Sorrisos Mortais
19 Um Sorriso A Mais
Notas iniciais
Por fim, após minutos a me agarrar, ele me soltou. De cabeça baixa passou sua língua pelo seu lábio exterior com um sorriso malígno.
– De fato... Adoro sua boca!
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~KIYOTO NARRANDO~
Que dia ótimo! Finalmente o caso foi solucionado, apesar de o verdadeiro culpado não ter sido descoberto...
~VERSÃO ACEITA PELO JUIZ~
A vítima se chama Kimura Mayumi, noiva de Nakamura Karui. A mesma tem apenas 18 anos. O autor do crime se chama James Sakamoto, um bandido já preso antes por furto, roubo à mão armada e lesão corporal. O criminoso tem apenas 15 anos.
Após o roubo de dois celulares android, James caminhou cerca de 20 minutos até encontrar Mayumi. Ele se aproximou da vítima e anunciou o assalto, mas a vítima se recusou a entregar o dinheiro pedido. O ladrão, revoltado, golpeou a mulher várias vezes com uma única faca. Seu objetivo era de que a mesma se rendesse, mas Mayumi fugiu quando teve chance, e o criminoso, quando precebeu que seus golpes não obtiveram sucesso, sacou sua arma e atirou contra a vítima. A bala não atingiu o seu alvo e atravessou a parede de uma casa proxima. Por fim James desistiu e fogiu do local. As imagens das câmeras de segurança não mostram a cena do crime, somente a vítima fugindo do assassino.
~VERSÃO VERDADEIRA~
A vítima continua sendo a mesma, mas o criminoso é chamado de Yoshida Kiyoto. Ele se aproximou da Mayumi com o intuito de mata-la somente cerca de 20 minutos após o bandido James cometer um assalto (Seria coincidência?), apanhou uma de suas melhores facas e a abordou, jogando-a no chão e sentando-se em cima da mesma, imobilizando-a. O assassino torturou a vítima por pouco tempo, até que ela conseguiu uma oportunidade para fugir. Kiyoto aproveita o seu erro e decide incriminar o ladrão do qual ele mesmo havia furtado sua arma. Ele apanhou a arma roubada, sempre usando luvas aproveitando as digitais já existentes do dono da mesma, e então atirou contra a vítima, errando o alvo propositalmente. Kiyoto observou todo o local em volta de si avistando uma única câmera de segurança, então sua única escolha fora passar por outra rua para, por fim, chegar até Mayumi, que já não estava tão perto. Ele a segurou pelos braços e ameaçou-a:
– Estarei sempre vigiando seus passos, pequena, e caso você decida me denuciar, será morta juntamente com o seu noivo!
Após a ameaça, Kiyoto deixou-a fugir.
~KIYOTO NARRANDO~
Tudo ocorreu como esperado, o Juiz aceitou a versão falsa e eu saí ileso! O ladrão do qual eu mesmo incriminei acabou preso, sempre negando o crime (Logicamente). Mas preso por que? A prova do crime era o cartucho. Eu havia seguido o criminoso há um tempo atrás, invadi a sua casa e roubei sua arma justamente para usa-la num crime do qual eu cometi e ser conciderado inocente. O meu maior propósito era atacar Kimura Mayumi, mas, como acabei falhando e a pequena saiu correndo, não tive outra escolha, a não ser fazer tudo o que fiz para que não acabasse preso. Aquela arma era o meu plano B... Como encontraram a bala da arma de um criminoso no local do crime e com apenas as suas digitais, com certeza era o maior motivo para prende-lo. Não foi conciderado nenhuma outra versão, para eles James era sim o culpado. Não o prenderam apenas por isso, ele já havia cometido vários crimes, por isso sua prisão foi extendida. Mas e as testemunhas? Apenas uma jovem mulher viu a cena da janela de sua casa, pois crime ocorreu durante a noite, mas, devido à distância e à escuridão, não foi capaz de enxergar-nos muito bem, por isso ela não pode provar quem era mesmo o assassino. Todas as provas apontavam ao ladrão, nem mesmo me tomaram como suspeito! Saiu tudo perfeito, simplesmente como eu queria!
~SÁBADO, 14:00~
Lá estava eu novamente, andando até a casa onde a Saki-chan morava. É claro, eu não havia desistido dela ainda, a única coisa que eu não conseguia de modo algum, era tê-la para mim... Mas eu não pretendia nem mesmo cansar-me, estava sempre preparado para visitá-la! Chegando na rua onde a casa ficava, avistei seu irmão, Kazuto, correndo pela rua. Ele estava jogando bola com alguns amigos. O suposto pai de um deles os observava sentado na calçada em frente a uma casa da qual sua porta estava aberta. Aproximei-me das crianças e cumprimentei-as normalmente, então agachei próximo ao Kazuto e perguntei:
– Você é o Kazuto, né? Irmão da Saki-chan.
