Sorry, Im A Bad Boy
3 Feel Like a Rockstar
Notas iniciais
Poís é, aqui estou eu de novo, acordei com a porcaria do despertador que não parava de tocar. Levante-me da cama e simplesmente joguei-o contra a parede.
– Merda!
Minhas feridas ainda não haviam cicatrizado e incomodavam bastante. Fui tomar um banho e me arrumar para ir ao inferno que é a escola. Meu celular tocou. Era Seiji.
– O que foi Seiji?
– Você ainda pergunta o que foi idiota? Todos já ficaram sabendo que você foi pego por um dos Arashi e você pergunta o que fo?
– Qual é. Parece uma mulherzinha.
– Ímbecil.
Aquele imprestável desligou o telefone. Peguei minhas coisas e saí de casa. Eu caminhava em diração a minha classe e vi um panfleto no quadro de avisos.
“ Festival de bandas. A banda vencedora tocará no baile”
Ótimo, teremos um festival de bandas. Não que eu não goste, passo a maioria do tempo tocando, mas não gosto muito de aparecer em público.
Cheguei na sala de aula e vi que Kori ainda não havia chegado. Tudo estava calmo, e Kori ainda não havia chegado. Não que eu esteja esperando por ela.
– Sakai-saan!
Droga, estou tendo pesadelos. Por favor álguem me acorde.
– Você é a garota que se mudou para a casa ao lado de Kori, certo?
– Sim. E parece que ela ainda não chegou.
– Ela não costuma faltar assim.
Espera, desde quando eu me importo com a Kori?
– Ela não deve estar nada bem. Ontem escutei ela e mais álguem, e pareciam que estavam descutindo.
– Descutindo?
– Sim. Era um homem, aparentemente tinha a mesma idade que ela, e também era muito bonito.
– Ele fez algo a ela? – disse me levantando.
Yui ficou calada por um tempo.
– Diga.
Neste momento, Kori entra na sala de aula, cabisbaixa. Seus braços estavam roxos, sua boca cortada e seus olhos inchados. Tentei ir falar com ela mas a professora entrou na sala.
– Sente-se, Sakai-kun.
A aula começou e a professora não parava de falar. É pior que a minha vizinha, velha e irritante, que reclama do meu cabelo sempre que me vê.
Durante as três primeiras aulas não parei de pensar em Kori. Me sinto como uma adolescente com os hormônios a flor da pele e isto é humilhante. Desde quando me importo com ela?
O sinal do intervalo tocou e Kori saiu da sala, junto com Yui, que foi atrás dela. Eu também fui atrás de Kori, mas fui impedido.
– Você é Yuji Sakai certo?
Tinha a minha altura, estava com o uniforme da escola, tinha cabelos louros médios e bagunçados, olhos verdes e usava um óculos.
– O que você quer, quatro-olhos. Tire suas mãos de mim.
– Você sabe com quem está falando?
– Com um quatro-olhos?
Ele respirou fundo e falou.
– Eu sou Hayato Shimizu, presidente do conselho estudantil e líder do clube de basquete.
– E daí?
– Como?
– Pouco me importa quem você é, agora com licença que eu tenho outras coisas para fazer.
– Nada disto.
Ele me puxou pelo braço novamente.
– A diretora o espera, Sakai.
Ele me arrastou para a sala da diretora e lá tivemos uma conversa muito calma e instrutiva.
– Seu imprestável, quantas vezes já não lhe chamei aqui?
– Era pra ter contado?
– Cale-se. Eu não sei mais o que faço com você Yuji-kun. Você vive dando trabalho e quase nunca aparece na escola, sem contar as brigas.
– Não me importo com isto, me de qualquer trabalho para recompensar as notas e pronto.
– Não, eu pensei em algo melhor.
Lá vem problema.
– Quero que você participe do festival de bandas.
Ta me zoando?
– Eu não vou fazer isto.
– Você tem talento, Yuji. Acho que você deve participar. E pelo que sei, Kori-chan também canta muito bem.
– Ela... canta?
– Sim, ela tem uma bela voz.
O sinal toca. Volto para a sala pesando no que a diretora havia me dito. Até que tocar ao lado de Kori seria interessante...
Voltei a sala de aula e esperei Kori chegar. Mas nem ela nem Yui chegaram. E se o idiota do irmão dela fez algo ruim a ela novamente? Preciso saber como ela está.
– Sakai-kun! Se não quiser assistir aula pode se retirar.
– Nem precisa falar duas vezes.
Levantei-me e corri até a sala de música, onde ela costumava ir, mas ela não estava lá. Procurei-a por toda a escola.
– Onde esta idiota foi?
Disse para mim mesmo.
– Sakai-san.
– Yui. Aonde está Kori?
– Ela está no telhado...
Ótimo.
– Ei, Sakai-san.
Fui o mais depressa possível, até que cai nas escadas e bati a cabeça no corrimão. Mas continuei, deixando de lado a dor que sentia. Subi as escadas lentamente, com a cabela latejando e quase desmaiando.
– Kori...
Ela me olhou assustada. Seus olhos estavam vermelhos e ela provavelmente estava chorando.
– O que aconteceu com você?
– Eu cai da escada e bati a cabeça.
– Francamente. Você tem que ir até a enfermaria.
Então, fomos a enfermaria, e não havia ninguém lá.
– Pois é, ela não está.
Ela então foi em direção a prateleira.
– O que está fazendo?
– Eu mesma vou cuidar de você.
Ele então pegou o kit de primeiros socorros.
– Você é boa nisto.
Ela sorriu.
– Obrigada.
Um silêncio então tomou conta do local. Ela havia acabado de limpar o sangue de minha testa e, estava enfaixando-a
– Foi seu irmão não foi? Que a fez chorar.
– ...
– Não minta para mim.
Segurei seu pulso e olhei fixamente em seus olhos. Seus belos olhos azuis perdidos em mágoa.
– Sim.
– Irei acabar com aquele desgraçado.- disse me levantando.
– Não, não irá.
Ela me abraçou. Eu fiquei sem reação. Ela simplesmente me pegou de surpresa.
– Por favor, deixe tudo como está, Yuji. Você viu o eles podem fazer, e você está ferido.
Eu então começei a rir.
– Do que você está rindo?
Ele me perguntou, invocada.
– Você finalmente me chamou de Yuji.
Ela começou a me dar bronca, tentando disfarçar seu nervoso.
– Ei, Kori, já está sabendo do festival de bamdas?
– Sim, e Yui-chan me falou.
– Yui-chan?
– Sim. Algum problema?
– Nenhum. – disse rindo.
– O que tem o festival?
– Então, o que acha de nós dois participássemos?
– E por que isto tão de repente?
– A diretora disse que deveria participar do festival, para compensar as minahs encrencas. E ela também me disse que você canta, e muito bem.
– Sim, eu sei cantar.
– Então, vai me ajudar?
– Vou pensar no seu caso. – disse, saindo da enfermaria.
– Ei, Kori. Estou falando sério.
Ela riu e continuou andando, enquanto eu a seguia...
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