Notas iniciais
OI PUBLICO DE TRÊS PESSOAS! kkkkkkkkkkkkkk esse cap da uma base pra história pois explica muita coisa... Espero que gostem. Erros são possíveis

Veja o mundo como ele se apresenta para você. Simples aos olhos de uma alma inalterável, complexo aos olhos de alguém transitório.

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O mundo só girava e aos poucos uma neblina roxa saia da ponta dos dedos de Sereena, que ainda estava desmaiada em meus braços. Eu estou desesperado, mas ela não fazia parte do meu novo mundo, tudo a minha volta movimentava-se como uma música do Royal Blood.

–Thomas! – Marcel, o capitão do time de basquete, balança meus ombros – Você não pode leva-la para eles! – “Eles” eram minha nova família, meu clã, os Anluxes. Marcel faz uma cara de nojo ao se referir ao clã – Ela tem que vir conosco! Irís, liga para sua mãe!

Eu não entendia nada, as palavras não se registravam na minha mente. A neblina aumentava cada vez mais, a sorte era que ninguém normal poderia ver aquilo. Era magia pura, podia sentir nos meus ossos.

–Não! É meu dever avisar ao meu clã sobre isso! – Digo entredentes, embora eu só estivesse no clã há um dia, já sentia a magia percorrer pelas minhas veias e a gratidão que sentia por eles terem me achado no bosque.

– Isso vai muito além do que você entende, Thomas! Não é por causa dessa marca... – Camila aponta para meu pulso, onde as duas luas formavam uma cicatriz – Que você entende tudo! Eles te recrutaram por burrice sua! Seja menos egocêntrico...

– Minha mãe já está nos esperando em casa – Íris corre para nossa direção, o corpo de Sereena começa a fazer pequenos tremores. Eu não entendia porque todos estavam tão preocupados, sendo que o recrutamento não machuca, quem estava sendo egocêntrico ali eram eles que só queriam mais um membro para o clã “Em cima do muro”, como diz Georgia.

– Thomas... – Marina chama-me, viro o rosto em sua direção a tempo de vê-la soprar algo em meu rosto, então minha visão escurece – O que foi? Estava cansada dele, é só um sonífero leve.

Desmaio ao lado de Sereena...

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Anlux, nova família, Magia negra, outros clãs, a marca no pulso, a almejada mudança encontrando-me. As últimas 24h passaram como um furacão, os acontecimentos eram cenas em flash na minha mente. Eu estava perto do riacho no bosque com Sereena, as ondas nos seus cabelos chamaram minha atenção, a vontade de correr para ela, mas uma mão diferente preenche a minha. Geórgia e seus cabelos cacheados faziam-me querer segui-la, e eu o fiz. Sem ao menos lembrar-me de Sereena, segui Geórgia, não sabia seu nome ainda, só tinha uma necessidade enorme em fazer o quê ela mandasse. Não desgrudei os olhos dela, nem o riacho nem Sereena faziam parte do segundo cenário... Eu estava em transe, diferentes pessoas vestindo preto sentavam em circulo a minha volta, Geórgia estava perto de um pilar de madeira. Todos falam em um idioma desconhecido, cerca de dez pessoas levantaram as mãos em resposta sou içado, meus pés já não tocavam o chão. Visões diferentes passavam pelos meus olhos, outras pessoas fazem giros com as mãos, meu corpo gira e sinto-me mais leve, como se algo estivesse saindo de mim, uma neblina avermelhada. Com um baque, meu corpo choca-se contra o chão, uma luz forte sai do meu pulso direito. Quando a luminosidade cessa, duas luas encontravam-se nele. “Bem vindo à família!”, a frase de George ainda ecoa na minha cabeça, logo depois ela explica tudo sobre os clãs e a magia. Eu me sentia forte, poderoso, não precisava de mais ninguém em minha vida... Agora eu tinha uma família de verdade, não é como se fossemos maus... Só fazemos coisas visando nosso bem... E isso me alegra.

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–Acorda, bela adormecida. – Uma voz ecoa, tirando-me da escuridão. Esfrego as têmporas e foco o rosto de Íris a centímetros do meu. – Beba tudo! – Ela entrega-me uma xícara com um liquido vermelho e odor forte, não reprimo a expressão de desgosto. – É chá de morango, não veneno! Beba logo!

