Sr. Otimista
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu continuava encarando Mônica, que estava a alguns centímetros de distância. Ainda estava segurando um de seus braços firmemente. Não poderia arriscar que ela saísse correndo do nada. Se bem que, analisando bem o estado em que ela se encontrava, isso não aconteceria tão cedo.
E eu estava certo. Na verdade, foi até bom que eu estivesse agarrado a seu braço, pois, em questão de alguns segundos, vi seus olhos se fechando paulatinamente e seu corpo perder o parco equilíbrio que conservara há alguns segundos. Ela cedeu, mas eu me adiantei em colocar um braço em suas costas para impedir que ela caísse. Ainda embriagado, era difícil manter o peso de meu corpo e o dela sobre meus pés, mas consegui certa estabilidade com o tempo. Segurei-a com ambas as mãos, pelos braços, de frente pra mim, e a sacudi levemente:
– Mônica, acorda! Mônica!
Minhas súplicas eram vãs, porque ela permanecia desfalecida em meu abraço. Decidi tirá-la dali. Era perigoso permanecermos num beco que ficava num lugar escuro e longe de qualquer movimento. Ainda mais com Mônica, a única que teria força o bastante pra detonar um cara o dobro de nosso tamanho, desmaiada e usando aquela roupa provocante.
Coloquei uma mão em seus ombros e a outra embaixo de seus joelhos, assim eu poderia carrega-la com mais facilidade. Os braços dela pendiam ao lado de seu corpo. O único movimento que vinha dela era de seu peito, indicando que ela respirava.
Andei cambaleando o mais rápido que pude –com Mônica em meus braços- a um ponto de táxi próximo. Como estávamos ainda perto da boate, não seria difícil achar algum que nos levasse para casa.
Neste momento, uma percepção me atingiu como um tiro: o que os pais dela pensariam se me vissem, pouco sóbrio, carregando sua filha, seminua, drogada e tão bêbada que nem conseguia se manter em pé? Ora, eu não poderia leva-la para sua casa. Isso estava fora de questão! Embora gostasse de situações arriscadas, encarar o pai de Mônica irado vindo em minha direção não estava nos meus planos. Sem falar da impressão que eu causaria nele. Minhas chances com ela cairiam de ínfimas a nulas!
Não. Já estava decidido. Para casa, Mônica não iria agora. Então, para onde poderíamos ir sem levantar suspeitas ou pensamentos equivocados? Pensei em carrega-la até um hospital. Porém seria ainda mais complicado, porque não tinha nenhum documento dela para fazer ficha. Sem falar que éramos menores. Na certa, chamariam os pais dela ao verem-na naquele estado. E voltaríamos ou dilema número um. Portanto, essa opção também estava descartada.
Um táxi passou. A rua estava escura, mas os postes, com sua lânguida luz amarelada, puderam ser o suficiente para que o motorista sonolento me visse acenando e parasse.
Coloquei a garota em meus braços no banco de trás e certifiquei-me de que estava com o cinto de segurança. Sentei-me ao seu lado, para que, se ela acordasse, ao ver um rosto familiar, não se assustasse com seus arredores. Pedi ao motorista que dirigisse até o endereço de minha casa, onde eu poderia colocar a minha cabeça – e a de Mônica – no lugar. Eu sabia do que ela precisava. E era de uma chuveirada fria. E então, se ela não acordasse depois disso, eu certamente a levaria ao hospital, independentemente das consequências.
Meus pais provavelmente estavam no último sono. E não acordariam por nada neste mundo. Se eles não fossem assim, como eu conseguiria driblá-los para sair à noite e voltar tarde?
Nimbus deveria estar por aí, curtindo alguma festa também. Ele nunca perdia a oportunidade de se divertir num sábado à noite. É provável que chegue de manhã, portanto, não me veria entrando em casa com Mônica naquele estado.
Ao chegar em casa, paguei o taxista e tentei subir as escadas, pé-ante-pé, só por precaução, ainda carregando Mônica. Não foi uma tarefa fácil, devo dizer, pois se eu já oscilava andando em linha reta, num terreno desnivelado eu trambecava sofrivelmente.
Chegando ao piso superior, levei-a para meu banheiro e tratei de coloca-la embaixo de uma água tão gelada que pudesse acordar alguém até de um coma.
Ela abriu os olhos rapidamente, assustada. Começou a tremer violentamente, e eu aumentei um pouco a temperatura, para que ficasse mais confortável. Abraçada a si mesma, fechou os olhos e se encolheu, como que tentando acumular o máximo de calor que pudesse.
– O que está acontecendo? O que é isso?
Mônica disse alto. Tratei de desligar o chuveiro e pegar uma toalha para aquecê-la um pouco. Foi aí que uma realização me bateu: suas roupas molhadas pregavam em seu corpo, deixando à mostra tudo o que eu não conseguira ver com o projeto de traje que ela utilizava. A blusa, que era branca, havia se tornado transparente. E eu pude perceber que ela não usava nada por baixo...
