Srta. Kaulitz
11 Capítulo 11- O lado P*** da força.
Notas iniciais
Oi Senhoritas!
Nossa, estou tão cansada de passar o dia trabalhando no capítulo, mas vai valer apena.
Me desculpem a demora, mas é que eu estou passando por alguns probleminhas que dentro de alguns dias virão a ser resolvidos!
Boa leitura.
Diga o que disser,
Faça o que fizer
Sinta o que sentir,
Desde que seja real.
Eu disse: leve o que tem que levar
E dê o que der
Somente seja quem você quer,
Desde que seja real.
Take What You Take – Lily Allen
POV NARRADOR
Os dias iam se passando e Natasha e Tom continuavam naquele clima chato, porém algo tinha que evoluir, e esse algo era a amizade da garota com Georg, o rapaz de olhos verdes.
Ontem, por exemplo, foi ótimo dia para eles! O Listing a havia levado para tomar um sorvete e um banho em Venice Beach.
A garota havia gostado tanto!
Hoje ela havia acordado cedo, como sempre. Fez sua higiene matinal, vestiu uma roupa apresentável, e afins. Coisas que as pessoas fazem logo cedo.
Foi até a cozinha, a fim de fazer seu desjejum, e encontrou Lay, Bill e Georg preparando alguma coisa, que pelo cheiro, devia estar muito bom.
Seguiu até Bill e Lay e os cumprimentou como sempre, dois beijinhos na bochecha. Foi até o seu urso Listing, e o abraçou, desejando bom dia, e dando um beijo em seu pescoço. Aquilo saiu fora do seu controle, foi meio que inconscientemente. Foi totalmente sem querer, e graças a Deus –para a garota– , ele pareceu não ficar chateado quando a cumprimentou da mesma forma, arrepiando até seus cabelinhos mais ocultos.
—Bom dia minha linda. — sorriu para mim, e segundo depois se abaixou para acariciar minha barriga — E bom dia para você, Nicolas.
Natasha gargalhou com a brincadeira. Fazia mais ou menos uma semana que Georg cismava naquilo. E só porque ele queria, o filho da morena tinha que ser um menino e se chamar Nicolas!
—Eu vou tomar banho... — Bill soltou, olhando para cena do casal de amigos.
—Mas Bill, você ainda a pouco disse que já havia tomado... — Lay falou, e o Kaulitz mais novo ignorou e saiu da cozinha.
—O que foi isso? — perguntou Nat.
—Deixa para lá. — Lay pediu — Tenho um convite para te fazer. Eu e umas amigas vamos dar um passeio agora, e depois vamos almoçar no shopping, quer ir?
A mais nova senhora Kaulitz olha para Georg de soslaio, e ele acena positivamente com a cabeça.
—Claro, não tinha planos para hoje... Só me deixe tomar café e trocar de roupa.
Lay assente.
(...)
Roupa da Natasha: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=58228896
—Você está linda... —Tom elogia a garota assim que entra no quarto.
Ela conseguia saber que era ele só pela voz, por isso nem se virou.
—Uma ótima cantada disfarçada de elogio, aspirante a rapper. —comentou ajeitando seu cabelo no espelho. — Mas não vai funcionar.
—Que bom, porque não foi uma cantada. —se virou para ele erguendo uma sobrancelha, e o vendo chegar mais perto — Se eu quisesse te conquistar, já tinha feito isso.
A jovem soltou um sorriso e perguntou:
—E posso saber como o senhor fodão conseguiria isso?
Tom chegou mais perto e a encarou. Olhou em seus olhos. Parecia estar pensando em como faria aquilo.
—Assim.
Então a beijou. Pela primeira vez, de verdade.
Tom havia fechado suas mãos em concha; e rapidamente pegado o rosto da garota e o puxado para ele. Sentindo a respiração quente de Natasha e a umidade de seus lábios.
O beijo foi tão leve e tão suave que parecia que estavam em câmera lenta.
Suas línguas buscavam uma a outra, sem pressa, sem desespero.
