Splintered

1 Before: Chapter 1


Notas iniciais
Eu tinha planejado fazer um prologo mas não consegui postar a tempo e essa fanfic tinha que estrear hoje no dia 31 de outubro! This is halloween, everybody make a scene Trick or treat till the neighbors gonna die of fright It's our town, everybody scream In this town of halloween Foi mal(risos) eu não resisti, adoro estranho mundo de jack!(risos) Essa historia estava predestinada a ser lançada hoje, afinal ela envolve alguns temas que remete a essa data tão legal no ano(perdendo só para o natal). Com relação ao quase prologo eu vou ver se utilizo ele de uma outra forma já que ele era todo rimadinho como um poema! bom chega de falar espero que gostem desse meu novo bebezinho! Boa leitura, e nos vemos nas notas finais!

Alice já estava semi-consciente havia alguns minutos, mas relutava em de fato abrir os olhos, a cama estava tão quentinha e aconchegante... Sua paz teve fim quando segundos depois o toque estridente e irritante do despertador soou nos seus ouvidos sensíveis. Sua mão voou como um flash batendo no botão de desligar. Ela não conseguiu se conter, ao se sentar na cama, de tampar suas orelhas como se isso fosse fazer cessar o recente zumbido que nelas se instalara.

Logo o mau humor deu lugar à animação quando pulou da cama indo até o calendário perto do seu guarda roupas, e riscando o dia vinte e sete de outubro com sua caneta rosa choque. Faltavam exatos três dias para o seu aniversario e então finalmente se veria livre de toda a cobrança de seus pais. Porque nas exatas primeiras badaladas do dia trinta e um de outubro, Mary Alice Brandon lançaria a sua própria maldição a humanidade, e finalmente se tornaria independente ao atingir a maioridade segundo as leis do seu mundo.

Na Idade média, aproximadamente no século XIII, muitas atrocidades foram praticadas pela igreja católica para impor o seu poder, por meio do temor. Como conseqüência disso boa parte da comunidade mágica, que vivia infiltrada entre os humanos, foi dizimada. Os humanos não se importavam se eram bruxos de magia branca ou das trevas, sua religião empregavam que todos eles eram adoradores do diabo e deveriam ser ’’purificados’’, ou mortos para se aplicar a justiça divina. Foi então que essas duas vertentes mágicas deixaram suas diferenças de lado, e estabeleceram uma trégua para lidar com um inimigo em comum que ameaça suas existências: os humanos.

Eles precisavam revidar os ataques e vingarem as mortes de entes queridos, mas como fazer isso sem causar a extinção total de suas espécies? A resposta foi fácil. Eles não eram tão devotos a sua religião? E se o seu amado Deus resolvesse castigá-los por todos seus pecados hediondos? Eles não poderiam fazer nada porque era um castigo divino, ou melhor, uma maldição. A primeira delas foi à peste negra lançada a humanidade pelos feiticeiros mais poderosos dentre os aliados, eles foram a primeira geração do conselho que governa o seu mundo, todos os conhecem por Volturis.

Depois disso se deu inicio ao que seu povo chama de ’’ falsum venatu maleficus’’ ou a falsa caça as bruxas, onde a igreja ficou ainda mais paranoica e queimou milhares de pessoas inocentes que foram acusados de bruxaria, alguns deles só eram curandeiros que tinham uma visão um pouco avançada para sua época. Mas os humanos são ignorantes demais para aceitarem que estão errados. Os relatos sobre a verdadeira caça as bruxas foram apagados com tempo, para os humanos, assim como as evidencias de que a magia um dia já reinou na terra.

Poucas evidencias dessa época sobreviveram, muitas delas ocultas em antigas canções de ninar, que os bruxos cantão á seus filhos. Desta forma, tudo o que os humanos sabem sobre esse período é que a igreja de forma cruel dizimou parte da população devido as suas crenças. Era bom manter os humanos alienados desse assunto, assim eles acabam por se tornarem mais céticos, o que facilita muito.

Desde aquela época ficou estabelecido que todo jovem com potencial mágico deveria jogar uma espécie de praga a humanidade quando completasse a maior idade. Todas as gerações subsequentes teriam a obrigação de fazer a vida dos humanos a mais difícil, desastrosa e árdua possível. E essa norma tem a duração até os dias de hoje. Alice sabia que deveria estar no mínimo um pouco nervosa, com a data cada vez mais perto, mas não estava. As maldiçoes lançadas a humanidade não serviam somente como forma de vingar seus ancestrais, e sim de identificar seu nível de magia em estado bruto.

