South Park: The endless night
2 O Início
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Um grupo entre doze a quatorze crianças estava reunido em frente a uma praça e conversavam entre si, eles arrumavam os últimos detalhes para finalmente poderem ir passar a noite na floresta ao leste de South Park. Naquela noite eles combinaram de todos fazerem um teste de coragem, que teoricamente começaria apenas as duas da madrugada.
–Quem ainda não chegou? –Perguntou Butters.
–Token, Lexus, Damien e Tweek. –Stan falou enquanto digitava no celular.
–Eu podia estar fazendo qualquer outra coisa. –Comentou Kyle.
–Veio porque quis Judeu. –Cartman disse. –Espero que o Token não fure, ele que ia trazer a câmera...
–O que precisávamos trazer mesmo? –Perguntou Pip mexendo em sua mochila.
–Sacos de dormir, comida, lanterna e pilhas. –Wendy listou.
–Droga... eu esqueci o saco de dormir. –Pip murmurou.
–Imbecil. –Craig falou sem mudar de expressão.
Alguns minutos depois o resto do grupo chegou e todos finalmente foram na direção da floresta, que ficava a uns seis quarteirões do local inicial. Era uma noite fria com uma grande lua cheia estampada no céu, quando o grupo chegou na entrada da floresta ligaram algumas das lanternas e adentraram ainda mais fundo no lugar, procurando algum ponto onde pudessem montar o acampamento.
Depois de andarem por mais ou menos quarenta minutos chegaram em um ponto onde havia um grande tronco de árvore caído, somente ali eles conseguiram ver o céu com clareza e Eric decidiu que lá também seria o local onde iriam acampar naquela noite.
Quando terminaram de organizar o acampamento e Damien acendeu uma fogueira, todos se sentaram ao redor dela para descansar, uns mais próximos e outros mais distantes. O grupo permaneceu em silêncio por longos minutos, de alguma forma aquela floresta os obrigava a preservar a assustadora ausência do som.
–Que horário tínhamos combinado mesmo? –Lexus perguntou, finalmente quebrando aquele desagradável silêncio.
–Duas da manhã. –Respondeu Butters. –Mas eu ainda não entendi muito bem o motivo...
–Amanhã vai ser uma sexta-feira treze, certo? –Eric não esperou ninguém responder. –Além de ser lua cheia. Eu li na internet sobre um demônio que aparece apenas em ocasiões como essa.
–De-demônio?! –Tweek falou assustado.
–Qual tipo de demônio? –Questionou Damien.
–Não tenho ideia. Só quero gravar provas da existência dele e mostrar para o mundo...
–Resumindo, você quer fama. –Kyle disse com uma ponta de irritação.
–Não Kahl, eu vou derrotá-lo e virar um herói.
–Vai sonhando bundão, esse tipo de coisa não existe!
–Mas nos vamos precisar ficar acordados até as duas? –Clyde perguntou.
–Pelo contrario, vamos precisar acordar às duas da manhã. –Cartman falou. –Alguém vai precisar ficar acordado para acordar os outros depois.
–(Eu fico.) –Kenny falou pela primeira vez naquela hora, com sua voz meio abafada pelo casaco.
–Na verdade é melhor que eu fique acordado, afinal eu esqueci o saco de dormir. – Pip comentou sem jeito.
–(Na verdade eu não tenho um...)
–SE EU DORMIR OS GNOMOS PODEM ATACAR! –Tweek gritou escandaloso.
Por algum motivo a maioria confiava mais em Kenny do que nos outros dois, então foi decidido que o loiro ficaria de vigia enquanto os outros dormiam. No fundo Tweek se sentiu aliviado, se o demônio o matasse no meio da noite enquanto os outros estivessem dormindo? Era muita pressão! Damien concordou em dividir o seu saco de dormir com Pip, com os argumentos de que era grande o suficiente para ambos e de que não deixaria o seu único seguidor morrer de frio. Mas de qualquer forma eles dois ainda foram muito xingados de viados.
Depois de um tempo todos, excerto Kenny, adormeceram. O loiro ficou observando a fogueira e a paisagem ao seu redor por uma hora e meia quando o som de galhos farfalhando quebrou o silencio. Kenny assustou-se por um momento, mas deduziu que era o vento e o problema estava ali. Não havia vento.
Kenny se levantou do tronco e começou a observar melhor o que poderia existir entre as árvores. Assassinos? Estupradores? Maníacos? Ou talvez o demônio que Eric tanto falou? De qualquer jeito o loiro iria verificar. Depois de pegar uma das lanternas ele desapareceu no meio da escuridão da floresta, e não voltou.
A primeira a acordar foi Bebe que notou de imediato a ausência de Kenny e perguntou em voz alta, acordando alguns dos outros ali presentes:
–Onde está o Kenny?
–Bebe... –Wendy falou ainda meio sonolenta. –O que aconteceu?
–O Kenny desapareceu!
–Desapareceu? –Lexus murmurou.
Com isso todos levantaram. Já eram duas e dez da madrugada, por que Kenny não havia os acordado mais cedo? Onde ele estaria?
–Nós deveríamos procurá-lo, certo? –Stan falou.
–Sim, alguma coisa pode ter acontecido! –Afirmou Kyle.
–Se-será que o demônio o pegou?! –Tweek estava agitado, bebendo direto na sua garrafa térmica cheia de café. –JESUS CRISTO! Somos os próximos!?
–Ele pode estar zoando com a nossa cara. –Eric disse despreocupado. –ISSO NÃO TEM GRAÇA KENNY!
Não houve resposta, e a partir desse momento todos começaram a ficar realmente preocupados. Token e Craig saíram para procura o loiro por dez minutos e acharam apenas um pedaço de tecido laranja, semelhante ao casaco que Kenny usava.
–Alguma coisa definitivamente aconteceu com o Kenny. –Clyde falou. –Deveríamos ligar para a polícia!
–Como se esses inúteis pudessem resolver alguma coisa... –Craig disse irônico. –Além disso, aqui celulares não tem sinal.
–Também tem a opção de voltar para a cidade e pedir ajuda. –Wendy tentava ser racional.
–Caras, vocês não notaram algo de diferente? –Damien observava atentamente algumas das árvores. –Essas árvores eram tão altas assim? Além disso, cadê aquele tronco?
As árvores ao redor do grupo pareciam meio que ter mudado suas posições, estavam mais altas do que todos eles se lembravam, mais juntas unas das outras consequentemente deixando a floresta ainda mais escura e sombria.
–Sem falar que eu não estou conseguindo me teletransportar para o inferno... –O anticristo parecia realmente assustado. –Que merda de lugar é esse?
O grupo desfez o pequeno acampamento e começou a voltar pela trilha que os havia levado até aquele lugar da floresta, porém algo estava errado, depois de dez minutos de caminhada a trilha terminava sem mais nem menos, forçando as crianças a voltarem e entrarem cada vez mais fundo na floresta.
–Butters, não fica muito para trás! –Eric falou em um tom de voz um pouco mais alto.
–Tudo bem! –O loiro respondeu
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