Notas iniciais
Dedicando esse capítulo pra minha amiga Giovanna. Coisa chatíssima que foi a primeira a saber da fic e que me apoiou, passamos uma madrugada falando sobre ela e agora ela já está no capítulo 15, já que não parei de lembrar dela enquanto escrevia esse capítulo, ele é todo seu Gica! Prometo não ser má como a Veronica Roth foi com você, te amo. Boa leitura gente. Lay xx

Drew tentou mirar em uma das criaturas, mas era quase impossível acertar o alvo com os dois se engalfinhando.

– Eu não consigo um alvo firme Zoe.

– Precisamos matar o outro, não podemos deixar que aquele primeiro Crente morra!

– Zoe do que está falando? São mutantes, são inimigos, criaturas criadas para nos destruir, você sabe disso mais que qualquer um. – Falei.

– Eles não vão matar o Kyle! – Ela gritou.

Logo em seguida, ela tapou a boca com as duas mãos. O segundo Crente olhou em direção ao muro.

– Zoe... – Falei, prendendo o ar.

– Me desculpem... – Ela falou.

– Temos que entrar agora. –Falei.

Era tarde demais pra entrar. O Crente já corria enfurecido na direção do muro.

– Não vai dar tempo de abrir a escotilha, Dylan. – Drew falou.

Fechei os olhos, me preparando para o impacto, mas nada aconteceu.

– Não pode ser possível. – Drew falou ao meu lado.

Abri os olhos a tempo de ver o outro Crente cravar as garras no outro, fazendo sangrar e perder a força.

– Temos que sair daqui enquanto temos tempo. – Falei.

– Mas eu... – Zoe começou a falar.

– Espere até que o outro Crente morra... Depois nós subimos de novo, eu prometo. – Falei, cortando-a.

Relutante, Zoe abriu a escotilha e se encolheu lá para dentro, comigo e Drew logo atrás.

Podíamos sentir o chão estremecer acima de nós, até mesmo ouvir o grunhido das duas criaturas até que escutamos um baque surdo atingir o chão.

– Um deles caiu. – Zoe falou.

Ela estava diferente, tinha alguma coisa com a sua voz... Dor. Mas porque ela estaria daquele jeito.

Rapidamente Zoe saiu pela escotilha.

– O que houve com ela? – Drew me perguntou.

Dei de ombros sem saber responder e subimos atrás dela.

Ela estava estaticamente parada na frente para o Crente.

– Ela quer morrer. – Drew falou, mirando a arma na cabeça do Crente.

– Não atire, espere. – Eu falei.

– Quer que ela seja atacada?

– Se ele fosse atacá-la, já teria feito.

Foi uma das poucas primeiras vezes que Drew me ouvia.

Ele continuou com o dedo no gatilho caso precisasse, mas não atirou.

O que estaria de errado com Zoe? Ou melhor... O que estaria que errado com aquele Crente?

POV Zoe

Eu sabia que um Crente não teria aquele comportamento, e quando o olhei nos olhos... Eram verde amendoados, como os de Kyle.

E quando ele olhou pra mim... Pude ter certeza que era ele.

Estava parada frente a frente com o monstro.

Se era mesmo um Crente, porque não acabava comigo naquele instante.

Pude ver seus olhos marejarem.

Não contive o impulso e o abracei.

Eu tinha certeza, era Kyle.

Senti os compridos braços gelados passarem em torno de mim.

– Não atire nele! É só um abraço! – Pude ouvir Dylan gritando para Drew.

Eu sabia que os dois se entenderiam.

Kyle se abaixou até ficar com o rosto em frente ao meu.

– Oh meu Deus Kyle... – Falei.

Meu queixo tremeu involuntariamente, logo eu estaria chorando.

Passei a mão no rosto de Kyle, um dia ele tivera a pele morena, o cabelo cacheado vivia bagunçado por causa do vento que pegava quando andava de moto.

– O que fizeram com você? – Falei, finalmente sentindo lágrimas rolarem pelo meu rosto.

Ele queria falar, mas saiam apenas gemidos e ele parecia sentir dor ao fazer aqueles sons.

– Por favor, pare, isso vai te machucar.