Alice havia nascido em dia considerado sagrado para a comunidade bruxa, o dia trinta e um de outubro era o dia em que os bruxos renovavam seu poder em um ritual que invocava a magia ancestral adormecida debaixo da terra. Por isso toda essa pressão e cobrança por parte dos seus pais e do conselho, sendo ela a primeira bruxa a nascer em uma data tão importante como esta, todos esperam que quando ela lance sua maldição demonstre uma grande quantidade de poder. Sua irmã, Cynthia, foi identificada com um nível mágico de um mago, e por isso foi convidada/convocada a ir à capital do seu mundo bruxo, onde foi treinada e instruída pelos maiores magos já conhecidos para se tornar um deles.

Entendeu o porque da pressão? Sua irmã não nasceu em um dia canalizador como o seu e mesmo assim guardava uma grande concentração de poder dentro de si. Se isso acontecesse a Alice, ela seria obrigada a se mudar para Volterra, uma cidadezinha minúscula na Itália, para ficar cercada de velhos caquéticos bajuladores até que se tornasse uma maga e depois, se tivesse mais azar, uma feiticeira. E esse processo poderia durar tanto tempo que até lá ela também se tornaria parente da múmia, e Alice definitivamente não queria isso.

Por sorte ela não estava nervosa, porque já tinha resolvido esse problema há alguns anos atrás e tudo o que precisava fazer quando enfim chegasse à hora era ler o pequeno papel onde havia escrito a porcaria do feitiço e depois disso.... bom, ela tinha um plano. Sorrindo de forma marota para si mesmo ela se afastou colocando a caneta de volta ao seu lugar. Virando-se novamente para seu quarto ela ordenou mentalmente ’’arrume-se’’ e seu desejo foi atendido imediatamente quando uma força invisível começou a dobrar o edredom, enquanto a colcha se esticava sozinha sobre o colchão.

Sorrindo satisfeita para si mesma, Alice saltitou para o banheiro para se aprontar para a escola. Encarou-se no espelho fazendo uma careta para si mesma, enquanto tentava encontrar alguma diferença no rosto. Ela tinha esta mania desde criança, quando achava que ao se aproximar do seu aniversario iria sofrer uma espécie de surto de crescimento ou mudança drástica, mas não. Continuava exatamente igual aos dias anteriores. As mesmas feições delicadas e pequenas que lhe assemelhavam a um élfo, com os olhos grandes e o rosto fino. Bufou decepcionada ao notar isso.

Lavou o rosto, escovou os dentes para depois prender os longos cabelos lisos em um coque frouxo para não molhá-los no banho. Este de fato lhe fez bem, deixando-a relaxada e muito mais bem disposta como se isso fosse possível, ao sair do Box. Quando entrou no seu quarto novamente, ele estava totalmente organizado e arejado, com a janela aberta. Mal parecia que alguém havia dormido ali alguns minutos atrás. Seus olhos se fixaram no céu azul claro da onde uma fraca luz natural iluminava seu quarto. E então uma familiar pressão atrás da cabeça surgiu, dando-lhe a impressão de que estava caindo. O céu se tornou de um cinza escuro rapidamente, as nuvens transbordando sua umidade em uma chuva media. E tão rápido quando a sensação surgiu, ela desapareceu. Quando Alice piscou novamente o céu continuava exatamente igual a segundos atrás.

Piscando mais algumas vezes ela deu de ombros, se voltando para seu closet. Alice desde sempre adorou tudo relacionado ao mundo da moda, Todo o glamour, brilho, luzes e beleza que envolvia esse mundo, ela queria fazer parte disso. Quando pequena gostava de vestir suas barbies de varias formas diferentes, e também adorava fazer desfiles com ela. Sua mãe lhe recriminava e a deixava de castigo por conta disso. Porque segundo ela; Alice deveria estar arrancando as cabeças das bonecas ou as ridicularizando de outro jeito, como sua irmã Cynthia fazia. Sempre comparada à irmã mais velha, que estaria eternamente em um patamar mais alto que o dela. Por isso desejava tanto não apresentar um grande nível de magia, assim ela poderia seguir a carreira que quisesse. No caso: a de estilista.