Natasha, como que sem saber quem ela estava beijando, acariciou a face de Tom, sentindo sua respiração fugir e voltar lentamente, sentindo, agora, os dedos do Kaulitz mais velho circundarem sua cintura com uma delicadeza que a fazia sentir cocegas.
Eles interromperam o beijo para pegar o folego que estava quase esgotado e trocaram olhares sedentos e temerosos.
—Pega. —Estendeu o mesmo cartão negro de antes, com o mesmo papel. — Eu acho que você pode precisar disso também. — retirou do bolso uma carteira de cor vermelha e estendeu para a garota, assim que ela pegou o cartão.
—Obrigada, Tom. —proferiu ainda confusa.
—Tenha cuidado anã. —comentou indo em direção a porta do quarto. —Não deixe de ser quem você só porque se sente um pontinho colorido nesse mundo preto e branco.
Assim ele saiu daquele quarto, deixando Natasha mais confusa do que ela já estava.
Já era um problema demais se mudar pra uma cidade que você não conhecia; ficar longe dos seus familiares que parecem que nunca se importaram com você, já que não te contatam.
E ainda tinha a vida que ela carregava.
Pelos olhos da garota, agora escorria uma lágrima solitária.
(...)
—Hey gente, essa daqui é a Natasha, minha nova amiga. — Lay apresentou a morena a todas as suas amigas.
—Olá... —Natasha cumprimentou as mulheres, uma ruiva e três loiras platinadas, todas vestindo vestidos extremamente colados acima do joelho e com um salto enorme.
—Oi. — apenas a ruiva a cumprimenta, olhando-a debaixo acima juntamente com as outras.
E assim começa a triste história sobre o lado puta da força.
—Ah alguma coisa de errado comigo? — pergunta.
—Ah... Lay! —chama uma das loiras — Lembra que você me disse que queria fazer algo legal no passeio de hoje?
Ah claro! Como se ficar escolhendo roupas e sapatos fosse a coisa mais chata do mundo...Claro. Pensa Natasha.
POV NATASHA
Ok, eu estou rodeada de siliconadas e botoxicadas. Tirando a Lay, claro.
—Ah, vamos fazer isso sim. —Concorda Lay e entramos no shopping.
Reparei que essas três não paravam de me medir.
—Natasha, o que acha de mudar um pouquinho? —Se pronúncia a loira, cujo nome é Mellody.
A olhei arqueando a sobrancelha. Nem tive tempo de protestar e já fui arrastada para a primeira loja. As amigas de Lay pegavam várias roupas extravangantes. Ou melhor, que só uma puta usaria.
—Sabe Natasha, te acho muito menininha. Fico me perguntando como o gostoso do Tom Kaulitz casou contigo. —Fala a ruiva,Vivian.
—Concordo Vivi. Você precisa mudar Natasha. Olha esse vestido que lindo. —Comenta Rebecca.
Fiz careta após ver o pedaço de pano rosa que ela pegou. E parece que não fui a única, pois vi Lay entortar o nariz.
—Vai experimentar! —Mellody me empurra para o provador.
Eu tenho que arranjar um jeito de sair daqui urgentemente. Cara, não sei como elas aguentam ser tão...Putas? E como será que a Lay aguenta elas?
—Toma esse, esse, e esse..-Dizia Rebecca tacando vestidos e mais vestidos para dentro do provador.
Eu nunca na minha vida usaria algo parecido com aquelas coisas. Tinha um vestido, se é que pode chamar isso de vestido, era rosa extravagante cheio de glitter e mais glitter.
—Por que não experimentou ainda?—Pergunto Vivian assim que me viu sair do provador.
—Eu não vou experimentar nada disso Não é meu estilo, eu não gosto. —Falei e vi as três dando de ombros.
—Mas você tem que ser beeeeem— botou ênfase no bem— mais sensual. Está muito criança, principalmente com esse cabelo! —Mellody Vadia me olhou de cima a baixo fazendo careta de nojo.
Ok, preciso urgentemente que alguém venha me salvar.