Todo o meu corpo pareceu ficar alerta. O efeito da bebida passou como mágica. A única coisa que eu conseguia me concentrar no momento era ela, no meu banheiro, de um jeito que eu não ousaria pensar sem que ficasse corado.
– Do Contra? O que você está fazendo aí?
A voz de Mônica pareceu me tirar daquele estado de transe. Ou hipnose, se preferir. Porque, mesmo bêbada e com a maquiagem borrada pelo banho improvisado, ela era extremamente sexy. Muito mais do que eu pensei que ela fosse quando tentava imaginar seu corpo por baixo das roupas que ela usava no dia-a-dia.
Enrolei a toalha em seu corpo molhado e a carreguei até meu quarto.
Ela parecia me fitar intensamente. Olhei furtivamente para ela, e percebi o que eu pensei ser um vestígio de um sorriso em seus lábios. Deixei isso pra lá. Poderia ser coisa da minha cabeça. A situação era fantasiosa o bastante para que minha mente às avessas pudesse criar coisas que não existiam.
Deitei-a em minha cama e fui ao meu guarda-roupa, procurar alguma coisa que ela pudesse vestir e a esquentasse – muito embora eu estivesse um pouco relutante em deixar de ter aquela visão que ela me proporcionava.
Achei um moletom enorme que eu costumava usar nas épocas de frio – não tão frequentes no Brasil. Joguei-o à ela, que ainda estava imóvel, sentada na cama e olhando pra mim.
– Coloque isto. Você deve estar com frio.
Falei em tom sério. Ela parecia meio zonza e apertou os olhos pra mim, como se estivesse tentando entender o que eu dizia. Apontei meu dedo indicador para o tecido que eu havia entregado à ela.
Seu olhar desviou de mim para a peça de roupa e continuou a encará-la, como se esperasse alguma coisa.
Finalmente, entendeu o que eu queria dizer. Pegou meu blusão e...
...O QUE ELA ACHAVA QUE ESTAVA FAZENDO?
Mônica começou a se despir como se estivesse sozinha em seu quarto. Será que ela não reconhecia onde estava? “Claro que não, idiota! Ela nunca veio ao seu quarto!” Minha consciência gritou.
A garota começou pela blusa. Vagarosamente desamarrando as fitas em sua nuca. Antes que elas pudessem cair e revelar mais do que deveria – ainda que restasse pouco a ser visto – cobri meus olhos com uma mão:
– Mônica, você vai mesmo se trocar na minha frente? Ali tem um banheiro!
Disse firmemente, apontando para a porta que estava aberta a alguns metros de onde ela estava. Eu ainda estava de olhos fechados, mas pude perceber que ela se aproximava pelo calor que emanava de seu corpo.
Em questão de segundos, senti seus seios, rígidos, tocando meu peito e seu hálito morno roçar meu queixo. Ela era tão quente...
– Até parece que você não quer ver, Do Contra! Todo mundo sabe que você é louco por mim. Você nunca fez questão de esconder isso. Por que está fingindo agora? Não achava que fosse do seu feitio fingir ser quem você não é.
Senti um tom desafiador em sua voz embargada, provavelmente pelo efeito do álcool, e eu sabia que cada palavra emitida por aquela boca era verdade. Eu queria ver. Não apenas ver, eu queria tocar.
Abri os olhos lentamente e pude ver seu rosto a milímetros do meu. Acho que nunca havia tido essa proximidade física com Mônica antes. Ela sempre fora tão tímida quando eu tentava qualquer investida. Sempre se esquivava, desviava o olhar, toda cheia de pudores. Não a reconhecia neste momento. Ela estava tão... Desinibida?
Eu não era capaz de me lembrar de um sonho ou pensamento tão libidinoso com ela dos que já se passaram pela minha mente que chegassem a esse ponto. E foram tantos...
O olhar dela era resoluto. Eu poderia ver uma certeza incomum naqueles olhos castanhos. Sua respiração era rápida e entrecortada, como na expectativa de algo. Suas pálpebras estavam semicerradas; sua boca, entreaberta. Olhei para baixo e vi que sua blusa pendia em sua cintura, deixando à mostra o que eu tantas vezes já havia idealizado, mas nunca pensei ver tão perto...
Mônica ficou impaciente com minha falta de reação e decidiu tomar a iniciativa. Inclinou-se e senti, subitamente, seus lábios macios pressionados contra os meus. Tentei afastá-la pelos ombros, com as mãos, mas ela era bem mais forte do que eu e agarrou meus dois antebraços para que eu não escapasse.
