Sorrisos Mortais
16 Confissões Arruinadas
Notas iniciais
Todos curvaram-se, não sobrou ninguém de pé!
"Incrível, sinto como se adorassem-me!"
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Desamarrei a pequena e soltei-a, mas a mesma caiu sobre o chão e lá ficou. Dei de ombros e virei-me, apenas passei a distanciar-me. Ao olhar para onde Mayumi se encontrava, pude vê-la nos braços de Karui... Ele chegou lá tão rápido que nem mesmo pude vê-lo aproximando-se. O mesmo pegou-a em seu colo, a pequena abraçou-o, estava tão assustada... Podia ver tal medo nas suas mãos, tremiam fora de controle. Ela fora levada até a enorme mansão que o homem que amava possuía...
"Acho que não irei a lugar algum se continuar assim... A Saki-chan nunca amaria um Serial Killer..."
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Toquei a campainha da casa da Saki-chan, carregava em minhas mãos uma caixa com deliciosos bombons de marca caríssima.
– Por que não me deixa? -- Foi de um olhar sério e raivoso do qual saíram estas palavras logo após a porta ser aberta. Mal pude vê-la e já recebi uma bronca dessas.
Deixei claro o que desejava entendendo minha mão, que segurava a caixa. Saki-chan olhou, observou, fitou, avistou, pensou, meditou no que viu, até que voltou a fitar-me no rosto.
– O que é isso? -- Observava-me fria.
– Bombons. -- Sorri inocente.
– Como vou saber se não estão envenenados?
– Não quero mata-la -- Me surpreendi por conta da tal pergunta feita.
– E se tiver uma bomba? -- Continuava séria.
– Eu não quero mata-la, já disse.
– E se forem tóxicos?
– Eu nunca desejei a sua morte, não faria algo do tipo.
– E se forem ácidos e corroerem-me até a morte?
– Eu nunca a machucaria -- Me surpreendi novamente, pois a Saki-chan apanhou a caixa e jogou-a no meu rosto, a mesma caiu um pouco à frente dos meus pés. Dei pequenos passos para trás por conta do susto.
– Não me interesso pelos seus presentes! -- Afirmou nervosa.
– Poderia, pelo menos, aceitar um único deles? Por respeito?
– Não devo-lhe respeito! Não mereces respeito! Nem o meu, nem o de qualquer pessoa!
– Espere, eu posso mudar por você! Farei o que for preciso para ficar-mos juntos! Eu te amo, Saki-chan...–- Minha pele avermelhou-se, envergonhei-me ao confessar algo como aquilo, de extrema importância para mim.
– Você não ama a ninguém... Aposto que nem mesmo o seu próprio pai você amou! Não mudaria nem mesmo pela sua própria vida, quanto mais pela minha! Você não mudará, morrerá numa cadeira elétrica!!! E assim espero... Assassino... -- Ouvi o triste som da porta sendo fortemente fechada, assim, fui deixado para trás. Chorei em silêncio ali mesmo, virei-me e distanciei-me do local, deixando o pequeno presente caído sobre o chão em frente à porta da casa.
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Estava caminhando pelo enorme jardim da escola onde estudava durante o intervalo, quando vi de longe a Saki-chan caminhando calmamente. Aproximei-me normalmente e iniciei uma simples conversa, uma das mais comuns.
– Olá. -- Sorri.
– Olá. -- Respondeu após fitar-me calada por uns segundos.
– Tudo bem?
– Sim, como não? E você?
– Eu vou bem. Sabe... Eu adoro o seu sorriso...
– Legal. -- Interrompeu-me fria.
– Poderia mostra-lo? Não deveria guardar uma coisa tão linda para si. -- Continuei sem nem mesmo pensar que fui interrompido.
– Não seria muito inteligente da minha parte fazer algo que você queira.
– Por favor! Um simples sorriso não mata ninguém...
– O seu mata! Não seria legal vê-lo, não é mesmo? Adeus. -- Retirou-se.
– Espere... -- Fui ignorado, como sempre. Desisti, ela nunca ouviria-me, então caminhei novamente para a sala de aula entristecido.
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– Saki-chan... Eu te amo muito! -- Falei.
– Sim, eu já sei. -- Tive como resposta.
– Queria muito ter esse amor correspondido...
– E terá! -- A Saki-chan aproximou-se e beijou-me na boca. Fechei meus olhos e aproveitei seus lábios... Eram quentes e úmidos... O gosto era perfeito para a ocasião. Mas, infelizmente, abri novamente meus olhos e avistei o teto escurecido do meu quarto. Foi tudo um sonho, droga. Fechei novamente meus olhos e adormeci e tive outro sonho como este.
~NO SONHO~
Eu estava à voltar para a minha casa, quando, misteriosamente, sinto uma mão à segurar o meu ombro, fazendo-me parar.
– Espere, não vá! -- Ouvi a voz da Saki-chan. Olhei para a tal pessoa e a vi segurando-me. — Preciso confirmar algo.
– O que?
– Se você beijar bem, posso aceitar o seu pedido de namoro.
– Como assim?
– Apenas mostre-me. -- Aproximei-me e o fiz. Que sonho estranho, isso fez com que a Saki-chan parecesse interesseira! Não gostei... Do nada, ela afastou-se e soltou-me.
– Não, isso não foi como imaginei. Continuarei à odiá-lo. Adeus. -- Deu meia volta e saiu rebolando.
Acordei meio estranho... Ver aquele lado da Saki-chan não foi legal, apesar de saber que foi apenas um simples sonho, um daqueles sonhos idiotas e confusos. Apenas levantei-me e fui tomar café da manhã, como de costume.
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Tentei conversar com a Saki-chan, fui até sua casa, mas antes de tocar a campainha, aproximei-me do cesto de lixo e olhei lá dentro. A caixa de bombom da qual eu havia lhe dado estava lá, jogada... Como se fosse mesmo um lixo. Tentei ignorar o fato, aproximando-me da porta e tocando a campainha. A Saki-chan abriu a porta logo dando-me uma nova bronca.
– Vá embora, não o quero aqui! Não entende?
– Eu... Eu só queria-...
– Eu não preciso saber sobre você, não seria legal se eu fosse uma de suas vítimas também! -- Interrompeu-me.
Antes que eu pudesse falar algo, uma cabecinha apareceu na porta, batia no quadril da Saki-chan. Era um menininho de cabelos negros e olhos verde claro e grandes.
– Onee-sama (irmã mais velha), com quem conversa?
– Kazuto-kun, eu disse para não vir! Entre! -- Obedeceu entristecido.
– Cruel, Onee-sama -- Pude ouvir a voz do pequeno vindo de dentro da casa.
– Você não sabe a verdadeira crueldade, irmãozinho... -- Murmurou.
"Ela tem um irmão..."
Continua...
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