Decidiu vestir-se com uma calça jeans skinny escura e botas de cano médio marrons. Uma camiseta de tecido leve vermelho e com babados no decote, já por cima um sobretudo rosa bebe. Era outono, por isso não estava muito frio nem muito quente; no entanto a exposição ao vento gelado poderia se tornar incomodo. Olhou-se no espelho novamente e viu que o coque feito para o banho, deixara seu look despojado. Ela gostou disso. Pegando seu guarda chuva e sua mochila, Alice desceu escada abaixo.

O resto da casa, ao contraio de seu quarto, possuía cores escuras e um tanto mórbidas. A maior parte da mesma fora construída em madeira escura de carvalho, onde foram talhados símbolos de proteção e poder em lugares estratégicos que dava um ar rústico e sofisticado. Sem contar a decoração, algumas coisas lhe davam um frio no estomago como aquele relógio vitoriano na parede da sala de estar, presente da sua Bisa Marieta, ao qual recebeu o primeiro nome em homenagem. Também não gostava de passar pelo corredor que dava para o gabinete de seu pai, lá se localizava diversos retratos de seus antepassados que pareciam lhe seguir com os olhos. Eles possivelmente poderiam se transformar na família Adams da vida real.

Felizmente não precisava passar por nenhum desses lugares para chegar à cozinha. Seus pais sempre acordavam cedo, por isso já era costume encontrá-los tomando café na cozinha. Eleazar sentava-se na ponta da enorme mesa de vinte e quatro pessoas, lendo o jornal matinal; enquanto Carmen localizada a direita dele, esperava que a jarra de suco flutuante enchesse seu copo. Alice se lembrava da primeira vez que lera Harry Potter e de como achara divertido que uma humana tivesse escrito exatamente como era uma refeição de bruxos, com as coisas flutuando e tudo mais. Seu pai também achara engraçado, mas sua mãe não. Ela nutria certo desprezo pelos humanos, e tecnicamente a também jovem deveria nutrir.

— Bom dia! — desejou Alice alegremente.

Os olhos dos pais se voltaram para a garota, quando os mesmos fizeram uma mensura educada com a cabeça. Deixando seu material e guarda chuva no batente da porta, ela se sentou na cadeira próxima a sua mãe. Pegando um copo de vidro, chamou com o dedo indicador a jarra de suco como se o objeto fosse um ser consciente. E talvez fosse, já que a mesma acatou o pedido da jovem. Repentinamente ela sentiu um leve puxão nos seus cabelos, antes dos mesmos caírem em grossas mexas pelas suas costas. Em uma reação involuntária ela se virou na direção do puxão vendo nas mãos de sua mãe o elástico que antes prendia seu cabelo.

— Ei! — exclamou ela indignada.

Mas sua mãe ignorou a reclamação como se fosse um zumbido de inseto chato, o que fez a filha bufar.

— Sempre cubra as orelhas, Mary Alice, nunca se esqueça disso. — disse ela severa, ajeitando o cabelo da filha sobre as orelhas, como se a mesma ainda fosse criança.

— É Alice. — resmungou ela escorregando na cadeira. Odiava muito o seu primeiro nome, era tão comum. Alice era muito mais diferente e extrovertido, sem contar que combinava mais com ela.

Carmen somente encarou a filha arqueando uma das sobrancelhas com visível tédio, como se já estivesse cansada de discutir sobre esse mesmo assunto que nunca chegava em lugar algum. Para ela, sua filha sempre se chamara Mary Alice e Ponto. Vendo que essa batalha já estava perdida, Alice bufou e decidiu mudar o foco de sua discussão.

— Isso é tão injusto. Cynthia podia ir com o cabelo preso a escola, porque eu também não posso? — questionou ela chateada, enquanto pegava uma de suas torradas com manteiga postas em um pires para logo depois dar uma dentada na mesma. Ela podia sentir seus lábios comprimidos em um beicinho involuntário, o que a tornava infantil coisa que não pareceu se importar no momento.

— Sabe exatamente o porque, então não aja como uma sonsa. Cynthia felizmente puxara mais o lado da família de seu pai, por isso ela não tem a nossa deformidade genética que aparentemente é hereditária. — respondeu a matriarca com visível desgosto sem dirigir o olhar para a filha novamente.