Ele não parava. Estava desesperado pra falar.

– Pare Kyle, eu não consigo te entender e isso está de machucando.

Coloquei a mão nos olhos.

Eu não podia acreditar que haviam feito aquilo com Kyle... E eu não acredito que ele tenha deixado que fizessem aquilo com ele.

Suas garras seguraram a minha mão com delicadeza, tirando-as dos meus olhos.

Seus olhos eram os mesmo de sempre.

– Porque fizeram isso com você?! – Falei, passando a mão em suas garras.

Kyle era lindo, agora era uma criatura acinzentada, com quase 2 metros de altura, com garras. Os cabelos cacheados haviam desaparecido, deixando um pedaço de pele lisa e gelada no lugar.

Senti as lágrimas voltando e abracei sua cabeça.

– Me desculpe... Eu tenho que ir... Se esconda, por favor! – Falei.

Assim que o soltei, Kyle correu em alguma direção, sumindo no deserto ao longe.

Corri em direção a entrada do subterrâneo, passando direto pelos meninos.

Eu não queria falar com ninguém, não queria encontrar com ninguém.

Topei com Padme no corredor a caminho do quarto.

– Zoe... O que houve lá? Onde estão os meninos... O que houve com você?

Ela me abraçou, era o que eu não precisava. Qualquer gesto afetivo naquele momento me faria chorar mais ainda.

– Fica calma Zoe, vai ficar tudo bem. – Ela falou.

Me livrei dos braços dela com violência.

– Hei, o que houve com você? – Ela falou, a voz tomando certo tom agressivo.

– Só me deixe sozinha está bem?

Marchei pelo longo corredor, que parecia maior ainda naquela situação, até meu quarto. Quando entrei, tranquei a porta.

– Olá Zoe. – O computador do meu quarto me cumprimentou.

– Ative as paredes a prova de som. – Falei.

As paredes foram revestidas por uma parede azul finíssima criada por Dylan para todos os quartos com o objetivo de fazer a sala ficar completamente a prova de som, ninguém de fora ouvia o que vinha de dentro e vice versa.

Eu não pude aguentar mais.

Comecei a revirar o quarto, quebrar coisas, gritar. Eu simplesmente não queria que aquele dia tivesse acontecido.

Depois de o quarto estar parcialmente quebrado, eu pude sentir que tinha me machucado. Meu antebraço esquerdo sangrava e ardia, eu devia ter me cortado com os estilhaços do abajur.

Passei a mão pelo rosto e me deitei na cama, me sentindo cansada. O choro cresceu em minha garganta novamente.

Aquele garoto... Eu tinha me metido em tantas encrencas por causa das nossas fugas em motos, nosso treinamento de tiro com pistolas de pressão.

Então nós fugimos, a Nova Ordem o recrutou.

– Vamos Zoe, eles nem imaginam que você é uma super-humana, até porque você é muito normal para ser uma. – Ele falou no dia em que um carro veio buscá-lo.

Eu nunca iria. A Nova Ordem tinha matado minha família, e eu não sabia como Kyle podia ter ido trabalhar com eles.

Eu queria me esquecer de Kyle, então encontrei um grupo de super-humanos e decidimos construir uma fortaleza para pessoas como nós.

Eu preferia que Kyle estivesse morto, mas o transformaram num Crente.

Então eu cedi. Me permiti chorar por Kyle.

Me permiti chorar pelo meu irmão mais novo, que nunca mais voltaria ao normal.

Notas finais
OI GENTE!!! HOJE É DIA DE A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS NO CINEMA, ENTÃO, PEÇAM AOS SEUS PAIS PRA TE LEVAREM, PORQUE PROVAVELMENTE VAI SER O MELHOR FILME DO ANO (depois de Mockingjay Part I) Acho que vou colocar uma post crítica no blog ainda hoje, então entre no meu perfil e procurem o link do blog na minha bio, aah e espero que vocês se divirtam lá, porque eu tento ser engraçada lá. Vou fazer um especial hoje e vou postar um capítulo sábado e outro domingo, então, podem ficar felizes! Bem pessoal, até amanhã então! Lay xxx