Spiritual detectives

1 O Hospital Sta. Monica


Notas iniciais
Me dediquei muito para escrever esta fic, ela é muito importante para mim. Então se tiverem alguma critica, digam por favor para me ajudarem a melhor. Espero que gostem, boa leitura a todos!

Todas as manhãs eu acordo antes do sol aparecer, tomo um banho rápido, dou umas mordidas em uma fruta qualquer que pego rápido da cesta de frutas. Jogo o resto no lixo da cozinha e escovo meus dentes.

Pego minha pasta de couro preta que geralmente fica preto a porta, corro para meu escritório improvisado e loto minha pasta de papeis e arquivos que ficam sempre jogados na mesa após a noite inteira de leitura maçante.

Visto meu jaleco branco que geralmente no bolso direito está preso meu crachá, mas nesta manhã foi diferente... procurei o bendito crachá em todo lugar, revirei a casa toda mas não achei.

Estressado peguei a chave do carro e sai batendo a porta. Cheguei no hospital onde trabalhava como clinico geral, dois minutos atrasando nem deu tempo de passar na cafeteria como fazia sempre.

– Bom dia doutor Green. Cumprimentou a enfermeira Catherine sorrindo em sua mão esquerda se encontrava um arquivo amarelo e na mão direita um café.

– Tomei a liberdade de organizar suas consultas de hoje, tome comprei para o senhor.

Sorri ao receber o café das mãos da adorável loira que sorria sem parar nesta manhã.

– É café latte, do jeito que você gosta.

– muito obrigado.

Agradeci andando lado a lado com ela até minha sala.

– Sua primeira consulta e com a Sra. Miller, ela está reclamando novamente de dor de cabeça.

– Às vezes penso que ela só vem aqui para conseguir um atestado.

Sorri torto para a enfermeira.

– Que nada ela vem para te ver.

Gargalhou Catherine.

Fiz uma carreta e ela gargalhou mais ainda.

– Chega tenho que ir, tem uma novata sala de arquivos. Sabe como é né?

Balancei a cabeça em sim e sorri.

– Até mais tarde.

Despediu se com uma piscadela.

O mau de ser quem sou é que todos acabam apaixonados por mim, minhas amigas, alguns amigos, minhas primas e a enfermeira Catherine Land. A mais doce das enfermeiras, éramos amigos até ela se declarar... agora estamos mais distantes e pelo menos cinquenta mil vezes por dia ela me canta descaradamente.

Sacudi a cabeça afim de espantar estes pensamentos. Adentrei minha sala, deixei minha pasta sobre minha mesa e ao seu lado pousei meu café. Me larguei na cadeira de couro macio da minha sala verificando o horário no relógio de pulso, abri o notebook prateado a minha frente, estiquei um pouca o braço para pegar minha agenda de consultas.

Tinha a Sra. Miller ha 9:00;

Karen Die has 10:00;

Melissa Swan has 13:00…

E muitos outros pacientes.

Suspirei pegando meu café e dando algumas goladas. Abri a gaveta da mesa e tirei um pequeno controle preto, apertei um botão e liguei o rádio, escolhi uma das infinitas músicas clássicas que eu tinha e abaixei um pouco mais o volume.

Olhei novamente o relógio faltava alguns segundos para as 9:00 e voltei a abrir a gaveta para tirar de lá o arquivo da Sra. Miller.

A porta bateu uns dois segundos mais cedo do que as nove.

– Pode entrar.

A porta se abriu revelando a gorducha de cabelos pequenos, lisos e negros. Usava um vestido apertado preto com pequenas e bem espalhadas flores brancas, com babados no pescoço e com sapatos vermelhos de fivelas.

Sra. Miller sorriu e entrou na sala fechando a porta. Sentou com as pernas cruzadas deixando o vestido na altura das coxas fartas.

– Bom dia Pou.

Cumprimentou com a voz suave tentando ser sedutora.

Tive de segurar uma gargalhada e sem perceber mordi o lábio inferior. Sra. Miller sorri maliciosa quando percebeu que eu dera este deslize.

– Bom dia Sra. Miller.

Gaguejei e ela sorriu novamente.

– Não seja tão formal Pou, me chame de Moira.

– A enfermeira Catherine, me deixou a par do seu problema.