– Onde estou? – Minha voz falha ainda embriagada pelo sono. Beberico o chá cautelosamente. O lugar era intensamente iluminado por grandes vidraças, a madeira clara combinava com o lugar. Sentado no que parecia um pequeno sofá com uma manta xadrez, encaro Íris.

–Essa é minha casa, sede do clã dos Librins, essas coisas... – Íris fala ao revirar os olhos, como se aquilo não fosse importante. – Antes que pergunte: “O que estou fazendo aqui? Onde está Sereena? O que fizeram com ela? Por que eu sou um porco egocêntrico e todo mundo está me odiando nesse momento?” as respostas são: Não sei. Fim do corredor. Não sei, fiquei de babá aqui. Porque você é um Anluxe.

– Sua sinceridade me choca... Eu sou o porco egocêntrico? Não era eu que estava tentando recrutar mais um feiticeiro para seu clã... – Termino o chá e caminho para o fim do corredor, dando as costas para Íris. Na mesma manhã, Íris parecia flertar comigo e oferecer uma vaga no seu clã, junto com seus amigos.

–Nossa! Como é educado! Nem um obrigado... – Íris vocifera da cozinha.

Não a respondo, as paredes do corredor são recobertas por inúmeros quadros de família, mas não me prendo a eles. Vozes se sobrepõem, alcanço a maçaneta. Preguiçosamente, ouço a porta ranger e, por fim, abrir-se. Serena encontrava-se deitada sobre uma grande cama. De pé a sua volta, estavam Marcel, Camila, Marina e uma mulher desconhecida. No teto, uma intensa neblina rocha formava um redemoinho.

– Quando esse showzinho vai acabar? – Pergunto desdenhoso, todos levantam as cabeças e olham para mim. No mesmo instante que consigo ver os quatro pares de olhos, que brilhavam num branco arrochado, dou passos e acabo chocando-me contra a parede. Todos pareciam em um profundo transe, a mulher desconhecida balança a cabeça e seus olhos apagam-se.

– Querido, sente-se! Já estamos terminando. – A mulher fala sorridente e, com um balançar de cabeça uma cadeira arrasta-se até mim, sento assustado. Não consigo desprender os olhos. E então tudo cessa, toda energia se dissipa, os quatro parecem exaustos. Levanto-me, todos cobrimos os olhos assim que a luz irrompe de Sereena. O brilho era muito mais intenso que o meu, pois não saia apenas do pulso direito, mas dos dois.

– O que é isso? – Pergunto quase gritando, todos não desgrudam os olhos de Sereena, que acorda finalmente.

– A Reincarnation... – A mulher engasga no fim da frase, mas parece triunfante. Ela levanta e arruma a camisa amarrotada. – Bem vinda, querida.

Sereena parece enjoada, ela olha para os pulsos... Num possuía dois sois e o outro, duas luas... Aquilo era impossível...

– O que é isso? – Sereena estava em choque, seus olhos fixos nos pulsos. Se ficássemos quietos o bastante, seria possível ouvir seu coração pulando no peito. A mulher senta ao lado dela na cama e afaga suas costas.

–Calma, querida. Não deve se agitar, a transformação está apenas no seu primeiro estágio.

–Trans... Transformação? Quem são vocês? O que fizeram comigo? – Sereena engasga, o resto de nós só olhava as duas mulheres, a neblina roxa ainda rodava no teto. – O que é aquilo? O que são essas marcas? – Sereena termina referindo-se a neblina e olhando os pulsos.

– Aquilo é seu bloqueio... – Digo, ainda questionando-me sobre as marcas. Sereena parece perceber agora minha presença, seus olhos fixam numa expressão de ódio.

– Bom. – A mulher chama atenção de Sereena e vira seu rosto para ela. – Chamo-me Rosana, sou a líder dos Librins. Não sei como explicar toda a situação, mas todos nessa sala são feiticeiros... – Rosana termina a frase e o queixo de Sereena cai. Íris entra no quarto com um pano de prato nas mãos.