—Garotas, vamos ir para a praça de alimentação? Meu estômago está roncando de fome. —Lay diz tentando mudar de assunto.
As putas a olharam com os olhos arregalados.
—Olha o jeito que fala Lay! Tem um monte de gatos passando por aí. Quer pagar mico? —Vivian diz indignada.
—Estou nem aí Vivi. Tô com fome mesmo! Todo mundo come, bebe e etc. E eu tô morrendo de fome. —Lay altera o tom de voz e sai da loja gesticulando com as mãos.
A seguimos. Já sei pra quem vou ligar. Meu querido e inseparável melhor amigo Georg.
P.O.V DE NATASHA OFF.
P.O.V DE GEORG ON.
Estava na sala conversando com os garotos, até que meu celular toca.
Olhei no visor e vi que era a Nat.
—Olá querida! Como está sendo o passeio? —Digo e a ouço bufar.
—Georg vem me salvar do lado puta da força. —Nat falou baixo e irritada.
Não entendi.
—Como assim Nat? —Perguntei e todos me olharam atentamente, principalmente Tom, que parecia medir minhas expressões.
—As amigas da Lay são umas putas! Georg por favor vem me buscar? —Disse quase suplicando.
Terminei a ligação e desliguei o celular.
—Vou ir buscar a Nat no shopping. —Avisei a eles e ouvi Bill e Tom bufarem.
—Estão tão amiguinhos né?! —Bill diz parecendo irritado.
—É sim Bill. —Falei e saí de casa indo até o shopping.
POV Natasha
—Eu preciso ir ao banheiro... — comentei enquanto todas as garotas, inclusive a Lay, escolhiam o que pedir.
Estávamos na praça de a alimentação, e em frente ao Subway, uma loja de sanduiches naturais.
—Tudo bem. — Mellody concorda—Sabe onde é?
Faço que sim com a cabeça. É claro que eu não sabia, e também não iria ao banheiro, mas nenhuma delas precisava saber disto.
Assim que elas me deixaram ir, corri para o estacionamento. E quando eu digo que corri, é que eu corri mesmo, mas o melhor de correr foi porque eu me senti livre.
Eu não sei como. Mas acho que não era só porque estava prestes a me livrar da turma de megeras da Lay, acho que me senti livre porque estava em outro lugar, e não tinha nada que me prendesse; ninguém que me mandasse fazer coisas que eu não quisesse. E, principalmente, por saber que eu estava correndo para a pessoa que estava me ajudando a fugir daquilo, para uma pessoa que me amava de verdade. E dessa última razão eu tinha mais certeza.
Assim que entrei no estacionamento, logo o vi saindo de seu carro alugado – não tinha porque comprar um, ele iria embora dali a algumas semanas para Alemanha, e no fundo do meu coração eu tinha esperança de que me levasse consigo.
—Georg! — pulei em seu pescoço, e logo sentindo meus pés saírem do chão— Obrigada por ter vindo.
—Hey pequena, é sempre um prazer te ajudar. —fez cafune nos meus cabelos, ainda me apertando em si. —Você sabe que eu te amo, e que és minha melhor amiga de todos os tempos.
—Obrigada por me amar. — agradeci, me apertando ainda mais nele.
—É muito fácil te amar, Natasha. — ele concluiu me deixando no chão. —Agora me conte o que aconteceu.
Contei a Georg todo o fatídico momento que vivi com as amigas da Lay, e a minha escapada final.
—Repita comigo e levante a mão direita! —pediu após o final da minha explicação e eu assenti — Eu, Natasha Schafer Kaulitz... —Repeti — Juro solenemente, pela vida do meu melhor amigo, que nunca irei passar para o lado puta da força... — Repeti novamente — Porque sou extremamente perfeita do jeito que sou. —Ele concluiu.
Então, eu soltei um sorriso, e logo após ele soltou outro magnificamente lindo, que me fez abrir o meu mais ainda. Porque eu sabia, que enquanto Georg estivesse comigo, eu sempre sorriria quando ele o fizesse primeiro.
Notas finais
Beijinhos e até a próxima com a Lay.
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