Disse mudando de assunto

– Oh, sim. Quase me esqueci. Começou ela – Minhas dores de cabeça estão aumentando muito

Doutor. Disse a última palavra de um modo sensual

– Bem Sra. Mi....

– Moira, por favor me chame de moira.

Disse me interrompendo

– Continuando MOIRA.

– Assim está melhor.

Sorriu ela.

– Como você sempre vem aqui com os mesmos sintomas, posso entender que de duas, uma. Ou você tem enxaqueca, ou precisa de muitos atestados.

Conclui

– Oh, está dizendo que tenho enxaqueca?

Concordei com a cabeça.

– Acho que puxei isso de meu pai.

– E a enxaqueca pode ser herdada, mas lembrado que ela costuma pular uma geração.

– Serio, eu não sabia.

Sorriu ela.

– Vou então passar um remédio de dor e encaminhar a senhora para um tratamento de enxaqueca com o doutor Cartney.

Disse esticando o braço para pegar uma receita em branco e uma ficha de encaminhamento.

Com minha inseparável caneta tinteira, escrevi o nome do remédio, quando e quanto ela deveria tomar. Assinei e carimbei. E após terminar a ficha de encaminhamento, passei tudo a mão da Sra. Miller.

Que como sempre pediu um atestado e se despediu com um jogada de olhar provocante.

E eu dei graças a Deus, por nunca mais ter que vê-la.

Beberiquei o resto do meu café no tempo em que esperava dar dez horas para a próxima consulta.

Faltava ainda alguns minutos, então desci para a cantina comprar uma caixinha de biscoitos com piscos de chocolate branco. Subi rápido para minha sala onde minha não tanto adorável paciente já me esperava.

– Mil perdoes Karen, estava com fome e fui a cantina.

Desculpei-me sentando me na minha cadeira.

Karen tinha a pele muito pálida, cabelos cortados de forma maluca. Um lado tinha pouco cabelo e o outro lado tinha uma enorme franja que caia sobre um dos olhos. A franja tinha mechas verde e o resto do cabelo era muito preto. Como as unhas, o batom e a maquiagem dos olhos. As roupas eram rasgadas da cor preta e roxa escura.

– Tudo bem.

Respondei ela com uma voz desprovida de sentimentos, fria e cansada.

Sorri abrindo a gaveta a procura do seu arquivo.

– O que traz você aqui?

– Ando com muitas dores na...

– Na?

Preguntei sem entender.

Ela cerou as sobrancelhas e fez uma cara incrédula.

Quando fui entender a censura da garota, disse:

– Oh, entendi.

– você e um pouco lerdo, né?

Ironizou a garota

– Karen, já foi ao ginecologista?

– Não.

– Anda transando muito?

– Claro.

Sorriu maliciosa

– Mas, ultimamente uso outro lugar.

A garota sorriu novamente maliciosa.

A olhei com indiferença e ela perguntou se este tipo de perversão fazia mal para a saúde. Em resposta eu apenas sorri torto.

– Você tem cara de que não transa muito, né?

Perguntou ela como se fosse normal dizer isto para um médico que acabara de conhecer, com aquela voz irritantemente confiante e fria eu a encarei por alguns minutos. Por mais que ela tinha razão... sou um médico conceituado e dono do meu próprio nariz não seria nada profissional brigar com uma adolescentezinha metida a emo pervertida. E menos ainda concordar com ela.

– Vai se foder.

Escapou de minha boca impulsionado por meu estresse e a garota fechou a cara, cruzou os braços e antes que ela pudesse abrir a boca a mandei sair de minha sala. Ela por sua vez saiu sem disser um A.

– Droga. Murmurei

Não podia deixar isso acontecer novamente uma adolescente como Karen tirando um doutor como eu do sério. Meus pensamentos foram interrompidos pela enfermeira Land que adentrou minha sala com seu sorriso doce e uma garrafa de água.

– Karen saiu antes do tempo da consulta, o que houve?

Perguntou me passando a garrafa de água.

– Nada. Neguei abrindo a tampa da garrafa e tomando um gole desesperado de água, que desceu rasgando. Catherine percebeu que havia algo de estranho mas não insistiu e mudou de assunto pedindo um dos meus biscoitos. Eu abri a caixinha e dei a ela um dos meus cookies de chocolate branco.