Podia-se dizer literalmente que o passado de Carmen Brandon a condenava. Nascera como fruto de uma relação extra conjugal entre o bruxo Frederic Swan e Ellinor Fairland, a ninfa da floresta. Sua mãe morrera por complicações no parto por isso sua guarda foi transferida a seu pai que assumiu a responsabilidade de criá-la como filha legitima. No entanto ele já tinha uma família com esposa e filho. O garoto, Charlie, adorou o fato de ter uma irmã mais nova, com quem mais tarde poderia brincar. Já a esposa Ângela, embora tenha perdoado a traição guardava grande rancor sobre este fato o que refletiu na forma em que criou a menina.

Tomada pela indignação e inveja, Ângela implantou a ideia na cabeça da pequena Carmen de que todas as outras raças eram inferiores a dos bruxos, o que deixou a jovem obcecada com a pureza de sangue, tentando encontrar uma forma de restaurar a honra da família que acreditava estar manchada pelo seu nascimento. Para ela a raça mais suja e desprezível que existia era a humana.

— Deixe-a. O Maximo que podem dizer é que esta usando partes de uma fantasia. — disse seu pai pela primeira vez no dia. O sangue bruxo era dominante, quando sua mãe dizia ’’deformidade genética’’ ela se referia a algumas características herdadas, a mais chamativa delas eram as delicadas e sensíveis orelhas pontudas.

Quando tinha sete anos, Alice resolveu brincar de fada. Não fora uma boa ideia. Naquele dia, Carmem lhe arrastara para seu quarto e a surrou até que sua garganta ficasse rouca pelos gritos. Alice nunca ficara com tanto medo, nunca vira sua mãe perder o controle daquele jeito. Sempre fora muito pacifica e jamais aplicara qualquer tipo de punição às filhas. No entanto, ao entardecer daquele mesmo dia a matriarca bateu no quarto da filha parecendo arrependida.

Alice se lembrava de como achou estranho a forma em que a mãe chorava. Nunca tinha sido uma mulher de demonstrar abertamente seus sentimentos, mas naquele momento parecia verdadeiramente perturbada, abraçava o corpinho minúsculo da filha como se sua vida dependesse disso, passava a mão sobre o cabelo em um jeito carinhoso e repetia a si mesma como um mantra ’’eu não sou como ela, eu nunca vou ser como ela’’

Aquelas palavras só foram adquirir algum sentido anos mais tarde. De qualquer forma, Alice nunca mais brincou de qualquer coisa parecida outra vez.

— Mary Alice seguira as leis do nosso mundo a risca, não abrirei brechas para aquela velha dar pitaco na forma em que crio minhas filhas. — justificou-se Carmem bebendo mais alguns goles de suco para ficar calada. Alice aprendeu que quando sua mãe dizia ’’aquela velha’’ era em referencia a sua avó, Ângela, que alem de intrometida era bocuda.

— Eu nunca iria nos expor, eu só não quero ter que ir com esse cabelo que parece ter sido lambido por uma vaca. — insistiu Alice já conformada das resposta que ouviria, por isso se ocupou em devorar a maçã que acabara de pegar.

— Isso foi uma indireta? Porque essa parte você herdou de mim. — ressaltou o pai em brincadeira. E com um chaqualhão o jornal que ainda segurava em sua frente desapareceu.

Eleazar sempre fora bem humorado o que provocava certo equilíbrio com relação à esposa. Alice também herdara isso dele. Já de sua mãe só puxará a baixa estatura e os incríveis olhos verdes acinzentados, caso contrario também teria os reluzentes cabelos Amber em forma de cascatas.

— Não se preocupe com isso. — disse sua mãe virando o rosto da filha delicadamente para si. — Em alguns anos três por cento deles estarão mortos, cinqüenta e seis por cento deles estarão presos em empregos medíocre enquanto somente quarenta e um por cento estarão em alguma faculdade. É possível que nunca mais tope com nenhum deles! Lembre-se do nosso lema ’’ Somente se misturar...

— ...Jamais um deles se tornar’’ eu sei. — completou a frase suspirando de maneira apática.

Eleazar mandou um olhar repressor à esposa pelo argumento insensível utilizado, Alice estava desabafando sobre o que lhe incomodava, aquele certamente não era um dos momentos de empregar a importância das leis arcaicas.

— Hey, não fique cabisbaixa. — pediu o pai suavemente. Sempre fora melhor em consolar pessoas. — Podemos usar nossa criatividade para resolver vários problemas, me deixa ver... Ah! Sim — exclamou estralando os dedos, do vaso transparente que flutuava em cima da mesa duas flores levitaram, carregadas por uma força invisível.

