Sorrisos Mortais
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Notas iniciais
"- PARE! P-PARE! SEU MANÍACO! M-Me solte... Não me machuque, por favor! -- Chorou.
– Tuas súplicas não mudarão teu destino! Sua morte está apenas começando..."
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– Yoshida-san, por favor -- A bela Minori dizia ao aproximar-se com alguns papeis em suas mãos. — Aqui temos uma lista de casos não solucionados, veja. São todos de sua preferência e experiência.
– Ah, sim, vamos ver... -- Fui olhando de folha em folha, até que me deparei com algo do qual me interessei. — Sequestro seguido de tortura e tentativa de homicídio.
Vítima: Temporariamente Não identificado
Sexo: Feminino
Idade: Temporariamente Não identificado
Local do crime... -- Neste exato momento, reparei em algo que me chamou muito a atenção... No topo do papel havia uma imagem, um tanto embaçada, capturada por uma câmera de segurança. A foto estava muito escura, havia uma mulher ensanguentada se levantando, podia ser visto seus longos cabelos castanhos e sua roupa um pouco rasgada. Observei a foto por um longo período, analisando-a, até que tudo se encaixou...
– Iremos ao local do crime amanhã às 14h, okay? -- Disse ela.
– Nós?
– Sim, além de toda a perícia. Ah, Yoshida-san, a vítima tem entre 16 a 18 anos, caso isso ajude-o um pouco.
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Chegamos ao local, uma floresta escura e vazia. Procuramos todas as pistas do crime, encontramos poucas, apenas 12. Foi avistado sangue derramado sobre uma árvore, da qual estava com manchas escuras.
– Veja, Yoshida-san, há sangue aqui.
– Sim, posso ver. A tortura fora forte.
– Recolherei o sangue para fazermos a autópsia. Verifique o local por onde a vítima fugiu. -- Aproximou-se da árvore e recolheu uma amostra do sangue, que já estava quase seco.
Fiquei um pequeno tempo observando-a, afirmei e dirigi-me ao local ordenado.
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– Não fora encontrado provas contra o assassino, -- Disse ao voltar e dirigir-me na direção de Minori. — apenas uma unidade de cartucho circular calibre 22. O mesmo já fora recolhido para análise. -- Permanecemos um tempo em silêncio.
– O senhor estava pensando naquele assassino?
– Creio que não tenha sido o próprio, Kiyoto sequer usa arma de fogo.
– É nisso que penso. Mas somente após as análises, principalmente do cartucho, nós poderemos palpitar sobre o assunto.
– De fato... Concordo contigo.
– Bom, não há mais nada aqui, não encontrou nada lá? Mesmo? -- Disse levantando-se.
– Apenas mais sangue.
– Tudo bem, por hoje é só.
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Caminhava lentamente até a minha casa após este dia de trabalho, pensava em coisas um tanto nada a ver, não sei por que...
"Certo, depois devo arrumar o meu quarto, tomar um bom banho e ir direto dormir. Nada de ficar acordado até tarde, não posso me atrasar para a aula..."
Passei um tempo pensando no que acabei de pensar.
"Kiyoto, você já tem 18 anos, que brisa! Mas, de qualquer forma, eu trabalho... O que? Que coincidência, veja só quem acabo de encontrar!"
– Olá, Mayumi. -- Sorri ao aproximar-me. Olhou-me surpresa e apressou o passo. — Soube que está prestes a se tornar uma Nakamura, meus parabéns!
– Por favor! -- Entrou em uma loja, me deixando sozinho.
– Por favor eu que o diga! Está com medo? Ts... Está bem. -- Continuei.
Kimura Mayumi em breve se casará com Nakamura Karui, os dois estão extremamente felizes.. Eu quase estraguei o namoro dos dois, estão fazendo o máximo para me evitar. Como quase estraguei o namoro dos seres humanos mais grudados que existem? Acho que ainda é cedo para revelar... Bom, acabo de falar da Mayumi, que sumiu há algum tempo por conta de eu ter focado em outros assuntos {Não, não foi o Kiyoto que focou em outros assuntos, fui eu mesmo}, mas o que aconteceu com a Saki-chan? Acho que devo menciona-la, pois já se passou meses após o término do ensino médio... Mas ela sofreu...
~FLASH BACK ON~
=SAKI NARRANDO=
Acordo calmamente, um dia lindo lá fora, última semana de aula. Me levanto para tomar banho e visto o uniforme, faço um café da manhã simples, torradas com Nutella e um suco de laranja para acompanhar, o café da manhã preferido do meu irmãozinho. Mas por que ele não acordou ainda? Imagino sua alegria ao chegar na mesa. Aproximo-me da porta do seu quarto chamando-o.
– Kazuto-kun? Acorde, seu preguiçoso, está na hora de arrumar-se para a escola. -- Bato na porta após chama-lo, mas não recebo resposta. — Kazuto-kun? -- Abro a porta devagar para não assusta-lo, mas não o vejo na cama. Olho pelo quarto já esperando pelo pior, quando vejo o meu irmãozinho amarrado no canto do mesmo. — K-Kazuto-kun??? -- Entro no local na mesma hora, nem penso no que poderia acontecer, então a porta se fecha e ouço barulhos na mesma, mas quando viro-me procurando uma suposta pessoa, vejo apenas a porta trancada. Olho para o Kazuto e quem era o responsável? Sim, Yoshida Kiyoto encarava-me ao lado do pequeno!
– Bom dia, Saki-chan!
– K-Kiyoto?? O-O que está fazendo?? Solte-o! -- Gritei
– Ei, pensa que será fácil?? Não sou tão bonzinho ao ponto de solta-lo em troca de nada, primeiro você terá que obedecer-me!
– O-O que quer?
– Beije-me!
– O que?? Está louco?? Farei qualquer coisa, menos uma loucura dessas!
– Não quer me beijar? Então deite-se comigo!
– ....... Eu não farei nada do tipo! -- Logo que termino a minha frase, Kiyoto pega uma arma, exato, uma arma, e a aponta para a cabeça do Kazuto-kun. — N-Não! Pare, ele é apenas uma criança!
– Não importa a idade, se estiver vivo serve como refém.
– V-Você pode matar-me caso não o obedeça, mas não faça mal à ele!
– Ou me beija, ou o mato.
– D-Droga! -- Aproximei-me devagar tremendo dos pés à cabeça.
Kiyoto agarra-me pela cintura, viro o meu rosto para o lado, mas sinto sua mão segurando o meu rosto e fazendo com que eu o olhe nos olhos. Não mexo um dedo sequer, apenas me entrego. Fecho os olhos e sinto seus lábios tocando os meus, que sensação terrível! O assassino começa a me torturar levemente com sua boca, seria possível que a vítima morra? Aos poucos começo a sentir o mesmo acelerando o beijo, passando uma de suas mãos pelas minhas costas subindo-a até o meu ombro. Será que é possível gostar de um beijo dado por um homem do qual odeio? Será que posso encontrar prazer nisso? O fato é que aqueles segundos se tornaram horas... Por que não acabava? O Kazuto-kun chorava e pedia para que eu parasse, ele estava com medo, mas o Kiyoto não permitia que eu o acalmasse... Por fim, após minutos a me agarrar, ele me soltou. De cabeça baixa passou sua língua pelo seu lábio exterior com um grande sorriso maligno.
– De fato... Adoro sua boca!
Continua...
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