Ela sorriu ao receber e perguntou se eu estava querendo ter diabetes já que só me alimentava de cookies o dia inteiro. Sorri e respondi que não tinha tempo para comer outra coisa.

– Mas agora você tem!

Disse ela

– Sem desculpas desta vez, coma comigo lá na cantina. Pediu ela fazendo biquinho

Toda vez que ela fazia esta pergunta eu respondia com um belo não, mas desta vez pensei em Karen antes de responder e mesmo que meu orgulho me impeça de dizer isso... ela tem razão está na hora de desencantar. “Pou não vira nem uma princesa ao seu encontro, a enfermeira Land e o melhor que pode conseguir” pensei enquanto respondia um belo sim completo com um sorriso.

E por um momento nunca vi ela tão feliz, me puxou pela mão e corremos até a cantina. Nos sentamos em uma mesa perto a janela, observei a sorridente Catherine pedir ao garçom um sanduiche de tomate e um suco de laranja.

– E o doutor? Perguntou o garçom para mim

– Um toast 3 queijos e chá preto com limonada.

Pedi e a enfermeira olhou para mim contente ela nunca me vê comendo bem, ela e bem preocupada com minha saúde.

– Traz também um muffin de blueberry, por minha conta.

Pediu ela dizendo as últimas palavras olhando para mim. Em agradecimento dei meu melhor sorriso.

O garçom se foi após escrever tudo que pedimos em seu bloquinho de notas verde.

– Como foi com a novata?

Perguntei interessando

– Martha está indo muito bem, melhor que eu pensei que seria.

– Que bom.

– Só estou preocupada com uma coisa.

– Com o que?

– Martha tem um filho pequeno e a carga horário de trabalho não vai dar muito tempo para ela cuidar do filho dela.

Disse ela realmente preocupada.

– Nossa já está tão intima Dela assim.

Me surpreendi sorrindo torto.

– Pois é.

Disse ela seria

– Não fique assim, ela vai encontrar uma maneira.

Tentei deixa -la menos tensa e preocupada, coloquei minha mão sobre a dela e sorri sedutor.

Catherine se surpreendeu e asfaltou a mão da minha.

– Estava pensando em ir cuidar dele nos meus dias de folga.

Mudou ela de tom.

– Mas...

– Eu sei não terei descanso, mas imagina eu com um tipo de tia coruja dele ou uma dinda carinhosa. Sorriu ela ao pensar

Catherine era uma das pessoas mais boas que conheci sendo que a primeira é minha mãe.

Comemos lentamente conversando sobre a ideia de tia coruja da enfermeira, entusiasmada ela pensava em tudo e hoje mesmo falaria com Martha. Chegou até me convidar para ir comprar um presente para ela amanhã na minha folga. Eu aceite já que não teria nada de melhor para fazer mesmo.

Após comer levei Catherine até o encontro de Martha, uma jovem talvez um ano mais velha que a desaforada Karen. Pele bem branca, olhos espertos e verdes, cabelos longos ruivos e encaracolados com uma franja lisa que cobria a testa, algumas sardas nos braços e nas bochechas.

– Esta é Martha Colin, Martha este é o doutor Pou Green.

Nos apresentou Catherine.

Martha sorriu e apertou forte minha mão. Só agora entendi a urgência que cat. tinha em querem ajudar a novata. Ela era bem jovem para ter um filho e provavelmente foi uma surpresa para a família autoritária que devem tê-la expulsado de casa e sem mais expectativas acabou aqui no hospital público Sta. Monica.

– Então tive uma ideia e não ouse dizer não! Começou cat. – Nos meus dias de folga posso cuidar do Tyler para você.

Conclui-o com um grande e aminado sorriso, que foi retribuído pela ruiva.

– Serio! Seria muito bom, sabe ele só tem a mim agora.

Cat se aproximou da garota e pegou em sua mão e apertou forte, disse a ela que eles tinham ela agora e que ela nunca iria deixá-los... NUNCA mesmo. Eu sorri orgulhoso dela e tive de me despedir pois faltava pouco para minha próxima consulta, e as últimas palavras de Land me seguiram no caminho de volta a minha sala. “Não esquenta Tyler tem agora um par de tios”

Sentei sorridente em minha cadeira, aumentei a música clássica para esperar minha próxima paciente.

Notas finais
Obrigada por ler e não esqueça de comentar o que achou