Notas iniciais
Só comentem! por favor! :) esse capitulo ainda é feliz e contente, o terror ainda não começou... nos vemos lá me baixo!

‘Eu sempre disse que ter pesadelos é muito melhor do que ter sonhos felizes. Depois de acordar de um sonho feliz, você fica deprimido e triste pelo sonho não ser verdade. Com um pesadelo, parece ser um milagre ter acordado. O problema é quando sua vida acaba virando um pesadelo, sem conseguir acordar.’

-Hoje você vai sair?- Pergunto pra minha mãe enquanto me sento ao lado dela na mesa de jantar.
-Acho que sim... Vou para o aniversário da Aninha, lembra dela?- Responde minha mãe se servindo de um pedaço de carne.
Faço que sim com a cabeça a sorrio. Na verdade eu não me lembro da Aninha. Não tenho a pálida idéia de quem seja, mas estou com preguiça de perguntar. Começo a pensar no que eu vou fazer hoje a noite, já que vou ficar sozinha. Quando eu era criança e minha mãe me deixava sozinha em casa á noite, era uma tortura. Eu tinha medo do escuro, medo de dormir, e triste por ficar sem companhia. Por isso eu ia dormir na cama da minha mãe, esperando ela voltar. Ás vezes eu ligava a TV, deixava a luz acesa e deitava na cama. Aí eu acabava dormindo sem querer, e acordava lá pelas 3 da manhã com tudo ligado, e isso acabou ficando muito deprimente. Era um sinal que minha mãe ainda não tinha voltado, e que talvez ela nem dormiria em casa. No dia seguinte eu acordava com olheiras, e com dor de cabeça, por causa do meu medo de dormir sem ninguém em casa. Eu acabava ficando com raiva da minha mãe. Raiva por ela ter preferido sair do que ficar com a filhinha indefesa dela.
Agora eu adoro ficar sozinha em casa á noite. Eu posso fazer o que quiser, dormir a hora que eu quiser, cantar, comer tudo que eu tiver vontade... Não que minha mãe não deixe eu comer o que eu quiser, mas eu posso comer chocolate e batata frita em quantidades vergonhosas. Sempre quando eu como muito minha mãe pergunta coisas como ‘Lola, cadê o chocolate? Eu comprei uma barra inteira ontem! Não vai falar que você comeu tudo!’. Então eu respondo que a culpa é dela que me deixou sozinha em casa, aí eu fiquei deprimida e solitária e tive que comer todo o chocolate pra me consolar. Aí ela fica com pena e me leva pra tomar sorvete. Eu não sou gorda, mas gosto de comer. Ás vezes, quando minha não dorme em casa, eu fico acordada a noite inteira, aí eu vou direto para a escola de manhã. É cansativo, mas divertido.
-Então... Como foi seu dia hoje?- Minha mãe pergunta sorrindo, me tirando dos meus pensamentos.
-Foi legal! Tirei 8 na prova de ciências...- Respondo, sorrindo também.
-Isso! Muito bem!- Ela diz batendo minha mão na sua, e fazendo a dancinha que ela faz quando fica feliz mas não pode sair dançando porque ela está sentada e/ou em um lugar público. Tudo que eu faço minha mãe acha lindo e maravilhoso. Ela acha que eu sou a menina mais inteligente, linda e simpática do mundo.
O silêncio reina até o fim do nosso jantar, porque as duas estão muito concentradas na própria comida. Levo meu prato e o da minha mãe até a cozinha e lavo a louça. Eu simplesmente odeeeeio lavar pratos, mas é necessário, porque sou a única que consegue fazer isso. Nós dividimos as tarefas: Minha mãe cozinha, e eu lavo a louça, a roupa, e levo o lixo para fora.
Sou filha única, e meu pai mora na Argentina, então eu vejo ele só 2 vezes por ano.

Subo para o meu quarto e fico conversando com os meus amigos pelo facebook. Começo a sentir um cheiro bom de perfume, quando vejo minha mãe entrando no meu quarto para se despedir de mim. Ela está tão linda! Com uma roupa toda preta, e um lenço colorido. Eu não sou bonita. Minha pele é muito clara, meus cabelos pretos são lisos, e tenho algumas sardas bestas na bochecha. Meus olhos são grandes e castanhos, e minhas sobrancelhas são grossas. Quando eu era menor queria deixar minhas sobrancelhas fininhas e bonitinhas, mas minha avó não deixou, falando que elas eram a coisa mais bonita do meu rosto. Enfim, minha mãe é mil vezes mais bonita do que eu. Ela tem olhos azuis lindos, e é magra e alta. Até os meus amigos, que tem 14 anos, se apaixonam pela minha mãe! Isso é um pouco constrangedor, porque eles tem a minha idade, e minha mãe tem 36 anos. Ela também é muito mais festeira do que eu. Enquanto eu só quero ficar de pijama assistindo filmes, ela gosta de ir pra balada com os amigos. Pois é.
-Tchau, meu amor! Daqui a pouco eu estou de volta, ta? Te amo muito muito muito muito! Juízo! Eu vou trancar as portas e levar as chaves...- Ela dia enquanto me da um beijo na testa e um na bochecha.
-E se tiver um incêndio? Como eu vou fugir se você trancou as portas?- Pergunto, rindo.
Eu sempre pergunto isso, e ela sempre responde:
-Bom, aí, minha cara, você vai morrer...- Eu sei, não é engraçado, mas nós sempre rimos.
-Tchau, mamãe! Te amo!- Digo mandando beijinhos no ar. Ela me joga um outro beijo e sai do meu quarto, deixando o seu cheiro de perfume no ar.
Ufa, liberdade!

Notas finais
comentem. comentem. comentem. por favor. comenta qualquer coisa, até q essa fic é uma merda