— Uma rosa branca para uma linda princesa — disso ele afastando delicadamente o cabelo da filha com o poder para encaixar a flor atrás da orelha, conseguindo arrancar um sorrindo da mesma. — E uma tulipa vermelha para um amor eterno. — Desta vez seu olhar estava fixo no da esposa enquanto se encaixava igualmente atrás da orelha.

Alice achou adorável a forma em que sua mãe ruborizou, desviando o olhar timidamente diante ao comentário galante do esposo. A cada dia que passava o amor deles parecia só aumentar. Eles tinham sorte, poucos casamentos arranjados no seu mundo acabavam resultando em amor mutuo. Alice poderia contar nos dedos os casos que conhecia.

— Viu só? Deveria sorrir mais vezes, não sabe o quão graciosa ficar desse jeito. Tente ignorar um pouco as coisas que sua mãe fala, eu me apaixonei mais ainda pelos detalhes que a tornam tão diferente e única. — disse ele de forma carinhosa enquanto se inclinava para beijar os lábios da esposa. Eleazar sempre seria um romântico incurável.

Dali Alice podia ver as orelhas pontudas de elfo da sua mãe tremerem levemente, o que queria dizer que seu coração estava muito acelerado. Talvez de nervosismo ou alegria, provavelmente a ultima opção já que as pessoas sempre ficavam felizes ao estarem apaixonadas. Sem querer de fato interromper o momento deles, Alice se levantou devagar tentando não arrastar a cadeira e fazer barulho. Após enfiar a alça da mochila no ombro e segurar o guarda chuva como uma bengala, ela se virou novamente vendo seus pais já separados.

Carmem tinha os olhos muito mais brilhantes, o que evidenciava a cor deles, e um meio sorriso no rosto. Já Eleazar analisou a filha, erguendo uma das sobrancelhas ao ver o que ela carregava nas mãos.

— Devo levar um guarda chuva também? — questionou se endireitando na cadeira novamente.

— Sim. — Alice não hesitou em responder com convicção.

Seu pai deu um sorriso com a afirmação enquanto sua mãe revirava os olhos. Uma das outras coisas que vinha de sua linhagem Fae eram alguns tipos de dons ligados a natureza. Alice possuía o dom da precognição, no entanto o futuro não estava escrito em pedra, e tudo poderia mudar principalmente considerando que as pessoas eram volúveis e mudavam de idéia a todo instante. Mas coisas relacionadas a fenômenos da natureza ou acidentes tinham maiores chances de se concretizar. Por isso a aversão de sua mãe quando usava esse dom, já que na visão dela era como se a filha assumisse com orgulho o sangue sujo que manchava a linhagem. Era uma pena que ela pensasse assim.

Com um ultimo olhar para os pais, Alice atravessou a porta. A primeira coisa que percebeu ao sair foi um carro desconhecido estacionado em frente a sua casa. Como se irritava com aquelas pessoas folgadas que insistiam em estacionarem em frente a casa dos outros, só para não gastar dinheiro com isso. Colocando a mão em frente à boca para fingir um espirro, Alice utilizou de sua magia para puxar a alavanca de freio de mão o que fez com que o carro começasse a derrapar pela rua reclinada, descendo a mesma como uma rampa em alta velocidade. Só para tornar as coisas ainda mais divertidas, ela ligou o alarme do sedan preto que ecoou por todo o percurso de forma insistente.

Não demorou para que o dono do carro aparecesse, desesperado, iniciando uma corrida inútil para tentar alcançar o veiculo que escorregava de forma cômica. Alice não conteve as risadas divertidas ao presenciar a cena, que ajudou a melhorar seu humor. Estava torcendo para que o carro se espatifasse em alguma construção e que o folgado não possuísse seguro, assim teria que lidar com os prejuízos do automóvel e dos danos causados por ele. Após se recuperar um pouco, ela iniciou de fato o percurso até a escola.

Notas finais
Os capítulos terão essa media mesmo de 3.000 a 5.000 palavras o que é bem pouco para quem me conhece pela fic Begin Again. Mas desta vez a proposta é um pouco diferente, como vocês puderam ver é uma fanfic levinha e espero que se divirtão bastante! E então o que acharam? já da para ter uma noção do mundo na qual Alice vive, certo? mas com o passar dos capítulos eu vou aprofundando mais.comentem bastante que isso sempre me deixa feliz e me incentiva a escrever e postar mais rápido! Nos vemos na próxima postagem pessoal! Blown kisses, Mia.