Space

3 Capítulo Três - Segredos


Notas iniciais
Boa leitura c:

— Você quer se matar por acaso?! — gritou Ladybug desesperada após pegar o ruivo alguns segundos antes de ser acertado pelo ataque do inimigo da vez.

— Desculpa. — pediu ele sem graça, apesar de que queria responder algo totalmente diferente. No entanto, o momento era inapropriado.

— Tome mais cuidado, por favor. — pediu ela e olhou para o inimigo — Droga! Cadê você, gatinho..?

E o apelido de repente ecoou pela mente do ruivo, o lembrando para acabar com qualquer esperança.

— Me procurando, princess?

— Chat! Onde esteve!?

— Despistando pessoas.

— Venha comigo, eu tenho um plano!

Nathanaël assistiu a luta as escondidas. Ele suspirava aliviado a cada vez que os dois desviavam de algum ataque. Viu as expressões de tensão no ápice da batalha e no fim viu um sorriso no rosto dos dois heróis somado a um toque que era só deles.

Estava apaixonado por Ladybug e Chat Noir. E novamente não tinha espaço entre as duas pessoas…

Suspirou irritado consigo mesmo e saiu as pressas de seu esconderijo, precisava chegar logo em casa. Precisava desabar. Mas precisava ser onde ninguém visse e lhe questionasse.

Porque ninguém iria entender sua dor.

Foi o que ele pensou.

Quando a noite chegou, Ladybug surgiu em seu quarto afobada.

— Nathanaël? — questionou a garota e viu o rapaz deitado em sua cama — Nath? — questionou ela da forma carinhosa como havia apelidado ele — Você está bem. — concluiu ela ao perceber que ele não tinha nenhum machucado físico, o que na verdade, era óbvio, devido seu poder.

— Me deixe em paz.

— Eu estou preocupada com você, é claro que não vou te deixar em paz. — as palavras da heroína surpreenderam o Kurtzberg e as fizeram virar para o lado de Ladybug, encontrando olhos e expressão facial que mostravam, de fato, preocupação. — Sente-se. — pediu ela carinhosamente e o viu executar o pedido e em seguida o abraçou com força.

Com dificuldade Nathanaël correspondeu ao abraço e voltou a chorar. Havia se esforçado tanto para parar…

— Dói muito… — comentou com dificuldade, devido sua voz embargada.

— O que te machuca tanto?

— Gostar de alguém.

— … Eu sei, dói tanto que você quer arrancar essa dor fora.

— As vezes parece… — ele fungou — Que o único jeito de sumir com essa dor — fungou novamente — é sumindo com a própria vida.

Ladybug desfez o abraço abruptamente e colocou as duas mãos no rosto dele, o forçando a olhar em seus olhos, sua preocupação havia dado lugar a raiva, mas ele via no fundo dos olhos dela, a preocupação ainda estava lá.

— Nunca! Jamais se atreva a repetir isso! — disse ela convicta, mas em seguida suspirou — Eu sei o quanto dói um amor não correspondido. — murmurou serena — Mas existem pessoas que se importam com você. Que te amam. Você não pode simplesmente deixar elas. — o ruivo desviou o olhar sem graça e ficou em silêncio, mas as lágrimas ainda desciam — Estamos entendidos?

— … Sim… — respondeu em um sussurro.

— Ótimo. — respondeu a joaninha mais tranquila e o abraçou novamente — Sinto muito pela sua dor. Quer falar mais sobre ela?

— Quero. — respondeu de súbito, o que surpreendeu a si mesmo.

— Ficarei aqui até o amanhecer se preciso, então. — respondeu o soltando e esperando ele tomar coragem para dizer o que queria.

— Eu não gosto de apenas uma pessoa.

— Esse fato te incomoda?

— Sim.

— Se lhe serve de algum consolo, eu gosto de três pessoas.

— Eu gosto de quatro.

— E nenhum é recíproco… Acho que estamos sem sorte, não acha?

— Uma joaninha sem sorte… Irônico, não?

— Com certeza. — riu a heroína — Conte-me mais, se quiser.

— Eu me apaixonei primeiro por ela, e eu percebi que ela gostava dele. De repente, eu estava prestando muita atenção nele e estava gostando dele também. Quando me dei conta, era tarde demais, e o pior é que ambos gostam um do outro, apenas não perceberam ainda…

— E os outros dois?

— Eles são tão próximos que me sufoca. Eu não tenho espaço entre nenhum deles…

— Um dia você vai descobrir onde tem espaço, até lá, seja paciente. — sorriu calorosa após sua resposta.

— Obrigado, Ladybug… — respondeu sorrindo e ela sorriu novamente.

— Tudo para te ver sorrir novamente. — respondeu ela e de repente ouviu seu brinco apitar.

— Vá. Eu ficarei bem.

— Amanhã eu descobrirei.

Os dois sorriram e Nathanaël a acompanhou até a sacada e a viu sumir sem olhar para trás.

E no fim, ambos saíram com alguns curativos para curar seus corações partidos.

Notas finais
Obrigada por serem pacientes Até mais o/