Ainda tentei resistir um pouco, mas foi tudo em vão no momento em senti sua língua gentilmente tocar meus lábios... Dei à ela o que me foi pedido: uma leve passagem por entre eles.
Naquele momento, qualquer pequeno sinal de oposição da minha parte havia se esvaído. Não sentia mais nada, além de sua língua explorando minha boca. Eu estava tão surpreso que nem correspondi no momento. Foram necessários alguns segundos para que eu entendesse o que estava acontecendo e pudesse fazer alguma coisa.
Já tinha sonhado com este momento tantas vezes... De tantas maneiras possíveis, em tantos contextos que me dói a cabeça ao tentar relembrar cada um deles. E, preciso dizer, a sensação foi bem melhor do que eu poderia ter esperado.
Eu ainda conseguia sentir o gosto de álcool e um pouco de maconha, mas já não me importava mais. Correspondi ao beijo na mesma intensidade que ela, enfiando minha língua ao fundo de sua boca com tanto ardor que pude sentir um gemido baixo reverberar por meus lábios. Sorri em meio ao beijo, e apertei seu corpo contra o meu.
Naquele momento em que senti cada parte do corpo dela em contato com o meu, devo ter perdido os estribos. Comecei a beijá-la com pressa, sofregamente, como se aquilo fosse bom demais pra ser verdade. Como se fosse um sonho do qual eu não queria acordar. Como se fosse o primeiro e último beijo que ela me concederia.
Quando começamos a ficar sem ar, trilhei um caminho de beijos do seu queixo, passando por seu pescoço até sua orelha, onde dei uma pequena mordida para ver sua reação. Ela suspirou longamente e começou a acariciar meus cabelos, me puxando contra ela.
Um som rouco ecoou ao fundo de minha garganta ao sentir suas mãos puxando minha cabeça em direção ao seu busto. Eu sabia o que ela queria. E sabia que eu também queria. Sempre quis, aliás.
Desci meus lábios vagarosamente por seu pescoço, mordiscando um pouco sua pele, o que a fazia estremecer e soltar uns pequenos suspiros agudos e compassados.
Aqueles sons emitidos por ela eram viciantes. Eu queria mais. Eu precisava de mais. Queria ser a pessoa que pudesse provocar esse tipo de sensação nela. Queria ser o cara que pudesse tocá-la de modo que o prazer dela extrapolasse através de sua voz.
Pus todo o meu esforço nessa meta. Pousei uma de minhas mãos em seu seio esquerdo, e pude escutar um gemido ressoar pelo ambiente. Esbocei um último sorriso antes de ocupar minha boca com um de seus mamilos intumescidos. Já dava pra perceber que o corpo dela irradiava ansiedade e excitação.
Creio que a cada mordida ou leve movimento que eu fazia com os lábios faziam-na emitir um ruído diferente. Eles eram deliciosos de se ouvir. Um mais grave ou mais gutural que o outro. Alguns mais urgentes, outros mais lânguidos. Eu sabia que estava fazendo certo quando ela elevava um pouco mais o tom. Nesses momentos, ela fechava os olhos e arqueava o pescoço, como se quisesse prolongar o momento.
Ela não era a única que queria que o relógio parasse.
Eu acho que, pela segunda vez na noite, cogitei se não estava sonhando mesmo. Mas eu sabia que não. Minha mente, mesmo se eu quisesse, não conseguiria forjar aquelas reações tão lindas que ela, inconscientemente, fazia.
Tudo em Mônica me deixava – se aquilo era possível — ainda mais excitado.
Puxei-a pela cintura e a deitei em minha cama.
Fui tomado por uma arrebatadora vontade de beijar cada centímetro do corpo dela. De sentir seu gosto e seu cheiro de forma mais intensa.
Percorri uma trilha de beijos usando, ocasionalmente, a língua, até seu abdômen. Sua pele ainda estava molhada, facilitando o deslizamento de minha boca por seu tórax. Ela se contorcia na cama, puxava meus cabelos, fechava e abria os olhos, mordia os lábios para abafar possíveis gritos. Eu permanecia extasiado com cada pequena reposta de seu corpo aos meus toques e carícias.
De súbito, ela ergueu-se e me deu um leve empurrão, de modo que ambos ficássemos ajoelhados sobre a cama.
Mônica colocou suas mãos em minha camisa e a tirou depressa, para depois beijar meu pescoço. O contato entre os lábios quentes dela e minha pele fez algo dentro de mim ferver. Cada vez que havia o encontro de sua boca e alguma parte de meu torso, o local parecia arder em chamas.
Foi minha vez de grunhir. Ela pareceu gostar bastante, pois pude observar, por entre minhas pálpebras semicerradas, um sorriso maroto brotando em seu rosto.
