinhosamente. Reparei que Renji não havia dito uma palavra sequer desde que chegamos. Repentinamente, ele levantou-se e foi embora sem explicar a ninguém o motivo. Senti-me mal por vê-lo nessa situação. O intervalo acabou e fomos até a sala de aula. O resto do dia passou lentamente para mim, pois eu estava preocupada com Renji. Assim que as aulas acabaram fui conversar com ele.

- Renji, o que foi?

- Nada. – ele disse com raiva.

- Como nada? Acha que sou idiota? Tá na cara que não é “nada”.

- É, acho. Só uma idiota para aceitar sair com alguém como esse babaca.

- Renji, para com isso!

- Não vou parar, Rukia! Ele está tirando você de mim! Não me importa o que você disser, espero que ele fique no canto dele se não quiser arranjar briga.

- Renji, acorda! Ninguém está me tirando de você, vou continuar sendo sua amiga como antes! Sou e era APENAS sua amiga, entendeu?

- O que ele tem que eu não tenho?

- Não é algo que se explique. Eu simplesmente te vejo como um irmão. Não quero magoa-lo, por favor, tente entender.

- Eu nunca vou entender o que você viu em um perdedor como ele!

- Renji... – eu não sabia mais o que falar e sentia-me exausta. Deixei-o ir embora e fui caminhando lentamente em direção aos portões da escola. Ichigo gritou meu nome enquanto corria até mim.

- Tá tudo bem, coelhinha?

- Ah, apenas fiquei chateada com o Renji. Mas não se preocupe, eu sei que ele precisa apenas de tempo para se adaptar.

- Entendi... – ele olhou para baixo e estava levemente vermelho. – Er... Você se importa se eu te der um beijo de despedida?

- N-Não. – perdi o ar ao ouvir a pergunta. Ele aproximou o rosto lentamente e me abraçou pela cintura. “Ai meu deus, alguém me ensina a respirar de novo antes que eu asfixie!”. Ele encostou seus lábios nos meus levemente, apenas por alguns segundos, e então afastou um pouco o rosto. Ele estava sorrindo. Fiquei grata por ele não ter aprofundado o beijo, pois eu desmaiaria por falta de oxigênio.

- Até amanhã, flor de cerejeira.

Eu estava sorrindo como nunca.

- Até, Ichi.

Caminhei alegre até em casa, afinal ele havia me ajudado a esquecer do problema com Renji. Até o momento em que me deitei para dormir não consegui tirar Ichigo de meus pensamentos.

Notas finais
O que acharam? :) O outro capítulo está pronto, mas minha velocidade para postá-lo dependerá de quantos reviews receberei MUAHAHAHA kkkkkkk