– Sim, por que? -- Respodeu-me um pouco desinteressado
– Não, por nada. Quantos anos você tem mesmo?
– Seis anos.
– Claro, novinho. -- Sorri gentilmente. — Me diga, você se lembra de mim?
– Não, não me lembro. Eu te conheço?
– Claro, sou amigo da sua irmã.
– Amigo? Não te conheço, tio.
– Bom, tudo bem, eu queria mesmo perguntar-lhe algo.
– O que?
– Você sabe me dizer se a sua irmã está interessada em algum homem? -- Pareceu surpreso e finalmente olhou-me.
– Não, ela não liga pra homem algum. Mas ela vive me perguntando sobre um cara bem parecido com você.
– ... Ela parece brava quando pergunta?
– Não parece. Ela nunca está brava, ela é uma ótima irmã, brinca comigo sempre!
– Como imaginava, ela sempre foi uma pessoa adorável! O que você responde quando ela faz esses tipos de perguntas sobre aquele homem?
– Ah, eu digo que não o vi. Eu nem sei quem é esse cara.
~SAKI NARRANDO~
Eu andava normalmente pela calçada dirigindo-me até a minha amada casa... Incrível como ele me ignora... Avistei o próprio Yoshida Kiyoto agachado bem na frente do meu irmãozinho! Eu já não havia dito para que nunca mais se aproximasse do Kazuto-kun?? Após aquele beijo nojento há algumas semanas eu o ordenei isso!
~FLASH BACK ON~
Empurrei-o para longe de meu corpo e ele foi obrigado a largar meus lábios.
– Chega... Vá embora! Não chegue perto do Kazuto-kun nunca mais na sua vida inteira!
~FLASH BACK OFF~
Infelizmente parece que nada adiantou.
– Entendo... Tudo bem, obrigado. -- Ouvi o Kiyoto dizer;
– Mais por que você fez essas perguntas, tio? -- Perguntou o meu irmão
"Perguntas? Que perguntas?"
– Por nada, garoto, vá brincar. -- Acariciou a cabeça do Kazuto-kun levemente e ele assentiu sorrindo. Sorriu juntamente com ele e voltou a levantar-se. Colocou sua mão sobre sua nuca, retirou-a e passou a andar.
– Kiyoto -- Chamei-o. Ele parou e se virou para mim, fitando-me. Aproximei-me.
– Saki-chan? -- Perguntou surpreso.
– Por que você estava conversando com ele?
– Aa... Não foi nada de mais.
– Eu não te proibi de chegar perto do meu irmão? Droga...
– Eu não fiz nada com ele, apenas conversamos.
– O que você falou para ele?
– Nada de mais.
– Eu pergunto pra ele depois. -- Pareceu surpreso e calou-se por um tempo.
– Eu perguntei... Aa........ -- Fiquei apenas fitando-o seriamente esperando uma resposta. — Se você está interessada em outro homem... -- Virou seu rosto para o lado, envergonhado. Fiquei surpresa com a resposta que obtive.
– Não quero me interessar por ninguém. Eu já estou interessada... Em um cara aí.. Não posso me interessar por mais ninguém.
Kiyoto permaneceu calado, então abaixou sua cabeça com um olhar triste.
– Certo... -- Disse-me. — Não se preocupe então... Não vou fazer nada com ele... Também, nada adianta... Você nunca me aceitaria mesmo... -- Passou a falar mais baixo e virou-se, pronto para sair.
– Você não pode fazer nada com ele mesmo. -- Voltou a fitar-me com um olhar curioso.
– Você iria se suicidar?
– Huh? -- Parecia não ter entendido nada do que eu havia dito. Dei uma risada leve e rápida. — Se você for matar o cara que eu gosto, você terá que se matar.
Ele arregalou os olhos, não acreditava no que eu havia acabado de dizer.
– Mentira... Você está me zoando, não é? -- Perguntou um tanto desesperado.
– Não.
– Isso não é legal!
– Eu não to zoando, Kiyoto. -- Aproximei um pouco. — Você não era louco para que eu gostasse de você? -- Não obtive resposta, apenas um breve silêncio. — Não queria que eu lhe aceitasse? Você não quer mais?
– Quero...
– Então aproveite, seu bobo. -- Dei um leve beijo em seus lábios. Comecei devagar e fui acelerando aos poucos. O Kiyoto não parecia acreditar, permaneceu por alguns segundos com seus olhos bem abertos e foi fechando-os aos poucos. Logo passou a me segurar pela cintura, então, após um intenso beijo, afastei-me aos poucos e abracei-o forte, então ele feis o mesmo.
~KIYOTO NARRANDO~
Aah... Aquele dia... Não há nada mais perfeito no mundo do que o primeiro beijo!
– Obrigado... -- Sorriu. Eu estava totalmente apaixonado, não achava nada mais lindo do que o seu sorriso! Tudo estava indo tão bem...
Mas foi tudo tão de repente...
Continua...
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