– Já explicaram tudo para ela? – Íris fala e todos se viram para ela, engolindo em seco por perceber interromper algo, ela senta próxima a Marina. – Desculpe...

– Vocês estão blefando, não é? – Sereena fala, parecendo achar tudo muito engraçado. Mas até ela sabia que aquilo não era brincadeira.

–Não, querida, não estamos. – Rosana diz com a expressão cansada e preocupada. Eu já estava farto daquilo, queria sacudir Sereena e explicar tudo. – Nem pense em fazer isso, Thomas... Ela precisa de um tempo para digerir a ideia.

–Saia dos meus pensamentos! – Digo para mulher que nitidamente tinha lido minha mente.

– Vocês podem me dar um tempo para pensar? – Sereena pede quase sussurrando as palavras.

– Sim, querida. Íris tranca a janela... Vamos todos esperar você na cozinha. – Rosana fala ao levantar da cama, parece que o plano de Sereena era fugir pela janela, Íris a fecha com um solavanco e todos caminhamos para a cozinha.

– Mãe, não tem como acalma-la? – Íris sussurra, assim que fecha a porta.

– Ela está muito agitada, estou emanando emoções tênues para ela desde que a trouxeram. Mas nada parece funcionar, talvez os espíritos em torno dela estejam bloqueando-me.

– Espíritos? – Camila diz ao puxar uma das cadeiras da pequena mesa de jantar no meio da cozinha.

–Não percebeu? Tem seis almas em torno dela... Não reconheci nenhum. Mas três não tinham as melhores colorações. – Marina fala juntando as mãos sobre a mesa. Eu não entendia nada sobre espíritos e colorações, essa era parte da magia dos Luminos.

– Quando ela sair do quarto, vamos começar explicando sobre o quê? – Marcel parecia preocupado e confuso.

–Deixaremos que ela faça perguntas... – Rosana fala, parecendo recobrar uma paciência perdida.

– Ah! Por favor! Não podem apenas explicar tudo de uma vez, não é tão difícil entender! – Digo, jogando as mãos para o alto.

–Thomas, não parece estranho ela ter duas marcas? – Íris fala, batendo os dedos contra o tampo da mesa. – Aposto que sim, você entende o porquê? Aposto que não... Então faça o favor de permanecer calado e calmo. A prioridade agora não é mais o seu recrutamento como mais cedo!

Calo-me e fecho a expressão, sei que Rosana estava orgulhosa da filha ter me dado aquela resposta e isso me envergonha ainda mais. Todos permanecemos quietos, só o som da nossa respiração era ouvido até que escutamos passos no corredor. Todos viram para Sereena, que entra cambaleando na cozinha. Marcel levanta para ajuda-la, mas ela levanta a mão.

–Eu estou bem... E pronta. Só quero que vocês respondam a algumas perguntas... – Sereena termina, e todos balançamos a cabeça, concordando. Embora eu planejasse permanecer em silêncio. – A primeira pergunta é: Quem eu sou?

–Bom, essa é a questão mais difícil de explicar e você acreditar... – Rosana começa, a preocupação volta a seus ombros. – É melhor sentar. Assim está vendo essas marcas nos nossos pulsos direitos? – Rosana aponta para seu pulso, e todos mostramos os nossos – Como pode perceber, nos nossos – Rosana aponta para o resto de seu clã – Há um sol e uma lua, e no do Thomas duas luas. Isso acontece porque somos de clãs diferentes... Agora, se olhar os seus pulsos, os dois têm marcas diferentes. Num deles há duas luas e no outro dois sois... Você começou a tirar seu próprio bloqueio no meio do pátio da escola... Sereena, acreditamos que você é a reencarnação de duas almas. – Houve uma pausa, Sereena concordavam com a cabeça, mas parecia não registrar nada. – Não, você não é uma aberração, nem nós somos... – Rosana responde a um pensamento de Sereena – Mas não são quaisquer almas, são as almas de Cecilia Lirith e Cornelius Aubaran...

– Quem? – Eu e Sereena perguntamos juntos, ajeito-me na cadeira e encaro Rosana.

