Sorry, Im A Bad Boy

2 Why did you help me ?


Acordei em um quarto estranho, eu com certeza não estava em minha casa. Levantei-me e senti várias dores, e cai novamente na cama.

– Não deve se mecher, seus ferimentos ainda não cicatrizaram.

– O que aquele cara disse é verdade?

Ela fitava um chão, com um semblante triste, e que mecheu comigo, não como se eu gostasse dela, afinal, eu mal a conheçia e ela era a nerd da escola, enquanto eu sou apenas um bad boy metido a ignorante.

– Sim, meu irmão é o líder dos Arashi. Mas ele não dá muita atenção a mim, e quando fala comigo, acabamos brigando.

Ela então me mostrou algumas cicatrizes que tinha nos pulsos

– Você poderia ter me matado, e seu irmão estaria feliz da vida. Por que não o fez?

– Eu apenas não me envolvo com gangues, não quero ser igual a ele.

– Igual a nós, certo? Lembre-se que eu sou como ele.

Ela não me respondeu, e continuo trocando as faixas que estavam em meu abdome cheio de machucados profundos e que ainda não tinham cicatrizado. Ela me advertia quando eu tentava me levantar, era como se fosse minha mãe, cuidando de mim.

Me senti alegre, de alguma forma, nem mesmo minha p´ropria mãe havia cuidado de mim assim, ela sequer sabe que eu existo, e meu pai, um empresário que nunca volta para casa.

– Obrigado, Kori.

Ela me olhou supresa, e um certo bilho surgiu em seu olhar. Ela então se aproximou de mim, e acariciou meus longos cabelos negros, que estavam soltos.

– Sua pele é tão pálida. – ela disse. – Você realmente é quem aparenta ser?

Eu ri.

– E como eu aparento ser? – perguntei curioso.

Ela pensou, depois respondeu:

– Uma pessoa engraçada, um tanto eufórico, com um olhar belo e intrigante, um jeito rebelde, um corpo bem definido e uma bela tatuagem de águia nas costas.

– Então é isso o que acha de mim?

– Sim, além de ser um idiota.

– Olha só quem fala, a nerd misteriosa e que nunca fala com ninguém, com belos olhos azuis.

Ela corou, o que era raro e fofo. Espere, o que eu estou pensando?

– Obrigada, Sakai.

– Me chame pelo meu primeiro nome.

Ela se assustou.

– Y-yu..

Segurei-a pelo queixo.

– Diga!

– Y-yu...ji.

Era divertido vê-la daquele jeito. Ela realmente não é quem aparenta ser.

– Vou pegar algo para comer-mos.

Ela saiu rapidamente do quarto, vermelha. Eu começei a rir, e meu abdome doía novamente. Fiquei parado, observando seu quarto. As paredes eram roxas, e possuia fotos na parede, Kori e seu irmão, provavelmente.

Havia uma mesa de computador ao lado direito de sua cama, e, na gaveta, um diário. Óbviamente tinha um cadeado, eu poderia abrir, mas não o fiz. Continuei procurando algo que me interessasse.

– Não achará nada de interessante aí.

Droga, ela me viu.

Ela entrou no quarto com uma bandeja. Aquilo seria para mim?

– Você precisa comer. – ela disse, me entregando a bandeja.

Agradeçi a ela, por alguma razão. Ela caminhou em direção ao guarda roupa branco, e tirou uma caixa de dentro do mesmo.

– Os jogos estão todos aqui. – ela disse, abrindo a caixa e instalando o aparelho para jogar-mos.

– Agora você está falando a minha língua garota.

Terminei de comer e ficamos jogando. Ela tem todos o tipos de jogos que você pode imaginar. Desde jogos de guerra, a terror, mundos paralelos, tudo mesmo.

– E seu irmão?

– O que tem ele? – ela pausou o jogo e me olhou.

– Ele não vem pra cá?

– Ah. Meus pais o expulsaram de casa, mas ele vem aqui, as vezes, quase nunca.

– E onde estão seus pais?

– Provavelmente trabalhando, eu passo a maioria do tempo estudando em casa.

– Parece que você tem uma nova vizinha. – eu disse, observando a rua pela janela de seu quarto.

Ela se levantou.

– Aonde vai?

– Vou comprimentá-la, e você devia fazer o mesmo.

– Mas eu nem moro aqui garota.

– Que seja, apenas tome cuidado e não mecha em nada.

Ela saiu e fechou a porta. Fiquei observando as duas conversarem. Mas estava um tédio ficar lá sozinho, decidi ir lá para fora também.

– Finalmente decidiu sair? – ela ironizou.

– Não enche. Quem é ela?

– Esta é a minha vizinha, Yui Sato, acabou de se mudar.

– Avá, é sério?

Ela riu, e Kori me olhava sério.

– Seu namorado é bem engraçadinho, Kori-chan.

– Ele não é meu namorado.

– Ela não é minha namorada.

Falamos ao mesmo tempo.

– Bem, Yui, este cara mal-humorado e palhaço é Yuji Sakai, estuda comigo, ou pelo menos aparece na escola.

– Prazer, Sakai-san.

Ficamos lá até anoitecer, cara, esta tal de Yui fala demais. Ela tem 15 anos e irá estudar na mesma classe que a gente. Da mesma altura que Kori, um pouco mais alta, cabelos castanhos, e olhos também castanhos. Até que os pais dela a chamaram.

– Tchau, Kori-chan, Sakai-san.

– Tchau. – Kori respondeu.

– Boa sorte com a sua nova vizinha.

– Por que diz isto? Ela é uma boa pessoa.

– Sei... Bem, boa sorte de qualquer jeito.

– Obrigada, Sakai.

Eu então peguei minha mochila que estava na casa dela, e fui embora.

– Sakai!

Me virei.

– O que houve?

– Apareça aqui no próximo final de semana para fazer-mos o trabalho.

Eu ri.

– Talvez eu apareça.

– Sakai!

– O que foi agora?

– ... Se cuide.

“Se cuide” aquelas palavras soaram mais doces do que eu imaginava...


Notas finais
Desculpem os erros...