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2 Capítulo Dois - Conversas Noturnas
Notas iniciais
— Você parece bem feliz hoje, aconteceu algo? — questionou Chat Noir deitado na cama do ruivo.
— Quando foi que você entrou?
— Faz alguns minutos.
— Ladybug te deixou sair sozinho? — brincou Nathanaël.
— Ela disse que não estava se sentindo bem e preferiu ir antes para casa.
— Então você foge quando sua dona não se sente bem? — provocou ele.
— Você está fugindo da minha pergunta.
— Certo. E você da minha. — os dois se entreolharam e riram — Eu fiz um trabalho em grupo hoje. — comentou ele voltando a se concentrar em seus desenhos — E eu os fiz com pessoas que eu queria me aproximar.
— E quem seriam? — questionou o gato fingindo não saber.
— Marinette e Adrien.
— Por que quer se aproximar deles?
— Porque eles parecem legais. — limitou-se a isso.
— Entendo… — foi a única coisa que Chat respondeu.
— Vocês andam vindo muito na minha casa desde aquela noite, não acham?
— Sua companhia é agradável. — explicou o loiro — Acho que essa também seria a resposta de Ladybug.
— Você não a chamou de “my lady”, “princess” ou algo do tipo… Isso é raro.
— Eu a chamo daquele jeito para provocar ela. Mas ela se acostumou e nem liga mais.
— Você faz provocações assim sem a máscara também
— … Não. — respondeu hesitante. O ruivo achou curioso a hesitação e virou sua cadeira, encontrando um herói desprotegido.
— Você… Não gosta de viver sem a máscara.
— Não é que eu não goste. — suspirou o rapaz — Eu só não tenho a mesma liberdade de quando eu estou com ela. — disse apontando para a máscara.
— Ladybug sabe disso?
— Nunca conversamos sobre nossas vidas. Ela não quer que eu descubra quem está escondida por trás daquela transformação.
— Ela não quer que você descubra sobre ela, mas isso não quer dizer que ela não queira descobrir quem é você.
— Nisso você está errado, ela tem medo do que pode acontecer se uma das máscaras caírem. E enquanto ela tiver medo, eu vou respeitar sua vontade. Afinal, sou um gato obediente.
— Quanto tempo você vai aguentar ser um bom gatinho? — questionou o ruivo desistindo de desenhar.
— O tempo que for necessário.
— Você já se conformou que ela pode nunca corresponder você?
— Se conformar é uma coisa. Os sentimentos desaparecerem… Outra completamente diferente.
— Com certeza. — os dois sorriram tristes, pelo visto, possuíam algo em comum.
— Acho melhor eu ir, você já deveria estar dormindo.
— Você também. — retrucou o Kurtzberg.
Nathanaël assistiu Chat Noir sair de seu quarto e sair pelas ruas rumo seja lá onde fosse, mas se tinha algo que havia começado a gostar, era de ver os heróis de Paris saírem de seu quarto sem olhar para trás.
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