– O importante não é quem foram, mas a história dentre eles. Eles nasceram numa época onde as magias não eram divididas, não havia clãs, nem distinções. Todos os feiticeiros viviam em completa harmonia, num equilíbrio interno invejável, todos praticando os seis tipos de magia: Negra, Azul, Vermelha, Cinza, Rosa e Branca...

– A magia negra é a magia egoísta, onde o bem só serve para o individual. A azul é a magia em comunicar-se com os espíritos, abrir portais espirituais... A vermelha liga-se com a capacidade de sedução, colocar pessoas em transe, a magia do sangue. Cinza é ligada ao controle da natureza, principalmente das plantas e elementos, já a rosa é o controle de emoções e indivíduo. A Branca é a que visa o bem geral. – Íris completa Rosana, que sorri agradecida. Sereena parecia amorfa quanto às novas informações

– Cecília e Cornelius estavam num acordo matrimonial. – Rosana continua. — Seu casamento foi organizado desde o nascimento de ambos. Era uma estratégia para unir duas famílias, os Lirith e os Aubaran, o casal não sabia do acordo. E assim, inocentes, apaixonaram-se quando jovens. Cecília era extremamente ambiciosa e travessa, segundo a lenda, e Cornelius era bondoso e astuto– Rosana conta a história como se a visualizasse e fosse arrancada da realidade para essa época distinta. Na outra extremidade da mesa, Marcel levanta e parece procurar por um livro na estante atrás de si.

– Aqui! Uma imagem dos dois. – Marcel joga o livro aberto sobre a mesa. Sereena pega tremula o livro e analisa a figura.

– Eles parecem amargurados e tristes nessa imagem... O que houve com os dois? – Ela pergunta passando o livro para mim. Na imagem, os dois estavam de costas um para o outro, Cecília tinha a expressão triste e uma longa cobra enrolava-se aos seus pés, já Cornelius com a expressão fechada e rígida, tinha uma cobra contorcendo-se próxima de si.

– Bom... Como eu disse, eles estavam perdidamente apaixonados. Até descobrirem sobre o casamento arranjado. – Susana continua. – Eles queriam casar-se, mas sentindo-se livres, eles não queriam estar ligados as suas famílias. Cecília tinha uma alma incansável e transitória, sabia que seu amor por Cornelius poderia durar pouco, e se o casamento fosse realizado ela estaria presa à obrigação de ama-lo para sempre. Ela não era de apegar-se às pessoas... Um mês depois de descobrir sobre o casamento, Cecília fugiu para um bosque, a natureza chamava-a. Os espíritos da floresta, sabendo da necessidade de Cecília em fugir, acolheram e a seduziram, Cecília continuava a amar Cornelius, mas casou-se com a natureza. Cornelius, por sua vez, foi atrás da amada. No fim, encontrou-a com os espíritos, gozando de uma vida feliz e plena sem ele. Cornelius amargurou sua alma, sentindo-se traído... Ele amaldiçoou a floresta e ela fez o mesmo contra ele. Cornelius passou a viver nas sombras e perdeu a capacidade de praticar as magias branca, cinza e azul. A branca perdeu por ser egoísta demais, a cinza por ter amaldiçoado os espíritos da floresta e a azul pelos espíritos negarem-se a respondê-lo. Cecília caiu num profundo estado de pesar por causar danos ao amado, por ter sido egoísta. Só sentiu-se bem quando parou de praticar as magias negra, vermelha e rosa, e buscar pelo bem maior.

– E então os clãs surgiram... – Camila interfere na narrativa. Eu não tinha ideia sobre a origem dos clãs. – Há cinco clãs, cada um pratica determinada magia.

– O Anlux é o clã que pratica magia negra, vermelha e rosa. Surgiu pelos que concordavam com Cornelius e se juntaram a ele. Eles possuem esta marca. – Marina vira a pagina do livro e mostra duas luas para Sereena que rapidamente vira a cabeça em minha direção. Eu levanto a manga da camisa e mostro minha cicatriz para ela novamente.