Ainda com essa cara de criança levada, ela tirou o cinto da minha calça e começou a desabotoá-la. Suas mãos eram frenéticas, pareciam estar com muita pressa. Ela também tremia, mas, analisando a fundo suas feições, pude notar que não era vergonha. Era algo mais... Desejo?
Confesso que fiquei com um pouco de receio do que pudesse acontecer dali em diante. A saia dela não era uma barreira difícil de ser vencida. Se continuássemos no mesmo ritmo, poderíamos fazer algo de que ela se arrependesse pelo resto da vida.
O medo me invadiu, e agora eu estava dividido entre fazer o certo e parar por ali, para que não houvesse consequências graves no futuro, ou simplesmente deixar acontecer, ceder aos anseios e mandar um grande “foda-se” para qualquer coisa que ocorresse depois daquilo.
Eu ainda debatia comigo mesmo as duas alternativas, até Mônica colocar sua mão quente e macia na lateral de minha cueca...
E, mais uma vez, eu simplesmente arruinei qualquer indício de autocontrole que teimava em residir em minha mente para sucumbir a todas as tentações que aquela garota imprimia sobre mim.
Após esse momento, fomos rápidos ao nos livrar de nossas roupas e de qualquer empecilho que estivesse entre nossos corpos. Creio que qualquer pensamento coerente passava longe de mim.
Mônica se deitou e usou ambas as pernas para me puxar pelo quadril com o objetivo de alcançar ao que ambos tanto almejávamos. Eu a ajudei nessa façanha, empurrando meu corpo contra o dela de forma mais suave. Tinha medo de machuca-la, de fazer alguma coisa errada, afinal, eu era tão inexperiente nisso quanto ela deveria ser.
Deveria.
Foi a última coisa que me passou à mente antes penetrá-la completamente. Suas feições assumiram uma expressão de dor, e ela gritou bem alto. Alto o bastante para eu ficar com muito medo de meus pais acordarem. A única coisa que pensei foi em beijá-la para abafar o barulho. Uni rapidamente meus lábios aos dela, acariciando seus cabelos, afagando seus braços carinhosamente para tentar acalmá-la.
Aparentemente, deu certo. Sua respiração, embora ainda rápida, foi ficando mais compassada, estável. Aguardei mais alguns instantes dentro dela, tirei minha boca da sua e a encarei por um tempo, para ver se aquela agonia inicial havia passado. Vi os músculos de sua face relaxando e seus olhos, até então apertados, se abrindo lentamente. Seu semblante, antes tenso, foi suavizando bastante, até ela levantar a cabeça para perto do meu ouvido e murmurar algo tão baixo que só consegui ouvir devido ao silêncio da madrugada.
– Continua...
Esse era o sinal que eu queria ouvir. É claro que me preocupava com o bem-estar dela e tudo, mas, sinceramente, eu já estava muito desconfortável por não poder me mover e aliviar aquela tensão entre minhas pernas, que apenas foi piorando à medida que meu corpo constatava o quão... estreita... era Mônica.
Comecei com movimentos bem lentos e ritmados. A cada estocada eu sentia um gemido diferente sair de seus lábios. Eu não ficava atrás em termos de barulho. Rangia os dentes quando sentia aquela pressão no meu baixo-ventre aumentar, e Mônica se contorcendo e arqueando as costas não me ajudava muito.
Decidi aumentar um pouco mais a velocidade. Ela pareceu aprovar, pois seus grunhidos agora eram mais altos e acompanhavam a frequência de meus movimentos. Decidiu puxar-me pelos cabelos novamente para um beijo ardente, que era interrompido em pequenos intervalos tanto para que respirássemos, quanto para que deixássemos os suspiros e gemidos presos em nossa garganta serem liberados.
Quando comecei a penetrá-la de forma mais rígida e ardorosa, percebi seus músculos tensionarem e seus olhos reviraram. Sua cabeça pendeu para trás de uma vez, uma onda de espasmos atingiu seu corpo, sua boca se abriu e ela soltou um último grito, ao mesmo tempo em que eu sentia tudo ficando mais apertado ao meu redor.
Não pude mais suportar. É provável que eu tenha soltado um rosnado alto. Fechei os olhos e me deixei levar por aquela sensação tão única de estar com ela ali. Não fora meu primeiro orgasmo, mas foi o mais real. Queria poder ter prolongado aquele instante tão fugaz. No entanto, não durou muito. Logo, estávamos abraçados. Ambos pingando de suor, embaixo das cobertas.
Ela adormeceu rapidamente.
Devemos acordar com uma ressaca e tanto amanhã.
Sorri e beijei o topo de sua cabeça. Seria mais um dia cuidando dela. De Mônica. Aquela por quem eu sempre fui apaixonado. Aquela que sempre habitou meus pensamentos e sonhos. Aquela com quem eu fantasiava tantas vezes durante o dia. Aquela que, finalmente, era minha garota.
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