Sorvete???

1 Capítulo 1


Notas iniciais
em primeiro lugar sou uma novata nisto de postar fics!
peço que compreendam qualquer erro tecnico...mas espero que saia tudo bem! espero agradar-vos

Uruha POV:

Domingo, 11:00 da manhã, a luz do candeeiro do criado mudo estava inexplicavelmente acessa, incidia severamente no meu rosto. Mexo-me e tapo-me na tentativa de escapar á sua perseguição, tinha muito sono. Abri um olho em desafio, mas imediatamente o fechei por causa de uma dor aguda na cabeça.

A noite foi fantástica, a minha irmã mais velha fez anos e como não podia deixar de ser preparou uma enorme festa. Comida e bebida á descrição, num pequeno bar que o seu marido tinha alugado a um amigo. Tivemos direito a karaoke e a discoteca pela noite fora.

Dancei como nunca tinha feito antes, até deixar de sentir os pés e quando me sentei, aí, é que foi a desgraça...concurso de shots...e como todos sabem, tenho a minha reputação de alocoolico-chefe a manter. Não me recordo de muita coisa apartir daí, agora apenas revivo a maravilhosa noite deitado no quarto de hospedes do apartamento da minha irmã com uma exemplar dor de cabeça e um eximio ardor no estômago.

Espreguicei-me e senti a falta de um rotineiro calor, de um aconchego sempre presente, de uns braços ternos e de um sorriso matinal.
Aoi...meu Aoi, acordar sem ele a meu lado, era para mim a pior forma de começar o dia, já para não falar que esta bruta ressaca me deixa terrivelmente indisposto.

Claramente, Aoi também tinha sido convidado para a festa, pois a nossa relação foi algo que nunca tencionamos esconder, principalmente das nossas familias, que, ainda que digam o contrário, não aceitaram muito bem.

Sabem como é, um e outro comentário pouco cortez, olhares de desaprovação e para evitar todo o tipo de situações desagadáveis, o meu amor, sensato como é, preferiu não me acompanhar. Não o censuro, no seu lugar provavelmente também não me iria sentir confortavel, já que eu era a unica pessoa que ele conhecia bem naquele festa.

Então, amorosamente, explicou-me a situação e não tive como discordar. Encorajou-me a ir mesmo que no inicio fiz a tipica ceno do \'\'se tu não vais, eu também não quero ir\'\' sem sucesso, Aoi não cai nas minhas manhas!

Sim, a nossa relação é assim...madura, apaixonada, emocionante, baseada na longa amizade que nos é comum e na confiança que sempre partilhamos, somos capazes de passar tardes na calma de um bom jogo de xadrez como aos saltos de mãos dadas pela rua, como crianças.

Sorri ao lembrar-me da benção que recebo todos os dias por ter o Aoi ao meu lado, por ser mercedor do seu amor e digno de lho retribuir. O leve ranger da porta do quarto fez-me descer da minha nuvem cor-de-rosa, a minha irmâ apresentou-se por detrás da mesma com um ar de quem morreu e se esqueceu de cair. Olheiras carregadas, pele pálida e olhos aluados, enfim uma replica mais perfeita do que eu do que é uma bela ressaca, mas mesmo assim sorria.

— Boa tarde Kouyou!
— Boa tarde? — perguntei olhando para o meu relógio de pulço antes de reparar que esta totalmente vestido e calçado!
— É quase meio-dia, como está a tua cabeça?
— Comparada com uma montanha-russa a minha ganha notoriamente.

Ambos caimos na gargalhada, a minha irmã estendeu-me um toalhão de banho e algumas das roupas do seu marido que teve a gentileza de mas emprestar, para eu me poder trocar.

— Despacha-te, vou preparar qualquer coisa para comermos
— Se não te importas, gostava de ir directamente para casa depois do banho. — disse esfregando os olhos, o que me ocasionou outra pontada na cabeça.
— Tudo bem, mas ao menos toma isto — entregou-me uma caixa de comprimidos que entendi serem para a ressaca. Agradeci e fui rumo ao quarto de banho.

Este banhos quentes foram a melhor invenção do mundo, para além de relaxar os meus musculos tensos, suaviza o cançaso e a dor de cabeça.

Saí do banho, vesti as roupas que me foram emprestadas e com a certeza que a minha irmã estava bem e agradecendo-lhe pela bela noite, saí do seu apartamento e entrei no meu carro que estava milagrosamente inteiro, tal era a bebedeira que não me lembro sequer de o ter trazido para aqui. Com um agradecimento mental á entidade superior que protegeu o meu carro de mim mesmo, arranquei para o apartamento que partilhava com o meu morno.

Notas finais
proximo capitulo em breve!
comentem por favor!!! ^^