– O Luminos é o clã que pratica magia branca, cinza e azul. Os que concordavam com o que Cecília propunha. Eles possuem como marca dois sóis. – Camila fala, desta vez ninguém mostra sua marca. – O Librin é o clã do equilíbrio, podemos praticar qualquer magia moderadamente. Somos o clã que não toma partido na história de Cecília e Cornelius, nossa marca é uma lua e um sol. – Camila, Marcel, Marina, íris e Rosana mostram a marca no pulso direito.

– Em briga de marido e mulher, não se mete a colher... – Íris fala rindo, mas aquieta-se assim que percebe que não era um momento para piadas.

– Nós zelamos o equilíbrio de forças. Se há uma guerra entre os Luminos e os Aluxes, nós avaliamos quem está perdendo e lutamos ao seu lado. Até a guerra estagnar-se e acabar por fim. O Luminos procura sempre instaurar o bem humano, mas nós zelamos pela harmonia. Por exemplo, se eles causam uma colheita de trigo muito grande para determinada nação, colocamos uma praga no campo, até que a colheita seja regular e suficiente. Fazemos com que a magia não interfira na história humana. – Camila fala séria, batucando os dedos contra a mesa.

– Além desses principais, há os nômades, pessoas que não se fixam em nenhum clã ou são renegados. E os feiticeiros que negam a magia, escolhem não pratica-la. – Marina termina de falar com uma expressão de nojo.

– Você tem a marca dos Luminos e Aluxes, por isso acreditamos que você seja a reencarnação do casal. Cecília e Cornelius morreram em uma guerra dos clãs, um destruiu o outro, suas almas deixaram seus corpos ao mesmo tempo. Almas inocentes em corpos corrompidos pela vida uniram-se e despereceram com a promessa de voltarem, deixando um feixe de luz roxa no céu. O mesmo tom de roxo do seu bloqueio... Quando vamos reencarnar, é posto um bloqueio em nossas almas, que impede a magia de fluir até que o feiticeiro seja recrutado. No meu caso, fu recrutada no clã dos Librins, mas poderia mudar de clã quando quisesse. Todos podem... – Rosana termina a frase olhando para mim. – Mas você, pelo que o bloqueio transmitiu, já tinha realizado algumas pequenas magias. Conhece aquelas chaleiras que fazem um barulho quando a água ferve? Aconteceu algo parecido dentro de você... Por algum motivo a magia agitou-se tanto dentro de você que o bloqueio não suportou e começou a romper-se. O que aconteceu antes de você desmaiar? – Susana termina, agora tudo fazia sentido. Os espíritos, a preocupação, a neblina roxa, a tensão. Sereena olha para mim, parecendo lembrar-se do que aconteceu.

–Eu estava tendo uma grande decepção. – Sereena fala baixo – Se eu sou mesmo a reencarnação desses dois grandes feiticeiros, eu tenho sérios problemas ou um grande poder?

– Sua magia pode agitar-se com o descontrole emocional... Interessante e faria todo o sentido... Ah! Quanto à segunda pergunta... Bom querida, antes de possuir grande poder, você possui extremos. Isso pode te ajudar... Assim como pode te destruir. Você ainda enfrentará muitas batalhas...

Sereena murcha junto comigo. Se ela fosse muito poderosa, eu poderia leva-la para Geórgia e ganhar um status maior dentro do clã...

–Saía da minha casa agora! Não suporto mais seu egoísmo! E espero realmente que Sereena não escolha ir com você! – Rosana levanta e bate as mãos com força contra o tampo da mesa, a mulher havia lido meus pensamentos novamente, sou muito tolo.

– Thomas... Eu não vou a lugar nenhum, vou continuar com os Librins! Você também pode ficar, pode trocar de clã! Rosana mesmo falou isso... – Sereena, com a expressão cansada e esperançosa, fala ao tocando meu braço.

– Quem disse que quero mudar de clã? – Digo, afastando-me do seu toque. – Eles são minha família! Nada vai mudar isso!

Levanto, não cogito a possibilidade de mudar de clã. Eu precisava encontrar Geórgia...

Notas finais
Thomas é um filho de uma boa mãe né ? Georgia é inspirada fisicamente, por enquanto, na Gabrielle e Rosana na mãe da Ingrid ( Íris ) kkkkkkkkkkkkk